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Companhia de Carris de Ferro de Lisboa

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Carris - Companhia Carris de Ferro de Lisboa, E.M., S.A.
Logótipo da Carris
Sociedade Anónima
Slogan 'Menos carros, mais Carris'
Fundação 18 de setembro de 1872 (146 anos)
Sede Rua 1º de Maio, N.º 103 Lisboa
Área(s) servida(s) Área Metropolitana de Lisboa
Proprietário(s) Câmara Municipal de Lisboa
Presidente Tiago Farias (desde 2016)
Empregados 2112 (2017)
Clientes Aumento 140,6 milhões de passageiros (2017)
Serviços Transporte público urbano
Subsidiárias CarrisTur (100%), CarrisBus (100%)
Receita Aumento EUR 97,2 milhões (2016)
Lucro Aumento EUR -6,8 milhões (2016)
LAJIR Aumento EUR 18,9 milhões (2016)
Website oficial www.carris.pt

A Companhia de Carris de Ferro de Lisboa (C.C.F.L., CCFL, ou simplesmente Carris) é uma empresa de transporte público de passageiros da cidade de Lisboa, Portugal. Foi fundada em 1872 e era desde 1975 tutelada pela Secretaria de Estado das Obras Públicas, dos Transportes e das Comunicações dependente do Ministério da Economia (e equivalentes diacrónicos). Porém, em 2015, o XXI Governo Constitucional decidiu que as empresas de transportes colectivos de Lisboa e do Porto ficariam sob a alçada do Ministério do Ambiente.[1]

Desde 1 de fevereiro de 2017, a gestão da Carris é tutelada pela Câmara Municipal de Lisboa. O acordo assinado entre o Ministério do Ambiente e a Câmara Municipal de Lisboa foi assinado a 19 de novembro de 2016, acordando assim que toda a gestão da empresa passe a ser da responsabilidade desta. A gestão da Carris era uma ambição antiga da CML e esta decisão do XXI Governo Constitucional surge na sequência da suspensão do processo de subconcessão das empresas de transportes públicos de Lisboa (Metro e Carris) ao grupo espanhol Avanza, lançado em 2015 pelo XIX Governo Constitucional e bastante criticada pelos partidos da oposição. [2]

Logótipo desde 1997.

Índice

EmpresaEditar

 
Eléctrico remodelado da Carris.
 
Eléctrico articulado na Praça da Figueira.
 
Autocarro standard da Carris.

O presidente da Carris é Tiago Farias, nomeado em 2016 para presidir à Transportes de Lisboa (Carris, Metro e Grupo Transtejo) e em 2017 para presidir à Carris, já sob a tutela da Câmara Municipal de Lisboa.[3][4]

2005 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
Funcionários 2787 2766 2761 2771 2634 2396 2225 2141 1995 2027 2112
Tripulantes 1763[5] 1855 1866 1836 1738 1560 1491 1412 1420 1432 1488
Autocarros 785 749 752 755 707 632 632 619 600 599 603
Elétricos 58 49 49 49 49 49 49 48 48 48 48
Ascensores 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6
Elevadores 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

O serviço é oferecido de acordo com princípios de "prestação do serviço de transporte público urbano de superfície de passageiros, orientada por critérios de Sustentabilidade, contribuindo para um desenvolvimento que atenda às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades."[6] A rede da Carris funciona 24 horas por dia em três escalões:

  • Serviço Diurno: das 05h00 às 21h30, aproximadamente;
  • Serviço Noturno: das 21h30 às 01h00, aproximadamente;
  • Rede da Madrugada: das 23h45 às 05h35, aproximadamente.

AutocarrosEditar

A rede de autocarros da Carris tem um comprimento de 670 km[7], dos quais 65 km se desenvolvem em corredores reservados (vias BUS), e é composta por 73 carreiras:

  • 57 urbanas;
  • 4 cintura (706, 712, 742 e 750);
  • 5 bairro (26B, 29B, 31B, 32B e 40B)
  • 16 suburbanas;
  • 1 cintura (728)
  • 2 especializadas (91, 96);
  • 6 noturnas (Rede da Madrugada: entre as 23:45 e as 05:30);

A frota atual [7] conta com cinco tipos de veículos:

O grau de cobertura, que se obtém dividindo a receita direta pelos gastos diretos antes das indemnizações compensatórias, do modo autocarro é de 109,8% em 2016, um aumento de 10,8 pontos percentuais face a 2015. O resultado bruto de exploração e o resultado económico por cada passageiro transportado são, por isso, positivos.[8]

ElétricosEditar

 Ver artigo principal: Elétricos de Lisboa

A Rede de elétricos da Carris é composta por 6 carreiras e percorre um total de 48 km, sendo 13 km em faixa reservada.

Em 2016, a frota que opera as carreiras de eléctricos [7] é constituída por 10 carros elétricos articulados (série 501-510), por 38 remodelados (série 541-585). Os articulados apenas podem percorrer a carreira 15E, enquanto as restantes séries podem alcançar toda a rede. As 6 carreiras de elétricos prestam serviço na zona urbana da Carris, mas a carreira 15E sai da cidade de Lisboa e serve a vila de Algés, no concelho de Oeiras.

O grau de cobertura, que se obtém dividindo a receita direta pelos gastos diretos antes das indemnizações compensatórias, do modo elétrico é de 149,9% em 2016, um aumento de 13,9 pontos percentuais face a 2015. Com esta realidade, em 2016 o modo elétrico teve uma margem bruta positiva de 5,1 milhões de euros. Por passageiro, o resultado económico por cada passageiro transportado é positivo.[8]

Ascensores / Elevadores / FunicularesEditar

A Carris também opera três funiculares (Glória, Bica, e Lavra) e um elevador vertical — Santa Justa. Desde 2002 que estes modos de transporte são Monumentos Nacionais.

HistóriaEditar

  • 1872 - Início da exploração do serviço público da Carris, prestado por carros americanos; veículos transitando em carris e puxados por animais, ligando a estação de Santa Apolónia a Santos (Aterro da Boavista).
  • 1901 - Início da exploração do serviço público de carros eléctricos, com a electrificação da linha entre o Cais do Sodré e São José de Ribamar, actual Algés.
 
Dos primeiros autocarros da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa, em 1912.
  • 1912 - Experiência da Carris com pequenos autocarros de ligação ao serviço dos eléctricos. Por não terem tido a adesão suficiente, rapidamente foram descontinuados.
  • 1928 - Os novos sentidos de circulação nas estradas Portuguesas obrigam a um esforço hercúleo por parte da Carris na modificação de diversas agulhas e terminais de eléctricos de modo a adaptá-los às normas vigentes.
  • 1940 - Para reforçar o transporte para a Exposição do Mundo Português, a Carris implementa uma carreira de autocarros entre a Baixa e o local da exposição, Belém, com 6 viaturas adquiridas para o efeito.
  • 1944 - Aproveitando os veículos adquiridos para assegurar o transporte para a exposição de 1940, a Carris dá início à exploração do serviço público com autocarros com duas carreiras de ligação da Baixa de Lisboa ao Aeroporto e duas carreiras circulares em torno da zona central da cidade de Lisboa.
  • 1960 - Reorganização do serviço de eléctricos na zona central da cidade, motivado pelo início do serviço de metropolitano entre a Baixa e Sete Rios/Entrecampos, locais onde se construíram terminais de transferência. Foram ainda criados bilhetes de transferência entre os eléctricos e o metropolitano.
  • 1988 - Reorganização do serviço nocturno da Carris, aproximando-o da configuração actual.
  • 1995 - Início do processo de modernização da rede de eléctricos, com a aquisição de 10 veículos articulados: mais espaçosos, seguros, cómodos e rápidos.
  • 1996 - Ainda no âmbito da reestruturação da rede de eléctricos, é concluída a remodelação e renovação dos 45 veículos antigos restantes; mantendo-os com a mesma aparência mas tornando-os mais rápidos e seguros, equipando-os com a tecnologia de ponta da época.
  • 1997 - Como forma de comemorar o 125º aniversário da empresa e, também no âmbito do melhoramento de Lisboa devido à Expo'98, todos os autocarros da Carris passam a ter cor amarela, igual aos eléctricos. A companhia adquire viaturas novas e, muda também o seu logotipo e a sua estratégia de comunicação.
  • 1998 - Reestruturação do serviço da Carris com o objectivo de oferecer um maior número de lugares para o acesso à Expo'98, criando 4 carreiras Expresso do recinto da Expo'98 para Cais do Sodré (301), Algés via Cais do Sodré (302), Odivelas (303) e Damaia (304). Lançamento da rede da Madrugada.
  • 2002 - Classificação do elevador de Santa Justa e dos ascensores do Lavra, Glória e Bica como Monumentos Nacionais.
  • 2006 - Introdução da Rede 7, o culminar do processo de reestruturação interna da empresa e da sua rede de transportes. Sendo uma homenagem às sete colinas da cidade de Lisboa, a rede 7 será introduzida em quatro fases distintas de modo a acompanhar a evolução do sistema de transportes públicos da cidade.
  • 2011 - Devido ao esforço de contenção financeira decretado pelo Estado Português às empresas públicas, a Carris altera a sua oferta em Fevereiro e Março através da supressão de 7 carreiras (1, 7, 39, 92, 204, 752 e 780), do encurtamento de 3 e da redução do período de funcionamento de 5 carreiras [9] [10].
  • 2012 - Devido ao esforço de contenção financeira decretado pelo Estado Português às empresas públicas, ao prolongamento da linha vermelha do Metro ao aeroporto e as restrições à circulação na zona da Baixa, a Carris altera a sua oferta em Março, Abril, Julho e Agosto através da supressão de 6 carreiras (10, 21, 745, 777, 790 e 203), do encurtamento de 11 e da redução do período de funcionamento de 7 carreiras.[11]
  • 2013 - Devido à adaptação da oferta à evolução das condições de circulação, a Carris altera a sua oferta em Março, Abril, Maio, Agosto, Setembro, Outubro e Dezembro através da supressão de 2 carreiras (98 e 205) e da alteração do percurso de várias carreiras.[12]

Renovação da Frota, das Carreiras e da BilhéticaEditar

Em 2003 foi iniciado o Processo de Reestruturação da Carris que culminou com a Rede 7, que entrou em funcionamento em 9 de Setembro de 2006. Foram introduzidas neste período várias melhorias. Os novos autocarros que foram adquiridos trouxeram mais qualidade ao serviço prestado. Melhores acessibilidade para pessoas idosas ou em cadeiras de rodas, ar condicionado, videovigilância, redução da emissão de gases com efeito de estufa, são as significativas melhorias introduzidas. Para além dos novos autocarros, novos serviços foram criados. O SIP (Sistema de Informação ao Passageiro), os painéis de informação do tempo de chegada do próximo autocarro em algumas paragens e o carregamento do passe no Multibanco. O sistema de bilhética também sofreu alterações: o Lisboa Viva (para uma utilização regular) e o 7 Colinas (para uma utilização esporádica) são os novos suportes de bilhética sem contacto. Todos os autocarros e eléctricos da Carris estão equipados com validadores. Em todas as viagens é obrigatório validar o título de transporte.

Carreiras CertificadasEditar

Em Janeiro de 2006 a empresa obteve o Certificado de Qualidade. As carreiras de autocarros e elétricos têm obtido certificado de qualidade por fases:

  • 1ª - Fevereiro de 2006 - incluiu quatro carreiras (15E, 56, 60 e 83).
  • 2ª - Maio de 2007 - incluiu dezoito carreiras (5, 16, 17, 24, 37, 47, 48, 76, 81, 708, 718, 723, 726, 729, 738, 751, 755 e 759).
  • 3ª - Agosto de 2008 - incluiu dezoito carreiras (21, 22, 34, 49, 64, 74, 79, 701, 706, 711, 713, 714, 720, 727, 765, 768, 777 e 782).
  • 4ª - Julho de 2009 - incluiu doze carreiras (12, 40, 44, 78, 108, 702, 709, 732, 746, 767, 773 e 790).
  • 5ª - Outubro de 2010 - incluiu doze carreiras (7, 10, 39, 735, 753, 757, 758, 780, 794, 796, 797, 799).


Com a reestruturação da rede e respectivas mudanças de terminais e designações, encontram-se certificadas as carreiras 15E, 701, 702, 705, 706, 708, 709, 711, 712, 713, 714, 716, 717, 718, 720, 722, 723, 724, 726, 727, 729, 732, 734, 735, 737, 738, 744, 746, 747, 748, 749, 751, 753, 755, 756, 757, 758, 759, 760, 764, 765, 767, 768, 773, 774, 776, 778, 779, 781, 782, 783, 794, 796, 797, 798 e 799.

Rede 7Editar

A Rede 7 é a designação do projecto que, a ser implementado em quatro fases, permitirá renovar a rede da Carris e oferecer aos seus clientes um conjunto de carreiras melhor ligadas entre si e às restantes redes de transporte público de Lisboa.

A primeira fase foi introduzida em 9 de Setembro de 2006, na qual foram definidas as linhas-mestras de actuação. Para melhor identificar as novas carreiras da Rede 7, estas passaram a ter um 7 antes do número da carreira. Foram também definidas cinco zonas de actuação da rede da Carris na cidade, correspondendo a cada uma das áreas uma cor identificativa. Esta divisão permite aos clientes da Carris pesquisar diferente informação de um modo mais prático, como a rede de vendas ou as carreiras de serviço público que servem cada uma das áreas. Daí que todas as carreiras tenham ganho uma cor identificativa, de acordo com a sua área primordial de actuação. A cor de cada carreira pode ser encontrada no portal da Carris, no mapa de rede, nas paragens ou mesmo nos veículos ou através de um pequeno círculo colorido situado no vidro frontal, ou através da bandeira colorida. As carreiras transversais, que geralmente servem mais do que uma ou duas zonas, são identificadas por uma cor própria. Ainda na primeira fase, foram criadas 28 novas carreiras, modificadas 7 carreiras e eliminadas 8 carreiras.

 
Elétrico 510 fazendo a carreira 15E em 2009: Note-se o indicador circular rosa (Ajuda-Belém), e a mesma cor na chapa de circulação («15E/1»).
Cor Zonas
Vermelho Marvila/Olivais
Verde Alvalade/Lumiar
Azul Benfica/Carnide
Rosa Ajuda/Belém
Cinzento carreiras circulares/transversais
Laranja Centro

A segunda fase da rede 7 foi introduzida no dia 5 de Janeiro de 2008, com a criação de 8 carreiras, alteração de 6 e a eliminação de 9. Nesta fase foi reestruturada a rede da Carris na zona central da cidade, em virtude do prolongamento da rede do metropolitano às estações do Sul e Sueste e de Santa Apolónia.

A terceira fase da rede 7 foi introduzida no dia 26 de Junho de 2010, com a alteração de algumas carreiras de modo a serem integradas na rede 7 e a supressão de alguns trajectos que passaram a ser servidos pela conclusão da linha do Oriente do Metropolitano de Lisboa, com a função de ligação transversal na rede.

A quarta fase da rede 7 foi introduzida no dia 21 de julho de 2012, com a alteração da rede da Carris na zona dos Olivais e Aeroporto de Lisboa, em virtude da chegada da linha do Oriente do Metropolitano de Lisboa àqueles locais.

TarifasEditar

Com a introdução da Rede 7, o tradicional bilhete pré-comprado, o BUC, foi eliminado. Em sua substituição, os clientes da Carris podem utilizar o 7 colinas que pode ser carregado com os novos bilhetes horários que substituem os antigos BUC e que permitem viajar na rede da Carris, efectuando transbordos sem pagar mais por isso, durante a validade do bilhete que pode ser de 1h (1 zona) ou de 1h30m (2 zonas). O suporte - 7 Colinas ou Viva Viagem - é adquirido e é válido por um ano.

Carreiras da CarrisEditar

Em 2013 a Carris opera um total de 78 carreiras, numa rede que funciona 24 horas por dia.

  • 6 pertencem à rede da Madrugada
  • 62 pertencem à rede diurna
  • 5 pertencem à rede de bairros
  • 6 pertencem à rede de elétricos

Algumas destas carreiras são adaptadas ao transporte de pessoas de mobilidade reduzida, oferecendo veículos com rampas de acesso e audio-guias que permitem a compreensão do percurso e ligações de cada carreira.

Além disso 5 carreiras permitem o transporte de bicicletas (serviço "Bike Bus") : 708, 723, 724 , 725 e 731

Ligações externasEditar

Referências

  1. http://www.sapo.pt/noticias/transportes-urbanos-passam-para-a-tutela-do_5661a1b2a141bb2330effa5b
  2. Group, Global Media (18 de novembro de 2016). «Lisboa - Carris passa para as mãos da câmara a partir de 1 de janeiro». DN 
  3. Tiago Farias nomeado para presidir à Transportes de Lisboa, Transportes em Revista, 7 de Janeiro de 2016. Vista em 26 de Março de 2017.
  4. Câmara de Lisboa debate recondução do conselho de administração da Carris, Sapo24, 13 de Janeiro de 2017. Vista em 26 de Março de 2017.
  5. Dos quais 165 eram guarda-freios
  6. Carris - Missão, Visão e Valores. Disponível na internet em http://www.carris.pt/pt/missao-visao-e-valores/. Consultado a 8 de março de 2014.
  7. a b c Relatório e Contas 2012. CARRIS. 2013. Disponível na internet em http://www.carris.pt/fotos/editor2/relatorio_e_contas_2012_site.pdf. Consultado a 8 de março de 2014.
  8. a b «Relatório e Contas Carris 2016» (PDF). Carris - Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S.A. 2017. Consultado em 10 de Junho de 2018. 
  9. Ajustamentos da Rede CARRIS 2011. Portal CARRIS. Consultado a 3 de Março de 2011.
  10. Carris vai alterar e suspender carreiras. Jornal de Notícias. 2 de Março de 2011. Consultado a 3 de Março de 2011
  11. Relatório e Contas 2012. Portal CARRIS. Consultado a 18 de Junho de 2015.
  12. Relatório e Contas 2013. Portal CARRIS. Consultado a 18 de Junho de 2015.