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Wolter Robilotta [1] (São Paulo, 6 de fevereiro de 1945 - Belém, 7 de junho de 2011) mais conhecido como Robilotta, por vezes grafado como Robilota,[2] Robillota, Rubilota [3] ou ainda Rabilota,[4] foi um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante. É o 15º maior artilheiro da história do Paysandu, com 70 gols,[5] destacando-se também no arquirrival Remo, clubes que defendeu nas décadas de 1960 e de 1970, acabando por radicar-se em Belém mesmo após parar de jogar.[2] Foi o artilheiro da primeira Série B do Brasileirão, em 1971.[4]

Robilotta
Informações pessoais
Nome completo Wolter Robilotta
Data de nasc. 6 de fevereiro de 1945
Local de nasc. São Paulo, Brasil
Nacionalidade Brasileira
Falecido em 07 de junho de 2011 (66 anos)
Local da morte Belém, Brasil
Informações profissionais
Posição Meia-atacante
Clubes de juventude

1964
Palmeiras
Vasco da Gama
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1965
1965-1967
1968-1971
1972
Vasco da Gama
Paysandu
Remo
Paysandu

? (70)
Seleção nacional
1971 Pará 001 00000000000(0)

Era um atacante de avaliado como de técnica refinada, complementando-se assim com o estilo rompedor de Bené, por sua vez o maior artilheiro do Paysandu [6] e de quem foi colega,[7] e a quem o próprio Robilotta indicara ao time.[6] São considerados a melhor dupla de área da história do futebol paraense, acumulando juntos 319 gols; ambos acabariam eleitos em 2010 para o trio ofensivo do time dos sonhos do clube.[2] No Remo, desenvolveu parceria similar com Alcino.

Índice

CarreiraEditar

InícioEditar

Robilotta começou no futebol de salão do Palmeiras, ainda em São Paulo, sua cidade natal. Ainda como juvenil, transferiu-se ao Vasco da Gama em 1964, logo chegando ao time de aspirantes. Havia acabado de chegar ao time vascaíno profissional quando foi contratado pelo Paysandu, em 1965.[2]

O clube paraense vinha de um ano histórico em 1965, marcado pela vitória por 3-0 sobre um Peñarol que se colocava entre os mais fortes times do mundo, façanha que ecoou inclusive no Rio de Janeiro, onde rendeu crônica de Nelson Rodrigues no jornal O Globo, na época. Um dos destaques dessa partida, realizada em 19 de julho, foi Milton Dias, autor de um gol e uma assistência.[8] Ele terminou negociado com a própria equipe uruguaia,[9] não jogando mais o estadual daquele ano após agosto.[10]

O campeonato paralisou-se por cerca de um mês entre setembro e outubro. Foi quando Robilotta então estreou na competição, na primeira rodada do segundo turno, em 17 de outubro. Na ocasião, marcou o primeiro gol da partida vencida por 2-1 sobre o Avante.[10] Uma semana antes, em 10 de outubro, ele já havia estreado no clássico Re-Pa, em amistoso na casa rival vencido por 4-1, com ele também marcando.[11]

Consagrando-se no Paysandu: tricampeão seguidoEditar

No restante do estadual, Robilotta desempenhou boa dupla com outra novidade do elenco, Edson Piola. Marcou em todos os jogos até o título ser garantido, incluindo o único de um clássico com a Tuna. O "Papão", reforçado ainda com o veterano goleiro Castilho e o treinador uruguaio Juan Álvarez, terminou campeão de modo fácil, acumulando dez vitórias em doze partidas.[10] Mesmo só jogando a reta final, Robilotta marcou ao todo seis vezes.[12]

No início de 1966, porém, o Paysandu não vinha em boa fase, atravessando uma série de resultados ruins no Re-Pa (derrotas de 3-0 e 3-2) e também no clássico com a Tuna Luso (3-2 e 3-1) em torneio internacional que envolvia também a equipe do Transvaal, da Guiana Neerlandesa. Robilotta então indicou a contratação de Bené, a quem conhecia do time de aspirantes do Vasco. A estreia de Bené veio precisamente na rodada final desse torneio, um novo duelo contra o Remo, que vinha invicto havia 27 partidas. O reforço foi titular. Não chegou a fazer uma grande exibição, sendo inclusive substituído por Luís Zago, mas teve uma estreia auspiciosa: em 25 de março, o Papão venceu a partida por 3-0 - um dos gols, por sinal, foi de Robilotta.[6][13]

Com essa dupla formada, o Paysandu engatou doze jogos de invencibilidade.[6] Robilotta, inclusive, marcou gol em outros Re-Pa amistosos, em abril, em vitória por 2-0 dentro do estádio rival e e em empate em 1-1.[14]Em maio, começou o campeonato paraense de 1966, que teria um sabor especial de ocorrer no ano em que se celebravam os 350 anos da cidade de Belém,[15] o que motivou também em paralelo um torneio municipal, vencido de forma invicta pelo clube no mesmo mês.[16] Nessa competição paralela, Robilotta marcou o gol da vitória por 1-0 no Re-Pa. [14]

O Estadual também veio de forma invicta, no embalo do bom funcionamento da dupla Bené, um atacante rompedor, e Robilotta, de estilo mais clássico. Robilotta marcou treze vezes, sendo o artilheiro dos campeões, com destaque aos três no 5-0 sobre o Avante e aos dois em 5-1 no Combatentes, enquanto Bené fez doze.[17]

Em 1967, o clube excursionou de forma invicta pelas Guianas e pelo Caribe, chegando a ganhar duas vezes da seleção de Trinidad e Tobago. Robilotta foi o vice-artilheiro da turnê, com seis gols em meio às oito partidas da gira,[18] incluindo dois na vitória por 4-0 sobre a seleção trinitária.[19] Depois, veio conquista de novo título estadual, de forma das mais lembradas, após seis Re-Pas seguidos em um espaço de 26 dias: o segundo turno terminou empatado entre os dois rivais, forçando jogo-extras. O primeiro terminou empatado e o segundo foi vencido pelo Remo. Como os alvicelestes haviam vencido o primeiro turno, fez-se necessário mais jogos. Os dois primeiros terminaram empatados, com a vitória bicolor por 2-0 no terceiro enfim finalizando o campeonato.[20]

A disputa acirradíssima do torneio de 1967 também se deu em contratações de treinadores: o ex-goleiro Castilho agora treinava o Paysandu enquanto o Remo era treinado por outro ex-craque, Zizinho. Na campanha, Robilotta destacou-se sobretudo pelos três gols no 4-1 sobre o Liberato de Castro, pelos quatro no 7-2 no Combatentes, pelos três no 4-0 sobre o Júlio César e pelo gol no 1-1 na primeira finalíssima decidida pelo Re-Pa em uma série melhor-de-três.[21] Aquele foi precisamente o ano que mais teve Re-Pas, dezessete, em média um a cada vinte dias.[22]

Robilotta foi o artilheiro do elenco campeão, com 17 gols.[20] No Re-Pa, ainda marcou outras duas vezes naquele ano, em amistoso do Torneio Hexagonal do Norte (1-1) e em outro vencido por 1-0.[23] Porém, três meses após enfrentar o Remo pela última partida da decisão estadual, em dezembro,[21] já defendia em março o arquirrival no estadual seguinte,[24] preferindo não renovar contrato com os alviazuis.[2]

Consagrando-se no Remo: campeão estadual e regionalEditar

No Remo, Robilotta fez grande dupla de ataque inicialmente com Amoroso, adquirido em definitivo perante o Fluminense, de onde estava emprestado e que em troca adquirira Assis. Treinados por Danilo Alvim, Amoroso terminou na artilharia do campeonato, com dez gols, enquanto Robilotta fez oito.[24]

O "Leão" foi campeão com o reforço destacando-se contra os rivais: fez o único gol do clássico com a Tuna no estádio cruzmaltino, no primeiro turno, em que também marcou no 2-0 no Re-Pa, resultado que deu o título do turno aos azulinos. No segundo turno, marcou outro em 5-3 sobre os tunantes. O título foi invicto,[24] e para Robilotta também foi individualmente o quarto título paraense seguido, após ter vencido os três anteriores pelo rival.[2] O Remo também venceu a etapa Norte do Torneio Norte–Nordeste de 1968.

Em 1969, o Paysandu recuperou o título estadual, sem dar margens para qualquer reação.[25] Os remistas, porém, novamente terminaram o ano como vencedores do Norte no Norte-Nordeste daquele ano, com Robilotta marcando gol em Re-Pa válido pela competição e vencido por 1-0, em novembro. No mês seguinte, fez outro em vitória por 2-0, esta amistosa.[26] Também pelo Norte-Nordeste, marcou o único de clássico com a Tuna.[27]

Em 1970, Robilotta chegou a marcar os quatro gols de vitória por 4-0 sobre o Sacramenta.[27] Mas o Remo atravessou sua maior sequência de jogos sem vencer o Re-Pa (treze, com Robilotta presente em seis) e viu o estadual daquele ano ser decidido entre os rivais Paysandu e Tuna Luso.[28] Uma reação da diretoria azulina foi efetivar a contratação do atacante Alcino, recomendado por Assis - inicialmente, por empréstimo de três meses.[29] Robilotta estava lesionado e isso possibilitou que Alcino logo obtivesse titularidade,[30] e suas boas atuações terminaram por aprova-lo na direção do clube apesar das polêmicas extra e intra campo que já causava.[31]

Com Alcino e o recuperado Robilotta juntos, o Remo esteve perto de voltar a ser campeão estadual em 1971. Os dois juntos chegaram a marcar os gols da vitória por 2-0 no clássico com a Tuna, também derrotada por 1-0 com gol de Robilotta.[27] Na competição, o "Leão", campeão do segundo turno, conseguiu abrir 2-0 em Re-Pa na finalíssima dentro do estádio alviazul, mas acabou derrotado por 3-2, em virada inédita e jamais realizada outra vez na história da rivalidade.[32]

Por outro lado, o clube foi campeão da Taça Norte–Nordeste de 1971. Nos Re-Pas válidos pela competição, o rival venceu o jogo de ida por 1-0 dentro do estádio remista, mas na volta, no estádio do Paysandu, foi derrotado por 2-0 com Robilotta marcando. Ele também marcou nas duas partidas contra a Rodoviária,[27] que deram ao "Leão" o título da etapa Norte;[33] e os dois gols da vitória por 2-0 sobre o Itabaiana,[27] que valeram o título supra-regional. [34]

O torneio norte-nordestino também valia como semifinal da segunda divisão do Brasileirão daquele ano. O Remo terminou derrotado pelo Villa Nova. [34] Robilotta, acumulando quatro gols, fez o suficiente para ser o primeiro artilheiro oficial da Série B.[4]

Ainda em 1971, Robilotta defendeu também, pela única vez, a seleção paraense, que não jogava desde 1962. Na ocasião, o Pará disputou amistoso com o clube português do Porto, com quem empatou em 1-1.[35]

Final e após pararEditar

Robilotta, em 1972, optou por retornar o Paysandu, retomando a dupla com Bené.[2] No estadual daquele ano, estreou na rodada final do segundo turno, precisamente no Re-Pa. Abriu o placar, mas terminou derrotado por 2-1. O resultado favoreceu a Tuna Luso, campeã do turno. O Paysandu, porém, venceria o terceiro turno, forçando um triangular entre o trio principal do Pará. Robilotta nessa fase atuou no clássico com a Tuna, vencido por 1-0 e determinante para o título ser possibilitando mediante o posterior empate em 1-1 no Re-Pa.[36]

Atualmente 15º maior artilheiro do Paysandu, Robilotta chegou a ser o nono maior; outros que estão à sua frente viriam a jogar apenas posteriormente pela equipe, casos de Cabinho (quinto maior, jogador na década de 1980), Zé Augusto (sétimo, das décadas de 1990 à de 2010), Edil Highlander (décimo, da década de 1980 à de 2000), Robgol (11º, na década de 2000), Patrulheiro e Roberto Bacuri (respectivamente 13º e 14º, ambos nas décadas de 1970 e de 1980).[5]

Em 1973, o jogador preferiu parar de jogar, o que não o impediu de fixar-se em Belém, onde constituiu família. Formou-se em Direito,[2] sendo inscrito na seção paraense da Ordem dos Advogados do Brasil sob o número 1.296.[1] Uma última homenagem em vida veio em 2010, quando ele, Bené e Ércio foram eleitos para o trio de ataque ideal do Paysandu, em um time dos sonhos escolhido por um colégio eleitoral de cem pessoas. Robilotta faleceu em 7 de junho do ano seguinte, vítima de parada cardíaca em cirurgia de retirada de tumor no fígado, e a seu desejo seu corpo foi cremado em cemitério de Marituba.[2]

TítulosEditar

Referências

  1. a b «Diário Eletrônico da Justiça Federal da 1ª Região» (PDF). eDJF1 Ano IX / N. 230. 18 de dezembro de 2017. Consultado em 21 de maio de 2018 
  2. a b c d e f g h i j DA COSTA, Ferreira (2013). Robilota - Arrancou aplausos das duas grandes torcidas. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 255-256
  3. «Robillota nos deixou na última terça-feira». Diário Online. 12 de junho de 2011. Consultado em 21 de maio de 2018 
  4. a b c d Os artilheiros (abril de 2018). Placar n. 1438. São Paulo: Editora Abril, p. 82
  5. a b «Conheça os 15 maiores artilheiros do Papão». Campeão dos Campeões - Revista Oficial do Paysandu Sport Club n. 15. Consultado em 21 de maio de 2018 
  6. a b c d DA COSTA, Ferreira (2013). Bené - O Furacão da Curuzu. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 55-61
  7. DA COSTA, Ferreira (2013). 1966 - Paysandu forma a dupla Bené-Robilota e conquista o título invicto. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 146-148
  8. DA COSTA, Ferreira (2002). 1965 - Paysandu 3 x 0 Peñarol. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 70-71
  9. «Vitória bicolor sobre o Peñarol completa 50 anos». ORM. 19 de julho de 2015. Consultado em 21 de maio de 2018 
  10. a b c DA COSTA, Ferreira (2013). 1965 - Paysandu traz Castilho e dá um passeio no certame: É Campeão. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 142-145
  11. DA COSTA, Ferreira (2015). 1965. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 96-100
  12. DA COSTA, Ferreira (2002). 1965 - Campeão de Futebol Profissional. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 74-75
  13. DA COSTA, Ferreira (2002). 1966 - Estréias de Bené e Oberdan. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 75-76
  14. a b DA COSTA, Ferreira (2015). 1966. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 100-102
  15. DA COSTA, Ferreira (2002). 1966 - Bicampeão dos 350 Anos de Belém. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 76-77
  16. DA COSTA, Ferreira (2002). 1966 - Campeão do Torneio Cidade de Belém. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, p. 77
  17. DA COSTA, Ferreira (2013). 1966 - Paysandu forma a dupla Bené-Robilota e conquista o título invicto. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 146-148
  18. DA COSTA, Ferreira (2002). 1967 - Excursão invicta ao Exterior. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, p. 78
  19. «Paysandu». Futebol80. Consultado em 21 de maio de 2018 
  20. a b DA COSTA, Ferreira (2002). 1967 - Tricampeão de Futebol Profissional. Papão - O Rei do Norte. Belém: Valmik Câmara, pp. 78-79
  21. a b DA COSTA, Ferreira (2013). 1967 - Paysandu levanta o tricampeonato, após 5 clássicos Re-Pa emocionantes. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 149-152
  22. DA COSTA, Ferreira (2015). Fatos e Personagens do Re-Pa. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 216-220
  23. DA COSTA, Ferreira (2015). 1966. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 103-106
  24. a b c DA COSTA, Ferreira (2013). 1968 - Remo mantém Amoroso, o "pé de coelho", e levanta o título de campeão. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 149-152
  25. DA COSTA, Ferreira (2013). 1969 - Com artilharia "pesada", Papão garante a conquista do título de Campeão. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 156-159
  26. DA COSTA, Ferreira (2015). 1969. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 107-109
  27. a b c d e «Paysandu». Futebol80. Consultado em 21 de maio de 2018 
  28. DA COSTA, Ferreira (2015). 1970. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 113-115
  29. TAVERNARD, Mauro (2017). Assis, o "anjo". Alcino Negão Motora - A História do Gigante do Baenão. Belém: RM Graph Editora, pp. 54-58
  30. TAVERNARD, Mauro (2017). Alegria e vida nova. Alcino Negão Motora - A História do Gigante do Baenão. Belém: RM Graph Editora, pp. 64-75
  31. TAVERNARD, Mauro (2017). Receita de sucesso: gols e farra. Alcino Negão Motora - A História do Gigante do Baenão. Belém: RM Graph Editora, pp. 76-81
  32. DA COSTA, Ferreira (2013). 1971 - Papão perdia de 2 a 0, virou o placar e festejou ruidosamente o título. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 163-166
  33. TAVERNARD, Mauro (2017). De volta à realidade. Alcino Negão Motora - A História do Gigante do Baenão. Belém: RM Graph Editora, pp. 107-113
  34. a b TAVERNARD, Mauro (2017). A consagração. Alcino Negão Motora - A História do Gigante do Baenão. Belém: RM Graph Editora, pp. 114-118
  35. DA COSTA, Ferreira (2013). A seleção do Pará através dos tempos. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 306-331
  36. DA COSTA, Ferreira (2013). 1972 - Apagaram as luzes do Baenão, surrupiaram a rede, mas o Papão garantiu o bicampeonato. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 167-170