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Eleições estaduais em Alagoas em 1950

As eleições estaduais em Alagoas em 1950 aconteceram em 3 de outubro como parte das eleições gerais no Distrito Federal, em 20 estados e nos territórios federais do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.[nota 1] Foram eleitos o governador Arnon de Melo, o vice-governador Guedes de Miranda, o senador Ezequias Rocha, nove deputados federais e trinta e cinco estaduais.[1]

1947 Brasil 1954
Eleições estaduais em  Alagoas em 1947
3 de outubro de 1950
(Turno único)
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Candidato Arnon de Melo Luís Campos Teixeira
Partido UDN PST
Natural de Rio Largo, AL Maceió, AL
Vice Guedes de Miranda Dionísio de Góis
Votos 56.962 36.338
Porcentagem 61,05% 38,95%


Brasão do Estado de Alagoas.svg
Governador de Alagoas

Filho de um senhor de engenho, o advogado Arnon de Melo nasceu em Rio Largo onde residiu até estudar em Maceió. Antes de se formar na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1933, trabalhou no jornal A Vanguarda até que o mesmo foi fechado pela Revolução de 1930. Trabalhou na Associação Comercial do Rio de Janeiro, mas dedicou a maior parte de seu tempo na antiga capital federal ao jornalismo. Esteve no Diário de Notícias e depois nos Diários Associados, conglomerado de mídia fundado em 1924 por Assis Chateaubriand. Passou a seguir pelo Diário Carioca e por O Jornal antes de voltar ao seu estado para dirigir a Gazeta de Alagoas quando já integrava o conselho diretor da Associação Brasileira de Imprensa.[nota 2] Filiado à UDN nos estertores da Era Vargas, venceu a eleição para governador em 1950 recebendo um mandato de cinco anos.[2]

O vice-governador eleito foi o advogado Guedes de Miranda. Formado pela Universidade Federal de Pernambuco, foi professor na Escola Normal de Maceió, no Liceu Alagoano e na Universidade Federal de Alagoas. Foi deputado estadual durante a República Velha, presidiu a Academia Alagoana de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e integrou a Associação Alagoana de Imprensa como sócio honorário. Ocupo os cargos de secretário de Segurança, presidente do Conselho Penitenciário e procurador-geral do estado antes de assumir a interventoria em 1945 quando já estava no PSD, exercendo-a até a posse do governador Silvestre Péricles em 1947.

Médico formado pela Universidade Federal da Bahia com especialização em Medicina Interna, o senador Ezequias Rocha trabalhou na Santa Casa de Misericórdia de Maceió e foi diretor de Saúde de Alagoas além de professor na Universidade Federal de Alagoas, na Escola Normal de Maceió e no Liceu Alagoano. Presidente da Sociedade de Medicina de Alagoas, dedicou-se tambem à Pediatria. Eleito suplente de deputado estadual em 1934, chegou a ser convocado no período anterior ao Estado Novo retornando à política agora pela UDN.[3]

Resultado da eleição para governadorEditar

Em relação à disputa pelo governo estadual os arquivos do Tribunal Superior Eleitoral informam o comparecimento de 98.529 eleitores, dos quais 93.300 foram votos nominais ou votos válidos. Foram apurados também 4.220 votos em branco (4,28%) 1.009 votos nulos (1,03%).[1]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Arnon de Melo
UDN
Guedes de Miranda
PSD
22
UDN, PSD
56.962
61,05%
Luís Campos Teixeira
PST
Dionísio José de Góis
PST
52
PST (sem coligação)
36.338
38,95%
  Eleito

Resultado da eleição para vice-governadorEditar

Em relação à disputa para vice-governador os arquivos do Tribunal Superior Eleitoral informam o comparecimento de 98.529 eleitores, dos quais 91.877 foram votos nominais ou votos válidos. Foram apurados também 5.889 votos em branco (5,98%) 763 votos nulos (0,77%).[1]

Candidatos a vice-governador
Candidatos a governador do estado Número Coligação Votação Percentual
Guedes de Miranda
PSD
Arnon de Melo
UDN
411
UDN, PSD
56.265
61,24%
Dionísio José de Góis
PST
Luís Campos Teixeira
PST
521
PST (sem coligação)
35.612
38,76%
  Eleito

Resultado da eleição para senadorEditar

Candidatos a senador da República
Primeiro suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Ezequias Rocha
UDN
Antônio Ribeiro Casado
UDN
222
UDN, PSD
49.482
56,13%
Pedro Aurélio
PST
Abelardo Lopes
PST
522
PST (sem coligação)
38.676
43,87%
  Eleito

Deputados federais eleitosEditar

São relacionados os candidatos eleitos com informações complementares da Câmara dos Deputados.[4][5]

Deputados federais eleitos Partido Votação Percentual Cidade onde nasceu Unidade federativa
Freitas Cavalcanti UDN 9.896 Penedo   Alagoas
Rui Palmeira UDN 8.370 São Miguel dos Campos   Alagoas
Ary Pitombo PST 7.041 Neópolis   Sergipe
Joaquim Viegas PST 5.516 Viçosa   Alagoas
Medeiros Neto PSD 5.047 Traipu   Alagoas
Mário Gomes de Barros[nota 3] UDN 4.344 Colônia Leopoldina   Alagoas
Mendonça Júnior PSD 3.985 Matriz de Camaragibe   Alagoas
Muniz Falcão PST 3.894 Ouricuri   Pernambuco
Mendonça Braga PST 3.428 Matriz de Camaragibe   Alagoas

Deputados estaduais eleitosEditar

Estavam em jogo as 35 cadeiras da Assembleia Legislativa de Alagoas.[1]

Notas

  1. No Distrito Federal não houve eleição para governador, apenas para o Senado Federal, enquanto os territórios escolhiam apenas deputados federais.
  2. Até o referido momento não havia sido criado o grupo empresarial que levaria o nome de Arnon de Melo.
  3. O ardil da "candidatura dupla" permitiu a Arnon de Melo eleger-se deputado federal e governador de Alagoas no mesmo pleito e como ele optou pelo Executivo, a cadeira parlamentar foi entregue ao primeiro suplente.

Referências

  1. a b c d «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 25 de julho de 2016 
  2. «Senado Federal do Brasil: senador Arnon de Melo». Consultado em 25 de julho de 2016 
  3. «Senado Federal do Brasil: senador Ezequias Rocha». Consultado em 25 de julho de 2016 
  4. «Página oficial da Câmara dos Deputados». Consultado em 25 de julho de 2016. Arquivado do original em 2 de outubro de 2013 
  5. «BRASIL. Presidência da República: Lei nº 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 25 de julho de 2016