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Indie rock
Origens estilísticas
Contexto cultural Início dos anos 80, Estados Unidos e Reino Unido
Instrumentos típicos Vocal
Guitarra
Baixo
Bateria
Sintetizador
Popularidade Alta a nível mundial a partir dos anos 2000
Formas derivadas Post-rock, riot grrrl, grindie, Britpop
Subgêneros
Garage punk, riot grrrl, noise rock, twee pop, grindie, power pop, post-punk revival, queercore, noise pop, folk punk, dance-punk, New Weird America, Pop barroco, new prog, garage rock, lo-fi, sadcore, C86, math rock, shoegazing
Formas regionais
várias partes do mundo, Inglaterra - Irlanda -Escócia - País de Gales - Estados Unidos - Canadá - Suécia - Japão
Outros tópicos
DIY

Indie rock (ou "rock independente" em português) é um gênero musical surgido no Reino Unido e Estados Unidos durante a década de 1980. É enraizado em gêneros mais antigos, como o rock alternativo, o pós-punk e a new wave. O termo é frequentemente utilizado para descrever os meios de produção e distribuição de música underground independente e dissociada de grandes gravadoras, assim como o estilo musical a utilizar originalmente este meio de produção.[1]

Artistas de indie rock são bastantes conhecidos por fazerem questão de manter controle completo de sua música e carreira, lançando álbuns por gravadoras independentes (empresas por vezes fundadas e gerenciadas pelos próprios artistas) e baseando toda a divulgação de seu trabalho em turnês, rádios independentes e, mais atualmente, na internet.

HistóriaEditar

 
Dhani Harrison em concerto do Thenewno2

No Reino Unido, e talvez no mundo, a primeira banda a prescindir de uma gravadora e que lançou um disco totalmente independente foi a banda punk Buzzcocks, com o EP Spiral Scratch em 1976. As paradas musicais indie por lá vêm sendo compiladas desde o início da década de 1980. Inicialmente ela tratava de bandas que emergiram do punk e outras formas alternativas do rock. Tais bandas eram caracterizadas meramente por lançarem álbuns por pequenas gravadoras, independente da cena musical em vigor. Apesar disso, o termo indie começou a ser associado com o estilo de rock alternativo baseado majoritariamente em guitarras que dominava a parada, particularmente artistas de indie pop como Aztec Camera e Orange Juice, o movimento C86 e os artistas da Sarah Records. As bandas que marcaram o estilo na década de 1980 foram The Smiths, New Order, the Stone Roses e The Jesus and Mary Chain, Happy Mondays, My Bloody Valentine que influenciaram diretamente os movimentos alternativos de rock da década de 1990 como o shoegaze e o britpop. De fato, é bastante comum para os britânicos denominarem qualquer forma alternativa de música como indie ao invés de alternativo.

Nos Estados Unidos, a música normalmente denominada indie rock descende da cena de rock alternativo influenciada pelo punk rock e hardcore da década de 1970 e início dos anos 1980. Nos anos 80 o termo indie rock foi particularmente associado à bandas com som forte e distorcido como Hüsker Dü, Dinosaur Jr., Pixies, Sonic Youth, Pavement e Big Black.[1] Durante a primeira metade da década de 1990, o rock alternativo liderado por bandas do movimento grunge como Nirvana e Pearl Jam explodiram para o público geral, alcançando sucesso comercial. Logo após o gênero alternativo tornou-se comercializável, atraindo grandes gravadoras a investirem em formas pró-comerciais com um apelo conservador (retrô).

Na década de 2000, o gênero Indie Rock foi mudando para um estilo mais rápido, com uma cena undeground, tirada de bandas como Nirvana e outros timbres grossos, de guitarras limpas e sem distorção, em alguns casos, um som mais gritado, como é ouvido em bandas como The Strokes. Ainda não pode-se discutir se Queens of the Stone Age se define como Indie rock, pois eles usam o lado Stoner Rock com frequência. O movimento indie foi bastante forte na Inglaterra, com o surgimento das bandas Arctic Monkeys, Kasabian, Franz Ferdinand, Travis, Kaiser Chiefs etc. Essas bandas são considerados o indie pesado, com influências do britpop e do rock clássico inglês. Radiohead,Oasis, The Verve e U2 influenciaram bastante essas bandas. Também possui representantes na Europa, como é o caso da banda islandesa Sigur Rós. Com letras de diversos sentidos e interpretações, elas ganharam notoriedade por uma diversificação de Indie rock: Franz Ferdinand com o lado mais disco e funk, com algumas canções punk, Kaiser Chiefs com o gênero punk mais britpop, Travis apenas britpop, Arctic Monkeys garage rock e assim vai. Até que essas bandas se confundem com a banda Gogol Bordello, porém essa não é indie e sim Gypsy Punk. As bandas Coldplay, Imagine Dragons, Snow Patrol e Keane, e cantores como Aqualung também são Indie rock, mas voltados ao toque do piano e o timbre puxado para o folk britânico e post-britpop. As bandas The Black Keys e Kings of Leon são indie também, mas tem um som parecido com o Blues, como The Black Keys e Country como Kings of Leon. A banda Kings of Leon foi até Southern Rock em início de carreira. Não são consideradas bandas indie Muse, 30 Seconds to Mars, Lifehouse, Train, OneRepublic e The Fray, porém eles tem um toque mais rock alternativo, power pop e Pop rock do que para o Indie. Algumas canções do Muse e Panic! At the Disco fazem referência ao Indie rock. Depois de 2005, o crescimento massivo de bandas indie aumentam, porém com um som diferente do indie antes de 2005. Surgem bandas que ganham fama nessa época como Two Door Cinema Club, Vampire Weekend,Haim , Hozier , Passion Pit, MGMT, The Vaccines , com um som ainda similar ao antigo indie, mas com toques de guitarras mais rápido, e com influências psicodélicas tiradas do anterior, mais o afrobeat e o dance-rock. De 2010 em diante, ganham novas formas de Indie Pop e Indietronica que surgem como Foster the People, Mumford & Sons, Neon Trees, fun., Florence + the Machine, Gotye, Passion Pit, Woodkid, Walk the Moon, Matt & Kim, Grouplove, Imagine Dragons,The Lumineers, Of Monsters and Men, The Naked and Famous etc, e cantoras como Charlotte Gainsbourg e Paloma Faith, marcando a evolução da música indie para sons folk, electronica, rock alternativo e menos psicodelia e mais pop rock. Nessa época surgem cantores não indie como Alex Clare, Adele, Phillip Phillips, Macklemore & Ryan Lewis, que fazem parte da nova era muiscal de 2010 em diante.

Com isso, o significado da denominação alternativo mudou de sua forma original, uma contra-cultura, para uma cultura comercialmente bem sucedida e apelativa ao grande público, enquanto o termo indie rock passou a denominar bandas e gêneros que permaneceram na cena "underground".

No BrasilEditar

A sonoridade do indie rock é muito presente no estado de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Entre os principais nomes do indie destacam-se bandas como O Terno, Pato Fu, A Banda Mais Bonita da Cidade, Supercombo, Far From Alaska, Inky, Garotas Suecas, CSS, Apanhador Só e Vivendo do Ócio,[2] dentre outras, e músicos como Tiago Iorc, Beatriz Pereira, David Ballot, Tiê,[3] Saulo Haikal,[4] Thiago Pethit, Canvas e China.[5] Da região norte do país as bandas mais importantes dessa vertente são a banda Orbe hoje já não mais em atividade e mais recentemente a banda Versalle que ficou em 3º lugar em um reality show realizado pela rede Globo. Muito se discute se o Indie Rock no Brasil seria uma ramificação do gênero MPB, sendo que não há resposta pacífica sobre o tema.

SubgênerosEditar

Sempre foi uma tarefa difícil saber se uma banda era de Indie Rock ou não. O Indie Rock pode ser tanto um tipo de Folk quanto um estilo de hardcore. Abaixo estão classificados os estilos:

Ver tambémEditar

Referências

Ligações externasEditar

  • ABMI - Músicos Independentes Brasileiros