Calvinismo

Movimento religioso protestante
(Redirecionado de Igrejas reformadas)
Calvinismo
John Calvin.jpg
João Calvino
Bases históricas:

Cristianismo
Reforma

Marcos:

A Institutio Christianæ Religionis de Calvino
Os Cinco Solas
Cinco Pontos (TULIP)
Princípio regulador
Confissões de fé
Bíblia de Genebra

Influências:

Teodoro de Beza
John Knox
Ulrico Zuínglio
Jonathan Edwards
Teologia puritana

Igrejas:

Reformadas
Presbiterianas
Congregacionais
Batistas Reformadas

O calvinismo (também chamado de Tradição Reformada, Fé Reformada ou Teologia Reformada) é tanto um movimento religioso protestante quanto um sistema teológico bíblico com raízes na Reforma Protestante, tendo o seu maior expoente no reformador francês João Calvino. A Tradição Reformada foi desenvolvida, ainda, por diversos outros teólogos como Martin Bucer, Heinrich Bullinger, Pietro Martire Vermigli e Ulrico Zuínglio.[1] Apesar disso, a Fé Reformada costuma levar o nome de Calvinismo, por ter sido Calvino o seu mais proeminente teólogo.[2] Atualmente, o termo também se refere às doutrinas e práticas das Igrejas Reformadas.[3] O sistema costuma ser sumarizado através dos cinco pontos do calvinismo.

Calvinistas romperam com a Igreja Católica Romana, mas diferiam dos luteranos na doutrina sobre a presença real de Cristo na Eucaristia, Princípio regulador do culto e o uso da lei de Deus para os crentes, entre outras coisas.[4][5]

O termo calvinismo pode ser enganoso, pois a tradição religiosa que por ele é identificada sempre foi diversificada, com uma vasta gama de influências, em vez de um único fundador. O movimento calvinista foi chamado pela primeira vez calvinismo pelos luteranos que se opunham ao calvinismo, e muitos dentro desta tradição preferem usar o termo reformado para se descrever.[6][7]

A maior associação Reformada no mundo é a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas com mais de 80 milhões de membros em 2020 denominações em todo o mundo.[8][9] Outras organizações reformadas internacionais são a Fraternidade Reformada Mundial e a Conferência Internacional das Igrejas Reformadas.

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

Ainda que a Reforma Protestante tenha eclodido apenas no século XVI, as raízes deste movimento começaram a emergir durante a Baixa Idade Média (séculos XI-XV), quando grupos de cristãos passaram a questionar as normas, práticas e doutrinas da Igreja Católica, os quais ficaram conhecidos como aqueles que propagavam as “heresias medievais”, ou seja, que se colocavam contrários à doutrina católica romana.

Dentre eles estavam os valdenses, grupo religioso fundado pelo mercador Pedro Valdo, no século X. Um movimento cristão de caráter ascético, os valdenses já defendiam muitos dos pontos que mais tarde seriam importantes para a Reforma, expostos na Profissão de Fé de Valdo, que sobrevive até hoje. Dentre outras teses teológicas relevantes, os valdenses pregavam: a suficiência da expiação de Cristo; uma negação do Purgatório como uma "invenção do Anticristo"; a queda do homem; a negação da transubstanciação; o sacerdócio universal; a estrita aderência à Bíblia, que foi traduzida para a língua da população; a recusa da veneração aos santos; e a pregação da Palavra por leigos [10]. Intensamente perseguidos pelas autoridades católicas, os valdenses buscaram se juntar à nascente Reforma Protestante, no século XVI, e com as Resoluções de Chanforan em 12 de setembro de 1532, se tornaram formalmente parte da tradição calvinista. O movimento influenciou significativamente o proeminente reformador suíço Heinrich Bullinger, e a primeira versão protestante da Bíblia em francês, traduzida por Pierre Robert Olivétan com a ajuda de um ainda jovem e recém-convertido ao Protestantismo João Calvino, foi em parte baseada na versão valdense do Novo Testamento, e teve auxílio em seu financiamento e publicação das igrejas valdenses [11]. Desta forma, é razoável supor que houve significativa influência do movimento valdense no calvinismo.

Entretanto, os personagens que teriam maior influência sobre as reformas religiosas seriam o reformador inglês John Wycliffe (1320-1384) e o reformador tcheco Jan Hus (1369-1415). Wycliffe foi padre, doutor e professor de teologia em Oxford, sendo um forte crítico do luxo, abusos e excessos de poder da Igreja, e colocando-se contra a existência do poder papal e de qualquer forma de institucionalização da Igreja. Defendia que a mesma deveria adotar uma pobreza apostólica e afirmava que a verdadeira Igreja era composta pela Assembleia dos Eleitos, que não necessitavam de intermediários, pois possuíam um contato direto com Deus através do acesso às Escrituras, tendo traduzido a Bíblia para o inglês. Condenou a prática das indulgências, a veneração de imagens e santos, a confissão auricular e o celibato clerical. Apesar de ter recebido o apoio da Corte inglesa, em especial por condenar o envio de dinheiro inglês para Roma - tendo chegado a ser conselheiro teológico da Coroa - a reação da Igreja Romana às suas ideias foi dura, e no Concílio de Constança (1415), suas obras foram condenadas como heréticas, seus escritos queimados e proibidos de circular, e ele próprio foi condenado à fogueira póstuma, fazendo com que seus ossos fossem exumados e queimados.[12]

Contudo, suas ideias se espalhariam por outras regiões da Europa e influenciariam Jan Hus. Também padre e professor da Universidade de Praga, Hus foi um difusor das ideias de Wycliffe, ao defender a adoção da pobreza apostólica por parte do clero e o fim das indulgências, e também afirmando a Bíblia como a maior autoridade cristã, e declarando que o Papa que não a seguisse não deveria ser obedecido, visto que Cristo era o verdadeiro chefe da Igreja. Também antecipou algumas teses calvinistas importantes, tais como a depravação total e a expiação limitada, em alguns trechos da sua obra [13].

 
Uma antiga versão das Institutas.

A influência de João CalvinoEditar

João Calvino exerceu uma influência importantíssima no desenvolvimento da doutrina reformada [14]. Para além da sua influência sobre a doutrina da predestinação, pela qual é mais conhecido, ele era um prolífico escritor, produzindo uma ampla obra literária que compõe 59 volumes da coleção conhecida como Corpus Reformatorum, incluindo as famosas Institutas, comentários sobre quase todos os livros da Bíblia, sermões, escritos apologéticos, litúrgicos e catequéticos, panfletos e tratados, além de inúmeras cartas escritas às mais diferentes categorias de pessoas [15].

As Institutas da Religião Cristã, opus magnum (ou grande obra), foram publicadas pela primeira vez em 1536, e atualizadas com novas informações e ideias ao longo de 23 anos, sendo a sua última edição publicada em 1559 [16]. Em sua primeira edição, foi publicada com o propósito de ser uma introdução simples (até mesmo rudimentar) ao conhecimento da vida cristã, ou, como dito pelo próprio Calvino:

“Pretendi apenas fornecer algum ensino elementar através do qual qualquer pessoa que tenha sido tocada por um interesse na religião pudesse ser educada na verdadeira piedade. E fui especialmente diligente nessa obra por causa do nosso próprio povo da França. Vi muitos deles com fome e sede de Cristo, mas muito poucos imbuídos com até mesmo um pequeno conhecimento dele. Que é isto que propus, o próprio livro testifica através de sua forma de ensino simples e até mesmo rudimentar” [17].

Esta primeira edição tinha apenas seis capítulos, que tratavam dos seguintes temas: (1) A lei: exposição do Decálogo; (2) A fé: exposição do Credo dos Apóstolos; (3) A oração: exposição da Oração Dominical; (4) Os sacramentos; (5) Os cinco falsos sacramentos; (6) A liberdade cristã, o poder eclesiástico e a administração política.

Com o tempo, entretanto, a empreitada de Calvino foi ganhando contornos mais ambiciosos. Já na segunda edição das Institutas, ele afirmava que:

“Minha intenção nesta obra foi preparar e treinar de tal modo na leitura da Palavra Divina os aspirantes à teologia sagrada que eles possam ter fácil acesso à mesma e depois nela prossigam sem tropeçar. Pois penso que abrangi de tal maneira a suma da religião em todas as suas partes, dispondo-a em ordem, que todos os que a assimilarem corretamente não terão dificuldade em determinar tanto o que devemos buscar de modo especial nas Escrituras quanto para que objetivo devem direcionar tudo o que está contido nas Escrituras” [17].

Ao final, em sua última edição, as Institutas possuíam um volume muito maior que em sua versão original, e abordavam um escopo de assuntos muito mais amplo complexo.

Outra fonte de contribuição de Calvino para o estabelecimento da teologia reformada foi a sua atuação na fundação da Academia de Genebra. Através da sua liderança e com o auxílio de Teodoro de Beza, estabelecido por ele como o primeiro reitor da recém-nascida universidade, a Academia pôde se tornar um proeminente centro de treinamento para reformadores protestantes, a maioria dos quais eram refugiados franceses, enviando assim missionários e pastores por toda a Europa [18]. Além disso, Calvino buscou exercer um papel conciliador entre as diferentes correntes do protestantismo da época, buscando conciliar luteranos e zuinglianos no que dizia respeito à sua doutrina sobre a Ceia, e sendo coautor do Consensus Tigurinos ou Consenso de Zurique, que buscava trazer unidade às igrejas protestantes quanto às suas doutrinas sobre os sacramentos [19].

A diferenciação em relação ao LuteranismoEditar

 
Muro da Reforma em Genebra, na Suíça. Da esquerda para a direita: Guillaume Farel, João Calvino, Théodore de Bèze e John Knox.

João Calvino repudiava o termo “calvinista”. Em suas “Leçons ou commentaires et expositions sur les révélations du prophète Jeremie”, chegou a dizer que: “Eles não poderiam nos atribuir um insulto maior do que esta palavra, Calvinismo. Não é difícil adivinhar de onde vem esse ódio mortal que eles têm contra mim” [20] .

A despeito da sua conotação negativa inicial, entretanto, o termo tornou-se cada vez mais popular para distinguir os calvinistas dos luteranos, e dos ramos protestantes mais recentes que surgiram posteriormente. O termo calvinista pode ser bastante enganoso, no entanto, no sentido de que induz à visão de que este se iniciaria ou teria sido plenamente desenvolvido por Calvino, quando na realidade o movimento era bastante diverso, guiado pelo pensamento de um grupo maior de fundadores e formuladores, e não por uma única pessoa, e desenvolvido em escala internacional por vários teólogos e exegetas, nenhum dos quais o considerou como sua tarefa central a de reproduzir a teologia de Calvino em outras épocas e lugares. Dada esta diversidade na origem e no desenvolvimento, é mais correto falar em 'igrejas reformadas' ou em 'tradição reformada' do que em 'calvinismo' [21].

O calvinismo se desenvolveu principalmente a partir da segunda fase da Reforma Protestante, quando as igrejas protestantes começaram a se institucionalizar, na sequência da excomunhão de Martinho Lutero da Igreja Católica Romana. Neste sentido, o calvinismo foi originalmente um movimento luterano. O próprio Calvino assinou a versão alterada da Confissão Luterana de Augsburg, a Variata, em 1540 [22]. Por outro lado, a influência de Calvino começou a fazer-se sentir na Reforma Suíça, que não foi luterana, tendo seguido a orientação conferida por Ulrico Zuínglio, um teólogo da primeira geração da Reforma que tinha alguns pontos relevantes de divergência com os luteranos, particularmente quanto ao papel dos sacramentos [19]. A doutrina das igrejas reformadas, portanto, tomou uma direção independente da de Lutero, graças à influência de numerosos escritores e reformadores, dentre os quais estavam Ulrico Zuínglio, João Calvino, Martin Bucer, William Farel, Heinrich Bullinger, Pietro Martire Vermigli, Teodoro de Beza, e John Knox.

 
Ícone do reformador escocês John Knox.

A expansão calvinista

Após a publicação das Institutas, houve um período de intenso crescimento do movimento reformado na Europa, cada qual com o seu viés teológico e social distinto.

Na Escócia, onde o reformador John Knox liderou um movimento revolucionário de cunho religioso, o movimento se desenvolveu em uma direção politicamente muito mais radical do que no calvinismo original. Knox entrou em conflito com as autoridades quase imediatamente, embora a Confissão Escocesa seja cuidadosamente contida, em relação à resistência ao poder: 'Portanto, confessamos e declaramos que aqueles que resistem aos poderes supremos, enquanto estiverem agindo em suas próprias esferas, estão resistindo à ordenança de Deus e não podem ser considerados inocentes. Afirmamos ainda que, enquanto os príncipes e governantes cumprirem vigilantemente seu ofício, qualquer pessoa que lhes negue ajuda, conselho ou serviço, o nega a Deus, que por seu lugar-tenente anseia por isso deles.' [23] Mesmo assim, a qualificação, 'enquanto eles estiverem agindo em suas próprias esferas', representa uma ameaça ao poder; e, em suas entrevistas posteriores com a Rainha e em seu debate com Maitland de Lethington, Knox afirmou categoricamente que quando os poderes governantes ultrapassassem suas esferas, o povo tinha todo o direito de resistir a eles [24]. No século e meio seguinte, a História da Escócia foi dominada pela determinação da coroa em dominar a Igreja. As coisas chegaram ao auge com a Restauração de 1660, quando Carlos II se arrogou o poder absoluto em todas as questões espirituais e temporais. A luta pela independência espiritual tornou-se então uma luta contra a tirania política; o produto final seria a derrota do absolutismo e a introdução da monarquia constitucional. A base da luta era uma teoria bem desenvolvida da desobediência civil, exposta em uma volumosa literatura.[24]

Enquanto isso, na Suíça, isolada política e culturalmente após a Reforma de sua proximidade geográfica com a França católica romana e Sabóia, Genebra foi forçada a estabelecer uma rede difusa, mas poderosa, de relações intelectuais e econômicas com o resto da Europa e com nações no exterior [25]. A Basileia e Genebra tornaram-se, então, além de centros missionários, centros de impressão importantes, com uma produção literária igual à de centros históricos como Estrasburgo ou Lyon [26], com a tradição acadêmica suíça geralmente considerando a Reforma como o divisor de águas entre a cidade medieval e o início da República moderna independente [27].

Na França, a despeito da ampla perseguição ao Huguenotes, em 1555 foram erguidas as primeiras Igrejas calvinistas, nomeadamente em Paris, Meaux, Angers, Poitiers e Loudun [28]. Nos três anos seguintes surgiram as comunidades de Orleães, Rouen, La Rochelle, Toulouse, Rennes e Lyon. O protestantismo francês, a partir de então, experimentou um rápido crescimento. Em 1562, já eram mais de 2.000 igrejas francesas, com dois milhões de huguenotes [29].

Além desses primeiros locais, o calvinismo se espalhou pela Inglaterra, Holanda, Itália, as colônias de língua inglesa da América do Norte e por partes da Alemanha e da Europa central. Em muitos destes locais, o calvinismo tornou-se imediatamente popular e atraente, para além das fronteiras geográficas e sociais. Na Alemanha, encontrou adeptos entre burgueses e príncipes e, na Inglaterra e na Holanda, houve convertidos em todos os grupos sociais. No mundo anglo-saxão, as noções calvinistas encontraram materialização no puritanismo inglês, cujo ethos provou ser muito influente na América do Norte no início do século XVII. [30]

No Brasil, os primeiros registros de evangelização calvinista começaram já durante o período colonial, mas só houve crescimento sustentado dos membros desta corrente religiosa a partir do século XIX, com o advento da liberdade religiosa.

O Sínodo de Dort

De de 1618 a 1619, ocorreu um sínodo internacional que teve lugar em Dordrecht, na Holanda, promovido pela Igreja Reformada Holandesa, com o objectivo de regular uma séria controvérsia nas Igrejas Holandesas, gerada pela ascensão do arminianismo. Em 1610, os seguidores de Jacobus Arminius apresentaram aos Estados Gerais uma admoestação (Remonstrance, em inglês), em cinco artigos que continham seus pontos de vista teológicos; assim, os arminianos holandeses também eram chamados de Remonstrantes. [31]

Embora o sínodo originalmente objetivasse trazer acordo sobre a doutrina da predestinação entre todas as igrejas reformadas, ele acabou com os Remonstrantes sendo expulsos, uma vez que recusaram-se a aceitar as regras que então foram estabelecidas. Em resposta à controvérsia teológica, foram produzidos os Cânones de Dort, descrevendo os pontos básicos da doutrina reformada.

A Confissão de Fé de Westminster

 
Assembleia de Westminster

A Confissão de Westminster foi produzida pela Assembleia de Westminster, convocada pelo Parlamento inglês em 1643, durante a Guerra Civil Inglesa. A Confissão foi concluída em 1646 e apresentada ao Parlamento, que a aprovou após alguns revisões em junho de 1648. Foi adotada pela Igreja da Escócia em 1647, por vários corpos presbiterianos americanos e ingleses (com algumas modificações) e por alguns Congregacionais e Batistas.

Baseada nos Artigos de Religião Irlandeses (1615), ela também se baseou fortemente na tradição Reformada do continental e na herança dos credos da Igreja Cristã primitiva. Um consenso teológico do calvinismo internacional em sua formulação clássica, consiste em 33 capítulos, e fornece uma visão dos pontos de vista reconhecidos pela ortodoxia reformada da época [32], tais como a autoridade das Escrituras, as doutrinas quanto à Trindade e a Cristo, bem como as visões calvinistas quanto às alianças de Deus com o homem, os sacramentos e o sacerdócio.

DoutrinaEditar

Os Cinco Pontos do CalvinismoEditar

A maioria das objeções e ataques ao Calvinismo se focam nos cinco pontos do Calvinismo, também chamados de doutrinas da graça. Lembrados pelo mnemônico "TULIP", [33] diz-se popularmente que os cinco pontos resumem os Cânones de Dort; [34] no entanto, não há nenhuma relação histórica entre eles, e alguns estudiosos argumentam que sua linguagem distorce o significado dos Cânones, da teologia de Calvino e da teologia da Ortodoxia calvinista do século 17, particularmente na linguagem sobre a depravação total e a expiação limitada. [35]. Os cinco pontos foram mais recentemente popularizados no livreto de 1963, "Os Cinco Pontos do Calvinismo Definidos, Defendidos e Documentados" por David N. Steele e Curtis C. Thomas. As origens dos cinco pontos e do acrônimo são incertas, mas eles parecem estar delineados na Contra Remonstrância de 1611, uma resposta reformada menos conhecida aos arminianos que ocorreu antes dos Cânones de Dort. [36]. A sigla foi usada por Cleland Boyd McAfee já por volta de 1905. [37] Uma das primeiras aparições impressas do acrônimo T-U-L-I-P está no livro de Loraine Boettner de 1932, "The Reformed Doctrine of Predestination" [38]. A sigla foi muito cautelosamente usada por apologistas e teólogos calvinistas antes do livreto de Steele e Thomas. [39]

 
Uma tulipa, flor que se tornou um símbolo dos Cinco Pontos do Calvinismo.

A afirmação central desses pontos é que Deus salva toda pessoa de quem tem misericórdia, e que seus esforços não são frustrados pela injustiça ou incapacidade dos seres humanos.

  1. A "depravação total", também chamada de "incapacidade total", afirma que, como consequência da queda do homem no pecado, toda pessoa está escravizada pelo pecado. As pessoas não são, portanto, inclinadas por natureza a amar a Deus, mas sim a servir aos seus próprios interesses e a rejeitar o comando de Deus. Assim, todas as pessoas por suas próprias faculdades são moralmente incapazes de escolher confiar em Deus para a sua salvação e de serem salvas (o termo "total" neste contexto se refere ao pecado afetar todas as partes de uma pessoa, não que toda pessoa seja infinitamente má). Esta doutrina é derivada da interpretação de Calvino da explicação de Agostinho sobre o pecado original. Quando os termos "totalmente depravado" e "totalmente perverso" foram usadas por Calvino, o que se queria defender era a incapacidade do ser humano de salvar a si mesmo do pecado, ao invés de atestar uma completa ausência de bondade por parte do homem. Nos Cânones de Dort, a expressão depravação total não aparece, mas há a exposição de uma ideia similar: “Portanto, todos os homens são concebidos no pecado, e ao nascer como filhos da ira, incapazes de qualquer bem são ou salvífico, e inclinados ao mal, mortos em pecados e escravos do pecado; e eles não querem e nem podem voltar a Deus, nem corrigir sua natureza corrompida, e nem melhorá-la por si mesmos, sem a graça do Espírito Santo, que é aquele que regenera” [40].
  2. A "eleição incondicional" afirma que Deus escolheu os seus Eleitos desde a eternidade, não com base na virtude, mérito ou fé previstos para essas pessoas; ao contrário, a sua escolha é incondicionalmente fundamentada somente em sua misericórdia. Deus escolheu desde a eternidade estender misericórdia aos que escolheu e reter misericórdia aos não escolhidos. Os escolhidos recebem a salvação somente por meio de Cristo. Aqueles não escolhidos recebem a ira, que é justificada por seus pecados contra Deus.
  3. A "expiação limitada", também chamada de "redenção particular" ou "expiação definida", afirma que a expiação substitutiva de Jesus foi definida e certa em seu propósito e no que ela realizou. Isso implica que apenas os pecados dos eleitos foram expiados pela morte de Jesus. Calvinistas não acreditam, no entanto, que a expiação seja limitada em seu valor ou poder, mas sim que a expiação é limitada no sentido de que se destina a alguns e não a todos. Ou, como é exposto nos Cânones de Dort: “Pois este foi o soberano conselho, e a mais graciosa vontade e propósito de Deus Pai, que a eficácia vivificante e salvífica da morte mais que preciosa de seu Filho se estendesse a todos os Eleitos, para conceder a eles, e somente a eles, o dom da fé justificadora, e assim, trazê-los infalivelmente à salvação”. [40].
  4. A "graça irresistível", também chamada de "graça eficaz", afirma que a graça salvadora de Deus é efetivamente aplicada àqueles a quem ele determinou salvar (isto é, os Eleitos) e supera a sua resistência natural em obedecer ao chamado do Evangelho, trazendo-os para a fé salvadora. Isso significa que quando Deus tem o propósito soberano de salvar alguém, esse indivíduo certamente será salvo. A doutrina sustenta que esta influência intencional do Espírito Santo de Deus não pode ser resistida, mas que o Espírito Santo, "graciosamente faz com que o pecador eleito coopere, creia, arrependa-se, e vá livre e espontaneamente a Cristo" [41].
  5. "Perseverança dos santos" (também conhecida como "perseverança de Deus com os santos" e "a preservação dos crentes") (a palavra "santos" é usada para se referir a todos os que são separados por Deus, e não àqueles que são excepcionalmente santos, canonizados ou no céu) afirma que, visto que Deus é soberano e a sua vontade não pode ser frustrada por humanos ou por qualquer outra coisa ou ser, aqueles a quem Deus chamou à comunhão com Ele continuarão na fé até o fim. Aqueles que aparentemente caem ou nunca tiveram fé verdadeira para começar (1 João 2:19), ou, se eles são salvos, mas não andam no Espírito, eles serão divinamente castigados (Hebreus 12: 5-11) e serão levados ao arrependimento (1 João 3: 6–9).

Mais recentemente, alguns teólogos buscaram reformular a terminologia TULIP para refletir com mais precisão os cinco principais pontos dos Cânones de Dort; um esforço recente foi a criação da sigla PROOF, que significa Graça Planejada, Graça Ressuscitadora, Graça Ultrajante, Graça Superadora e Graça Eterna [42].

Revelação e as EscriturasEditar

Teólogos reformados acreditam que Deus comunica o conhecimento de si mesmo para as pessoas através da Palavra de Deus. As pessoas não são capazes de saber nada sobre Deus, exceto através desta autorrevelação. A especulação sobre qualquer coisa que Deus não revelou através de sua Palavra não se justifica. Todavia, os calvinistas entendem que Deus é infinito, e as pessoas finitas são incapazes de compreender um ser infinito. Enquanto o conhecimento revelado por Deus nunca está incorreto, ele também nunca é completo.[43]

De acordo com teólogos reformados, a autorrevelação de Deus é sempre através de seu filho Jesus Cristo, porque Cristo é o único mediador entre Deus e as pessoas. A revelação de Deus através de Cristo vem através de dois canais básicos. O primeiro é a Criação e Providência, a chamada revelação natural, que é criar e continuar a trabalhar no mundo de Deus. Esta ação de Deus dá a todos o conhecimento sobre Ele, mas esse conhecimento só é suficiente para fazer todos os seres humanos culpados por seus pecados, porque ele não inclui conhecimento do evangelho. O segundo canal através do qual Deus se revela é a redenção, que é o evangelho da salvação da condenação que é castigo pelo pecado - esta é a revelação especial.[44]

Na teologia reformada, a Palavra de Deus assume diversas formas. O próprio Jesus Cristo é o Verbo encarnado. As profecias sobre ele podem ser encontradas no Antigo Testamento e no ministério dos apóstolos que o viram e comunicaram a sua mensagem, também são a Palavra de Deus. Além disso, a pregação dos ministros sobre Deus é a própria Palavra de Deus, porque Deus é considerado falando através deles. Deus fala também através de escritores humanos na Bíblia, que é composta de textos separado por Deus para a auto-revelação.[45] Teólogos reformados enfatizam a Bíblia como um meio excepcionalmente importante pelo qual Deus se comunica com as pessoas.[46]

Teólogos reformados afirmam que a Bíblia é verdadeira, mas as diferenças surgem entre eles sobre o significado e a extensão de sua veracidade.[47] Seguidores da escola conservadora dos teólogos Princeton, tais como a Igreja Presbiteriana do Brasil, Igreja Presbiteriana Nacional no México e Igreja Presbiteriana na América, consideram que a Bíblia é verdadeira e infalível, ou incapaz de erro ou falsidade, em todos os lugares.[48] Este ponto de vista é muito semelhante ao do Catolicismo Ortodoxo, bem como o moderno Evangelicalismo. Um outro ponto de vista, influenciado pelo ensino de Karl Barth e a Neo-Ortodoxia, é encontrada na Confissão de 1967 da Igreja Presbiteriana (EUA). Aqueles que tomam este ponto de vista acreditam que a Bíblia é a principal fonte de nosso conhecimento de Deus.[49] Neste ponto de vista, Cristo é a revelação de Deus, e as Escrituras testemunham desta revelação ao invés de ser a própria revelação.[48] A opinião conservadora tem prevalecido nas últimas décadas, na medida em que as igrejas que aderem a visão tradicional da Bíblia como Palavra de Deus estão em crescimento, enquanto as igrejas que adotam a segunda visão, em declínio.

PactoEditar

Teólogos reformados usam o conceito de aliança para descrever a maneira como Deus entra comunhão com as pessoas na história.[50] O conceito de aliança é tão proeminente na teologia reformada que a teologia reformada como um todo é às vezes chamada de "teologia da aliança".[51] No entanto, teólogos do século XVI e XVII desenvolveram um sistema teológico particular chamado "teologia da aliança" ou "teologia federal" que muitas igrejas reformadas conservadoras continuam a afirmar nos dias de hoje.[50] Esse sistema estabelece uma divisão sobre a relação de Deus com as pessoas principalmente em dois pactos: o "pacto das obras" e o "pacto da graça".[52] O pacto das obras é feito com Adão e Eva no Jardim do Éden, onde Deus proveria uma vida abençoada no Jardim com a condição de que Adão e Eva obedecessem à lei Divina perfeitamente. Como Adão e Eva quebraram o pacto ao comer o fruto proibido, eles ficaram sujeitos à morte, foram banidos do jardim e o pecado foi transmitido a toda a humanidade. Teólogos federais geralmente inferem que Adão e Eva teriam ganho a imortalidade caso tivessem obedecido perfeitamente.[53]

O segundo pacto, chamado o pacto da graça, é dito ter sido feito imediatamente após o pecado de Adão e Eva. Nele, Deus graciosamente oferece a salvação da morte sob a condição de fé em Jesus Cristo. Este pacto é administrado em formas diferentes em todo o Antigo e Novo Testamentos, mas mantém a substância de ser livre de uma exigência de perfeita obediência.[54]

DeusEditar

Para a maior parte da tradição reformada não houve modificação do consenso medieval sobre a doutrina de Deus.[55] O caráter de Deus é descrito usando principalmente três adjetivos: eterno, infinito e imutável[56]. Teólogos reformados como Shirley Guthrie propuseram que em vez de conceber a Deus em termos de seus atributos e liberdade para fazer o que quiser, a doutrina de Deus deve ser baseada no trabalho de Deus na história e sua liberdade para viver com e capacitar as pessoas.[57]

Tradicionalmente, teólogos reformados também seguiram a tradição medieval que remonta aos conselhos da Igreja primitiva de Niceia e Calcedônia na doutrina da Trindade. Deus é um Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O Filho (Cristo) é detido para ser eternamente gerado pelo Pai e o Espírito Santo procede eternamente do Pai e Filho.[58] No entanto, os teólogos contemporâneos têm sido críticos de aspectos de pontos de vista ocidentais. Com base na tradição cristã oriental, estes teólogos reformados propuseram uma "Trindade Social", onde as pessoas da Trindade só existem em sua vida juntos como pessoas-em-relação.[58] Confissões reformadas contemporâneas como a Confissão de Barmen e as declarações da Igreja Presbiteriana (EUA) têm evitado a linguagem sobre os atributos de Deus e têm enfatizado seu trabalho de reconciliação e de capacitação das pessoas.[59] O Teólogo reformado conservador Michael Horton, no entanto, argumentou que o trinitarianismo social é insustentável porque abandona a unidade essencial de Deus em favor de uma comunidade de seres separados em comunidade.[60]

Criação e ExpiaçãoEditar

Teólogos reformados afirmam a crença cristã histórica de que Cristo é eternamente uma pessoa com uma natureza divina e uma natureza humana. Reformadores cristãos especialmente enfatizam que Cristo verdadeiramente se tornou humano para que as pessoas pudessem ser salvas.[61] A natureza humana de Cristo tem sido um ponto de discórdia entre a cristologia Reformada e Luterana. De acordo com a crença de que os seres humanos finitos não podem compreender a Divindade infinita, teólogos reformados asseguram que o corpo humano de Cristo não pode estar em vários locais ao mesmo tempo. Porque luteranos creem que Cristo é corpo presente na Eucaristia, eles sustentam que Cristo é corpo presente em muitos locais simultaneamente. Para os cristãos reformados, tal crença nega que Cristo realmente se tornou humano.[62]

João Calvino e muitos teólogos reformados que o seguiram descrevem a obra da redenção de Cristo, em termos de três ofícios: profeta, sacerdote e rei. Cristo é dito ser um profeta que ensina a doutrina perfeita, sacerdote que intercede ao Pai em favor dos crentes e se ofereceu como sacrifício pelo pecado, e um rei que governa a Igreja e luta pelos crentes. O ofício tríplice vincula a obra de Cristo com a obra de Deus no antigo Israel.[63]

Os cristãos acreditam que a morte e ressurreição de Jesus torna possível para os crentes alcançar o perdão dos pecados e reconciliação com Deus por meio da expiação. Reformadores protestantes geralmente inscrevem-se a uma visão particular da expiação chamada expiação substitutiva, o que explica a morte Cristo como um pagamento de sacrifício pelo pecado. Acredita-se que Cristo morreu no lugar do crente, que é considerado justo como resultado desse pagamento sacrificial.[64]

PecadoEditar

Na teologia cristã, as pessoas são criadas boas e à imagem de Deus, mas se tornaram corrompidos pelo pecado, o que faz com que sejam imperfeitos e excessivamente autointeressadas.[65] Cristãos reformados, seguindo a tradição de Agostinho de Hipona, acreditam que este corrupção da natureza humana foi causada pelo primeiro pecado de Adão e Eva, a doutrina chamada Pecado original. Teólogos reformados enfatizam que este pecado afeta toda a natureza de uma pessoa, incluindo a sua vontade. Sob esta visão o pecado domina as pessoas de forma que são incapazes de evitar o pecado, tem sido chamado de depravação total.[66] Em Português, o termo "depravação total" pode ser facilmente mal interpretada para significar que as pessoas estão ausentes de qualquer bondade ou incapazes para fazer qualquer bom. No entanto, o ensino Reformado na verdade é que, enquanto as pessoas continuam a suportar algo da imagem de Deus, podem fazer coisas que são exteriormente boas, mas suas intenções pecaminosas afetam toda a sua natureza e ações pelo que eles não são totalmente agradáveis a Deus.[67] Talvez, em português, fosse melhor usar a expressão "depravação GERAL" ao invés de "total", para entender que toda a natureza foi afetada, que é o que pretende a expressão original.

Interpretação sociológicaEditar

Sociólogos como Max Weber e Ernest Gellner analisaram a teoria e as consequências práticas desta doutrina e chegaram à conclusão de que os resultados são paradoxais. Em parte explicam o precoce desenvolvimento do capitalismo nos países onde o calvinismo foi popular (Holanda, Escócia e Estados Unidos, sobretudo).

O calvinista acredita que Deus é Soberano em todas as coisas e, portanto, o homem não tem participação alguma na própria salvação, logo, Deus predestinou os seus escolhidos para a salvação, uma vez que a humanidade após o pecado não teria condições de se voltar ao Criador por estarem mortos em seus pecados e delitos. O calvinista não tem dúvidas de sua salvação, e nem por isso se acha parte de um grupo seleto, pelo contrário, o calvinismo atuou de forma forte na Reforma Protestante levando o Evangelho para todas as pessoas. Cabe apenas a Deus o saber de todas as coisas e quem são seus eleitos, os calvinistas seguem as Escrituras e pregam a todos e seguem o mandamento do Senhor Jesus de pregar o Evangelho.

Sendo um bom cristão, trabalhando muito, seguindo sempre todos os princípios bíblicos, o calvinista faz tudo para a glória de Deus. Com essa cosmovisão, por meio do trabalho a sociedade se desenvolveu economicamente fazendo com que houvesse uma ligação com o capitalismo.

Os holandeses, os escoceses e os americanos ganharam, então, a fama de serem sovinas, pouco generosos, interessados apenas no dinheiro. Estas características são na vida moderna quase um dado adquirido em qualquer cultura, mas nos tempos da Reforma Protestante, o calvinismo terá instituído uma nova e revolucionária forma de relação com a riqueza.

Ocorre que o uso dos ideais calvinistas para o alavancar da sociedade capitalista é equivocadamente relacionado a ideais capitalistas intrínsecos ao calvinismo. Calvino em sua obra afirma que a riqueza não tem razão de ser se não para ajudar aos que necessitam, e critica a avareza ao dizer que o fruto do trabalho só é digno se útil ao próximo:

"Da mão de Deus tens tu o que possuis. Tu, porém, deverias usar de humanidade para com aqueles que padecem necessidades. És rico? Isso não é para teu bel prazer. Deve a caridade faltar por isso? Deve ela diminuir? Não está ela acima de todas as questões do mundo? Não é ela o vínculo da perfeição?";[68]

"Condena o Profeta a estes ladrões e assaltantes que lhe parecia deterem o poder de oprimir a gente pobre e o pequeno trabalhador, uma vez que eram eles que tinham grande abundância de trigo e grãos;... é o mesmo como se cortassem a garganta dos pobres, quando os fazem assim sofrer fome".[69]

Mas o calvinismo se espalhou pelos países que estavam passando pelo processo da Expansão Comercial. Entre eles os países eram: França, Holanda, Inglaterra, e Escócia. Isto atraíra vários comerciantes e banqueiros.

DemografiaEditar

Um relatório de 2011 do Pew Forum on Religious e Vida Pública estima que os membros de igrejas reformadas e presbiterianas (dois maiores ramos do calvinismo) representam 7% dos cerca de 801 milhões de protestantes no mundo, ou cerca de 56 milhões de pessoas. [70] Embora a fé reformada amplamente definida é muito maior, uma vez que constitui congregacionais (0,5%), a maioria das Igrejas Unidas (sindicatos de diferentes denominações) (7,2%) e, provavelmente, algumas das outras denominações protestantes (38,2%). Todos os três são categorias distintas de Presbiterianos/Reformados (7%) neste relatório.

No Brasil, o Presbiterianismo é a quarta maior família denominacional protestante histórica no Brasil (atrás apenas dos batistas, adventistas e luteranos), correspondendo a 0,48% da população do país. [71]

Denominações calvinistasEditar

 
Conjunto escultórico representando João Calvino, Rio de Janeiro, Brasil.

O[72] Calvinismo é como denominam o conjunto de doutrinas de diversas Igrejas Protestantes, dentre elas destacamos:

Ver tambémEditar

Referências

  1. «História do Movimento Reformado». Consultado em 23 Nov. 2016 
  2. «João Calvino no Movimento Reformado». Consultado em 23 Nov. 2016 
  3. Calvinism As A Life System, de Abraham Kuyper
  4. Schaff, Philip. «Protestantism». New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge. IX. [S.l.: s.n.] pp. 297–299 
  5. Muller, Richard A. (2006). Dictionary of Latin and Greek Theological Terms: Drawn Principally from Protestant Scholastic Theology 1st ed. [S.l.]: Baker Book House. pp. 320–321. ISBN 978-0801020643 
  6. Hägglund, Bengt (2007). Teologins Historia [History of Theology] (em German) Fourth Revised ed. Saint Louis: Concordia Publishing House 
  7. Muller 2004, p. 130.
  8. «Theology and Communion». Wcrc.ch. Consultado em 5 de dezembro de 2013 
  9. «Member Churches». Wcrc.ch. Consultado em 5 de dezembro de 2013 
  10. «Waldenses | Description, History, & Beliefs». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 6 de fevereiro de 2021 
  11. «A History of the Waldensians». Musée protestant. Consultado em 6 de fevereiro de 2021 
  12. «Biografia de John Wycliffe». eBiografia. Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  13. Schweinitz, Edmund De (1885). The History of the Church Known as the Unitas Fratrum: Or the Unity of the Brethren, Founded by the Followers of John Hus, the Bohemian Reformer and Martyr (em inglês). [S.l.]: Moravian Publications Office 
  14. Muller, Richard A. (2004). Bagchi, David; Steinmetz, David C., eds. «John Calvin and later Calvinism: the identity of the Reformed tradition». Cambridge: Cambridge University Press. Cambridge Companions to Religion: 130–149. ISBN 978-0-521-77662-2. Consultado em 7 de fevereiro de 2021 
  15. Bitun, Ricardo (7 de janeiro de 2020). A reforma protestante: História, teologia & desafios. [S.l.]: Editora Hagnos 
  16. Bitun, Ricardo (7 de janeiro de 2020). A reforma protestante: História, teologia & desafios. [S.l.]: Editora Hagnos 
  17. a b «A teologia de João Calvino». Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper 
  18. Barrett, Matthew (1 de agosto de 2017). Teologia da Reforma. [S.l.]: Thomas Nelson Brasil 
  19. a b «Philip Schaff: Creeds of Christendom, with a History and Critical notes. Volume I. The History of Creeds. - Christian Classics Ethereal Library». www.ccel.org. Consultado em 6 de fevereiro de 2021 
  20. Cottret, Bernard (22 de maio de 2003). Calvin, A Biography (em inglês). [S.l.]: A&C Black 
  21. Muller, Richard A. (2004). Bagchi, David; Steinmetz, David C., eds. «John Calvin and later Calvinism: the identity of the Reformed tradition». Cambridge: Cambridge University Press. Cambridge Companions to Religion: 130–149. ISBN 978-0-521-77662-2. Consultado em 7 de fevereiro de 2021 
  22. Barrett, Matthew (1 de agosto de 2017). Teologia da Reforma. [S.l.]: Thomas Nelson Brasil 
  23. «Scotts Confession of Faith | Confessing School of Faith | Australia». mysite (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  24. a b Macleod, Donald (1 de dezembro de 2009). «The influence of Calvinism on politics» (em inglês). ISSN 1465-2862. Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  25. «Geneva | History, Culture, Institutions, & Points of Interest». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  26. Presbyterianism (em inglês). [S.l.]: PediaPress 
  27. «Geneva (1400-1600)». obo (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  28. Barbosa, Sandro (11 de fevereiro de 2020). Calvinismo - Vol 1. [S.l.]: Clube de Autores (managed) 
  29. Editors, History com. «Huguenots». HISTORY (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  30. «Calvinism | Description & History». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2021 
  31. «Synod of Dort | Netherlands church assembly». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 7 de março de 2021 
  32. «Westminster Confession | religion». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 7 de março de 2021 
  33. Horton, Michael S. (2011). For Calvinism (em inglês). [S.l.]: Zondervan 
  34. Sproul, R.C. What is Reformed Theology?. [S.l.]: Grand Rapids: Baker Books. pp. 27–28. 
  35. Muller, Richard A. Calvin and the Reformed Tradition (Ebook ed.). [S.l.]: Grand Rapids, MI: Baker Academic. pp. 50–51. 
  36. DeJong, Peter Y. (1968). Crisis In The Reformed Churches: Essays in Commemoration of the Synod of Dort (1618–1619). [S.l.]: Grand Rapids, Michigan: Reformed Fellowship, Inc. pp. 52–58. 
  37. H. Wail, William (1913). The Five Points of Calvinism Historically Considered. [S.l.]: The New Outlook 104 
  38. Stewart, Kenneth J. (28 de fevereiro de 2011). Ten Myths About Calvinism: Recovering the Breadth of the Reformed Tradition (em inglês). [S.l.]: InterVarsity Press 
  39. Stewart, Kenneth J. «"The Points of Calvinism: Retrospect and Prospect"» (PDF). Scottish Bulletin of Evangelical Theology 
  40. a b «The Canons of Dordt». www.prca.org. Consultado em 7 de fevereiro de 2021 
  41. Frasson, Luciano Nobre. Os Fundamentos da Teologia Sistemática. [S.l.]: A. D. Santos Editora 
  42. Rishmawy, Derek. «PROOF: Finding Freedom through the Intoxicating Joy of Irresistible Grace». The Gospel Coalition (em inglês). Consultado em 7 de fevereiro de 2021 
  43. Allen 2010, pp. 18–20.
  44. Allen 2010, pp. 22–23.
  45. Allen 2010, pp. 24–25.
  46. McKim 2001, p. 12.
  47. Allen 2010, p. 28.
  48. a b Allen 2010, p. 31.
  49. Farley & Hodgson 1994, p. 77.
  50. a b Allen 2010, pp. 34–35.
  51. McKim 2001, p. 230 n. 28.
  52. Allen 2010, p. 44.
  53. Allen 2010, pp. 41–42.
  54. Allen 2010, p. 43.
  55. Allen 2010, p. 54.
  56. Allen 2010, p. 55.
  57. Allen 2010, pp. 57–58.
  58. a b Allen 2010, pp. 61–62.
  59. Guthrie 2008, pp. 32–33.
  60. Horton 2011a, pp. 298–299.
  61. McKim 2001, p. 82.
  62. Allen 2010, pp. 65–66.
  63. McKim 2001, p. 94.
  64. McKim 2001, p. 93.
  65. McKim 2001, p. 66.
  66. McKim 2001, pp. 71–72.
  67. Muller, Richard A. (2012). Calvin and the Reformed Tradition Ebook ed. Grand Rapids, MI: Baker Academic 
  68. Sermao CXLI sobre Dt 24.19-22. OPERA CALVINI, tomo XXVIII, p. 204
  69. Os Doze Profetas Menores, op. cit., Am 8.5
  70. Pew Research Center's Forum on Religion and Public Life (19 de dezembro de 2011), Global Christianity (PDF), pp. 21, 70. 
  71. «Tabela do Censo Religioso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: número total de presbiterianos» (PDF). IBGE 
  72. «Igrejas Reformadas do Brasil». www.igrejasreformadasdobrasil.org. Consultado em 1 de agosto de 2018 

BibliografiaEditar

  • KUYPER, Abbraham. Calvinismo. Editora Cultura Cristã, 2002.
  • Seaton, W. J. Os Cinco Pontos do Calvinismo. São Paulo: Editora PES.
  • Rodrigues,Joelza Ester História em Documento 6ª Série, Editora: FTD. Pág. 168

Ligações externasEditar

  A Wikipédia possui o
Portal do Calvinismo
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Calvinismo