Abrir menu principal

Francisco das Chagas Caldas Rodrigues

Chagas Rodrigues
Assinando a Constituição do Brasil em 1988 como membro da Assembleia Nacional Constituinte ( Foto: Célio Azevedo/Agência Senado).
Deputado federal  Piauí
Período 1951-1959, 1963-1969
Governador  Piauí
Período 1959-1962
Antecessor Gaioso e Almendra
Sucessor Tibério Nunes
Senador  Piauí
Período 1987-1995
Antecessor Alberto Silva
Sucessor Freitas Neto
Dados pessoais
Nascimento 8 de novembro de 1922
Parnaíba, PI
Morte 7 de fevereiro de 2009 (86 anos)
Brasília, DF
Primeira-dama Maria do Carmo Rodrigues
Partido UDN, PTB, MDB, PMDB, PSDB
Profissão Advogado

Francisco das Chagas Caldas Rodrigues, (Parnaíba, 8 de novembro de 1922Brasília, 7 de fevereiro de 2009) foi um advogado e político brasileiro. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, foi eleito governador do Piauí em 1958 e em 1969 teve seus direitos políticos cassados pelo Regime Militar de 1964. Anos após o término de sua punição foi eleito senador em 1986, afastando-se da vida pública ao final de seu mandato.[1]

BiografiaEditar

Filho de Poncion de Queiroz Rodrigues e Ignésia de Caldas Rodrigues, bacharelou-se em Direito pela Universidade de São Paulo e era oficial da reserva do Exército Brasileiro (posto de 2º tenente). Advogado, foi assessor jurídico do Ministério da Fazenda em 1947 e professor do Centro Universitário de Brasília após a cassação de seus direitos políticos. Ainda no Distrito Federal foi assessor do governo José Aparecido de Oliveira.

GovernadorEditar

 
Cartão de visitas de senador

Eleito deputado federal pela UDN em 1950[2] migrou para o PTB sendo reeleito em 1954[2] e em 1958,[2] todavia um fato excepcional o impediu de assumir seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados: no dia 4 de setembro de 1958 um acidente automobilístico num povoado próximo a Teresina vitimou Demerval Lobão e Marcos Parente naquela que ficou conhecida como a tragédia da Cruz do Cassaco. Os mortos eram, respectivamente, candidatos a governador e a senador do Piauí nas vindouras eleições de 1958 que em face do ocorrido tiveram que ser substituídos, nessa ordem, por Chagas Rodrigues (PTB) e Joaquim Parente (UDN), este último irmão do falecido Marcos Parente. Apesar da comoção e das adversidades típicas de situações desse calibre ambos foram vitoriosos, sendo que graças a legislação vigente à época o candidato Chagas Rodrigues foi eleito tanto para governador quanto para deputado federal optando pela primeira condição,[2] fato que permitiu a efetivação do primeiro suplente Heitor de Albuquerque Cavalcanti.

CassaçãoEditar

Atento ao calendário eleitoral renunciou ao governo do estado em 1962 e empreendeu uma dupla candidatura sendo derrotado na eleição para senador e eleito para o seu terceiro mandato de deputado federal[2] chegando a presidir a convenção nacional do PTB em 1965, contudo a extinção dos partidos políticos determinada pelos militares o fez ingressar no MDB, sendo reeleito em 1966[2] chegando ao posto de primeiro vice-líder da bancada. Sua carreira política foi interrompida em 29 de abril de 1969 por força do AI-5 e seus direitos políticos foram suspensos por dez anos, o que acabaria por deixar a oposição no estado do Piauí sob o comando de próceres como Severo Eulálio e João Mendes Olímpio de Melo, seu substituto na Câmara dos Deputados. Ante sua "inatividade compulsória" lecionou no Centro Universitário de Brasília. Decretada a anistia em agosto de 1979, retornou à atividade política e ensaiou reestruturar o PTB, porém ingressou no PMDB com vistas ao pleito de 1982.

SenadorEditar

Em 1982 foi candidato a senador pelo Piauí e embora tenha recebido quase 80 mil votos a mais que João Lobo (PDS) não foi eleito em razão da legislação vigente, que considerava a soma do total de candidatos de cada partido (sublegendas) e não apenas a votação individual dos mesmos.[3] Retornou então ao Distrito Federal e prestou assessoria ao governo daquela unidade federativa a partir de 1985 num esforço que resultou na criação da Secretaria do Trabalho. Mais uma vez candidato a senador em 1986 foi eleito[3] e em 1988 foi um dos fundadores do PSDB e disputou a reeleição em 1994 sem que se sagrasse vencedor.[3]

 
Edifício Chagas Rodrigues, sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI).

Após a políticaEditar

Desde o fim de seu mandato passou a residir em Brasília e em 2007 recebeu uma indenização por conta das perseguições sofridas durante o período militar no Brasil conforme a Comissão de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. Com a saúde abalada em razão de um acidente vascular cerebral e apresentando sintomas do Mal de Alzheimer, ficou viúvo em 12 de novembro de 2006 após o falecimento de sua esposa, D. Maria do Carmo Correia de Caldas Rodrigues. Dr. Chagas Rodrigues faleceu em Brasília vítima de falência múltipla dos órgãos, no dia 7 de fevereiro de 2009.

Referências

  1. «Senado Federal do Brasil, período 1987-1995: Chagas Rodrigues». Consultado em 3 de maio de 2012 
  2. a b c d e f «Candidatos eleitos (TSE), período 1945-1990: Chagas Rodrigues». Consultado em 3 de maio de 2012 
  3. a b c «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí». Consultado em 3 de maio de 2012. Arquivado do original em 13 de abril de 2012 

BibliografiaEditar

  • SANTOS, José Lopes dos. Política e Políticos: Eleições 86. V. II. Teresina, Gráfica Mendes, 1988.
  • Chagas Rodrigues é o primeiro político indenizado no Piauí. Jornal Diário do Povo, Teresina, 02 de julho de 2007.
  Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.