Abrir menu principal

Rio Bonito é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 22º42'31" sul e a uma longitude 42º36'35" oeste, estando a uma altitude de 40 metros. Sua população estimada em 2019 era de 59 habitantes. Possui uma área de 463,32 km².

Município de Rio Bonito
"Cidade Sorriso"
Bandeira de Rio Bonito
Brasão de Rio Bonito
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 7 de maio
Fundação 7 de maio de 1846 (173 anos)
Gentílico rio-bonitense
Lema Mvnicipivm legesqve diligere[1]
"O Município para o Amor e as Leis"[2]
Prefeito(a) José Luis Alves Antunes (Partido Progressista)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Rio Bonito
Localização de Rio Bonito no Rio de Janeiro
Rio Bonito está localizado em: Brasil
Rio Bonito
Localização de Rio Bonito no Brasil
22° 42' 28" S 42° 37' 33" O22° 42' 28" S 42° 37' 33" O
Unidade federativa Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [3]
Microrregião Macacu-Caceribu IBGE/2008 [3]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Saquarema, Tanguá, Araruama e Itaboraí
Distância até a capital 82 km
Características geográficas
Área 462,176 km² [4]
População 60 201 hab. Censo IBGE/2019[5]
Densidade 130,26 hab./km²
Altitude 40 m
Clima Tropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,772 (RJ: 37º) – alto PNUD/2000 [6]
PIB R$ 1 543 431,01 mil IBGE/2016[7]
PIB per capita R$ 26 627,87 IBGE/2016[7]
Página oficial
Prefeitura riobonito.rj.gov.br
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados para "Rio Bonito", veja Rio Bonito (desambiguação).

HistóriaEditar

 
Rio Bonito (década de 1940). Arquivo Nacional.
 
Rio Bonito, 1972.
 
Rio Bonito (década de 1970).

Conta a história que o "batismo" da localidade com nome de Rio Bonito se deveu ao fato de os "Sete Capitães", ao se dirigirem a Macaé, ficarem impressionados com um belo riacho que atravessava região. Porém, as informações sobre o povoamento de Rio Bonito datam da segunda metade do século XVIII.

Em 1755, o sargento-mor Gregório Pereira Pinto, ou Gregório Pinto da Fonseca, mandou construir em sua fazenda, posteriormente chamada "Bernarda", uma capela em homenagem à "Madre de Deus", figurando como um dos primeiros colonos da região. O entorno do templo religioso não tardou a ser habitado por pessoas. Em 1768, o pequeno povoado era elevado à categoria de freguesia, sob a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Rio d'Ouro. Mais tarde, a sede da freguesia foi transferida de local, passando a ser conhecida por Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito. Arruinado o templo, outro foi construído a cerca de uma légua do primeiro, mantido sob a proteção da mesma padroeira, passando a freguesia a ser conhecida como "Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito". Após certo período de participação no ciclo de cana-de-açúcar, a economia local foi envolvida pela expansão do café, que passou a ocupar as melhores terras da região, tornando-se em pouco tempo uma de suas maiores fontes de riqueza. O progresso apresentado pela freguesia induziu governo, em 1846, a criar o município de Nossa Senhora da Conceição do Rio Bonito, cuja emancipação deu-se com o advento da Lei Provincial 381, de 7 de maio daquele ano e a instalação em 1° de outubro, cujas terras foram desmembrada dos municípios de Saquarema e Capivari (atual Silva Jardim), sendo elevada à categoria de vila.

A autonomia administrativa e a escolha de Rio Bonito como terminal de um ramal da Companhia de Ferro-Carril Niteroiense fizeram localidade o verdadeiro entreposto da produção e do comércio da região. O desenvolvimento da vila motivou sua elevação à categoria de cidade em 1890.

Devido à topografia acidentada, foram ocupadas, inicialmente, as áreas planas existentes entre a BR-101 e a Serra do Sambê. As áreas urbanizadas e com maior adensamento estendem-se, principalmente, ao longo e nas adjacências do Rio Bonito e na Estrada de Ferro Leopoldina, com ocupação de encostas na região noroeste da cidade.

Primeiro jornalEditar

Seu primeiro jornal editado foi O Rio Bonito, do major João Hilário de Meneses Drumond, que circulou de 6 de março até 28 de agosto de 1887. Fato curioso é que, em seu último número, reza que "Será inaugurada a casa da Câmara desta villa, em prédio reedificado, devendo na mesma data ser também inaugurado o serviço de iluminação pública pelo sistema belga". Não são conhecidos colecionadores que ainda possuam um exemplar sequer desse jornal.

Atualmente circulam cerca de meia dúzia de jornais no município, a maior parte deles tem circulação regional. Dentre os veículos jornalísticos de maior expressão, destaca-se o jornal Folha da Terra (semanal, o jornal O Tempo em Rio Bonito (mensal) e o Jornal Face, que tem periodicidade quinzenal e pauta diversificada, tratando de assuntos que vão da conservação do meio ambiente à espiritualidade. Outros jornais importantes da cidade foram a Folha Fluminense e a Gazeta de Rio Bonito, que circularam nos anos 1990.

GeografiaEditar

Localizado na região da Grande Niterói, Rio Bonito desde dezembro de 2013 pertence à Região Metropolitana do Rio de Janeiro, assim deixando de ser parte do interior fluminense por lei. Não possui praias, mas possui muitas quedas de água, rios e florestas remanescentes de Mata Atlântica em torno da cidade.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde junho de 1995 a menor temperatura registrada em Rio Bonito foi de 4,9 °C em 18 de julho de 2000,[8] e a maior atingiu 42 °C em 16 de outubro de 2015.[9] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 167,9 milímetros (mm) em 28 de fevereiro de 1998. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 158,9 mm em 1° de março de 2016, 135,2 mm em 18 de março de 2003, 121,4 mm em 17 de dezembro de 1997, 117,3 mm em 7 de novembro de 2004, 104,8 mm em 21 de março de 2004, 103,3 mm em 3 de abril de 2000, 103 mm em 6 de abril de 2010 e 102 mm em 14 de dezembro de 2010.[10] Fevereiro de 1998, com 450,2 mm, foi o mês de maior precipitação.[11]

Dados climatológicos para Rio Bonito
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 41,8 40,6 40,9 38,4 35,5 34,6 35,4 38,8 40,8 42 40,8 41,2 42
Temperatura máxima média (°C) 32,5 33,5 32,3 30,3 27,8 27,4 26,8 28 28,1 29 29,8 31,3 29,7
Temperatura mínima média (°C) 22,5 22,3 21,9 20,3 17,3 15,5 15,3 16,2 17,7 19,6 20,4 21,7 19,2
Temperatura mínima recorde (°C) 17,4 15,9 17 11,9 10,2 6,9 4,9 10,2 10,8 11,8 12,3 15,6 4,9
Precipitação (mm) 205,6 164 194,4 123 82,7 40,9 68,4 55,1 89,2 113,6 225,4 210,3 1 572,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 13 9 11 9 8 5 8 6 9 11 13 12 114
Umidade relativa compensada (%) 75,4 73 78,5 78,8 81,1 81 - 77,8 76,7 76,8 77,3 76,1 -
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[12] recordes de temperatura: 01/06/1995-presente)[8][9]

DemografiaEditar

De acordo com o censo de 2000, Rio Bonito tinha uma população de 49 691 habitantes, correspondente a 7,8 por cento do contingente da Região das Baixadas Litorâneas, com uma proporção de 100,2 homens para cada cem mulheres. A densidade demográfica era de 110 habitantes por quilômetro quadrado, contra 111 habitantes por quilômetro quadrado de sua região. Sua população estimada em 2003 é de 51 087 pessoas.

O município apresentou uma taxa média geométrica de crescimento, no período de 1991 a 2000, de 1,07 por cento ao ano, contra 4,13 por cento na região e 1,30 por cento no estado. Sua taxa de urbanização corresponde a 65,3 por cento da população, enquanto que, na Região das Baixadas Litorâneas, tal taxa corresponde a 85,5 por cento.

Rio Bonito tem um contingente de 39 508 eleitores, aproximadamente 77 por cento da população. O município tem um número total de 16 382 domicílios, com uma taxa de ocupação de 84 por cento. Dos 2 567 domicílios não ocupados, vinte por cento têm uso ocasional.

A faixa etária predominante encontra-se entre os dez e 39 anos e os idosos representam dez por cento da população do município, contra dezessete por cento de crianças entre zero e nove anos.

Há uma predominância de pessoas que se declaram afrodescendentes, representando 51,4 por cento da população, contra 47,4 por cento de brancos. A percentagem de católicos, 46 por cento, é superior à soma dos praticantes de outras religiões.

InfraestruturaEditar

TransporteEditar

A rodovia BR-101 é o principal acesso ao município, de Tanguá, a oeste, a Silva Jardim, a nordeste. A Via Lagos, RJ-124, alcança Araruama a oeste e, por variante, a Saquarema ao Sul. A RJ-120 segue em leito natural rumo norte até a RJ-116, próxima ao distrito de Papucaia, em Cachoeiras de Macacu. O município conta com estação ferroviária e opera a linha Rio-Vitória.

Com relação à rodovia BR-101 (Norte), a Rio – Vitória, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro pleiteia a duplicação entre Rio Bonito e a divisa com o estado do Espírito Santo, compreendendo os municípios de Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Macaé, Conceição de Macabu, Quissamã e Campos dos Goytacazes; implantação de variante em Campos; privatização do trecho e revisão dos estudos sobre localização e número de praças de pedágio.

Filhos ilustresEditar

Referências

  1. http://www.riobonito.rj.gov.br/BrasaoHino.php
  2. http://translate.google.com.br/
  3. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  5. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 7 de março de 2019 
  8. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Rio Bonito». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  9. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Rio Bonito». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  10. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Rio Bonito». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  11. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Rio Bonito». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 
  12. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 10 de julho de 2018 

Ligações externasEditar