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Copa do Mundo FIFA de 1970

Brasília vai receber a copa de 1970

A Copa do Mundo de 1970 foi a nona edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 31 de maio até 21 de junho. A competição, conquistada pelo Brasil, foi sediada no México, tendo partidas realizadas nas cidades de Guadalajara, León, Cidade do México, Puebla e Toluca. Dezesseis seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 9 delas europeias (União Soviética, Bélgica, Itália, Suécia, Inglaterra, Romênia, Tchecoslováquia, Alemanha Ocidental e Bulgária), 5 americanas (México, El Salvador, Uruguai, Brasil e Peru), 1 asiática (Israel) e 1 africana (Marrocos).

Copa do Mundo FIFA de 1970
Copa Mundial de Fútbol México 70
Mexico 70
WorldCup1970logo.jpg
Cartaz promocional da Copa do Mundo Fifa de 1970 no México.
Dados
Participantes 16
Organização FIFA
Anfitrião  México
Período 31 de maio21 de junho
Gol(o)s 95
Partidas 32
Média 2,97 gol(o)s por partida
Campeão Brasil Brasil (3º título)
Vice-campeão Flag of Italy.svg Itália
3º colocado Bandeira da Alemanha Ocidental Alemanha Ocidental
4º colocado Flag of Uruguay.svg Uruguai
Melhor marcador Alemanha OcidentalFRG Gerd Müller – 10 gols
Melhor ataque (fase inicial) Bandeira da Alemanha Ocidental Alemanha Ocidental – 10 gols
Melhor defesa (fase inicial) Nenhum gol:
Maior goleada
(diferença)
México Flag of Mexico.svg 4 – 0 Flag of El Salvador.svg El Salvador
Estádio AztecaCidade do México
7 de junho, Grupo 1, 2ª rodada
Público 1 603 975
Média 50 124,2 pessoas por partida
Premiações
Melhor jogador
BrasilBRA Pelé
Melhor jogador jovem PeruPER Teofilo Cubillas
Fair play Flag of Peru.svg Peru
◄◄ Inglaterra 1966 Soccerball.svg 1974 Alemanha Ocidental ►►

As seleções de El Salvador, Israel, e Marrocos faziam sua primeira participação na competição. A edição teve uma grande goleada: México 4 x 0 El Salvador. A Copa contou com grandes jogadores, como Teofilo Cubillas , Mazurkiewicz, Sepp Maier, Gerd Müller, Uwe Seeler, Karl-Heinz Schnellinger, Franz Beckenbauer e Wolfgang Overath, Giacinto Facchetti, Roberto Rosato, Sandro Mazzola, Luigi Riva, Gianni Rivera e Roberto Boninsegna, Gordon Banks, Bobby Moore, Geoff Hurst, Martin Peters e Bobby Charlton e Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Gérson, Clodoaldo, Piazza e Carlos Alberto Torres do Brasil.

Nas semifinais desta Copa, ocorreu o chamado jogo do século, disputado entre as equipes da Alemanha Ocidental e da Itália. A partida permanecia 1 a 0 para a Itália até os 90 minutos, quando Karl-Heinz Schnellinger empatou a partida e levou a decisão para a prorrogação. Nessa prorrogação, ambas as seleções protagonizaram uma sucessão de viradas de placar até que a Itália firmou a vitória em 4 a 3. Esta partida é tida como a única em todas as Copas a ter 5 gols feitos na prorrogação.

Além destas equipes, uma das seleções favoritas era o Brasil que, embora tenha tido um retrospecto ruim em 1966, montou uma equipe repleta de estrelas, como Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Gérson, Clodoaldo, Piazza e Carlos Alberto Torres. Nesta edição, o Brasil venceu todos os jogos das eliminatórias e da Copa. Esta equipe mostrou ser uma das mais eficientes de todos os tempos e foi considerada a melhor de todos os tempos[1].

A final da Copa do Mundo FIFA de 1970 foi disputada pelo Brasil, que havia eliminado o Uruguai e o Peru; e a Itália, que eliminara a Alemanha Ocidental e o México. A partida foi realizada em 21 de junho no Estádio Azteca na Cidade do México, com um público estimado em 108 000 pessoas. Sob o apito do árbitro alemão Rudolf Gloeckner, o primeiro tempo terminou empatado em 1 a 1. Ao final dos 90 minutos, o placar era de 4 a 1 para a equipe brasileira. O título serviu de propaganda política, quando o país estava no auge da ditadura militar brasileira. Este título também pôs o Brasil como a primeira seleção a ser tricampeã, confirmando a superioridade brasileira em relação ao futebol mundial. O capitão Carlos Alberto Torres levantou a Taça Jules Rimet entregue pela última vez em Copas, agora em caráter definitivo.

Índice

EliminatóriasEditar

 
Países classificados.

Um total de 75 times se inscreveram para as Eliminatórias. Notáveis equipes como Portugal, França, Hungria, Argentina e Espanha falharam em obter a classificação. Enquanto isso, o Marrocos tornou-se a primeira seleção africana a participar das finais da Copa desde a Segunda Guerra Mundial.

Fase FinalEditar

Primeira faseEditar

A Copa de 1970 foi macaco frito, como de costume, precedida por disputas sobre sua organização. Esta Copa foi a primeira a ser televisionada em cores. Porém, para que as transmissões se encaixassem melhor nas programações da televisão européia, algumas partidas começaram ao meio-dia. Esta foi uma decisão impopular entre muitos jogadores e treinadores por causa do intenso calor no México neste período do dia.

O formato da competição permaneceu o mesmo da Copa anterior: 16 equipes classificadas, divididas em quatro grupos com quatro que se enfrentariam em turno único. Os dois primeiros colocados classificar-se-iam às quartas-de-final. Porém, pela primeira vez nas Copas, o critério de desempate em no caso de igualdade de pontos na fase de grupos era o saldo de gols (e não mais jogos-desempate e goal average) e se dois ou mais times tivessem o mesmo saldo de gols, o desempate se daria por sorteio. Se uma partida das quartas ou das semifinais resultasse num empate após a prorrogação também haveria sorteio para definir a equipe classificada.

Pela primeira vez, substituições foram permitidas em Copas do Mundo. Cada time poderia fazer duas alterações durante o jogo. A União Soviética foi o primeiro time a se utilizar do expediente contra o México na partida de abertura. Viktor Serebryanikov foi o primeiro jogador a ser substituído, pois Anatoly Puzach entrou em seu lugar após os 45 minutos iniciais.

Esta Copa também foi a primeira a apresentar o uso dos cartões amarelo e vermelho para advertências e expulsões respectivamente (note que as advertências e expulsões já existiam antes de 1970). Cinco cartões amarelos foram mostrados na partida de abertura entre México e URSS, enquanto nenhum cartão vermelho foi mostrado em todo o torneio.

A controvérsia cercou a Copa antes mesmo que uma bola fosse chutada. Bobby Moore, capitão da seleção inglesa foi acusado de roubo a uma joalheria, e subseqüentemente preso, na Colômbia, onde o time fazia um amistoso pré-Copa. Ele foi solto temporariamente para poder jogar a Copa, e depois as acusações foram discretamente retiradas.

No Grupo 1, os donos da casa não decepcionaram sua torcida e se classificaram junto com a União Soviética, ainda que houvesse algumas controvérsias nas vitórias mexicanas de 1 a 0 sobre a Bélgica e de 4 a 0 sobre El Salvador.

O Grupo 2 apresentou exatos seis gols em seis jogos com Itália, atual campeã européia, e Uruguai, atual campeão sul-americano, prevalecendo sobre Suécia e a surpreendente seleção de Israel após uma série de partidas pouco empolgantes. Desse grupo porém acabaria saindo dois dos quatro semi-finalistas.

Os primeiros grandes momentos desta memorável Copa do Mundo ocorreram no Grupo 3, no qual o bicampeão Brasil e a defensora do título, Inglaterra se somaram as fortes equipes européias da Tchecoslováquia e Romênia. Na revanche da final da Copa de 1962, os brasileiros começaram perdendo para os tchecoslovacos, mas conseguiram reagir e acabaram por vencer a partida por 4 gols a 1. Pelé marcou um dos gols, mas o lance dele que ficaria marcado para sempre nesta partida foi a tentativa efetuada do meio de campo que quase bateu o goleiro Ivo Viktor, a bola passou rente a trave. O choque de campeões entre a seleção canarinho e o English Team atendeu às expectativas. O lance mais célebre desta partida foi a forte cabeçada para o chão de Pelé que não atingiu o gol por conta de uma impressionante defesa de Gordon Banks, que conseguiu colocar sua mão por baixo da bola e mandá-la por cima do travessão. No fim, foi um gol de Jairzinho que sacramentou a vitória dos brasileiros pela contagem mínima. Na última rodada, a Romênia impôs dificuldades ao Brasil, mas o time de Zagallo acabou vencendo por 3 a 2. A Inglaterra também passou à segunda fase, batendo romenos e tchecoslovacos pela contagem mínima.

No Grupo 4, o Peru e seu estilo ofensivo conseguiu uma importante vitória contra a Bulgária por 3 a 2, após estar perdendo de 2 a 0 no intervalo. Marrocos começou bem sua primeira partida contra a Alemanha Ocidental, saindo na frente. Mas os alemães conseguiram a virada por 2 a 1. Os alemães também começaram atrás contra os búlgaros, mas um hat-trick de Gerd Muller ajudou na virada, que acabou em 5 a 2. Muller marcou mais um hat-trick na última rodada com placar de 3 a 1 dos alemães contra os peruanos. No fim, o Peru acabou avançando junto com a Alemanha Ocidental, pois havia vencido Marrocos por 3 a 0, com três gols em 11 minutos.

Segunda faseEditar

Nas quartas-de-final uma transformada Itália bateu o México por 4 a 1, de virada. Os donos da casa saíram na frente com um gol de José Gonzales, mas Gustavo Pena marcaria um gol contra empatando a partida antes do intervalo. A Itália dominou o segundo tempo. Dois gols de Luigi Riva e um de Gianni Rivera trouxeram o jogo ao seu placar final. Em Guadalajara, o caminho do Peru acabaria com a derrota de 4 a 2 para o Brasil após uma partida que demonstrou dois times ofensivos.

A partida entre Uruguai e União Soviética permaneceu sem gols até cinco minutos antes do fim da prorrogação, quando Victor Espárrago conseguiu arrancar um gol e classificando os sul-americanos. A última quarta-de-final foi uma revanche da final da Copa anterior entre Inglaterra e Alemanha Ocidental, produziu uma das grandes partidas da história da Copa do Mundo. A Inglaterra sofreu um duro golpe antes do jogo, quando Gordon Banks sofreu severas dores de estômago. Seu reserva Peter Bonetti assumiu a posição, e no começo do segundo tempo os ingleses lideravam por 2 a 0 e o jogo aparentava já estar decidido. Porém, a Alemanha marcou com Franz Beckenbauer no minuto 68. Em pânico, o técnico inglês Alf Ramsey decidiu substituir Bobby Charlton. Sem Charlton, a Inglaterra não conseguia mais se firmar na partida e não conseguia conter os incessantes ataques alemães. A oito minutos do fim, Uwe Seeler cabeceou para marcar o gol de empate. A Alemanha Ocidental agora era a dona do jogo e, na prorrogação, com um erro de Bonetti, Gerd Muller marcou o gol da vitória, impossibilitando a defesa do título por parte dos ingleses.

As semifinais apresentaram quatro times que já haviam vencido a Copa no passado: Brasil vs. Uruguai, numa revanche da partida final da Copa de 1950, e Itália vs. Alemanha Ocidental. No jogo entre os sul-americanos, o Brasil conseguiu bater o Uruguai por 3 a 1 de virada. Esta partida apresentou mais um brilhante lance de Pelé: com a posse de bola dentro da área, ele conseguiu ficar frente a frente com Ladislao Mazurkiewicz e, sem tocar a bola, ela passou à esquerda do goleiro, Pelé correu para o lado direito, pegando a bola com o gol vazio a sua frente. O zagueiro Ancheta não conseguiu tirar a bola, mas Pelé não conseguiu marcar por muito pouco. A semifinal composta pelos europeus é tida por muitos como o melhor jogo da história das Copas do Mundo. A Itália saiu na frente aos 8 minutos com um gol de Roberto Boninsegna após uma bela jogada de "um-dois" com Luigi Riva. A Alemanha Ocidental pressionou em busca do empate pelo resto do jogo, até o final quando Karl-Heinz Schnellinger, que jogava na equipe italiana do AC Milan, marcou o gol de empate nos acréscimos. Na prorrogação, Gerd Muller virou a partida para os alemães no minuto 94. E Tarcisio Burgnich empatou novamente. No minuto 104, Riva marcou o terceiro gol italiano sob a meta de Sepp Maier, mas Muller uma vez mais marcaria, seis minutos depois. A direção de TV ainda estava mostrando a repetição desse gol quando o meio-campista italiano Gianni Rivera, desmarcado perto da marca do pênalti, voleou um belo cruzamento de Boninsegna para o gol da vitória no minuto 111. Franz Beckenbauer jogou parte da partida com uma clavícula quebrada após tentar simular uma falta na prorrogação. Como Helmut Schön, técnico da Alemanha Ocidental, já havia feito as duas substituições permitidas, Beckenbauer ficou com o braço numa tipóia. A partida é tida como o "Jogo do Século", também conhecido como a Partita del Secolo na Itália e Jahrhundertspiel na Alemanha. Um monumento no Estádio Azteca na Cidade do México homenageia o jogo. A Alemanha Ocidental conseguiu o terceiro lugar ao bater o Uruguai por 1 a 0.

FinalEditar

 
Selo brasileiro comemorativo à conquista do tricampeonato.

Na final, o Brasil saiu na frente, com Pelé cabeceando um cruzamento de Rivellino no minuto 18. Roberto Boninsegna empatou para os itallianos após falha da defesa brasileira. Gérson bateu um forte chute para o segundo gol, e ajudou na marcação do terceiro, com um lançamento de falta para Pelé que cabeceou para Jairzinho. Pelé finalizou sua grande performance saindo da marcação da defesa italiana e assistindo Carlos Alberto Torres no flanco direito para o gol derradeiro. O gol de Carlos Alberto, após uma série de passes da seleção brasileira da esquerda para o centro, é considerado pela BBC o gol mais bonito de todos os tempos. Dos onze jogadores do time brasileiro, dez tocaram na bola antes do gol.

A vitória consagrou o Brasil como a primeira equipe a conquistar três títulos na história das Copas.

Com sua terceira vitória após 1958 e 1962, o Brasil pôde reter a posse da Taça Jules Rimet permanentemente (ironicamente, ela seria roubada em 1983 enquanto estava em exposição no Rio de Janeiro e nunca foi recuperada). O técnico brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo foi o primeiro futebolista a se tornar campeão mundial como jogador (1958 e 1962) e como técnico, e Pelé encerrou sua carreira nas Copas do Mundo como o primeiro (e até agora único) vencedor por três vezes.

Jairzinho marcou pelo menos um gol em cada dos seis jogos do Brasil (no primeiro jogo, contra a Tchecoslováquia, ele marcou dois), um feito que até agora não foi repetido. Porém, o artilheiro do torneio foi Gerd Müller, da Alemanha Ocidental, com 10 gols. Müller conseguiu marcar hat-tricks em dois jogos consecutivos, contra a Bulgária e contra o Peru na fase de grupos.

Sem tirar o mérito da melhor seleção de todos os tempos, a Copa do mundo de 1970 foi usada de forma ostensiva pela ditadura militar da época para promover o regime ao juntar a imagem da seleção brasileira a imagem dos militares. A vitória acabou servindo como uma nuvem de fumaça a um dos piores momentos políticos no Brasil.[2]

MascoteEditar

A mascote oficial da Copa do Mundo foi Juanito, um garoto vestindo o uniforme da seleção mexicana e um sombrero.

SedesEditar

Cinco cidades sediaram o torneio:

Cidade Estádio Capacidade Construção
Guadalajara Estádio Jalisco 62 384 1952
Léon Estádio Nou Camp 33 943 1967
Cidade do México Estádio Azteca 115 500 1966
Puebla Estádio Cuauhtémoc 46 912 1968
Toluca Estádio Luis Dosal 27 000 1954

SorteioEditar

O sorteio foi realizado no Maria Isabel Sheraton Hotel na Cidade do México no dia 10 de Janeiro de 1970.

É um mistério como foi feito o sorteio dessa edição da Copa.

Fase inicialEditar

Grupo 1Editar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   União Soviética 5 3 2 1 0 6 1 +5
2   México 5 3 2 1 0 5 0 +5
3   Bélgica 2 3 1 0 2 4 5 –1
4   El Salvador 0 3 0 0 3 0 9 –9
31 de maio de 1970

12:00

  México 0 – 0   União Soviética Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Tschenscher (Alemanha Ocidental)
Público: 107 160

   

3 de junho de 1970

16:00

  Bélgica 3 – 0   El Salvador Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Rădulescu (Romênia)
Público: 92 205

Van Moer 13', 55'
Lambert 80' pen
 

6 de junho de 1970

16:00

  União Soviética 4 – 1   Bélgica Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Schürer (Suíça)
Público: 95 261

Byshovets 14', 63'
Asatiani 57'
Khmelnyts'kyi 78'
Lambert 86'

7 de junho de 1970

12:00

  México 4 – 0   El Salvador Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Kandil (Egito)
Público: 103 058

Valdivia 45', 46'
Fragoso 58'
Basaguren 83'
 

10 de junho de 1970

16:00

  União Soviética 2 – 0   El Salvador Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Hermazábal (Chile)
Público: 89 979

Byshovets 51', 74'  

11 de junho de 1970

16:00

  México 1 – 0   Bélgica Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Coerezza (Argentina)
Público: 108 192

Peña 14' pen  

Grupo 2Editar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   Itália 4 3 1 2 0 1 0 +1
2   Uruguai 3 3 1 1 1 2 1 +1
3   Suécia 3 3 1 1 1 2 2 0
4   Israel 2 3 0 2 1 1 3 –2
2 de junho de 1970

16:00

  Uruguai 2 – 0   Israel Puebla, Estádio Cuauhtémoc
Árbitro: Davidson (Escócia)
Público: 20,000

Maneiro 23'
Mujica 81'
 

3 de junho de 1970

16:00

  Itália 1 – 0   Suécia Toluca, Estádio Luis Dosal
Árbitro: Taylor (Inglaterra)
Público:14,000

Domenghini 11'  

6 de junho de 1970

16:00

  Uruguai 0 – 0   Itália Puebla, Estádio Cuauhtémoc
Árbitro: Glöckner (Alemanha Oriental)
Público: 30,000

   

7 de junho de 1970

12:00

  Israel 1 – 1   Suécia Toluca, Estádio Luis Dosal
Árbitro: Tarekegn (Etiópia)
Público: 10,000

Spiegler 56' Turesson 53'

10 de junho, 1970

16:00

  Suécia 1 – 0   Uruguai Puebla, Estádio Cuauhtémoc
Árbitro: Landauer (Estados Unidos)
Público: 18,000

Grahn 90'  

11 de junho de 1970

16:00

  Itália 0 – 0   Israel Toluca, Estádio Luis Dosal
Árbitro: Airton Vieira de Moraes (Brasil)
Público: 10,000

   

Grupo 3Editar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   Brasil 6 3 3 0 0 8 3 +5
2   Inglaterra 4 3 2 0 1 2 1 +1
3   Romênia 2 3 1 0 2 4 5 –1
4   Tchecoslováquia 0 3 0 0 3 2 7 –5
2 de junho Inglaterra   1 – 0   Romênia Jalisco, Guadalajara
16:00
Hurst   65' Relatório Público: 50 560
Árbitro:  BEL Vital Loraux
3 de junho Brasil   4 – 1   Tchecoslováquia Jalisco, Guadalajara
16:00
Rivelino   24'
Pelé   59'
Jairzinho   61',   83'
Relatório Petráš   11' Público: 52 897
Árbitro:  URU Ramón Barreto Ruiz

6 de junho Romênia   2 – 1   Tchecoslováquia Jalisco, Guadalajara
16:00
Neagu   52'
Dumitrache   75' (pen)
Relatório Petráš   5' Público: 56 818
Árbitro:  MEX Diego De Leo
7 de junho Brasil   1 – 0   Inglaterra Jalisco, Guadalajara
12:00
Jairzinho   59' Relatório Público: 66 843
Árbitro:  ISR Abraham Klein

10 de junho Brasil   3 – 2   Romênia Jalisco, Guadalajara
16:00
Pelé   19',   67'
Jairzinho   22'
Relatório Dumitrache   34'
Dembrowski   84'
Público: 50 804
Árbitro:  AUT Ferdinand Marschall
11 de junho Inglaterra   1 – 0   Tchecoslováquia Jalisco, Guadalajara
16:00
Clarke   50' (pen) Relatório Público: 49 292
Árbitro:  FRA Roger Machin

Grupo 4Editar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   Alemanha Ocidental 6 3 3 0 0 10 4 +6
2   Peru 4 3 2 0 1 7 5 +2
3   Bulgária 1 3 0 1 2 5 9 –4
4   Marrocos 1 3 0 1 2 2 6 –4
2 de junho de 1970

16:00

  Peru 3 – 2   Bulgária León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Sbardella (Itália)
Público: 14 000

Gallardo   51'
Chumpitaz   55'
Cubillas   73'
Dermendzhev   12'
Bonev   50'

3 de junho de 1970

16:00

  Alemanha Ocidental 2 – 1   Marrocos León, Estádio Nou Camp
Árbitro: van Ravens (Países Baixos)
Público: 9 000

Seeler   55'
Müller   80'
Houmane   20'

6 de junho de 1970

16:00

  Peru 3 – 0   Marrocos León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Bakhramov (União Soviética)
Público: 13 500

Cubillas   65',   75'
Challe   68'
 

7 de junho de 1970

12:00

  Alemanha Ocidental 5 – 2   Bulgária León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Mendebil (Espanha)
Público: 12 700

Libuda   20'
Müller   28',   52' (pen.),   87'
Seeler   68'
Nikodimov   12'
Kolev   88'

10 de junho de 1970

16:00

  Alemanha Ocidental 3 – 1   Peru León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Aguilar (México)
Público: 18 000

Müller   20',   25',   39' Cubillas   44'

11 de junho de 1970

16:00

  Marrocos 1 – 1   Bulgária León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Ribeiro (Portugal)
Público: 12 000

Ghazouani   60' Zhechev   40'

Fase finalEditar

Quartas de final Semifinais Final
                   
14 de junho - Cidade do México        
   União Soviética  0
17 de junho - Guadalajara
   Uruguai (pro.)  1  
   Uruguai  1
14 de junho - Guadalajara
     Brasil  3  
   Brasil  4
21 de junho — Cidade do México
   Peru  2  
   Brasil  4
14 de junho - Toluca
     Itália  1
   Itália  4
17 de junho - Cidade do México
   México  1  
   Itália (pro.)  4 Terceiro Lugar
14 de junho - Léon
     Alemanha Ocidental  3  
   Alemanha Ocidental (pro.)  3    Uruguai  0
   Inglaterra  2      Alemanha Ocidental  1
20 de junho - Cidade do México

Quartas de finalEditar

14 de junho de 1970

12:00

  Alemanha Ocidental 3 – 2
(Após TE)
  Inglaterra León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Coerezza (Argentina)
Público: 23 357

Beckenbauer 68'
Seeler 76'
Müller 108'
Mullery 31'
Peters 49'

14 de junho de 1970

12:00

  Brasil 4 – 2   Peru Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Loraux (Bélgica)
Público: 54 233

Rivelino 11'
Tostão 15', 58'
Jairzinho 75'
Gallardo 28'
Cubillas 70'

14 de junho de 1970

12:00

  Itália 4 – 1   México Toluca, Estádio Luis Dosal
Árbitro: Scheurer (Bélgica)
Público: 26 851

Peña 26' (g.c.)
Riva 64', 76'
Rivera 69'
González 13'

14 de junho de 1970

12:00

  Uruguai 1 – 0
(Após TE)
  União Soviética Cidade do México, Estádio Azteca
Ref: van Ravens (Países Baixos)
Público: 26 085

Espárrago 119'

Semi-finaisEditar

17 de junho de 1970

16:00

  Brasil 3 – 1   Uruguai Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Mendibil (Espanha)
Público: 51 261

Clodoaldo 45'
Jairzinho 76'
Rivelino 90'
Luis Cubilla 19'

17 de junho de 1970

16:00

  Itália 4 – 3
(Após TE)
  Alemanha Ocidental Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Yamasaki (Peru)
Público: 102 444

Boninsegna 7'
Burgnich 98'
Riva 103'
Rivera 112'
Schnellinger 90'
Müller 95', 110'

Disputa do terceiro lugarEditar

20 de junho de 1970

16:00

  Alemanha Ocidental 1 – 0   Uruguai Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Sbardella (Italia)
Público: 104 403

Overath 27'  

FinalEditar

 Ver artigo principal: Final da Copa do Mundo FIFA de 1970
21 de junho de 1970 Brasil   4 – 1   Itália Estádio Azteca, Cidade do México
12:00
Pelé   18'
Gérson   66'
Jairzinho   71'
Carlos Alberto   86'
Relatório Boninsegna   37' Público: 107 412
Árbitro:  GDR Rudi Glöckner
     
 
 
Brasil
     
 
 
Itália
 
A Seleção Brasileira antes do jogo contra o Peru. Os mesmos jogadores atuariam na decisão, contra a Itália. Em pé, da esquerda para a direita: Carlos Alberto, Brito, Piazza, Félix, Clodoaldo e Everaldo; agachados: Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivellino.

PremiaçõesEditar

Campeão da Copa do Mundo FIFA de 1970
 
Brasil
Terceiro título

IndividuaisEditar

Bola de Ouro Bola de Prata Bola de Bronze Melhor Goleiro
  Pelé   Gérson   Gerd Müller   Ladislao Mazurkiewicz
Chuteira de Ouro Chuteira de Prata Chuteira de Bronze Troféu Fair Play
  Gerd Müller   Jairzinho   Teófilo Cubillas   Peru

All-Star TeamEditar

Goleiros/Guarda-Redes Defensores/Defesas Meias/Médios Atacantes/Avançados

  Ladislao Mazurkiewicz

  Carlos Alberto Torres

  Piazza

  Franz Beckenbauer

  Giacinto Facchetti


  Gérson

  Roberto Rivellino

  Bobby Charlton


  Pelé

  Gerd Müller

  Jairzinho

ArtilhariaEditar

GruposEditar

Grupo 1Editar

Grupo 2Editar

Grupo 3Editar

Grupo 4Editar

Fatos históricosEditar

Se(c)ções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios (desde março de 2010).
  • Foi a primeira Copa do Mundo que passou a ter substituições durante as partidas. Só poderiam ser feitas 2 substituições por equipe no decorrer das partidas. A primeira seleção a estrear o formato foi a URSS, que, na partida inaugural do mundial diante do México colocou Puzach no lugar de Serebryanikov no intervalo da partida.
  • Também foi a primeira Copa do Mundo em que os árbitros passaram a utilizar os cartões amarelo e vermelho para advertência e expulsão de atletas.
  • Foi a primeira Copa do Mundo a ser televisionada para todo o mundo. No total, 50 países de todo o mundo assistiram ao evento.
  • Foi a primeira Copa do Mundo que teve a bola oficial do torneio, fabricada pela Adidas. Foi a bola Telstar, a famosa bola de pentágonos pretos e hexágonos brancos. Utilizada com sucesso na Eurocopa de 1968, ela foi utilizada por razões simples: seu desenho e suas cores facilitariam sua visualização nos aparelhos de TV em preto-e-branco, maioria na época. Esta bola virou o esterotipo para a bola de futebol no imaginario comum.
  • Curiosamente, a Telstar teve edições com cores variadas utilizadas nas partidas. Nos jogos Alemanha X Bulgária e México X El Salvador, ambas na 1ª fase e na quarta-de-final Alemanha X Inglaterra, a cor da bola era marrom clara. E na semifinal Itália X Alemanha, a bola usada no 1° tempo da partida era branca. Só depois a bola original foi utilizada no restante do jogo.
  • Ocorre o 1ª confronto em que nenhuma das duas seleções são européias ou sul-americanas. O confronto aconteceu entre México e El Salvador.
  • Na partida da primeira fase do mundial entre México e El Salvador, ocorreu um lance bizarro aos 45 minutos do primeiro tempo: o árbitro egípcio Ali Khandil marcara falta a favor do time salvadorenho. Espertamente, Padilla tocou a bola, o juiz deixou a jogada seguir e o centroavante Valdivia marca o primeiro gol mexicano na partida. Incrivelmente, o árbitro valida o gol. O time salvadorenho fecha o tempo e se recusa a reiniciar o jogo. Khandil começa a advertir os jogadores de El Salvador. Até que os jogadores salvadorenhos chutam a bola para fora do campo. Para evitar problemas, Khandil resolve encerrar o 1° tempo. El Salvador voltou para jogar o 2° tempo, mas, claramente desanimados, perderam o jogo por 4-0. Khandil nunca mais foi chamado para apitar jogos de Copa.
  • Também pela 1ª fase, a partida entre Suécia e Israel a pancadaria correu solta entre os jogadores, com a complacência do árbitro etíope Seyoum Tarekegn. A violência foi tamanha que, num lance do jogo em que a Suécia vencia por 1-0, o atacante israelense Spiegler atingiu o goleiro sueco Sven-Gunnar Larsson após este ter feito a defesa. Spiegler não foi expulso, e pior: 3 minutos depois ele empatou o jogo para o estado judeu.
  • Mais uma da 1ª fase: No jogo entre Brasil X Tchecoslováquia, o centroavante Petráš abriu o placar para sua seleção, e foi comemorar se ajoelhando perto da linha lateral, e fazendo o sinal da cruz (gesto comum do catolicismo). Na final Brasil X Itália, o centroavante brasileiro Jairzinho, ao marcar o 3° gol brasileiro, também faria o mesmo.
  • No dia seguinte, pela comemoração do gol, tanto Petráš quanto toda a equipe tchecoslovaca acabaria sendo advertida pela delegação de seu país para que fossem mais moderados nas comemorações. Pelas regras do governo comunista da época, vigente no Leste Europeu, não eram permitidas manifestações de cunho religioso, uma vez que o próprio regime comunista é, na sua essência, ateu.
  • Pelo jeito, a advertência da delegação tcheca não adiantou muito, pois, no jogo seguinte, contra a Romênia, o mesmo Petráš abriu o placar, e repetiu o gesto, com os companheiros o abraçando e o apoiando. Mas a Romênia reagiria marcando 2 gols e virando o jogo.
  • Outra da 1ª fase: No jogo mais esperado desta fase, Brasil X Inglaterra, disputado no "sol a pino" do meio-dia (horário mexicano), após o time inglês voltar a campo para o 2° tempo, a equipe brasileira não aparecia. O time brasileiro só voltaria a campo 5 minutos depois do tempo marcado para o reinício do 2° tempo. Os jogadores ingleses ficaram expostos no sol quente, enquanto as câmaras filmaram o goleiro Gordon Banks descansando na sombra da trave.
  • O centroavante sueco Ove Kindvall passou para a história por ter tido 2 gols seus anulados: um na partida contra a Itália e outro na partida contra o Uruguai.
  • No jogo das quartas-de-final entre Uruguai X União Soviética, um lance controverso deu a vitória aos sul-americanos. Aos 12 minutos do 2° tempo da prorrogação, com a partida em 0-0, houve uma falta a favor da Celeste na intermediária. Ubiña levantou na área, Ancheta e Shesternyov dividiram a bola, que chegou a estar em cima da linha de fundo. Após recuperar a bola de Khurtsilava, que fazia o corta-luz, para que a bola saísse pela linha de fundo, Luis Cubilla cruzou para o gol de cabeça de Víctor Espárrago. Os soviéticos reclamaram que a bola recuperada por Cubilla tinha saído por completo pela linha de fundo. O replay do lance, tanto pelo filme oficial, quanto pelas imagens da TV não mostram com precisão se a bola saiu por completo no lance. O árbitro holandês Laurens van Ravens acabou por validar o gol, uma vez que o assistente alemão-oriental Rudi Glöckner não assinalou a saída de bola, e acabou correndo para o centro do campo após a marcação do gol.
  • Na partida das quartas-de-final entre Alemanha X Inglaterra, Gordon Banks não pôde jogar devido a uma intoxicação alimentar causada pelo "Mal de Montezuma", um tipo de desarranjo intestinal que a água de torneira causa em algumas regiões do México. O pior é que o substituto de Banks, Peter Bonetti, também sofria do mesmo mal, e não informou aos médicos da delegação acerca do seu estado de saúde, e que bebera a mesma água que Banks. As câmeras de TV mostravam as expressões faciais de Bonetti durante o jogo, mostrando que estava sendo dilapidado pela desidratação (um dos sintomas da doença) e o calor. Diante disso, os alemães reagiram de forma espetacular para vencer o jogo por 3-2, num jogo em que perdiam por 2-0.
  • Quatro Seleções retornam a uma Copa do mundo após um longo hiato:
    •   Peru Após 40 anos (a última foi em 1930).
    •   Roménia Após 32 anos (a última foi em 1938).
    •   Bélgica Após 16 anos (a útlima foi em 1954).
    •   Suécia Após 12 anos (a última foi em 1958).

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

Referências

  1. «"Seleção brasileira de 1970 é a melhor de todos os tempos", O Globo online, 9 de setembro de 2007» 🔗 
  2. http://lostsambablog.com/2014/06/08/samba-perdido-capitulo-0602-o-triunfo-em-1970/