Tonantins

município brasileiro no estado do Amazonas
 Nota: Não confundir com Tocantins.

Tonantins é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Localiza-se a sudoeste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 872 quilômetros. Sua população, estimada pelo Censo IBGE em 2022, era de 19 247 habitantes,[3] sendo assim o quadragésimo município mais populoso do estado do Amazonas. Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0.548, de acordo com dados de 2010, o que é considerado baixo pelo PNDU.

Tonantins
  Município do Brasil  
Hino
Gentílico tonantinense
Localização
Localização de Tonantins no Amazonas
Localização de Tonantins no Amazonas
Localização de Tonantins no Amazonas
Tonantins está localizado em: Brasil
Tonantins
Localização de Tonantins no Brasil
Mapa
Mapa de Tonantins
Coordenadas 2° 52' 22" S 67° 48' 07" O
País Brasil
Unidade federativa Amazonas
Municípios limítrofes Oeste: Santo Antônio do Içá;
Norte: Japurá;
Leste: Fonte Boa;
Sul: Jutaí
Distância até a capital 872 km
História
Fundação 10 de dezembro de 1981 (42 anos)
Administração
Prefeito(a) Francisco Sales de Oliveira (UNIÃO [1], 2021 – 2024)
Vereadores 11
Características geográficas
Área total [2] 6 432,586 km²
População total (Censo - IBGE/2022[3]) 19 247 hab.
 • Posição AM: 40º
Densidade 3 hab./km²
Clima tropical úmido
Fuso horário Hora do Amazonas (UTC-4)
CEP 69685000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,548 baixo
PIB (IBGE/2018[5]) R$ 133 833,35 mil
PIB per capita (IBGE/2018[5]) R$ 7 191,47

História editar

Por volta de 1754, os espanhóis continuavam penetrando a parte Oeste do Amazonas, o que veio a preocupar o governo colonial português. No iça, com a ajuda dos franciscanos, eles já tinham fundado algumas aldeias, e tentaram a criação de um forte na boca do rio Solimões. O rio até então pertencia a Espanha, pelo Tratado de Madri, mas os espanhóis queriam a qualquer custo reconquistar as posições perdidas por incúria do Tratado de 1750.

Em 1766, abandonaram o forte, e foram para o Napo, face as dificuldades de comunicações com o Posto de Papian, e pelo rigor do clima. Em 1768, o posto que fora abandonado pelos espanhóis, foi ocupado pelos soldados da Capitania portuguesa, isso por ordem do governado paraense Fernando da Costa de Ataíde Teive, e ficou sendo chamado de Forte de São Fernando do Içá.

Mais tarde, seguiram novas expedições, quando a Capitania era governada pelo Coronel Joaquim Tinoco Valente, o governador do Grão Pará, era João Pereira Caldas, que também era militar; o ouvidor era Xavier de Sampaio. O comandante das expedições de guerra contra os invasores era o Capitão Felipe Sturn.

Em 1 de outubro de 1777, Portugal e Espanha concordaram novamente os aspectos dos limites nas colônias na América, com o Tratado de Santo Idelfonso, mantendo o tratado de 1750. Nesse tratado, os limites da Amazônia, vinha do rio Madeira ao médio rio Mamoré, até a foz do Rio Madeira, e na reta à margem do rio Javari, atalhando ao rio Solimões.

O primeiro vilarejo de Tonantins se formou com a vinda o missionário carmelita Frei Matias Diniz, sendo habitado por índios Caiuvicenas que foi assassinado pelos próprios índios da aldeia, chamado de Tonantins velho onde hoje é conhecido como bairro de São Francisco.

O vilarejo veio a renascer entre os anos de 1774/1775, por um Senhor chamado Sampaio, reunindo consigo índios das tribos Caiuvicenas, Passés e Tikunas. E ao longo sendo catequizados pelos frades que vinha por meio de expedições, construindo assim igrejas e uma escola.

Geografia editar

Sua população estimada em 2014, pelo IBGE, é de 18 322 habitantes.

Pelo decreto nº6.158, de 25 de fevereiro de1982, Art.68, foi criado o município de Tonantins.

Coma área territorial de 6.433 Km2, a 3º 49' 56", longitude sul; 67º 53' 58", longitude Oeste de Greenwich, com altitude de 40 metros acima do nível do mar.

Tem clima tropical chuvoso úmido, temperatura que varia de 40 °C a 5 °C no mês de julho, com média de 25 °C Além da sede do município, conta com 42 comunidades ribeirinhas.

Saúde editar

Em 2009 o município possuía um total de 4 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 31 leitos para internação.[6] Em 2014, 99,95% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 13,77 indicando uma redução em comparação a 2000, quando o índice foi de 58,09 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade reduziu de 45,64 (2000) para 13,77 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 85 óbitos nesta faixa etária entre 2000 e 2016. No mesmo ano, 31,96% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres registrou 5,37 óbitos em 2016, revelando um aumento comparando-se com o resultado de anos anteriores, quando não se registrou nenhum óbito neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houve admissões hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.[7]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 13,66 para 1.000 nascidos vivos. Em 2016, 20% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida. Óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de não foram registrados. Outros 80% dos óbitos foram em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houve 2 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que 100% das mortes que ocorreram em 2016, entre menores de um ano de idade, poderiam ter sido evitadas, especialmente pela adequada atenção à saúde da gestante, bem como pela adequada atenção à saúde do recém-nascido.[7][8]

Tonantins possuía, até 2009, estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia, pediatria, cirurgia bucomaxilofacial e traumato ortopedia e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em neurocirurgia, psiquiatria e outras especialidades médicas. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[6] Até 2016, havia 5 registros de casos de HIV/AIDS, tendo uma taxa de incidência, em 2016, de 0 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2016, de 0 óbitos a cada 100 mil habitantes. Entre 2001 e 2012 houve 7 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo todos eles a leishmaniose.[7]

Referências

  1. «Representantes». União Brasil. Consultado em 29 de setembro de 2022 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (26 de setembro de 2023). «Censo 2022». Consultado em 26 de setembro de 2023 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 9 de setembro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios (2018)». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 13 de junho de 2021 
  6. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 28 de dezembro de 2018 
  7. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 28 de dezembro de 2018 
  8. @Cidades. «Saúde». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 28 de dezembro de 2018 

Ligações externas editar