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Jornal da Globo

telejornal noturno da Rede Globo
Jornal da Globo
Informação geral
Formato Telejornal
Gênero jornalismo
Duração 45 minutos
Estado em exibição
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es)
Diretor(es) de criação Alexandre Arrabal
Produtor(es) Clarissa Cavalcanti
Câmera multicâmera
Apresentador(es) Renata Lo Prete
Elenco
Tema de abertura instrumental
Empresa(s) de produção Central Globo de Jornalismo
Localização São Paulo
SP
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
1080i (HDTV)
Formato de áudio estéreo
Transmissão original 4 de março de 1967 - 30 de agosto de 1969
2 de abril de 1979 - 6 de março de 1981
2 de agosto de 1982 – presente
Cronologia
Tele Globo
Jornal Nacional - 2ª Edição
Programas relacionados

Jornal da Globo[1][2] (também chamado de JG) é um telejornal noturno brasileiro produzido e exibido pela Rede Globo. É levado ao ar no fim de noite, mas sem horário fixo de transmissão. A fase atual estreou em 1982 sob o comando de Renato Machado, Belisa Ribeiro e Luciana Villas Bôas.[3] Atualmente, é ancorado por Renata Lo Prete, sendo eventualmente apresentado pelos jornalistas Carlos Tramontina[4][5] e Márcio Gomes[6].

O telejornal conta com participações diárias, ao vivo, de Giovana Teles (Brasília)[7] e, eventualmente, de Jorge Pontual (Nova York)[8]. Também possui uma equipe de comentaristas e colunistas que participam do telejornal semanalmente. São eles: Felipe Diniz (Placar da Rodada)[9], Arnaldo Jabor (Assuntos em Gerais)[10], Nelson Motta (Música e Artes)[11], Caio Ribeiro (Esporte)[12] e Carlos Alberto Sardenberg (Economia).[13]

HistóriaEditar

1967 e 1979Editar

O Jornal da Globo é exibido ininterruptamente desde 1982, entretanto, foi exibido por duas vezes antes desse período. O primeiro formato é de 4 de março de 1967 e teve como apresentadores Hilton Gomes e Luiz Jatobá. O editor-chefe nesta época era o jornalista e historiador de música brasileira José Ramos Tinhorão. Ficou no ar até 30 de agosto de 1969, quando, em seu lugar, estreou o Jornal Nacional.

Em 2 de abril de 1979, reestreou o Jornal da Globo. Apresentado por Sérgio Chapelin, apresentava análises, séries de reportagens, correspondentes internacionais e entrevistas de estúdio que condicionavam a duração do telejornal, com um tempo mínimo de 30 minutos. Esta segunda versão foi exibida até 6 de março de 1981; em seu lugar, foi exibido o Jornal Nacional 2ª edição, que ficou no ar até a reestreia do JG, em 2 de agosto de 1982.

Reestreia em 1982Editar

Em 2 de agosto de 1982, o Jornal da Globo passou a ser apresentado de segunda a sexta, às 23h15min, e sofreu uma pequena mudança no formato. Um dos blocos do jornal passou a se dedicar à análise da notícia mais importante do dia. Pequenas entrevistas ao vivo complementavam material gravado sobre o assunto.

Renato Machado, Belisa Ribeiro e Luciana Villas Boas formavam o time fixo do telejornal. E Carlos Monforte também fazia parte da equipe como comentarista.

Em seus 30 minutos de duração - 25 nacionais e cinco de noticiário local - o Jornal da Globo falava de política, economia e cultura, no Brasil e no mundo, mas também começou a abrir espaço para o esporte. Em 1983, o JG teve dois colaboradores da área do humor: o comediante Jô Soares, que fazia comentários diários e o cartunista Chico Caruso, que colaborava com charges semanais.

CronologiaEditar

Em janeiro de 1983, o Jornal da Globo passou a ser apresentado por Eliakim Araujo e Liliana Rodrigues. Em setembro de 1983, Liliana Rodriguez foi substituída por Leilane Neubarth, mais ligada às pautas de cultura e que, além de apresentar, também ia para a rua fazer matérias. Em novembro de 1986, Leila Cordeiro passou a ser o par de Eliakim Araújo na apresentação do Jornal da Globo. Na época, os comentaristas eram Álvaro Pereira (política), Joelmir Beting (economia), Paulo Francis (internacional), Jô Soares (humor). Leila permaneceu na bancada até maio de 1989, quando foi deslocada para o Jornal Hoje, ficando lá por 2 meses. Fátima Bernardes assumiu o posto de Leila no JG. Em julho do mesmo ano, o casal Leila e Eliakim, rescindiram o contrato com a TV Globo, indo para a Rede Manchete e assumindo a bancada do Jornal da Manchete até 1992.

William Bonner, à época apresentador do Fantástico, assumiu o lugar de Eliakim, fazendo dupla com Fátima até 1992. No lugar de Fátima Bernardes, Cristina Ranzolin assumiu a bancada do Jornal da Globo ao lado de William. Em 1993, Fátima foi para o Fantástico e William foi para o Jornal Hoje.

Em 19 de abril de 1993, Lillian Witte Fibe voltaria à Globo, assumindo o posto de âncora do JG.

O telejornal manteve o nome, mas mudou o conceito. Lílian era também editora-chefe do Jornal, tendo autonomia para decidir e fazer comentários sobre determinados assuntos, quando necessário.

Foi a primeira vez, também, que a Globo passou a transmitir um telejornal nacional de São Paulo. Em um novo estúdio, três câmeras, sendo que apenas uma fixa, se movimentavam sobre trilhos ou gruas, num recurso inédito do telejornalismo brasileiro. O cenário, projeto de Alexandre Arrabal, era baseado na alegoria do dinamismo da notícia. A intenção era dar a sensação de amplitude e movimento.

Quanto ao conteúdo, o JG passou a priorizar notícias de Brasília e a prestação de serviços na área econômica. Alexandre Garcia (política), Joelmir Beting (economia), Juca Kfouri (esporte) e Paulo Francis (Nova Iorque) passaram a atuar como colunistas fixos do JG.

Em 1996, Lílian assumiu a apresentação do Jornal Nacional ao lado de William Bonner. Assume seu posto, no Jornal da Globo, Mônica Waldvogel.

A estreia de Mônica foi no dia 1º de abril de 1996 e a jornalista - depois de 13 anos de uma bem sucedida carreira como repórter em Brasília - logo conquistou o público com a sua maneira peculiar de relatar os acontecimentos. Na época, o jornal ia ao ar às 0h30min.

No dia 10 de março de 1997, a jornalista Sandra Annenberg estreou no Jornal da Globo. Ela acumulava a função de editora executiva com a apresentação e contava com a colaboração de Alberto Villas na coordenação do Jornal.

Uma verdadeira "dança das cadeiras" entre o Jornal da Globo, o Jornal Hoje e o Jornal Nacional fez com que Sandra Annenberg deixasse o comando do telejornal em fevereiro de 1998. Em seu lugar assumiu novamente Lillian Witte Fibe, que ficou até maio de 2000.[14] Mona Dorf foi sua substituta até 1999, quando deixou a emissora,[15]

Em 29 de Janeiro de 1999, pela primeira vez na história do jornalismo da Rede Globo, o Jornal da Globo fazia história, tornando-se o primeiro telejornal da casa a ser apresentado da redação, logo depois viriam para a redação o Jornal Nacional em 2000 e o Jornal Hoje em 2001.

Carlos Tramontina assumiu interinamente a função de apresentador do Jornal da Globo com a saída de Lilian em 27 de abril de 2000. Para editor chefe foi nomeado Ricardo Melo, que era editor executivo na época de Lilian. Após um período de negociações, a emissora anunciou o nome de Ana Paula Padrão para a vaga de titular na ancoragem do telejornal. Ela estreou em 7 de agosto de 2000. Melo deixou a chefia do jornal pouco tempo depois, convidado para trabalhar com Lilian na criação de um jornal no Portal Terra. Foi substituído na chefia do JG por Luiz Cláudio Latgé. Ana Paula ficaria na função de apresentadora até maio de 2005, quando desligou-se da emissora e foi para o SBT.

Com a saída de Ana Paula, Chico Pinheiro, assumiu a bancada, temporariamente, até o dia 27 de maio de 2005. A partir de 30 de maio de 2005, William Waack e Christiane Pelajo assumem a bancada do JG. O Jornal passa a ter como comentaristas fixos Carlos Alberto Sardenberg e Arnaldo Jabor. Meses depois, em julho do mesmo ano, Mariano Boni de Mathis passou a ser chefe de redação, e Erick Bretas assumiu a editoria-chefe do jornal.

Em 2 de agosto de 2007 o telejornal completou 25 anos ininterruptos no ar. Durante o mês de aniversário, foi exibido no telejornal uma série de reportagens que retratavam as mudanças ao longo dos últimos 25 anos no mundo, no Brasil e no próprio telejornal.

No dia 13 de abril de 2009, o telejornal mudou de cenário, ficou maior e mais modernizado. A vinheta de abertura mudou no dia seguinte, adequando-se à nova trilha, porém o visual da vinheta continuou o mesmo. A partir de julho desse mesmo ano, Ricardo Villela, até então editor executivo, tornou-se editor-chefe do telejornal.

O quadro de esportes Placar da Rodada, que até 2011 era um programa apresentado depois dos jogos de futebol, passou naquele ano a integrar o JG durante a exibição da telenovela O Astro na faixa das 23h. Mesmo com o fim da telenovela, o quadro permaneceu no telejornal.

Após mais de 7 anos com apenas William Waack e Christiane Pelajo como apresentadores (na ausência de um, o Jornal era apresentado individualmente pelo outro), o Jornal passa a contar com Carlos Alberto Sardenberg e Poliana Abritta como apresentadores eventuais.

Em 2 de dezembro de 2013, o Jornal da Globo passou a ser exibido em alta definição, bem como todos os telejornais e programas jornalísticos da emissora.

Durante o mês de março de 2014, o Jornal da Globo e o Jornal Hoje passaram a ser transmitidos em um estúdio em chroma key, por conta das reformas na redação da TV Globo São Paulo para construção do novo cenário dos telejornais. Concluída a reforma, o Jornal da Globo (JG) ganhou um novo cenário, que permite uma interatividade com seis telões que se movimentam durante o telejornal. Além disso, o telejornal ganhou novos pacotes gráficos e uma nova vinheta.[16]

No dia 21 de julho de 2014, a jornalista Zileide Silva estreou como apresentadora eventual do Jornal da Globo, durante as férias da titular, Christiane Pelajo. A vaga era de Poliana Abritta, que se tornou apresentadora do Fantástico em novembro de 2014.

Em 2015, a apresentadora diário do jornal Christiane Pelajo, sofreu um acidente e teve que ser afastada do jornal por tempo indeterminado. Mas em julho do mesmo ano, a Central Globo de Jornalismo deu a notícia de que a apresentadora estaria de volta ao jornal noturno, posto em que esteve até o dia 12 de outubro, quando deixou a bancada para se dedicar a um novo projeto. Pelajo não foi substituída e o telejornal passou a ser conduzido somente por William Waack.

Em julho de 2017, com William Waack passando por problemas de saúde, além das férias de Renata Lo Prete, o jornal foi apresentado durante dois dias por Carlos Tramontina, que retornava a apresentação de um jornal de rede após 17 anos.[17][18] Uma polêmica sobre racismo envolveu William Waack em novembro de 2017, o afastando da emissora por tempo indeterminado.[19] Em dezembro a emissora anuncia a rescisão do contrato de Waack e a efetivação de Renata Lo Prete.[20][21]

Polêmica de racismoEditar

Em 9 de novembro de 2017, foi vazado um vídeo captado durante a cobertura das Eleições nos Estados Unidos em 2016. No vídeo, alguém na rua dispara uma buzina e Waack, contrariado, faz um comentário racista ao colega Paulo Sotero: "é coisa de preto". Waack afirmou não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pediu sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados com a situação. Mais tarde ele alegou ter dito que falou "Coisa de Cleiton". A Rede Globo o afastou de suas funções de apresentador do Jornal da Globo.[22]

Referências

  1. Memória Globo (1979)
  2. Memória Globo (1967-1969)
  3. Luciana Villas Bôas
  4. «William Waack é internado e Globo chama Tramontina às pressas». Notícias da TV. 20 de julho de 2017. Consultado em 25 de julho de 2017 
  5. «William Waack recebe stents no coração e é afastado por tempo indeterminado». Notícias da TV. 25 de julho de 2017. Consultado em 25 de julho de 2017 
  6. Márcio Gomes apresenta Jornal da Globo pela primeira vez e é elogiado por internautas
  7. Homem invade link do Jornal da Globo
  8. Indireta? No Jornal da Globo, Lo Prete usa azul e Jorge Pontual veste rosa
  9. Placar da Rodada com Felipe Diniz
  10. Comentário de Arnaldo Jabor
  11. Memória Globo, Nelson Motta
  12. Bate Papo Esportivo com Caio Ribeiro
  13. Portal dos Jornalistas, Carlos Alberto Sardenberg
  14. Fátima Bernardes co-apresentará o 'JN'
  15. Desprestigiada, Mona Dorf deixa a Globo
  16. Rede Globo (29 de abril de 2014). «Inovação e movimento: programas da Globo ganham novos cenários, veja». Rede Globo > novidades. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  17. «William Waack é internado e Globo chama Tramontina às pressas». Notícias da TV. 20 de julho de 2017. Consultado em 25 de julho de 2017 
  18. «William Waack recebe stents no coração e é afastado por tempo indeterminado». Notícias da TV. 25 de julho de 2017. Consultado em 25 de julho de 2017 
  19. «'Contra o racismo', Globo afasta William Waack após vazamento de vídeo». Notícias da TV - UOL. 8 de novembro de 2017. Consultado em 9 de novembro de 2017 
  20. «Renata Lo Prete é a titular do Jornal da Globo, e Heraldo Pereira, do Jornal das Dez». G1 
  21. TV, Notícias da (22 de dezembro de 2017). «Globo rescinde contrato com William Waack após declaração racista». Notícias da TV  line feed character character in |titulo= at position 37 (ajuda)
  22. «William Waack é afastado da TV Globo após acusação de racismo». Extra 

Ligações externasEditar