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Ércio Ramos dos Santos, mais conhecido como Ércio, é um advogado e ex-futebolista brasileiro que jogava como ponta-esquerda. É o oitavo maior artilheiro do Paysandu Sport Club, com 104 gols. Foi revelado pelas categorias de base do clube no fim da década de 1950 e o defendeu ativamente ao longo da década seguinte. Um de seus gols foi marcado na célebre vitória alviazul por 3-0 sobre o Peñarol, em 1965. Ao fim da carreira, foi campeão paraense também pela Tuna Luso.[1] Era apelidado de "O Motorzinho da Curuzu".[2]

Ércio
Informações pessoais
Nome completo Ércio Ramos dos Santos
Data de nasc. 8 de junho de 1939 (80 anos)
Local de nasc. Belém, Brasil
Nacionalidade Brasileira
Canhoto
Informações profissionais
Posição Ponta-esquerda
Clubes de juventude
Paysandu
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1959-1969
1969-1971
Paysandu
Tuna Luso
? (104)
Seleção nacional
1962 Pará ? (2)

Aposentou-se do futebol aos 31 anos, para cursar universidade. Foi aprovado no vestibular para o curso de direito, em 1972, e em concurso público para o cargo de procurador autárquico da Universidade Federal do Pará em 1981,[3] tendo exercido a advocacia até 1995.[1][2]

Atualmente é um dos "beneméritos atletas" do Conselho Deliberativo do Paysandu.[4] Em 2010, foi escolhido para o trio ofensivo do time dos sonhos do "Papão", em votação promovida por colégio eleitoral de cem pessoas.[5]

CarreiraEditar

InícioEditar

Começou a jogar futebol pela equipe do Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, onde estudava. Outro integrante do time era seu irmão Osvaldino, que também praticava o esporte nas categorias de base do Paysandu, levando Ércio consigo para lá em 1954. Ércio começou a destacar-se na base a partir de 1956, sendo campeão estadual juvenil e artilheiro da competição, com 20 gols. Era centroavante e repetiu o título juvenil nos dois anos seguintes, em meio a um heptacampeonato acumulado na categoria pelo clube em 1961.[1]

Na base, Ércio era apelidado de Quarentinha, em referência a Quarenta, ídolo que defendera o clube entre as décadas de 1920 e 1940, sendo o terceiro maior artilheiro da história alviazul - e pai do Quarentinha mais famoso nacionalmente, a iniciar a carreira na mesma equipe no início da década de 1950 antes de converter-se no maior artilheiro do Botafogo. Em 1956, o clube promoveu a estreia de outro Quarentinha no time principal, o meia de nome Paulo Benedito dos Santos Braga, que viria a se tornar o maior ídolo e campeão pelo Paysandu. Paulo Braga já estava consolidado em 1959,[6] ano em que Ércio subiu ao time principal,[1] diretamente dos juvenis, sem passar pela equipe intermediária dos aspirantes.[2] Assim, Ércio passou a ser referido pelo próprio nome.[6]

Em seu primeiro ano entre os adultos, Ércio marcou nove gols pelo estadual daquele ano,[1] o primeiro deles já na primeira rodada, em vitória de 6-3 sobre o Belenenses. Na quarta, marcou duas em vitória de 4-0 sobre o Pinheirense. Destacou-se sobretudo na vitória de 5-1 sobre o Júlio César, na primeira rodada do terceiro turno, quando marcou três vezes.[7] A conquista teve ainda outro sabor adicional de igualar Paysandu e o rival Remo como maiores campeões estaduais, com ambos tendo 19 taças.[8] Naquele ano, Ércio destacou-se também pelo gol do empate em 1-1 em amistoso contra o celebrado Botafogo de Garrincha.[1] Também marcou pela primeira vez no clássico Re-Pa, em amistoso pelo festival azulino. Foi o primeiro em vitória por 2-1 dentro do estádio rival. [9]

Primeiro tricampeonatoEditar

O Remo, inicialmente, retomou a vantagem de maior campeão estadual isolado, ganhando o estadual de 1960. E o Paysandu imediatamente voltou a se igualar, em 1961.[8] A campanha, porém, começou acidentada, em empate em 1-1 com o modesto Belenenses e derrotas para o União Esportiva (4-3) e Júlio César (1-0), tudo no estádio da Curuzu. Também perdeu em casa o Re-Pa por 2-0, resultado que deu ao Remo o título do turno inicial. A reação da diretoria aos protestos da torcida foi criar um departamento autônomo ao futebol, gerido pelo industrial Nelson Souza Rosa, que, investindo alto, contratou Gentil Cardoso como treinador. A mudança funcionou e Ércio terminou personificando a conquista, ao marcar o único gol do Re-Pa decisivo, no estádio da Tuna Luso, realizado já em 8 de abril de 1962. O lance ficou famoso: o goleiro azulino Edgar agachou-se para agarrar um chute que Ércio desferiu de longa distância. Mas a bola desviou no chamado "montinho artilheiro" e enganou o adversário.[1][10]

Gentil Cardoso foi mantido para o ano seguinte, assim como a equipe-base, com o novo título em 1962 vindo sem maiores dificuldades.[11] O clube, ali, também superou o Remo em número de títulos.[8] Também em 1962, em dezembro, Ércio estreou pela seleção paraense, em polêmica: foi em excursão à Guiana Neerlandesa. Os surinameses notaram que estavam enfrentando uma seleção B, embora houvessem contratado jogos contra a seleção principal, deixando então de promover por longos anos intercâmbios com o futebol paraense. Ércio marcou um gol, em derrota de 4-1 para o Transvaal.[12]

No mesmo mês, Ércio apareceu no time principal da seleção, marcando de pênalti o gol do empate em 1-1 com o Maranhão pelo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, resultado que deu o simbólico título de Campeão do Norte ao adversário. Foi o último jogo da seleção do Pará até o ano de 1971.[12] Apesar do insucesso, ele em 2018 demonstrou orgulho pela passagem pela seleção, declarando que o ano de 1962 foi o mais inesquecível da carreira, entrelaçado a fatores pessoais:[2]

Em paralelo, um tricampeonato estadual com o Paysandu veio em 1963 com a única turbulência ocorrendo em uma goleada sofrida de 7-1 para a Tuna, já na rodada inicial do terceiro turno. Já no Re-Pa, Ércio marcou, de pênalti, o gol da vitória.[13]

Vencendo o PeñarolEditar

O Remo voltou a ganhar o título em 1964, embora tenha perdido um dos Re-Pas por 2-1, com Ércio marcando um dos gols - o resultado deu o título do primeiro turno à Tuna Luso.[14] Antes naquele ano, ele já havia marcado em outros clássicos, em vitórias amistosas por 5-3 e 4-1 na Curuzu, com a torcida alviazul gritando "olé" na segunda.[15] Mas o Paysandu reagiu com um novo tricampeonato entre 1965 e 1967.[8]

Em 1965, além de um título estadual fácil, com dez vitórias em doze jogos garantido em uma data festiva em 22 de novembro no qual o Paysandu conseguiu também títulos estaduais nas categorias juvenil e aspirante, outros momentos destacados ocorreram. O clube contratou o renomado goleiro Castilho,[16] participante de quatro Copas do Mundo e vencedor de duas.[17] E, com Ércio presente, ganhou o título invicto em torneio internacional que reuniu Fast, Fortaleza e Transvaal.[18]

Mas mais marcante ainda foi a vitória por 3-0 sobre o Peñarol, equipe das mais poderosas mundialmente na época [19][20][21] e que mantinha uma invencibilidade de treze partidas, com recentes vitórias contra brasileiros naquele ano sobre Santos (3-2, após derrota de 5-4, e 2-1, todos pela Taça Libertadores da América de 1965) e Fluminense (3-1 em amistoso no Maracanã).[22] E foi Ércio quem abriu o placar. Foi aos 18 minutos do primeiro tempo, em chute alto e forte do bico da pequena área, vencendo Ladislao Mazurkiewicz, que não viu onde a bola entrou.[1] A vitória sobre os uruguaios rendeu crônica de Nelson Rodrigues no jornal O Globo, na época.[23]

O título estadual de 1966 teve o sabor extra de ocorrer no ano em que se celebravam os 350 anos da cidade de Belém,[24] o que motivou também um torneio municipal, igualmente vencido por Ércio e o Paysandu, de forma invicta.[25] O Estadual também veio de forma invicta, embora Ércio já não estivesse na titularidade, revezada sobretudo entre Vadeco e Garcia.[26]

O segundo tricampeonatoEditar

Ércio também esteve em outra vitória no Re-Pa, um 2-0 em amistoso na casa adversária assegurado a despeito disso e do rival, que celebrava 60º aniversário, contar especialmente para a ocasião com o celebrado Nilton Santos.[27] Em 1967, o clube excursionou de forma invicta pelas Guianas e pelo Caribe, chegando a ganhar duas vezes da seleção de Trinidad e Tobago (2-1 e 1-0).[28] E conquistou novo título estadual de forma das mais lembradas, após seis Re-Pas seguidos em um espaço de 26 dias: o segundo turno terminou empatado entre os dois rivais, forçando jogo-extras. O primeiro terminou empatado e o segundo foi vencido pelo Remo. Como os alvicelestes haviam vencido o primeiro turno, fez-se necessário mais jogos. Os dois primeiros terminaram empatados, com a vitória bicolor por 2-0 no terceiro enfim finalizando o campeonato. Ércio voltou à titularidade e marcou o segundo gol na vitória por 2-0 no último desses clássicos, garantindo o título histórico.[29]

O tricampeonato acumulou ao todo 36 vitórias do Paysandu em 47 jogos, com apenas três derrotas. O disputadíssimo torneio de 1967 também foi disputado em contratações de treinadores: o ex-goleiro Castilho agora treinava o ex-clube enquanto o Remo era treinado por outro ex-craque, Zizinho.[30] Aquele foi precisamente o ano que mais teve Re-Pas, dezessete, em média um a cada vinte dias.[31] Em 1968, o tetracampeonato estadual não veio,[8] mas Ércio e o Paysandu destacaram-se pela vitória de 1-0, no estádio da Curuzu, sobre a seleção romena, uma das mais fortes da Europa na época e que se classificaria à Copa do Mundo FIFA de 1970.[32] Ércio também teve a felicidade de marcar um gol no lendário goleiro Gilmar, em derrota amistosa por 3-1 para o Santos de Pelé.[1] Ele também marcou em vitória por 2-1 em Re-Pa válido por quadrangular envolvendo também a Tuna Luso e a seleção brasileira olímpica. O jogo ocorreu em 5 de setembro no estádio rival.[33]

Novo título estadual veio em 1969, mas sem Ércio na titularidade.[34] Seu posto foi ocupado por Da Silva e o ídolo entrou em atrito com o treinador, o ex-goleiro Castilho; Ércio jogou somente até o fim do primeiro turno. Deixou ao todo 104 gols, se constituindo no oitavo maior artilheiro alviazul.[1] Dentre os últimos gols, um em vitória de 4-0 em um Re-Pa amistoso realizado na Curuzu em 30 de abril daquele ano. Aquele resultado igualou Paysandu e Remo em número de vitórias no clássico, com cada um acumulando 139 triunfos. Foi a última vez que Ércio, como jogador o Paysandu, enfrentou o arquirrival.[35]

Na Tuna LusoEditar

Ainda em 1969, Ércio reforçou a Tuna Luso no segundo semestre, na disputa do Torneio Norte-Nordeste daquele ano.[1] Os cruzmaltinos não eram campeões estaduais desde 1958,[8] um ano antes da estreia adulta do jogador .[1] No campeonato de 1970, Ércio revezou-se com Gonzaga na campanha que encerrou o jejum tunante. O veterano marcou três gols, o suficiente para ser o terceiro artilheiro dos campeões, ao lado do próprio Gonzaga.[36]

Os gols de Ércio vieram em jogos seguidos, da terceira à quinta rodada, e o último deles foi em vitória por 4-1 no clássico com o Remo. O torneio prolongou-se até o ano seguinte.[37] Uma vez campeão, o ponta decidiu parar de jogar, irritado ao saber por terceiros que o treinador Aloísio Brasil recomendara a não-renovação de contrato do reforço, julgado como velho aos 31 anos.[1]

Após pararEditar

Ércio possuía o segundo grau completo e em 1972 foi aprovado no vestibular no curso de direito, onde formou-se. Em 1981, foi aprovado também em concurso para o cargo de procurador da Universidade Federal do Pará,[3] onde trabalhou até 1995.[38][1]

É filiado filiado ao PDT desde 1981.[39]

Em 2010, ele e seus antigos colegas Bené e Robilotta foram eleitos para o trio de ataque ideal do Paysandu, em um time dos sonhos escolhido por um colégio eleitoral de cem pessoas.[5]

Em 2018, comentou: "parei (de jogar) porque eu queria estudar e assim o fiz. Em 1972, passei no vestibular e me tornei um advogado. Hoje também sou aposentado da advocacia. Larguei em 1995! Posso dizer que sou realizado por ter exercido minhas duas paixões". Atualmente, tem sete filhos, quatro deles adotivos, além de dezessete netos e cinco bisnetos,[2] além de ser um dos beneméritos atletas do Conselho Deliberativo do Paysandu.[4]

TítulosEditar

PaysanduEditar

Tuna LusoEditar

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n DA COSTA, Ferreira (2013). Ércio - Ponta-esquerda gravou o seu nome na história. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 131-133
  2. a b c d e f COSTA, Fábio (7 de abril de 2018). «Ércio Ramos, o jogador advogado, e a payxão de coração». ORM. Consultado em 28 de abril de 2018. Arquivado do original em 29 de abril de 2018 
  3. a b Diário Oficial da União de 07-12-1981, Seção 2, p. 61.
  4. a b «Conselho Deliberativo». Paysandu Sport Club. Consultado em 28 de abril de 2018 
  5. a b DA COSTA, Ferreira (2013). Robilota - Arrancou aplausos das duas grandes torcidas. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 255-256
  6. a b LEAL, Expedito (2013). Quarentas e Quarentinhas. Re-Pa - Rivalidade Gloriosa. Belém: Meta Editorial & Propaganda, pp. 46-51
  7. DA COSTA, Ferreira (2013). 1959 - Jogo emocionante, Toni empata e dá ao Paysandu mais um título. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 118-121
  8. a b c d e f DIOGO, Julio Bovi (8 de maio de 2016). «Pará State League - List of Champions». RSSSF Brasil. Consultado em 28 de abril de 2018 
  9. DA COSTA, Ferreira (2015). 1959. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 84-85
  10. DA COSTA, Ferreira (2013). 1961 - "Montinho artilheiro" colaborou e Papão ficou com o Campeonato. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 129-131
  11. DA COSTA, Ferreira (2013). 1962 - Paysandu mantém Gentil Cardoso e chega fácil ao bicampeonato. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 132-135
  12. a b DA COSTA, Ferreira (2013). A seleção do Pará através dos tempos. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 306-331
  13. DA COSTA, Ferreira (2013). 1963 - Sob a direção de Caim, Paysandu alcança o tricampeonato. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 136-138
  14. DA COSTA, Ferreira (2013). 1964 - Remo perde para o Liberato, se recupera, e conquista o título. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 139-141
  15. DA COSTA, Ferreira (2015). 1964. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 94-96
  16. DA COSTA, Ferreira (2013). 1965 - Paysandu traz Castilho e dá um passeio no certame: É Campeão. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 142-145
  17. DA COSTA, Ferreira (2002). 1965 - Campeão de Futebol Profissional. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 74-75
  18. DA COSTA, Ferreira (2002). 1965 - Campeão Invicto do Torneio Internacional. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, p. 69
  19. «Há 47 anos, Paysandu vencia o time imbatível do Peñarol do Uruguai». Globo Esporte. 18 de julho de 2012. Consultado em 19 de julho de 2017 
  20. SANTOS, Ronaldo (18 de julho de 2013). «Há 48 anos, Paysandu escrevia na história a grande vitória sobre o Peñarol». Paysandu. Consultado em 19 de julho de 2017 
  21. SANTOS, Ronaldo (18 de julho de 2014). «Há 49 anos o Paysandu vencia o poderoso Peñarol-URU». Paysandu. Consultado em 19 de julho de 2017 
  22. 1965 - Copa Uruguaya, Vice Campeón Copa Libertadores (2011). Club Atlético Peñarol 120. Montevidéu: Ediciones El Galeón, pp. 122-123
  23. DA COSTA, Ferreira (2002). 1965 - Paysandu 3 x 0 Peñarol. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 70-71
  24. DA COSTA, Ferreira (2002). 1966 - Bicampeão dos 350 Anos de Belém. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 76-77
  25. DA COSTA, Ferreira (2002). 1966 - Campeão do Torneio Cidade de Belém. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, p. 77
  26. DA COSTA, Ferreira (2013). 1966 - Paysandu forma a dupla Bené-Robilota e conquista o título invicto. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 146-148
  27. DA COSTA, Ferreira (2015). 1966. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 100-102
  28. DA COSTA, Ferreira (2002). 1967 - Excursão invicta ao Exterior. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, p. 78
  29. DA COSTA, Ferreira (2002). 1967 - Tricampeão de Futebol Profissional. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 78-79
  30. DA COSTA, Ferreira (2013). 1967 - Paysandu levanta o tricampeonato, após 5 clássicos Re-Pa emocionantes. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 149-152
  31. DA COSTA, Ferreira (2015). Fatos e Personagens do Re-Pa. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 216-220
  32. DA COSTA, Ferreira (2002). 1968 - Seleção da Romênia provou do veneno: 1 x 0. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, p. 80
  33. DA COSTA, Ferreira (2015). 1968. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 107-109
  34. DA COSTA, Ferreira (2013). 1969 - Com artilharia "pesada", Papão garante a conquista do título de Campeão. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 156-159
  35. DA COSTA, Ferreira (2015). 1969. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 107-109
  36. DA COSTA, Ferreira (2013). 1970 - Time "Prata da Casa" deu à Tuna mais um Campeonato após 12 anos. Memorial Cruzmaltino. Belém: ArtGráfica, pp. 100-105
  37. DA COSTA, Ferreira (2013). 1970 - Time "prata-da-casa" deu à Tuna mais um campeonato, após 12 anos. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 160-162
  38. Diário Oficial da União de 15-12-1995, Seção 2, p. 273.
  39. «Filiação Partidária ao PDT - PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA em BELÉM / PA». FiliaWeb. Consultado em 28 de abril de 2018