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A Scuderia Toro Rosso, popularmente conhecida como Toro Rosso ou pela sua abreviação STR e atualmente competindo como Red Bull Toro Rosso Honda,[8] é uma equipe da Fórmula 1, formada em 2006 na compra da equipe antiga Minardi pela marca Red Bull.

Itália Scuderia Toro Rosso-Honda
Logotipo da Scuderia Toro Rosso.png
Nome completo Red Bull Toro Rosso Honda
Sede Faenza, Itália
Fundador(es) Dietrich Mateschitz
Chefe de equipe Helmut Marko
(conselheiro da Red Bull GmbH)
Franz Tost
(chefe de equipe)
Graham Watson
(gerente de equipe)
Diretor técnico Jody Egginton
Site oficial scuderiatororosso.redbull.com
Nome anterior Minardi F1 Team
Temporada de Fórmula 1 de 2019
Pilotos 10. França Pierre Gasly[1]
23. Tailândia Alexander Albon[2]
26. Rússia Daniil Kvyat[3]
Pilotos de teste Japão Naoki Yamamoto[4]
Chassis STR14[5]
Motor Honda[6]
Pneus Pirelli
Combustível Mobil 1
Histórico na Fórmula 1
Estreia GP do Bahrein de 2006
Último GP GP do Japão de 2019
Grandes Prêmios 258[7]
Campeã de construtores 0 (6º em 2008)
Campeã de pilotos 0 (8º em 2008)
Vitórias 1[7]
Pódios 2[7]
Pole Position 1[7]
Voltas rápidas 1[7]
Pontos 456[7]
Posição no último campeonato
(2018)
9º (33 pontos)

Usando os motores Cosworth V10 da temporada de 2005, porém com limitação de rotações por minuto, criou uma grande polêmica e revolta das outras equipes, pois estaria sendo beneficiada ao usar os propulsores mais potentes que as demais equipes, que usavam o V8. Inicialmente o uso dos V10 foi autorizado pela administração da Fórmula 1, pois não teria verbas suficientes para desenvolver um motor novo, algo que tornou-se inviável assim que a Red Bull assumiu o controle da equipe e começou a financiar seu desenvolvimento.

HistóriaEditar

MinardiEditar

 Ver artigo principal: Minardi

A equipe Minardi surgiu na temporada de 1985 da Fórmula 1 após cinco temporadas disputadas na Fórmula 2. Ela disputou 21 temporadas na Fórmula 1, sempre disputando lugares entre os últimos colocados, tendo como melhor resultado nos construtores um 7° lugar na temporada de 1991. Em 2005 foi comprada pela Red Bull, mudando de nome para Scuderia Toro Rosso, mas mantendo a sede na Itália, sendo assim também conhecida como Red Bull italiana.

Scuderia Toro RossoEditar

2006Editar

Após a compra da equipe Minardi a STR surge com o STR01 como monoposto para a temporada, usando um motor Cosworth V10 restrito que havia sido usado pela Minardi em 2005 e que foi muito discutido, pois estaria se beneficiando em cima das equipes que usavam motor V8. Assim sendo, a Toro Rosso foi a última equipe a alinhar em um grid de Formula 1 motores de 10 cilindros

A temporada de 2006 foi o que se esperava da equipe mesmo, fraca. A equipe terminou em nono lugar, à frente das recém criadas Super Aguri e Midland F1, com um ponto conquistado por Vitantonio Liuzzi, no GP dos EUA.

2007Editar

Para 2007, a STR mantém a dupla Vitantonio Liuzzi e Scott Speed, e lança o STR2 com um novo motor, o Ferrari 056, desta vez sendo um V8.

O ano é muito parecido com o anterior, com a equipe não pontuando, porém os abandonos são maiores. No GP da Europa, Speed faz sua última corrida pela equipe, sendo substituído pelo novato alemão Sebastian Vettel (que havia feito uma corrida pela BMW Sauber no GP dos EUA e estava de piloto de testes dela) a partir do GP da Hungria. Com Vettel, a equipe teve menos abandonos e chegou ao seu melhor momento com os carros da equipe pontuando pela primeira vez no conturbado GP da China: Vettel em 4º e Liuzzi em 6º lugar. No Brasil, a última etapa, a equipe não fez pontos.

A temporada apesar de ter sido de muitos abandonos, foi boa para STR que conquistou oito pontos e a sétima posição no campeonato de construtores.

2008Editar

Em 2008 a equipe conta com o tetracampeão da Champ Car (2004 à 2007), o francês Sébastien Bourdais e com uma das revelações da temporada de Fórmula 1 de 2007, o alemão Sebastian Vettel.

Vettel conquistou a primeira pole position e também a primeira vitória na carreira e da equipe no GP da Itália.[9][10] A equipe terminou o ano em 6º lugar (o melhor até hoje na categoria) e 8º no Mundial de Pilotos (melhor colocação) com Vettel.

2009Editar

Em 2009 a equipe mantém Bourdais e passa a contar com o suíço Sébastien Buemi de 20 anos na vaga de Vettel.[11] Em 16 de julho, a Toro Rosso anuncia oficialmente a demissão do francês Sébastien Bourdais, alegando que o francês não correspondia com as expectativas da equipe.[12] Em 20 de julho, a equipe anunciou Jaime Alguersuari como companheiro de Buémi, no entanto o jovem espanhol não conseguiu bons resultados para a equipe, sem terminar cinco corridas das oito disputadas. A equipe terminou a temporada com resultados bem diferentes do ano anterior, na última colocação do Campeonato, com apenas 8 pontos.

2010Editar

Ainda em novembro de 2009 a equipe que até então utilizava os mesmos chassis desenvolvidos pela Red Bull, anunciou sua independência, passando a fabricar seu próprio carro a partir de 2010.[13] Sébastien Buemi[14] e Jaime Alguersuari[15] farão a temporada de 2010.

2011Editar

A temporada de 2011 da Toro Rosso foi mediana, sendo que a equipe conquistou a 18ª e 19ª Posição no Campeonato de Pilotos, e o 8º lugar no Mundial de Construtores, sendo que a mesma conquistou somente 41 pontos. O STR 6 não demonstrou um bom desempenho,sendo que a melhor colocação foi o 7º lugar, e os pilotos (Jaime Alguersuari e Sebastian Buemi) não demostram o desempenho esperado, e acabaram sendo dispensados pela a equipe no final da temporada de 2011.

2012Editar

A temporada de 2012 da Toro Rosso foi ainda pior que a da temporada anterior, vendo seus novos pilotos, o australiano Daniel Ricciardo, vindo da HRT e o francês Jean-Éric Vergne, estreante na categoria, marcarem apenas 26 pontos em 20 corridas, garantindo-lhes um 9º lugar no Mundial de Construtores. Mesmo com um pouco mais de experiência, Ricciardo não conseguiu superar seu companheiro estreante Vergne. O australiano marcou 10 pontos e o 18º lugar no Mundial de Pilotos, enquanto o francês conquistou 16 pontos e a 17º colocação no Mundial de Pilotos. A dupla permanece na temporada seguinte.

2013Editar

Em 2013 houve uma significativa melhora. Vergne e Ricciardo tiveram, respectivamente, um 6º e um 7º lugares como melhores resultados. Não se via algo assim na equipe desde a era Vettel, em 2008. Dos 33 pontos de toda a temporada, 24 (ou 3/4) foram nas 10 primeiras corridas. Porém, a partir do GP da Bélgica, as coisas mudaram, e Vergne não marcou mais nenhum ponto. Já Ricciardo conquistou um 7º e dois 10º lugares, marcando os 9 pontos restantes para fechar os 33. Dessa vez, a equipe conquistou o 8º lugar nos Construtores e os 14º e 15º lugares, respectivamente, para Ricciardo e Vergne. O australiano deixou a equipe e se juntou a irmã maior, a Red Bull, devido a aposentadoria do compatriota Mark Webber.[16]

2014Editar

Em 2014 a Toro Rosso manteve Vergne como primeiro piloto e trouxe o russo Daniil Kvyat, campeão da Fórmula Renault 2.0 de 2013. A equipe sofreu com a falta de confiabilidade e potência dos motores Renault, que apresentaram muitos problemas na reintrodução dos motores turbo na Formula 1. Ainda assim a equipe terminou a temporada na sétima colocação no mundial de construtores, com 30 pontos.

2015Editar

Na temporada de 2015, teve a dupla de pilotos mais jovem na história da corrida de F1, para impressionar desde o início, com Max Verstappen (filho do ex-piloto de Fórmula 1, Jos Verstappen) e Carlos Sainz Jr. (filho do ex-campeão mundial de Rali, Carlos Sainz). No entanto os problemas de confiabilidade - particularmente com a sua unidade de potência da Renault impediu que a equipe italiana de terminar qualquer superior ao sétimo.

2016Editar

Na Temporada de 2016, a Toro Rosso voltou a utilizar os Motores da Ferrari. Foi feito um acordo entre o Time de Faenza e a Ferrari para que a Toro Rosso utilizasse os motores 2015 para a temporada de 2016.

Max Verstappen e Carlos Sainz Jr. permaneceram como os pilotos da equipe para esta temporada. Verstappen somente disputou os primeiros quatro grandes prêmios de 2016 com a equipe. Isso porque Max Verstappen se transferiu para a equipe Red Bull, sendo substituído por Daniil Kvyat, que fez o caminho inverso vindo da Red Bull para a Toro Rosso, onde ele havia disputado sua temporada de estréia, em 2014.

2017Editar

Voltou a Usar os Motores da Renault depois de usar os Motores defasados Ferrari em 2016.

2018Editar

Na temporada de 2018, a equipe passa a utilizar os motores Honda.

PilotosEditar

GaleriaEditar

Resultados da equipe na temporada de 2018Editar

Pos Piloto Carro AUS
 
BHR
 
CHN
 
AZE
 
ESP
 
MON
 
CAN
 
FRA
 
AUT
 
GBR
 
ALE
 
HUN
 
BEL
 
ITA
 
SIN
 
RUS
 
JAP
 
EUA
 
MEX
 
BRA
 
ABU
 
Pts Pts da Equipe Pos da Equipe
15   Pierre Gasly 10 Ret 4 18 12 Ret 7 11 Ret 11 13 14 6 9 14 13 Ret 11 12 10 13 Ret 29 33
19   Brendon Hartley 28 15 17 20† 10 12 19† Ret 14 Ret Ret 10 11 14 Ret 17 Ret 13 9 14 11 12 4

Negrito = Pole Position.

Itálico = Volta Mais Rápida

Ret = Não completou a prova.

= Classificado pois completou 90% ou mais da prova.

½ = Foram dados a metade dos pontos. A corrida foi interrompida pelo mau tempo.

Desc = Desclassificado da prova.

MotorEditar

A Toro Rosso, iniciou suas atividades na temporada de 2006 utilizando o motor Cosworth V10, remanescentes da Minardi. Sendo a última equipe a utilizar um motor V10 na Fórmula 1, enquanto todas as equipes, em 2006, utilizaram os V8, ela foi a única a usar os V10, gerando revolta por parte das outras equipes.

A partir da temporada de 2007, a Toro Rosso passou a utilizar os motores Ferrari V8.

Em 2014 e 2015, a equipe utilizou os motores Renault.[17] Mas retornou em 2016, a usar os motores Ferrari, entretanto, utilizou os motores de 2015 para o campeonato de 2016.[18]

A Toro Rosso voltou a usar motores Renault na temporada de 2017.[19] Porém, a partir de 2018, a equipe passou a utilizar os motores Honda.[20]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Albon to replace Gasly at Red Bull from Belgium». formula1.com. 12 de agosto de 2019. Consultado em 13 de agosto de 2019 
  2. «Albon to drive for Toro Rosso in 2019». Scuderia Toro Rosso. 26 de novembro de 2018. Consultado em 26 de novembro de 2018 
  3. «Kvyat back in F1 with Toro Rosso». skysports.com. Consultado em 29 de setembro de 2018 
  4. «Toro Rosso: Naoki Yamamoto to make F1 debut in Japanese Grand Prix practice». BBC Sport. 7 de outubro de 2019. Consultado em 12 de outubro de 2019 
  5. «Force India name disappears as team changes to Racing Point on 2019 F1 entry list». RaceFans. Consultado em 1 de dezembro de 2018 
  6. Straw, Edd. «Toro Rosso announces 'multi-year' deal for Honda F1 engine supply». autosport.com. Motorsport Network. Consultado em 16 de setembro de 2017 
  7. a b c d e f «Toro Rosso». STATS F1. Consultado em 26 de novembro de 2018 
  8. «Toro Rosso» (em inglês). Formula1.com. Consultado em 13 de janeiro de 2018 
  9. «Vettel é dominante e leva GP da Itália histórico». Arquivado do original em 3 de abril de 2012 
  10. «Vettel vence o GP da Itália de F-1; Massa fica em sexto lugar Folha Online» 🔗 
  11. Toro Rosso confirma piloto Sébastien Bourdais
  12. Sem 'corresponder expectativas', Bourdais é demitido da Toro Rosso
  13. Toro Rosso vai ser equipe independente
  14. Buemi está confirmado na Toro Rosso para 2010
  15. Alguersuari confirmado na Toro Rosso
  16. Red Bull confirma que Ricciardo será companheiro de Vettel na equipe em 2014
  17. «Toro Rosso deixa Ferrari e usará motores Renault em 2014». Fox Sports. Consultado em 2 de março de 2018 
  18. «F1 – Toro Rosso usará a última versão do motor Ferrari de 2015». Autoracing. Consultado em 2 de março de 2018 
  19. «Toro Rosso busca patrocínio para rebatizar motor Renault». Motorsport.com. Consultado em 2 de março de 2018 
  20. «F1: Toro Rosso confirma motores Honda». AutoSport. Consultado em 2 de março de 2018 

Ligações externasEditar

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Scuderia Toro Rosso

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