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Macedo de Cavaleiros

município e cidade de Portugal
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Macedo de Cavaleiros é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e sub-região de Terras de Trás-os-Montes, com 6 257 habitantes (2011).

Macedo de Cavaleiros
Brasão de Macedo de Cavaleiros Bandeira de Macedo de Cavaleiros

Localização de Macedo de Cavaleiros
Gentílico Macedense
Área 699,14 km²
População 15 776 hab. (2011)
Densidade populacional 22,6  hab./km²
N.º de freguesias 30
Presidente da
câmara municipal
Benjamim Rodrigues (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1853
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Terras de Trás-os-Montes
Distrito Bragança
Província Trás-os-Montes
e Alto Douro
Orago São Pedro
Feriado municipal 29 de junho
Código postal 5340 Macedo de Cavaleiros
Sítio oficial www.cm-macedodecavaleiros.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

É sede de um município com 699,14 km² de área[1] e 15 776 habitantes (2011[2]), subdividido em 30 freguesias.[3] O município é limitado a norte pelo município de Vinhais, a nordeste por Bragança, a leste por Vimioso, a sudeste por Mogadouro, a sul por Alfândega da Fé e a oeste por Mirandela.

As acessibilidades rodoviárias colocam Macedo de Cavaleiros estrategicamente posicionado, relativamente ao norte do país e ao espaço europeu.

A4 e IP2 são as vias principais que ligam o território ao resto do país e à Europa, a que se acrescentam as ligações internas, que aproximam de Macedo de Cavaleiros todas as restantes localidades do Nordeste.


HistóriaEditar

Rico em recursos naturais, o território concelhio inclui um vasto leque de vestígios que alcançam épocas remotas, desde a Pré-História recente, passando pela incontornável presença dos Zelas na Idade do Ferro ou pela continuidade de povoamento em época Romana e, posteriormente, no período da permanência Sueva ou Visigoda ou na Idade Média.

A povoação de Macedo de Cavaleiros já existia no século XII e pertencia, na altura, à Terra de Lampaças, chamando-se então Masaedo ou Maçaeda. No entanto, pelo foral de 1187, D. Sancho I fez da cidade de Bragança a sede de um vasto território que englobava os termos de Lampaças. Deste modo, ao concelho de Bragança passaram a pertencer todas as povoações do atual município de Macedo de Cavaleiros que faziam parte da extinta Terra de Lampaças. O monarca impôs ainda a Bragança o povoamento dos "vilares veteros" do concelho, entre os quais Vilares, Valdrês, Limãos e Vale de Prados[4].

O concelho foi, no início do século XII, incorporado no Condado Portucalense e o seu território dividido entre Terras de Lampaças e Terras de Ledra.

Segundo as Inquirições de 1258, de D. Afonso III, Macedo de Cavaleiros pertencia então a um cavaleiro de Chacim, D. Nuno Martins, da estirpe dos Bragançãos, e também a um outro, D. Mendes Gonçalves. Segundo alguns genealogistas, terão sido estes dois cavaleiros a dar origem ao topónimo Cavaleiros. Nesta época, o lugar não seria mais do que uma pequena povoação e não tinha a importância administrativa de localidades vizinhas, como Nozelos, Vale Prados, Cortiços, Sezulfe e Pinhovelo, as quais, durante o reinado de D. Dinis, receberam cartas de foral.

No reinado de D. Dinis foram concedidas cartas de foral a Nozelos, em 1284, a Vale de Prados e Cortiços, em 1287, e a Sesulfe e Pinhovelo, em 1302. Chacim foi elevada a concelho em 1400 pela carta de foral pelo punho de D. João I.

Várias figuras, com origem no território, sobressaíram ao nível nacional. Destacamos Nuno Martins de Chacim, aio de D. Dinis I, rei conhecido como "o lavrador", e Martim Gonçalves de Macedo, o bravo combatente, que, em 1385, na Batalha de Aljubarrota, evitou a morte do regente ao trono, o futuro D. João I, já derrubado em combate ante o castelhano Sandoval.

Em 1484, D. João II concedeu a João Teixeira de Macedo uma série de privilégios relacionados com a quinta de Macedo.

Na primeira metade do século XVIII, quando Macedo de Cavaleiros ainda pertencia ao concelho de Chacim, D. João V passou carta de reguengueiro aos "moradores da Quinta de Macedo de Cavaleiros". A carta isentou os habitantes de determinados impostos e fez com que a povoação se desenvolvesse.

Com a grande Reforma Administrativa de Mouzinho da Silveira, em 1836, foram suprimidos os concelhos de Nozelos, Sesulfe e Vale de Prados que, na sua grande maioria, ficaram absorvidos pelos concelhos de Chacim e Cortiços.

Com a Reforma Administrativa de 1853 nasce o Concelho de Macedo de Cavaleiros que assimilou, na sua constituição, os antigos concelhos de Chacim e Cortiços.

Dez anos depois da criação do Concelho de Macedo de Cavaleiros, a 15 de Janeiro, a sede é elevada à categoria de Vila e a 13 de Maio de 1999 foi-lhe concedido o título de cidade[5].

PopulaçãoEditar

Número de habitantes [6]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
16 653 17 901 18 825 19 200 20 917 18 376 19 781 22 765 25 204 26 199 22 173 21 608 18 930 17 449 15 776

(Número de habitantes que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [7]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 6 178 7 495 6 309 6 875 8 064 8 567 9 145 7 345 6 118 4 008 2 512 1 848
15-24 Anos 3 597 3 338 3 184 3 574 3 927 4 603 4 486 3 620 3 898 3 176 2 467 1 561
25-64 Anos 8 625 8 912 7 695 8 038 9 257 10 335 10 876 9 095 8 860 8 715 8 557 7 932
= ou > 65 Anos 880 1 152 1 077 1 322 1 456 1 614 1 692 2 165 2 732 3 031 3 913 4 435
> Id. desconh 4 94 122 28 52

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no concelho à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

FreguesiasEditar

GeografiaEditar

Concelho situado no centro do nordeste transmontano. Neste situam-se dois acidentes geográficos importantes, a Serra de Bornes, no extremo sudoeste, e a Serra da Nogueira a norte do concelho.

Há dois rios importantes a atravessar o seu território, o Rio Sabor a Sudeste e o Rio Azibo.

O concelho de Macedo de Cavaleiros tem das formações geológicas mais importantes de Portugal, o Maciço de Morais

PatrimónioEditar

Turismo e culturaEditar

Macedo de Cavaleiros é um destino turístico no centro de Trás-os-Montes, integrando a Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Desde 2014 possui o Geopark Terras de Cavaleiros - Geoparque Mundial da UNESCO, com um importante património geológico, classificado pelo UNESCO e pertencente à Rede Europeia de Geoparques. O cantor Roberto Leal era natural do município.

Possui uma elevada variedade de museus:

  • Casa do Coreto
  • Caretos de Podence
  • Museu de Arte Sacra
  • Museu do Mel e da Apicultura
  • Museu Religioso de Balsamão
  • Museu Rural de Salselas
  • Núcleo Museológico do Azeite "Solar dos Cortiços"
  • Real Filatório de Chacim


A caça e a pesca são um recurso que é objecto de uma gestão ordenada e sustentável e que durante todo o ano atrai numerosos visitantes. A flora, com endemismos únicos no mundo relacionados com as particularidades geológicas do sítio, tem renome internacional, nomeadamente pela ocorrência de orquídeas selvagens[8].

O lago criado com a construção da Barragem do Azibo propiciou condições para a prática de desportos náuticos não motorizados. Tem duas praias, sendo-lhe atribuído o galardão da Bandeira Azul desde há quatro anos consecutivos, e  tem, a toda a volta, percursos pedestres sinalizados e ciclovia.

Os solares, igrejas e capelas, velhas pontes, cruzeiros, fontes constituem parte do património construído, histórico e artístico. As aldeias de Travanca e Nogueirinha são de visita obrigatória.

Desde a idade da pedra que esta zona é habitada e sete campos arqueológicos demonstram os sucessivos períodos de ocupação. O produto das escavações é exposto ao público na Sala-Museu de Arqueologia, com espólio importante dos períodos da Idade do Bronze, Romano e Medieval.

As tradições, lendas e folclore estão presentes um pouco por toda a parte com protagonistas que mantêm a tradição dos Caretos, dos Pauliteiros, dos Latos, dos Bombos, das gaitas-de-fole e da música filarmónica.

A gastronomia saborosíssima, com a carne e os enchidos, os cogumelos e as casulas secas, o vinho excelente, as castanhas e o azeite finíssimo, e uma horta com couves, batatas, grelos e nabiças de um sabor incomparável, deixa saudades no turista e visitante.

Para descansar e retemperar as forças há excelentes unidades hoteleiras na cidade de Macedo de Cavaleiros e de turismo em espaço rural nas aldeias de Travanca e Nogueirinha.

MiradourosEditar

  • Miradouro de Santa Maria Madalena, em Amendoeira
  • Miradouro de Monte de Morais, na estrada para Izeda
  • Lugar da Serrinha em Corujas
  • Miradouro e convento de Balsamão em Chacim

Paisagem Protegida da Albufeira do AziboEditar

A Albufeira do Azibo foi idealizada para servir de apoio ao regadio agrícola no concelho de Macedo de Cavaleiros. Mas rapidamente ganhou o estatuto de Paisagem Protegida abrangendo as freguesias de Vale da Porca, Santa Combinha, Podence, Salselas e Vale de Prados[9].

 
Praia da Ribeira, situada na Albufeira do Azibo

Formada por três linhas de água – o rio Azibo (13 Km) e as ribeiras do Azibeiro (7,3 Km) e do Reguengo (7,8 Km) – a Albufeira faz parte da bacia hidrográfica do rio Sabor. Os seus predicados ambientais integram-na ainda na Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, assim classificada pela UNESCO, a qual é considerada a maior reserva da Europa. Mais do que nome de rio, de albufeira ou de um sítio, Azibo é sinónimo de qualidade ambiental, beleza paisagística e de praias fluviais e apresentando-se como um dos locais mais visitados em todo o Nordeste Transmontano.

A Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, integrada na Rede Natura 2000, constitui uma interessante mescla de flora mediterrânica e atlântica. Assim, a par do carvalho-cerquinho Quercus faginea e castanheiros Castanea sativa, que coabitam com áreas de lameiro, surge a oliveira Olea europaea, a vinha e o sobreiro Quercus suber, num mosaico valorizado por vegetação mais rasteira e rara em que se destaca dezena e meia de espécies de orquídeas espontâneas.

A construção da barragem no final dos anos de 1970 possibilitou a presença de várias espécies de aves que fizeram deste local zona de nidificação e de refúgio. Destaque para a presença do mergulhão-de-crista Podiceps cristatus, ex-libris desta área.

A Albufeira do Azibo conta ainda com uma interessante rede de percursos sinalizados, integrados na rede do Geopark Terras de Cavaleiros, que fazem as delícias dos adeptos de caminhadas e BTT, e duas praias sucessivamente galardoadas com a Bandeira Azul.

Situada nas margens do rio Azibo, de frente para a barragem, a praia da Fraga da Pegada foi a primeira a ser distinguida com a Bandeira Azul. Classificada "Praia para todos" e "Praia acessível", conta com infraestruturas de acesso a pessoas com deficiência e dispõe de todos os equipamentos e serviços de apoio a veraneantes. Envolve-a a paisagem protegida da Albufeira do Azibo, tornando-a uma zona de rara beleza e enorme riqueza paisagística e biológica.

Seguiu-se a distinção da Praia da Ribeira com a Bandeira Azul, fazendo do Azibo a área balnear fluvial com mais Bandeiras Azuis em toda a Europa. Em 2012 as condições de excelência desta praia fizeram com que fosse eleita pelos portugueses como uma das 7 Maravilhas – Praias de Portugal®[10].

EnsinoEditar

Ensino Pré-EscolarEditar

  • Jardim de Infância da Escola Básica de Macedo de Cavaleiros
  • Jardim de Infância da Escola Básica de Morais
  • Jardim de Infância da Escola Básica de Chacim
  • Jardim de Infância de Podence
  • Jardim de Infância de Travanca
  • Jardim de Infância de Vale da Porca
  • Jardim de Infância do Centro Social Nª Sra. De Fátima, Macedo de Cavaleiros
  • Jardim de Infância do Nuclisol Jean Piaget - Udi Macedo De Cavaleiros

Ensino PrimárioEditar

  • Escola Básica de Macedo de Cavaleiros
  • Escola Básica de Morais
  • Escola Básica de Chacim

Ensino de 2º, 3º Ciclo e SecundárioEditar

  • Escola Básica e Secundária de Macedo de Cavaleiros
  • Escola Profissional Jean Piaget-Macedo de Cavaleiros [Apenas Secundário]

PolíticaEditar

Eleições autárquicasEditar

Data % V % V % V % V
PPD/PSD CDS-PP PS PSD-CDS
1976 52,19 4 23,68 2 14,89 1
1979 51,71 4 25,71 2 12,45 1
1982 48,35 4 22,13 2 19,89 1
1985 40,09 3 32,04 3 21,34 1
1989 37,80 3 36,68 3 18,82 1
1993 37,11 3 16,87 1 41,45 3
1997 28,40 2 14,66 1 52,03 4
2001 CDS-PP PPD/PSD 44,22 3 50,51 4
2005 54,36 5 8,32 - 32,53 2
2009 CDS-PP PPD/PSD 38,73 3 53,96 4
2013 41,32 3 11,59 1 40,27 3
2017 CDS-PP PPD/PSD 49,29 4 44,19 3

Eleições legislativasEditar

Data %
PSD CDS PS PCP UDP AD APU/CDU FRS PRD PSN B.E. PàF PAN
1976 36,19 29,55 20,41 2,42 0,59
1979 AD AD 17,54 APU 1,46 66,46 5,05
1980 FRS 0,88 70,61 4,20 16,97
1983 39,22 22,69 26,15 0,51 3,70
1985 39,32 22,35 19,88 0,76 3,98 5,56
1987 63,13 10,33 15,70 CDU 0,68 2,53 0,83
1991 54,57 15,65 21,95 1,70 0,56 1,41
1995 39,04 17,00 38,62 0,31 1,59
1999 40,80 13,94 38,71 1,94 0,22 0,85
2002 51,86 15,10 26,80 1,70 0,99
2005 37,29 13,81 39,84 1,67 2,14
2009 41,11 14,48 30,83 2,16 6,16
2011 52,71 13,21 23,62 2,50 2,01
2015 PàF PàF 31,49 2,60 5,24 52,76 0,45

Referências

  1. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Arquivado em 9 de dezembro de 2013, no Wayback Machine. (ficheiro Excel zipado)
  2. INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento).
  3. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.
  4. «História de Macedo de Cavaleiros». torredebabel.blogs.sapo.pt. Consultado em 9 de dezembro de 2019 
  5. «Lei 55/99, 1999-06-24». Diário da República Eletrónico. Consultado em 9 de dezembro de 2019 
  6. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  7. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  8. «Freguesia de Macedo de Cavaleiros». www.macedodecavaleiros.jfreguesia.com. Consultado em 9 de dezembro de 2019 
  9. «Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo — ICNF». www2.icnf.pt. Consultado em 9 de dezembro de 2019 
  10. Alves, João. «Ribeira - Albufeira do Azibo». 7 Maravilhas de Portugal. Consultado em 9 de dezembro de 2019 

Ligações externasEditar