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Literatura do Rio Grande do Sul

O Pártenon LiterárioEditar

Na metade do século XIX, em um período de grande efervescência político-social, causado pelos movimentos republicanos e abolicionistas, ocorreu a fundação da Sociedade Partenon Literário - que premia seus autores com a comenda Caldre e Fião - na cidade de Porto Alegre. Tal sociedade reuniu diversos intelectuais rio-grandenses que exploraram os mais variados gêneros literários ao escreverem sobre a cultura e a história de seu estado, sempre mesclando o discurso literário com o político. A partir da década de 1870, ela expressou cada vez mais seu descontentamento com as políticas da Corte Imperial e seu comprometimento com o separatismo.

Os nomes mais importantes do Partenon Literário foram Caldre e Fião, os irmãos Apolinário, Aquiles e Apeles Porto-Alegre, Carlos Von Koseritz, Lobo da Costa, Hilário Ribeiro, Múcio Teixeira e Luciana de Abreu. De fato, Caldre e Fião, presidente da sociedade, foi o autor de A Divina Pastora (1847), o primeiro romance da literatura gaúcha e o segundo da história da Literatura do Brasil – o primeiro é A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

O Pártenon Literário cessou suas atividades literárias por volta de 1896.

SimbolistasEditar

Há quatro poetas simbolistas de renome na literatura gaúcha: Eduardo Guimarães (1892-1928), Alceu Wamosy (1895-1923) , Álvaro Moreyra (1888-1964) e Felipe D'Oliveira (1890-1934).

Pré-modernistasEditar

João Simões Lopes Neto (1865-1916) é o principal escritor regionalista dos gaúchos, autor de obras como Contos Gauchescos (1912) e Lendas do Sul (1913), que valorizaram a tradição oral peculiar da região da Campanha. Outros regionalistas foram Alcides Maya, Amaro Juvenal e Darcy Azambuja.

 
Mário Quintana, 1966. Arquivo Nacional.

Poetas modernistasEditar

Mário Quintana (1906-1994), Augusto Meyer (1902-1970) e Raul Bopp (1898-1984) são usualmente considerados a trindade modernista do Rio Grande do Sul [1], sendo considerado o poeta Tyrteu Rocha Vianna o mais dotado dos primórdios da poesia modernista no estado.

São também destaques a poetisa Lila Ripoll, vinculada à segunda geração do modernismo, Felipe D'Oliveira, Carlos Nejar e Armindo Trevisan, Heitor Saldanha, Clóvis Assumpção, Pedro Wayne, Ernani Fornari e Itálico Marcon, entre outros.

No final do século XX e início do século XXI, em tempos que talvez possamos chamar de pós-modernista, alcançam repercussão na mídia nacional os nomes de Fabrício Carpinejar, e na mídia regional o nome de Martha Medeiros, embora ambos compareçam nesta, mais como cronistas, apresentadores ou comentadores que como poetas, propriamente dito.

Romance de 30Editar

Autores do romance de 30 gaúchos foram Érico Veríssimo (1905-1975), Dyonélio Machado (1895-1985) e Cyro Martins (1908-1995).

A obra mais importante deste período é, sem dúvida, a trilogia O Tempo e o Vento, de Veríssimo, que resgata duzentos anos da história do Rio Grande do Sul.

Literatura gaúcha contemporâneaEditar

Na poesia, destacam-se Carlos Nejar (1939-), um dos “imortais” da Academia Brasileira de Letras, Armindo Trevisan (1933-), Lara de Lemos (1925-2010) e Moacyr Scliar (1937-2011), também imortal da Academia Brasileira de Letras.

Quanto aos ficcionistas gaúchos, podemos citar diversos autores (entre muitos outros):

Referências

Ver tambémEditar