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Fortaleza Esporte Clube

O Fortaleza Esporte Clube é um clube poliesportivo que está sediado na cidade de Fortaleza, no Nordeste do Brasil. Foi fundado em 18 de outubro de 1918, por Alcides Santos, um dos maiores esportistas cearenses, que se apaixonou pelo futebol durante o período em que estudou no College Stella, na França.

Fortaleza Esporte Clube
FortalezaEC.png
Nome Fortaleza Esporte Clube
Alcunhas Tricolor do Pici
Leão do Pici
Rei Leão do Brasil
Tricolor de aço
Parque dos Campeonatos
Clube da Garotada
Jangada Atômica
O Time Daquelas Camisas
Torcedor/Adepto Tricolor
Leonino
Mascote Leão
Fundação 18 de outubro de 1918 (99 anos)
Estádio Alcides Santos
Capacidade 8 300 pessoas[1]
Localização Fortaleza,  Ceará,  Brasil
Mando de jogo em Alcides Santos
Presidente Vargas
Castelão
Capacidade (mando) 8 300 pessoas
20 268 pessoas[2]
63 903 pessoas[3]
Presidente Brasil Luís Eduardo Girão
Treinador Brasil Rogério Ceni
Patrocinador Brasil MRV Engenharia
Ceará Prefeitura de Fortaleza
Ceará Governo do Estado do Ceará
Ceará Unimed Fortaleza
Ceará Cimentos Apodi
Paraná Pro Tork
São Paulo Embracon
Material (d)esportivo Ceará Leão 1918
Competição Ceará Campeonato Cearense
Ceará Taça dos Campeões Cearenses
BandeirasNordesteBrasil.gif Copa do Nordeste
Brasil Campeonato Brasileiro - Série C
Brasil Copa do Brasil
Ceará Copa Fares Lopes
Ceará CE 2017
Ceará TCC 2017
Brasil C 2017
BandeirasNordesteBrasil.gif CNE 2017
Brasil CB 2017
Ceará FL 2017
3º Colocado
Campeão
Vice-Campeão
Primeira fase
Primeira fase
Vice-Campeão
Ceará CE 2016
Ceará TCC 2016
Brasil C 2016
BandeirasNordesteBrasil.gif CNE 2016
Brasil CB 2016
Ceará FL 2016
Campeão
Campeão

6º Colocado
8º Colocado
Oitavas-de-final
Quartas-de-final
Ceará CE 2015
Brasil C 2015
BandeirasNordesteBrasil.gif CNE 2015
Brasil CB 2015
Ceará FL 2015
Campeão
5º Colocado
5º Colocado
2ª Fase
Quartas-de-final
Ranking nacional Aumento (2) 40º lugar, 3.644 pontos
Website fortalezaec.net
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
editar

No futebol, principal esporte em que atua, foi Três vezes campeão do antigo Torneio Norte–Nordeste, 41 títulos no Campeonato Cearense de Futebol - sendo o último em 2016 -, por duas vezes vice-campeão brasileiro da Série A, nos anos de 1960 e 1968, duas vezes vice-campeão brasileiro da Série B nos anos de 2002 e 2004 (sendo assim o clube cearense com as melhores campanhas no Campeonato Brasileiro de Futebol, Séries A e B). É o clube do estado com o maior número de títulos regionais e inter-regionais, sendo sete no total, entre esses títulos foi destaque a conquista do Norte–Nordeste em 1970. Conquistou também um dos primeiros títulos de âmbito regional disputados no Nordeste, a Copa Cidade de Natal de 1946. É o segundo maior campeão do estadual do Ceará, atualmente com 43 títulos – 41 oficiais, além de um campeonato estadual extra em 1972, e mais um dos torneios realizados pela extinta Liga Metropolitana Cearense. É o único clube cearense a ganhar um torneio internacional, embora de caráter amistoso, foi em 1962 quando conquistou de forma invicta a Panamaribo Cup disputada no Suriname. Em ranking da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) publicado em 2013, que elege anualmente as melhores equipes da América do Sul, foi o clube cearense melhor colocado, ficando na 172ª posição geral, com 226 pontos.[4] Possui o estádio Alcides Santos (maior estádio particular cearense, também chamado de Parque dos Campeonatos) e o maior Centro de Treinamento do estado, o Centro de Treinamento Ribamar Bezerra com 9,6 hectares.[5]

Dono da maior torcida do estado do Ceará entre os jovens de 16 a 24 anos, e entre os maiores de 60 anos — incluindo todos os clubes brasileiros,[6] o clube leva os maiores públicos para os estádios cearenses desde os anos 70 [carece de fontes?], comprovando o crescimento de sua torcida após as conquistas do vice-campeonato brasileiro de 1960 e 1968, da conquista do Norte–Nordeste em 1970 e de consideráveis títulos estaduais. No Campeonato Brasileiro de 2005, teve a segunda maior média de público dentre todos os 22 clubes. Já em 2012, disputando a Série C daquele ano, foi o clube cearense que mais levou torcedores ao estádio no Campeonato Brasileiro e o décimo clube do Brasil, incluindo todas as Séries (A, B, C e D).[7] Em 2014, foi o clube detentor do maior público do país numa só partida, num jogo contra o Macaé, válido pelas quartas de final da Série C. Foram 62.525 pagantes e um público total de 63.254 pessoas.[8] O jogo acabou sendo notícia em sites do mundo inteiro, como o Japão, dando grande ênfase a sua torcida e a festa que é realizada durante os jogos,[9] torcida essa que é detentora da maior renda da Arena Castelão, com o valor de: R$ 2.528.585,00, em partida contra o Brasil de Pelotas no ano de 2015. Teve ainda o maior público do Castelão e de todas as edições do Campeonato Brasileiro da Série C, em partida contra o Juventude, realizada em 2016, é o dono do maior público e da maior renda do estádio Presidente Vargas após reforma, em jogo realizado no ano de 2012 contra o Oeste, também é o dono do maior público entre clubes cearenses em edições da Série A do Campeonato Brasileiro com público de 55.461 em partida contra o São Paulo (que viria a ser o campeão mundial de clubes no final daquele ano). O Fortaleza venceu essa partida contra o time paulista pelo placar de 1x0, a torcida do "Leão" também é famosa pelos belos mosaicos que monta em partidas importantes. O clube tricolor também tem números expressivos de torcedores nos estados do Acre, Amazonas, no Distrito Federal,[10][11] no Pará, no Piauí,[12] no Rio Grande do Norte e em Roraima, onde o clube possui embaixadas desde 2005[13] e a maior torcida organizada de Boa Vista,[14] torcida que o tornou o clube cearense com mais apostas de Time do Coração na loteria Timemania, da Caixa Econômica Federal, nos anos de 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014, sendo atualmente o segundo do Nordeste, atrás apenas do Bahia, e o décimo quarto do Brasil.[15]

O Fortaleza tem também tradição em outros esportes olímpicos, ostentando os títulos de campeão brasileiro adulto de handebol feminino em 2001, e em 2004, no masculino; campeão nordestino de basquetebol em 2001 e em 2003; campeão do Norte/Nordeste de Futsal em 2003 e da Liga Nordeste de Futsal de 2009; e bicampeão da Liga Nordeste de Handebol masculino (em 2010 e 2011) e feminino (em 2001 e 2015).[16][17]

Em 15 de abril de 2013, foi sancionada pelo prefeito Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra, a Lei Municipal 10.020, que cria o dia municipal da Nação Tricolor em Fortaleza, a ser comemorado no dia 18 de outubro de cada ano.[18] Em 2014, foi matéria no jornal francês L'Équipe, por ter lançado um uniforme em homenagem à França, país que tem bastante ligação com o clube.[19] No mesmo ano, o clube teve também uma versão de seu hino cantado em francês, na voz da cantora Giselle Café.

Índice

História

Origens

 
Na Fortaleza da Bella Époque, ao fundo da foto o Edifício Majestic Palace, onde o clube tinha uma sala onde era sua sede na década de 1920.
 
Alcides Santos, um dos fundores do Fortaleza.

Em 1912, o futebol volta a ser praticado em larga escala na Fortaleza da Belle Époque,[20] onde tinha a França como ponto de partida para seu processo de civilização e maior inspiradora dos valores e padrões que se difundiram na cidade, onde os filhos da aristocracia realizavam seus estudos, na sua volta da França em 1912, o jovem Alcides Santos funda um clube chamado Fortaleza, que logo seria extinto, seis anos depois, no dia 18 de outubro de 1918, funda o Fortaleza Sporting Club (primeira denominação do clube) na rua Barão do Rio Branco. Participaram da primeira reunião: Alcides Santos (primeiro presidente), Clóvis Gaspar, Clóvis Moura, Humberto Ribeiro, Jayme Albuquerque, João Gentil, Oscar Loureiro, Pedro Riquet, Walter Olsen, Walter Barroso e entre outros tendo as cores do clube: o azul, branco e vermelho originado da bandeira da França.

Em seu primeiro ano de vida, o Fortaleza sagra-se campeão de um dos torneios realizados pela extinta Liga Metropolitana Cearense.

Década de 1910: O começo em 1918

 Ver artigo principal: História do futebol de Ceará

No ano 1904 é marcado pelo início do futebol cearense com a realização da primeira partida ocorrida no Passeio Público. Na segunda metade da década, o esporte era bastante praticado nas escolas locais, com o título de "campeão" local era sempre disputado principalmente pela equipe do Liceu e da equipe do Castelo disputando a hegemonia até 1911. Em 1912 surge o Fortaleza Foot-Ball Club tendo como um dos fundadores Alcides Santos e o Rio Negro fundado por Aloísio Mamede campeão de 1912 a 1914, sendo o primeiro campeão no Estádio do Prado em 1913 que viria a ser de propriedade do Fortaleza, palco dos estaduais de 1913 a 1941, na década de 20 surge outro estádio na capital: o do Alagadiço, inaugurado em 1923 situado ao lado da igreja do São Gerado, na avenida Bezerra de Menezes; em 1915 surge o Stella Foot-Ball Club também fundando por Alcides Santos e que três anos mais tarde fundaria o Fortaleza Sporting Club, em 18 de outubro de 1918 com as cores da bandeira da França: o azul, que simboliza o ideal, a nobreza; o branco do respeito e o vermelho que representa a luta e o povo. Manter as cores tricolores significou um selo de distinção social do clube, visto que muitos times do futebol brasileiros mudaram de cores, pela dificuldades em se obter tecidos e pelo risco dos uniformes desbotarem sendo o único clube do futebol cearense fundando na década de 10 que se mantém em atividade que não mudou de cores. Em seu primeiro ano de atividade logo conquista o campeonato em 1919 promovido pela Liga Metropolitana.

Década de 1920: A soberania em 7 títulos e a maior goleada em Clássico-Rei

 
Time campeão de 1927.

Com aproximadamente 80.000 habitantes, a Fortaleza dos anos 1920 era uma cidade em expansão, surgia no campo do Prado, a Associação Desportiva Cearense, homens e mulheres da sociedade cearense assistiam ao surgimento de uma nova potência no foot-ball local: um time com as cores inspiradas na bandeira da França, que venceria o também tricolor Guarany na final do Campeonato Cearense de 1920. Nascia a denominação Tricolor de Aço, o aço por ser a mais importante liga metálica na época, mais tarde seria para diferenciar entre Fortaleza (Tricolor de Aço) e Ferroviário (Tricolor de Ferro).

Em 1921, vários clubes importaram muitos jogadores, três abandonaram o certame: América-CE, Bangu, e o lanterna do ano anterior, Ceará; o Fortaleza aposta na prata da casa e vence novamente o Guarany e conquista o Bicampeonato. A perda do tricampeonato em 1922 representaria o início da rivalidade entre Fortaleza x Ceará, no ano seguinte a terceira conquista, em 1924 conquista o bicampeonato com folga, oito vitórias em oito jogos, 30 gols marcados e 11 sofridos, no último jogo, goleada no Ceará por seis gols. A sede do clube é situada numa sala do Edifício Majestic Palace.

O campeonato equilibrado de 1926 é decidido após um jogo extra. Em 1927 o torneio é realizado no Stadium Sport Cearense, construído no local onde ficava o Campo do Prado no qual a população se referia a tal praça esportiva. Em 1928 veio o tricampeonato invicto com sete vitórias em sete jogos. Pelo Campeonato Cearense de 1927, acontece a maior goleada no Clássico-Rei, o Fortaleza impôs 8 a 0 ao Ceará; gols de[21] Hildebrando (3), Pirão (2), Xixico, Humberto e Juracy. Em 1928 o clube conquista o seu primeiro Tricampeonato após vencer o Maguari-CE e conforme o estatuto da ADC por ser a primeira equipe a conquistar por três anos consecutivos, conquista o direito de ter o troféu em definitivo. No ano seguinte quando liderava o segundo turno e partia para o inédito tetracampeonato, abandona a disputa no dia 6 de agosto, licenciando seu departamento de futebol, motivado por divergências com a mentora do futebol cearense sobre julgamento de protestos. Na época, alguns jogadores transferiram-se para o Orion que, com a base do Tricolor, torna-se campeão no ano seguinte.

Década de 1930: o retorno ao estadual e o tabu dos 7 anos

 
Campo do Prado, palco do Tabu dos 7 anos na década de 1930

Em 1932, o clube retorna ao campeonato cearense, ficando em 3º lugar com um time de garotos e com sede no subúrbio. Em 1933, inicia a cobrança de ingressos para os jogos do campeonato e volta a ser campeão perdendo apenas uma partida. No ano de 1934, três clubes abandonaram o torneio após serem derrotados pelo Tricolor: Liceu (4 a 2), Gentilândia (6 a 2) e Ceará (5 a 0); na final, o time tricolor derrota o poderoso América e seu "ataque de 100 gols", sendo campeão invicto.

Em 1937, conquista mais um título invicto. No torneio seguinte, no jogo contra o Iracema marca um recorde que perdura: o atleta Alemão marca oito gols, dos quais seis de cabeça. Jornais da época afirmaram que o juiz ainda anulou três deles, sendo esse jogo, a partida com maior número de gol do Campo do Prado.

Durante os anos de 1932 a 1939, o Fortaleza, passou sem perder para o maior rival, fato publicado várias vezes nos jornais da cidade: O Estado (Ceará), O Unitário, Correio do Ceará e Jornal O Povo. O Jornal O Povo cita uma manchete da época,: "Não há Favorito para o Jogo de Amanhã - Foi em 1932 a ultima Vitoria do Ceará contra o Fortaleza."[22] Na manhã do dia 22 de maio de 1939 a manchete do jornal: "Ceará - 3 x 0 - Depois de sete Anos, foi abatido o <<Fortaleza>>."[23]

Década de 1940: de Sporting Club a Esporte Clube e a conquista do primeiro regional

 Ver artigo principal: Primeiro Regional do Nordeste

Com o apogeu do Estado Novo na década de 1940, o Nacionalismo está cada vez mais presente entre os brasileiros, o Estado Novo promovia grandes manifestações patrióticas, cívicas e nacionalistas eram incentivados, o então Presidente da República, Getúlio Vargas assina o Decreto-Lei nº. 3.199 de 14 de abril de 1941 no qual padroniza o nome da Confederações, Federações e Clubes, fato que fez a então Associação dos Desportos do Ceará (ADC) mudar de nome para Federação Cearense de Desportos (FCD) e o Fortaleza Sporting Club respeitando o Art. 45 do decreto-Lei que cita: Será constituída, pelo Ministro da Educação e Saúde, uma comissão de especialistas que estude e organize um plano de nacionalização e uniformização das expressões usadas nos desportos.[24] Nacionaliza o Sporting Club para Esporte Clube.

Em 1946, a Federação Norte-Riograndense de Futebol promove o primeiro campeonato Nordestino de Futebol, convidando os campeões estaduais da Região daquele ano, que pela distância de suas sedes para Natal alguns clubes desistiram tendo todos jogos no Estádio Juvenal Lamartine. No dia 14 de julho a estreia frente ao América-PE, vitória por 5 a 3, após a vitória a manchete do Correio do Ceará dizia: "Verdadeiros ídolos da torcida de Natal os cracks do Fortaleza". Depois de alguns adiamentos em 21 de maio de 1947 é realizada a final do torneio com vitória do Tricolor por 3 a 1, frente ao América de Natal, com gols de Jombrega (duas vezes) e Piolho, descontando Nonato para a equipe potiguar. A formação do "esquadrão atômico", expressão utilizada pela imprensa local para chamar o campeão foi: Juju; Stênio e Natal; Jorge, Arrupiado e Torres (Zé Sérgio); Carlinhos, Pipiu, França, Jombrega e Piolho.

Década de 1950: a construção do novo estádio

 Ver artigo principal: Estádio Alcides Santos
Parque dos Campeonatos
Estádio Alcides Santos
Estádio Alcides Santos, surgiu a partir da reforma do Estádio Presidente Vargas no começo da década de 1950, onde renasce a ideia na diretoria tricolor, da necessidade de ter de volta um Estádio particular
Nomes
Nome Estádio Alcides Santos
Apelido Parque dos Campeonatos
Estádio do Pici
Características
Local Pici, Fortaleza
Brasil
Gramado grama esmeralda
Capacidade 7.100 pessoas [2]
Construção
Data 1957
Inauguração
Data junho de 1962
Partida inaugural Fortaleza x Usina Ceará
Primeiro gol Cleto (Usina Ceará)
Recordes
Público recorde 7.150 pessoas
Data recorde 12 de janeiro de 2011
Partida com mais público Tiradentes 1x2 Fortaleza
Outras informações
Remodelado 2008
Expandido 2010
Competições   Campeonato Cearense
  Campeonato Brasileiro
Proprietário Associação dos Amigos do Fortaleza (Asa-forte)
Administrador Fortaleza EC
Arquiteto Jaime Silva
Mandante Fortaleza EC
AE Tiradentes

Em 1951, a Prefeitura Municipal de Fortaleza decide reformar o Estádio Presidente Vargas, renasce a ideia na diretoria tricolor, da necessidade de ter de volta um Estádio particular, já que teve como estádio próprio durante os anos: o Campo do Alagadiço na década de 1920 e o Estádio do Campo da Praça das Pelotas (atual Praça Clóvis Beviláqua)[25] durante a década de 1930.

O clube ganha os campeonatos de 1953 e 1954. No ano de 1957 o clube adquire da Senhora Hedwing, os terrenos no Bairro do Pici, que durante a Segunda Guerra Mundial era Base militar dos americanos em Fortaleza, chamado de Post Command (Posto de Comando), por isso a denominação Pici, transfere a sede do Clube da Gentilândia para o novo Bairro. Passando a denominar de Leão do Pici, referência ao bairro onde está localizado o Parque dos Campeonatos.

Começa a construção do Estádio Alcides Santos, conquista os campeonatos de 1959 e 1960, inaugura em junho de 1962 o seu estádio, vencendo o Usina Ceará, sendo o primeiro gol do Estádio, de Cleto para o Usina Ceará.

Década de 1960: A tríplice coroa em 1960, os vice-campeonatos brasileiros em 1960 e 1968, a polêmica da libertadores e várias conquistas estaduais e regionais.

O Fortaleza disputa à primeira, de suas vinte participações da Série A do Campeonato Nacional em 1960 (na época a competição se chamava Taça Brasil), sendo vice-campeão brasileiro em 1960 e em 1968. A Taça do Brasil foi uma competição disputada entre os campeões estaduais, que dividia os clubes participantes em outros sub-campeonatos como: Taça Brasil Zona Norte, Zona Nordeste, Zona Central, Zona Sudeste, etc.

Em 1960 a Taça Brasil foi dividida em três fases, todas em sistema eliminatório ("mata-mata"). Na primeira fase, os clubes foram divididos em quatro grupos, Grupo Nordeste, Grupo Norte (grupo em Fortaleza foi inscrito), Grupo Leste e Grupo Sul. Na segunda fase, os vencedores dos grupos Nordeste e Norte disputaram o título de campeão da Zona Norte e os dos grupos Leste e Sul o da Zona Sul. A fase final foi disputada entre os campeões das Zonas Sul e Norte e os representantes dos estados de São Paulo e Pernambuco, inscritos diretamente nesta fase. Em sua campanha no Grupo Norte, o Fortaleza eliminou o ABC nas semifinais e o Moto Club na final, se sagrando Campeão do Grupo Norte, o que o levou a disputa do título da Zona Norte de 1960 contra o Bahia, campeão do Grupo Nordeste e atual campeão brasileiro, o Fortaleza venceu o tricolor baiano recebendo o título de Campeão do Norte–Nordeste do Brasil de 1960 e ganhando o direito de disputar a fase final da competição. A Fase Final foi disputada em semifinais e final, o Fortaleza eliminou o Santa Cruz nas semifinais, mas perdeu as finais do Campeonato Brasileiro para o Palmeiras. O time base era: Pedrinho; Mesquita e Sanatiel; Toinho, Sapenha e Ninoso; Benedito, Walter Vieira, Moésio Gomes, Charuto e Bececê (artilheiro da competição).

O Fortaleza é o único clube de futebol cearense que possui uma tríplice coroa, esse feito foi realizado no ano de 1960, quando o clube foi campeão cearense, campeão da Taça Brasil Norte de forma invicta, e campeão do Norte–Nordeste da Taça Brasil também de forma invicta.

No ano de 1968 a Taça Brasil foi dividida em duas fases. Os atuais campeão e vice de 1967 e os representantes dos estados da Guanabara e São Paulo já estavam garantidos na fase final. Os demais representantes estaduais deveriam passar pela primeira fase, dividida em três zonas: Zona Norte (onde o Fortaleza iniciou a competição) Centro e Sul, cada qual com um regulamento próprio, classificando o campeão de cada zona para a fase final. Na decisão da Zona Norte o Fortaleza enfrentou novamente o Bahia e venceu, se sagrando Bicampeão do Norte do Brasil. Na fase final o Fortaleza deveria enfrentar o Palmeiras. Porém, Palmeiras e Santos resolveram abandonar a Taça Brasil. A dor-de-cabeça de um calendário atropelado, e a indefinição sobre a participação de brasileiros na Taça Libertadores da América de 1969 foram decisivas, e os clubes comunicaram sua decisão, conforme notícia do Jornal dos Sports de 15 de fevereiro de 1969: "Santos e Palmeiras retiraram-se da Taça Brasil e, em consequência, o Fortaleza fica automaticamente classificado para as finais, pois seria o adversário do Palmeiras e depois quem vencesse jogaria com o Santos.". Para evitar que o Fortaleza fosse diretamente para a final, a CBD alterou a tabela, mudando o Náutico de chave. Não se sabe se Palmeiras e Santos foram considerados derrotados por W.O. nos confrontos contra o Fortaleza ou se sua participação foi desconsiderada do certame. A fase final prosseguiu com o Fortaleza eliminando o Náutico nas semifinais. Nas finais o Fortaleza empatou o primeiro jogo em 2x2 no Estádio Presidente Vargas contra o Botafogo de Jairzinho, Paulo César Caju e Roberto Miranda, tricampeões mundiais com a seleção brasileira em 1970, mas perde o jogo decisivo no Maracanã por 4x0.

Nesta mesma década o Fortaleza ainda foi campeão do Grupo Norte da Taça Brasil de 1961, vencendo o Remo por duas vezes pelos placares de 2x0 e 3x1 e de 1966, quando derrotou o Paysandu pelo placar de 3x1 e empatou em 1x1.

O Fortaleza é a única agremiação esportiva de futebol do Estado do Ceará a ter classificado-se a fase internacional de um torneio continental, tal feito foi alcançado através do torneio da Taça Brasil de 1968, um dos principais campeonatos de futebol nacional (junto com o recém criado na época, Roberto Gomes Pedrosa). Originalmente as vagas a Copa Libertadores da América de 1969 seriam entregues aos respectivos campeões (Botafogo) e a seu vice-campeão (Fortaleza). Conforme chegou ao mês de dezembro de 1968 foi visto pela CBD que o torneio não terminaria antes do início da Libertadores de 1969, o mesmo resolveu repassar as vagas na taça continental ao campeão e vice da Taça de Prata do mesmo ano (Santos e Internacional, respectivamente), ainda assim o Brasil não foi representado na Libertadores de 1969, devido a discordância da CBD com as datas do torneio que viriam a prejudicar a seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970. Ainda em dezembro de 1968 o presidente do Botafogo em reunião com a CBD consegue o acordo de que na Taça Libertadores de 1970 os representantes brasileiros seriam os justos campeão e vice da Taça Brasil de 1968, porém mais um vez a CBD entra em desacordo com a Conmebol quanto as datas do torneio, não inscrevendo assim brasileiros no torneio. Contudo estes acontecimentos não retiram o fato do Fortaleza ter qualificado-se a Taça Libertadores da América, sendo assim o único clube cearense a ter realizado este feito, e um dos únicos nordestinos também, junto a: Bahia (três vezes: 1960, 1964 e 1989); Sport (duas vezes: 1988 e 2009); e Náutico (uma vez: 1968).

Década de 1970: a conquista do Norte–Nordeste, o primeiro campeão do Castelão e a maior invencibilidade em estadual e na Série A do Brasileiro

 Ver artigo principal: Norte–Nordeste de 1970
 
Troféu de Campeão do Norte–Nordeste de 1970.

O primeiro título do Fortaleza na década de 1970 é a conquista do Norte–Nordeste. A equipe na primeira fase classifica-se em primeiro lugar do Grupo 1, com 10 pontos ganhos, com 4 vitória, 2 empate e 1 derrota. Na Segunda fase, conquista sete pontos, referente a 3 vitórias, 1 empate e uma derrota, destaque para vitória de 1x0 no único Clássico-Rei que aconteceu na competição de 1970 realizado no dia 29 de Novembro de 1970, mesmo perdendo a última partida do quadrangular final para o Sport em Recife por 2 x 1, vence o Norte–Nordeste pelo critério de desempate, pois ambos terminaram com o mesmo número de pontos. Festa na chegada a cidade de Fortaleza com seus 857.000 habitantes ao novo campeão do Norte–Nordeste.

Além da conquista do Norte–Nordeste de 1970, o Fortaleza conquista o campeonato estadual extra de 1972 o time base da conquista do estadual era: Lulinha (Cícero), Louro, Biluca, Dimas Filgueiras e Pedro Basílio; Chinezinho (Serginho) e Zé Carlos; Amilton Rocha, Miguel, Leônidas e Nado. No ano seguinte é marcado pela maior invencibilidade do Fortaleza na Série A, foram 12 jogos de invictos no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1973;[26] e também a maior invencibilidade tricolor em estadual com 26 jogos invictos no ano de 1978, sendo a segunda maior invicta em 1973 que durou 20 partidas. Já a terceira e quarta marca também aconteceu durante os anos 70, 17 jogos nos anos de 1972 e 1976.[27]

Após chegar a duas finais do principal campeonato nacional, conquista do regional e vários títulos estaduais é denominado de o novo grande do futebol nacional, título dado a imprensa do eixo Rio-São Paulo em 1973 e confirmado pela revista placar na inclusão de seu hino entre os 16 maiores do futebol nacional mais posteriormente[28] no mesmo ano conquista o estadual de 1973 para pensamento da imprensa cearense se torna então último campeão do PV, já que estava para ser inaugurado o maior estádio da cidade, em novembro de 1974 o Estádio Governador Plácido Castelo, o Castelão e quem teria a honra de se tornar o primeiro campeão do novo Estádio, o Fortaleza que perde o primeiro turno do estadual, tendo a obrigação de vencer o segundo turno, para forçar a final do Campeonato. No dia 19 de março de 1975, decide o turno contra o Ceará, vencendo teria mais jogos para se definir o Campeão de 1974. Vitória tricolor por 4x0 com gols de Geraldino Saravá três vezes e Amilton Melo, quatro dias após é realizada a primeira partida da final, mais uma vitória tricolor, agora por 1x0 com mais um gol de Geraldino.[29] No dia 26 de março estava marcado a segunda partida da “melhor de três”, nova vitória tricolor com gols de Haroldo e Amilton Melo duas vezes.[30] A equipe conquista o bicampeonato realizando 30 jogos, sendo 23 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas, marcando 87 gols e sofrendo 22.

Década de 1980: A Máquina Tricolor de 1982/1983 e mais dois títulos em 1985 e 1987

A década de 1980 começa para o Fortaleza em branco, no estadual de 1980 não conquista os turnos disputados e não chega a final do Cearense, em 1981 decide apenas o segundo turno. Em 1982 é decidido que o tricolor montaria um time para atropelar os adversários, para isso contrata o goleiro Salvino do Ferroviário, o zagueiro Chagas (do Vasco da Gama), Zé Eduardo (que atuava na equipe rival), o ponta-direita Geraldinho (do Fluminense), Adílton (do Flamengo), Miltão, Nélson, Assis Paraíba, trás de volta o zagueiro Pedro Basílio, além de outros atletas. O Leão do Pici conquista os dois primeiros turnos do campeonato e o Ferroviário conquista o terceiro. Na final (em melhor de três partidas), empate no primeiro jogo em 1 a 1 e segundo jogo em 2 a 2, na terceira partida vitória tricolor por 4 a 0, gols de Adílton (3) e Roner.

No ano seguinte o presidente Ney Rebouças remonta a máquina tricolor, trazendo para o clube Tadeu (do Fluminense), Luisinho das Arábias (do Flamengo), Júlio César Uri Geller (do Flamengo), Wescley (do Botafogo), Edson (do Botafogo) e Marquinhos (do Vasco da Gama) ganha o primeiro turno invicto, mais um vez passa por cima dos adversários e no último jogo do campeonato vence o Ferroviário por 2 a 0 com dois gols de Luisinho das Arábias.

Em 1984 termina o estadual na segunda colocação, em 1985 o traz para treinar o seu elenco o ex-jogador do Santos, Pepe e conquista o estadual de número 27. Em 1986 perde o Bicampeonato, no ano seguinte é o clube de melhor campanha no estadual e com o empate em 0 a 0 no último jogo conquista mais um título cearense. Em 1988 perde a final para o Ferroviário, com gol de Marcelo Veiga.

Década de 1990: O acesso para a Série A de 1993, e o maior artilheiro de todas as edições do Campeonato Cearense

 
Sandro, artilheiro e ídolo tricolor na década de 1990.

O Maior público registrado em Clássico-Rei aconteceu pelo Campeonato Cearense de 1991 no dia 6 de outubro de 1991, o público da partida foi 60.363 pagantes com vitória tricolor pelo placar de 1x0. O Fortaleza após vencer o terceiro turno do estadual e o quarto turno, o tricolor conquista no 15 de dezembro de 1991 o Estadual de número 29.

O Fortaleza conseguiu o acesso a Série A de 1993, após conquistar a sétima colocação da Série B de 1992 na qual, classificava 12 equipes para Primeira Divisão de 1993. O clube conquista 28 pontos em 26 jogos, com 11 vitórias, 6 empates e 9 derrotas, marcando 30 gols e sofrendo 24.

O Fortaleza tem o maior artilheiro da história do Campeonato Cearense, foi Sandro marcando 39 gols pelo estadual de 1997.

Década de 2000: Os vices-campeonatos da Série B em 2002 e 2004, o campeão da década em estaduais e o maior tabu em jogos oficiais do Clássico-Rei

 Ver artigo principal: Série B de 2002 - Série B de 2004
 
Troféus do vice-campeonato da Série B de 2002 e 2004.

O Fortaleza conseguiu o acesso a Série A de 2003, após 31 jogos, conquistando 59 pontos, sendo 18 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, marcando 61 gols e sofrendo 31 gols.

Os jogos finais da Série B de 2002 foram:[31]

Fortaleza 2 x 0 Criciúma - 30 de novembro - Estádio Castelão

Criciúma 4 x 1 Fortaleza - 7 de Dezembro - Estádio Heriberto Hülse

Na Série B de 2004, o Fortaleza conquistou 55 pontos em 35 jogos sendo 15 vitórias, 10 empates e 10 derrotas, 55 gols prós e 30 contra. O tricolor do Pici garantiu o acesso para disputa da Série A do Campeonato Brasileiro, na época o técnico do Fortaleza era o Zetti tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira. Na primeira fase o time tricolor ficou em 5º lugar. A campanha foi de 11 vitórias, seis empates e seis derrotas. Classificado entre os oito primeiros, o Leão caiu no grupo A da segunda fase. O avanço em um grupo formado por Brasiliense, Ituano e Santa Cruz veio com a diferença de saldo de gols, depois de três times empatarem com oito pontos ganhos. O tricolor do Pici conseguiu se levantar na disputa após uma vitória diante do Ituano, fora de casa e avançou para o último quadrangular com Brasiliense, Avaí e Bahia. Na reta final, o Brasiliense conquistou a subida de forma antecipada. Na última rodada, o Fortaleza precisava vencer por dois gols de diferença o Avaí, além de ter que torcer por uma vitória do Brasiliense em cima do Bahia, em Salvador. Final do jogo no Castelão marcava Fortaleza 2x0 Avaí, e com a vitória do Brasiliense o tricolor terminou o quadrangular na segunda colocação e celebrou o acesso à Primeira Divisão do futebol nacional.

No que se refere ao Campeonato Cearense, a Década de 2000 começa com o maior tabu em jogos oficiais estabelecido na história dos Clássicos-Reis, que durou de 17 de julho de 1999 a 8 de julho de 2001, com 12 vitórias e quatro empates, em 16 partidas.[32]:

OS JOGOS DO TABU
Data Placar Competição
17 de Julho de 1999 Fortaleza 7 x 2 Ceará Estadual de 1999
27 de Fevereiro de 2000 Fortaleza 4 x 0 Ceará Estadual de 2000
2 de Abril de 2000 Fortaleza 1 x 0 Ceará Estadual de 2000
30 de Abril de 2000 Fortaleza 3 x 0 Ceará Estadual de 2000
7 de Maio de 2000 Fortaleza 2 x 1 Ceará Estadual de 2000
11 de Junho de 2000 Fortaleza 2 x 1 Ceará Estadual de 2000
27 de Junho de 2000 Fortaleza 1 x 1 Ceará Estadual de 2000
16 de Julho de 2000 Fortaleza 1 x 1 Ceará Estadual de 2000
27 de Setembro de 2000 Fortaleza 3 x 1 Ceará Série B de 2000
21 de Fevereiro de 2001 Fortaleza 2 x 1 Ceará Nordestão de 2001
28 de Março de 2001 Fortaleza 1 x 1 Ceará Estadual de 2001
13 de Maio de 2001 Fortaleza 2 x 2 Ceará Estadual de 2001
20 de Maio de 2001 Fortaleza 4 x 3 Ceará Estadual de 2001
10 de Junho de 2001 Fortaleza 1 x 0 Ceará Estadual de 2001
5 de Julho de 2001 Fortaleza 0 x 0 Ceará Estadual de 2001
8 de Julho de 2001 Fortaleza 3 x 1 Ceará Estadual de 2001

Entre os anos de 2000 a 2010, o Fortaleza esteve presente em todas as finais do campeonato estadual, conquistando os estaduais nas respectivas decisões:

O campeonato de 2002

Além dos oito títulos conquistados na década, o tricolor pode conquistar o campeonato de 2002, passando a ter nove títulos na década.[42] Entenda a situação sobre o Campeonato Cearense de 2002, disputado em três turnos, o Fortaleza conquistou o primeiro turno e o Ceará o 2º e 3º turno.

Em março de 2002 o Ceará contrata o costarriquenho David Madrigal. No dia 16 de julho, o Limoeiro percebe uma possível irregularidade no visto de trabalho de David e tenta a impugnação da partida realizada pelo 3º turno no dia 10 de julho em que o Ceará venceu por 3x1, entrando com uma ação no TJD. No dia 23 de julho o contrato de David é suspenso pela FCF, após a descoberta de que o seu visto de trabalho só o permitia atuar pelo Roma de Apucarana, seu clube anterior. A final do campeonato estadual é realizado no dia 7 de agosto, entre o Fortaleza vencedor de um turno e o Ceará, vencedor de dois turnos,(por ser vencedor de dois turnos jogou a final por um empate). O jogo acabou empatado em 1x1, o Ceará por ter conquistado dois turnos é declarado campeão.

Em Setembro de 2002, o Fortaleza entra com uma ação cautelar no TJD pedindo a anulação dos pontos do Ceará nas partidas em que David atuou e a consequente transferência do título para o vice-campeão, no caso o Tricolor, no dia 6 de outubro o juiz Inácio de Alencar Cortez Neto, da 17ª Vara Cível, julga procedente em primeira instância a ação ordinária promovida pelo Fortaleza pedindo a anulação dos pontos na partida em que David Madrigal atuou e a consequente transferência do título estadual de 2002.[43]

Década de 2010: do inédito tetracampeonato, passando pela crise na primeira metade da década e com retorno da hegemonia na segunda metade

Invencibilidade em estadual
Ano Partidas
1978 26
1973 20
1972 17
1977 17
1986 17
1969 16
1983 15
1983 15
1991 15
2000 15
2012 15
 
Torcida lotando o Estádio Castelão em 2013

O Tetracampeonato de 2007/2008/2009/2010, começa em 2007 com o título vencido em cima do Icasa. No ano seguinte veio o bicampeonato. O Fortaleza venceu os dois jogos da final frente ao Icasa: 2 a 0 no Romeirão e uma goleada por 4 a 2 no Castelão. O Tricampeonato em 2009 foi conquistado com 14 Vitórias, 7 Empates e 5 Derrotas, com 54 Gols Pró e 31 contra. As finais foram disputadas nos dias 26 de Abril (vitória do Tricolor de Aço por 2x1, gols de Guto e Wanderley) e 3 de maio. Neste segundo jogo, o Tricolor jogava por um empate e perdia por 1x0 até os oito minutos do segundo tempo, quando Marcelo Nicácio marcou de peixinho o gol do Tricampeonato, para delírio da nação tricolor.

No Estadual de 2010 conquista o primeiro turno e seu rival conquista o segundo. Na final, o primeiro jogo foi ganho pelo Leão, o segundo foi ganho pelo Ceará. Nos pênaltis, 3x1 para o Fortaleza, e assim se consagra, pela primeira vez na história, Tetra campeão Cearense.[44] Por outro lado, o Leão não conseguiu passar da fase classificatória e permaneceu na terceira divisão.

Nas gestões Paulo Arthur e Osmar Baquit (2011 a 2014), perdeu o inédito pentacampeonato no estadual e nos anos seguintes: vice-campeão, quarto colocado e vice-campeão respectivamente. Na Copa do Brasil eliminado em 2011 na segunda fase, oitavas-de-final e terceira-fase respectivamente e em 2014 não disputa por não ter conseguido ser campeão estadual ou da Copa Fares Lopes no ano anterior. Na competição reginal: a Copa do Nordeste, fica na terceira colocação em 2013. Na Série C fica na 13.ª colocação em 2011, 5º colocado em 2012 depois de conseguir a maior invencibilidade durante os campeonatos nacionais (17 jogos), 9º colocado em 2013 e 5º colocado em 2014.

O ano de 2015 para o Fortaleza começa no dia 1 de dezembro de 2014, com a primeira eleição direta no clube,[45] no qual houve até debate entre os presidenciáveis ao vivo na TV Diário[46] concorrem o ex-diretor do clube: Estevão Romcy e os ex-presidentes Silvio Carlos (década de 1980) e Jorge Mota (década de 2000), uma semana antes o ex-diretor do clube, Adailton Campelo retira sua candidatura,[47] sendo Jorge eleito com 528 votos contra 272 do candidato Silvio Carlos e 57 de Estêvão Romcy[48] sendo o maior dos registros históricos conhecidos do Leão.[49] O Presidente Papapenta como é conhecido pois ter tirado o penta do rival em 2000, tira mais uma vez em 2015 com uma conquista épica com o gol de empate de Cassiano aos 47 do segundo tempo. Na competição regional fica na quinta colocação do Nordestão, já na Copa do Brasil elimina o Predefinição:Futebol River na primeira fase classificando para enfrentar o Coritiba na fase seguinte sendo eliminado nos pênaltis no jogo de volta, ficando na 33ª colocação geral. Na Série C, termina a primeira fase na primeira colocação e sendo eliminado na fase seguinte, terminando na quinta colocação geral do nacional.

No ano de 2016 o Fortaleza conquista a Copa dos Campeões Cearenses, vencendo o Guarany de Sobral vencedor da Copa Fares Lopes de 2015, pelos placares de 3x0 jogando em casa no Estádio Alcides Santos em Fortaleza, e por 2x0 no jogo decisivo realizado no Estádio do Junco em Sobral, Com o título,o Fortaleza foi o primeiro campeão da temporada do futebol brasileiro no ano de 2016. No dia 8 de maio, após vencer a primeira partida da final por 4x1, vence o jogo da volta contra o Uniclinic por 1x0 e assim conquistando mais um bicampeonato e seu 41º título de campeão cearense. Pela Copa do Brasil o leão do Pici faz uma boa campanha, passa da primeira fase eliminando o Imperatriz do Maranhão com um empate fora por 1x1 e uma vitória por 2x0 jogando em seus domínios, já na segunda fase o leão enfrentou o Flamengo e venceu a primeira partida em casa por 2x1, e no jogo da volta em Volta Redonda com mando de campo flamenguista também consegue uma vitória pelo mesmo placar de 2x1 com direito a dois gols do volante Pio, na terceira fase enfrentou o América Mineiro perdendo por 1x0 dos mineiros em Belo Horizonte, mas conseguiu reverter o placar goleando o time mineiro por 4x1 no Castelão, já nas oitavas-de-final encarou o Internacional, perdendo o primeiro jogo por 3x0 em Porto Alegre e vencendo em casa por 1x0 mas mesmo com a vitória o leão foi eliminado já que o clube gaúcho obteve uma boa vantagem atuando em seus domínios. Na Série C termina a primeira fase na primeira colocação do grupo A, mas é eliminado na fase seguinte, terminando na sexta colocação geral da competição.

Publicações

As publicações referente ao clube são:

Álbuns

  • Álbum do Fortaleza Sporting Club - Publicação Oficial, Década de 1940
  • Álbum do Fortaleza - Publicação Oficial, 2002

Livros

  • Coração de Leão - José Rocha - Editora Komedi, Campinas,2003
  • Fortaleza 85 Anos - Conheça toda a história do Tricolor de Aço - Publicação Oficial 2003
  • Fortaleza: História, tradição e glória - FARIAS, Aírton de Farias e Vagner de Farias, Edições Livro Técnico 2005

Revista

  • Revista do Fortaleza - Publicação Oficial Quadriênio 2000/2001/2002/2003
  • Revista Gigante Tricolor - Publicação oficial no começo da década de 1970
  • Revista Super Leão - Publicação Oficial nos meados da década de 1970
  • Revista Tricolor de Aço - Publicação Oficial Triênio 2005/2006/2007

Símbolos

Escudo

O Fortaleza desde sua fundação teve seis escudos diferentes, com algumas figurações em um deles, o primeiro em 1918, ano de sua fundação, percorrendo durante as primeiras décadas de vida do clube, era no estilo peninsular com a ponta redonda, na parte do retângulo em cima o nome Fortaleza em azul real, posteriormente passa a ter um escudo no formato suíço: de formato semelhante ao do escudo clássico em branco com as bordas em azul com as iniciais FSC em azul e vermelho, posteriormente na década de 1940 no mesmo, só que dividido, com a parte superior recortada, com a parte superior na cor vermelha e na inferior na cor azul real intercalada por uma faixa branca, dentro do escudo as iniciais do clube até então em FSC, Fortaleza Sporting Club e depois FEC, quando o clube mudou o nome para Fortaleza Esporte Clube, escudo utilizado até meados da década de 1960, sendo bastante semelhante ao do Fluminense Football Club. Os jornais da época distorciam alguns emblemas pois não dispunham de tecnologia para reproduzir a fonte original na época, a seguir os escudos com seus respectivos períodos:

Evolução do Escudo do Fortaleza Esporte Clube
Primeiro escudo Décadas de 1930 e 1940 Década de 1940 Década de 1950 Década de 1960 Década de 1970 até à atualidade
           

A partir de meados da década de 1960, o Fortaleza adotou o atual escudo, formado por um triângulo isósceles branco, invertido, com base maior elevada por um retângulo com altura igual à metade da lateral do referido triângulo. Dentro dessa parte alongada encontra-se outro retângulo, de cor branca, com o nome Fortaleza em azul real. No interior do triângulo uma faixa branca de largura igual a um quarto da lateral menor com dois triângulos escalenos, um azul real à esquerda e outro vermelho à direita. Das seis estrelas sobre o escudo do Fortaleza, as quatro inferiores representam o Tetracampeonato Cearense conquistado em 2007/2008/2009/2010. Já as duas estrelas superiores representam duas das sete conquistas regionais/inter-regionais do clube que são a Copa Cidade de Natal de 1946 e o Torneio Norte–Nordeste de 1970.

Uniformes

De acordo com o artigo 113 do estatuto do clube, o uniforme principal das formações leoninas é composto pela tradicional e mística camisa tricolor listrada horizontalmente com as cores,branco, vermelho e azul, com calções azuis e meiões brancos. No segundo uniforme, para quando o Fortaleza joga como visitante, devem predominar as três cores do clube. O uniforme exatamente contrário ao primeiro uniforme leonino é, assim, composto por camisa predominantemente branca, calções brancos e meiões azuis, porém outros uniformes alternativos são também usados, dependendo do adversário que o clube enfrenta como visitante em suas partidas.

Jogadores

     
 
 
1º Uniforme
     
 
 
2º Uniforme
     
 
 
3º Uniforme
     
 
 
3º Uniforme
     
 
 
Nordeste

Goleiros

     
 
 
'
     
 
 
'
     
 
 
'

Após a liberação de patrocinadores nas camisas dos clubes pelo Conselho Nacional de Desportos, o Fortaleza é o primeiro clube a estampar patrocínio em suas camisas no ano de 1982 com as marcas Penalty e da Construtora Engri Engenharia, sendo em Dezembro de 1982 o São Paulo estampa em suas camisas o nome da empresa Cofap como patrocinadora do time na final do Campeonato Paulista de 1982.

No ano de 2016 o Fortaleza cria sua própria marca de materiais esportivos, denominada "Leão 1918". Com essa marca lança seu novo terceiro uniforme em homenagem a Revolução Francesa o "révolution", sendo 3 camisas, cada uma com um lema da revolução: liberté (liberdade), égalité (igualdade) e fraternité (fraternidade).

Hino

 
Raimundo Fagner, ilustre torcedor e atleta.

O primeiro hino do Fortaleza foi composto em 1959 por José Jatahy, em 1967 é composto o hino oficial pelo poeta Jackson de Carvalho, sendo sua gravação em outubro do mesmo ano, tendo como arranjador o maestro Manuel Ferreira e como intérprete o cantor Manoel Paiva. Em 2004 é lançado o CD dos Hinos Placar com artistas brasileiros interpretando os hinos dos 16 principais clubes de futebol do País pela Revista Placar, confirmando o título dado desde de 1973 pela imprensa do eixo Rio-São Paulo como um dos grandes clubes do futebol nacional[28] o hino do Fortaleza foi cantando pelo cantor Raimundo Fagner, que atuou duas vezes pela equipe principal do tricolor, as partidas foram contra América-CE e Maranguape. Em entrevista a Revista Veja o cantor e compositor Chico Buarque, considera o segundo hino de clubes de futebol mais belo dentre todos hinos; o mais belo, na opinião dele é o hino do Fluminense.

Mascote

 Ver artigo principal: Lista de mascotes de futebol
 
Leão o mascote do Fortaleza.

Nos primórdios do futebol cearense, o clube tricolor teve sede próxima a Praça General Tibúrcio mais popularmente conhecida por Praça do Leões, quando iria atuar alguns denominavam "vamos enfrentar o time da praça do Leões" e depois time de Leões [50] como ficou conhecido, com o passar das conquistas também ganhou o apelido de o bicho-papão de títulos, pois era o devorador de títulos, que papava quase tudo no Campeonato Cearense e assustava seus adversários, na década de 1940 um periódico da cidade cria os mascotes do campeonato cearense, surgindo o Garotinho, o Português, o Mecânico, o Fortão para o Fortaleza, dentre outros. Na década de 1960 o jornalista Vicente Alencar na antiga Rádio Uirapuru populariza o mascote Leão, denominação desde dos tempos da Praça dos Leões, após a transferência da sede do Clube da Gentilândia para o Pici, na década de 1960, passa a denominar Leão do Pici, referência ao bairro onde está localizado o Parque dos Campeonatos.

Torcida

 
Torcida do Fortaleza em Roraima.
 
Torcida do Fortaleza em Roraima.

No começo da década de 1920 é feita a primeira enquete de popularidade de torcedores do estado, realizada na entrada do Teatro José de Alencar, o Fortaleza obtém a terceira média na pesquisa, com 13%, a frente do Bangu com 9%, o campeão da enquete foi o Guarany com 49% e o vice sendo o Ceará com 28%.[51] Em 1924 surge o extinto Maguari-CE, denominado o clube dos príncipes. Com a extinção do Guarany, a equipe cintanegrina passa a ser o clube de maior torcida no estado. O Fortaleza, juntamente com o Maguary, foi desde então considerado um clube da classe alta.

Nas décadas de 1930 e 1940, surgem os times operários no futebol cearense, começando a popularização do Futebol Cearense sendo a torcida do Fortaleza, a quarta torcida na cidade no começo da década de 1940, com o licenciamento do Maguary e as conquistas dos Estaduais de 1946, 1947 e 1949 e da Copa Cidade de Natal de 1946 a torcida tem um crescimento e torna a terceira do estado, chegando a incomodar as duas maiores torcidas até então.

Com as conquistas dos estaduais de 1953, 1954, 1959, 1960, e o vice-campeonato do Brasileiro de 1960, o Fortaleza passa a ter uma das duas maiores torcidas do estado. Para aproximar mais a relação clube-torcida, surge em 1967 o primeiro programa de rádio oficial de um clube cearense e específico para uma torcida, na antiga Rádio Uirapuru de Fortaleza, com a apresentação de Vicente Alencar.

Em 1973 e 1974, o Fortaleza é o clube que mais leva torcedores para os estádios cearenses,[52] comprovando o crescimento de sua torcida após as conquista dos estaduais de 1964/1965, 1967 e 1969, e do vice-campeonato do Brasileiro de 1960 e 1968. Em meados da década de 1970, surge a Frente de Apoio ao Fortaleza (FAF), primeira organizada do clube, seguida da Garra Tricolor, Fiel Tricolor, Coração de Leão, Guerrilheiros Tricolores, entre outras. A Torcida Organizada Fiel Tricolor, extinta nos estádios na década de 1990, continua com seu programa de rádio, que teve início em 18 de janeiro de 1988, uma segunda-feira na Rádio Clube de Fortaleza, denominado de "A voz da Fiel Tricolor" e apresentado pelo "Sheik" Emanuel Magalhães, das torcidas organizadas atuais do clube destaque para: Torcida Uniformizada do Fortaleza e para a Jovem Garra Tricolor.

Segunda maior média de público da Série A em 2005
# Clube Média
1 Corinthians 27.319 (19 jogos)
2 Fortaleza 23.731 (19 jogos)
3 Atlético Mineiro 21.725 (20 jogos)
4 Coritiba 18.688 (21 jogos)
5 Vasco da Gama 18.688 (21 jogos)
6 Internacional 16.237 (20 jogos)
7 Cruzeiro 15.753 (19 jogos)
8 Fluminense 15.355 (20 jogos)
9 Botafogo 14.456 (19 jogos)
10 Paysandu 14.213 (19 jogos)
11 Palmeiras 14.085 (20 jogos)
# Clube Média
12 Flamengo 13.657 (21 jogos)
13 Brasiliense 13.479 (20 jogos)
14 Goiás 12.980 (21 jogos)
15 Paraná 11.864 (20 jogos)
16 Atlético Paranaense 11.620 (19 jogos)
17 São Paulo 9.805 (21 jogos)
18 Santos 9.611 (16 jogos)
19 Figueirense 9.279 (21 jogos)
20 Ponte Preta 5.807 (21 jogos)
21 Juventude 5.648 (18 jogos)
22 São Caetano 3.094 (21 jogos)

A torcida cresce em grande escala a ponto de que muitos pais vêem seus filhos torcendo pelo Fortaleza[53] e avôs vendo seus netos torcendo pelo clube das três cores,[54] até filho de ex-presidente do clube com qual o Fortaleza disputa o clássico-rei na cidade, é tricolor e dirigiu a equipe leonina.[55] O crescimento chega também a Região Norte do país, mais precisamente na capital Boa Vista em Roraima, onde possui a maior torcida organizada de Boa Vista.[56] Além de Roraima, o clube tricolor também tem números expressivos de seus torcedores no Acre, Amazonas, no Distrito Federal,[10] no Pará, no Piauí,[12] e no Rio Grande do Norte onde o clube possui embaixadas desde 2005.

O tricolor detêm uma dos maiores públicos já registrados no país em jogos especialmente de categorias de base, sendo mais de três mil torcedores compareceram ao estádio Presidente Vargas,[57] também em junho, o clube teve o recorde na apresentação de jogadores, com mais 3.500 torcedores no Estádio Alcides para conhecer os novos contratados do clube,[58] público, somente menor ao treino da Seleção brasileira em Goiânia.[59] Em 2012 é o clube cearense que mais leva torcedores no Campeonato Brasileiro e o décimo clube incluindo todas as Séries (A,B,C e D),[60] em 2014 é o clube detentor do maior público do ano em todo Brasil com 62.525 pagantes e com público total de 63.254,[61] sendo notícia nos sites do mundo inteiro, no Japão dando grande ênfase a sua torcida e a festa que é realizada durante os jogos,[9] torcida essa que é proprietária do recorde de público e da maior renda da Arena Castelão, com o valor de: R$ 1.981.117,00,[62] batendo o recorde de público em todas as edições da Série C do Campeonato Brasileiro, a Torcida do Leão é Conhecida como umas das Mais Fanáticas do Nordeste Brasileiro, e sempre fazendo Festa Lindas no Estádio. Em 2015, no Campeonato Brasileiro envolvendo as quatro divisões do país é a décima equipe do país a elevar mais torcedores aos jogos[63] com 18.072 torcedores por jogo. Em 2016, no Campeonato do Nordeste é a equipe que tem a melhor média da competição, sendo de 12.936 por jogo«Fortaleza teve a melhor média público da Copa do Nordeste». Consultado em 21 de maio de 2016 </ref> com 18 072 torcedores por jogo.

Estrutura

Sede administrativa

O Fortaleza tem sua sede no bairro do Pici, que é composta pela sede administrativa Manoel Guimarães, Estádio Alcides Santos, salão de troféus, Hotel Ribamar Bezerra (utilizado para concentração dos atletas), alojamento Otoni Diniz, academia, vestiários e moderno departamento médico.

Estádio Alcides Santos

 
Vista interna do Estádio Alcides Santos.
 
Escudo Antigo do Fortaleza
 Ver artigo principal: Estádio Alcides Santos

Inaugurado em junho de 1962 com um festival de jogos, o Estádio Alcides Santos, de sua propriedade, tem atualmente capacidade para 8 300 torcedores,[64] onde o clube realiza jogos de pequeno e médio porte, dependendo da demanda algumas partidas passam ser jogadas no PV ou no Estádio Castelão utilizado comumente em jogos do Brasileirão e nos clássicos estaduais.

Sua estreia em competições nacionais no dia 12 de março de 2010 pela segunda fase da Copa do Brasil, vitória do Fortaleza por 2x0 frente ao Guarani. O clube manteve uma invencibilidade de 14 jogos no Parque dos Campeonatos.

O estádio tem uma moderna fachada, além disso conta com a praça Ney Rebouças caracterizada com as cores do clube.

Centro de Treinamento Ribamar Bezerra

O Centro de Treinamento Ribamar Bezerra é a sede dos treinos da categoria de base do clube, localizado na cidade de Maracanaú, município da Região Metropolitana de Fortaleza. Das bases tricolores surgiram destaques como: Ari (atualmente no FC Krasnodar), Osvaldo Filho[65] (atacante do Fluminense) e Everton.

Loja Oficial

O Fortaleza tem duas lojas oficiais: a Leão 1918 Pici e a Leão 1918 Riomar Kennedy. As lojas levam o nome da marca própria do clube, a Leão 1918.

A loja do Pici, na sede do clube, funciona das 09h às 18h de segunda a sexta e das 09h as 12h de sábado. Domingo a loja não abre.

A loja do Riomar Kennedy funciona das 10h às 22h de segunda a sábado e das 14h às 21h no domingo.

Futebol


Elenco atual

  Última atualização: 14 de novembro de 2017

Legenda
  •  : Capitão
  •  : Jogador contundido
  •  : Prata da casa (Jogador da base)


Goleiros
Jogador
1   Marcelo Boeck  
12   Matheus Inácio
'   Max Walef 
'   Matheus Jesus 
Defensores
Jogador Pos.
3   Adalberto   Z
4   Ligger Z
13   Guilherme  Z
2   Felipe LD
14   Eduardo LD
6   Bruno Melo  LE
16   Danilo  LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5   Anderson Uchôa V
22   Pablo V
20   Leandro Lima M
10   Adenilson M
33   Everton   M
7   Wesley  M
Atacantes
Jogador
9   Lúcio Flávio
18   Paulo Sérgio
11   Romarinho 
Comissão técnica
Nome Pos.
  Rogério Ceni "O m1to" T
  Charles Hembert AS
  Álvaro Augusto PF
  Celso Santos PF
  Danilo Augusto PF
  Bosco TG
  Guto Albuquerque TG
  Glay Maranhão MD
  Rafael Veras MD
  Vinícius Castelo Branco MD
  Rafael Rabelo MD
  José Welington MA
  Manuel Almeida MA
  Edson Palomares FG
  Nélson Simões SV

Referências

  1. «CNEF da CBF» (PDF). Site Oficial da CBF. Consultado em 9 de março de 2012 
  2. a b «CNEF da CBF» (PDF). Site Oficial da CBF. Consultado em 9 de março de 2012 
  3. «Castelão - Fortaleza». FIFA. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  4. «IFFHS: Brasil domina topo da América do Sul no século, mas Boca lidera». Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  5. «CT é a diferença». Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  6. «Ceará e Fortaleza dividem torcida na Capital, diz pesquisa Datafolha». GloboEsporte.com. 30 de setembro de 2016. Consultado em 23 de junho de 2017 
  7. «Corinthians tem melhor média de público de todas as divisões em 2012». Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  8. «A paixão pelo Fortaleza». Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  9. a b «brazil-serie-c-fortaleza-mosaico-vs-macae - qoly.jp». Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  10. a b «Embaixada Tricolor em Brasília». Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  11. «A pesquisa da vez: Distrito Federal - parte 2 (Novas Regiões Administrativas». Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  12. a b «Embaixada Tricolor no Piauí». Consultado em 1 de janeiro de 2015 
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Jogadores destacados

Esta é uma lista de jogadores de destaque que já passaram pelo Leão do Pici: