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Campeonato Paulista de Futebol de 1993

O Campeonato Paulista de Futebol de 1993 teve o Palmeiras como campeão, encerrando um jejum de títulos de 16 anos. A equipe alviverde, comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo chegou ao seu 19.º título estadual depois de derrotar o Corinthians na finalíssima da competição por 4 a 0 (3 a 0 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação), com gols marcados por Zinho, Evair(2) e Edílson.

Campeonato Paulista de Futebol de 1993
Campeonato Paulista da Primeira Divisão de Futebol Profissional de 1993
Dados
Participantes 30
Organização FPF
Período 23 de janeiro – 12 de junho
Gol(o)s 1171
Partidas 448
Média 2,61 gol(o)s por partida
Campeão Palmeiras (19º título)
Vice-campeão Corinthians
Melhor marcador Viola (Corinthians) - 20 gols
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A partida foi realizada no dia 12 de junho de 1993, no Estádio do Morumbi. Segundo o regulamento, o Palmeiras precisava vencer o segundo jogo da final para levar a decisão para a prorrogação, uma vez que o Corinthians ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, com gol marcado por Viola, o artilheiro da competição.

O Palmeiras abriu o placar no primeiro tempo, quando após um passe do centroavante Evair, o meia Zinho acertou um belo chute de perna direita. No segundo tempo, Mazinho fez uma grande jogada pela esquerda e cruzou para Evair ampliar. Logo em seguida, Daniel Frasson cruzou da esquerda para Evair, que chutou na trave, mas na sobra Edílson marcou. Com esse placar, o alviverde jogava pelo empate na prorrogação, mas Evair marcou de penalti o gol do título e da quebra do tabu, num dos jogos mais memoráveis do Derby Paulista[1].

Índice

ParticipantesEditar

Fórmula de disputaEditar

 
Zinho, figura decisiva na conquista do Palmeiras em 1993

Primeira faseEditar

Na primeira fase, assim como nos anos anteriores, foram divididos em dois grupos.

O Grupo Verde, reunia os 16 clubes de melhor desempenho do Campeonato Paulista de 1992. Os seis primeiros colocados disputariam a segunda fase.

O Grupo Amarelo reunia os outros 12 clubes da mesma edição, juntamente com os recém-promovidos da Divisão Intermediária: o São Caetano e o Taquaritinga. Apenas os dois primeiros colocados disputaram a segunda fase.

Segunda faseEditar

Os oito semifinalistas foram divididos em dois grupos. Em cada grupo, jogaram entre si em turno e returno. O clube que esteve com o melhor desempenho em um grupo, disputaria a final com o outro clube de melhor desempenho do outro grupo

FinalEditar

Os clubes de melhor desempenho do Grupo A e do Grupo B disputariam duas partidas para decidir o campeão paulista do ano.

Critérios de desempateEditar

PontuaçãoEditar

Para o desempate entre duas ou mais equipes de mesma pontuação, seguiu a ordem definida abaixo:

  1. Aproveitamento dos pontos
  2. Vitórias
  3. Saldo de gols
  4. Gols marcados
  5. Confronto direto
  6. Sorteio

FinalEditar

Caso ocorresse um empate na pontuação das duas partidas, seria realizada uma prorrogação. O clube de melhor campanha na classificação geral (antes da realização da final, somando-se as fases anteriores), teria a vantagem do empate durante a prorrogação.

Primeira faseEditar

Primeira fase
Grupo Verde
Clube Pts J V E D GP GC SG %
1 Palmeiras 44 30 19 6 5 53 27 26 73
2 São Paulo 39 30 16 7 7 53 24 29 65
3 Corinthians 39 30 16 7 7 59 34 25 65
4 Santos 39 30 16 7 7 55 41 14 65
5 Guarani 36 30 15 6 9 41 41 0 60
6 Rio Branco 36 30 13 10 7 43 32 11 60
7 Mogi Mirim 36 30 11 14 5 43 32 11 60
8 União São João 35 30 12 11 7 45 35 10 58
9 Bragantino 30 30 11 8 11 33 34 -1 50
10 Portuguesa 26 30 8 10 12 48 52 -4 43
11 Ponte Preta 25 30 7 11 12 32 41 -9 42
12 Ituano 24 30 9 6 15 31 42 -11 40
13 XV de Piracicaba 21 30 4 13 13 29 47 -18 35
14 Juventus 17 30 5 7 18 30 60 -30 28
15 Marília 17 30 4 9 17 30 49 -19 28
16 Noroeste 16 30 5 6 19 26 60 -34 27
Grupo Amarelo
Clube Pts J V E D GP GC SG %
1 Ferroviária 36 26 13 10 2 47 25 22 73
2 Novorizontino 36 26 14 8 4 55 25 30 69
3 América 35 26 15 5 6 41 24 17 67
4 Santo André 32 26 11 10 5 33 23 10 62
5 São José 29 26 9 11 6 27 23 4 56
6 Sãocarlense 26 26 9 8 9 38 36 2 50
7 Taquaritinga 26 26 9 8 9 29 30 -1 50
8 Araçatuba 26 26 8 10 8 26 31 -5 50
9 Botafogo 25 26 8 9 9 24 23 1 48
10 São Caetano 23 26 10 3 13 32 38 -6 44
11 XV de Jaú 23 26 8 7 11 34 35 -1 44
12 Inter de Limeira 18 26 6 6 14 21 36 -15 35
13 Olímpia 16 26 5 6 15 21 44 -23 31
14 Catanduvense 13 26 3 7 16 20 54 -34 25
Pts — Pontos ganhos; J — Jogos; V - Vitórias; E - Empates; D - Derrotas;
GP — Gols pró; GC — Gols contra; SG — Saldo de gols; % - Aproveitamento de pontos;
Classificação à segunda fase.
Eliminados.
Rebaixados.

Segunda faseEditar

Classificação à final.
Eliminados.

FinalEditar

Primeiro jogoEditar

6 de Junho de 1993 Corinthians 1 — 0 Palmeiras Morumbi, São Paulo

Viola   13' Público: 93.736
Árbitro: Dionísio Roberto Domingos

Corinthians: Ronaldo, Leandro, Marcelo, Henrique e Ricardo; Ezequiel, Moacir , Paulo Sérgio e Adil (Tupãzinho); Viola e Neto (Marcelinho Paulista).
Técnico: Nelsinho Baptista

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Tonhão, Antônio Carlos e Roberto Carlos; César Sampaio (Jean Carlo), Amaral , Edílson e Zinho; Edmundo e Murilo (Evair).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo


Segundo jogoEditar

12 de Junho de 1993 Palmeiras 4 — 0 (pro) Corinthians Morumbi, São Paulo

Zinho   36'
Evair   74'
Edílson   83'
Evair   100' (P)
Público: 104.401
Árbitro: José Aparecido de Oliveira

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão  e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel, Edílson (Jean Carlo) e Zinho; Edmundo e Evair (Alexandre Rosa).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Corinthians: Ronaldo  (Wilson), Leandro, Marcelo, Henrique  e Ricardo; Ezequiel , Marcelinho Paulista, Paulo Sérgio e Adil (Tupãzinho e Wilson); Viola e Neto.
Técnico: Nelsinho Baptista

PremiaçãoEditar

Campeão Paulista de 1993
 
PALMEIRAS
(21º título)[2]

Classificação finalEditar

Classificação final
Clube Pts J V E D GP GC SG %
1 Palmeiras 58 38 26 6 6 72 30 42 76
2 Corinthians 50 38 21 8 9 68 41 27 66
3 São Paulo 47 36 20 7 9 67 30 37 65
4 Santos 44 36 18 8 10 65 56 9 61
5 Guarani 42 36 17 8 11 47 47 0 58
6 Ferroviária 40 32 14 12 6 51 35 16 63
7 Novorizontino 38 32 15 8 9 61 39 22 59
8 Rio Branco 38 36 13 12 11 47 44 3 53
9 Mogi Mirim 36 30 11 14 5 43 32 11 60
10 América 35 26 15 5 6 41 24 17 67
11 União São João 35 30 12 11 7 45 35 10 58
12 Santo André 32 26 11 10 5 33 23 10 62
13 Bragantino 30 30 11 8 11 33 34 -1 50
14 São José 29 26 9 11 6 27 23 4 56
15 Sãocarlense 26 26 9 8 9 38 36 2 50
16 Taquaritinga 26 26 9 8 9 29 30 -1 50
17 Araçatuba 26 26 8 10 8 26 31 -5 50
18 Portuguesa 26 30 8 10 12 48 52 -4 43
19 Botafogo 25 26 8 9 9 24 23 1 48
20 Ponte Preta 25 30 7 11 12 32 41 -9 42
21 Ituano 24 30 9 6 15 31 42 -11 40
22 São Caetano 23 26 10 3 13 32 38 -6 44
23 XV de Jaú 23 26 8 7 11 34 35 -1 44
24 XV de Piracicaba 21 30 4 13 13 29 47 -18 35
25 Inter de Limeira 18 26 6 6 14 21 36 -15 35
26 Juventus 17 30 5 7 18 30 60 -30 28
27 Marília 17 30 4 9 17 30 49 -19 28
28 Olímpia 16 26 5 6 15 21 44 -23 31
29 Noroeste 16 30 5 6 19 26 60 -34 27
30 Catanduvense 13 26 3 7 16 20 54 -34 25
Pts — Pontos ganhos; J — Jogos; V - Vitórias; E - Empates; D - Derrotas;
GP — Gols pró; GC — Gols contra; SG — Saldo de gols; % - Aproveitamento de pontos;
Campeão paulista e classificação à Copa do Brasil de 1994.
Vice-campeão paulista e classificação à Copa do Brasil de 1994.
Eliminados na segunda fase.
Eliminados na primeira fase.
Rebaixados para a Série A2.

NotasEditar

  • Meses após o término da competição, aconteceu algo inesperado. A Federação Paulista de Futebol decidiu rebaixar 14 clubes (os quatro últimos do Grupo Verde (que era o normal) e os 10 últimos - 71% - do Grupo Amarelo) para a Série A2 de 1994, sobrando apenas 16 clubes no ano seguinte, ao invés de 30. Segundo a FPF, o motivo era fazer uma ampla reforma nas competições, e fazendo que o regulamento seja mais compreensível para os torcedores.
  • O Juventus foi o grande afetado nessa medida. O clube da Mooca (bairro de São Paulo) foi rebaixado pela primeira vez após 38 anos de disputa na elite do futebol paulista. O Moleque Travesso só conseguiu 5 vitórias, 7 empates e 18 derrotas em 30 partidas, resultando-se apenas em 28% de aproveitamento dos 17 pontos conquistados.
  • O último colocado foi o Catanduvense, com 3 vitórias, 7 empates e 16 derrotas em 26 partidas, resultando-se apenas em 25% de aproveitamento dos 13 pontos conquistados.
    • Poderiam, pelo menos, ter rebaixado os 14 clubes dentro da classificação geral, mas para beneficiar alguns (Portuguesa, Ponte Preta e Ituano), não o fizeram. Com isso alguns clubes que até fizeram uma boa campanha no geral (São José, Sãocarlense e Araçatuba), acabaram sendo rebaixados sumariamente. Ou então, poderiam ter rebaixado apenas 10 clubes, o que manteria 20 clubes na primeira divisão, como é atualmente.
    • Os maiores prejudicados porém foram as equipes que subiram respectivamente para Primeira Divisão e tiveram, meses depois, seu acesso negado. Foi o caso do Comercial de Ribeirão Preto que após 7 anos, conseguia voltar, após uma vitória dramática sobre a Francana. E o Paraguaçuense que mesmo não tendo a melhor campanha da primeira fase, acabou vencendo o Quadrangular Final.

Ver tambémEditar

Referências

BibliografiaEditar

  • PAULINO, Evair Aparecido, BETING, Mauro e GALUPPO, Fernando Razzo - Sociedade Esportiva Palmeiras 1993 - Fim do Jejum, Início da Lenda!. São Paulo: BB Editora, 2013.

Ligações ExternasEditar

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