Frithjof Schuon

filósofo suíço

Frithjof Schuon (Basileia, Suíça, 18 de junho de 1907Bloomington, Estados Unidos, 5 de maio de 1998), foi um escritor, estudioso das religiões comparadas, Sheikh, pintor e poeta suíço. Schuon foi fundador da Tariqa Maryamiyya, uma das primeiras confrarias esotéricas islâmicas estabelecidas no Brasil.[1]

Frithjof Schuon
Nome completo Frithjof Schuon
Nascimento 18 de junho de 1907
Basileia, Suíça
Morte 5 de maio de 1998 (90 anos)
Bloomington, Estados Unidos
Nacionalidade Suíça suíço
Cônjuge Catherine Schuon
Ocupação Escritor, pintor, estudioso das religiões comparadas, Sheikh e Poeta
Magnum opus A Unidade transcendente das religiões; Forma e Substância nas Religiões

Em sua obra, Schuon subscreve e desenvolve a ideia característica do perenialismo segundo a qual, em cada uma das grandes revelações religiosas há a expressão de uma mesma verdade fundamental, manifestada, contudo, em diferentes formas.[2] Contudo, se até então as ideias do perenialismo diziam respeito a abstrações metafísicas, simbolismo e críticas a certas teses da modernidade, Schuon não só refinou alguns desses tópicos, como expandiu bastante o escopo de temas, desenvolvendo campos antropológicos, estéticos e morais coerentes com os postulados desta escola de pensamento. Schuon também manteve especial interesse pelas tribos Lakota, Nakota e Dakota, integrando seus ritos e religiosidade aos estudos das religiões comparadas.[3] Por isto, é usualmente considerado, ao lado de René Guénon e de Ananda Coomaraswamy, um dos fundadores do perenialismo.[4]

BiografiaEditar

Schuon nasceu em Basileia, Suíça. Seu pai era violinista, natural do sul da Alemanha, enquanto sua mãe vinha de uma família alsaciana. Schuon viveu em Basileia e frequentou a escola lá até a morte prematura de seu pai. Após este fato, mudou-se com sua mãe e seu irmão para as proximidades de Mulhouse, na França, tornando-se cidadão francês como consequência do Tratado de Versailles. Alfabetizado em alemão, ele recebeu sua educação posterior em francês e, assim, dominou ambos os idiomas desde cedo.[5]

 
Ahmad al-Alawi iniciou Schuon no sufismo.

Quando criança, Schuon tinha prazer em desenhar e pintar, mas nunca recebeu nenhum treinamento formal nas artes. Logo na juventude, teve contato com as escrituras hindus, como os Upanishads e o Bhagavad Gita. Ainda morando em Mulhouse, descobriu as obras do escritor esotérico René Guénon, que influenciaram suas ideias e seus escritos posteriores. Schuon viajou para Paris depois de ser convocado para o serviço militar compulsório de um ano e meio no exército francês.[5] Lá ele trabalhou como designer têxtil e começou a estudar árabe na escola da mesquita local. Viver em Paris também trouxe a oportunidade de ser exposto a várias formas de arte, especialmente as artes da Ásia com as quais ele tinha afinidade desde a juventude. Este período de crescente familiaridade intelectual e artística com a cultura oriental foi seguido pela primeira visita de Schuon à Argélia em 1932. Foi então que ele conheceu o xeique Ahmad al-Alawi e foi iniciado em sua ordem sufi.[6]

Numa segunda viagem ao norte de África, em 1935, visitou novamente a Argélia e Marrocos; e durante 1938 e 1939 viajou para o Egito, onde conheceu Guénon, com quem se correspondia há 7 anos. Em 1939, logo após sua chegada a Pie, na Índia, eclodiu a Segunda Guerra Mundial, forçando-o a retornar à Europa. Depois de ter servido no exército francês e feito prisioneiro pelos alemães, pediu asilo na Suíça, que lhe deu nacionalidade suíça e seria sua casa por quarenta anos. Em 1949 casou-se, sendo sua esposa, uma pintora suíça-alemã.[5]

 
Schuon conviveu com o pajé Yellowtail durante sua estadia nos EUA.

Em 1959 e novamente em 1963, Schuon e sua esposa passaram vários meses no oeste americano entre os índios das planícies, nos quais Schuon sempre teve profundo interesse, o que lhe deu a oportunidade de testemunhar muitos aspectos de suas tradições sagradas[7]. Durante a primeira dessas duas estadias, o casal foi oficialmente adotado pela tribo Sioux de James Red Cloud ("Tiago Nuvem Vermelha"). Anos depois, eles também foram adotados pelo xamã e líder espiritual dos índios Crow, Thomas Yellowtail ("Thomás rabo amarelo")[3]. Os escritos e pinturas de Schuon testemunham sua afinidade especial com o mundo espiritual dos índios das planícies.[8]

Schuon, durante toda a sua vida, teve grande respeito e devoção à Virgem Maria, expressa em seus escritos. Como resultado, seus ensinamentos e pinturas mostram uma presença mariana particular. Daí o nome, Maryamiya (em árabe, "Marian"), da ordem Sufi que ele fundou como uma ramificação da tariqa Shadhiliya-Darqawiya-Alawiya.[5][9]

Em 1980, Schuon e sua esposa emigraram para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Bloomington, Indiana, onde uma comunidade de discípulos de diferentes nacionalidades se reunia em torno dele para orientação espiritual. Frithjof Schuon recebeu visitantes e manteve uma intensa correspondência com seguidores, estudiosos e leitores até sua morte em 1998.[5]

ObraEditar

Tanto a obra poética quanto a pintura de Schuon seguiam suas ideias propriamente filosóficas e suas ideias religiosas e espirituais, em sintonia com seu ideal platônico de estética e de beleza. Além disso, se Schuon foi sobretudo pintor e poeta, a dança e, em menor medida, a música também desempenharam um papel muito importante na expressão artística de sua perspectiva espiritual.

ArtísticaEditar

Já estabelecido nos Estados Unidos, nos derradeiros anos de vida, Schuon escreveu mais de três mil poemas relativamente breves, em alemão. Uma seleção desses poemas foi logo publicada pela editora alemã Herder, em quatro pequenos volumes intitulados Glück, Leben, Sinn e Liebe (Felicidade, Vida, Sentido e Amor). Posteriormente, a editora suíça Les Sept Flèches iniciou a publicação da obra integral numa edição bilingue em alemão e francês, terminada com o lançamento do décimo volume.[10] Alguns poemas são autobiográficos, sobre lugares em que Schuon viveu, outros evocam o gênio de certos povos, como os hindus, os japoneses, os árabes, os peles-vermelhas, e também os cossacos e os ciganos. Outros ainda elucidam o papel da música, da dança e da própria poesia. Em um ou dois poemas, Schuon arrisca-se na sátira ao criticar o materialismo predominante na contemporaneidade.

Quanto a sua pintura, Schuon nunca recebeu treinamento ou instrução formal. As principais características da arte de Schuon são vibração impressionista da superfície ou das cores. Pode-se notar a influência de pintores como Gauguin e Ferdinand Hodler e também elementos de Van Gogh.[11] Um volume com suas pinturas foi publicado nos Estados Unidos sob sua supervisão e reunindo um número bastante grande de seus pinturas, intituladas Imagens da Beleza Primordial e Mística. Os temas são predominantemente retirados do mundo dos índios norte-americanos. Também estão incluídos, no entanto, muitas telas sobre o mistério do feminino celestial e humano.[12]

PensamentoEditar

Partindo dos postulados do perenialismo, tais como a exposição da metafísica e do esoterismo, o significado dos símbolos sagrados e as artes e ciências sagradas, os escritos de Schuon refinaram e complementaram tais temas. Além disso, Schuon enfatizou os aspectos operativos e práticos que se desdobram dessas ideias, juntamente com a metafísica teórica e a cosmologia.[13]

 
Esquema schuoniano da unidade transcendente.

Já foi dito mais de uma vez que a Verdade total está inscrita em uma escrita eterna na própria substância de nosso espírito; o que as diferentes Revelações fazem é "cristalizar" e "atualizar", em graus diversos conforme o caso, um núcleo de certezas que não só permanece para sempre na onisciência divina, mas também dorme por refração no núcleo "naturalmente sobrenatural" de o indivíduo, bem como o de cada coletividade étnica ou histórica ou da espécie humana como um todo.[14]

Sua ideia era a de que o significado central da religião e a verdade de que o esoterismo e a metafísica tradicional só pode ser realizada dentro da estrutura de religiões reveladas. Portanto, ele não falou não só da filosofia perene, mas também de uma religião perene. Como seus antecessores Guénon e Ananda Coomaraswamy, ele também escreveu sobre a universalidade e unidade da verdade e cunhou o termo “unidade transcendente das religiões”, que é o título de seu primeiro trabalho.[14]

Recepção e legadoEditar

Ao longo de sua carreira, escreveu mais de vinte obras sobre temas bastante variados, tais como a religião comparada, estética e arte. Embora não fosse oficialmente afiliado ao mundo acadêmico, seus escritos foram temas de artigos publicados em revistas acadêmicas e filosóficas e por estudiosos das religiões comparadas. Estudiosos famosos da religião como Robert Charles Zaehner (que se opôs ao ponto de vista de Schuon) e Huston Smith (que abraçou as ideias de Schuon), difundiram seu trabalho nos estudos das religiões comparadas em ambientes acadêmicos.[13]

Schuon exerceu grande influência no campo da Escola Perenialista, fato que pode ser notado nos escritos de praticamente todos os que se interessam por esse tipo de pensamento.[2] De acordo com o autor perenialista australiano Harry Oldmeadow, "a obra de Schuon forma um corpo imponente e abrange uma espantosa variedade de religiões e assuntos metafísicos, sem quaisquer superficialidades e simplificações que se esperaria de um autor que cobre terreno tão vasto".[15] Portanto, vê-se a influência de Schuon em diversos intelectuais interessados no perenialismo, ainda que praticantes do budismo, hinduísmo, cristianismo e islamismo.[16] Dentre seus seguidores, destacam-se Titus Burckhardt, Martin Lings, William Stoddart, Jean Hani, James Cutsinger e Hossein Nasr, professor emérito de estudos islâmicos na Universidade George Washington.[17] No Brasil, a Tariqa Maryamiya ganhou certa notoriedade a posteriori por ter tido como membro, entre 1986 e 1987, o controverso escritor Olavo de Carvalho.[18]

Dentre autores de fora do círculo do perenialismo, destaca-se o reconhecimento do Prêmio Nobel de Literatura T.S. Eliot, que escreveu: "Nunca encontrei um trabalho mais impressionante no estudo comparado das religiões do Oriente e do Ocidente do que este".[19] A obra de Schuon também recebeu algumas críticas negativas. O islamologista Mohammed Arkoun, por exemplo, criticou Schuon por ter uma concepção romântica do Islã e por negligenciar os problemas sociais e materiais enfrentados pelos muçulmanos na vida cotidiana. Denunciou ainda o "conservadorismo epistemológico", específico, segundo ele, não só de Schuon, mas de um certo número de "apologetas calorosos" do Islã no Ocidente, isto é, acadêmicos ou esotéricos e propagam uma visão mitológica desta religião.[20]

O autor Patrick Ringgenberg, criticou a tese schuoniana segundo a qual o gnóstico, por intuição intelectual, poderia “ver as coisas como são”, portanto objetivamente. Para Ringgenberg: “Só se pode notar, em Schuon como em Guénon, a mesma confusão entre a reivindicação de sua perspectiva e uma universalidade que, na realidade, confunde-se com seus limites subjetivos e culturais”.[21]

Ainda na mesma linha de Ringgenberg, Mahmoud Teimouri criticou a concepção platônica estética e de beleza de Schuon. Segundo Teimouri, a ideia de uma autonomia da beleza como uma uma realidade objetiva, independentemente da compreensão humana não só é errada do ponto de vista ocidental como [22] "mesmo de acordo com a perspectiva dos islâmicos tardios e antigos, a beleza possui dimensão subjetiva ou mental, e é, portanto, dependente da percepção".[22]

BibliografiaEditar

Em portuguêsEditar

  • Ter um Centro: metafísica, antropologia, perspectivas espirituais (São Paulo, Polar, 2018. Título original: Avoir un centre.)
  • Raízes da Condição Humana (São Paulo, Kalon, 2014. Título original: Racines de la condition humaine.)
  • A Unidade transcendente das religiões (São Paulo, Irget, 2011. Título original: De l'unité transcendante des religions.)
  • Forma & Substância nas Religiões (São José dos Campos, 2010. Título original: Forme et substance dans les religions.)
  • A Transfiguração do Homem (São José dos Campos, 2009. Título original: La transfiguration de l'homme.)
  • Para Compreender o Islã (Rio de Janeiro, 2006. Título original: Comprendre l'islam.)
  • O Homem no Universo (São Paulo, 2001. Título original: Regards sur les mondes anciens.)
  • O Sentido das Raças (São Paulo, 2002. Título original: Castes et races.)
  • O Esoterismo como princípio e como Caminho (São Paulo, 1995. Título original: L'ésotérisme comme principe et comme voie.)

Referências bibliográficasEditar

  • (pt) Mateus Soares de Azevedo, "Frithjof Schuon, Mensageiro da Filosofia Perene", in: O Livro dos Mestres: encontros com homens notáveis dos tempos modernos. São Paulo, Ibrasa, 2016 (ISBN 9788534803632).
  • (en) Patricia Adrichem, Frithjof Schuon and the Problem of Religious Diversity, La Trobe university, 2005 (OCLC 225547806).
  • (sv) Kurt Almqvist, Tidlös besinning i besinningslös tid : ur Frithjof Schuons verk, Stockholm, Ed. Natur & Kultur, 1973 ISBN 9789127419742.
  • (en) Martyn Amugen, The Transcendental Unity of Religions and the Decline of the Sacred, Bangkok, Lap Lambert, Academic Publishing, 2016, 206 p. (ISBN 978-3659925580)
  • (fr) Bernard Chevilliat, Frithjof Schuon, 1907-1998 : biographie, études et témoignages, Connaissance des Religions (coletânea de artigos de J.-B. Aymard, M. Lings, W. Perry, Sw. Ramdas, S.H. Nasr, J. Cutsinger, P. Laude etc.), Avon e Paris, 1999, ISBN 2-7029-0392-4
  • (en) Jennifer Casey, Frithjof Schuon Messenger of the Perennial Philosophy, Bloomington, World Wisdom, 2012, DVD (ISBN 9781936597048).
  • The Essential Frithjof Schuon, ed. Seyyed Hossein Nasr (1986, 2005), World Wisdom, Bloomington (IN), ISBN 0-9415-3292-5.
  • (en) Michael O. Fitzgerald, Frithjof Schuon Messenger of the Perennial Philosophy, Bloomington/IN, World Wisdom, 2010, 256 p. (ISBN 9781935493594).
  • (fr) Eric Geoffroy, Une voie soufie dans le monde : la Shâdhiliyya, Maisonneuve & Larose, 2005, 544 p. (ISBN 9782706818271).
  • (fr) Roland Goffin , Vers la Tradition, n° 74, décembre 1998, 64 p. (ISSN 0755-4222).
  • (en) Ali Lakhani,  A Commentary on the Teachings of Frithjof Schuon , Sacred Web, no 20, 2007 (ISSN 1480-6584).
  • Meditations on the teaching of Frithjof Schuon, James S. Cutsinger, State University of New York Press, Albany (NY) 1997, ISBN 0-7914-3249-1.
  • Frithjof Schuon. Life and Teachings, Jean-Baptiste Aymard, Patrick Laude. State University of New York Press, Albany (NY) 2004, ISBN 0-7914-6205-6.
  • Frithjof Schuon and the Perennial Philosophy, Harry Oldmeadow, World Wisdom, Bloomington(IN) 2010, ISBN 978-1-935493-09-9.
  • Frithjof Schuon: Messenger of the Perennial Philosophy, Michael O. Fitzgerald:. World Wisdom, Bloomington (IN) 2010, ISBN 1935493086.
  • Frithjof Schuon and Sri Ramana Maharshi: A survey of the spiritual masters of the 20th century, Mateus Soares de Azevedo , Sacred Web, a Journal of Tradition and Modernity numéro 10, 2002. [23]

ReferênciasEditar

  1. SILVA FILHO, Mário Alves da et al. A mística islâmica em Terræ Brasilis: o sufismo e as ordens sufis em São Paulo. 2012. p.113
  2. a b "A ideia central da Filosofia Perene de Schuon e Guénon é que a Verdade é una, perene e universal, e as distintas religiões são como as diferentes expressões desta Verdade una". Cf. Lembrar-se num mundo de Esquecimento, de William Stoddart (ed. Kalon, São José dos Campos, 2013)
  3. a b Urban, Hugh. "A Dance of Masks: The Esoteric Ethics of Frithjof Schuon." Crossing Boundaries: Essays on the Ethical Status of Mysticism (2002): 406-440.
  4. Martin Lings: Frithjof Schuon and René Guénon Temenos Academy on July 14, 1999
  5. a b c d e Aymard, J. B., & Laude, P. (2004). Frithjof Schuon: life and teachings. SUNY press.
  6. AL-ʿALAWÎ, SHAYKH AHMAD. "THE MAKING OF A SUFI SAINT OF THE TWENTIETH CENTURY: SHAYKH AHMAD AL-ʿALAWÎ (1869-1934)." Journal of the History of Sufism 6 (2015): 225-240.
  7. Schuon, Frithjof. "A message on North American Indian Religion." Studies in Comparative Religion 15 (1983): 182.
  8. Schuon, Frithjof. The Essential Frithjof Schuon. World Wisdom, Inc, 2005.
  9. Dickson, William Rory, and Merin Shobhana Xavier. "DISORDERING AND REORDERING SUFISM." Global Sufism: Boundaries, Narratives and Practices (2019): 137.
  10. Schuon, Frithjof. Autumn Leaves & the Ring: Poems. World Wisdom, Inc, 2010.
  11. Schuon, Frithjof. Metaphysical and Spiritual Aesthetics. World Wisdom, Inc, 2005. p.115
  12. Images of Primordial and Mystic Beauty Paintings by Frithjof Schuon av Frithjof Schuon, Michael Pollack INBUNDEN Engelska, 2005-04-01
  13. a b Schuon, F. "General Considerations on Spiritual Functions." Aymard J.-B., Laude P., State University of New York Press, NY, рр (2004): 101-146.
  14. a b The Essential Writings of Frithjof Schuon, Suhayl Academy, Lahore, 2001, p.67.
  15. Sophia-The Journal of Traditional Studies.
  16. Cf. A Inteligência da Fé: Cristianismo, Islã, Judaísmo, de Mateus Soares de Azevedo, pp. 42-61. Rio de Janeiro, Best Seller, 2006.
  17. The Seyyed Hossein Nasr Foundation, « Biography » [archive, Washington, D.C., 1999]
  18. Mark Sedgwick Contra o Mundo Moderno: Tradicionalismo e a História Intelectual Secreta do Século XX , Nova York: Oxford University Press (2004).
  19. Huston Smith, "Providence Perceived: In Memory of Frithjof Schuon", in Sophia Journal, Vol. 4, N° 2, 1998, p. 29
  20. Mohammed Arkoun, « Schuon (Frithjof), De l'unité transcendante des religions [compte rendu] », Archives de sciences sociales des religions, vol. 48, no 2,‎ 1979
  21. Stanislas Ibranoff, « Étude critique du livre : Diversité et unité des religions chez René Guénon et Frithjof Schuon par Patrick Ringgenberg », Cahiers de l'unité, no 1,‎ 2016.
  22. a b Teimouri, Mahmoud - Critical Look on Frithjof Schuon’s Views on Islamic Aesthetics* art and civilization of the ORIENT
  23. Sacred Web

Ligações externasEditar