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Francisco Dornelles
Francisco Dornelles
20º Vice-governador do Rio de Janeiro
Período 1º de Janeiro de 2015
até 1º de Janeiro de 2019
Governador Luiz Fernando Pezão
Antecessor Luiz Fernando Pezão
Sucessor Cláudio Castro
Senador pelo Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 2007
até 17 de dezembro de 2014
Ministro do Trabalho do Brasil
Período 1 de janeiro de 1999
até 8 de abril de 2002
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor Edward Amadeo
Sucessor Paulo Jobim Filho
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil
Período 6 de maio de 1996
até 30 de março de 1998
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor Dorothea Werneck
Sucessor José Botafogo Gonçalves
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 1987
até 1 de fevereiro de 2007
Ministro da Fazenda do Brasil
Período 15 de março de 1985
até 26 de agosto de 1985
Presidente José Sarney
Antecessor Carlos Viacava
Sucessor Dilson Funaro
Dados pessoais
Nascimento 7 de janeiro de 1935 (84 anos)
Belo Horizonte, MG, Brasil
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Harvard
Esposa Cecília Andrade Dornelles
Filhos 2
Partido PTB (1959-1964)
ARENA (1972-1980)
PDS (1980-1984)
PMDB (1984-1986)
PFL (1986-1993)
PDS (1993)
PPR (1993-1995)
PPB (1995-2003)
PP (2003-presente)
Profissão Economista

Francisco Oswaldo Neves Dornelles (Belo Horizonte, 7 de janeiro de 1935) é um economista e político brasileiro. Em razão de sua condição de vice governador do Rio de Janeiro, exerceu o cargo de governador do Rio de Janeiro, entre 28 de março de 2016 e 31 de outubro de 2016 (em decorrência de problemas de saúde do governador)[1] e a partir do dia 29 de novembro de 2018 a 31 de Dezembro de 2018 com a prisão preventiva do governador Luiz Fernando Pezão concluído o mandato de Pezão.[2]

Francisco é, pelo lado paterno, primo em segundo grau do presidente Getúlio Vargas e sobrinho do militar, governador do Rio Grande do Sul e Ministro da Agricultura Ernesto Dornelles e, pelo lado materno, sobrinho do primeiro-ministro e presidente Tancredo Neves e primo em segundo grau do senador e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB).[3] Ainda pelo lado materno, é descendente do capitão-mor e ouvidor da Capitania de São Vicente Amador Bueno e dos bandeirantes Francisco Bueno e Bartolomeu Bueno, o Moço.[4]

Índice

BiografiaEditar

Formado em Direito pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, e em Tributação pela Universidade Harvard, Francisco especializou-se em finanças públicas e tributação com cursos no exterior.

Iniciou a sua carreira como político trabalhando com o seu tio paterno Tancredo Neves na Secretaria de Finanças de Minas Gerais em 1959. Por influência dele atuou junto ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Durante o período de Tancredo como primeiro-ministro do país, foi seu secretário particular.[5]

Após a saída de Tancredo do cargo de primeiro-ministro, se afasta da vida partidária e se dedica à carreira acadêmica. A partir de 1972, assume diversos cargos no governo federal da ditadura militar (ARENA).

Foi secretário da Receita Federal em 1979 e em 1985 ministro da Fazenda escolhido pelo presidente eleito indiretamente Tancredo Neves e mantido por José Sarney, que acabaria por assumir a Presidência.

Em 1984, com a articulação da candidatura de Tancredo à presidência da república, se aproxima do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1986, se elege deputado federal pelo Partido da Frente Liberal (PFL), onde permanece até 1993, quando retorna ao partido sucedâneo da ARENA - o Partido Democrático Social (PDS) - e suas denominações seguintes (PPR/PPB/PP), sendo entre 2007 e 2013 presidente nacionalmente do partido, já então denominado Partido Progressista, sigla da qual é o atual presidente de honra. Transmitiu a presidência do partido ao também senador Ciro Nogueira[6].

Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1986, tendo sido reeleito por mais quatro vezes seguidas. Disputou a prefeitura do Rio de Janeiro em 1992, tendo obtido o 7º lugar.

Foi também o ministro da Indústria e Comércio e o ministro do Trabalho, no governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2006, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, tendo como primeiro suplente Péricles Olivier de Paula.

Governador interino do Estado do Rio de JaneiroEditar

Em março de 2016, em decorrência de problemas de saúde do governador Luiz Fernando de Souza, assumiu interinamente o governo do Rio por sete meses. Afirmou que a crise financeira nas contas publicas estaduais é grave e que, neste momento, não há dinheiro para pagar os servidores bem como que nunca viu uma crise financeira como a atual[1].

Reações aos caos econômicoEditar

Em 17 de junho de 2016, a crise que atinge todo o País – e, em especial, o Rio de Janeiro – levou Francisco, como governador, a decretar estado de calamidade pública, a 49 dias do início das Olimpíadas. Foi a primeira vez na história que o estado tomou medida semelhante na área financeira.[7]

Notas

Referências

  1. a b «Dornelles admite equívoco em impasse do RJ com Judiciário», Globo, G1, março de 2016 .
  2. «Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, é preso» 
  3. «Biografia Francisco Dornelles». Consultado em 24 de junho de 2018 
  4. Pike, John. «Tancredo Neves». www.globalsecurity.org. Consultado em 25 de junho de 2018 
  5. «Biografia Francisco Dornelles». Consultado em 24 de junho de 2018 
  6. Ciro Nogueira é o novo presidente do PP Nacional, Juventude progressista [ligação inativa].
  7. Cristina Boeckel, Daniel Silveira, Henrique Coelho, Káthia Mello (17 de junho de 2016). «Governo do RJ decreta estado de calamidade pública devido à crise». G1. Globo. Consultado em 18 de junho de 2016 

Ligações externasEditar