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Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling

Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling
F. W. J. Schelling por Joseph Karl Stieler, 1835
Nascimento 27 de janeiro de 1775
Leonberg, Alemanha
Morte 20 de agosto de 1854 (79 anos)
Bad Ragaz, Suiça
Alma mater Universidade de Tubinga
Universidade de Leipzig
Influências
Influenciados
Magnum opus As Idades do Mundo
Escola/tradição Filosofia ocidental
Idealismo alemão
Idealismo transcendental
Filosofia da natureza
Principais interesses ciências naturais, epistemologia, estética, filosofia cristã
Ideias notáveis
Assinatura
Friedrich Wilhelm signature.svg

Friedrich Wilhelm Joseph Schelling (Leonberg, 27 de janeiro de 1775Bad Ragaz, 20 de agosto de 1854) foi um filósofo alemão e um dos principais representantes do idealismo alemão. A carreira de Schelling foi marcada pela constante busca de um sistema que permitiria conciliar a natureza e o espírito humano com o absoluto, explorando as fronteiras entre arte, filosofia e ciência. Para isso ele reiniciou seus métodos filosóficos diversas vezes.

Schelling abordou durante sua vida intelectual uma ampla variedade de temas, tais como as doutrinas da revelação e da mitologia, a crítica ao dualismo, além dos campos da estética e do diálogo anamnético. Essa busca o levou inicialmente a construir o conceito de filosofia da identidade, o qual foi criticado pelo seu ex-colega Hegel no prefácio de A Fenomenologia do Espírito (1807). Schelling foi além do conceito kantiano de filosofia transcendental e desenvolveu seu próprio sistema, aproximando-se de Spinoza e da filosofia da natureza.

Em um segundo momento, Schelling abandonou o projeto de identidade para se dedicar às obras Investigações Filosóficas sobre a Essência da Liberdade Humana (1809) e As Épocas do mundo (1811-1815) onde investigou o rompimento inicial com o absoluto. Esse projeto - também inacabado - influenciou profundamente a ontologia de Heidegger e, mais recentemente, o materialismo de Slavoj Žižek.[6]

Durante sua última abordagem filosófica, a Spätphilosophie, Schelling desenvolveu A Filosofia da mitologia (1821) e, em seguida, a Filosofia da revelação (1831) onde analisou a relação comum entre os conceitos religiosos, tais como o politeísmo e cristianismo. Em suas últimas aulas, ele expôs um conceito de concretude da vida em oposição às abstrações dialéticas de seu ex-colega Hegel. Vários pensadores frequentaram essas aulas, tais como o filósofo Schopenhauer, o existencialista Kierkegaard, e o teórico anarquista Mikhail Bakunin, que se inspirou nas tendências materialistas de Schelling.

Índice

BiografiaEditar

 
Foto de 1910 do seminário Stift, onde Schelling estudou com Hegel.

Schelling nasceu no dia 27 de janeiro de 1775 em Leonberg em Baden-Württemberg, Alemanha.[7] Seu pai foi um pastor luterano, descrito pelo próprio filho como "um homem de estudos, um dos melhores discípulo de Michaelis de seu tempo". Foi com ele que Schelling aprendeu os idiomas árabe e hebraico.[8]

Ele cursou o ensino médio em Nürtingen, onde aprendeu latim e grego e foi colega do poeta Friedrich Hölderlin. Em outubro de 1790 entrou para o Stift, um seminário protestante da Universidade de Tubinga, onde novamente foi colega de Hölderlin e do futuro filósofo Hegel.[9] Na época do seminário, Hegel e Hölderlin tinham 27 anos, e Schelling, considerado precoce, 22.[10] Ele obteve seu diploma de filosofia em 2 anos de estudos com o ensaio Tentativa de explicação crítica e filosófica dos mais antigos filosofemas de Gênesis III sobre a origem primeira da maldade humana (1792).[9][11] Em conjunto com seus dois colegas, ele escreveu o texto O Mais Antigo Sistema do Idealismo Alemão (1795-1797).[12]

Influenciado por Fichte, com quem se reunira em 1974,[9] Schelling publicou a obra Sobre a Possibilidade de uma Forma da Filosofia em Geral em 1795. Ainda no mesmo ano ele escreveu uma dissertação teológica sobre o apóstolo Paulo de Tarso nomeada De Marcione Paullinarum epistolarum emendatore.[13] Em 1796 ele passou a lecionar na Universidade de Leipzig, onde iniciou seus estudos sobre filosofia da natureza e se aprofundou em matemática e medicina.[9] Com seu livro Da Alma do Mundo (1798) ele conquistou admiração e amizade do escritor Goethe, que o indicou para a cátedra de filosofia na Universidade de Jena.[14] Em 1800 ele publicou O Sistema do idealismo transcendental, dedicado à filosofia da natureza.[9]

 
O poeta Hölderlin foi colega de Schelling em Tubinga.

Em Jena ele conheceu sua futura esposa Caroline Schlegel, então casada com o poeta August Wilhelm Schlegel.[15]

Schelling mudou-se para Munique em 1806, cidade em que permaneceria durante 35 anos. Ele se tornou membro da Academia das Ciências e foi nomeado secretário-geral da então recém-fundada Academia das Artes Figurativas, interrompendo assim suas atividades como professor. Em 1809 ele publicou seu grande livro Investigações Filosóficas sobre a Essência da Liberdade Humana, poucos meses antes de Caroline morrer. A morte da esposa fez com que Schelling mergulhasse em uma profunda crise existencial. Em 1812 ele se casou com Pauline Gotter, com quem teve seis filhos. Dois de seus filhos, (Karl Friedrich August Schelling e Hermann von Schelling) publicariam futuramente as obras completas de seu pai.[9]

Durante seu período em Munique, Schelling foi duramente criticado pelo filósofo Friedrich Heinrich Jacobi. Em seu livro Das Coisas Divinas e sua revelação (1811), Jacobi atacou o pensamento schellingiano, acusando-o de restringir a liberdade humana, extinguindo as diferenças entre o bem e o mal. Schelling, contudo, procurou refutar as críticas evidenciando a compatibilidade entre liberdade e necessidade, o infinito e o finito.[16]

Schelling só voltaria a lecionar em 1820, estimulado por Franz Xaver von Baader e pela recente publicação do ensaio de Friedrich Schlegel Sobre a Língua e a Sabedoria dos Indianos (1808). Outro fator decisivo para seu retorno à cátedra foi a crítica feita por Hegel ao seu pensamento, escrita no livro Prefácio à Fenomenologia do Espírito (1807). Em sua volta como professor, passou a lecionar para o então príncipe herdeiro Maximiliano II, futuro rei da Baviera.[17]

Hegel morreu em 1831 e Schelling foi chamado para ocupar a cadeira de filosofia de seu ex-colega na Universidade Humboldt de Berlim em 1840. Lá ele lecionou para nomes como Søren Kierkegaard, Alexander Humboldt, Bakunin e Friedrich Engels.[16]

Schelling morreu de tuberculose no dia 20 de agosto de 1854 em Bad Ragaz, Suíça. Suas obras passaram a ser editadas e publicadas a partir do ano de 1856.[18]

PensamentoEditar

A obra de Schelling é de difícil enquadramento histórico. Alguns historiadores reclamam da falta de unidade entre suas ideias, fato que torna Schelling inclassificável em um movimento ou escola. Embora as vezes seja enquadrado como um dos representantes do idealismo alemão, a obra de Schelling se difere das dos demais representantes do movimento,[19] rejeitando a ideia de Hegel de um sistema definitivo de conhecimento. Segundo Schelling a forma unitária de um sistema será sempre superada e ajustada em um sistema posterior, mas nenhum em definitivo.[20]

A despeito da dificuldade de definição, Schelling define sua própria filosofia em três períodos distintos:[21]

  1. A transição do método de Fichte para uma concepção mais objetiva da natureza, a chamada Naturphilosophie.[22]
  2. A formulação sistemática e definitiva da Naturphilosophie, e o avanço para Identitätsphilosophie.[22]
  3. Crítica à distinção entre filosofia negativa e filosofia positiva de Hegel, tema que foi desenvolvido durante suas aulas em Berlim.[22]

NaturphilosophieEditar

As obras Idéias para uma Filosofia da Natureza (1797), Da Alma do Mundo (1798) e Primeiro Esboço de Um Sistema da Filosofia da Natureza (1799) compõem a primeira fase de Schelling. Essas obras introduziram interpretações fundamentais da natureza que reverberam por meio das ciências naturais, sobretudo na biologia. Elas compuseram as doutrinas fundamentais da chamada Naturphilosophie.[23]

Filosofia da NaturezaEditar

 
Il Mattino, pintura do artista romantico Caspar David Friedrich

A filosofia da natureza de Schelling tem como pressuposto a reintegração da unidade originária entre espírito e natureza, a qual teria sido rompida pelo racionalismo. De acordo com Schelling, o ato de ruptura deste estado inicial (ao qual chamou de “estado da natureza”) foi um ato de liberdade responsável pela instauração da contradição entre o ser humano e o mundo exterior. Ele aponta a incapacidade do dualismo cartesiano de considerar a presença de uma racionalidade no interior da própria natureza, bem como critica a crença numa razão meramente humana como algo capaz de abarcar a total subjetividade do saber, fundamentando-se no mecanicismo para tal.[24]

"A partir do momento que o ser humano coloca a si mesmo em oposição com o mundo exterior, é dado o primeiro passo para a filosofia. Com esta separação começa pela primeira vez a racionalização; a partir daí o ser humano separa aquilo que a natureza uniu para sempre, ele separa o objeto da intuição, os conceitos da imagem e, por fim, ele mesmo de si mesmo."[24]

Retomando parcialmente o conceito anima mundi de Plotino, Schelling chamou de “a alma do mundo” a unidade que move a natureza. Em sua visão da totalidade da natureza, ele recuperou parte das ideias de Giordano Bruno, que dizia que o “eu” não pode ser, de maneira alguma, um ponto inicial, cabendo a ele o simples papel de “uma crista de uma onda dentro de um oceano”. Baseando-se em Bruno, Schelling afirmou que o ser não é o primeiro que nasceu nem será o último que vai existir, e que ao exercer as funções de sua consciência estará apenas dando continuidade a um processo cósmico de bilhões de anos que o antecederam.[25]

Da Alma do MundoEditar

Em Da Alma do Mundo (1798) ele abordou a influência que a natureza teve sobre o projeto estético do romantismo alemão.[26] Schelling "naturaliza" a filosofia transcendental de Fichte, atribuindo à natureza uma atividade autogeradora oposta ao mecanicismo cartesiano e newtoniano. Para ele a natureza regula a ação de forças opostas que tenderiam à destruição mútua.[27]

"A natureza não é um mero produto de uma criação inconcebível, ela é, ao contrário, esta própria criação. Não é uma aparição ou revelação do eterno. Ela é, ao mesmo tempo, esse próprio eterno."[27]

IdentitätsphilosophieEditar

A Identitätsphilosophie, conhecida como filosofia da identidade, nada mais é senão o aprofundamento sistemático da Naturphilosophie onde Schelling aborda o tema dualismo como uma unidade que representa dois lados ou pólos da mesma realidade. Schelling trabalhou nessa sistematização no período entre 1801 e 1806.[28]

Schelling recorda que os seus primeiros escritos tinham expressamente como propósito uma mútua compenetração do realismo e do idealismo, e que o conceito fundamental de Espinosa, alcançou uma base viva, “em um modo superior de considerar a natureza (...), de que resultou a filosofia da natureza”,[28] que foi sempre considerada por ele, no tocante ao todo da filosofia, apenas como uma parte – a sua parte real –, “que só seria capaz de se elevar ao autêntico sistema racional quando complementada pela parte ideal, onde domina a liberdade”.[28]

O período em BerlimEditar

 
Daguerreótipo de Schelling, Hermann Biow em fevereiro de 1848

Durante o período em que lecionou em Berlim Schelling chegou à conclusão de que nenhuma doutrina filosófica pôde arranhar a realidade, levando apenas a ilusão aos intelectuais, que se detiveram ao conhecimento meramente abstrato.[29] Em sua filosofia da revelação, ele afirma que a potência intermediária que conserva a consciência humana foi deduzida dos processos mitológicos. O que ele chama de “revelação” nada mais é do que a manifestação divina misturada de maneira indissolúvel com o fracasso do ser humano.[29]

De acordo com Schelling, se a mitologia for capturada em seu aspecto essencial e não é julgada à primeira vista como um conjunto de crenças antigas e ultrapassadas, ela conseguirá desvelar os sinais e formas em que a história humana é articulada.[30] Enquanto o pensamento lógico permanece incapaz de captar a particularidade e concretude da realidade que se torna, o mitológico permite um conhecimento mais apropriado dele. O mito, na verdade, é tautegórico, não alegórico, no sentido de que não deve ser explicado com base em supostas verdades, mas se expressa apenas como um nó particular de desenvolvimento da longa e significativa jornada da consciência humana.[31]

Mas enquanto a mitologia não vai além de uma concepção puramente naturalista de Deus, a filosofia do Apocalipse, possibilitada pela proclamação cristã, consegue elevar-se a um tipo de conhecimento sobrenatural. Para Schelling, a essência do cristianismo é dada por sua natureza intimamente histórica, expressa em particular na encarnação de Cristo. Nisto reside o imenso valor da religião cristã, cujo conteúdo fundamental não deve ser reduzido, como Hegel queria,[32] a um conjunto de preceitos morais ditados pela razão, dos quais a história humana de Jesus representaria apenas o envelope externo: “O conteúdo fundamental do cristianismo é precisamente o próprio Cristo, não o que Ele disse, mas o que Ele é, o que Ele fez. O cristianismo não é imediatamente uma doutrina, é uma realidade".[33]

Para Schelling, a partir da pura realidade da existência, de uma facticidade, que já é sempre antes da autoconsciência e antes da capacidade do pensamento de compreendê-la no conceito. Essa “imemorialidade” da origem é a “exuberância do ser” que nos provoca admiração, porque nos expõe ao Infinito que existe incondicionalmente e sem fundamento. E isso nos expõe à nossa própria finitude e mortalidade.[34]

Influência e LegadoEditar

Durante décadas o pensamento de Schelling foi subestimado e ficou restrito a um pequeno grupo de estudiosos. Contudo, o interesse pela obra de Schelling foi crescendo paulatinamente e passou a ser estudado pela perspectiva de diversas áreas científicas e filosóficas, tais como a biologia,[23] o naturalismo, a estética, a epistemologia e a ontologia.[35]

Martin Heidegger foi um dos grandes filósofos influenciados pelo pensamentos de Schelling. Durante uma aula feita na Universidade de Friburgo, Heiddeger afirmou que:[36]

"Para Schelling, não é Deus que é rebaixado ao nível do homem, mas ao contrário, o homem que experimenta aquilo que o conduz e o expõe além de si mesmo; ele experimenta, segundo suas necessidades, graças às quais ele é determinado como o que é inteiramente outro (...) O homem: esse Outro que ele tem de ser enquanto tal, para que Deus possa revelar-se em geral graças a ele, se ele se revela."[36]

Uma conferência internacional sobre Schelling foi realizada em 1954, ano do centenário de sua morte. Vários filósofos fizeram apresentações onde discorreram sobre a singularidade e relevância do autor. Schelling foi o tema da dissertação de Jürgen Habermas, apresentada no mesmo ano.[3][37] Em 1955 Karl Jaspers publicou um livro intitulado de Schelling, onde o apresentava como o grande precursor do existencialismo.[37]

Walter Schulz, um dos organizadores da conferência de 1954, publicou um livro afirmando que Schelling havia abarcado todo o idealismo alemão com sua filosofia tardia, particularmente com suas palestras em Berlim na década de 1840. De acordo com Schulz Schelling resolveu os problemas filosóficos que Hegel não finalizara.[37] O Biógrafo de Schelling, o Teólogo Paul Tillich escreveu: "o que eu aprendi com Schelling tornou-se determinante do meu próprio desenvolvimento filosófico e teológico".[37]

Baseando-se na dialética especulativa, Schelling antecipou uma importante tese sobre a natureza da luz, a qual o Nobel de Física Louis de Broglie comprovou a validade apenas 150 anos mais tarde.[38]

BibliografiaEditar

  • 1793 - Ueber Mythen, historische Sagen und Philosopheme der ältesten Welt (On Myths, Historical Legends and Philosophical Themes of Earliest Antiquity)[39]
  • 1794–6 - 1, 2, 3 in The Unconditional in Human Knowledge: Four Early Essays
  • 1795 - De Marcione Paulinarum epistolarum emendatore[40]
  • 1796 - Abhandlung zur Erläuterung des Idealismus der Wissenschaftslehre[41]
  • 1797 - Ideen zu einer Philosophie der Natur als Einleitung in das Studium dieser Wissenschaft
  • 1798 - Von der Weltseele
  • 1800 - System of Transcendental Idealism
  • 1801 - Ueber den wahren Begriff der Naturphilosophie und die richtige Art ihre Probleme aufzulösen
  • 1801 - "Darstellung des Systems meiner Philosophie"
  • 1802 - Bruno oder über das göttliche und natürliche Prinzip der Dinge
  • 1802–3 - Philosophie der Kunst (lecture) ou The Philosophy of Art
  • 1802-1803 - Vorlesungen über die Methode des akademischen Studiums
  • 1804 - System der gesamten Philosophie und der Naturphilosophie insbesondere (Nachlass)
  • 1809 - Philosophische Untersuchungen über das Wesen der menschlichen Freiheit und die damit zusammenhängenden Gegenstände
  • 1810 - Clara. Oder über den Zusammenhang der Natur- mit der Geisterwelt (Nachlass)
  • 1811–15 - Weltalter ou The Ages of the World
  • 1815 - "Ueber die Gottheiten von Samothrake"
  • 1830 - Darstellung des philosophischen Empirismus (Nachlass)
  • 1842 - Philosophie der Mythologie (lecture)
  • 1854 - Philosophie der Offenbarung (lecture)
  • 1833–4 - Zur Geschichte der neueren Philosophie

Em portuguêsEditar

  • 1794 - Sobre a Possibilidade de uma Forma da Filosofia em Geral
  • 1795 - Sobre o Eu Como Princípio da Filosofia ou sobre o Incondicionado no Saber Humano
  • 1797 - Idéias para uma Filosofia da Natureza (ISBN 972-27-1088-5)
  • 1798 - Da Alma do Mundo
  • 1799 - Primeiro Esboço de Um Sistema da Filosofia da Natureza
  • 1800 - Sistema do Idealismo Transcendental
  • 1802 - Bruno ou Sobre o Princípio Natural e Divino das Coisas
  • 1805 - Aforismos Para Introdução À Filosofia Da Natureza (ISBN 8515036762)
  • 1807 - Sobre a Relação das Artes Plásticas com a Natureza (ISBN 8570419201)
  • 1809 - Investigações Filosóficas sobre a Essência da Liberdade Humana (ISBN 972-44-0880-9)

Referências

  1. Cahnman, Werner Jacob. German Jewry: Its History and Sociology : Selected Essays by Werner J. Cahnman ; Edited and with an Introduction by Joseph B. Maier, Judith Marcus, and Zoltan Tarr (em inglês). [S.l.]: Transaction Publishers. p. 22. ISBN 1412824559 
  2. Richards, Robert J. The Romantic Conception of Life: Science and Philosophy in the Age of Goethe (em inglês). [S.l.]: The University of Chicago Press. p. 129. ISBN 0226712117 
  3. a b Habermas, Jurgen (1954). Das Absolute und die Geschichte: von der Zwiespältigkeit in Schellings Denken. [S.l.]: Gummers 
  4. The term absoluter Idealismus occurs for the first time in Schelling's Ideen zu einer Philosophie der Natur als Einleitung in das Studium dieser Wissenschaft (Ideas for a Philosophy of Nature: as Introduction to the Study of this Science), Vol. 1, P. Krüll, 1803 [1797], p. 80.
  5. Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling by Saitya Brata Das in Internet Encyclopedia of Philosophy, 2011.
  6. Zizek, Slavoj. The Indivisible Remainder: On Schelling and Related Matters (em inglês). [S.l.: s.n.] p. 17-35. ISBN 1844675815 
  7. Tilliette, Xavier. Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling : biographie (em francês). [S.l.]: CNRS. p. 171-173. ISBN 2271068703 
  8. Tilliette, Xavier. Schelling (em francês). [S.l.]: CNRS. p. 15. ISBN 2271068703 
  9. a b c d e f «Friedrich Wilhelm Joseph Schelling» (em alemão). Biographie Wunschliste. Consultado em 10 de maio de 2017. 
  10. Ernst, Behler (2003) [1987]. «Introduction». In: Ernst Behler. Philosophy of German Idealism. Fichte, Jacobi, and Schelling. Col: The German Library, 23 (em inglês). Nova York: The Continuum International Publishing Group. p. xvi. ISBN 0-8264-0307-7. Consultado em 25 de junho de 2017. 
  11. Schelling, Friedrich Wilhelm Joseph (1792). Antiquissimi de prima malorum humanorum origine philosophematis Genes. III. explicandi tentamen criticum et philosophicum, etc. Praes. Christian Friedrich Schnurrer (em latim). [S.l.]: typis Schrammianis 
  12. Pollock, Benjamin (12 de setembro de 2014). «Franz Rosenzweig». In: Edward N. Zalta. The Stanford Encyclopedia of Philosophy (em inglês) Fall 2014 Edition ed. Consultado em 25 de junho de 2017. 
  13. Schelling, Friedrich Wilhelm Joseph (1795). De Marcione paullinarum epistolarum emendatore (em latim). [S.l.: s.n.] 
  14. Barboza, Jair. Infinitude subjetiva e estética. [S.l.]: Unesp. p. pag 86. ISBN 8571395926 
  15. «Briefe aus der Frühromantik» (em inglês). carolineschelling. Consultado em 10 de maio de 2017. 
  16. a b Alves Vieira, Leonardo. Schelling. [S.l.]: Zahar. p. 10. ISBN 9788571109766 
  17. von Balthasar, Hans Urs. Prometheus: Studien zur Geschichte des deutschen Idealismus (em inglês). [S.l.]: F.H.Kerle. p. 240. ISBN 0226712117 
  18. M. Wirth, Jason. Schelling Now: Contemporary Readings (Studies in Continental Thought) (em inglês). [S.l.]: Indiana University Press. ISBN 0253217008 
  19. «Friedrich Wilhelm Joseph Schelling» (em inglês). Internet Encyclopedia of Philosophy. Consultado em 10 de maio de 2017. 
  20. Matthews, Brucer. Schelling's Organic Form of Philosophy: Life as the Schema of Freedom (em inglês). [S.l.]: State University of New York Press. ISBN 1438434103 
  21. Este artigo incorpora texto da Encyclopædia Britannica (11ª edição), publicação em domínio público.
  22. a b c Adamson & Mitchell 1911, p. 318.
  23. a b Richards, Robert J. (2004). The romantic conception of life (em inglês). [S.l.]: The University of Chicago Press. 127 páginas. ISBN 0226712117 
  24. a b Schiller, Friedrich (2013). Ideen zu einer Philosophie der Natur (em alemã). [S.l.]: CreateSpace Independent Publishing Platform. p. 71. ISBN 9781484070758 
  25. Schelling, Friedrich Wilhelm Joseph (2010). Bruno oder über das göttliche und natürliche Prinzip der Dinge: Ein Gespräch (em alemão). [S.l.]: Schreiben Sie die erste Bewertung. 166 páginas. ISBN 3787319611 
  26. Émile Bréhier, 2015, p. 478
  27. a b «Über das Verhältnis des Realen und Idealen in der Natur» (em alemão) 
  28. a b c Rudolf, Eisler. Historisches Wörterbuch der Philosophie (em alemão). [S.l.]: Institut Mannheim. p. 151-152. ISBN 3-7965-0115-X 
  29. a b Schiller, Friedrich. Schelling's Philosophy of Mythology and Revelation: Three of Seven Books (em inglês). [S.l.]: Australian Association for the Study of Religions. p. 91-120. ISBN 9780908083190 
  30. Nel breve trattato Le divinità di Samotracia, ad esempio, pur considerato un saggio estraneo alla speculazione filosofica e di impronta prettamente filologica, Schelling mostra come le narrazioni di ordine mitico-simbolico possano essere, se opportunamente interpretate, una materia prolifica per il pensiero speculativo. Egli, infatti, nell'approfondire il significato concettuale delle divinità di Samotrácia (tracciando anche interessanti analogie con le più note divinità del pantheon greco-romano), anticipa la fondamentale idea per cui il mito non è soltanto una semplice narrazione fantastica, ma rappresenta invece un importante strumento per la comprensione dell'immaginazione come una delle forme fondamentali del relazionarsi alla realtà fenomenica (cfr. Paolo Bellini, F. W. J. Schelling, Le divinità di Samotracia, a cura di F. Sciacca, Il melangolo, Genova, 2009).
  31. Nell'opera, inoltre, Schelling sembra accettare un'ipotesi molto in voga durante la fine del XVIII secolo, secondo cui, come sembravano rivelare numerose leggende mitiche, le più arcaiche evidenze scientifiche dell'antichità altro non fossero che le vestigia rimaste della scienza di un popolo più remoto, antichissimo e ormai completamente dimenticato (G. W. F. Hegel, Lectures on the Philosophy of Religion [english translation], p. 428). Il principale propugnatore di tale ipotesi era stato l'astronomo francese Jean Sylvain Bailly, che si era occupato soprattutto di studiare la mitologia cinese e indiana; Schelling sembra accettare le ipotesi di Bailly sebbene preferisca riferirsi più alla mitologia greca e alla Kabbala piuttosto che alle antiche leggende orientali (F. Schelling, Ueber die Gottheiten zu Samothrake, pp. 25-37).
  32. Cfr. la concezione spiritualistica e astorica del cristianesimo formulata da Hegel, che emerge in particolare nelle sue Lezioni sulla filosofia della storia, 1837.
  33. Friedrich Schelling, Filosofia della Rivelazione, trad. di Adriano Bausola, Bompiani, 2002, pag. 325.
  34. Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling, Stanford Encyclopedia of Philosophy
  35. «Friedrich Wilhelm Joseph Schelling» (em inglês). Stanford Encyclopedia of Philosophy. Consultado em 10 de maio de 2017. 
  36. a b Heidegger, Martim. Schellings Abhandlung Über das Wesen der menschlichen Freiheit (em francês). [S.l.: s.n.] p. 73. ISBN 9783484701083 
  37. a b c d Tillich, Paul. A History of Christian Thought (em inglês). [S.l.]: Touchstone; Edition Unstated edition. ISBN 0671214268 
  38. Amora, Kleber. «SCHELLING E O CARÁTER DUAL DA LUZ». Philósophos - Revista de Filosofia v. 13, n. 1 (2008) 
  39. Adamson & Mitchell 1911, p. 316.
  40. Disponível online em Google Books
  41. Adamson & Mitchell 1911, p. 317 fn. 1.

Ligações externasEditar