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Antonio Denarium

Governador do Estado de Roraima
Antonio Denarium
10.º Governador de Roraima
Período 1º de janeiro de 2019
presente
Vice-governador Frutuoso Lins
Antecessor Suely Campos
Interventor Federal de Roraima em 2018
Período 10 de dezembro de 2018
31 de dezembro de 2018
Presidente Michel Temer
Dados pessoais
Nome completo Antonio Oliverio Garcia de Almeida
Nascimento 3 de março de 1964 (55 anos)
Anápolis, Goiás
Esposa Simone Denarium
Filhos Três
Partido PPS (2010-2018)
PSL (2018-atualmente)

Antonio Oliverio Garcia de Almeida (Anápolis, 3 de março de 1964),[1] mais conhecido como Antonio Denarium, é um empresário e político brasileiro. O político foi eleito governador do estado de Roraima pelo Partido Social Liberal no segundo turno das eleições de 2018. No mesmo ano, nomeado pelo presidente Michel Temer, assume a responsabilidade de interventor federal no estado, passando a exercer todas as funções do cargo de governador. A posse do cargo oficial de governador do Estado ocorreu no dia 1º de janeiro de 2019.[2]

BiografiaEditar

Antonio Delarium nasceu em 3 de março de 1964 em Anápolis, Goiás. É filho de Valdivina e Olivério Almeida[3] e casado com Simone, com quem teve três filhos: Carolina, Gabriel e João Antônio.[4]

Carreira empresarialEditar

Desde os 25 anos de idade, Denarium tornou-se gerente titular do Banco Bamerindus e, em 1994, chegou a Roraima com o propósito de chefiar a filial da empresa no Estado, que posteriomente foi comprada pelo HSBC. No novo estado, atuou no setor financeiro, criando a Denarium Fomento Mercantil, e no setor agropecuário.[5][6][7] Em 2014, a companhia foi fechada e deu lugar a Denarium Empreendimentos Imobiliários, tendo em vista a administração de imóveis. Posteriormente, tornou-se diretor presidente do Frigo 10, maior frigorífico do Estado, e diretor da Coopercarne Cooperativa dos Produtores de Carne de Roraima.[8][7]

Carreira políticaEditar

Denarium estreou na política em 2010, como candidato pelo Partido Popular Socialista (PPS), sendo primeiro suplente de Marluce Pinto (PSDB). A chapa, contudo, não foi eleita, perdendo para Romero Jucá (PMDB) e Ângela Portela (PT).[9]

Em 2018, filiado ao Partido Social Liberal (PSL), Denarium se candidatou ao governo de Roraima pela coligação Agora é Roraima com tudo, tendo como vice o médico Frutuoso Lins, do PTC.[10] No primeiro turno, alcançou a marca de 42,2% dos votos válidos contra 38,7% de José de Anchieta Júnior, ex-governador, e 11,1% de Suely Campos. Segundo diversos meios de comunicação, a chegada do político ao segundo turno foi impulsionada pela busca da renovação política num contexto de crise econômica brasileira e pelo apoio público ao candidato à presidência do Brasil Jair Bolsonaro. Em 28 de outubro, elegeu-se governador com 53,3% dos votos válidos.[11]

Em 2010, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral possuir R$ 2,4 milhões.[12]. Já em 2018, declarou ao mesmo tribunal a posse de um patrimônio de R$ 15 milhões.[13]

Aliado de Jair Bolsonaro durante a campanha, o político defendeu o fechamento da fronteira com a Venezuela como forma de conter a crise imigratória, atribuindo aos venezuelanos a responsabilidade pelos casos de violência.[14] Em decorrência, as situações conflituosas na fronteira têm sobrecarregado a assistência de saúde do Estado, que decretou estado de calamidade pública na saúde em fevereiro de 2019. A intenção de Denarium com o alarme seria agilizar a compra de materiais necessários aos procedimentos médicos e remédios.[15]

Interventor federalEditar

Em 7 de dezembro de 2018, em meio a uma grave crise financeira e de segurança pública no estado, Denarium foi nomeado pelo presidente Michel Temer como interventor federal em Roraima. A medida, negociada com a governadora Suely Campos, transferiu todos os poderes do governo estadual para Denarium, que na prática assumiu antecipadamente o cargo pelo qual foi eleito.[16][17]

ControvérsiasEditar

Em março de 2019, o senador Telmário Mota (Pros) deu entrada em um pedido de impeachment sobre a gestão do governador Antonio Denarium. Na acusação, o senador afirma que Denarium teria incorrido em crime de responsabilidade quando tratara de acordos políticos com o grupo guerrilheiro paramilitar Tupamaros, em meio aos conflitos na fronteira com a Venezuela. Em pronunciamento dado à imprensa, o político reiterou a tratação de questões apenas comerciais com os membros do movimento revolucionário, não envolvendo, portanto, nenhuma quebra legislativa ou risco à segurança nacional.[18]

Referências

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar