António de Ataíde, 5.º Conde da Castanheira

António de Ataíde, 5º conde da Castanheira e 1º conde de Castro Daire, morto em 1647 com mais de 80 anos, foi 3º filho do 2º casamento do 2º conde da Castanheira, igualmente chamado D. António de Ataíde, morto em 1603. Sua mãe D. Maria de Vilhena era filha de D. Luís de Meneses e Vasconcelos e D. Branca de Vilhena.

Na crise da Independência, morto o Cardeal-Rei, diz «Nobreza de Portugal», tomo II, página 521 que tomou o partido do rei espanhol, tomando parte na expedição do marquês de Santa Cruz contra a Ilha Terceira. Serviu sob as ordens de D. Martinho de Ribera, general das galés de Espanha, prestou tantos serviços que foi nomeado sucessivamente capitão de cavalos, fronteiro-mor dos coutos de Alcobaça, general de uma armada da costa, coronel de Infantaria, capitão-mor das naus da Índia, general das armadas de Portugal. Quando em 1621 a nau «Nossa Senhora da Conceição» regressava da Índia, com valioso carregamento, foi incendiada pelos turcos, que iludiram a vigilância de D. António, incumbido de a esperar e comboiar.

Foi por isso acusado, julgado mas absolvido, reconhecendo-se que cumprira seu dever, embora mal sucedido. Filipe III de Portugal, querendo marcar tal circunstância e seu real apreço, nomeou-o gentil-homem de sua Câmara, mordomo-mor da Rainha D. Isabel, conselheiro de Estado do Conselho de Portugal, presidente do Conselho de Aragão. Foi por esta época enviado à Alemanha como embaixador extraordinário.

O título de conde de Castro Daire lhe foi concedido por alvará de 30 de abril de 1625, assinado em Aranjuez por Filipe III. Sucedeu ao sobrinho D. João de Ataíde e veio a ser 5º conde da Castanheira.

Em 1631 foi nomeado governador de Portugal com o conde de Vale de Reis. Mais tarde foi presidente da Mesa da Consciência.

Quando em 1640 houve a revolução, pôs-se ao lado do duque de Bragança.

Casamento e descendênciaEditar

Casou com D. Maria de Lima, filha e herdeira de D. António de Lima, senhor de Castro Daire, e de Dona Maria de Vilhena. Foram pais de D. Jerónimo de Ataíde, que sucedeu ao pai como 2º conde de Castro Daire e 6º conde da Castanheira.

ObraEditar

Homem culto, amante das letras, escreveu:

  • 1 - Cargos que resultaram da devassa que os governadores de Portugal mandaram tirar a D. António de Ataíde, capitão-general da Armada de Portugal, acerca da perda da nau «Nossa Senhora da Conceição» que os Inimigos queimaram no ano de 1621», etc.
Precedido por:
João de Ataíde
Conde da Castanheira
1637 - 1647
Sucedido por:
Jerónimo de Ataíde
Precedido por:
novo título
Conde de Castro Daire
1625 - 1647
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