Abrir menu principal

Wikipédia β

Neve

precipitação de água congelada cristalina
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Neve (desambiguação).
Neve acumulada nas proximidades do prédio da prefeitura da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

A neve (originada do latim nix ou nivis[1]) é uma ocorrência meteorológica que consiste na precipitação de flocos formados por cristais de gelo.[2] O fenômeno pode apresentar intensidade leve, moderada ou forte, podendo receber a denominação de nevasca (mais comum no Brasil) ou nevão (mais comum em Portugal), quando se trata de uma tempestade de neve; ou nevisco, para uma precipitação de neve muito leve. De modo geral, a ocorrência de queda de neve costuma ser denominada como nevada.

Cada floco de neve é composto por água congelada numa forma cristalina[2] que, devido à sua grande capacidade de refletir a luz, adquire aparência translúcida e coloração branca.[3] A precipitação desses flocos ocorre com frequência nas zonas de médias e elevadas latitudes do planeta Terra, uma vez que consistem em regiões de clima frio e temperado. Também não é incomum sua ocorrência nos pontos mais elevados do planeta, caso das nevadas registradas em algumas formações montanhosas e planaltos serranos.[4]

Em lugares que normalmente recebem nevascas há o risco de existir o bloqueio de rodovias, interrompendo fluxos importantes, como os de suprimento e emergência. Edifícios podem desabar, linhas de energia podem ser cortadas e árvores podem ser derrubadas com a camada de neve. As zonas rurais podem ficar isoladas também, além da destruição da pecuária.[5] Todavia há também efeitos positivos, como o de isolante do solo, por evitar temperaturas muito baixas nos órgãos subterrâneos da planta. Outros vegetais tais como: plantas perenes, bulbos, coberturas de solo e plantios de morango de alternância de ciclos de congelamento e descongelamento podem apreciar do mesmo feito, com a radiação solar e temperaturas menos amenas as plantas poderiam secar mais facilmente ou danificariam suas raízes. Sem a neve a umidade rente ao solo também seria menor. A neve neste caso faz o papel dos ramos (especialmente as das árvores natalinas) e da palha, em alguns casos, as folhas podem acompanhar.[6]

A neve afeta atividades humanas como o transporte: criando a necessidade de manter as estradas, as asas e as janelas limpas; agricultura: fornecimento de água para as culturas e proteção da pecuária; esportes como esqui, surfe na neve e moto de neve; e guerra . A neve também afeta os ecossistemas, fornecendo uma camada isolante durante o inverno, na qual as plantas e os animais são capazes de sobreviver ao frio.[7]

Índice

AbrangênciaEditar

Mais especificamente, as principais áreas propensas a neve incluem as regiões polares, a metade superior do Hemisfério Norte e as regiões montanhosas do mundo todo com umidade e temperaturas frias suficientes. Em geral, na América do Norte a ocorrência é ocasional entre 30° e 40°, adquirindo uma sazonalidade mais ao norte (implica os Estados Unidos setentrionais). Na Europa Ocidental, de clima suavizado por correntes quentes e ventos do oeste o fenômeno é sazonal apenas aos 60° e mais ao sul nas áreas de montanhas (como os Alpes), embora em algumas ocasiões ocorra até na Península Ibérica. Já no leste europeu, mais ao interior da Eurásia chega aos 50° de latitude anualmente. Por vezes pode nevar em 35° no Oriente Médio e não é incomum nevar sazonalmente abaixo das latitudes médias na Ásia. Durante o inverno boreal a cobertura de neve pode chegar a cobrir 40% de toda a área, cerca de 46 milhões de km². No hemisfério sul, a neve é ​​confinada principalmente a áreas montanhosas (como nos Andes na América do Sul, nos Alpes do Sul na Nova Zelândia, nos Alpes australianos e na cordilheira Drakensberg, no sul da África), além da Antártida, muito embora atinja com regularidade áreas pouco povoadas, como a Terra do Fogo.[8]

PrecipitaçãoEditar

A neve se desenvolve em nuvens que fazem parte de um sistema climático maior. A física do desenvolvimento de cristais de neve nas nuvens resulta de um conjunto complexo de variáveis ​​que incluem o teor de umidade e as temperaturas. As formas resultantes dos cristais caindo e caídos podem ser classificadas em várias formas e combinações básicas. Ocasionalmente, alguns flocos de neve em forma de placa, dendríticos e estelares podem se formar sob céu claro com uma inversão de temperatura muito fria presente.[9] As temperaturas próximas ao chão podem estar acima de 0°C, diferentemente de quando a neve começa a precipitar, porém sofrerá modificações derretendo ou unindo flocos (neve úmida) que é utilizado para fazer bonecos de neve. Abaixo do congelamento a neve cai na sua forma que se originou na nuvem: pequenos flocos e bem seletivos, ideais para os esportes de inverno.[10][11] Com a variação de temperatura a neve pode mudar suas característica enquanto é precipitada, por exemplo, pode ficar mais úmida e densa. [12]

A precipitação da neve também é importante para entender a climatologia do planeta de um modo geral, como mostra estudos utilizando o CloudSat, por exemplo. Uma dessas formas é calculando o fator de contribuição da neve derretida na formação de chuvas, importante em regiões polares, reduzindo com a latitude. A relação é de 1/3 nos subtrópicos da neve (em partes devido à orografia) em estado de derretimento e chegando a 2/3 nas latitudes médias no gelo ainda consistente, sendo que boa parte da precipitação está relacionado com a neve já fundida. É associado com a menor frequência de raios nas Montanhas Rochosas do que áreas a leste, mais suscetíveis a corrente convectivas. A observação semelhante é vista na Ásia Central.[13]

Formação de nuvensEditar

Nuvens de neve geralmente ocorrem no contexto de sistemas climáticos maiores, o mais importante dos quais é a área de baixa pressão, que tipicamente incorpora frentes quentes e frias como parte de sua circulação. Duas fontes de neve adicionais e localmente produtivas são tempestades de efeito de lago (também de efeito marítimo) e efeitos de elevação, especialmente nas montanhas. A precipitação de neve também é possível somente com a condensação do ar úmido, em temperaturas extremamente baixas, cristais de gelo se formam sem nenhuma nuvem visível, não tão distante do solo. O fenômeno é conhecido por "pó de diamante", muitas vezes observado na Antártida. Tanto nimbostratus quanto cumulonimbus podem causar fortes nevascas, contudo a última a duração geralmente é breve.[14]

Entre janeiro e março de 2017, cientistas em Boise, Idaho observaram a formação de nuvens até a queda de neve pela primeira vez na história, as mesmas foram inseridas artificialmente por aeronaves da Idaho Power. A implantação de mais nuvens é importante, pois em regiões semi-áridas, como no oeste dos Estados Unidos a principal fonte de água vem do degelo da neve. Com o uso de radar, a França financiou o projeto para fazer observações da propagação de nuvens.[15]

Áreas de baixa pressãoEditar

 
Tempestade de neve (thundersnow) provocado por um ciclone extratropical em 24 de fevereiro de 2007

Os ciclones de latitude média são áreas de baixa pressão que são capazes de produzir qualquer coisa, desde nebulosidade e tempestades moderadas neve a fortes tempestades de neve [16]. Durante a queda no inverno e primavera de cada hemisfério a atmosfera sobre os continentes pode ser suficientemente fria pela profundidade da troposfera para causar nevascas. No hemisfério norte, o lado norte da área de baixa pressão produz mais neve. [17] Para as latitudes médias do sul, o lado de um ciclone que produz mais neve é ​​o lado sul.

Um ciclone extratropical de baixa pressão foi responsável por trazer os ventos frios (correntes de jato) do Ártico para a compensação do gradiente barométrico bem como fortes nevascas no Meio-Oeste e Nordeste dos Estados Unidos. O evento que ocorreu em janeiro de 2018, foi responsável também pela neve no norte da Flórida. Algumas cidades do sul dos EUA obteram acumulações de neve que normalmente não permanece no solo. Na meteorologia é delatado como ciclogênese explosiva, conhecido informalmente como "Ciclone Bomba", sendo que o centro do ciclone estava no Golfo do Maine chegando a valores de 950 mb, abaixo do valor relatado durante o furacão Sandy, o que é incomum para este tipo de tempestade. O fenômeno está associado a uma queda brusca de pressão em menos de 24 horas, o ar se leva em níveis mais elevados da atmosfera e condensa a umidade existente possibilitando formas de precipitação. Pela localização a precipitação pode ser facilitada pelo ar úmido influenciado pela Corrente do Golfo. Este tipo de tempestade não é tão rara e desconhecida, sendo que pode atingir diferentes áreas.[18] [19][20]

FrentesEditar

 
Frente trazendo rajadas de neve (snowsquall) para Boston, Massachusetts

Uma frente fria, a ponta de uma massa de ar mais fria, pode produzir uma chuva frontal - um alinhamento convectivo frontal intenso (semelhante a uma faixa de chuva), quando a temperatura está quase congelando na superfície. A forte convecção que se desenvolve tem umidade suficiente para produzir condições de neve com pouca visibilidade, aonde a intensidade é devido ao vento entorno do alinhamento.[21] Este tipo de rajadas de neve (snowsquall em inglês) geralmente dura menos de 30 minutos em qualquer ponto ao longo de seu caminho, mas o movimento da linha pode cobrir grandes distâncias. O tempo de alerta em geral é de uma hora antes da ocorrência.[22] Próximo aos Grandes Lagos da América do Norte a duração pode ser maior e está associado ao efeito de lago, em que a quantidade muito alta de neve acompanhado dos ventos frios reduz a luminosidade na maior parte do dia.[23]As rajadas frontais podem formar-se a uma pequena distância à frente da superfície da frente fria ou atrás da frente fria, onde pode haver uma intensificação do sistema de baixa pressão ou uma série de vales na curva de pressão atmosférica - linhas que agem de forma semelhante a uma passagem de frente fria tradicional. Em situações em que se desenvolvem rajadas pós-frontais, não é incomum que duas ou três faixas lineares de rajadas passem em rápida sucessão, separadas apenas por 40 quilômetros, cada uma passando pelo mesmo ponto em aproximadamente 30 minutos de intervalo. Nos casos em que há uma grande quantidade de crescimento vertical e mistura, a tempestade pode desenvolver nuvens cumulonimbus embutidas, resultando em relâmpago e trovão, que é chamado de tempestade de inverno, devido à semelhança com o evento líquido. O deslocamento é mais rápido e turbulento entre os sistemas frontais existentes. [12]

Uma frente quente pode produzir neve por um período, já que o ar quente e úmido ameniza o ar com temperatura abaixo de zero e gera precipitação na fronteira (antes o ar estava mais seco). Frequentemente, a neve transita para a chuva no setor quente atrás da frente.[21] Uma frente quente próxima de uma montanha pode manter temperatura próximas de valores positivos ou menores. Geralmente neste caso, representa a borda limite entre a neve e a chuva, ou a mistura de ambos[12]. Embora, por vezes é associado apenas a chuviscos ou nenhuma precipitação. [24] Por vezes pode transformar-se em granizo.[25] Mesmo a neve já precipitada pode ser congelada. A densidade dos flocos podem alterar-se. Algumas rajadas de neve com visibilidade reduzida embora menos comuns podem ocorrer também através de frentes quentes. Normalmente está associado a nuvens estratiformes de deslocamento e modificação lenta. Os esquiadores referem-se a condições que aparentam uma "sopa", aonde as formas não estão totalmente nítidas e distintivas. [12]

Durante um frente oclusa a linha de neve pode se situar mais baixa.[26] Dependendo da região, por vezes frentes oclusas são responsáveis mais pela forma líquida do que sólida. Mas um ar seco em baixa altitude pode causar um resfriamento evaporativo em que a coluna vertical estará com temperaturas próximas ou menores que zero, é o caso da neve na Carolina do Norte em 12 de dezembro de 2010. [27]

Efeito de lago e de oceanoEditar

 
Vento frio a noroeste sobre o Lago Superior e o Lago Michigan criando uma nevasca com efeito de lago

A neve com efeito de lago é produzida durante as condições atmosféricas mais frias quando uma massa de ar frio se move através de extensões de água do lago mais quente, aquecendo a camada inferior de ar que capta vapor d'água do lago que se evapora, sobe pelo ar mais frio acima (mantém a temperatura ainda que mais próxima de zero suficientemente baixa e com umidade), congela e é depositado nas margens a sotavento (a favor do vento). A área e a orientação que recebe a neve depende da forma geométrica do corpo d'água, em alguns casos mais potenciais pode chegar a quase 50 km da borda do lago. Pela região que está sobre este efeito em apenas uma hora pode receber 12,7 cm de neve com raios e trovões (é conhecido como thundersnow em inglês, "tempestade de neve") como uma tempestade tropical. Por vezes em poucas dezenas de quilômetros ao longo da faixa o tempo pode estar ensolarado enquanto não muito distante pode estar havendo uma nevasca. [28][29] Para que o fenômeno aconteça é necessário algumas características meteorológicas que favoreça, tais como ventos moderados e não muito fortes para a captação da umidade do lago (porém massas de ar que tenham um certo ar úmido auxilia o processo se desenvolver), temperaturas por volta de 1500 m em relação ao solo a 13° C mais fria que o corpo d'água, esta diferença é essencial para adquirir calor e umidade ideais para a formação de neve. Outros fatores são nuvens a 1500 m de elevação ou mais para neve mais pesadas e vento com quase sempre a mesma direção na baixa atmosfera.[30]

O mesmo efeito também ocorre em corpos de água salgada, quando é chamado de efeito oceânico ou neve de efeito de baía. O efeito é intensificado quando a massa de ar em movimento é elevada pela influência orográfica de elevações mais altas nas costas a favor do vento. Essa elevação pode produzir faixas de precipitação estreitas, mas muito intensas, que se depositam a uma taxa de muitos centímetros de neve a cada hora, resultando muitas vezes em uma grande quantidade de neve total. [31] Portanto, a explicação física parte do mesmo princípio que no primeiro caso, este efeito em específico também explica porque em algumas áreas costeiras não tão distantes entre si recebem uma quantidade muito mais significativa de neve do que outras próximas, a resposta é devido a direção do vento. [32]

As áreas afetadas pela neve com efeito de lago são chamadas de cinturões de neve (ou snowbelts). Estas incluem áreas a leste e sul dos Grandes Lagos da América do Norte, com o exemplo mais famoso contendo umas das regiões mais densamente povoadas do Canadá e de antigas cidades manufatureiras americanas, a província de Hokkaido e o noroeste de Honshu no Japão, a península de Kamchatka na Rússia, áreas próximas de Salt Lake City, Utah com o Grande Lago Salgado à oeste, Mar Negro, Mar Cáspio, Mar Báltico, Terra do Fogo, península da Antártida e partes do nordeste do Oceano Atlântico que absorvem a umidade da deriva do Atlântico Norte.

Buffalo, Nova Iorque, conhecida por graves nevascas devido a proximidade ao Lago Erie, teve um dos episódios mais conhecidos em outubro de 2006 quando caiu 57 cm de neve ainda na primavera muito maior do que o recorde anterior para o mesmo mês que foi 15 cm em 1909. [32] Outras cidades nova-iorquinas também são destaque pelo efeito de lago principalmente em relação ao Lago Ontário: Compenhagen lidera os recordes de 30 min a 1 h de duração em relação a quede de neve acumulada com até 30 cm em 2 de dezembro de 1966, Oswego lidera o recorde de 2 horas com com 44,5 cm em 26 de janeiro de 1972, Montague é destacado pelos 101,6 cm em apenas 12 horas. Todavia o recorde diário pelos dados adquiridos pelo historiador Christopher Burt aparentemente apenas para os EUA, demonstra que este recorde está em lago salgado, distante das águas doces: Silver Lake, Colorado recebeu nas últimas 24 horas 1925 cm de precipitação acumulada na forma de neve entre 14 e 15 de abril de 1927.[33]

Disposição físicaEditar

A forma e disposição do cristal de gelo depende das condições de temperatura e pressão no momento da sua formação.[3] Se o cristal viaja rapidamente através da nuvem, o que ocorre dentro das nuvens de tempestades, diferentes condições de formação e de agregação (colisão e fusão, coalescência) são encontradas, resultando na formação de cristas complexos, deformados e amorfos, mais semelhantes a pequenas bolotas de granizo do que com a neve propriamente dita. Flocos compostos de cristais de gelo perfeitamente alinhados são obtidos sob condições especiais, na presença de umidade e temperatura suficientemente baixas para permitir uma cristalização mais lenta e, consequentemente, uma cristalização em formação dendrítica, assemelhando-se à forma das estrelas.[34]

A disposição física cristalina de cada cristal de gelo em forma de floco (denominado floco de neve) é bem peculiar, como exibido pelas figuras abaixo.

Tipos de neveEditar

 
Ocorrência de queda de neve:
  Neve abaixo de 500 metros cada ano.
  Neve acima de 500 metros a cada ano, mas com pouca frequência abaixo de 500 metros.
  Neve só acima de 500 metros.
  Neve só acima de 2000 metros.
  Sem neve.

A meteorologia reporta inúmeros tipos de neve e de precipitação de gelo.[35] Além da clássica forma, composta por cristais de gelo em flocos de formato hexagonal, lembrando pequenas estrelas, existem diversas variações na forma e tamanho das partículas de gelo que precipitam das nuvens. Nem toda a neve vem na forma dos tradicionais flocos e há diferenças entre a neve, neve granular, chuva congelada e granizo (ou saraiva). Abaixo seguem os principais tipos de precipitações sólidas existentes.[36]

 
Fotógrafo registrando formação de sincelo sobre vegetação na Alemanha.
  • Flocos de neve: Conforme definido pela Sociedade Norte-Americana de Meteorologia (American Meteorological Society),[36] os flocos de neve consistem na forma mais conhecida e tradicional de precipitação de neve. É o cristal de gelo em forma de floco, de formato hexagonal e com o aspecto de uma pequena estrela.
  • Grãos de neve (também conhecidos como neve granular ou snow grains): precipitação na forma de partículas muito pequenas e opacas de gelo, ou equivalente à forma sólida de chuvisco. Lembram as pelotas de gelo na aparência externa, mas são mais achatadas e alongadas.[36] Geralmente apresentam um diâmetro inferior a 1 milímetro. Não racham nem pipocam ao atingir uma superfície dura. Normalmente, a neve granular cai em pequena quantidade e se origina de nuvens estratificadas ou até de um nevoeiro.[37]
  • Grãos de gelo (também pelotas de gelo ou granizo miúdo): tipo de precipitação consistente de pelotas de gelo de 5 milímetros ou menos de diâmetro.[36] Podem se apresentar na forma esférica, irregular ou até, raramente, no formato cônico. Os grãos de gelo geralmente pipocam ao atingir uma superfície dura e provocam barulho no impacto. São conhecidas nos Estados Unidos como ice pellets.[36][38]
  • Graupel: Partículas de neve mais pesadas, geralmente chamadas de pelotas de gelo. É muito difícil distinguir do granizo miúdo, exceto pela convenção de que o granizo miúdo deve ter um diâmetro maior que 5 milímetros.[36][37]
  • Granizo (ou saraiva): é uma precipitação composta por pedras sólidas de gelo, que podem medir de 5 mm ao tamanho de uma laranja. Muitos meteorologistas não o consideram como uma forma de neve, principalmente por sua precipitação poder ocorrer com temperaturas elevadas.[36]
  • Chuva congelada (ou freezing rain): Chuva na forma líquida que congela após o impacto com a superfície.[36] É necessário que as gotículas da chuva estejam super resfriadas e que a temperatura do solo se situe abaixo de zero para que se produza o congelamento.[37]
  • Aguaneve (ou sleet): consiste na neve parcialmente fundida, que cai ao solo com traços de cristalização.[36] Normalmente é transparente, não branca como a neve em sentido estrito, podendo conter uma certa quantidade de neve em seu interior.[39]
  • Sincelo: consiste em um fenómeno meteorológico que acontece em situações de nevoeiro aliado a temperaturas entre -2 °C a -8 °C. Resulta do congelamento das gotas de água em suspensão, quando estas entram em contato com a superfície.[36] Quando sob um nevoeiro muito denso, pode produzir o mesmo efeito que uma nevada e ocorrer a precipitação de cristais de gelo em pleno nevoeiro, sem haver nuvens no céu.
 
Canhão de neve em Wildhaus (Suiça).

Neve artificialEditar

A neve pode ser fabricada artificialmente mediante a utilização de máquinas conhecidas como canhões de neve. Trata-se de equipamentos que sopram ar abaixo da temperatura de congelamento sobre um spray de água, fazendo com que ela sofra congelamento instantâneo. Esse equipamento é muito utilizado para suprir deficiências de neve em estações de esqui, garantindo que as pistas possam ser utilizadas durante todo o inverno, mesmo quando a queda de neve estiver abaixo do esperado[40]

A fabricação de neve também tem importante função na agricultura, uma vez que o gelo é um bom isolante térmico, podendo minimizar a perda de calor do solo.[40] Assim, algumas fazendas situadas em locais de clima mais frio utilizam-se de neve artificialmente produzida como um protetor para as safras de inverno, evitando que as plantas congelem mesmo quando a temperatura do ar está abaixo dos 0 °C.[40]

Densidade da neveEditar

A densidade da camada de neve que se acumula sobre o solo depende diretamente das condições ambientais em que esta se formou e precipitou, sendo que neves mais densas, quando acumuladas em locais íngremes, podem provocar a ocorrência de deslizamentos de gelo, conhecidos como avalanches.[41]

De modo geral, considera-se que uma coluna de 10 metros de neve fresca (que tem densidade média de 30 kg/m3) apresente peso equivalente a 1,5 metros de neve mais velha (densidade de 200 kg/m3) que, por sua vez, têm a mesma massa presente em apenas 0,33 metros de gelo (densidade média de 900 kg/m3).[42] Quanto maior a massa de neve acumulada nas encostas íngremes das montanhas e escarpas, mais intensas serão as avalanches ali geradas.[43]

 
Linha de origem de uma avalanche

As avalanches ocorrem quando se têm três ingredientes fundamentais: neve, uma superfície inclinada e um agente deflagrador.[44]

 
Registro fotográfico de uma avalanche ocorrendo nas encostas do Monte Everest
 
Típica e balde com sal para a retirada de neve.

Uma camada de gelo cristalizado dentro do manto de neve acumulada pode dar início ao processo.[43] Se esta camada estiver próxima à superfície, ela provoca uma avalanche pouco intensa, que consiste em um aglomerado de neve solta que desce pela encosta da montanha[44] e costumam causar poucos danos às pessoas, animais ou vegetação. Mas, se a camada cristalizada estiver a uma profundidade maior, ou seja, encoberta por uma coluna de neve mais densa, ela pode causar o deslizamento de placas, o que gera uma avalanche muito mais perigosa.[44] Nesse caso, uma porção considerável do manto de neve escorrega sobre sobre uma camada de neve velha e, consequentemente, mais dura, ganhando velocidade, derrubando tudo o que encontrar em seu caminho.[44]

Uma vez que o peso do manto de neve é um fator essencial para a deflagração das avalanches,[43] a tabela a seguir exemplifica a altura necessária para se ter 100kg de neve, considerando diferentes condições de acumulação.[42]
Densidade Nome Espessura de uma camada com 100 kg de peso*
30…50 kg·m−3 Neve fresca 2–3 m de altura
50…100 kg·m−3 Neve fresca, assentada 1–2 m de altura
100…200 kg·m−3 Neve fresca, bem assentada 0,5–1 m de altura
200…400 kg·m−3 Neve velha, seca 25–50 cm de altura
300…500 kg·m−3 Neve velha, molhada 20–35 cm de altura
150…300 kg·m−3 Neve "solta" 30–70 cm de altura
500…800 kg·m−3 Neve/Firn de muitos anos 12–20 cm de altura
800…900 kg·m−3 Gelo 11–12 cm de altura

*Considerando-se um metro quadrado de terreno recoberto pela neve.

Notas
  • Na neve "solta" as camadas de cima deslizam livres como uma tábua, havendo perigo de avalanches.[43]
  • A neve acumulada por anos, conhecida como "firn", tem no mínimo 500 kg/m3.[42]

Neves EternasEditar

 
Neve eterna cobrindo o topo do Monte Kilimanjaro, na África

Quando camadas de neve são formadas no cume de montanhas muito elevadas, a baixa temperatura local faz com que elas não derretam, mesmo durante os meses do verão, quando a radiação solar é mais intensa. Assim, esses aglomerados de gelo, que cobrem os topos mais elevados recebem o nome de neve eterna.

A neve eterna está presente nos mais elevados topos das cadeias montanhosas, tais como as Montanhas Rochosas, Cordilheira dos Andes, Himalaias e Alpes europeus. Também pode se estruturar sobre topos isolados, como o Monte Kilimanjaro, na África ou o Monte Fuji, no Japão. Normalmente, com o tempo essa neve vai sendo compactada, dando origem a geleiras que deslocam-se para os vales nas proximidades.[45]

A neve eterna também ocorre nas regiões polares, onde a baixa incidência de radiação solar faz com que não haja calor suficiente para ocasionar o derretimento das neves precipitadas durante o inverno.[46] As baixas temperaturas fazem com que nessas áreas, mesmo durante o verão, a precipitação ocorra na forma de neve.[46]

Atualmente, alguns pesquisadores reportam que estaria havendo uma retração da camada de neve eterna nos montes mais altos, em decorrência de um fenômeno conhecido como aquecimento global e afirmam que, dentro de poucos anos, seu derretimento terá impacto severo sobre o nível de grandes rios e a atividades econômicas a eles associadas.[47] Contudo tal teoria não é consensual, havendo cientistas que refutem tal ocorrência,[48] afirmando que o derretimento das neves eternas ocorreria em função da urbanização, e não do aquecimento do planeta.[49]

A neve na cultura popularEditar

 
Boneco de neve: um dos símbolos do Natal

Ao longo da história, diferentes populações interpretavam a ocorrência de neve de distintas formas.[50] Por ser um fenômeno de extrema beleza cênica, a neve é recorrentemente reverenciada pela cultura popular,[50] sendo tema de canções, pinturas, fotografias artísticas. Dentre as menções feitas à queda de neve merecem destaque:

  • A música "Let it Snow! Let it Snow! Let it Snow!" ("Deixe nevar! Deixe nevar! Deixe nevar!"), escrita em 1945 por Sammy Cahn e gravada em 1950 por Frank Sinatra;[51]
  • Durante as festividades do final do ano de 2011, o sistema de buscas do Google exibia flocos de neve caindo da tela quando o usuário digitava a frase "Let it Snow" ("Deixe nevar") na janela de procura.[52]
  • Diversas lendas se referem a criaturas que habitam áreas cobertas por neve, como o pé-grande ou o Abominável homem das neves.[53]
  • Inúmeras menções em filmes e séries. Como, por exemplo, a série de animação South Park, cuja história se passa em uma cidade fictícia permanentemente coberta por neve.[54]

Natal brancoEditar

Natal branco é uma denominação utilizada para designar a ocorrência de precipitação de neve em um dia de Natal.[50] Este fenômeno é mais comum em países do extremo norte do globo como a Noruega e o Canadá, bem como países localizados em altitudes elevadas como a Romênia.[55] No hemisfério sul, esse fenômeno é extremamente raro em regiões permanentemente habitadas, pois o natal acontece no período de verão, e só pode ocorrer em regiões elevadas do Chile, da Argentina ou da Nova Zelândia, e mais raramente na Austrália, quando a temperatura está muito abaixo do normal.

Bonecos de neveEditar

Bonecos de neve são representações antropomórficas feitas com uso de bolas de neve fresca, muito populares no inverno dos países do hemisfério norte, sendo por isso, considerado um dos símbolos do natal nesses locais.[56]

Em países frios, após as quedas de neve, as pessoas - sobretudo as crianças - saem para elaborar bonecos de neve. Normalmente são feitos com a colocação de duas bolas grandes de neve, uma sobre a outra, um cachecol, e uma pedra ou cenoura para representar o nariz.[56] Outros acessórios podem ser utilizados, como chapéu ou cartola, botões ou pedras para representar os olhos e galhos para servir de pés e mãos.[56][57]

Esportes e lazerEditar

 
Pistas para prática de Esqui e Snowboard em Valle Nevado, no Chile

Diversas atividades de lazer e esportivas dependem da precipitação e acúmulo de neve para poderem ser praticados, tais como o esqui, o snowboarding, corridas de snowmobiles, deslizamento com trenós e caminhadas com uso de raquetes de neve.[58]

Assim, diversos centros turísticos e desportivos estão instalados em locais onde o acumulo de neve é abundante o suficiente para a prática de tais atividades.[59] Estações de esqui são comuns em áreas montanhosas em setores de médias latitudes, onde a ocorrência de neve é comum. Na Cordilheira dos Andes há instalações em diversos locais do Chile e Argentina, como no Valle Nevado e em Bariloche.[59] Nas Montanhas Rochosas, na América do Norte, existem diversas cidades cujas economias estão diretamente ligadas à existência de centros de lazer voltados aos praticantes de esportes de inverno, sendo Aspen no estado do Colorado a mais famoso delas.[59] Já no continente europeu, diversas estações de esqui estão espalhadas pelos Alpes, Apeninos e demais cadeias montanhosas.[59]

Modalidades esportivas mais comumente praticadas na neveEditar

O Esqui é o esporte de inverno mais praticado,[60] recebendo a mesma denominação das pranchas usadas para facilitar o deslizamento sobre a neve. A classificação clássica indica a existência de três modalidades desportivas de esqui:

O snowboard ou snowboarding é um esporte que, tal como o skate e o surfe, consiste em equilibrar-se sobre uma prancha, este porém se faz na superfície nevada das encostas de montanhas. A prancha é lisa e não há rodas ou ferros na sua parte inferior. Usa-se prendedores aos pés e as pontas dianteiras e traseiras da prancha são ligeiramente curvadas para cima. Uma vez que a neve dificulta o impulso da prancha com a ajuda dos pés a única maneira de praticá-lo é descendo as encostas de montanhas. Há modalidades que incluem o uso de halfpipes e rampas para a realização de grandes saltos onde se pode fazer várias manobras antes de se alcançar o chão[61]

O snowkite é uma variante do kitesurf praticada como esporte de inverno, em que a prancha de surf é substituída por um snowboard ou esquis.[62] Os praticantes deste desporto podem atingir velocidades de 70 km/h.[63]

Efeitos negativosEditar

 
Cruzamento movimentado de Toronto, Canadá num dia de neve.

A neve é um problema de maior importância em vias públicas, especialmente com temperaturas entre 2 °C e -5 °C, quando a neve que cai é húmida, ou derrete com relativa facilidade, sendo causa de acidentes, visto que causa a derrapagem de veículos transitando nas vias públicas. A temperaturas mais baixas, a neve é seca, e não causa derrapagem, mas acumula-se com facilidade e pode atrapalhar facilmente o trânsito de veículos em vias públicas no caso de acumulação. Por isto, regiões que recebem regularmente precipitação de neve possuem empresas com veículos adaptados para remover a neve de vias públicas movimentadas, como avenidas e rodovias, bem como em aeroportos.[64]

Por causa das mesmas razões mencionadas acima, a neve também é um causador de acidentes entre pedestres, especialmente com temperaturas entre 2 °C e -5 °C, fazendo com que pessoas escorreguem ou dificultando sua locomoção. Muitos países com precipitação regular de neve possuem legislação que obriga os proprietários de um dado estabelecimento (residências, comércio, etc) a removerem parte da neve que se acumula nas suas calçadas, de modo a permitir o trânsito seguro de pedestres. Caso um pedestre sofra um acidente por causa de neve não removida na calçada à frente de um dado estabelecimento, o proprietário pode ser judicialmente processado pelo fato.[65] Muitas escolas americanas e canadenses proíbem que crianças brinquem com neve, dentro de suas propriedades, em horário escolar ou desacompanhados de um adulto, quando não existam inspectores para garantir a sua devida segurança. Não é incomum o encerramento de escolas em dias de neve forte, para minimizar o risco de acidentes.[66]

Outro problema causado pela acumulação de neve num dado local é que ela acumula resíduos com facilidade. A neve, quando precisa ser removida, é removida espalhando sais que derretem a neve, ou de máquinas que aquecem e derretem a neve, ou pela remoção manual, através de pás e veículos adaptados.[64][67]

Se a quantidade de neve acumulada sobre o solo for muito grande, pode causar outro problema ao derreter: a ocorrência de inundações.[68] Com a chegada dos dias mais quentes da primavera, pode ocorrer um derretimento súbito de todo o gelo acumulado durante o outono e inverno. Toda essa massa de água recém derretida corre em direção aos rios, provocando enchentes, algumas catastróficas, nas quais a forte corrente é capaz de causar grande destruição.[68] Esse fenômeno é muito comum em países mais frios, como o Canadá, e em áreas montanhosas, como os estados norte americanos do Colorado e Nebraska.[68]

Ocorrências em países lusófonosEditar

A maior parte dos países falantes da língua portuguesa estão localizados em setores com latitudes e altitudes desfavoráveis à ocorrência frequente do fenômeno. Contudo, não é totalmente incomum o registro de precipitação de neve nos dias mais frios do inverno nos pontos mais elevados do sul do Brasil[69] e nas áreas serranas existentes na fronteira entre Portugal e Espanha (Serra da Estrela, por exemplo).[70] Nestes locais a queda de neve é um fenômeno relativamente frequente ocorrendo, praticamente, em todos os anos.[69]

BrasilEditar

 Ver artigo principal: Neve no Brasil
 
Neve caindo no campo próximo à rodovia, zona rural da cidade de São Joaquim, Santa Catarina

A neve no Brasil ocorre de forma ocasional, mas todos os anos, principalmente nos meses de junho, julho e agosto (período do inverno austral), nas partes mais altas dos planaltos serranos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em algumas ocasiões, no centro e sul do Paraná. Na gélida onda de frio anormal de 1975, todo o sul se cobriu de neve, inclusive na capital paranaense, fato que se repetiu em pelo menos 131 cidades do sul do Brasil em 2013, inclusive em Curitiba.[71][72]

 
Neve em Guarapuava, estado do Paraná.

O fenômeno também já foi registrado em pontos isolados nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.[69]

Os estados brasileiros que registraram precipitação de neve, ainda que em apenas uma ocasião, foram:[69][73]

  1.   Mato Grosso do Sul
  2.   Minas Gerais
  3.   Paraná
  4.   Rio de Janeiro
  5.   Rio Grande do Sul
  6.   Santa Catarina
  7.   São Paulo

RecordesEditar

A mais forte precipitação de neve já registrada no Brasil ocorreu na cidade de Vacaria no Rio Grande do Sul, no dia 7 de agosto de 1879, na qual a neve acumulou cerca de dois metros. Nevascas desse porte são frequentes em países como Canadá e Rússia, acima da latitude 50°, mas totalmente incomum em latitudes próximas a 30°. Vale ressaltar que precipitações de neve com grandes acúmulos no solo são extremamente raras no Brasil, sendo, as três citadas abaixo, as únicas com acúmulos que atingiram (ou superaram) a marca de um metro.[69]

  • 7 de agosto de 1879, em Vacaria, Rio Grande do Sul, com 2 metros de neve.[74][75]
  • 20 de julho de 1957, em São Joaquim, Santa Catarina, com 1,30 metro de neve. Considerada, às vezes, como a mais abundante precipitação de neve do país, dado o tempo bastante remoto da nevada de Vacaria, de 1879.[76]
  • Junho de 1985, em Itatiaia (nas proximidades do Pico das Agulhas Negras), Rio de Janeiro. 1,00 metro de neve.[77]

PortugalEditar

 
Nevão na Serra da Estrela, Portugal, em janeiro de 2007

Em Portugal, a neve ocorre anualmente durante o inverno boreal nos distritos da Guarda, Bragança, Vila Real, Viseu e Castelo Branco, no norte e centro do país, sendo este fenómeno bem mais raro na costa litorânea, pela elevada influência oceânica, e no extremo sul, na região de Algarve, onde a neve é quase inexistente, devido às temperaturas médias serem mais elevadas.[78]

A 29 de janeiro de 2006, partes significativas do país receberam precipitações de neve. A localidade mais ao sul que registou neve, nesta ocasião, foi a Serra de Monchique, na região do Algarve. Nevou também em Lisboa, algo que não ocorria desde 2 de fevereiro de 1954. Exatamente um ano depois, em 28 de janeiro de 2007, nevou novamente na capital portuguesa, mas a neve outra vez foi de fraca intensidade, derretendo logo após chegar ao solo.[78]

 
Florestas na Lourinhã, Portugal, após uma queda de neve

Covilhã, Seia, Guarda, Bragança, Montalegre e Castelo Branco estão entre as cidades mais frias de Portugal, registrando, com frequência, temperaturas negativas. O local mais frio de Portugal (e de todos os países lusófonos) é a Serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal Continental, onde temperaturas entre -15 °C e -20 °C, na localidade da Torre, não são muito raras. A Serra do Gerês, situada no município de Montalegre, extremo norte do país (próximo à fronteira espanhola com a Galiza), também é outro entre os poucos locais de Portugal onde podem ser registradas temperaturas inferiores a -10 °C e a ocorrência de precipitações de neve mais abundantes.[78]

No arquipélago dos Açores, a queda de neve também se faz presente na Ponta do Pico, a montanha mais alta em território português, com 2.351 m de altitude, localizada na Ilha do Pico. No mês de Janeiro, a neve pode ser vista a partir da altitude de 1200 metros. Ocasionalmente pode ocorrer queda de neve em outras ilhas, como aconteceu a 30 de Janeiro de 2009.[78][79]

Quanto ao arquipélago da Madeira, as nevadas podem ocorrer nas partes mais elevadas da Ilha da Madeira, mais precisamente no Pico Ruivo, no Pico das Torres e no Pico do Arieiro, durante os meses mais frios.[78]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Piet van Sterkenburg (2003). A practical guide to lexicography. [S.l.]: John Benjamins. 461 páginas 
  2. a b University of Illinois. «Snow: an aggregate of ice crystals». Consultado em 3 de janeiro de 2012. 
  3. a b «Why is snow white?». Consultado em 3 de janeiro de 2012. 
  4. Rosario Prieto, Roberto Herrera, Patricia Dousse, Luis Gimeno, Pedro Ribera, Ricardo García, Emiliano Hernández (Junho de 2001). «Interannual oscillations and trend of snow occurrence in the Andes region since 1885» (PDF). Australian Meteorological Magazine 50:1. Consultado em 3 de janeiro de 2012. 
  5. «Dangers of Winter Weather» (PDF). National Oceanic and Atmospheric Administration 
  6. Network, University of Nebraska-Lincoln | Web Developer. «The Benefits of Snow (snow) | Nebraska Extension in Lancaster County». lancaster.unl.edu (em inglês). Consultado em 10 de agosto de 2018. 
  7. P.), Singh, V. P. (Vijay; (Hydrologist), Singh, Pratap; K., Haritashya, Umesh (2011). Encyclopedia of snow, ice and glaciers. Dordrecht: Springer. ISBN 9789048126422. OCLC 745002802 
  8. 1959-, Rees, Gareth, (2006). Remote sensing of snow and ice. Boca Raton: Taylor & Francis. ISBN 1420023748. OCLC 70295889 
  9. Fierz, C., Armstrong, R.L., Durand, Y., Etchevers, P., Greene, E., McClung, D.M., Nishimura, K., Satyawali, P.K. and Sokratov, S.A. 2009. The International Classification for Seasonal Snow on the Ground. IHP-VII Technical Documents in Hydrology N°83, IACS Contribution N°1, UNESCO-IHP, Paris.
  10. «Snow». Met Office (em inglês). Consultado em 11 de agosto de 2018. 
  11. «Rain or Snow?: dependent upon temperature». ww2010.atmos.uiuc.edu. Consultado em 11 de agosto de 2018. 
  12. a b c d «5h - Warm Front Weather Conditions». www.eoas.ubc.ca. Consultado em 20 de agosto de 2018. 
  13. Field, P. R.; Heymsfield, A. J. (11 de novembro de 2015). «Importance of snow to global precipitation». Geophysical Research Letters (em inglês). 42 (21): 9512–9520. ISSN 0094-8276. doi:10.1002/2015gl065497 
  14. «Cloud formation and precipitation - Snow - Climate Policy Watcher». www.climate-policy-watcher.org (em inglês). Consultado em 11 de agosto de 2018. 
  15. «Cloud seeding for snow: Does it work? Scientists report first quantifiable observations: Researchers traced transition of ice crystals into snowflakes». ScienceDaily (em inglês) 
  16. «ESCI 241 – Meteorology». 8 de fevereiro de 2008. Consultado em 20 de agosto de 2018. 
  17. Ski (em inglês). [S.l.: s.n.] 2004-12  Verifique data em: |data= (ajuda)
  18. «What is a winter hurricane? Here's an explainer of this week's "bomb cyclone"». Newsweek (em inglês). 2 de janeiro de 2018 
  19. «What the heck is a bomb cyclone?». Popular Science (em inglês) 
  20. Sneed, Annie. «What Is This "Bomb Cyclone" Threatening the U.S.?». Scientific American (em inglês) 
  21. a b Canada, Environment and Climate Change. «Winter weather hazards - Canada.ca». www.ec.gc.ca (em inglês). Consultado em 20 de agosto de 2018. 
  22. Ahrens, C. Donald; Jackson, Peter Lawrence; Jackson, Christine E. O. (2012). Meteorology Today: An Introduction to Weather, Climate, and the Environment (em inglês). [S.l.]: Cengage Learning. ISBN 0176500391 
  23. «Snowsquall warning for points north». SooToday.com (em inglês) 
  24. «Warm Front: transition zone from cold air to warm air». ww2010.atmos.uiuc.edu. Consultado em 20 de agosto de 2018.  line feed character character in |titulo= at position 12 (ajuda)
  25. «Warm Fronts and Cold Fronts - A Brief Explanation as to How Precipitation Varies with Each Type of Front - Weatherdudes». www.weatherdudes.com. Consultado em 20 de agosto de 2018. 
  26. «Incoming fronts - Snow Safety information». mountainacademy.salomon.com (em inglês). Consultado em 20 de agosto de 2018. 
  27. LEE, MOOROE, Laurence, Patrick (2010). «The Pre-Frontal Snow in Western North Carolina on 12 December 2010» (PDF). NOAA. Consultado em 20 de agosto de 2018. 
  28. «Latest news and features | National Oceanic and Atmospheric Administration». www.noaa.gov (em inglês). Consultado em 21 de agosto de 2018. 
  29. «Fetch». 15 de maio de 2008. Consultado em 21 de agosto de 2018. 
  30. «What is Lake-Effect Snow? | The Weather Channel». The Weather Channel (em inglês) 
  31. Cliff., Mass, (2008). The weather of the Pacific Northwest. Seattle: University of Washington Press. ISBN 9780295998367. OCLC 646850817 
  32. a b «Ocean Effect Snowfall | WeatherWorks». www.weatherworksinc.com. 5 de janeiro de 2016. Consultado em 21 de agosto de 2018. 
  33. «The Great Lakes' Amazing Lake-Effect Snowfall Records | The Weather Channel». The Weather Channel (em inglês) 
  34. «How do Snowflakes Form?». Lansing State Journal. 8 de outubro de 1997. Consultado em 8 de janeiro de 2012. 
  35. «Conheça os tipos de neve». Ski Canadá. Consultado em 8 de janeiro de 2012. 
  36. a b c d e f g h i j «AMS Glossary». AMS. Consultado em 8 de janeiro de 2012. 
  37. a b c Defesa Civil do Rio Grande do Sul, visto em 17 de fevereiro de 2008.
  38. (em português) Defesa Civil do Rio Grande do Sul, visto em 17 de fevereiro de 2008.
  39. «Sleet». Consultado em 8 de janeiro de 2012. 
  40. a b c Tom Harris. «Como funcionam as máquinas de fazer neve». HowStuffWorks Brasi. Consultado em 10 de janeiro de 2012. 
  41. «Snow and Avalanche Glossary». Consultado em 8 de janeiro de 2012. 
  42. a b c «The Weight of Snow». The Weather Doctor. Consultado em 8 de janeiro de 2012. 
  43. a b c d «Avalanche awareness». National Snow & Ice Data Center. Consultado em 10 de janeiro de 2012. 
  44. a b c d «Formação de Avalanches». How Stuff Works. Consultado em 8 de janeiro de 2012. 
  45. «Geleiras podem ajudar no crescimento de montanhas». Ambiente Brasil. 16 de setembro de 2010 
  46. a b «ALL ABOUT SEA ICE» 
  47. «Kilimanjaro Snow May Vanish In 20 Years» 
  48. Luiz Carlos Baldicero Molion. «A farsa do Aquecimento Global» 
  49. Tony Pann (4 de novembro de 2009). «Kilimanjaro ice melt is not Global Warming». Baltimore Weather Examiner. Consultado em 13 de janeiro de 2012. 
  50. a b c Charlie English (7 de janeiro de 2010). «A brief history of snow». The Guardian. Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  51. «Carols Song». Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  52. Thiago Barros (19 de fevereiro de 2012). «19/12/2011 16h41 - Atualizado em 02/01/2012 19h55 Let It Snow: efeito de neve no Google vira sucesso entre internautas, entrando para a lista do "TT" no Twitter». Techtudo. Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  53. «Mais um passo do Abominável Homem das Neves». IstoÉ. 6 de Agosto de 2008 
  54. «Why is in there in South Park always snow even when not snowing?». South Park Studios 
  55. «Will We Have a White Christmas?». NOAA 
  56. a b c «Boneco de Neve» 
  57. «How to Build a Snowman». eHow. Consultado em 13 de janeiro de 2012. 
  58. Barbara J. Feldman. «Snow Sports». Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  59. a b c d «Ski Resorts Worldwide». Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  60. «Skiing» 
  61. «Snow Board Brasil» 
  62. «Snowkiting» 
  63. Resultados de uma prova de snowkite de velocidade
  64. a b Cathal Kelly (21 de dezembro de 2010). «Canadian Airport Snow Removal». The Toronto Star. Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  65. «Massachusetts Property Owners Now Have Legal Responsibility To Shovel and Treat Snow and Ice». The Veron Co. 3 de outubro de 2011. Consultado em 10 de janeiro de 2012. 
  66. «Snow days virtually eliminated with Web tools». USA Today. 2 de agosto de 2011. Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  67. «Snow Removal». Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  68. a b c «The Water Cycle: Snowmelt Runoff». USGS. 22 de dezembro de 2011. Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  69. a b c d e Nilson Wolf (2005). A Neve no Brasil. [S.l.]: Evangraf. 288 páginas. ISBN :8577270211 Verifique |isbn= (ajuda) 
  70. «Vaga de frio e neve atinge várias regiões de Portugal». Camara Brasil-Portugal. Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  71. Neve atinge mais de 131 cidades do sul Estadão, 24 de julho de 2013.
  72. Mais de 120 cidades registram neve nos três Estados do Sul Notícias Terra, 24 de julho de 2013.
  73. «A Neve no Brasil». Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  74. «Jornal do Commercio» 
  75. Especial A Neve e os gaúchos Zero Hora, visto em 03/08/2011.
  76. Maior nevasca da história do Brasil faz 50 anos Overmundo, 23 de julho de 2007.
  77. Parque Nacional do Itatiaia
  78. a b c d e «Queda de Neve em Portugal». Instituto de Meteorologia de Portugal. Consultado em 9 de janeiro de 2012. 
  79. RTP Neve nos Açores