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Americanas.com

sítio de comércio eletrónico brasileiro
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Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Americanas.com
B2W Companhia Digital
Página inicial no dia 17 de novembro de 2013.
Slogan A maior loja. Os menores preços.
Gênero comércio eletrônico
País de origem  Brasil
Lançamento 1999
Proprietário B2W
Página oficial americanas.com

Americanas.com é um site destinado ao comércio eletrônico da rede de lojas brasileira Lojas Americanas.

Índice

HistóriaEditar

A empresa foi fundada em setembro de 1999 e faturou seu primeiro pedido em novembro desse mesmo ano, e é propriedade conjunta da Lojas Americanas, dos funcionários da Americanas.com e das empresas do mercado financeiro JP Morgan Partners, Flatiron Partners, Next International, Global Bridge Ventures (Vectis Group) e AIG Capital Partners.

Apesar do nome forçar uma associação direta à conhecida rede de lojas físicas espalhadas pelo Brasil, a Americanas.com é uma empresa totalmente separada. Mesmo assim, mantém alguns vínculos com as Lojas Americanas, pois o nome ajudou a alavancar os negócios por ser um nome já consolidado no mercado e por já haver uma certa confiança depositada nele pelo público. Apesar de ter entrado no mercado já tarde, em uma época em que explodia a concorrência do comércio eletrônico, ela cresceu rapidamente com uma grande aceitação do público brasileiro com o primeiro sistema de cobrança de cartão de crédito online do país, e uma logística que permite entregas rápidas, em torno de 48 horas para qualquer parte do Brasil.

A empresaEditar

A sede da empresa localiza-se no Rio de Janeiro, onde trabalham cerca de duzentas pessoas. É nesse escritório que ocorre todo o desenvolvimento e administração do sítio, desde o desenvolvimento das aplicações e a arte que aparece nas páginas até o controle de logística e recursos humanos. A empresa também possui um centro de distribuição para onde são encaminhados todos os pedidos à serem entregues. Lá ficam armazenados todos os produtos em estoque da empresa. Os servidores que fazem a maior parte do processamento das compras, como os servidores web, servidores de aplicações e bancos de dados, ficam ainda em outro lugar. A manutenção dessas máquinas e do ambiente onde ficam é terceirizada, sendo que as duas empresas são interligadas por um link de alta velocidade.

Desenvolvimento econômicoEditar

Em 2000, a Americanas.com estava avaliada em doze milhões de dólares. O GP Investimentos aplicou sete milhões de dólares para a criação da empresa e já na primeira rodada de investimentos vendeu 30% das ações por quarenta milhões de dólares. Um ano após a primeira venda, o site recebia quarenta mil visitas por dia, das quais 3% efetivavam compras. Processava 1 200 pedidos por dia no Centro de Distribuição, onde o valor médio das compras girava em torno de 100 a 120 reais, e ainda 20% dos clientes que faziam a primeira compra retornavam ao sítio para comprar.

Em 2001 a empresa já contava com cerca duzentos mil clientes ativos, sendo que a porcentagem de clientes fiéis, aqueles que realizam no mínimo duas compras num período de seis meses, já representava mais de 50% do total de compradores. No primeiro semestre daquele ano, a empresa teve um faturamento cinco vezes maior que o do mesmo período do ano anterior, onde a loja virtual vendeu 23,1 milhões de reais, com lucros de quatro milhões de reais.

FusãoEditar

Em 23 de novembro de 2006 foi anunciada a fusão entre as empresas Americanas.com e Submarino.com. A nova companhia, resultante da negociação, B2W, tornou-se a maior do mercado brasileiro de comércio via Internet, tendo as Lojas Americanas como acionista majoritária.[1]

Problemas com a justiçaEditar

Após a fusão, o número de queixas de consumidores insatisfeitos com a Americanas.com aumentou consideravelmente. Em 2006, o Ministério Público abriu uma ação contra a B2W, que foi acusada de demora na entrega das encomendas, dificuldades no ressarcimento de valores e de não trocar produtos com defeito. A empresa assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 2008, comprometendo-se a sanar os problemas. Isso, no entanto, não aconteceu, e a B2W voltou a ser alvo da justiça em 2010, quando foi multada em 1,4 milhões de reais por descumprimento do TAC.[2]

Em fevereiro de 2011, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro perpetrou uma ação especificamente contra a Americanas.com devido ao alto número de reclamações a respeito de atrasos em entregas (reclamações essas que atingiram níveis expressivos após as compras de final de ano em 2010). Ficou decidido que o site de compras estabelecesse e respeitasse os prazos para efetuar a entrega dos produtos aos consumidores, sob pena de pagar multa no valor de 500 reais para cada nova reclamação comprovada.[3]

Em maio de 2011, atendendo a uma solicitação do Ministério Público, a 15º Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro proibiu a Americanas.com de registrar novas vendas para o estado do Rio. A proibição se deu devido à alta reincidência de atraso na entrega de pedidos e de queixas dos consumidores — à época da decisão, a coluna "Defesa do Consumidor" do jornal O Globo, por exemplo, registrava 500 novas reclamações por dia contra a loja, enquanto que no Reclame Aqui a empresa era considerada recordista de queixas, com cerca de 20 mil reclamações.[4][5][6] A Americanas, no entanto, descumpriu a ordem judicial, e em junho do mesmo ano foi multada em 860 mil reais.[7] No final do mesmo mês a justiça liberou as vendas, mantendo contudo o bloqueio nas contas bancárias da empresa do valor relativo à multa.[8]

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar