Eleição municipal de Sorocaba em 2004

A Eleição municipal da cidade brasileira de Sorocaba ocorreu no dia 3 de outubro de 2004 para a eleição de um prefeito, um vice-prefeito e de 20 vereadores para a administração da cidade.

2000 Brasil 2008
Eleição municipal de Sorocaba em 2004 BandeiraSorocaba.svg
3 de outubro de 2004
(Primeiro turno)
31 de outubro de 2004
(Segundo turno)
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Candidato Vitor Lippi Crespo
Partido PSDB PFL
Natural de Sorocaba Sorocaba
Vice Geraldo de Moura Caiuby Francisco Pagliato Neto
Votos 167 856 100 998
Porcentagem 62,43% 37,57%


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Prefeito de Sorocaba

Como nenhum dos candidatos atingiram 50+1% houve segundo turno em 31 de outubro do mesmo ano entre Vitor Lippi (PSDB) e Crespo (PFL), vencendo a disputa eleitoral Vitor Lippi e seu vice, governando a cidade pelo período de 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008.

CandidatosEditar

Candidato Partido Vice Coligação
45 Vitor Lippi PSDB Geraldo de Moura Caiuby Coligação Sorocaba do Amanhã
(PP, PDT, PSL, PL, PTC, PSDB)
25 Crespo PFL Francisco Pagliato Neto, Kiko Pagliato Coligação Sorocaba Cada Vez Melhor (PMDB, PSC, PFL, PSDC, PRTB, PHS, PV, PRONA)
13 Gabriel César Bitencourt PT Paulo Fernando Coelho Fleury Coligação Nosso Destino em Nossas Mãos (PT, PTB, PMN, PC do B)
23 Chaves Neto PSD Ruth Pereira de Oliveira Ferreira Coligação O Futuro é Agora (PSD, PSB, PRP)
16 Gilberto Antunes Barros PSTU Valter Garcia Chanes Junior Sem coligação

Impugnação de Luiz LeiteEditar

O Presidente do Partido da Social Democracia Brasileira de Sorocaba, Luiz Leite foi o candidato a prefeito do partido, tendo Vitor Lippi como vice-prefeito, entretanto em agosto de 2004 o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo cassou, por 5 votos a 1, o registro da candidatura de Luiz Leite à prefeitura de Sorocaba. A decisão foi baseada no artigo 77 da Lei nº 9.504/97, que proíbe "aos candidatos a cargos do Poder Executivo participar, nos três meses que precedem o pleito, de inaugurações de obras públicas". No dia 6 de julho, Luiz Leite compareceu à inauguração da Escola Municipal Basílio da Costa Daemon.[2][3]

Acusações a CrespoEditar

No dia 24 de outubro de 2004 policiais federais prenderam em flagrante o técnico em telefonia Marcos Fernando Magro, além de Marcelo Athié. Ambos foram acusados de grampear a linha telefônica do candidato Vitor Lippi (PSDB). Segundo a polícia Athié comprava as fitas que Magro gravava por R$ 200 e as revendia para o assessor político Marcelo Roberto Moreira, do candidato de José Caldini Crespo (PFL). Além deles, também foram detidos Moreira e João César Querino, que acompanhava o assessor no momento do flagrante. A polícia também apreendeu 6 fitas cassetes. No entanto a polícia federal não conseguiu provas suficientes que confirmassem o envolvimento de Crespo.[4][5][6]

A Polícia Civil investigou um suposto atentado contra um escritório político de Caldini Crespo ocorrido também em outubro de 2004. Ao menos seis tiros foram disparados contra o imóvel, localizado no Jardim Paulistano. Dois assessores de Crespo e um vigia estavam no local, mas ninguém se feriu.[7]

ResultadosEditar

PrefeitoEditar

Candidato(a) Vice 1º turno
3 de outubro de 2004
Total[8] Percentagem
Vitor Lippi (PSDB) Geraldo de Moura Caiuby 130.874 45,66%
Crespo (PFL) Francisco Pagliato Neto 77.327 26,98%
Gabriel Bitencourt (PT) Paulo Fernando Coelho Fleury 64.153 22,38%
Chaves Neto (PSD) Ruth Pereira de Oliveira Ferreira 11.916 4,16%
Gilberto Antunes Barros (PSTU) Valter Garcia Chanes Junior 2.363 0,82%
Total de votos válidos 286.633 91,38%
Votos em branco 6.173 2,01%
Votos nulos 13.664 4,46%
Total 306.470 87,92%
Abstenções 42.094 12,08%
Total de eleitores 348.564 100%
  Segundo turno
Candidato(a) Vice 2º turno
31 de outubro de 2004
Total[9] Percentagem
Vitor Lippi (PSDB) Geraldo de Moura Caiuby 167.856 62,43%
Crespo (PFL) Francisco Pagliato Neto 100.998 37,57%
Total de votos válidos 268.854 90,90%
Votos em branco 6.918 2,34%
Votos nulos 19.994 6,76%
Total 295.766 84,85%
Abstenções 52.798 15,15%
Total de eleitores 348.564 100%
  Eleito(a)

Vereadores eleitosEditar

Candidato(a) Partido Coligação Votação[10]
Votos Porcentagem
Raul Marcelo PT PT/PCdoB 6.165 2,19%
Irineu Toledo PL PL/PSL 4.878 1,73%
Marinho Marte PFL PFL 4.666 1,73%
Engº Martinez PSDB PSDB 4.428 1,57%
Waldomiro de Freitas PFL PFL 4.422 1,57%
João Donizeti Silvestre PSDB PSDB 4.254 1,51%
Yabiku PSDB PSDB 4.062 1,44%
Paulo Francisco Mendes PFL PFL 3.676 1,31%
Jessé Loures PV PV 3.600 1,28%
Moacir Luis PSDB PSDB 3.497 1,24%
Arnô Pereira PT PT 3.443 1,22%
Pra. Neusa Maldonado PDT PDT 3.440 1,22%
Cantor Julio Cezar PDT PDT 3.303 1,17%
Carlos Cezar PMDB PMDB 3.206 1,14%
Hélio Godoy PSDB PSDB 3.043 1,08%
Tânia Baccelli PT PT 2.720 0,97%
Francisco França PT PT 2.653 0,94%
Cláudio do Sorocaba I PL PL 2.623 0,93%
Rodoviário Perotti PV PV 2.568 0,91%
Ditão PPS PPS 2.394 0,85%

O então vereador Antônio Carlos Silvano (PFL), que havia sido reeleito em 2000 com 3.459 votos, não conseguiu se reeleger nesta eleição, onde obteve 3.287 votos. Carlinhos da Farmácia (PSDB) havia sido reeleito em 2000 com 3.326 não conseguiu se reeleger nesta eleição, onde obteve 2.905 votos. Antônio Rodrigues Filho, o Mixirica (PSDB) havia sido reeleito para o segundo mandato em 2000 com 2.107 votos, não conseguiu se reeleger em 2004, com 1.987 votos. João Andrade havia sido reeleito para o quarto mandato em 2000 com 1.907 votos, porém não conseguiu se reeleger em 2004, onde recebeu 1.610 votos.[11][10]

Já a vereadora Cintia de Almeida (PDT), que havia sido eleita para o primeiro mandato em 2000, com 2.459 votos não conseguiu se reeleger nesta eleição, onde recebeu 1.980 votos. Dr. João Guilherme (PMDB) também havia sido eleito para o primeiro mandato em 2000, com 2.182 votos, recebendo 1.648 votos em 2004, número insuficiente para a reeleição. Oswaldo Duarte Filho (PMDB), reeleito para o sexto mandato em 2000, não concorreu a reeleição em 2004. O estreante Luiz Carlos do Nascimento, o Kaká (PMDB) foi eleito em 2000 com 1.761 votos e em 2004 recebeu apenas 235 votos, número insuficiente para a reeleição.[11][10]

Em 2005 o então vereador Raul Marcelo desligou-se do Partido dos Trabalhadores, filiando-se ao PSOL. Nas Eleições estaduais em São Paulo em 2006 Raul Marcelo foi eleito deputado estadual com 35.670 votos.[12] Quando Raul Marcelo assumiu o cargo de deputado estadual, Dr. Ismael, suplente do PT, que obteve 2.300 votos em 2004 assumiu a vaga, cumprindo o mandato até 31 de dezembro de 2008.[10]

Referências