Abrir menu principal

Chico Xavier

Médium brasileiro
(Redirecionado de Francisco Cândido Xavier)
Disambig grey.svg Nota: Se procura o filme de 2010, veja Chico Xavier (filme). Se procura a série de 2011, veja Chico Xavier (série).
Chico Xavier
Nome completo Francisco Cândido Xavier[1]
Conhecido(a) por Ser um importante expoente brasileiro do Espiritismo e da filantropia
Nascimento 2 de abril de 1910
Pedro Leopoldo, Minas Gerais
Morte 30 de junho de 2002 (92 anos)
Uberaba, Minas Gerais
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Maria João de Deus (1881-1915)[2]
Pai: João Cândido Xavier (1868-1960)[3]
Ocupação Médium, filantropo, tecelão, datilógrafo
Causa da morte Ataque cardíaco

Francisco Cândido Xavier,[1] mais conhecido como Chico Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910Uberaba, 30 de junho de 2002), foi um médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo.[4][5][6][7][8][9] Seu nome de batismo, Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que publicou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1966, quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos.[1]

Chico Xavier alegava ter psicografado mais de 450 livros,[10][11] tendo vendido mais de 50 milhões de exemplares[12][13] e sendo o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da história[14][15], mas sempre cedeu todos os direitos autorais dos livros, em cartório, para instituições de caridade.[4][5][12][13][14][1] Também psicografou cerca de dez mil cartas, nunca tendo cobrado algo ao destinatário.[4][13] Seus empregos foram vendedor, tecelão e datilógrafo.[13][16]

O legado do médium ultrapassa as barreiras religiosas e ele é reconhecido como o maior "líder espiritual" do Brasil, sendo uma das personalidades mais admiradas e aclamadas no país e ressaltado principalmente por um forte altruísmo.[12][13][14][17][18]

Chico recebeu várias homenagens e honrarias. Em 1981 e 1982 foi indicado ao prêmio Prêmio Nobel da Paz,[19] tendo seu nome conseguido cerca de 2 milhões de assinaturas no pedido de candidatura;[20] em 1999 o Governo de Minas Gerais instituiu a Comenda da Paz Chico Xavier;[21] e em 2012 ele foi eleito O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, em um concurso homônimo realizado pelo SBT e pela BBC, cujo objetivo foi "eleger aquele que fez mais pela nação, que se destacou pelo seu legado à sociedade".

BiografiaEditar

InfânciaEditar

Nascido no seio de uma família humilde, teve oito irmãos e era filho de João Cândido Xavier, um vendedor de bilhetes de loteria, e de Maria João de Deus, uma lavadeira católica, ambos analfabetos.[13][22] Segundo biógrafos, a mediunidade de Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade.[13][23]

Os abusos da madrinhaEditar

A mãe morreu quando Francisco tinha apenas cinco anos de idade. Incapaz de criá-los, o pai distribuiu os nove filhos entre a parentela. Nos dois anos seguintes, Francisco foi criado pela madrinha e antiga amiga de sua mãe, Rita de Cássia, que logo se mostrou uma pessoa cruel, vestindo-o de menina e batendo-o diariamente, inicialmente por qualquer pretexto e, mais tarde, sob a alegação de que o "menino tinha o diabo no corpo".[13][24]

Não se contentando em açoitá-lo com uma vara de marmelo, Rita passou a cravar-lhe garfos de cozinha no ventre, não permitindo que ele os retirasse, o que ocasionou terríveis sofrimentos ao menino. Os únicos momentos de paz que tinha consistiam nos diálogos com o espírito de sua mãe, com quem se comunicava desde os cinco anos de idade.[23]

O contato e a adesão à Doutrina EspíritaEditar

 
Centro Espírita Luiz Gonzaga (2008).

Em 1927,[16] então com dezessete anos de idade, Francisco viu-se diante da insanidade de uma irmã, que descobriu ser causada por um processo de obsessão espiritual.[25]

Desse modo, pela sua mediunidade começaram a manifestar-se diversos poetas falecidos, somente identificados a partir de 1931. Em 1928, começou a publicar as suas primeiras mensagens psicografadas nos periódicos O Jornal, do Rio de Janeiro, e Almanaque de Notícias, de Portugal.[12]

As primeiras obrasEditar

Em 1931, em Pedro Leopoldo, perdeu a madrasta Cidália, e deu continuidade à obra Parnaso de Além-Túmulo. Esse ano, que marca a "maioridade" do médium, é o ano do encontro com seu mentor espiritual Emmanuel, "...à sombra de uma árvore, na beira de uma represa..." .[1] Chico dizia que o mentor o informa sobre a sua missão de psicografar uma série de trinta livros e explica-lhe que para isso são lhe exigidas três condições: "disciplina, disciplina e disciplina".[1]

Em 1932, foi publicado o Parnaso de Além-Túmulo pela Federação Espírita Brasileira (FEB). A obra, coletânea de poesias ditadas por espíritos de poetas brasileiros e portugueses, obteve grande repercussão junto à imprensa e à opinião pública brasileira e causou espécie entre os literatos brasileiros, que em geral se impressionaram positivamente com o livro. O impacto era aumentado ao se saber que a obra tinha sido escrita por um "modesto escriturário" de armazém do interior de Minas Gerais, que mal completara o primário.[26]

Continuou com o seu emprego de escrevente-datilógrafo na Fazenda Modelo da Inspetoria Regional do Serviço de Fomento da Produção Animal, iniciado em 1935 e a exercer as suas funções no Centro Espírita Luiz Gonzaga, atendendo aos necessitados com receitas, conselhos e psicografando as obras do Além. O administrador da fazenda era o engenheiro agrônomo Rômulo Joviano, também espírita, que além de conseguir o emprego para Chico, o ajudava a ter a paz necessária para os trabalhos de psicografia, além de acompanhar as sessões do Centro Luiz Gonzaga, do qual se tornaria presidente. Foi justamente no período em que psicografava nos porões da casa de Joviano que foi escrita uma de suas maiores obras, intitulada Paulo e Estevão.[1]

Paralelamente, iniciou uma longa série de recusas de presentes e distinções, que perdurará por toda a vida, como por exemplo a de Fred Figner, que lhe legou vultosa soma em testamento, repassada pelo médium à FEB para uso caritativo[1].[carece de fontes?] Fred Figner, o grande empresário, fundador da Casa Edison, pioneiro das gravações de música no Brasil, que possuía uma coluna de jornal sobre Espiritsmo, se correspondeu por mais de 17 anos com Chico Xavier[1]. Um ano após o falecimento de Figner, em 1948, Chico Xavier psicografa o livro "Voltei", assinado pelo espírito de "Irmão Jacob", que seria o próprio espírito de Figner[27]. Este livro é considerado de grande importância na cultura espírita, por conter importantes relatos e recomendações aos seguidores da religião. "Voltei" só foi publicado em 1949, sendo até hoje um livro de grande vendagem e leitura.

Com a notoriedade, prosseguiram as críticas de pessoas que tentavam desacreditá-lo. Além dessas pessoas, Chico Xavier ainda dizia que inimigos espirituais buscavam atingi-lo com fluidos negativos e tentações. Souto Maior relata uma tentativa de "linchamento pelos espíritos", bem como um episódio em que jovens nuas tentam o médium em sua banheira. Observe-se que ambos os episódios contêm aspectos narrativos comuns à chamada "prova", comum em histórias de santidade.[1]

Ah... Mas quem sou eu senão uma formiguinha, das menores, que anda pela Terra cumprindo sua obrigação.
— Chico Xavier[28]

O caso Humberto de CamposEditar

No decorrer da década de 1930, destacaram-se ainda a publicação dos romances atribuídos a Emmanuel e da obra Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, atribuída ao espírito de Humberto de Campos, onde a história do Brasil é interpretada por uma óptica espiritual e teológica. Essa última obra trouxe como consequência uma ação judicial movida pela viúva do escritor, que pleiteou por essa via direitos autorais pelas obras psicografadas, caso se confirmasse a autoria do famoso escritor maranhense[29].

A defesa do médium foi suportada pela FEB e resultou, posteriormente, no clássico A Psicografia Perante os Tribunais, do advogado Miguel Timponi. Em sua sentença, o juiz decidiu que os direitos autorais referiam-se à obra reconhecida em vida do autor, não havendo condição de o tribunal se pronunciar sobre a existência ou não da mediunidade. Ainda assim, para evitar possíveis futuras polêmicas, o nome do escritor falecido foi substituído pelo pseudônimo Irmão X.[30][31]

Nessa época, Francisco ingressou no serviço público federal, como auxiliar de serviço no Ministério da Agricultura.

Nosso LarEditar

 Ver artigos principais: Nosso Lar e Nosso Lar (filme)

Em 1943, vem a público um dos livros mais populares da literatura espírita, o romance Nosso Lar, o mais vendido e divulgado da extensa obra do médium, que no ano de 2010 se tornou um filme e já havia vendido mais de dois milhões de exemplares.[32]

O caso David Nasser e Jean ManzonEditar

Em 1944, os repórteres David Nasser e Jean Manzon fizeram uma reportagem não muito simpática sobre o médium, a qual foi publicada em "O Cruzeiro"[33]. Os repórteres se fingiram de estrangeiros e usaram nomes falsos para testarem se Chico era um farsante; porém, quando Nasser e Manzon chegaram em casa após a reportagem, tiveram uma surpresa, como relatou Nasser numa entrevista à TV Cultura em 1980: “De Madrugada, o Manzon me telefonou e disse: ‘você já viu o livro que o Chico Xavier nos deu?’. Falei que não. ‘Então veja’, ele falou. Fui na minha biblioteca, peguei o livro e estava escrito exatamente isso: ‘ao meu irmão David Nasser, de Emmanuel’. Ao Manzon ele havia feito uma dedicatória semelhante. Por coisas assim é que eu tenho muito medo de me envolver em assuntos de Espiritismo”.[34]

O caso Amauri PenaEditar

 Ver artigo principal: Amauri Pena

Em 1958, o médium viu-se no centro de uma nova polêmica, desta vez por conta das denúncias de um sobrinho, Amauri Pena, filho da irmã curada de obsessão. O sobrinho, ele mesmo médium psicógrafo, anunciou-se pela imprensa como falso médium, um imitador muito capaz, acusação que estendeu ao tio. Chico Xavier defendeu-se, negando ter qualquer proximidade com o sobrinho. Já com antecedentes de alcoolismo e com sérios remorsos pelos danos causados à reputação do tio, Amauri retirou a acusação e foi internado num sanatório psiquiátrico em São Paulo, onde morreu.[1]

Década de 1960 e a parceria com o médium Waldo VieiraEditar

Em 1955, Chico Xavier conheceu pessoalmente o médium e então estudante de Medicina Waldo Vieira, o que resultou em uma parceria espírita — que durou até 1966 — na qual psicografaram 17 livros em comum.[35]

Em 22 de maio de 1965, Chico Xavier e Waldo Vieira viajaram para Washington, Estados Unidos, a fim de divulgar o espiritismo no exterior. Com a ajuda de Salim Salomão Haddad, presidente do centro Christian Spirit Center, e sua esposa Phillis, estudaram inglês e lançaram o livro Ideal Espírita, com o nome de The World of The Spirits.[1]

No natal de 1965 Chico e Waldo promoveram uma distribuição de alimentos e roupas para mais de onze mil pessoas que formaram uma fila na porta do Comunhão Espírita Cristã.[1]

Década de 1970 e entrevistas no programa Pinga-FogoEditar

 Ver artigo principal: Pinga-Fogo

No alvorecer da década de 1970, Chico participou de programas de televisão que alcançaram picos de audiência. Sua entrevista ao vivo cedida ao programa Pinga-Fogo da TV Tupi em 28 de julho de 1971, conseguiu a maior audiência da história da TV brasileira.[13][36] Nessa década, além da catarata e dos problemas de pulmões, passou a sofrer de angina.

Já na edição do mesmo programa de 21 de dezembro de 1971, diante da pergunta do entrevistador sobre "o que pensam os chamados benfeitores espirituais quanto à posição do Brasil atual, seja no terreno político ou social", Chico Xavier respondeu que "a posição atual do Brasil é das mais dignas e mais encorajadoras para nós", explicando que "a nossa democracia está guardada por forças que nos defendem contra a intromissão de quaisquer ideologias ligadas à desagregação". Esta visão demonstra que Chico Xavier se encontrava em completo acordo com o governo e a política de então.[37][38]

Em 1975 se desligou do centro espírita "Comunhão Espírita Cristã" e fundou um novo em Uberaba, o "Grupo Espírita da Prece", passando a exercer atividades neste centro.[39]

As décadas de 1980 e 1990Editar

Em 1980 já havia duas mil instituições de caridade fundadas, ajudadas ou mantidas graças aos direitos autorais dos seus livros psicografados ou a campanhas beneficentes promovidas por ele.[1] Em 1981 foi proposto para se candidatar ao Prêmio Nobel da Paz, campanha encabeçada pelo amigo Augusto César Vanucci, então diretor da Rede Globo, concorrendo com vultos da época, como João Paulo II, prestes a visitar o Brasil pela primeira vez, e pelo líder sindicalista polonês Lech Walesa. Pelo extenso trabalho social exercido pelo médium mineiro, achavam certa sua vitória, já que Madre Teresa de Calcutá, com um trabalho menos vultoso, fora premiada no ano anterior. Mas nenhum destes ganhou — uma instituição da ONU, de acolhimento a refugiados internacionais, levou o Nobel naquele ano.[40]

No ano de 1994, o tabloide estadunidense National Examiner publicou uma matéria em que, no título, declarava que "Fantasmas escritores fazem romancista milionário".[41] A matéria foi alardeada no Brasil com destaque pela hoje extinta revista Manchete,[42] com o título de Secretário dos Fantasmas, onde se declarava que, segundo informava a National Examiner, o médium brasileiro ficou milionário, havendo ganho 20 milhões de dólares como "secretário de fantasmas".[carece de fontes?]

A revista Manchete continuava: "Segundo o jornal, ele é o primeiro a admitir que os 380 livros que lançou são de 'ghost-writers', mas 'ghosts' mesmo, em sentido literal", concluindo que Chico simplesmente transcreve as obras psicografadas de mais de 500 escritores e poetas mortos e enterrados.[43]

O médium não respondeu, mas a FEB, por seu então Presidente Juvanir Borges de Souza, editora de boa parte das obras de Chico Xavier, enviou uma carta à revista em que informava utilizar os direitos autorais e a remuneração pelas obras de Francisco Cândido Xavier para uso da caridade, o mesmo se passando com outras editoras, ressaltando que "os direitos autorais são cedidos gratuitamente, visando a tornar o livro espírita bastante acessível e a contribuir, destarte, para a difusão da Doutrina Espírita".[43]

O mesmo Presidente da FEB, em 4 de outubro daquele ano, por ocasião do I Congresso Espírita Mundial, apresentou uma "moção de reconhecimento e de agradecimento ao médium Francisco Cândido Xavier", aprovada pelo Conselho Federativo Nacional da FEB, em proposta apresentada pelo Presidente da Federação Espírita do Estado de Sergipe. No documento, as entidades representativas do espiritismo no Brasil devotavam a sua gratidão e respeito ao médium "pelos intensos trabalhos por ele desenvolvidos e pela vida de exemplo, voltados ao estudo, à difusão e à prática do espiritismo, à orientação, ao atendimento e à assistência espiritual e material aos seus semelhantes".[44]

Quem é perseguido, muitas vezes ainda consegue ir adiante, principalmente se estiver sendo perseguido de maneira injusta, mas quem persegue não sai do lugar.
— Chico Xavier[28]

MorteEditar

O médium morreu aos 92 anos de idade, em decorrência de parada cardiorrespiratória, no dia 30 de junho do ano de 2002.[45] Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico dizia que iria "desencarnar" em um dia em que os brasileiros estivessem muito felizes e em que o país estivesse em festa, para assim o desencarne dele não causar tristeza.[13][46][47][48] O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol daquele ano, no dia de sua morte (Chico morreu cerca de nove horas depois da partida Brasil x Alemanha).[49]

O então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, emitiu nota sobre a morte do médium: "Grande líder espiritual e figura querida e admirada pelo Brasil inteiro, Chico Xavier deixou sua marca no coração de todos os brasileiros, que ao longo de décadas aprenderam a respeitar seu permanente compromisso com o bem estar do próximo".[50] O então governador de Minas Gerais, Itamar Franco, decretou luto oficial de três dias no Estado e declarou: "Chico Xavier expressava em sua face uma imensa bondade, reflexo de sua alma iluminada, que transparecia, particularmente, em sua dedicação aos pobres, imagem que vou guardar para sempre, com muito carinho".[51]

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, 120 000 pessoas compareceram ao velório do médium, que aconteceu em Uberaba nos dias 1 e 2 de julho. Em um caminhão do Corpo de Bombeiros, o caixão com o corpo do médium percorreu 5 km até chegar ao Cemitério São João Batista (também em Uberaba) e mais de 30 mil pessoas acompanharam o cortejo a pé. Quando o caixão chegou ao cemitério, foi recebido com uma chuva de pétalas de 3 mil rosas lançadas em profusão de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal.[1]

Os centros espíritas fundados por Chico Xavier, "Grupo Espírita da Prece"[52] e "Comunhão Espírita Cristã" em Uberaba e "Centro Espírita Luiz Gonzaga" em Pedro Leopoldo, continuam funcionando e realizando muitas assistências de caridade.[53][54]

Em 2014, o Ministério Público Federal de Uberaba, em Minas Gerais, firmou um acordo com o filho adotivo do médium Chico Xavier, Eurípedes Higino, que prevê a proteção e catalogação do acervo do médium.[55]

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
— Chico Xavier[28]

Supostas psicografiasEditar

 
Edições francesas de algumas obras psicografadas por Chico Xavier.

Chico Xavier teria psicografado mais de 450 livros. Nunca admitiu ser o autor de alguma dessas obras; apenas reproduziria o que os espíritos lhe ditavam.[16] Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros, tendo sempre cedido os direitos autorais para instituições de caridade.[4] Vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares em português, com traduções em inglês, espanhol, japonês, esperanto, francês, alemão, italiano, russo, mandarim, romeno, sueco, grego, húngaro, braile, etc. Psicografou cerca de dez mil cartas "de mortos para suas famílias", nunca tendo cobrado por isso. As cartas eram tidas como psicografias autênticas pelos familiares e algumas chegaram a ser aceitas como provas em casos de julgamentos jurídicos.[56][57]

Seu primeiro livro, Parnaso de Além-Túmulo, com 256 poemas atribuídos a poetas mortos, dentre eles os portugueses João de Deus, Antero de Quental e Guerra Junqueiro e os brasileiros Olavo Bilac, Castro Alves e Augusto dos Anjos, foi publicado pela primeira vez em 1932.[16] O livro logo se tornou uma grande sensação no país.[26] O de maior tiragem foi Nosso Lar, publicado em 1944, atualmente com mais de dois milhões de cópias vendidas,[32] atribuído ao espírito André Luiz, sendo o primeiro volume da "Coleção A Vida no Mundo Espiritual".[58]

Também são marcantes os livros psicografados atribuídos pelo médium ao espírito do escritor Humberto de Campos. Tais psicografias foram o objeto de estudo do pesquisador Alexandre Caroli Rocha em uma notória tese de Doutorado em Teoria e História Literária pela Unicamp, em que concluiu que o autor dos livros psicográficos possuía um amplo conhecimento das obras de Campos e foi capaz de reproduzir o seu estilo e caráter.[26][59]

 
Alegoria que representa, segundo a ótica espírita, o médium Chico Xavier psicografando uma mensagem do seu espírito-guia Emmanuel.

Uma de suas psicografias mais famosas, e que teve repercussão mundial, foi a do caso de Goiânia em que José Divino Nunes, acusado de matar o melhor amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz, que aceitou como prova válida (entre outras que também foram apresentadas pela defesa) um depoimento da própria vítima, já falecida, através de texto psicografado por Chico Xavier. O caso aconteceu em outubro de 1979, na cidade de Goiânia, Goiás. Assim, o presumido espírito de Maurício teria inocentado o amigo dizendo que tudo não teria passado de um acidente.[1][60][61] Depoimentos psicografados por Chico Xavier também foram aceitos como provas judiciais em outros três casos de julgamento de homicídio internacionalmente repercutidos.[60][61]

O pesquisador da Universidade Estadual de Londrina Carlos Augusto Perandréa, pós-graduado em criminologia, durante cerca de 14 anos estudou cientificamente 400 cartas psicografadas por Chico Xavier em transes mediúnicos, utilizando as mesmas técnicas com que avalia assinatura para bancos, polícias e o Poder Judiciário, a grafoscopia. Perandréa comparou a letra (padrão) dos indivíduos antes da morte e depois nas cartas psicografadas, chegando à conclusão de que todas as psicografias possuem autenticidade gráfica dos referidos mortos.[62][63][64] Em 1991, o pesquisador publicou o resultado desse estudo em seu livro chamado "A Psicografia á Luz da Grafoscopia". O estudo também foi publicado na Revista Científica da Universidade de Londrina, a Revista Semina, em 1990, e igualmente apresentado, em outra oportunidade, em um Congresso Nacional, diante de mais de 500 profissionais e peritos da área, sem uma única contestação.[62][64][65]

A Associação Médico-Espírita de São Paulo fez um estudo de 45 cartas psicografadas por Chico Xavier, o que gerou o livro "A Vida Triunfa" de 1990. A partir de dados colhidos por um questionário padrão feito aos destinatários das cartas, a AME-SP chegou a várias constatações, por exemplo: 100% das famílias declararam 100% de acerto nos dados informados pelas cartas; 68,9% das cartas citam de um a três parentes e/ou amigos falecidos desconhecidos por Chico; 35,6% definiram as assinaturas psicografadas pelo médium como idênticas às dos autores espirituais. Como conclusão do estudo, os autores alegaram que "As evidências da sobrevivência do espírito são muito fortes. A vida é uma fatalidade, segundo o depoimento desses 45 companheiros que se expuseram, por inteiro, revelando as nuances de suas personalidades através das mãos humildes do medianeiro".[66]

Durante transes psicográficos, eletroencefalogramas do médium mostraram características comuns da epilepsia, mas clinicamente Chico Xavier nunca foi epiléptico.[67][fonte confiável?]

HonrariasEditar

 
Busto do médium na Praça Chico Xavier, em sua cidade natal, Pedro Leopoldo.

Filme biográficoEditar

 Ver artigo principal: Chico Xavier (filme)

Em 2 de abril de 2010, data em que Chico Xavier completaria 100 anos, estreou Chico Xavier - O Filme,[80][81][82] baseado na biografia As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior. Dirigido e produzido pelo cineasta Daniel Filho, Chico Xavier é retratado pelos atores Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier, respectivamente, em três fases de sua vida: de 1918 a 1922, 1931 a 1959 e 1969 a 1975. O filme alcançou a marca de mais de 3,5 milhões de espectadores nos cinemas.[83]

ControvérsiasEditar

A psicografia, principal técnica utilizada por Chico Xavier, é tida como pseudocientífica e sem base empírica. Além disso, supõe-se também que ele fizesse uso intenso de leitura a frio[84] e a quente. Supostos estudos científicos tentando comprovar a origem espiritual dos escritos de Xavier têm-se mostrado metodologicamente falhos ou tendenciosos.[85][86][87]

Em 2010, Kentaro Mori publicou um artigo na revista Skeptical Inquirer em que acusava Xavier de fraude. Segundo Mori, a equipe de Xavier o ajudaria coletando informações sobre seus clientes e falsificando cartas psíquicas. Ele também foi acusado de usar perfume na sala de sessões, um truque espiritualista comum para fingir que o cheiro era de origem sobrenatural.[88] A cética Karen Stollznow também acusou Xavier de leitura a quente.[89]

Materializações de espíritos em sessões de Xavier também têm sido acusadas de fraude.[90] Em 1964, foram publicadas na revista O Cruzeiro fotos onde apareciam a médium Otília Diogo, Xavier e uma suposta materialização de um espírito. Otília foi acusada de charlatanismo quando encontraram as roupas que o suposto espírito teria usado. Sobre o caso, Xavier declarou que médiuns são humanos, portanto falíveis.[91]

Em 1971, o repórter Amilton Ribeiro realizou um teste em que inventou um nome e um endereço falsos, levando-os a Chico Xavier, que psicografou uma mensagem do falso morto. Waldo Vieira, com quem Xavier psicografou livros junto, também afirma que Xavier tinha acesso a informações de antemão.[92] O escritor Monteiro Lobato deixou duas "senhas" com dois amigos, que serviriam, se fosse o caso, como prova de sua vida após a morte, se estas senhas aparecessem. Chico Xavier psicografou algumas cartas que supostamente seriam do escritor, mas em nenhuma delas apareceu a senha deixada.[92]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s Souto Maior, Marcel (1995). As vidas de Chico Xavier. Rio de Janeiro: Rocco. 179 páginas. ISBN 978-85-7479-574-4 
  2. http://www.autoresespiritasclassicos.com/Chico%20Xavier/Biografia%20do%20Espiritos/Maria/Maria%20Joao%20de%20Deus.htm
  3. http://www.carlosfernandes.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=3071100
  4. a b c d Moreira-Almeida, Alexander. Pesquisa em mediunidade e relação mente-cérebro: revisão das evidências. Rev. psiquiatr. clín. vol.40 no.6 São Paulo 2013.
  5. a b ABIB, D.. CULTURA ESPÍRITA NO BRASIL/ SPIRITIST CULTURE IN BRASIL. Brazilian Cultural Studies, América do Norte, 224 07 2013. p. 119-120.
  6. Lewgoy, Bernardo. A transnacionalização do espiritismo kardecista brasileiro: uma discussão inicial. Relig. soc. [online]. 2008, vol.28, n.1 [cited 2014-09-05], pp. 84-104
  7. Tiago Cordeiro. Allan Kardec e o espiritismo, uma religião bem brasileira (14/10/2014). Aventuras na História - Guia do Estudante. Página visitada em 18/11/2014.
  8. Amauri Arrais. Médium brasileiro ajudou a projetar espiritismo internacionalmente. G1, 02/04/10.
  9. Rivas, Luis Hu. Doutrina Espírita para Principiantes (Título original: Doctrina Espírita para Principiantes), 2ª Edição, Conselho Espírita Internacional, ISBN 978-85-98161-99-0
  10. Lucchetti G, Daher JC Jr, Iandoli D Jr, Gonçalves JP, Lucchetti AL. Historical and cultural aspects of the pineal gland: comparison between the theories provided by Spiritism in the 1940s and the current scientific evidence.. Neuro Endocrinol Lett. 2013;34(8):745-55.
  11. Vanessa Daraya. Brasileira estuda cartas psicografadas. Revista Exame (online). 28/07/2013.
  12. a b c d Martha Mendonça. Chico Xavier e a alma do Brasil. Revista Época, 1 de março de 2010, p. 86.
  13. a b c d e f g h i j Langellier JP. Un homme insignifiant. Le Monde, 12/05/2010.
  14. a b c Chico Xavier Superstar. Revista Isto É. N° Edição: 2103 | 26.Fev.10. Página visitada em 05/03/2015
  15. Chico Xavier TV Mundo Maior.
  16. a b c d Veja a biografia de Chico Xavier. Folha Online - Acesso a 13 de Julho de 2007
  17. a b Agência Câmara Notícias. Deputados ressaltam legado de Chico Xavier em sessão solene; 13/04/2010. Página visitada em 05/03/2015.
  18. Ícone do espiritismo no Brasil transcende religiões; 02/04/2010. UOL - NE10. Página visitada em 05/03/2015.
  19. a b Bello, Alex (11 de julho de 2002). «Obituary: Chico Xavier». The Guardian. Consultado em 13 de maio de 2013 
  20. «Chico Xavier já foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz?». Terra.com.br. 30 de junho de 2012. Consultado em 27 de dezembro de 2012 
  21. a b c Prefeito e Vice-governador entregam Comenda Chico Xavier - Governo de Uberaba.Página visitada em 18/12/2014.
  22. «Chico Xavier e J Herculano Pires». Consultado em 18 de abril de 2014 
  23. a b Federação Espírita Brasileira (FEB). Texto "Francisco Cândido Xavier -Traços Biográficos". Páginas 01 e 05 em PDF
  24. [https://cinemanafloresta.com.br/chico-xavier-fez-do-brasil-o-maior-pais-espirita/ Como Chico Xavier fez do Brasil o maior html
  25. Chico Xavier TV Mundo Maior
  26. a b c Rocha AC. A poesia transcendente de Parnaso de além-túmulo. Tese (mestrado). Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem. Campinas; 2001.
  27. Souza, Luis Eduardo de (2010). O homem que falava com espíritos. São Paulo: Universo dos Livros 
  28. a b c Frases de Chico Xavier - Pensador - Uol
  29. Tesheiner, Jose. «Episódio 34 - Viúva de Humberto de Campos x Chico Xavier». www.tex.pro.br. Consultado em 19 de fevereiro de 2018 
  30. MOURA, Kátia de Souza. A psicografia como meio de prova. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1173, 17 set. 2006. Acesso em: 04 de março de 2015.
  31. Este processo, que se celebrizou pela sua originalidade, foi movido no sentido de obter uma declaração, por sentença, acerca de se daquela obra mediúnica "era ou não do 'Espírito' de Humberto de Campos", e, em caso afirmativo, que se aplicassem as sanções previstas em Lei. O assunto causou muita polêmica, tendo ocupado espaço nos principais periódicos do país à época. Em 23 de agosto de 1944, por sentença do Dr. João Frederico Mourão Russell, juiz de Direito em exercício na 8ª Vara Cível do antigo Distrito Federal, a ação foi julgada improcedente. O recurso, impetrado no Tribunal de Apelação do antigo Distrito Federal, manteve a sentença original, tendo sido relator o ministro Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa. (TIMPONI, Miguel. A Psicografia ante os Tribunais).
  32. a b Martha Mendonça, Chico Xavier e a Alma do Brasil, Revista Época, 01.03.2010, p.88
  33. David Nasser (12 de agosto de 1975). «Chico Xavier, detetive do Além». in "O Cruzeiro". Memoriaviva.com.br 
  34. Folha Universitária - Uniban - ed. 428. Ano 13. 12 de abril de 2010
  35. Y. Shimizu (1998). «"Literatura Espírita XLV" (Obras de Waldo Vieira)». Jornal "Mundo Espírita". página revisada 10/01/2010. FEP. Consultado em 25 de janeiro de 2013. Arquivado do original (htm) em 7 de outubro de 2013 
  36. http://atarde.uol.com.br/noticias/2220296
  37. Pinga-Fogo com Chico Xavier – Ed. Histórica, vídeo EAN 7895233127708, dir, Oceano Vieira de Melo
  38. Resposta de Chico Xavier sobre o regime militar
  39. «Chico Xavier: o legado do maior líder espírita do Brasil que viveu em Uberaba». G1 
  40. Portal Terra, ed. (30 de junho de 2012). «Chico Xavier já foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz?». Consultado em 16 de maio de 2019 
  41. Uma livre tradução de: Ghostwriters made novelist a millionaire -onde se nota um trocadilho com o termo, já que "escritor fantasma" - ghostwriter refere-se à pessoa que escreve obra assinada por outrem
  42. Manchete, nº 2234, 28 de janeiro de 1994.
  43. a b Souza, Juvanir Borges de. FEB, ed. Carta do Presidente da FEB a revista Manchete. abril de 1995 revista Reformador, ano 113, nº 1993 ed. Rio de Janeiro: [s.n.] pp. 109/17 
  44. Souza, Juvanir Borges de. FEB, ed. Moção de reconhecimento e de agradecimento ao médium Francisco Cândido Xavier. dezembro de 1995 Revista Reformador, ano 113, nº 2001 ed. Rio de Janeiro: [s.n.] pp. 362/14 
  45. Chico Xavier morre em Uberaba aos 92 anos, Folha Online, Acesso a 13 de Julho de 2007
  46. Martha Mendonça, Chico Xavier e a Alma do Brasil, Revista Época, 01.03.2010, p.92.
  47. Casa onde Chico Xavier morreu, em Uberaba, vira museu; 13/04/2013, in globo.com
  48. Milhares de pessoas visitam velório de Chico Xavier; 01/07/2002; In Diário do Grande ABC (online).
  49. Guimarães, Carlos (30 de junho de 2014). «Há 12 anos, Brasil conquistava o pentacampeonato da Copa do Mundo». Gaucha. Consultado em 23 de janeiro de 2017 
  50. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/2001-chico_xavier.shtml
  51. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0207200216.htm
  52. http://www.chicoxavieruberaba.com.br/
  53. [1]"Conheça Pedro Leopoldo, MG, cidade onde Chico Xavier nasceu"; G1 Triângulo Mineiro; 27/06/2012
  54. http://www.partidaechegada.com/2010/04/casa-da-prece-mantem-trabalho-iniciado.html
  55. «Filho adotivo de Chico Xavier assina acordo para catalogar acervo do pai». Consultado em 18 de abril de 2014 
  56. Martha Mendonça, Chico Xavier e a Alma do Brasil, Revista Época, 01.03.2010, p.92.
  57. http://www.edicei.com/br/category/chico-xavier/
  58. "A vida no mundo espiritual: estudo da obra de André Luiz"; FEB
  59. Rocha AC. O Caso Humberto de Campos: Autoria Literária e Mediunidade. Tese de Doutorado em Teoria e História Literária, Unicamp; 2008.
  60. a b Alaide Barbosa dos Santos Filha. A Psicografia como Meio de Prova. Revista Fonte do Direito, Ano I, n. 1, Mar./Abr. 2010.
  61. a b Cintia Alves da Silva. As cartas de Chico Xavier: uma análise semiótica. São Paulo: Cultura Acadêmica - UNESP. 2012. p. 22.
  62. a b http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/09/328872.shtml
  63. FERREIRA, Leandro Tavares. Psicografia no processo penal: a admissibilidade de carta psicografada como prova judicial lícita no direito processual penal brasileiro, pág. 4. Jus Navigandi, Teresina, ano 17, n. 3412, 3 nov. 2012.. Acesso em: 6 fev. 2014.
  64. a b Pesquisador de cartas de Chico Xavier será homenageado em Londrina. Bonde News, 16/11/2014. Página visitada em 03/12/2014.
  65. PERANDRÉA, Carlos A.. A Psicografia à Luz da Grafoscopia.
  66. Souto Maior, Marcel. Por Trás do Véu de Ísis, pág. 58.
  67. Isto é - Do outro lado da vida, página acessada em 22 de janeiro de 2012.
  68. Souza, Luís Eduardo de. O Homem que Falava com Espíritos, pág. 46. Ed. Universo dos Livros, 2010.
  69. Pires, José Herculano. "Chico Xavier: O Homem Futuro". São Paulo: Revista Planeta, n° 10, Junho de 1973.
  70. http://www.febnet.org.br/ba/file/Pesquisa/Textos/Biografia%20de%20Francisco%20C%C3%A2ndido%20Xavier.pdf
  71. "Comenda da Paz Chico Xavier acontece hoje"; Jornal de Uberaba; 08/03/2013.
  72. Terra de Minas conta a história de médium Chico Xavier, in globo.com
  73. http://www.casadechicoxavier.com.br/
  74. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT124246-15228-124246-3934,00.html
  75. Lei nº 12.065, de 29/10/2009
  76. [2]"Correios lançam selo em homenagem a Chico Xavier"; Revista Época; 17,03/2010
  77. Casa da Moeda lança medalha comemorativa ao centenário de nascimento de Chico Xavier
  78. http://www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro/
  79. [3]"Nova diretoria do Instituto Chico Xavier é empossada em Uberaba, MG"; G1 Triângulo Mineiro; 27/03/2013
  80. Luiz, Vadico (27 de fevereiro de 2017). «Chico Xavier, o filme. Um santo para o nosso tempo». Esferas. 1 (8). ISSN 2446-6190. doi:10.19174/esf.v1i8.7908 
  81. Sandra Jaqueline, Stoll (2010). «Chico Xavier: o sincretismo além do filme». Estadão. Cópia arquivada em 16 de junho de 2019 
  82. Carvalho, Aline Torres Sousa; Rezende, Guilherme Jorge de (2013). «A espetacularização da figura de Chico Xavier e a doutrina Espírita na narrativa midiática 'Chico Xavier'». Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação. 36 (2): 105–134. ISSN 1809-5844. doi:10.1590/S1809-58442013000200006 
  83. http://www.istoe.com.br/reportagens/197556_UM+PRODUTOR+DE+CORPO+E+ALMA
  84. «Obras psicografadas » Blog Archive » Chico Xavier: Especialista em Leitura Fria?». Consultado em 7 de abril de 2019 
  85. Lopes, Gilmar (27 de dezembro de 2014). «Estudo comprovou que as cartas de Chico Xavier eram reais?». E-farsas - Desvendando fake news desde 2002!. Consultado em 7 de abril de 2019 
  86. «Pseudopesquisa atesta veracidade de cartas psicografadas de Chico Xavier – Ceticismo.net». ceticismo.net. Consultado em 7 de abril de 2019 
  87. Luzardo, André (26 de novembro de 2014). «Alexander comprova o espiritismo novamente». Raciocínio Aberto. Consultado em 7 de abril de 2019 
  88. Mori, Kentaro. (2010). "Spiritualism in Brazil: Alive and Kicking". Csicop.org. Retrieved 2014-10-11.
  89. Stollznow, Karen. (2014). Language Myths, Mysteries and Magic. Palgrave Macmillan. p. 113. ISBN 978-1-137-40484-8 "Xavier was revealed to be a cheat. In what is called hot reading, Xavier's staff at his Spiritist Center in Brazil gathered information from clients as they lined up to see the psychic. In the letters from the dead, these details were presented back to the clients though they had been psychic messages."
  90. «Chico Xavier participando de fraude de materialização». Espiritismo de Verdade. 11 de fevereiro de 2013. Consultado em 7 de abril de 2019 
  91. «As materializações de Otília Diogo em Uberaba: Verdade ou mentira?». As materializações de Otília Diogo em Uberaba. Consultado em 7 de abril de 2019 
  92. a b Junior, José Carlos Fabro (5 de janeiro de 2016). «Diário de um cético: Chico Xavier: Novas pesquisas e provas?». Diário de um cético. Consultado em 7 de abril de 2019 

BibliografiaEditar

  • BARBOSA, Elias. No Mundo de Chico Xavier. Araras: Instituto de Difusão Espírita, 1992.
  • GAMA, Ramiro Lindos Casos de Chico Xavier. São Paulo: Livraria Allan Kardec Editora, 1995.
  • GOMES, Saulo (org.). Pinga-Fogo com Chico Xavier. Catanduva (SP): InterVidas, 2009. 256p. fotos. ISBN 978-85-60960-00-2
  • LEWGOY, Bernardo. O Grande Mediador. Chico Xavier e a Cultura Brasileira. Bauru (SP): EDUSC, 2004.
  • MACHADO, Ubiratan. Chico Xavier: Uma Vida de Amor. Araras: Instituto de Difusão Espírita, 1997.
  • NUÑEZ, Sandra. A Pátria dos Curadoresː Uma História da Medicina e da Cura Espiritual no Brasil. São Pauloː Pensamento, 2013. 216p.
  • PLAYFAIR, Guy Lyon. Chico Xavier, Medium of the Century. Londres: Roundtable Publishing, 2010.
  • PONSARDIN, Mickael. Chico Xavier, l'homme et le Médium. Miami Beach: Edicei of America, 2011.
  • RAMOS, Clóvis. Cinqüenta anos de Parnaso. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1982.
  • RANIERI, R. A.. Chico Xavier, o Santo dos Nossos Dias. Rio de Janeiro: Eco, s.d..
  • SCHÜBERT, Suely Caldas. Testemunhos de Chico Xavier. Brasília: Federação Espírita Brasileira, 1986.
  • SILVA, Raquel Marta da (2006). «Chico Xavier: um bem simbólico nacional? Uma análise sobre a construção do imaginário espírita uberabense». In: Artur Cesar Isaia (org.). Orixás e espíritos: o debate interdisciplinar na pesquisa contemporânea. Uberlândia: EDUFU. p. 241-261. 351 páginas. ISBN 85-7078-091-5 
  • SOUTO MAIOR, Marcel. Por Trás do Véu de Ísis. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2004.
  • Stoll, Sandra Jacqueline (2003). Espiritismo à Brasileira. São Paulo: EDUSP. ISBN 85-314-0807-5. Consultado em 2 de agosto de 2015 
  • TIMPONI, Miguel. A Psicografia Ante os Tribunais. Brasília: Federação Espírita Brasileira, 1984.
  • WORM, Fernando. A ponte - Diálogos com Chico Xavier. São Paulo: Lake, 1993.

Ligações externasEditar