Roger Machado

ex-jogador de futebol brasileiro
(Redirecionado de Roger Machado Marques)

Roger Machado Marques, mais conhecido apenas como Roger Machado (Porto Alegre, 25 de abril de 1975), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como lateral-esquerdo. Atualmente comanda o Fluminense.

Roger Machado
Informações pessoais
Nome completo Roger Machado Marques
Data de nasc. 25 de abril de 1975 (46 anos)
Local de nasc. Porto Alegre (RS), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,76 m
canhoto
Informações profissionais
Equipa atual Fluminense
Posição ex-lateral-esquerdo
Função treinador
Clubes de juventude
1991–1993 Grêmio
Clubes profissionais
Anos Clubes
1994–2003
2004–2005
2006–2008
Grêmio
Vissel Kobe
Fluminense
Seleção nacional
2001 Brasil
Times/Equipas que treinou
2014
2015
2015–2016
2017
2018
2019–2020
2021–
Juventude
Novo Hamburgo
Grêmio
Atlético Mineiro
Palmeiras
Bahia
Fluminense
Última atualização: 7 de maio de 2021

Como atleta, foi multicampeão pelo Grêmio e considerado um dos melhores laterais-esquerdo do futebol brasileiro nos anos 90. Como treinador, também pelo Grêmio, é creditado como responsável pela mudança na filosofia de futebol do clube, passando de uma histórica proposta física, reativa e visceral para uma proposta mais cerebral, técnica e estrategicamente apurada.[1]

Carreira como jogadorEditar

InícioEditar

Nascido em uma família de jogadores de futebol, Roger teve a sua primeira experiência mais séria com o esporte disputando os tradicionais torneios de várzea de Porto Alegre durante a adolescência. Na época, preferia atuar como ponta-esquerda, tendo ele próprio se "adaptado" à lateral para evitar a numerosa concorrência com os diversos meninos que preferiam participar dos peneirões em posições de ataque. Após uma breve passagem pelo São José, Roger realizou um teste no Grêmio e, já com 17 anos, ingressou nas categorias de base do Tricolor Gaúcho.[2]

GrêmioEditar

No início dos anos 90, o Grêmio passava por um período de instabilidade, sendo rebaixado pela primeira vez à série B do Campeonato Brasileiro. Após o retorno à elite, o clube precisou encarar uma época de poucos gastos que obrigou a direção a apostar em jogadores das categorias de base. Neste movimento, Roger foi lançado no time profissional no final do ano de 1993 pelo então treinador Luiz Felipe Scolari. Ao lado de outros jovens promissores como Danrlei, Emerson, Carlos Miguel e Arilson, formaria a base do time que, em 1994, iniciaria a retomada de protagonismo do Grêmio com as conquistas do Campeonato Gaúcho de 1994 e da Copa do Brasil de 1994.[3]

Já considerado titular absoluto, integrou a equipe do Grêmio que, em 1995, conquistaria outra vez o Campeonato Gaúcho, além do título da Libertadores da América. O estilo de jogo de Roger, técnico e seguro, com foco primordial nos movimentos de defesa, foi fundamental para dar equilíbrio ao time que tinha no lateral-direito paraguaio Francisco Arce uma peça importante de ataque. Nesta temporada, Roger formou ao lado de Arce, Rivarola e Adílson Batista, uma das linhas de defesa mais lembradas da história do Grêmio.

Pelo Tricolor, conquistou ainda o Campeonato Brasileiro de 1996 e outra vez a Copa do Brasil em 1997, sendo decisivo na final deste segundo torneio, arrancando pela esquerda do ataque e cruzando para Carlos Miguel marcar o gol do título contra o Flamengo em pleno Maracanã.[4] Os anos 90 ainda seriam marcados pelos títulos da Recopa Sul-Americana de 1997, do Campeonato Gaúcho de 1999 e da Copa Sul de 1999. Ao final do período de conquistas, Roger passou a sofrer com lesões que lhe retiraram de parte das campanhas do Grêmio nos anos posteriores. Neste período, entre uma lesão e outra, aprofundou o seu conhecimento em tática e estudos de futebol, incentivado pelo então treinador Tite.[5]

Com a chegada de Tite ao comando do Grêmio em 2001, Roger encontraria dificuldades em se adaptar como ala ao sistema 3-6-1 do novo treinador, que não jogava com laterais. Pela importância que tinha dentro do elenco e pela capacidade que tinha de levar a campo os conceitos do treinador, Roger foi adaptado na zaga e, ao lado de Mauro Galvão e Marinho, formou a primeira linha de defesa do Grêmio que viria a conquistar o quarto título da Copa do Brasil em 2001, o terceiro título de Roger nesta competição.[6] Curiosamente, apesar de ter se adaptado bem à nova posição, Roger ainda seria lembrado como lateral-esquerdo em uma convocação da Seleção Brasileira que formou o elenco que disputaria a Copa América de 2001.

Depois de virar ídolo no Grêmio e se tornar um dos atletas mais vitoriosos da histórica do clube, Roger foi vendido ao futebol japonês, em um movimento da direção que buscava a renovação do elenco e o alívio da folha salarial após mais uma crise financeira ocasionada pela falência da ISL, empresa suíça que era a principal parceira desportiva do Grêmio na ocasião.[7] Roger jogaria pelo Vissel Kobe nos anos de 2004 e 2005, onde teria uma difícil adaptação a um futebol mais rápido, chegando cogitar a rescisão contratual já no primeiro semestre de vínculo.[8] Aos poucos, Roger absorveu a nova dinâmica de jogo e a maneira de jogar da equipe comandada pelo técnico Ivan Hašek que, pela ausência dos talentos individuais à época abundantes no futebol brasileiro, mas ausentes no futebol japonês, apostava na coletividade, na intensidade e em conceitos ainda pouco comuns na América do Sul, como a marcação por zona, que depois influenciariam Roger em sua carreira como treinador.

 
Equipe do Grêmio em pose antes de partida disputada em 1995. Roger é o primeiro jogador em pé à direita.

FluminenseEditar

Ao final de seu contrato, Roger retornou ao Brasil e, entre 2006 e 2008, jogou pelo Fluminense, tendo feito o gol da vitória de 1 a 0 do Tricolor Carioca sobre o Figueirense, em Florianópolis, que deu o título de campeão da Copa do Brasil de 2007 ao Fluminense.[9] Este foi o quarto título de Roger na competição, que se tornou o jogador com o maior número de conquistas na história do torneio.

D.C United e aposentadoriaEditar

Em 2009 assinou contrato com o D.C. United, dos Estados Unidos, onde pretendia encerrar sua carreira. Entretanto, Roger acabou deixando o time uma semana após a sua apresentação porque teve um problema na região lombar. Desse modo, ele acabou retornando ao Brasil para se recuperar, vindo a se aposentar dos gramados pouco tempo depois.[10]

Carreira como treinadorEditar

Grêmio (auxiliar)Editar

A partir de 2011 iniciou trabalho como auxiliar-técnico do Grêmio. Nessa função comandou a equipe em duas oportunidades, justamente contra o maior rival do clube, o Internacional. Em ambas o Grêmio venceu pelo placar de 2 a 1.

JuventudeEditar

Em 19 de fevereiro de 2014, foi anunciado como novo técnico do Juventude para a disputa do Campeonato Gaúcho e da Série C do Brasileirão.[11] Após duas derrotas em casa, foi demitido no dia 28 de julho.

Retorno ao Grêmio (como técnico)Editar

Roger Machado foi anunciado como treinador do Grêmio no dia 26 de maio de 2015.[12] Como treinador do Tricolor Gaúcho, Roger venceu o histórico Grenal 407, em um domingo de comemoração do Dia dos Pais, válido pela 17° rodada do Campeonato Brasileiro, realizado na Arena do Grêmio, com a histórica vitória de 5 a 0.[13] Foi um resultado que ficou para a história dos Grenais, para a história do Grêmio (o time não vencia um clássico Grenal por um placar elástico desde 1912, quando aplicou 6 a 0 - o último 5 a 0 fora ainda antes, em 1910) e de Roger.

Ao final do Campeonato Brasileiro de 2015, após uma boa campanha e a afirmação de convicções táticas de Roger, o Grêmio garantiu a terceira colocação do campeonato, assegurando uma vaga para a Copa Libertadores da América do ano seguinte. Porém, o primeiro semestre de 2016 foi marcado pela irregularidade das apresentações do clube e, principalmente, pela desorganização defensiva do time de Roger. Dois pontos passaram a ser muito criticados no trabalho de Roger: As constantes falhas defensivas na bola aérea e a falta de objetividade ofensiva.

Vindo de péssimos resultados em sequência, Roger pediu demissão no dia 15 de setembro de 2016, após a derrota de 3 a 0 para a Ponte Preta.[14]

Atlético MineiroEditar

Em 30 de novembro de 2016, acertou com o Atlético Mineiro para 2017.[15] No primeiro semestre conquistou o Campeonato Mineiro, quando o Galo derrotou o rival Cruzeiro por 2 a 1 no Estádio Independência.[16] Foi demitido no dia 20 de julho, após perder dentro de casa para o Bahia por 2 a 0[17] e cair para a 11ª posição na tabela de classificação, ficando a cinco pontos da zona de rebaixamento.[18]

PalmeirasEditar

No dia 22 de novembro de 2017, foi anunciado como novo técnico do Palmeiras para a temporada 2018.[19] Cinco dias após o anúncio, o técnico foi apresentado na academia pelo presidente do clube.[20] Em 26 de julho de 2018, após uma derrota de 1 a 0 para o Fluminense, foi demitido.[21]

BahiaEditar

No mês de abril do ano de 2019 passou a treinar o Bahia e sagrou-se campeão baiano no mesmo ano.[22][23]

Foi demitido em 2 de setembro de 2020, após uma derrota de 5 a 3 contra o Flamengo, em jogo válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.[24]

FluminenseEditar

Foi anunciado como treinador do Fluminense no dia 23 de fevereiro de 2021[25][26], sendo apresentado no dia 27 de fevereiro.[27] Estreou no dia 14 de março, na vitória de 1 a 0 contra o Flamengo pela terceira rodada do Campeonato Carioca.[28]

Ativismo político e culturalEditar

Sobretudo desde que se tornou treinador de clubes da elite do futebol brasileiro, Roger Machado se notabilizou pelo engajamento político em pautas relacionadas ao combate ao racismo e à desigualdade social.

Em 2019, promoveu, ao lado do treinador fluminense Marcão, o primeiro duelo entre treinadores negros na primeira divisão do futebol brasileiro. O evento foi amplamente divulgado pela mídia e utilizado por organizações antirracistas, como o Observatório de Discriminação Racial no Futebol, para promoção da igualdade racial no esporte.[29] Após a partida, que confrontou as equipes de Bahia e Fluminense, Roger proferiu um discurso considerado histórico durante a coletiva de imprensa.

“Negar e silenciar é confirmar o racismo. Minha posição como negro na elite do futebol condiz com isso. O maior preconceito que eu senti não foi de injúria. Eu sinto que há racismo quando eu vou a um restaurante e sou o único negro no local. Na faculdade que eu fiz, eu era o único negro. Isso é a prova para mim. Mas, mesmo assim, rapidamente, quando a gente fala isso, ainda tentam dizer: ‘Não há racismo, está vendo? Você está aqui’. Não, eu sou a prova de que há racismo porque só eu estou aqui.” Roger Machado[30]

Na mesma fala, Roger ressaltou o papel do estado na promoção da igualdade racial no Brasil, se opôs ao mito da miscigenação racial brasileira e criticou a diminuição de investimentos em políticas afirmativas, que seria a marca dos governos conservadores empoçados pelas Eleições Presidenciais de 2018.

“A culpa desse atraso, depois de 388 anos de escravidão, é do Estado, porque é através dele que as políticas públicas, que nos últimos 15 anos foram instituídas, que resgataram a autoestima dessas populações que ao longo de muitos anos tiveram negadas assistências básicas, estão sendo retiradas neste momento." Roger Machado[30]

Em 6 de dezembro de 2019, enquanto comandava o Bahia, recebeu a Medalha Zumbi dos Palmares, outorgada pela Câmara Municipal de Salvador, em reconhecimento ao seu posicionamento de enfrentamento ao racismo.[31]

Em 2020, organizou e liderou ao lado do psicólogo Tadeu de Paula o projeto Diálogos da Diáspora, projeto editorial que trabalha pela visibilidade e pela viabilização da publicação de autores negros e indígenas no Brasil.[32] O projeto resultou em uma coleção de livros que incluíam pesquisas acadêmicas em Antropologia, Sociologia, Psicologia, Urbanismo, Letras, Comunicação e Artes, além de livros de poesia e ficção, todos publicados pela Hucitec Editora. Os idealizadores trabalham com a ideia de que o projeto, no futuro, se transforme em uma editora mantendo o mesmo propósito.[33]

Ainda em 2020 apoiou diretamente a campanha da candidata Manuela d'Avila, que representava uma ampla frente de esquerda, à prefeitura de Porto Alegre.[34]

EstatísticasEditar

Como treinadorEditar

Atualizadas até 23 de junho de 2021.

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Juventude 16 8 4 4 58.33%
Novo Hamburgo 32 12 15 5 53.13%
Grêmio 102 58 26 18 65.36%
Atlético Mineiro 43 23 9 11 60.47%
Palmeiras 44 27 9 8 68.18%
Bahia 74 30 22 22 50.45%
Fluminense 27 14 8 5 61.73%

TítulosEditar

Como jogadorEditar

Grêmio
Fluminense

Como treinadorEditar

Atlético Mineiro
Bahia

Referências

  1. «Como Renato aprimorou o bom Grêmio deixado por Roger Machado». GaúchaZH. 24 de novembro de 2016. Consultado em 7 de maio de 2021 
  2. Pereira da Silva, Marcos. «ESTUDO BIOGRÁFICO SOBRE ROGER MACHADO MARQUES: De atleta a treinador de futebol». UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Curso de DUCAÇÃO FÍSICA, FISIOTERAPIA E DANÇA: 26 
  3. Andrey Queiroz (9 de agosto de 2018). «Relembre a campanha do título do Grêmio na Copa do Brasil de 1994». Torcedores.com. Consultado em 7 de maio de 2021 
  4. Bia Palumbo (26 de outubro de 2016). «Copa do Brasil: Grêmio foi campeão diante do Flamengo em pleno Maracanã». Torcedores.com. Consultado em 7 de maio de 2021 
  5. Fellipe Lucena (15 de março de 2018). «O 'método Roger': Técnico fala da influência de Tite e explica o que leva dos treinos para o jogo». LANCE!. Consultado em 7 de maio de 2021 
  6. «Grêmio, campeão da Copa do Brasil de 2001». CBF. 5 de setembro de 2017. Consultado em 7 de maio de 2021 
  7. Vinicius Simas (11 de julho de 2005). «Grêmio, campeão do mundo à beira da falência». UOL. Consultado em 7 de maio de 2021 
  8. «Lição japonesa e experiência de técnicos consagrados: os segredos de Roger Machado». GaúchaZH. 20 de junho de 2015. Consultado em 7 de maio de 2021 
  9. «Fluminense vence fora e conquista Copa do Brasil pela 1ª vez». UOL. 6 de junho de 2007. Consultado em 7 de maio de 2021 
  10. Leonardo Velasco (12 de fevereiro de 2009). «Problema nas costas frustra ida do zagueiro Roger para os Estados Unidos». GloboEsporte.com. Consultado em 7 de maio de 2021 
  11. «Roger Machado é o novo técnico do Juventude e será anunciado nesta quinta-feira». GaúchaZH. 19 de fevereiro de 2014. Consultado em 7 de maio de 2021 
  12. Marcus Alves (26 de maio de 2015). «Por menos de R$ 150 mil, Grêmio contrata ex-lateral Roger Machado como técnico». ESPN.com.br. Consultado em 7 de maio de 2021 
  13. «Grêmio massacra Inter com goleada histórica na Arena e retorna ao G-4». GloboEsporte.com. 9 de agosto de 2015. Consultado em 7 de maio de 2021 
  14. «Após derrota para a Ponte Preta, Roger Machado deixa comando do Grêmio». ESPN.com.br. 14 de setembro de 2016. Consultado em 7 de maio de 2021 
  15. «Roger Machado é o novo técnico do Galo». Site oficial do Atlético Mineiro. 30 de novembro de 2016. Consultado em 7 de maio de 2021 
  16. «Atlético-MG vence o Cruzeiro no Horto, acaba com tabu e conquista 44º título mineiro». GloboEsporte.com. 7 de maio de 2017. Consultado em 7 de maio de 2021 
  17. «Fred tem noite para esquecer e Atlético-MG é derrotado pelo Bahia no Horto». UOL. 19 de julho de 2017. Consultado em 7 de maio de 2021 
  18. «Fim da linha: Roger Machado não é mais o técnico do Atlético-MG». GloboEsporte.com. 20 de julho de 2017. Consultado em 7 de maio de 2021 
  19. Felipe Zito e Tossiro Neto (22 de novembro de 2017). «Roger Machado é anunciado como novo técnico do Palmeiras». GloboEsporte.com. Consultado em 7 de maio de 2021 
  20. Felipe Zito e Tossiro Neto (29 de novembro de 2017). «Em apresentação, Roger Machado avisa: "Palmeiras sempre vai brigar por títulos"». GloboEsporte.com. Consultado em 7 de maio de 2021 
  21. «Roger Machado é demitido do Palmeiras». GloboEsporte.com. 26 de julho de 2018. Consultado em 7 de maio de 2021 
  22. Rafael Santana e Raphael Carneiro (2 de abril de 2019). «Bahia acerta com Roger Machado, e anúncio oficial deve ser feito em breve». GloboEsporte.com. Consultado em 7 de maio de 2021 
  23. «Emoção, VAR e título: Bahia bate o Bahia de Feira na Fonte Nova e conquista o bi estadual». GloboEsporte.com. 21 de abril de 2019. Consultado em 7 de maio de 2021 
  24. «Comunicado - Notícias Esporte Clube Bahia». Site oficial do Bahia. 2 de setembro de 2020. Consultado em 7 de maio de 2021 
  25. «Fluminense define e anuncia treinador para a próxima temporada». ESPN.com.br. 23 de fevereiro de 2021. Consultado em 7 de maio de 2021 
  26. Caio Blois (23 de fevereiro de 2021). «Fluminense anuncia Roger Machado, que já visita CT e inicia trabalho sábado». UOL. Consultado em 7 de maio de 2021 
  27. Luiza Sá (27 de fevereiro de 2021). «Roger Machado é apresentado e ressalta sua história no Fluminense: 'Momento esperado por muito tempo'». LANCE!. Consultado em 7 de maio de 2021 
  28. «Quem não faz... Flamengo martela, mas Fluminense vence com golaço de Julião». GloboEsporte.com. 14 de março de 2021. Consultado em 7 de maio de 2021 
  29. «Em campanha contra o preconceito, Roger alerta: "Negar e silenciar é confirmar o racismo"». GloboEsporte.com. 12 de outubro de 2019. Consultado em 7 de maio de 2021 
  30. a b Breiller Pires (13 de outubro de 2019). «Dois únicos técnicos negros do Brasileirão escancaram o racismo: "Negar e silenciar é confirmá-lo"». El País Brasil. Consultado em 7 de maio de 2021 
  31. «Roger Machado é homenageado com a Medalha Zumbi dos Palmares». Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. 7 de dezembro de 2019. Consultado em 7 de maio de 2021 
  32. Thais Prado (19 de agosto de 2020). «Técnico do Bahia, Roger Machado lança projeto para financiar 50 livros de autores negros e indígenas». Mundo Negro. Consultado em 7 de maio de 2021 
  33. Demétrio Vecchioli (18 de agosto de 2020). «Roger lança projeto para publicar 50 livros de autores negros e indígenas». UOL. Consultado em 7 de maio de 2021 
  34. Flavia Bemfica (23 de novembro de 2020). «Manuela incrementa presença direta nas ruas». Correio do Povo. Consultado em 7 de maio de 2021 

Ligações externasEditar

Precedido por
Geraldo Delamore
Treinador do Juventude
2014
Sucedido por
Picoli
Precedido por
Luiz Felipe Scolari
Treinador do Grêmio
2015–2016
Sucedido por
Renato Gaúcho
Precedido por
Diogo Giacomini
Treinador do Atlético Mineiro
2017
Sucedido por
Rogério Micale
Precedido por
Alberto Valentim (interino)
Treinador do Palmeiras
2018
Sucedido por
Luiz Felipe Scolari
Precedido por
Cláudio Prates (interino)
Treinador do Bahia
2019–2020
Sucedido por
Mano Menezes
Precedido por
Marco Aurélio de Oliveira
Treinador do Fluminense
2021–
Sucedido por