Mozart Couto

Mozart Couto
uma ilustração licenciada gratuita seria bem-vinda
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Apelidos
Garyan
Tadeus LisztVisualizar e editar dados no Wikidata
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Mozart Cunha do Couto[1] (Juiz de Fora, Minas Gerais)[2] é um ilustrador e quadrinista brasileiro.

Foi ganhador, com o livro Nosso Folclore (editora Ave-Maria), do Prêmio Jabuti na categoria de melhor livro didático de 1999 e, em 2000, do certificado "altamente recomendável" da Fundação Nacional do Livro Infantil e Infanto-Juvenil pelas ilustrações no livro A Carta de Pero Vaz de Caminha, da Editora Moderna. Mozart Couto é um dos principais divulgadores dos softwares Gimp e Krita, programas livres e gratuitos de ilustração.[3][4]

BiografiaEditar

Mozart Couto iniciou a carreira em 1978, após ler que na revista erótica "EROS" da Grafipar de Curitiba que a editora estava aceitando novos talentos, enviou artes para serem analisadas, o editor-chefe, Claudio Seto, gostou de seu trabalho e o convidou para trabalhar na editora, começou fazendo histórias de faroeste do cowboy Jackal e também da Katy Apache, essa última, uma criação de Claudio Seto,[5] e "Zamor, o selvagem", série criada por Franco de Rosa ambientada na lendária Atlântida, com um guerreiro forte similar a Tarzan, Conan e tantos outros[6] usando uma faca tecnológica.[7] e Ubajara, sobre um índio brasileiro do subgênero "borduna e feitiçaria",[8] termo cunhado pelo escritor Roberto de Sousa Causo para uma variante do gênero espada e feitiçaria.[9] ficou na editora até seu fechamento em 1982.[8] Logo em seguida, também colaborou com a Editora Vecchi, a convite do editor Ota e na revista de terror Calafrio da editora D-Arte[10] de Rodolfo Zalla[8] Com roteiros de Júlio Emílio Braz, criou Hakan, mais uma obra do gênero espada e feitiçaria,[1][8] publicada em revista que teve três edições pela Editora Noblet.[11] Na editora Press de Franco de Rosa e Paulo Paiva,[12] publicou nas revistas Radar,[13]Ambrak[11] e Mundo do Terror, onde ilustrou a série de ficção pré-histórica O Símio, parceria com Júlio Emílio Braz.[14][15][16] No final da década de 1980, foi agenciado pela Commu International, publicando nos mercados franco-belga e holandês, a maioria dos trabalhos, exceto eróticos, seguia o estilo europeu conhecido como linha clara,[17] para esses mercados, desenhou histórias de Júlio Emílio Braz, como a série Tamba, que teve oito álbuns,[18] e contava a aventuras de índios brasileiros, além de O Viajante e Sexdroide (6-O-Droid).[8] Além de publicar na Europa, colabora com a revista Aventura e Ficção da Editora Abril, ilustrando roteiros de E. C.Nickel e Franco de Rosa, a principio, a revista publicava histórias da Marvel e depois histórias da revista espanhola Cimoc e por fim, HQs brasileiras,[19] também para a Abril, ilustrou histórias baseadas no desenho animado Bravestarr do subgênero "faroeste especial"[20] da Filmation[18] e faz capas para a revista Espada Selvagem de Conan.[21] Ilustrou a revista Futebol e Raça da Cedibra, com roteiros de Luiz Antônio Aguiar.[22] Na revista Combat Sport - Especial Ninja, publicou o "Espião Ninja".[23]

Além de editoras tradicionais, colaborou com o fanzine "Historieta" de Oscar Kern[24] e a revista "Maturi" do GRUPEHQ (Grupo de Pesquisa de História em Quadrinhos) do Rio Grande do Norte.[25]

Em 1990, publicou o álbum O Viajante pela Editora Ícone,[26] Em 1992, publica pela Nova Sampa, o álbum Sexdroide, que vence o prêmio NOVA, da Sociedade Brasileira de Arte Fantástica.[27] Em 1993, passou a trabalhar para o mercado americano,[27] primeiro como a assistente de Mike Deodato e depois sozinho em séries como o índio norte-americano Turok, a guerreira Glory, para o Extreme Studios de Rob Liefeld[28][8] e Star Wars e Gamera, um monstro kaiju japonês na linha do Godzilla da produtora japonesa Daiei Pictures,[29][30] para a Dark Horse Comics,[31] entre 2001 e 2002, tentou, sem sucesso, voltar o mercado americano.[1]

Em 2001, publica um manual de como desenhar intitulado Desenhando Arte Fantástica pela editora Opera Graphica[2] de Franco de Rosa e Carlos Mann, também pela Opera Graphica, ilustrou uma sinopse do romance O Planeta dos Macacos de Pierre Boulle, para o livro Quando os Macacos Dominavam a Terra de Eduardo Torelli,[32] nas páginas da revista Mangá X da Editora Escala, publica Os Guerreiros de Ha-Kan, uma versão de Hakan no estilo mangá, sem a participação de Júlio Emílio Braz.[1][33][34] No mesmo ano, faz capas de revista da série O Fantasma de Lee Falk para a editora Opera Graphica.[10] No ano seguinte, publica outra história em estilo mangá na revista Banzai – O Melhor do Mangá Brasileiro da Editora Escala[35] e pela Opera Graphica, publica Brakan, um bárbaro conanesque, também roteirizado pelo seu parceiro Júlio Emilio Braz.[36][37]

Entre 2001 e 2011, desenhou seis álbuns[38] da série independente Gilvath, com roteiros de Alvimar Pires dos Anjo, os álbuns contam a história de um bárbaro que volta no tempo para modificar a realidade de seu povo escravizado.[39]

Em 2003, ilustra o álbum BioCyberDrama, roteirizado pelo seu criador, Edgar Franco e publicado pela Opera Graphica[40] e fez uma capa do livro de RPG "Guia de Talentos e Classes de Prestígio" da Editora Conclave.[1]

Em 2004, faz a capa do álbum: Cangaceiros - Homens de Couro #1 - (capa), com roteiro de Wilson Vieira e desenhos de Eugênio Colonnese e publicada pela editora CLUQ.[41] Pela Editora Escala, publica lições no Curso Completo de Desenho.[42] Em 2005, ilustrou a capa do álbum Gates of Metal Fried Chicken of Death da banda de heavy metal cômico Massacration.[43] Em 2006, ilustra uma história da personagem Tianinha de Laudo Ferreira Jr., publicada na revista Total, um spin-off da revista Sexy publicada pela Editora Rickdan, para esse trabalho, assinou com o pseudônimo Garyan,[44] no mesmo ano, assinou a capa do álbum Exxótica ‎– IV da banda Exxótica.[45]


Em 2007, ilustra "A Boa Sorte de Solano Dominguez", com roteiro de Wander Antunes, graphic novel publicada Editora Desiderata.[46] Em 2010, cria uma história de Horácio de Mauricio de Sousa para o álbum MSP+50.[47] Em 2011, faz a capa da da quadrinização de Noite na Taverna de Álvares de Azevedo, publicada pela Ática com roteiro de Reinaldo Seriacopi e desenhos de Arthur Garcia, Franco de Rosa, Rodolfo Zalla, Rubens Cordeiro, Sebastião Seabra e Walmir Amaral[48] e publica ou livro Técnicas de Mangá pela Editora Criativo.[49]

Em 2012, publicou o livro Como Desenhar Arte Fantástica.[50]

Em 2013, ilustra a novela Velozes Vorazes de Ataide Braz, com capa de Arthur Garcia e Flavio Soares, publicada editora Minuano.[51] e participa da antologia Zumbis e Outras Criaturas das Trevas da Editorial Kalaco de Franco de Rosa.[52] Em 2014, ilustra o álbum Veneno de Deus, roteirizado porAlexandre Grincenkov e publicado pela editora Funalfa, órgão cultural da Prefeitura de Juiz de Fora.[53] Nesse mesmo ano, publica os álbuns Guerreiros de Ha-Kan[34] Samurai e Depois da Escuridãopela Atomic Editora.[54][55]

Em 2015, publica pela Atomic, um álbum de Brakan, escrito e desenhado por ele.[56] Em 2016, participa do álbum As Histórias Perdidas do Capitão Gralha, uma espécie do personagem O Gralha, publicado pela Editora Quadrinhópole.[57] Em 2017, a Mythos Editora publica Ramthar, baseada em história de Deodato Borges e seu filho, Mike Deodato, roteirizado pelo próprio Mike Deodato.[58]


Colabora com Denilson Reis, fazendo capas para o fanzine Tchê[59] e a série Peryc, O Mercenário, uma narrativa de espada e feitiçaria pós-apocalíptica.[60]

Estilos e influênciasEditar

Mozart Couto já experimentou diversos estilos desdes os comics norte-americanos, passando pela linha clara europeia, o sumi-ê e o mangá japoneses, foi influenciado por artistas de estilos distintos, tais como Hal Foster, Alex Raymond, Jack Kirby, Gene Colan,[30] Frank Frazetta, John Buscema, Moebius, Júlio Shimamoto, Flavio Colin, Eugênio Colonnese, Claudio Seto, Jayme Cortez,[1] Ivan Wasth Rodrigues, Hiroaki Samura, Mike Mignola, Katsuhiro Otomo, Paolo Eleuteri Serpieri e Hermann Huppen.[61]


Referências

  1. a b c d e f «Entrevista com Mozart Couto». RedeRPG. 25 de janeiro de 2005. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  2. a b Guedes, Roberto (janeiro de 2005). «Mozart Couto». 100 Balas 
  3. «Entrevistamos Mozart Couto - OGIMP - Notícias - O GIMP». web.archive.org. 28 de fevereiro de 2007. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  4. Foundation, Krita. «Interview with Mozart Couto | Krita» (em inglês). Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  5. Salles, José. «Bigorna.net: Gibizóide: Bang-bang Brasiliano». Bigorna.net. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  6. Guedes, Roberto (2003). «Os Vários sósias de Tarzan». Opera Graphica. Stripmania (2). ISSN 1677-0862 
  7. Amaral, Francisco (1982). «Entrevista: Franco de Rosa». Grafipar. Almanaque Zamor, o selvagem 
  8. a b c d e f «Caminho do artista: Mozart Couto». Impulso HQ. 11 de fevereiro de 2010. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  9. «Escrevendo A Clareira Mágica, por Roberto de Sousa Causo». Blog da Editora Draco. 6 de julho de 2016. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  10. a b «Biografia - Mozart Couto». Opera Graphica. 25 de julho de 2008. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  11. a b Guimarães, Edgard (2014). «(Queda)» (PDF). Quadrinhos brasileiros de ficção científica e fantasia 
  12. «Bigorna.net: Entrevistas: Entrevista: Franco de Rosa». www.bigorna.net. Consultado em 18 de dezembro de 2019 
  13. «Bigorna.net: Gibizóide: Radar, uma revista com jeito de fanzine». www.bigorna.net. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  14. Horror Negro. Nova Sampa
  15. «Bigorna.net: Gibizóide: Horror Negro: talentos nacionais reunidos» 
  16. Franco de Rosa (2016). «Entrevista - Julio Emílio Braz». Editora Escala. Conhecimento Prático Literatura (64). Cópia arquivada em 15 de julho de 2018 
  17. Braz, Ataide (2000). «A invasão de quadrinhos brasileiros na Europa». Editora Escala. Comix Book Shop Magazine (20) 
  18. a b Almeida de Souza, Worney; de Rosa, Franco (janeiro de 2018). Guimarães, Edgard, ed. «Entrevista com Mozart Couto (2ª parte)» (PDF). QI (149) 
  19. «No caminho da Aventura e Ficção». UNIVERSO HQ. 26 de outubro de 2004. Consultado em 12 de dezembro de 2019 
  20. «Os implacáveis quadrinhos de faroeste». UNIVERSO HQ. 18 de setembro de 2015. Consultado em 15 de dezembro de 2019 
  21. «Artes originais de Mike Deodato Jr, desaparecidas há anos, surgem na internet». UNIVERSO HQ. 6 de setembro de 2012. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  22. Futebol e quadrinhos: uma caixinha de surpresas e fortes emoções
  23. Rosa, Franco (novembro de 2013). «A Fúria do Mangá». Editora Escala. Anime >Do (123): 14-19. ISSN 1516-9960 
  24. «Historieta: muito mais que um fanzine». UNIVERSO HQ. 1 de outubro de 2007. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  25. GRUPEHQ e a revista Maturi
  26. «O VIAJANTE». UNIVERSO HQ. 1 de dezembro de 2006. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  27. a b «Livro de Mozart Couto sobre Arte Fantástica :: HQ MANIACS ::». hqmaniacs.com.br. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  28. «Comic Book Urban Legends Revealed #30! | CBR». www.cbr.com. Consultado em 15 de dezembro de 2019 
  29. Nagado, Alexandre (7 de junho de 2005). «A volta da tartaruga gigante Gamera». Omelete. Consultado em 15 de dezembro de 2019 
  30. a b Yashima, Humberto. «Bigorna.net: Entrevistas: Entrevista: Mozart Couto». www.bigorna.net. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  31. «Mozart Couto». darkhorse.com. Consultado em 15 de dezembro de 2019 
  32. «Eduardo Torelli desvenda o Planeta dos Macacos em livro da Opera Graphica». 1 de dezembro de 2001 
  33. Ariadne Pimenta (agosto de 2017). «Mangá X, quando o mangaká brasileiro teve mais espaço para publicar». Editora Escala. Neo Tokyo (119): 18-19. ISSN 1809-1784 
  34. a b «Mozart Couto lança Guerreiros de Ha-kan!». Anime Pró. 12 de agosto de 2014. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  35. «Três opções em quadrinhos nacionais nas bancas, pela Editora Escala». UNIVERSO HQ. 7 de novembro de 2002. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  36. «Opera Graphica é acusada pela Mythos de plagiar Conan». UNIVERSO HQ. 8 de março de 2002. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
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  38. «Lançado sexto álbum da série independente Gilvath». UNIVERSO HQ. 17 de março de 2011. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
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  40. BioCyberDrama sai na íntegra
  41. Marcelo Naranjo, sobre o press release (26 de agosto de 2004). «Homens de Couro é o novo álbum do CLUQ». Universo HQ 
  42. «Curso de desenho com Eugênio Colonnese, nas bancas». UNIVERSO HQ. 13 de julho de 2004. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  43. «Heavy Metal satírico» 
  44. «Bigorna.net: Entrevistas: Entrevista: Laudo Ferreira Junior». www.bigorna.net. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  45. Almeida de Souza, Worney (julho de 2007). Guimarães, Edgard, ed. «Mozart Couto no mundo da música» (PDF). QI (87) 
  46. «A BOA SORTE DE SOLANO DOMINGUEZ». UNIVERSO HQ. 1 de dezembro de 2007. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  47. Marcelo Naranjo (21 de julho de 2010). «Confira a capa de MSP + 50». Universo HQ 
  48. «Ática lança adaptação em quadrinhos de Noite na taverna, de Álvares de Azevedo». UNIVERSO HQ. 13 de dezembro de 2011. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
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  53. «Mozart Couto está de volta em Veneno de Deus, HQ com roteiro de Alexandre Grincenkov». UNIVERSO HQ. 6 de outubro de 2014. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
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  55. «ATOMIC – uma nova opção para o quadrinho nacional independente | | Impulso HQ». 16 de julho de 2015. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  56. «Atomic Editora lança álbum com o bárbaro Brakan, de Mozart Couto». UNIVERSO HQ. 21 de julho de 2015. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  57. Marcelo Naranjo (1 de abril de 2016). «Editora Quadrinhópole lança coletânea com as obras perdidas do Capitão Gralha». Universo HQ 
  58. Bernie Wrightson, Mozart Couto e Mike Deodato entre os lançamentos da Mythos
  59. «Fanzine Tchê completa 25 anos | | Impulso HQ». 29 de maio de 2013. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  60. «Terceira edição de Peryc, o mercenário | | Impulso HQ». 15 de agosto de 2016. Consultado em 14 de dezembro de 2019 
  61. «Michelangelo dos Quadrinhos Brasileiros». Poppycorn. 3 de julho de 2005. Consultado em 14 de dezembro de 2019 

Ligações externasEditar

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