Rachel Sheherazade

jornalista brasileira

Rachel Sheherazade Barbosa (João Pessoa, 5 de setembro de 1973)[1] é uma jornalista, apresentadora, colunista e escritora brasileira. Entre 2011 e 2020 foi âncora do telejornal SBT Brasil.[2] Entre 2014 e 2015, foi âncora do tradicional Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan.[3][4] Foi um dos principais nomes de participantes do Reality Show A Fazenda 15 e no dia 19 de outubro de 2023, foi expulsa do reality acusada de agressão. Destacou-se ao ler um editorial na TV com críticas ao carnaval, em 2011, na TV Tambaú.[5] Já foi considerada uma das vozes do conservadorismo tendo, posteriormente, mudado de discurso e aproximado-se da esquerda.[6]

Rachel Sheherazade
Rachel Sheherazade
Nome completo Rachel Sheherazade Barbosa
Nascimento 5 de setembro de 1973 (50 anos)
João Pessoa, Paraíba
Nacionalidade brasileira
Ocupação Jornalista
Apresentadora de televisão
Alma mater Universidade Federal da Paraíba
Cônjuge Rodrigo Porto (2005–2016)
Filho(s) 2

Trabalhos notáveis

Biografia editar

Formação e atuação editar

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), foi servidora do Tribunal de Justiça da Paraíba como jornalista desde 1994 e posteriormente trabalhou como repórter correspondente da TV Justiça no estado.[7]

Começou na mídia trabalhando na TV Correio, afiliada paraibana da Rede Record. Alguns meses depois, foi convidada para a TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo no Estado. Já em 2003, tornou-se apresentadora do Tambaú Notícias, telejornal da TV Tambaú, afiliada do SBT.[8][9]

Rachel é conhecida por diversas críticas a vários temas, inclusive os vídeos dos seus comentários têm ganhado o mundo, sendo dublados e legendados em diversos idiomas.[10] Em fevereiro de 2011, quando ainda trabalhava na TV Tambaú, criticou duramente o Carnaval na Paraíba. O vídeo foi postado no YouTube, fazendo com que a apresentadora ganhasse projeção nacional. Com isso, a apresentadora foi convidada por Silvio Santos a ir para a matriz do SBT, em São Paulo.

Vida pessoal editar

Seu pai é um advogado e procurador que encontra-se aposentado, sua mãe é assistente social. Tem dois irmãos que trabalham na área jurídica. Rachel Sheherazade revelou gostar de escrever histórias infantis e uma das inspirações para seu sobrenome vem da história As Mil e uma Noites.[11] Foi casada por 11 anos com o corretor de imóveis Rodrigo Porto.[12] Possuem dois filhos, Clara e Gabriel.[13][14] Em março de 2019, com a negociação da entrada de Rachel Sheherazade na CNN Brasil, a IstoÉ calculou que a partir do salário de 100 mil reais, a jornalista teria que pagar uma multa de 2 milhões de reais, caso quebrasse o contrato com o SBT.[15] Em outubro de 2019, Rachel Sheherazade teve o carro e o celular roubados durante um show da banda Iron Maiden.[16] Em novembro de 2019, a jornalista se afastou do SBT Brasil para realizar uma cirurgia nos pés.[17][18] Sheherazade é evangélica.[19]

Apresentadora do SBT Brasil editar

Entre 30 de maio de 2011 e 24 de setembro de 2020, dividiu a bancada do SBT Brasil, principal telejornal da emissora, de segunda a sábado, com grandes nomes do jornalismo, como Joseval Peixoto, Carlos Nascimento e Marcelo Torres.[20]

Outros projetos editar

Em janeiro de 2020, estreiou no Facebook Watch o SBT Mulher, onde entrevistou a ministra Damares Alves.[21] Em 2020, foi convidada para a bancada do Roda Viva, na TV Cultura, que foi ao ar no dia 18 de maio, onde entrevistou Felipe Neto.[22] Em junho de 2020, o Uol divulga que Rachel Sheherazade estava em negociação com a Band e a CNN Brasil.[23] Em 28 de setembro de 2020, Rachel Sheherazade é "dispensada" por e-mail do SBT, antes do fim do contrato (que acabaria em 31 de outubro de 2020).[24] No dia seguinte, é contratada pelo portal Metrópoles.[25] Ainda em 2020, torna-se colunista da revista IstoÉ.[26]

Em 2023, foi anunciada como participante da décima quinta edição de A Fazenda.[27] No ano seguinte, foi anunciada como a nova apresentadora do A Grande Conquista, substituindo Mariana Rios, que deixou o comando do programa para assumir um novo projeto, alegando conflito de agenda.[28]

Controvérsia com Silvio Santos no Troféu Imprensa editar

Em 2017, repercutiu o discurso que Silvio Santos fez para Rachel Sheherazade e Danilo Gentilli no Troféu Imprensa. Silvio Santos diz: "Você começou a fazer comentários políticos no SBT e eu pedi para você não fazer mais, porque você foi contratada para ler notícias, não para dar sua opinião (…) Se você quiser fazer política, compra uma estação de televisão e faz por sua conta." Sorrindo, Rachel Sheherazade responde de forma constrangida: "Quando você me contratou, você me contratou para opinar." Silvio Santos responde: "Não (…) Eu contratei você para você continuar com sua beleza e com sua voz para ler as notícias do teleprompter (…) Na internet, você pode fazer o que quiser. Combinei com o Danilo (Gentili) que a partir de agora ele só vai elogiar os políticos".[29] Esse evento fez com que o Ministério Público entrasse com um ação coletiva contra o SBT, pedindo que a emissora indenizasse em 10 milhões de reais Rachel Sheherazade, Maisa Silva, e Milene Uehara, que segundo o Ministério Público, foram constrangidas em outras ocasiões. O SBT foi liberado de pagar a indenização em novembro de 2019, segundo a juíza do caso, não houve constrangimento.[30]

Acusações de censura editar

Em março de 2018, Jeff Benício, do portal Terra, chamou de censura quando o SBT tirou o espaço de opiniões da jornalista Rachel Sheherazade do jornal.[31] A primeira suspensão ocorreu em 2014,[32] no mesmo ano, a jornalista começou a receber ameaças de morte.[33] Jeff escreveu:

O próprio Silvio Santos, que financia o telejornalismo de seu canal por mera obrigação e prefere não desagradar governantes, determinou o fim das opiniões no ‘SBT Brasil’. O jornalismo da emissora, conhecido pelo estilo burocrático, perdeu muito com a censura imposta a Sheherazade. Era a única voz que repercutia.
— Jeff[31]

Completou, se referindo ao incidente no Troféu Imprensa com Silvio Santos. Após a suspensão do espaço de opiniões, o modo como Rachel Sheherazade vem apresentando determinadas notícias, tem chamado a atenção do público e da imprensa.

Em julho de 2019, a reação negativa da jornalista ao ouvir uma notícia enquanto apresentava o SBT Brasil, tornou-se um vídeo viral nas redes sociais.[34] No momento da reação, Carlos Nascimento falava do comentário controverso[35] de Jair Bolsonaro sobre morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).[34] Em janeiro de 2020, disse que seria censura a retirada do especial de Natal do Porta dos Fundos, da Netflix, que seria feita por ordem judicial.[36]

Em maio de 2020, questionou brevemente no jornal: "foi erro, ou foi crime?" Antes tinha sido exibida uma reportagem com especialistas apontando que o Caso João Pedro, jovem morto em operação policial, em São Gonçalo (RJ), teria tido "erros". Algumas semanas antes, Rachel Sheherazade aplaudiu o posicionamento da ministra Cármen Lúcia, após ter sido exibida uma reportagem com a magistrada pedindo "igualdade" entre homens e mulheres ao presidente da Supremo Tribunal Federal (STF}, Dias Toffoli.[37] Em 27 de maio de 2020, emitiu uma opinião após ser exibida a reportagem sobre o caso da Morte de George Floyd:

George Floyd foi morto em uma controversa operação policial nos Estados Unidos, gerando protestos contra o racismo.[38] Em 18 de agosto de 2020, comentou sobre o caso do ataque de extremistas direcionados a uma menina na frente de um hospital, onde fez um aborto: "Curioso é que não vi nenhum defensor da vida protestando na frente da delegacia, né?"[39] Em 8 de setembro, ao anunciar uma reportagem sobre a operação Furna da Onça, que apura prática de rachadinhas de Flávio Bolsonaro, Rachel Sheherazade interrompeu o texto e comentou: "Não, rachadinhas não. A palavra certa é peculato. Crime de peculato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro".[40]

Comentário sobre prisões em canal do Youtube editar

Em agosto de 2019, Rachel postou um vídeo na sua conta no YouTube intitulado "Monstros contra monstros", no qual ela comenta a respeito do presídio onde ocorreu o Massacre em Altamira em 2019, no Pará, criticando o ministro da Justiça Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro, os responsabilizando pela chacina que deixou 56 mortos, 16 por decapitação. Foi apontado pela imprensa que o trecho "monstros" causou desgosto nos agentes.[41]

O trecho do vídeo que baseia "monstros" é o seguinte:

Todo mundo sabe. Cadeias são um antro de criminosos, e criminosos dos dois lados das celas, se é que vocês me entendem. Os nossos presídios são masmorras. São depósitos de gente. São criadouros de criminosos, detentos e não detentos. Se é que vocês me entendem. (…) Então não adianta fechar os olhos. Não adianta fazer de conta que não é com a gente. Que o problema não é nosso, porque é! Porque os presos de hoje serão os homens libertos de amanhã e se o Estado não ajudar a regenerar essa pessoas, pior para todos nós.

O ciclo da violência nunca será quebrado. E a brutalidade do presídio vai dar à luz a selvageria nas ruas que por sua vez vai gerar mais mortes, mais presos, mais violência. O Estado precisa ser melhor do que aqueles que aprisiona, mas se o policial, se o promotor, se o juiz, se o carcereiro forem tão brutos quanto o apenado, então não terá razão para existir o Estado. Então é a prova cabal de que nós falhamos no tal processo civilizatório. Voltaremos ao todos contra todos. Monstros contra monstros. E que vença o pior.[42]
— Rachel Sheherazade

Porém, ao longo dos anos reportagens da imprensa já mostravam os diversos problemas nas prisões do Brasil (ver: Sistema carcerário no Brasil). A Organização das Nações Unidas (ONU) disse em 2016 que os presos estavam mantidos de formas "cruéis, desumanas ou degradantes".[43]

Imediatamente houve reação de um sindicato que representa os funcionários do sistema prisional do Estado de São Paulo, que foram até o SBT demonstrar seu repúdio às declarações da jornalista, anunciando também que iriam tomar as medidas necessárias para mover um processo judicial contra Rachel.[41]

Por conta da controvérsia, a partir do dia 9 de agosto de 2019, Rachel Sheherazade passou a ser afastada todas as sextas-feiras do SBT Brasil,[44] a pedido de Silvio Santos.[41] Um dia antes, Rachel Sheherazade suspendeu a conta do Twitter alegando "motivo de força maior".[45] A jornalista publicou em uma rede social uma foto com o trecho da música "Cálice", de Chico Buarque lançada durante a Ditadura militar brasileira (1964-1985): "Afasta de mim esse: - Cale-se!".[46]

Sugestão de demissão do SBT feita por patrocinador editar

Em junho de 2019, Luciano Hang sugeriu que Silvio Santos deveria demitir Rachel Sheherazade do SBT, ao acusar falsamente que ela teria "ideologia comunista".[47] Sheherazade reagiu, ao dizer que iria processar judicialmente o empresário. O fato teve repercussão na imprensa.[48][49][50] Após o evento, Danilo Gentili publicou a frase: " 'Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados'. Millôr Fernandes" Segundo o jornal O Dia é uma indireta ao caso.[51]

Segundo Tony Goes, da Folha de S.Paulo, Rachel Sheherazade

continua se alinhando com a direita [política], o capitalismo, o liberalismo. Só não perdeu a perspicácia e a honestidade intelectual. Isto fez com que muitos de seus seguidores a vissem como uma traidora. Como assim, Rachel Sheherazade não apoia automaticamente qualquer sandice proferida pelos olavistas? Então agora ela é comunista! Essa opinião desmiolada é compartilhada por um dos apoiadores mais folclóricos do novo governo.
— Tony Goes[52]

Segundo o colunista, Luciano Hang viu na demissão de jornalistas promovida pelo SBT uma espécie de caça às bruxas e "Rachel Sheherazade se tornou um farol de lucidez na barafunda que é o jornalismo do SBT. Silvio terá a sabedoria de mantê-la em seus quadros? Ou cederá à pressão dos alucinados que chamam de 'comunistas' a quem não pensa 100% como eles?".[52]

Silvio Santos colocou a participação de Rachel Sheherazade no "Jogo das 3 Pistas", do Programa Silvio Santos na frente de outros já gravados. Segundo Gabriel Perline, do Notícias da TV essa foi uma atitude de apoio a jornalista e uma indireta a Luciano Hang.[53] Ao comentar a saída de Rachel Sheherazade do SBT, Maurício Stycer comentou no UOL: "A ser verdade que a pressão de Hang contribuiu para a não renovação do seu contrato, Sheherazade sai do episódio como vítima de uma empresa cada vez mais vinculada ao governo Bolsonaro".[54]

Repercussões editar

Em agosto de 2019, no Programa da Maisa, Rachel Sheherazade disse que "Eu sou apenas alguém querendo fazer jornalismo, num momento muito difícil para os jornalistas. A nossa profissão está sendo tão bombardeada, tão atacada injustamente. Então eu sou apenas uma resistente."[55] Gustavo Nogy, escrevendo para Gazeta do Povo questionou se o afastamento da jornalista do jornal não seria uma atitude do Governo Jair Bolsonaro.[56]

Depois de anos e anos de PT enchendo manchetes com suas peripécias políticas e policiais, o sucessor Jair Bolsonaro parece ter plena convicção de que pode, a seu modo, deixar a sua marca.(…) O detalhezinho é que o fenômeno ganha força entre militantes mais exaltados, que aos poucos naturalizam o que não é – não deveria ser – natural de maneira nenhuma.
(…)
Num intervalo de poucas semanas, Miriam Leitão foi tida como persona non grata numa feira literária; Rachel Sheherazade foi congelada no SBT; Guilherme Boulos foi impedido de falar em universidade; torcedor corintiano foi detido num estádio por fazer o que estádios inteiros fizeram (e muito bem, pro meu gosto) com Dilma Rousseff.
(…)
Tanto faz o que eu penso, o que nós pensamos, sobre Miriam Leitão, Rachel Sheherazade, Guilherme Boulos, torcedores corintianos ou Dilma Rousseff. (…) O que importa é o inegável, e cada vez mais acintoso, tom de revanchismo do governo eleito. Como se a ascensão ao poder significasse o direito de se vingar de todos aqueles que desconfiam das suas (alegadas) boas intenções.[56]

Comentários nas redes sociais, repostados nos jornais Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo,[57] questionavam Silvio Santos, possível censura e se o motivo do afastamento teria sido por decisão política.[44] O Estado de S. Paulo reportou a notícia do afastamento da jornalista junto do comentário de Silvio Santos de 2017, que disse em tom de brincadeira: "Você começou a fazer comentários políticos no SBT e eu pedi para você não fazer mais, porque você foi contratada para ler notícias, não para dar sua opinião. Eu contratei você para você continuar com sua beleza e com sua voz para ler as notícias do teleprompter.[57]" Também foi mencionado no artigo do Estado de S. Paulo o comentário de Silvio Santos a Danilo Gentili:

Não fala sobre política porque aí você me complica (…) [Você deve] puxar o saco dos políticos.

Após o afastamento do jornal, Rachel Sheherazade recebeu muitos pedidos de entrevista, mas não aceitou por decisão de contrato.[57] Em um vídeo repostado pela revista Veja, Rachel Sheherazade diz que tem contrato com o SBT até 2020.[58] Comentando sobre o episódio, o jornalista e apresentador Dudu Camargo disse que a situação da jornalista "resvala em todo o jornalismo, em todos os companheiros dela (…) O pessoal chega para gente revoltado com a opinião da Raquel e acaba se tornando uma pessoa competente (…) Em uma outra época, o Silvio chegou e falou 'nossa a Raquel(Sic) acaba falando demais', não se mete Dudu em política".[59]

Em entrevista à coluna do Léo Dias, no Uol em janeiro de 2020, Rachel Sheherazade comentou novamente sobre as prisões:

Certa vez eu fiz uma crítica sobre aquele massacre no presídio no Pará, e aí chamei a responsabilidade do Ministério da Justiça, porque o Ministério da Justiça havia sido procurado por um grupo de mães e familiares de presidiários, do presídio de Altamira, onde foi denunciado, que poderia haver uma tragédia (...) porque os chefes das facçóes estavam juntos nos mesmos pavilhões. Às vezes, pessoas de facções rivais dividiam a mesma cela. Então, as mães de mulheres de presidiários estavam preocupadas e foram pedir providências (...) E o Ministério da Justiça em resposta (isso foi em maio, a rebelião foi em julho, se não me engano) (...) falou não, não vamos transferir os líderes das facções, não há necessidade (...) porque o Ministério da Justiça está acompanhando em tempo real o que acontece dentro do presídio de Altamira. Resultado: 60 mortos. (...) Eu lembrei que armas e drogas não entram por encanto dentro de presídios. É preciso haver conivência de agentes penitenciários, diretores de penitenciárias. (...) Drogas, armas, celulares não entram por acaso em presídios.
— Rachel Sheherazade[60]

Ainda na entrevista a Leo Dias, Rachel Sheherazade disse que mesmo não tendo nomeado ninguém, agentes penitenciários, em estratégia, iniciaram uma série de processos judiciais em todo o Brasil contra ela. Comentou também, que foi no Governo Dilma onde mais tentaram censura-la, porém os ataques vindo dos apoiadores do Governo Bolsonaro desde o período eleitoral "foi algo incomparável".[60]

Ameaças de morte editar

Em fevereiro de 2020, ao comentar no Twitter sobre os ataques que as jornalistas Vera Magalhães, Míriam Leitão, Eliane Cantanhêde e Patrícia Campos Mello vem sofrendo, Rachel Sheherazade revelou que se tornou alvo de ameaças de morte porquê "ousou" criticar Jair Bolsonaro. A jornalista descreveu os ataques recebidos por ela e pelas colegas como de natureza "vil, covarde, decrépita e misógina" e que:

partem do mesmo escritório virtual do crime, já denunciado na CPI das Fake News (...) A violência que minhas colegas sofrem eu sofri e tenho sofrido também. Campanhas difamatórias, ataques em massa, ameaças de morte, ameaças contra meus filhos têm sido uma rotina desde que ousei criticar o então candidato Jair Bolsonaro, ainda no episódio da greve dos caminhoneiros em 2018 (...) não há como negar que ele [Bolsonaro] tira proveito do ódio que semeia (...) [essa atitude põe em] cheque a própria liberdade de imprensa. (...) Na luta insana contra a democracia, o primeiro ataque é contra a verdade. A última vítima do autoritarismo é a liberdade.[61]

Ainda segundo Rachel Sheherazade, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro ignoraram as denúncias.[61] Sobre o fim do seu canal independente no YouTube sobre política, Rachel Sheherazade declarou que:

Minhas opiniões voltaram a incomodar os detentores do poder e passei a ser ameaçada de todas as formas. Recomeçaram as ameaças de morte contra mim e meus filhos. Já sacrifiquei muita coisa em nome da comunicação, da liberdade de expressão. Não vou dar minha vida pelo jornalismo.[5]

Participação em A Fazenda editar

Durante sua participação no reality show A Fazenda, afirmou que já recebeu uma advertência de Silvio Santos por comentar sobre o conflito árabe-israelense, que o gabinete do presidente Jair Bolsonaro interferia na programação do SBT, que ia e voltava do trabalho escoltada pela Polícia Militar e pela Polícia Rodoviária Federal, e que foi demitida a pedido de Luciano Hang, o maior patrocinador da emissora.[62][63][64] O SBT anunciou que processaria a repórter.[65]

Voltou da primeira roça do programa,[66] e por muito tempo, foi considerada favorita para ganhar o programa. No dia 19 de outubro de 2023, foi expulsa do reality após tocar com a mão no rosto de Jenny Miranda durante uma discussão, ação que foi descrita como ato de defesa.[67][68] Todavia, a reação foi considerada agressão pela direção do reality, sendo, portanto, uma violação das regras previamente estabelecidas para participação no programa.[69][70][71][72]

Filmografia editar

Televisão editar

Ano Título Função Notas
2003-2011 Tambaú Notícias Apresentadora
2011-2020 SBT Brasil
2016 Cúmplices de um Resgate Ela mesma Episódio: "16 de fevereiro"[73]
2019 Bake Off SBT Participante (12º lugar) Temporada 3[74]
2020 SBT Mulher Apresentadora
Roda Viva Entrevistadora
2023 A Fazenda Participante (Desclassificada) Temporada 15[75][72]
2024 A Grande Conquista Apresentadora Temporada 2[28]

Assessoria de imprensa editar

Ano Função Local Ref.
1994-2014[nota 1] Jornalista TJ-PB [76]

Rádio editar

Ano Título Função Emissora
2014-2015 Jornal da Manhã[3][4] Apresentadora Rádio Jovem Pan

Colunista editar

Entrevistas editar

Concedidas
Ano Veículo de comunicação Ref.
2020 Uol [60]
2020 Portal F5 (Folha de S.Paulo) [5]
2020 IstoÉ [77]

Críticas e controvérsias editar

Em 2014 a opinião da jornalista repercutiu negativamente, ao comentar sobre um linchamento de um jovem. No mesmo ano a jornalista errou ao se basear em uma notícia de um site humorístico para comentar sobre Jair Bolsonaro. Após repercussão dos comentários da jornalista, Silvio Santos tirou o espaço de opiniões do Jornal do SBT,[31] ao que Jeff Benício, escrevendo para o portal Terra, chamou de censura.[31] Em julho de 2019, Rachel Sheherazade publicou um vídeo em seu canal no YouTube explicando o porquê de ter mudado de opinião (quando comparada com a de anos atrás).[78]

Prêmios e indicações editar

Ano Premiação Categoria Indicação Resultado
2023 Acervo Awards[80] Destaque em Reality A Fazenda 15 Indicada
Splash Awards[81] Melhor Participante de Reality Venceu
Prêmio Área VIP[82] Melhor Participante de Reality Venceu

Bibliografia editar

  • 2015: O Brasil Tem Cura, escrito por Rachel Sheherazade (livro sobre politica)[83]

Ver também editar

Notas

  1. Licenciada de 2011 a 2014, quando pediu exoneração.

Referências

  1. ClickPB - Força e delicadeza: os opostos se conjugam em Rachel Sheherazade
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  7. Apresentadora do SBT Brasil, Rachel Sheherezade, ganha férias na Justiça da Paraíba durante o mês de novembro
  8. Portal dos Jornalistas. «Paraibana, foi convidada em 2011 para apresentar o SBT Brasil, o principal jornal da emissora, ao lado de Joseval Peixoto». Rachel Sheherazade. Consultado em 16 de Março de 2013. Arquivado do original em 28 de março de 2013 
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