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Martim Gil de Soverosa

Aristocrata português


Martim Gil de Soverosa
Tenente de Riba Minho e de Sousa
Cônjuge Inês Fernandes de Castro
Descendência Teresa Martins de Soverosa
Casa Soverosa
Morte 1259
Pai Gil Vasques de Soverosa
Mãe Maria Aires de Fornelos

Martim Gil de Soverosa, o Bom (m.  1259), foi uma das figuras mais importantes dos meados do século XIII e umos dos nobres que apoiaram ao rei Sancho II de Portugal contra o seu irmão o conde de Bolonha assumindo um papel de destaque na crise de 1245-1248.[1]

Índice

BiografiaEditar

Filho de Gil Vasques de Soverosa e de Maria Aires de Fornelos[2] — que tinha sido barregã de D. Sancho II de Portugal — foi membro da importante linhagem dos Soverosa, é irmão do trovador Vasco Gil de Soverosa.[3][4] Pela parte da mãe, era meio-irmão de D. Rodrigo Sanches, com quem se viria a defrontar na lide de Gaia (1245),[5] recontro que deu início à guerra civil, e onde morreu, D. Abril Peres de Lumiares, para além do próprio Rodrigo Sanches.

Rico-homem e valido de D. Sancho II,[5] Martim Gil foi tenente de Riba Minho (1230-1247) e de Sousa (1240-1247). Está profundamente envolvido nos conflitos pela defesa da coroa de Sancho II, tendo participado não só na batalha já referida, como também nos conflitos posteriores em torno do domínio de Leiria, que redundaram na ocupação da cidade pelas tropas do infante D. Afonso, futuro rei Afonso III. Neste último confronto foi feito prisioneiro o seu irmão, Vasco Gil de Soverosa. Segundo as crónicas, foi igualmente a ele que, em 1247, Fernão Garcia de Sousa — que será, posteriormente, o segundo marido de Urraca Abril, filha de Abril Peres de Lumiares[6] — lança um repto em Trancoso, acusando-o de ser o principal instigador do conflito.

Após a derrota do partido de Sancho II, Martim Gil acompanha o rei no seu exílio em Castela. Beneficiado com terras (repartimientos) depois do cerco de Sevilha em 1248, [5] foi membro da corte do infante Afonso, o futuro rei Afonso X de Castela e confirmou vários documentos do rei. Em 1259 aparece na documentação pela última vez em Toledo na investidura de Frederico III da Lorena.[7]

Matrimónio e descendênciaEditar

Casou com Inês Fernandes de Castro,[8] filha de Fernão Guterres de Castro e de Mélia Iñiguez de Mendoza, com quem teve a:

Referências

BibliografiaEditar