Almirante Barroso (cruzador)

Nota: Este artigo é sobre o navio tipo cruzador Barroso de 1882; para outros navios, veja Barroso (desambiguação).
Nota: se procura pelo clube multiesportivo, veja Clube Náutico Almirante Barroso

O Almirante Barroso foi um navio de guerra da Marinha do Brasil do tipo cruzador e de propulsão mista.

Cruzador Almirante Barroso
Cruzador Almirante Barroso, foto por Marc Ferrez
Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg Flag of Brazil (1889-1960).svg
Operador Armada Imperial Brasileira, Marinha do Brasil
Fabricante Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, Brasil
Lançamento 17 de abril de 1882
Comissionamento 26 de junho de 1884
Estado naufragou
Características gerais
Tonelagem 2 050 t [1]
Largura 10,97 m
Comprimento 71,25 m
Pontal 11,33 m
Calado 5,10 m
Propulsão velas, armada em Corveta (1.625 m2 de superfície vélica) e e máquina a vapor gerando 2200 hp.
Velocidade 12 nós
Armamento 6 canhões Whitehead de 70 cal., 4 metralhadoras Nordenfelt de 25 mm e 6 metralhadoras Nordenfelt de 11 mm
Blindagem mista madeira e aço

Construído pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na Ilha das Cobras, foi lançado ao mar em 17 de abril de 1882, estando presente o imperador Dom Pedro II e o homenageado almirante Francisco Manuel Barroso da Silva.[1] Entre 1888 e 1890 realizou a segunda circum-navegação da história da Marinha brasileira.[2]

O ferro utilizado em sua construção veio da Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, localizada na região de Sorocaba. Foi seu primeiro comandante o Capitão-de-Mar-e-Guerra José Marques Guimarães. O seu segundo comandante foi o Capitão-de-Mar-e-Guerra Luís Filipe de Saldanha da Gama, que conduziu o navio até os Estados Unidos.

Origem do nomeEditar

O Almirante Barroso, foi o segundo navio na Marinha do Brasil a utilizar este nome. É uma homenagem ao Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva, primeiro e único Barão do Amazonas.

As outras embarcações que homenagearam o herói brasileiro foram o Encouraçado Barroso (1865), o navio Cruzador Barroso (C-1) (1895) e o Cruzador Ligeiro Barroso (C-11) (1951).

Circum-navegaçãoEditar

Durante sua primeira viagem de circum-navegação, foi proclamada a República no Brasil. Encontrava-se a bordo o príncipe D. Augusto Leopoldo. Eduardo Wandenkolk, então ministro da Marinha, enviou um telegrama requisitando que o príncipe pedisse demissão. D. Augusto Leopoldo, porém, recusou-se, e pediu licença de dois meses. Foi deixado em Colombo, no Ceilão, onde recebeu um jantar de despedida de seus colegas. Emocionado, compartilhou seus pertences com os colegas de farda, tendo a um deles entregue sua espada, pedindo que a levasse de volta ao Brasil.

Nesta mesma oportunidade o navio substituiu a bandeira do império por outra na qual a coroa foi trocada por uma estrela vermelha. Foi a única embarcação a utilizar esta bandeira.[3]

NaufrágioEditar

O Almirante Barroso naufragou em 1893 ao colidir com rochas quando realizava outra viagem de circunavegação de instrução de guardas-marinha, no Mar Vermelho a 120 milhas do Canal de Suez. Na ocasião os náufragos foram socorridos pela canhoneira inglesa Dolphin na época comandada pelo almirante Horatio Nelson Dudding.[4]

CronologiaEditar

  • 1880 - Batimento de Quilha, 1º de março
  • 1882 - Lançamento ao mar, 17 de abril
  • 1888 - Realiza a sua primeira viagem de circunavegação.
  • 1889 - Sua bateria foi modernizada passando a seis canhões de 120 mm.
  • 1890 - Conclui a sua primeira viagem de circunavegação
  • 1893 - Baixa, 21 de maio. Naufragou nos arredores de Ras Zeith no Mar Vermelho sendo os náufragos resgatados pela canhoneira Dolphin do Reino Unido.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Nau Brasilis: a história, a trajetória e a retomada da construção naval brasileira». Solaris Edições Culturais. Arquivado do original em 2 de abril de 2015 
  2. «Viagens de Circum-navegação». Marinha do Brasil. Consultado em 25 de Julho de 2021 
  3. «Bandeiras antigas». Novo Milênio. Consultado em 4 de março de 2015 
  4. Almeida, Francisco Eduardo Alves de (2013). Atlantico: a história de um oceâno. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-200-1214-7 

Ligações externasEditar

 
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