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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Tocantins.

Tonantins é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Localiza-se a sudoeste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 872 quilômetros. Sua população, estimada pelo IBGE em 2019, era de 18 755 habitantes,[3] sendo assim o quadragésimo segundo município mais populoso do estado do Amazonas. Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0.548, de acordo com dados de 2010, o que é considerado baixo pelo PNDU.

Município de Tonantins
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Fundação 10 de dezembro de 1981 (37 anos)
Gentílico tonantinense
Prefeito(a) Lázaro de Souza Martins (PP)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Tonantins
Localização de Tonantins no Amazonas
Tonantins está localizado em: Brasil
Tonantins
Localização de Tonantins no Brasil
02° 52' 22" S 67° 48' 07" O02° 52' 22" S 67° 48' 07" O
Unidade federativa Amazonas
Mesorregião Sudoeste Amazonense IBGE/2008[1]
Microrregião Alto Solimões IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Oeste: Santo Antônio do Içá;
Norte: Japurá;
Leste: Fonte Boa;
Sul: Jutaí
Distância até a capital 872 km
Características geográficas
Área 6 432,586 km² (AM: 45º)[2]
População 18 755 hab. (AM: 41º) –  estimativa populacional - IBGE/2019[3]
Densidade 2,92 hab./km²
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC-4
Indicadores
IDH-M 0,548 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 99 831 mil IBGE/2013[5]
PIB per capita R$ 5 496,70 IBGE/2013[5]

HistóriaEditar

Por volta de 1754, os espanhóis continuavam penetrando a parte Oeste do Amazonas, o que veio a preocupar o governo paraense. No iça, com a ajuda dos franciscanos, eles já tinham fundado algumas aldeias, e tentaram a criação de um forte na boca do rio Solimões. O rio até então pertencia a Espanha, pelo Tratado de Madri, mas os espanhóis queriam a qualquer custo reconquistar as posições perdidas por incúria do Tratado de 1750.

Em 1766, abandonaram o forte, e foram para o Napo, face as dificuldades de comunicações com o Posto de Papian, e pelo rigor do clima. Em 1768, o posto que fora abandonado pelos espanhóis, foi ocupado pelos soldados da Capitania portuguesa, isso por ordem do governado paraense Fernando da Costa de Ataíde Teive, e ficou sendo chamado de Forte de São Fernando do Içá.

Mais tarde, seguiram novas expedições, quando a Capitania era governada pelo Coronel Joaquim Tinoco Valente, o governador do Grão Pará, era João Pereira Caldas, que também era militar; o ouvidor era Xavier de Sampaio. O comandante das expedições de guerra contra os invasores era o Capitão Felipe Sturn.

Em 1 de outubro de 1777, Portugal e Espanha concordaram novamente os aspectos dos limites nas colônias na América, com o Tratado de Santo Idelfonso, mantendo o tratado de 1750. Nesse tratado, os limites da Amazônia, vinha do rio Madeira ao médio rio Mamoré, até a foz do Rio Madeira, e na reta à margem do rio Javari, atalhando ao rio Solimões.

O primeiro vilarejo de Tonatins se formou com a vinda o missionário carmelita Frei Matias Diniz, sendo habitado por indios Caiuvicenas que foi assassinado pelos próprios índios da aldeia, chamado de Tonantins velho onde hoje é conhecido como bairro de São Francisco.

O vilarejo veio a renascer entre os anos de 1774/1775, por um Senhor chamado Sampaio, reunindo consigo índios das tribos Caiuvicenas, Passés e Tikunas. E ao longo sendo catequizados pelos frades que vinha por meio de expediçoes, construindo assim igrejas e uma escola.

GeografiaEditar

Sua população estimada em 2014, pelo IBGE, é de 18 322 habitantes.

Pelo decreto nº6.158, de 25 de fevereiro de1982, Art.68, foi criado o município de Tonantins.

Coma área territorial de 6.433 Km2, a 3º 49' 56", longitude sul; 67º 53' 58", longitude Oeste de Greenwich, com altitude de 40 metros acima do nível do mar.

Tem clima tropical chuvoso úmido, temperatura que varia de 40 °C a 5 °C no mês de julho, com média de 25 °C Além da sede do município, conta com 42 comunidades ribeirinhas.

SaúdeEditar

Em 2009 o município possuía um total de 4 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 31 leitos para internação.[6] Em 2014, 99,95% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. O índice de mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos, em 2016, foi de 13,77 indicando uma redução em comparação a 2000, quando o índice foi de 58,09 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entre crianças menores de 1 ano de idade, a taxa de mortalidade reduziu de 45,64 (2000) para 13,77 a cada mil nascidos vivos, totalizando, em números absolutos, 85 óbitos nesta faixa etária entre 2000 e 2016. No mesmo ano, 31,96% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres registrou 5,37 óbitos em 2016, revelando um aumento comparando-se com o resultado de anos anteriores, quando não se registrou nenhum óbito neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houveram internações hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, entre 2008 e 2017.[7]

A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 13,66 para 1.000 nascidos vivos. Em 2016, 20% das mortes de crianças com menos de um ano de idade foram em bebês com menos de sete dias de vida. Óbitos ocorridos em crianças entre 7 e 27 dias de não foram registrados. Outros 80% dos óbitos foram em crianças entre 28 dias e um ano de vida. No referido período, houveram 2 registros de mortalidade materna, que é quando a gestante entra em óbito por complicações decorrentes da gravidez. O Ministério da Saúde estima que 100% das mortes que ocorreram em 2016, entre menores de um ano de idade, poderiam ter sido evitadas, especialmente pela adequada atenção à saúde da gestante, bem como pela adequada atenção à saúde do recém-nascido.[7][8]

Tonantins possuía, até 2009, estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia, pediatria, cirurgia bucomaxilofacial e traumato ortopedia e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em neurocirurgia, psiquiatria e outras especialidades médicas. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação.[6] Até 2016, havia 5 registros de casos de HIV/AIDS, tendo uma taxa de incidência, em 2016, de 0 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2016, de 0 óbitos a cada 100 mil habitantes. Entre 2001 e 2012 houveram 7 casos de doenças transmitidas por mosquitos e insetos, sendo todos eles a leishmaniose.[7]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. a b «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 12 de setembro de 2016. Consultado em 12 de setembro de 2016 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 9 de setembro de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  6. a b Cidades@ - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serviços de saúde - 2009». Consultado em 28 de dezembro de 2018 
  7. a b c Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (2014). «ODS 03: Saúde e bem-estar». Relatórios Dinâmicos. Consultado em 28 de dezembro de 2018 
  8. @Cidades. «Saúde». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 28 de dezembro de 2018 

Ligações externasEditar