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Disambig grey.svg Nota: Para o conceito econômico, veja Mercado livre.

  • MercadoLibre
  • MercadoLivre

Logotipo usado somente na lusofonia.
Razão social
  • MercadoLibre, Inc. (somente na Argentina)
  • Ebazar.com.br LTDA. (somente no Brasil)
Nome nativo
Empresa de capital aberto
Slogan Lugar de vendar e comprar barato
Cotação NASDAQ: MELI
Atividade Comércio eletrônico
Fundação 2 de agosto de 1999 (1999-08-02)[1]
Fundador(es)
  • Marcos Galperín
  • Josué Sales
Sede Buenos Aires, Argentina
Área(s) servida(s)
Empregados 4,000 (2016)[2]
Produtos Mercado on-line e sistema de pagamento de comércio eletrônico
Subsidiárias
  • MercadoPago
  • Mercado Shops
  • Mercado Crédito
  • Mercado Envios
Receita Aumento 136.4M (2016)[3]
Faturamento Aumento 844.4M (2016)[4]
Posição no Alexa 2 024 ()
Website oficial

O MercadoLivre (em português) ou MercadoLibre (em espanhol) (NASDAQ: MELI) é uma empresa argentina de tecnologia que oferece soluções de comércio eletrônico para que pessoas e empresas possam comprar, vender, pagar, anunciar e enviar produtos por meio da internet. Opera em 19 países, tem cerca de 4 mil funcionários e é o site de e-commerce mais popular da América Latina em número de visitantes.[5] A empresa mantém operações na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.[6] Até 2016, o MercadoLivre contava com 174,2 milhões de usuários na América Latina.[4]

Índice

HistóriaEditar

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Em março de 1999, Marcos Galperin, co-fundador e CEO, enquanto terminava seu MBA na escola de negócios da Universidade Stanford, escreveu o plano de negócios do MercadoLivre e começou a formar uma equipe de profissionais para colocá-lo em execução.

As operações do MercadoLivre na Argentina foram iniciadas em agosto de 1999, chegando aos outros países posteriormente, como descrito na tabela abaixo:

Data País Site
Agosto de 1999   Argentina www.mercadolibre.com.ar/
Outubro de 1999   Brasil www.mercadolivre.com.br/
Novembro de 1999   México www.mercadolibre.com.mx/
Dezembro de 1999   Uruguai www.mercadolibre.com.uy/
Fevereiro de 2000   Colômbia www.mercadolibre.com.co/
Março de 2000   Venezuela www.mercadolibre.com.ve/
Março de 2000   Chile www.mercadolibre.cl/
Dezembro de 2000   Equador www.mercadolibre.com.ec/
Dezembro de 2004   Peru www.mercadolibre.com.pe/
Novembro de 2006   Costa Rica www.mercadolibre.co.cr/
Dezembro de 2006   República Dominicana www.mercadolibre.com.do/
Dezembro de 2006   Panamá www.mercadolibre.com.pa/

O MercadoLivre recebeu dois aportes de investimentos além do capital inicial. A primeira rodada, realizada em novembro de 1999, obteve US$ 7,6 milhões de investimentos que incluíram J.P. Morgan Partners BHCA L.P., Flatiron Fund entities e Hicks, Muse, Tate & Furst. A segunda rodada aconteceu em maio de 2000 e obteve US$ 46,7 milhões, entre outros, de Goldman Sachs entities (GS Capital Partners III, L.P., GS Capital Partners III Offshore, L.P. and Goldman Sachs & Co. Verwaltungs GmbH), Capital Riesgo Internet SCR S.A. (CRI Banco Santander Central Hispano), GE Capital Equity Investments, Inc., J.P. Morgan Partners BHCA L.P. y Hicks, Muse, Tate & Furst.

Em setembro de 2001, firmou-se uma aliança exclusiva de cinco anos com o eBay para toda a América Latina. O eBay, a maior empresa de compras e vendas pela internet do mundo e pioneira neste negócio, se converteu em um dos principais acionistas, iniciando um trabalho em conjunto com o MercadoLivre para oferecer um melhor serviço à comunidade de usuários da América Latina, mediante o acesso a certos conhecimentos técnicos e experiência, que aceleraram alguns aspectos do desenvolvimento do MercadoLivre. Como parte desta parceria estratégica, foi adquirida a então subsidiária brasileira do eBay, o iBazar. A aliança foi concluída em setembro de 2006.

Em novembro de 2002, o MercadoLivre adquiriu alguns ativos estratégicos do Lokau.com, uma plataforma brasileira de negócios concorrente, incorporando todos os usuários cadastrados deste site em sua plataforma.

Em novembro de 2005, foi a vez de adquirir algumas operações de um competidor regional, DeRemate.com Inc. (Arremate, no Brasil), incluindo todas as suas operações no Brasil, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela. Em agosto de 2007, realizou a sua oferta pública inicial de ações na Nasdaq. No dia 22 de fevereiro de 2008, o MercadoLivre adquiriu 100% do CMG (Classified Media Group, Inc.), além de suas subsidiárias, que operavam como uma plataforma de classificados online dedicada principalmente à venda de automóveis por meio do site www.tucarro.com na Venezuela, Colômbia e Porto Rico; e de imóveis, na Venezuela, Colômbia, Panamá, Estados Unidos, Costa Rica e Ilhas Canárias.

Em 15 de janeiro de 2013 a empresa anunciou o MercadoLivre Envios — serviço de administração de envios.[7]

PiratariaEditar

Em maio de 2011, o Fantástico exibiu em seu programa dominical uma reportagem de Guilherme Portanova e Diego Morais de dois meses de investigação, em que sites de leilões vendiam peças e até maquinas caça-níqueis. Um destes sites de venda pela internet era o Mercado Livre.[8]

Ações judiciaisEditar

Em uma simples Consulta de Processos de 1º Grau no Foro Central Juizados Especiais Cíveis, constam 278 processos contra o Mercado Livre. Muitos destes processos são de: obrigação de fazer/não fazer, perdas e danos, Indenização por Dano Moral, Rescisão de contrato e devolução do dinheiro, dentre outros.[9]

Em dezembro de 2010, o juiz Swarai Cervone Oliveira, da 36ª Vara Cível da capital, deferiu uma liminar em ação civil pública obrigando o site MercadoLivre.com.br a providenciar, no prazo máximo de 60 dias contados a partir da intimação da empresa, a inclusão em sua página inicial de dados que permitam o contato direto dos consumidores com a empresa e a emissão de comprovante de atendimento com número de protocolo. Segundo também o juiz, a liminar fixa multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento de qualquer uma das exigências.[10]

A Justiça tem entendido que quando a empresa cobra do vendedor uma comissão pelo anúncio e intermedeia com regras as negociações, ela é responsável também pelos negócios realizados.[11]

Mercado PagoEditar

O Mercado Pago é o serviço responsável pela parte de pagamentos do Mercado Livre, além de permitir que outros sites e serviços o utilize como gateway de pagamentos. O serviço permite ao usuário fazer recargas de celular, enviar dinheiro para a plataforma através de pagamento de boletos, fazer retirada do saldo para conta bancária, e já tem planos para atuar como banco digital a partir do ano de 2019. Operações, como o rendimento do saldo acima do rendimento da poupança, já estão em funcionamento e outras, como o envio de TED e DOC, abertura de conta salário e a oferta de cartão de crédito, estão previstas para o ano de 2019. [12]

Venda PresencialEditar

O Mercado Pago oferece também o serviço de máquinas de cartão à pessoas físicas e jurídicas. Ao concluir uma venda, o saldo fica disponível na conta do Mercado Pago e o usuário, a partir deste momento, pode transferir seu saldo para sua conta bancária. O Mercado Pago possui 3 planos de recebimento disponíveis aos seus usuários: na hora, 14 dias ou 30 dias, todos trabalhando o saldo de forma antecipada. O Mercado Pago trabalha atualmente com dois modelos de máquinas:

  • Mercado Point Mini: utiliza o modelo PAX D150 e necessita de celular Android ou IOS com internet disponível para transacionar suas operações. Possui bateria com até 04 horas, visor monocromático, e não imprime o comprovante de venda, dando a opção para o usuário enviá-lo, sem custos, por SMS ou e-mail. Conta com garantia de 03 anos. [13]
  • Mercado Point I: utiliza o modelo PAX D200 e ao contrário do Point Mini, não necessita de celular. Oferece opção de conexão via GPRS e Wifi, bateria de até 06 horas, visor colorido e opção do envio do comprovante, sem custos, por SMS. Similar ao Point Mini, possui garantia de 03 anos.[14]


Ver tambémEditar

Referências

  1. «MercadoLibre.com WHOIS, DNS, & Domain Info - DomainTools». WHOIS. Consultado em 16 de agosto de 2016 
  2. «Interview with Marcos Galperín: From the idea to the fact with MercadoLibre». Endeavor Argentina. 6 de setembro de 2016 
  3. http://investor.mercadolibre.com/static-files/7ec3a95a-553f-4802-ae80-a7f8cb6cb1d0
  4. a b «The Free Market portal sold 181.2 million products in 2016». La Republica. 6 de março de 2017 
  5. «Most popular online retailers in Latin America». Statista. Consultado em 28 de abril de 2016 
  6. «Mercado Libre will celebrate its17th birthday with discounts of up to 70%». La Republica. 9 de setembro de 2016. Consultado em 4 de setembro de 2017 
  7. Pereira, Vivian; Esteban, Israel (15 de janeiro de 2013). «MercadoLivre e Correios firmam parceria na área de logística». Reuters. Estadão. Consultado em 16 de janeiro de 2013 
  8. «Máquinas caça-níqueis são vendidas facilmente pela internet». Fantástico. 15 de maio de 2011. Consultado em 4 de setembro de 2017 
  9. Consulta de Processos do 1ºGrau Mercado Livre[ligação inativa]
  10. «Mercado Livre é obrigado a implantar serviço de atendimento ao consumidor». Diário de um Juiz. 17 de dezembro de 2010. Consultado em 4 de setembro de 2017. Arquivado do original em 18 de fevereiro de 2011 
  11. «Jurisprudência sobre Mercado Livre | Jusbrasil». Jusbrasil. Consultado em 3 de julho de 2017 
  12. «Mercado Pago ganha rendimento automático e terá cartão de crédito em 2019». Olhar Digital. 07 de dezembro de 2018. Consultado em 02 de janeiro de 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  13. «Análise Completa da Máquina Mercado Point Mini» 
  14. «Análise Completa da Máquina Mercado Point I» 

Ligações externasEditar