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Oasis

banda britânica de rock
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Oasis (desambiguação).
Oasis
Oasis montage (black and white).jpg
Integrantes finais do Oasis, da esquerda para direita.
Topo: Os irmãos Liam Gallagher e Noel Gallagher.
Abaixo: Andy Bell e Gem Archer.
Informação geral
Origem Manchester, Grande Manchester
País  Inglaterra
Gênero(s) Rock  · britpop
Período em atividade 19912009
Gravadora(s) Creation  · Epic  · Columbia  · Sony  · Big Brother  · Reprise
Afiliação(ões) Beady Eye  · Noel Gallagher's High Flying Birds
Influência(s) The Beatles  · The Rolling Stones  · The Who  · Sex Pistols  · The Kinks  · Fleetwood Mac (era Peter Green)  · The La's  · Pink Floyd  · U2  · Bee Gees  · The Specials
Ex-integrantes Liam Gallagher
Noel Gallagher
Gem Archer
Andy Bell
Chris Sharrock
Alan White
Paul McGuigan
Paul Arthurs
Tony McCarroll
Zak Starkey
Página oficial oasisnet.com

Oasis foi uma banda inglesa de rock formada no ano de 1991, na cidade de Manchester. Ao fim do grupo em 2009, era composto por Liam Gallagher (vocal e pandeiro), Noel Gallagher (guitarra e backing vocal), Gem Archer (guitarra e teclado), Andy Bell (baixo e teclado) e Chris Sharrock (bateria e percussão). O estilo musical da grupo consistia basicamente no rock com ênfase no rock alternativo, assim como elementos do gênero da música pop, como o britpop, passando por várias mudanças de formação dos integrantes durante a sua existência. Inicialmente, a formação original da banda era composta por Liam, Paul "Bonehead" Arthurs (guitarra), Paul "Guigsy" McGuigan (baixo), Tony McCarroll (bateria) e por último, ao retornar à Manchester, que Noel foi convidado a juntar-se como um quinto membro, formando o núcleo musical.

O Oasis assinou contrato com a gravadora independente Creation Records em 1993, lançando seu primeiro álbum de estúdio, Definitely Maybe (1994), contendo o sucesso da canção "Live Forever" (1994). Entretanto, foi através do lançamento de seu segundo álbum (What's the Story) Morning Glory? (1995), que a banda alcançou fama e sucesso mundial, alcançando o topo das paradas musicais de diversos países — incluindo a posição de número 1 na UK Albums Chart do Reino Unido; no Top 5 da Billboard 200 dos Estados Unidos e, na lista dos álbuns mais vendidos do mundo, com cerca de 22 milhões de cópias vendidas. O sucesso veio com a produção dos hits como "Wonderwall" (1995), presente no Top 10 da Billboard Hot 100; e "Don't Look Back in Anger" (1996), alcançando o topo da UK Singles Chart, somando o fato dos Gallagher's aparecerem regularmente nos tabloides: Ora por suas competições de estilos de vida, ora pelo relacionamento entre irmãos. Em 1996, realizaram dois concertos nos dias 10 e 11 de agosto do Festival de Knebworth — na época, um dos maiores shows ao ar livre da história do Reino Unido — totalizando um público de 280 mil pessoas nos dois dias e 2,5 milhões de pessoas candidatando-se aos ingressos, sendo a maior demanda por um espetáculo na história britânica. Posteriormente, lançaram seu terceiro álbum de sucesso e segundo no âmbito global, Be Here Now (1997), e embora fosse o álbum mais vendido na história das paradas britânicas, vendeu 8 milhões de cópias mundialmente, não contendo um single de sucesso como do álbum anterior.

Logotipo inicial, que acabou por estender-se até a extinção do grupo, em 2009.

Em 1999, Arthurs e McGuigan saíram do grupo oficialmente, assim que a banda lançou o álbum Standing on the Shoulder of Giants (2000) — não alcançando um bom sucesso comercial, sendo posteriormente substituídos por Archer na guitarra e Bell no baixo. Seu quinto álbum de estúdio, Heathen Chemistry (2002), tendo um melhor desempenho nas tabelas musicais em comparação ao seu álbum anterior, gerou apenas dois singles com bom desempenho nas tabelas: "Stop Crying Your Heart Out" (2002) e "Songbird" (2003). Em 2004, o baterista de longa data, Alan White, também largou a banda, sendo sucedido pelo baterista Zak Starkey — membro da banda The Who e, filho de Ringo Starr (ex-baterista dos Beatles). O Oasis encontrou uma nova oportunidade de triunfo e popularidade com o lançamento de Don't Believe the Truth (2005), com a divulgação das canções "Lyla", "The Importance of Being Idle" e "Let There Be Love". Após a gravação do sétimo e último álbum da banda, Dig Out Your Soul (2008) — que forneceu o hit "The Shock of the Lightning" mais conhecido do material gravado — Starkey que até recentemente havia se tornado um membro oficial, acabou deixando os integrantes britânicos. Então, o baterista Chris Sharrock foi recrutado como membro da última turnê do grupo.

Os remanescentes do Oasis decidiram continuar trabalhando juntos sob o nome de Beady Eye, até se separarem em 2014, com Liam seguindo carreira solo desde então; enquanto que Noel passou a formar o grupo Noel Gallagher's High Flying Birds, incluindo os ex-integrantes do Oasis, Chris Sharrock e Gem Archer. A banda consagrou-se também pela auge do fenômeno conhecido como "A Batalha Britpop", travada contra o Blur. Junto com o grupo britpop Suede, Pulp e outras integrantes musicais, o Oasis passou a ser considerado uma das maiores bandas do movimento britpop. Em muitos aspectos, eles conseguiram tomar a frente em termos de sucesso comercial, e sua influência na cultura britânica. Estimasse que eles tenham vendido cerca de 70 milhões de álbuns vendidos mundialmente.[1][2]

Índice

HistóriaEditar

Formação e primeiros anos (1991–92)Editar

 
Oasis Leisure Centre, localizada em Swindon, na Inglaterra, um centro de lazer que serviu de inspiração para o nome da banda.

Inicialmente, o nome da banda era "Rain", sendo composta por pelo baixista Paul McGuigan, o guitarrista Paul "Bonehead" Arthurs, o baterista Tony McCarroll e Chris Hutton nos vocais. Insatisfeito com Hutton, Arthurs convidou e fez um teste com seu conhecido, Liam Gallagher como substituto. Liam sugeriu que o nome da banda fosse alterado para "Oasis". Essa mudança foi inspirada em um pôster da banda de rock inglesa Inspiral Carpets, que ficava preso na parede do quarto dos irmãos Gallagher's. Um dos locais que o cartaz listava era o Oasis Leisure Centre, na cidade de Swindon.[3]

A banda atuou ao vivo pela primeira vez em 18 de agosto de 1991 no Boardwalk Club, em Manchester. Noel, que na época era um roadie das turnês do Inspiral Carpets, foi com a banda para assistir o Oasis tocar. Até então, Noel e seus amigos não achavam que musicalmente, eles chamassem a atenção por sua sonoridade. Entretanto, conseguiu enxergar potencial nos integrantes, passando a considerar a possibilidade de usar o grupo de seu irmão Liam como uma saída para uma série de canções que ele [Noel] já vinha compondo por vários anos. Com isso, se convidou a ser mais um integrante sob a condição de que ele fosse o único compositor e líder da banda, e que eles se comprometessem com uma busca séria de sucesso comercial. "Ele tinha muita coisa escrita", lembrou Arthurs. "Quando ele entrou, nós éramos uma banda fazendo uma raquete com quatro músicas. De repente, havia muitas ideias".[4] Noel criou uma abordagem musical que baseava-se na simplicidade: com Arthurs e McGuigan tocando um som restrito de acordes, McCarroll tocando ritmos básicos e, amplificadores distorcidos, criaram um som "tão desprovido de sutileza e complexidade que soou praticamente imparável".[5]

Carreira musicalEditar

Avanços e primeiro álbum (1993–94)Editar

 Ver artigo principal: Definitely Maybe
O clube King Tut's Wah Wah Hut Tut em Glasgow, local onde o grupo fez sua apresentação-teste em 1993, garantindo seu primeiro contrato com uma gravadora (esquerda). Ingresso do concerto realizado em março de 1994, no 100 Club em Londres, durante a Definitely Maybe Tour (direita).

Após um ano de shows ao vivo, ensaios e um demo — conhecida como Live Demonstration (1993), o início da carreira profissional da banda veio em maio de 1993, quando foram vistos pelo co-proprietário da gravadora Creation Records, Alan McGee. O grupo foi convidado a comparecerem em uma apresentação no King Tut's Wah Wah Hut Club, sitiado na cidade de Glasgow na Escócia, por uma banda chamada Sister Lovers, que também dividia suas salas de ensaio. O Oasis, juntamente com um grupo de amigos, contrataram uma van e fizeram viagem para Glasgow. Quando eles chegaram no local, foram impedidos de entrarem no clube, pois seus nomes não constavam na lista de entrada daquela noite, fazendo com que invadissem o local — embora o próprio grupo e McGee fizessem declarações contraditórias sobre a forma com que adentraram no clube.[6] Com isso, conseguiram uma vaga para se apresentarem a McGee — estando presente para ver outro grupo musical. Com a boa impressão que os britânicos passaram ao empresário [McGee], este ofereceu um contrato de gravação; no entanto, eles não assinaram contrato de imediato, levando vários meses para fechar acordo.[7] Devido a problemas na obtenção de um contrato americano, a Oasis acabou assinando um contrato mundial com a Sony Music, que por sua vez licenciou o Oasis à Creation, no Reino Unido.[8] Seu primeiro single lançado em abril, denominado "Supersonic" (1994), alcançando o número 31 nas paradas.[9][10] O lançamento foi seguido da canção "Shakermaker" (1994), alcançando a 11ª posição.[11] O canção tornou-se um processo judicial por plágio, com a banda idenizando 500 mil dólares em danos. Como material de divulgação do álbum a ser lançado, "Live Forever" (1994) foi o primeiro single a entrar no Top 10 das paradas britânicas, alcançando a 4ª posição no Reino Unido e na posição de número 2 na Alternative Songs, nos Estados Unidos.[12] A canção levou certificação de Platina no Reino Unido, com 600 mil unidades vendidas.[13]

 
"Live Forever" foi o primeiro single de sucesso nas paradas musicais.

Lançado como single independente do álbum, a canção permaneceu por 51 semanas em uma parada musical, mais do que qualquer outra canção do Oasis.

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Depois das sessões de gravações e mixagens seu álbum de estreia, Definitely Maybe foi lançado em 29 de agosto de 1994, vendendo cerca de 8 milhões de cópias mundialmente.[14] O álbum estreou na posição de número 1 no Reino Unido, e no Top Heatseekers dos Estados Unidos;[15][16][17] em 2011, entrou na posição de número 78 da lista dos "100 Melhores Álbuns da Década de 1990", da revista Rolling Stone.[18] Levou certificação de sétupla Platina no Reino Unido, de Platina nos Estados Unidos, e em mais sete países.[19][20] Em 1994, Definitely Maybe ganhou a categoria de "Álbum do Ano" da NME, ganhando do álbum Parklife (1994), de sua banda rival Blur, que alcançou a segunda posição.[21] Entretanto, por ironia, em 1995 o álbum foi apenas nomeado na categoria de "Melhor Álbum Britâncio" da Brit Awards, perdendo para Parklife;[22] em 2006, ainda pela NME, nomeou-o como o "Melhor Álbum de Todos os Tempos".[23]

Com um pouco mais de um ano durante a turnê Definitely Maybe Tour (1994–95) e em constantes gravações, associado ao estilo de vida hedonista, acabou afetando a banda. Este estilo de vida culminou na atitude inepta do vocalista Liam, durante um show na cidade de Los Angeles, em setembro de 1994, com o mesmo fazendo comentários agressivos a respeito do público americano, e até mesmo acertando Noel com um pandeiro.[24] O incidente incomodou Noel a tal ponto que ele deixou a banda temporariamente, voltando para San Francisco — este acontecimento levou à criação da canção "Talk Tonight" (1995).[25] Após ser convencido por Tim Abbot, Noel optou por continuar com a banda e reconciliando-se com seu irmão, retomando a turnê em Minneapolis.[26] O grupo lançou seu último single do álbum, "Cigarettes & Alcohol" (1994), acompanhado também do single "Whatever" (1994), lançado em dezembro de 1994, que entrou para as paradas britânicas no número na posição de número 3.[27][28][29] O filme-concerto Live by the Sea (1995), gravado no teatro Southend Cliffs Pavilion, localizado na cidade de Southend-on-Sea, na Inglaterra, foi lançado dois meses antes do lançamento do segundo álbum de estúdio.[30][31]

Ascensão, fama internacional e corrida britpop (1995–96)Editar

 Ver artigo principal: (What's the Story) Morning Glory?
 
Foi a canção assinatura mais aclamada da história do grupo, sendo indicada e ganhando premiações de várias categorias.

"Back in Anger" também se tornou um sucesso comercial de Morning Glory, apresentando bem as características do gênero britpop.

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Com o recente término da turnê Definitely Maybe Tour, a banda lança em abril de 1995 seu primeiro single do álbum que viria a ser lançado mais tarde, "Some Might Say".[32] Ao mesmo tempo, o baterista da época, Tony McCarroll, foi expulso da banda. McCarroll alegou ter sido "expulso ilegalmente" ao deixar o grupo, afirmando ter tido "conflito de personalidade" com os conterrâneos. Por outro lado, os Gallagher's duvidaram da habilidade musical do baterista, com Noel dizendo: "Eu gosto de Tony como um esquisito, mas ele não teria sido capaz de tocar as novas canções".[33][34] McCarroll foi substituído por Alan White, sendo indicado a Noel através de Paul Weller — vocalista do The Jam.[35] White fez sua estreia em uma performance no extinto programa musical Top of the Pops, na execução da canção "Some Might Say".[36] De forma rápida, começaram a gravar novos materiais para seu segundo álbum em maio daquele de 1995, no Rockfield Studios, em Monmouthshire no País de Gales.[37] Em agosto, o lançamento de "Roll with It" (1995), fez com que alcançasse a posição de número 1 nas paradas escocesas.[38]

No início de outubro, finalmente lançam seu segundo álbum, (What's the Story) Morning Glory? (1995), sendo considerada a primeira obra-prima do Oasis, vendendo cerca de 347 mil cópias apenas na primeira semana,[39] representando um dos álbuns mais vendidos do mundo, com 22 milhões de unidades vendidas mundialmente.[40][41] Liderou as paradas musicais de vários países, incluindo sua terra natal — 5ª posição do ranking de álbuns mais vendidos no Reino Unido[42][43] e, no Top 5 da Billboard 200, nos Estados Unidos.[44][45] Morning Glory é considerado um dos melhores álbuns da década de 1990, aparecendo em várias paradas como um dos maiores álbuns de todos os tempos.[46] Pela Rolling Stone, está na posição de número 34 na lista dos "100 Melhores Álbuns da Década de 1990";[47] e na 378º lugar dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos".[48] Em 1996, ganhou os prémios do Prémio BRIT, na categoria de "Melhor Álbum Britânico do Ano";[49] e de "Álbum do Ano" pela NME.[50] A popularidade duradoura do álbum no Reino Unido refletiu-se quando também ganharam o Prémio BRIT em 2010, de "Álbuns de 30 Anos".[51] Morning Glory também foi incluído no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die.[52] Levou especificamente, 24 certificações de vendas — com ênfase na Europa, tendo 6 milhões de unidades;[53] Reino Unido, com 4,7 milhões;[54] e nos Estados Unidos, com 4 milhões.[55] O baixista Paul McGuigan deixou-os brevemente em setembro de 1995, alegando exaustão nervosa. Com isso, foi substituído por Scott McLeod, que tocou em alguns concertos da turnê, abandonando-os também mais tarde.[56] Entretanto, McLeod mostrou arrependimento ao deixá-los, com Noel respondendo friamente que "também achava que ele [McLeod] tinha tomado a decisão errada", desejando-o "boa sorte na proteção de desemprego".[56] Para completar a turnê, McGuigan foi convencido a retornar para a banda.[57]

 
Apresentação da banda em março de 1995, no Castelo de Slane, Irlanda, durante a turnê Morning Glory Tour.

Cerca de três singles foram lançados a partir do lançamento do álbum. O primeiro single e mais aclamado de todos, "Wonderwall" (1995), recebeu inúmeras críticas positivas a seu favor, liderando o topo das tabelas na Austrália, Nova Zelândia e Alternative Songs.[58][59][60] Foi nomeado ao Prémio Grammy de "Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocais" e "Melhor Canção de Rock", em 1997.[61] Contudo, assim como o álbum, em 1996 também ganhou na categoria de "Melhor Vídeo Britânico" do Prémio BRIT; ganhou a MTV Europe Music Awards de "Melhor Canção"; e de "Melhor Single" pela NME Awards.[49][62][50] Está listada entre as "50 Melhores Canções da Década de 1990", na posição de número 23 da Rolling Stone.[63] Vendeu aproximadamente dois milhões de unidades no Reino Unido.[64] O segundo single, "Don't Look Back in Anger" (1996), também teve uma boa que recepção musical, liderando a 1ª posição no Reino Unido.[65] Em 1997, foi nomeada no Prémio BRIT de "Melhor Single Britânico", perdendo para a canção "Wannabe" (1996), do grupo feminino britânico Spice Girls;[66] nomeada pela MTV Europe Music Award de "MTV Select" de 1996.[62] "Back in Anger" recebeu certificações de Platina na Itália e Japão; e dupla Platina no Reino Unido.[67][68][69] Por fim, a última promo, "Champagne Supernova" (1996), com um estilo musical do rock psicodélico, não obteve o mesmo êxito comercial se comparado com os dois últimos singles. Entretanto, teve um bom número de vendas nos Estados Unidos, com direito a 500 mil unidades.[70]

  "Nunca houve nada parecido na história do rock. E foi provavelmente a primeira vez que Noel percebeu que ele poderia fazer tudo sozinho".  

— Andy Greene, sobre o abandono de Liam na MTV.[71]

A Morning Glory Tour começou em 22 de junho de 1995 no Bath Pavilion, como um pré-aquecimento do Festival de Glastonbury que ocorreu no dia seguinte.[72] Foi dividida em doze etapas e 103 shows ao todo, tendo vários concertos cancelados nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia — abrangendo a Europa e América do Norte;[73] A turnê contou com a estreia do baterista Alan White e várias novas músicas do álbum que seriam lançados oficialmente em 2 de outubro daquele ano.[73] A partir do lançamento de Morning Glory, tornaram-se uma das bandas mais respeitadas, conseguindo atrair um grande número de público durante seus concertos em estádios — com destaque aos dois shows realizados em agosto de 1996 no Festival de Knebworth, totalizando um público de 280 mil pessoas nos dois dias e 2,5 milhões de pessoas candidatando-se aos ingressos, sendo a maior demanda por um espetáculo na história britânica.[74][75][76] Em agosto de 1996, durante um intervalo dos dias da turnê, a banda concordou em apresentar-se na série MTV Unplugged, no Royal Festival Hall de Londres, sendo uma das raras chances deles tocarem fora de um estádio ou festival de ampla divulgação. Entretanto, pouco antes do show, Liam recuou devido a uma "dor de garganta" repentina, com seu irmão Noel assumindo as funções vocais sozinho. A tensão entre os irmãos Gallagher's aumentou depois que descobriram que Liam decidira sentar-se na própria platéia durante a apresentação da banda.[71] Por fim, a turnê finalizou em setembro de 1996 no Nissan Pavilion, pois queriam se concentrar na gravação de seu terceiro álbum de estúdio.[77][73]

"A Batalha do Britpop"Editar

 
Edição de capa da NME, em 12 de agosto de 1995. A mídia britânica estava animada com a batalha travada entre as duas bandas.

A batalha musical das bandas inglesas Blur e Oasis, levou a cultura britpop aos tablóides da imprensa britânica em meados da década de 90. Inicialmente as bandas elogiavam-se umas com as outras, mas no decorrer dos anos a rivalidade de ambas aumentou.[78] Incentivados pela mídia, os grupos se envolveram no que a revista NME apelidou de "Campeonato dos Pesos-Pesados Britânicos".[nota 1] A canção lançada do Oasis, "Roll with It" (1995), recebeu muita atenção depois que a gravadora Food Records decidiu mudar a data original de lançamento do single da banda Blur, "Country House" (1995), causando o que veio a ser conhecido como "A Batalha do Britpop".[79] A disputa entre as duas bandas foi tão intensa no país, que chegou a proporções territoriais, acarretando tanto na divisão regional quanto sobre a música inglesa.[80] Enquanto o Oasis representou o Norte da Inglaterra por conta do número de seus fãs, o Blur representava o Sul da Inglaterra pelo mesmo motivo.[76] O evento atraiu a imaginação do público, ganhando a atenção da mídia em jornais nacionais, tablóides e notícias de televisão: "Em uma semana onde vazaram informações de que Saddam Hussein estava preparando armas nucleares, de civis que ainda estavam sendo mortos na guerra da Bósnia, ou notícias sobre o retorno do boxeador americano Mike Tyson, a mídia e tablóides britânicas estavam totalmente focados na batalha do britpop".[81]

A corrida também lembrou a disputa entre The Beatles vs. The Rolling Stones, durante a invasão britânica no Reino Unido na década de 60.[82] Nessa disputa das canções, o Blur obteve um maior número de vendas, alcançando primeiro o topo das paradas musicais, com "Country House" e "Roll with It" vendendo cerca de 274 mil e 216 mil unidades, respectivamente.[79][83] Em retrospectiva, em 1994 durante o lançamento de Definitely Maybe, se comparado com o álbum Parklife do Blur, este obtinha uma grande diferença no número de vendas do Oasis, como Alan McGee alegou em entrevista: "Talvez ninguém tenha percebido isso [...] mas naquela época, o Blur era três vezes maior que o Oasis. O Oasis podia nunca ter admitido esse fato a si mesmo, mas Definitely estava em torno de 600 mil unidades vendidas, e Parklife estava vendendo algo em torno de 1,5–2 milhões de exemplares. Estavam a quilômetros de nós" [sic].[84] No entanto, a longo prazo, o Oasis tornou-se mais bem sucedido comercialmente, adquirindo vendas sustentadas nos Estados Unidos através dos hits "Wonderwall" e "Champagne Supernova",[85] com o baixista do Blur, Alex James, afirmando anos mais tarde: "O Blur venceu aquela 'batalha', mas o Oasis venceu a guerra".[79]

Estabilidade de sucesso (1996–98)Editar

 Ver artigo principal: Be Here Now e The Masterplan

No início de 1997 a banda iniciou a gravação do terceiro álbum em Abbey Road Studios, em Londres, Inglaterra, famoso estúdio onde os Beatles haviam gravado a maioria de seu material. Be Here Now, lançado a 21 de Agosto desse mesmo ano, foi o álbum mais antecipado dos Oasis, devido à atenção dada pelos media. Várias lojas abriram de madrugada e, ao fim do primeiro dia, Be Here Now tinha vendido 421 mil cópias, ganhando o título de álbum que mais rápido de sempre vendeu no Reino Unido. As primeiras críticas foram positivas mas, após o entusiasmo inicial, o álbum foi fortemente criticado pela imprensa devido aos excessos na duração das músicas, na distorção das guitarras e na super-produção, bem como à falta de sentido amplo das letras, tendo até mesmo sido considerado por alguns como um "desastre". Mesmo assim, dele fazem parte os êxitos "D'You Know What I Mean?", "Stand By Me" e "All Around The World", além de "My Big Mouth" e "Don't Go Away", que fizeram sucesso entre os fãs. Em meados de 1998 o álbum ultrapassou a marca dos 17 milhões de discos vendidos por todo o mundo.

Foi na digressão de Be Here Now que os Oasis se apresentaram pela primeira vez na América do Sul, em Março de 1998. No dia 14 a banda iniciou a inédita turnê pelo continente no Estádio San Carlo Apoquindo, em Santiago do Chile. Nos dias 17 e 18, o quinteto apresenta-se no Luna Park, em Buenos Aires, na Argentina. No dia 20, finalmente a banda fez seu primeiro show em território brasileiro no extinto Metropolitan (atual Citibank Hall), no Rio de Janeiro. No dia seguinte tocam no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Os Oasis encerram a Be Here Now World Tour 97/98 apresentando-se nos dias 24 e 25 na Plaza de Los Deportes, na Cidade do México. Um fato curioso nessa inédita passagem do grupo pela América Latina: as esposas e as namoradas dos membros viajaram sempre com eles, após ficarem sabendo que as moças latino-americanas têm por hábito usar pouca roupa. No mesmo ano, a banda lança The Masterplan, uma compilação com os melhores b-sides da banda, reconhecidos pelos fãs por sua qualidade acima da média.

Época de transição (1999-2004)Editar

No ano seguinte, quando a banda se preparava para lançar o seu quarto álbum de estúdio, o guitarrista Bonehead e o baixista Guigsy abandonaram o grupo. Há quem diga que o primeiro foi "convidado" a sair por Noel, que queria que a banda abandonasse o vício das drogas. Porém, a versão oficial é que ambos (Bonehead e Guigsy) estavam com saudades das respectivas famílias. Collin "Gem" Archer foi então convidado por Noel para substituir Bonehead. Já para o lugar de Guigsy, o substituto demorou a ser encontrado (tanto que a primeira música do disco novo que viria a ser lançado, "Go Let It Out", e seu respectivo clipe, foram gravados com Liam no vocal e na guitarra-rítmica, Gem na guitarra-principal, Noel no baixo, e Alan na bateria). Posteriormente, Andy Bell (guitarrista de ofício) foi escolhido como novo baixista do Oasis.

Com a nova formação, a banda, lançou "Standing on the Shoulder of Giants", com um som mais eletrónico e psicodélico, contrariando os anteriores. Os Oasis aventuraram-se nestas novas sonoridades com a ajuda do produtor Mark "Spike" Stent, que auxiliou Noel a chegar a um som mais denso e teoricamente mais trabalhado até então. Destaque para o ótimo single "Go Let it Out", a interessante "Who Feels Love?" e a monstruosa "Gas Panic!", considerada por muitos a música mais bem elaborada do Oasis, cuja letra fala sobre um ataque de pânico sofrido por Noel em 1998. "Sunday Morning Call" e "Where Did it All Go Wrong?" também merecem destaque, principalmente pelas envolventes melodias. É neste álbum que se encontra a primeira composição de Liam para a banda, "Little James", escrita para seu enteado.

No mesmo ano foi lançado o disco e DVD "Familiar To Millions" registro do show no moribundo "Estádio de Wembley". O concerto foi classificado pela imprensa como histórico. Um verdadeiro sucesso de público e crítica, ratificando o poder que a banda tinha ao vivo. No ano seguinte, 2001, a banda participou no festival Rock In Rio, no Rio de Janeiro, onde se apresentou para mais de 200.000 mil pessoas. A tensão criada entre entre Liam e Axl Rose, frontman do Guns N' Roses, mais uma vez chamou os holofotes ao comportamento peculiar do primeiro. Numa entrevista anterior ao show, foi-lhe perguntado sobre o que seria um mundo melhor em sua concepção, ao que respondeu, em tom de provocação: "Um ar mais puro e nada de armas e rosas", fazendo uma infeliz alusão ao nome "Guns N' Roses", que em português significa "Armas E Rosas". Já Axl, que também é conhecidamente polêmico, subiu ao palco com sua banda logo após os Oasis, e dirigiu-se ao público com a seguinte indireta: "Agora que todos já dormiram, é hora do Rock And Roll!"

Em 2002 a banda lançou "Heathen Chemistry" que, segundo Noel, exigiu demasiada paciência do grupo para ser gravado, devido à displicente atitude de Liam com relação ao prazo que tinha para gravar suas partes. O álbum chegou com o título de "o melhor do Oasis desde '(What's the Story) Morning Glory?'", uma vez que, segundo os próprios integrantes, punha fim aos experimentos psicodélicos do álbum anterior, voltando-se para um som mais puro do Rock N' Roll, e ainda contava com a ilustre participação especial de uma das principais influências da banda, além de ídolo de Noel Gallagher: o guitarrista Johnny Maar (membro fundador da aclamada banda The Smiths, que fizera grande sucesso nos anos 80, e que, graças a parceria entre ele e o vocalista Morrisey, consagrou-se como uma das maiores bandas de Rock Alternativo mundial em todos os tempos). Apesar de tudo, "Heathen Chemistry" ficou abaixo das expectativas, estando hoje considerado como um dos piores da carreira da banda. Mesmo assim, nele se encontram destaques como o primeiro single com composição de Liam, "Songbird", uma envolvente balada acústica escrita na época para sua esposa, além da "pérola de Noel" ("Stop Crying Your Heart Out"), que se tornou o tema da derrota da Seleção Inglesa de Futebol na Copa do Mundo de 2002, frente ao Brasil, e "Little By Little", que ganhou destaque por sua bela melodia, tendo seu clipe sido amplamente veiculado na MTV.

Apesar de o álbum anterior trazer uma canção escrita por Liam, é este disco que definitivamente põe fim ao domínio de Noel como único compositor da banda, uma vez que todos os integrantes, à exceção de Alan White, contribuíram neste sentido.

Em 2004, para comemorar os 10 anos do primeiro disco, "Definitely Maybe", a banda editou um DVD que conta a história das gravações do álbum. No mesmo ano, o baterista Alan White deixa o grupo, supostamente devido a uma tendinite numa das mãos. Posteriormente foi descoberto que Alan faltou aos ensaios para a pré-produção do sucessor de "Heathen Chemistry", para viajar com sua namorada. Os irmãos Gallagher chamaram sua atenção e, ao descobrirem a verdade, decidiram demiti-lo. Para seu lugar, foi chamado Zak Starkey, filho do lendário beatle Ringo Starr, que tocou em grupos como ASAP (banda montada em 1989 por Adrian Smith dos Iron Maiden) e era agora integrante do The Who. Mesmo tocando no Oasis, Zak pediu para não se tornar membro oficial do grupo, pois queria manter o seu compromisso com os The Who.

Retorno à popularidade (2005-2007)Editar

 
O vocalista Liam Gallagher em 2006.

Em 2005 foi lançado o sexto disco de estúdio, "Don't Believe the Truth", produzido por Dave Sardy. O disco começou a ser trabalhado com a produção dos Death in Vegas, com quem Liam havia colaborado anos antes. As sessões foram descartadas porque a banda considerou as canções fracas e decidiu escrever novas músicas e procurar outro produtor.

Dave Sardy assumiu a produção e a banda levou nove semanas em 2004 para gravar o disco em Los Angeles. Quatro músicas foram aproveitadas das sessões com os Death in Vegas: "Turn Up the Sun", "Mucky Fingers", "A Bell Will Ring" e "The Meaning Of Soul". Com as outras canções do álbum já escritas, a gravadora exigiu que Noel trouxesse novas composições, pois não viam viabilidade comercial satisfatória em nenhuma das apresentadas pela banda.

Foi decidido então que usariam "Lyla", uma música que Noel havia composto e gravado um ano antes e que não havia sido mais trabalhada. Dave Sardy pegou o mix original, gravou novos vocais com Liam e uma nova bateria com Zak. Noel não ficou muito satisfeito a princípio, por não querer que o primeiro single fosse "Lyla", mas, depois do lançamento, o líder do Oasis admitiu que a música "fez seu trabalho".

No fim das contas, "Don't Believe The Truth" recebeu excelentes críticas e alcançou grande sucesso, sendo top de vendas no Reino Unido e aclamado pelos fãs da banda, que gostaram da sonoridade mais calma e acústica.

Em 2006 a banda lançou a coletânea "Stop The Clocks", com 18 músicas, sendo 4 b-sides e nenhuma música nova. O disco foi lançado contra a vontade de Noel por questões de contrato com a Sony BMG, com quem o Oasis havia assinado por seis discos, sendo "Stop the Clocks" o último para encerrar o acordo.

Dig Out Your Soul (2008)Editar

No dia 6 de outubro de 2008, a banda lançou seu sétimo disco de estúdio, intitulado Dig Out Your Soul, que foi gravado em "Abbey Road", onde a banda já havia produzido em "Be Here Now". O disco também foi produzido por Dave Sardy.

Os críticos receberam o álbum de forma positiva, com elogios para o primeiro e segundo singles, "The Shock of the Lightning" e "I'm Outta Time", respectivamente. O segundo foi composto por Liam, com clara influência Beatle e com um trecho de uma entrevista de John Lennon defendendo o seu direito de se mudar para Nova Iorque, três dias antes de sua morte em 1980.

 
Noel Gallagher, guitarrista e principal compositor do grupo.

Alan McGee, fundador da Creation Records e descobridor dos Oasis, chegou a afirmar que "Dig Out Your Soul" era o fim da trilogia iniciada com "Definitely Maybe" e "(What's the Story) Morning Glory?".

O disco alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas com 90 mil cópias vendidas no primeiro dia. Nos Estados Unidos, debutou em 5º lugar, o mais alto posto de um álbum da banda desde o 2º lugar de "Be Here Now" em 1997. No Brasil, o disco alcançou o 25º lugar em vendas entre todos os gêneros músicas.

A saída de Noel e o fim da banda (2009-2010)Editar

Minutos antes da entrada da banda no palco onde se apresentariam em um festival, Liam e Noel Gallagher travaram uma grave discussão, na qual Liam chegou a atirar uma guitarra pelo camarim. Tal ato resultou na imediata saída de Noel da banda, que deixou o local. No dia 28 de agosto de 2009, após muitas especulações sobre um provável fim do Oasis com o cancelamento de concertos, Noel afirmou em nota oficial ao site da banda que estava se desligando do grupo, "com tristeza e alívio", por desentendimentos com o irmão. Noel disse que "não poderia trabalhar nem mais um dia com Liam" e pediu desculpas a todos que tinham comprado ingressos para o restante dos concertos da banda.[86]

Um mês e dez dias após a saída de Noel, no dia 8 de outubro, Liam oficializou o fim do Oasis numa entrevista ao The Times, confirmando os inúmeros rumores e acabando com todas as expectativas em torno do assunto.[87]

Liam chegou a afirmar que a banda continuaria mesmo sem o irmão. Andy assumiria a guitarra, Jay Darlington (músico convidado que já tocava com o Oasis nos shows mas não era integrante da banda) tocaria teclado e um novo baixista, que deveria ser recrutado por Liam, entraria no grupo. Após dizer que adotaria um novo nome, Liam noticiou que "no momento, ainda é Oasis".[88] Em 2010, após ter dito que "se não aparecer com outra coisa no momento em que estamos, estamos prontos para lançar o albúm de Oasis", Liam Gallagher anunciou que a banda adotaria um novo nome para os concertos que faria no decorrer do ano,[89][90][91] dando fim ao Oasis. O nome escolhido foi Beady Eye.[92][93]

Em 19 de agosto de 2011, Liam Gallagher disse que iria processar o irmão, Noel, por comentários feitos sobre o motivo do rompimento da banda, em 2009. Noel disse que não tinha comentários imediatos para fazer sobre o processo no Tribunal Superior de Londres.[94]

A banda Beady Eye, formada com todos os ex-Oasis menos Noel, lançou dois álbuns, fazendo shows que não incluíam as músicas da antiga banda. Em 25 de outubro de 2014, Liam Gallagher anunciou que o Beady Eye encerraria suas atividades. Noel Gallagher continua ativo em sua carreira solo com a banda Noel Gallagher's High Flying Birds. Liam anunciou em 2017 sua carreira solo e um disco novo para o mesmo ano, intitulado 'As You Were'.

InfluênciasEditar

Os Oasis são conhecidos por serem fortemente influenciados pelos The Beatles, influência que é regularmente referida como "obsessão" pela imprensa britânica, e que é observada tanto na sua música como nas letras e no aspecto da banda. Os irmãos Gallagher também já citaram outras influências como Sex Pistols, The Smiths, Led Zeppelin, Slade, T-Rex, The Who, Pink Floyd, R.E.M, The Rolling Stones, The Small Faces, The La's, The Stone Roses e The Jam (em especial, Paul Weller).

Muitas bandas e artistas de renome já citaram Oasis como sua influência ou inspiração como, por exemplo, The Killers, Coldplay, Arctic Monkeys, Jet, The Strokes, Snow Patrol, Kasabian, Lilly Allen, Miles Kane e Maroon 5.

Oasis no BrasilEditar

O Oasis se apresentou no Brasil em quatro ocasiões, num total de oito shows, e foi visto por quase 300 mil pessoas na soma das apresentações.

1998 - São Paulo e Rio de JaneiroEditar

Em março de 1998, a banda se apresentou no Rio de Janeiro e em São Paulo nos dias 20 e 21, respectivamente. No Rio, os fãs lotaram o então Metropolitan e em São Paulo, os irmãos Gallagher invadiram o Pólo de Arte e Cultura do Anhembi (o Sambódromo) para uma apresentação bombástica na reta final da turnê do álbum Be Here Now. Cerca de 10 mil pessoas assistiram ao grupo no Rio e 15 mil em São Paulo. Os shows foram abertos pelo grupo carioca Squaws.

2001 - Rock in RioEditar

Já em 2001, os garotos de Manchester desembarcaram mais uma vez no Rio de Janeiro para participarem de um dos maiores festivais da história do rock. O Rock in Rio, que chegava à sua 3ª edição na Cidade do Rock assistiu ao Oasis tocar para uma massa de fãs.

Apesar dos problemas técnicos no início do show, que foi considerado por muitos abaixo da crítica, a banda se saiu bem e conseguiu conquistar muitos fãs naquele dia 14 de janeiro. Estima-se que os Gallagher foram vistos por mais de 200 mil pessoas na Cidade do Rock. O Oasis promovia então seu álbum mais recente, Familliar To Millions, primeiro disco ao vivo da banda retirado da turnê Standing on the Shoulder of Giants.

2006 - São PauloEditar

Em 2006, os sedentos fãs da trupe inglesa assistiram a uma única apresentação no estacionamento do Credicard Hall, em São Paulo. Quinze mil pessoas lavaram a alma com uma chuva torrencial que caiu durante as quase duas horas de apresentação da banda, que promovia o disco que recebeu excelentes críticas, Don´t Believe the Truth.

A apresentação teve ainda um fato inusitado: depois de pedir incessantemente para que a banda tocasse um de seus maiores clássicos, Supersonic, inexplicavelmente fora do repertório da turnê, os fãs brasileiros foram atendidos. Na volta para o primeiro bis, Zak Starkey iniciou a conhecida batida em sua bateria para delírio total do público. Foi a única mudança de repertório da última perna da turnê do Don't Believe the Truth. Tradicionalmente, a banda não é afeita a mudanças de setlist em suas turnês.

2009 - Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto AlegreEditar

Em 2009, o Oasis fizeram uma série de apresentações pelo Brasil. Começaram pelo Rio de Janeiro no dia 7 de Maio no Citibank Hall, em seguida São Paulo na Arena Anhembi no dia 9 de maio, Curitiba dia 10 de Maio na Arena Expotrade e em Porto Alegre no dia 12 de Maio no Gigantinho. Os concertos fizeram parte da turnê do novo álbum "Dig Out Your Soul", a maior turnê que uma banda já fez. Ao todo foram 6 meses passando pelo mundo inteiro. Na turnê, os irmãos Gallagher misturam clássicos como: Rock 'n' Roll Star, Supersonic, Wonderwall, Champagne Supernova mais as músicas do novo álbum "Dig Out Your Soul". O novo álbum apresentou uma mudança no estilo de música do Oasis, um disco mais psicodélico e um pouco mais pesado. Músicas como "The Shock Of The Lightning", "To Be Where There's Life", "Waiting For the Rapture" retratam bem estas mudanças e também estiveram presentes na Set List dos shows.

A banda Cachorro Grande realizou a abertura dos concertos. No show do Rio de Janeiro (7 de maio de 2009) houve a participação de Samuel Rosa (Skank) nos vocais e guitarra realizando performances de Helter Skelter e I Saw Her Standing There (ambas dos Beatles).

DiscografiaEditar

IntegrantesEditar

Formação finalEditar

Membros temporários ou convidados para actuações ao vivoEditar

  • Jay Darlington – teclado - Ao vivo e em estúdio (desde 2002 - aparece em Lord Don't Slow Me Down e no disco Dig Out Your Soul )
  • Mark Feltham - gaitista - Ao vivo e em estúdio (1996-2000, aparece no MTV Unplugged, There & Then e no disco Standing on the Shoulder of Giants)
  • Matt Deighton - guitarra (2000)
  • Mike Rowe - teclado, órgão - Ao vivo e em estúdio (1994-2002, aparece no MTV Unplugged e em alguns discos da banda)
  • Paul 'Strangeboy' Stacey - Em estúdio (1999-2005, aparece nos discos Standing on the Shoulder of Giants, Heathen Chemistry e Don't Believe the Truth)
  • Scott McLeod – baixo - Ao vivo (1995, aparece no vídeo de Wonderwall e em alguns shows da época)
  • Steve White – bateria e percussão - Ao vivo (2001, na Tour of Brotherly Love)
  • Terence Kirkbride – bateria e percussão - Ao vivo (2004, 2006, 2007)
  • Zeb Jameson – teclado - Ao vivo (2000, aparece no Familiar to Millions)

Membros anterioresEditar

 

LegadoEditar

Atualmente, a banda lançou sete álbuns de estúdio, encontrando-se entre os artistas recordistas de vendas, com mais de 70 milhões de álbuns vendidos mundialmente.[95] Ganharam 17 Prémios NME e 6 Brit Awards. Foi listada no livro Guinness World Records em 2010, na categoria de "Mais Longo Top 10 nas Paradas Britânicas por um Grupo" após uma série sem precedentes de 22 hits entre as 10 primeiras posições no Reino Unido.[96] A banda também detém o recorde mundial do Guinness por ser o ato de maior sucesso no Reino Unido entre os anos de 1995 e 2005, passando 765 semanas entre os 75 melhores álbuns e singles.[97]

Ver tambémEditar

  • Britpop - Movimento musical britânico da década de 1990 liderado por Oasis e Blur.

Notas

  1. Em sua versão original, a revista NME apelidou a disputa entre as bandas de British Heavyweight Championship.

Referências

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Ligações externasEditar