Elétricos do Porto

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Diagrama da rede
 1  Passeio Alegre 
Urban head station
 
Cantareira 
Urban station on track
 
D.ª Leonor 
Urban station on track
 
Fluvial 
Urban station on track
 
Ouro 
Urban station on track
 
Encosta da Arrábida 
Urban station on track
 
P. Arrábida 
Urban station on track
 
Bicalho 
Urban station on track
 
 18  M. do C. Elétrico 
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Cais das Pedras 
Urban station on track Urban station on track
 Ig. de Massarelos
Monchique 
Urban station on track Urban station on track
 Entre Quintas
Alfândega 
Urban station on track Urban station on track
 Palácio
 1  Infante 
Urban End station Urban station on track
 Viriato
 
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 Hosp. S.ᵗᵒ António
 
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 Carmo
 
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 Carmo  18   22 
Clérigos 
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 Fernandes
 
Urban straight track Unknown route-map component "uBHF(L)g"
 Guilherme Gomes
 
Urban straight track Unknown route-map component "uBHF(L)g"
 Pr. Filipa de Lencastre
Linha D (Metro do Porto) Pr. da Liberdade 
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 Av. dos Aliados Linha D (Metro do Porto)
 
Urban straight track Unknown route-map component "uBHF(L)g"
 Pr. D. João I
 
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 S.ᵗᵃ Catarina
Batalha 
Urban station on track
 
Funicular dos Guindais  22  Batalha-Guindais 
Urban End station
 

A rede de elétricos da cidade do Porto, existente desde 1895, é explorada pela STCP, contando, em 2011, com três carreiras regulares de serviço de passageiros. A rede actual tem uma extensão de 8,9 km.[1]

A bitola é de 1435 mm[2][3] (bitola internacional), idêntica à do Metro do Porto e muito mais larga que a dos outros dois sistemas semelhantes em operação em Portugal: Sintra (1000 mm) e Lisboa (900 mm).

CaracterizaçãoEditar

LinhasEditar

 
O Eléctrico 18 com destino ao Carmo.
 
O eléctrico ao lado do Hospital de Santo António na Linha 18.

Para viajar nas linhas do elétrico tem de ter um cartão ou terá de adquirir a bordo o seu bilhete que tem um custo de 3€ por viagem. São ainda válidas as assinaturas mensais da STCP e Andante Gold.

  • Linha 1: Passeio Alegre-Infante: faz o percurso da marginal do Rio Douro, entre o Infante, perto da Ribeira e o Passeio Alegre, na Foz do Douro.

Esta linha foi a grande sobrevivente do sistema de elétricos do Porto, tendo sido por muitos anos a única maneira de andar de elétrico na cidade. O percurso foi por algumas ocasiões dividida em duas secções; Linha 1E Barra (ou seja, a figura 1 com uma linha através dele) corre ao longo do rio desde o Passeio Alegre (Cantareira) até Massarelos, de onde a Linha 1 completava a linha até ao Infante . Atualmente o percurso é totalmente feito pela Linha 1. Antes da Linha 1 de autocarros ter mudado de nome para Linha 500, a linha era identificada por Linha 1E de "Eléctrico" para distinção. O troço oeste desta linha entre Massarelos e o Passeio Alegre foi reaberto em 2002 e o troço entre Massarelos e o Infante foi reaberto no ano seguinte. No seu percurso original a Linha 1 (ou 1E) ligava o Infante ao mercado de Matosinhos.

Esta linha foi reaberta a 17 de dezembro de 2005, no percurso provisório entre Massarelos e Viriato (Rua da Restauração). O seu termino foi Viriato durante alguns anos até a reabertura do seu término histórico, um pouco mais perto do centro da cidade, no Carmo. A viagem realiza-se principalmente em canal reservado e em via única. A frequência de serviço é de meia-hora e liga à Linha 22 no Carmo.

Em setembro de 2007, 30 anos depois, o elétrico voltou à Baixa do Porto com a Linha 22, passando nas principais artérias da baixa da cidade: Rua dos Clérigos, Praça da Liberdade, Rua 31 de Janeiro, Praça da Batalha, Rua de Santa Catarina, Avenida dos Aliados e Rua de Ceuta. Esta linha liga o Carmo à Batalha a cada 30 minutos.

No Carmo, o 22 cruza com a Linha 18, que por sua vez, liga à Linha 1E em Massarelos, facilitando assim a utilização de todas as linhas de elétricos.

  • Linha T: Porto Tram City Tour: circuito turístico desde o Infante à Batalha, foi descontinuado pela STCP, com a necessidade de acentuar o carácter predominantemente turístico deste produto, promover uma maior integração com o Museu do Carro Elétrico e diminuir os custos de operação com a rede de elétricos. O serviço turístico e o serviço regular foram fundidos, passando o Porto Tram City Tours a ser efetuado pelas linhas 1, 18 e 22 do anterior serviço regular. Esta reformulação foi acompanhada por um aumento do preço do bilhete ocasional e da sua validade (agora de apenas um viagem) e pela criação de pacotes integrados com o Museu do Carro Eléctrico.
Linha 1 - Passeio Alegre/Infante
 
Infante    Cruzeiros no Douro
 
Alfândega 
     
Museu do Vinho do Porto
     
     
LINHA 18
 
Massarelos    Douro Azul
 
Bicalho
 
Ponte da Arrábida
 
Sécil
 
Gás  Ligação Marítima à Afurada
 
Fluvial 
 
D.Leonor
 
Cantareira 
Linha 18 - Massarelos/Carmo
     
Carmo
     
     
LINHA 22
 
Hospital de Santo António 
 
Viriato
 
Restauração
 
Entre Quintas
     
LINHA 1
     
     
Massarelos    Douro Azul
 
Paragem da linha 22, nos Clérigos

Linha 22 - Carmo/Batalha

 
Batalha   (Guindais)
 
Praça da Batalha 
 
Rua de Santa Catarina         Estação Bolhão
 
Praça D.João I 
 
Avenida dos Aliados       Aliados (Metro do Porto)
 
Rua Fernandes Tomás
 
Praça de Gomes Teixeira 
     
Carmo
     
     
LINHA 18
 
Clérigos 
 
Praça da Liberdade          São Bento (Metro do Porto)
 
Praça da Batalha 
 
Batalha   (Guindais
Linha T - Porto Tram City Tour (Infante-Batalha // Batalha-Alfândega) (DESACTIVADA)
 
O eléctrico turístico "Porto Tram City Tour", em Miragaia Linha T.
 
Infante    Cruzeiros no Douro
 
Alfândega 
 
Museu do Vinho do Porto
 
Massarelos    Douro Azul Linha 1/ Linha 18
 
Hospital de Santo António 
 
Viriato
 
Restauração
 
Entre Quintas
 
Hospital de Santo António
 
CarmoLinha 18/ Linha 22
 
Clérigos 
 
Praça da Liberdade         São Bento (Metro do Porto)
 
Praça da Batalha 
 
Batalha (Guindais)
 
Praça da Batalha 
 
Rua de Santa Catarina        Bolhão (Metro do Porto)
 
Praça D.João I 
 
Avenida dos Aliados      Aliados (Metro do Porto)
 
Rua Fernandes Tomás
 
Praça de Gomes Teixeira 
 
CarmoLinha 18/ Linha 22
 
Hospital de Santo António
 
Entre Quintas
 
Restauração
 
Massarelos    Douro Azul Linha 1/ Linha 18
 
Alfândega 

Legenda dos interfaces

Material circulanteEditar

A maior parte dos veículos utilizados foram construídos em Portugal, embora alguns tenham provindo do Reino Unido, da companhia americana J. G. Brill Company, e Bélgica.[4]

HistóriaEditar

Início dos serviçosEditar

 
Carro Americano (de tração animal) em exposição no Museu do Carro Elétrico.

Em 1870, é autorizada, ao Barão de Trovisqueira, a concessão de um serviço de transportes públicos;[4] a primeira linha, ligando as zonas do Infante e Carmo à Foz ao longo do Rio Douro, foi aberta em 1872 pela Companhia Carril Americano do Porto. Os serviços eram efetuados entre a Foz e, alternadamente, o Infante e o Carmo. Os veículos utilizados eram carros americanos, que consistiam em carruagens rebocadas por animais. As linhas seriam, no ano seguinte, ampliadas até Matosinhos, ao longo do Oceano Atlântico.

A 14 de agosto de 1874, entra em exploração, pela Companhia Carris de Ferro do Porto, também utilizando veículos a tração animal, a linha desde a Praça de Carlos Alberto até à Foz (Cadouços), via Boavista e Fonte da Moura. Esta empresa abre, no ano seguinte, as primeiras linhas urbanas, entre Boavista e Campanhã, e entre Bolhão e Aguardente (posteriormente denominada de Praça do Marquês de Pombal). A 3 de novembro, a Estação de Recolha da Boavista é destruída num incêndio.

A tração a vapor é, em 1878, introduzida na linha entre a Boavista e Foz (Cadouços), através da utilização de uma locomotiva a vapor, complementando o uso de tração animal. O uso deste sistema é alargado até Matosinhos em 1882, através da rua de Gondarém.

Fusão e expansão da redeEditar

Em 1893, a Companhia Carril Americano do Porto é adquirida pela Companhia Carris de Ferro do Porto, e, a 12 de setembro de 1895, é eletrificada a linha entre o Carmo e a Arrábida, utilizando a energia fornecida por uma central própria, na Arrábida. Esta foi a primeira linha a tração elétrica que entrou ao serviço na Península Ibérica.[4] Em 1896, a ligação entre o Infante e Massarelos também passa a usar este tipo de tração, e, no ano seguinte, é completada a electrificação das linhas até à Foz, a 2 de abril, ao Castelo do Queijo, em 24 de maio, e Matosinhos, em 29 de outubro. A 19 de maio de 1899, é a vez da ligação entre a Praça Dom Pedro (posteriormente denominada Praça da Liberdade) e a Praça Marquês de Pombal.

 
Avenida da República, em Gaia, com circulação de elétricos a partir 1905.

Em fevereiro de 1902, previa-se a introdução de vários melhoramentos no sistema de alimentação elétrica, estudados por Jorge da Cunha, então chefe dos serviços telegráficos do Porto, e pelo engenheiro Blanc, que iniciou as obras de eletrificação da Companhia. O projeto incluía, entre outros aperfeiçoamentos, a instalação de feeders de alimentação e retorno, já utilizados pela operadora dos elétricos de Lisboa, e de boosters de regularização, estando um destinado à linha entre Arrábida e Leça da Palmeira; previa-se, igualmente, o início da produção de correntes de alto potencial, transportadas a várias subestações de distribuição, e de correntes alternativas trifásicas, levadas a uma subestação junto à Praça de D. Pedro, aonde seriam transformadas em contínuas, que eram utilizadas pelos elétricos. Nas máquinas, seriam instaladas duas baterias de acumuladores, e seriam introduzidos ao serviço dínamos trifásicos síncronos ou assíncronos de produção elétrica, sem quaisquer transformações.[5] Nesse ano, um elétrico perdeu os travões, enquanto descia a Rua de Santo António; o guarda-freio, desorientado, não utilizou o travão elétrico, tendo-se limitado a avisar os transeuntes; o carro parou na Praça de D. Pedro, sem ter descarrilado, tendo apenas um passageiro ficado levemente ferido ao saltar do veículo em andamento.[6] Este incidente veio chamar a atenção para a falta de treino que se fazia sentir, naquela altura, entre os guardas-freio em Lisboa e no Porto, para lidar com os troços mais perigosos.[6]

A 22 de setembro de 1904, termina a tração animal, com a introdução da tração eléctrica na linha entre o Carmo e Paranhos. A 28 de outubro do ano seguinte, é aberta à exploração a ligação até Vila Nova de Gaia, atravessando o tabuleiro superior da Ponte Luís I, e, em 1912, é introduzido um sistema de numeração nas linhas.

A tração a vapor é terminada em 1914, com a eletrificação da Avenida da Boavista em substituição do trajecto entre Fonte da Moura, Cadouços e Rua de Gondarém. No ano seguinte, abre a estação de geração em Massarelos, que substitui as instalações na Arrábida; neste ano, já existiam 19 linhas em circulação.[4]

Em 1928, a Remise da Boavista é, novamente, atingida por um incêndio, que destrói o edifício;[7] 23 carros eléctricos, quatro atrelados e duas zorras são perdidas, e seis carros eléctricos são muito danificados.

Nacionalização, auge e declínio do sistema de eléctricosEditar

Em 1946, a Companhia Carris de Ferro do Porto é nacionalizada pela Câmara Municipal do Porto, que forma o Serviço de Transportes Colectivos do Porto (STCP) para gerir o sistema de carros eléctricos. A primeira linha de autocarros, entre a Avenida dos Aliados e Carvalhido, abriu a 1 de abril de 1948.

Em 1950, atinge-se o apogeu da rede dos carros eléctricos, com 150 quilómetros de via divididos em 38 linhas, e um parque de material circulante com 193 carros eléctricos e 24 reboques; no ano seguinte, é construído um protótipo, com o número 500, para uma nova geração de carros eléctricos, de traços mais modernos, que dispunha de portas automáticas operadas de forma pneumática pelo condutor. Uma outra característica inovadora deste protótipo é que incluía cadeiras para o condutor e para o técnico de revisão. No entanto, não chegaram a ser construídos mais veículos desta série.[4]

No entanto, em 1957, é encerrada a estação de geração de eletricidade de Massarelos, encontrando-se, em serviço, no ano seguinte, apenas 81 quilómetros de via, circulando 192 carros elétricos.[4] As primeiras linhas de elétricos são encerradas a 1 de janeiro de 1959, enquanto que as primeiras 4 linhas de tróleis iniciam a sua exploração a 3 de maio do mesmo ano. Além da concorrência destas novas modalidades de transporte, o serviço de carros eléctricos também começou a sofrer de limitações económicas e técnicas, como a circulação nas exíguas ruas e avenidas da cidade.[4]

Em 1966, ainda restavam 72 quilómetros de via ao serviço, percorrida por 184 elétricos, sendo os últimos atrelados retirados ao serviço no dia 31 de dezembro desse ano. No ano seguinte, são substituídas as primeiras linhas de eléctricos por autocarros, passando a rede a contar apenas com 44 quilómetros de via e 130 elétricos. Em 1968, o serviço de elétricos é, de novo, reduzido, possuindo apenas 127 veículos que circulam em 38 quilómetros de via.

A partir de 1978, extinguem-se todos os serviços de eléctricos que circulam após as 21 horas; neste ano, a rede dispunha de 84 veículos e 21 quilómetros de via. Em 1983, são eliminados os serviços aos domingos.

Em 1988, data em que a Estação de Recolha da Boavista é substituída pela de Massarelos para o serviço normal, a rede de eléctricos dispunha apenas de 18 quilómetros de linha e 50 veículos. Entre março e julho de 1991, os elétricos foram recolhidos nas instalações da Estação de Recolha da Boavista devido a obras nas ruas da cidade.[7]

Recuperação do sistema de eléctricosEditar

 
Carruagem N.º 9 de 1873 no National Tramway Museum em Crich (Inglaterra).

A 4 de maio de 1992, foi organizado um desfile de elétricos, em que participaram vários veículos históricos, e, no 18 de maio, foi aberto o Museu do Carro Elétrico, nas instalações de Massarelos; no mesmo contexto, foi realizada, pela STCP e pela delegação do Porto da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro, uma reunião de entusiastas na Boavista. Nesse ano, só existiam três carreiras em funcionamento, utilizando 19 dos 35 eléctricos em estado de funcionamento, servindo praticamente apenas zonas periféricas na cidade; planeava-se a substituição de toda a rede por uma só linha turística, ao longo da margem do Rio Douro, ligando a cidade às praias no Oceano Atlântico.[4] A 11 de Setembro de 1993, foi suprimida a Linha 19, que ligava a Boavista a Matosinhos; a operadora justificou esta decisão com a falta de rendibilidade dos carros elétricos, devido aos elevados custo de manutenção e consumo de energia elétrica. Com este encerramento, apenas ficaram duas carreiras, a 18, que ligava o Carmo, Foz e Boavista, e a 1, desde o Infante até ao Castelo do Queijo; nesta altura, previa-se o encerramento da Linha 18, ficando a outra a circular para fins turísticos.[8]

Em 1996, só restava uma linha de elétricos, a 18, com 14 quilómetros de via, efectuado por três veículos, que funcionava entre as 9 e as 19 horas, com uma frequência de 35 minutos; os serviços ao domingo são retomados. Em meados da década de 1990 grande parte da frota remanescente foi alienada, no âmbito da retração da rede e do serviço planeada pela gestão, e a exemplo da congénere lisboeta, passando para as mãos de particulares, museus, e outros sistemas de transporte.[3] Até finais de 1996 haviam sido vendidas unidades para sete destinos estrangeiros — nomeadamente Estados Unidos (31 veículos), Inglaterra (oito carros de linha e quatro zorras), Canadá, Argentina, Escócia, Espanha, e Itália (uma ou duas unidades para cada).[3] Os preços de venda neste período variam entre 1,5 e 5 milhões de escudos, consoante o estado de conservação de cada veículo — valor muito superior ao praticado em Lisboa na mesma época, devido ao rodado em bitola internacional, integrável na maioria das vias no destino.[3]

Entre junho e novembro de 1998 e fevereiro e maio do de 1999, realizam-se, novamente, obras nas ruas, tendo os elétricos sido, como dantes, reunidos na Remise da Boavista; neste último ano, iniciou-se a demolição destas instalações, para dar lugar à Casa da Música. Em 2005, a Linha 18 reabriu até ao Carmo (Cordoaria), e 3 carros elétricos são doados para a cidade de Santos, no Brasil. A 21 de setembro de 2007, abre a Linha 22, até à Praça da Batalha (Funicular dos Guindais).

AtualidadeEditar

Em 2010, os carros elétricos transportaram 390 mil pessoas, a grande maioria constituída por turistas[9].

A rede actual tem uma extensão de 8,9 km[1].

Expansões futurasEditar

Linha 1 - Pensou-se na possibilidade de estender-se até ao Castelo do Queijo ou até Matosinhos, embora remodelações na marginal tenham dado prioridade exclusiva ao tráfego rodoviário. A hipótese do elétrico voltar a circular na Foz foi avançada em dezembro de 2014 pelo então presidente da Águas do Porto, João Pedro Matos Fernandes. A Câmara do Porto revelou, em junho de 2016, que não tem qualquer plano para colocar o elétrico a circular na marginal da Foz até Matosinhos.[10]

Também está em estudo a ligação entre o Infante e a Estação de São Bento pela Rua de Mouzinho da Silveira.

Museu do Carro EléctricoEditar

 Ver artigo principal: Museu do Carro Eléctrico

O Museu do Carro Eléctrico encontra-se instalado na antiga central termo-eléctrica de Massarelos, junto à Remise de Massarelos, aonde se encontra parqueada a frota dos eléctricos em serviço.

O espólio pertencente ao museu dispõe de dezasseis carros elétricos, cinco carros atrelados, dois carros automóveis de apoio aos carros elétricos.

Todos os anos é organizado um desfile pelas ruas da cidade entre Massarelos e o Passeio Alegre.

ImagensEditar

Referências literáriasEditar

O escritor Raul Brandão descreveu os carros americanos do Porto, no seu livro Os Pescadores:

Referências

  1. a b STCP. (PDF) de contas da STCP em 2010. http://www.stcp.pt/pdfs/RCSTCP2010v.pdf=Relatório de contas da STCP em 2010. Verifique valor |url= (ajuda). Consultado em 26 de novembro de 2011  Em falta ou vazio |título= (ajuda)[ligação inativa]
  2. Martins, 2007: p. 85
  3. a b c d C.C.: “Eléctricos portugueses em museus estrangeiros” Público (Local: Lisboa) (1996.11.18): p.41
  4. a b c d e f g h Brazão, Carlos (1992). «Los eléctricos de Oporto». Madrid: Resistor, S. A. Maquetren (em espanhol). 1 (5): 28, 32 
  5. «Linhas Portuguezas». Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (340). 60 páginas. 16 de Fevereiro de 1902 
  6. a b «Tracção Eléctrica». Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (342). 91 páginas. 16 de Março de 1902 
  7. a b KERS, Ernst (traduzido para o português por Luís Almeida). «Boavista». The Trams of Porto. Consultado em 21 de Março de 2011. Arquivado do original em 6 de outubro de 2009 
  8. BRAZÃO, Carlos (1994). «Porto: Adios a la línea 19». Maquetren (em espanhol). 3 (21). 39 páginas 
  9. «Eléctricos batem recorde com 390 mil pessoas em 2010» 
  10. «Câmara abandona intenção de colocar elétrico na Foz» 

BibliografiaEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

 
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