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Estádio do Pacaembu

Disambig grey.svg Nota: Se procura por outros significados da palavra, veja Pacaembu.

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu ou simplesmente Pacaembu, é um estádio desportivo localizado na praça Charles Miller, no final da avenida Pacaembu, no bairro do Pacaembu, na zona central da cidade de São Paulo, no Brasil. Foi inaugurado na década de 1940 com capacidade para 70 mil espectadores e, na época, era considerado o mais moderno estádio da América do Sul.

Pacaembu
Estádio Paulo Machado de Carvalho
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho.jpg
Vista da fachada do estádio
Sisbrace: Soccerball shade.svgSoccerball shade.svgSoccerball shade.svg[1]
Nomes
Nome Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho
Apelido Pacaembu
Antigos nomes Estádio Municipal do Pacaembu
Características
Local Pacaembu, São Paulo, SP
Brasil
Gramado Grama natural (105 × 68 m)
Capacidade 37 730 espectadores[2]
Construção
Data 17 de setembro de 1938 a 1940
Custo Não disponível
Inauguração
Data 27 de abril de 1940 (77 anos)
Partida inaugural Palmeiras 6 x 2 Coritiba
Primeiro gol Zequinha (Coritiba)
Recordes
Público recorde 72 018 pessoas - recorde oficial[3]
Data recorde 25 de maio de 1942
Partida com mais público Corinthians 3 × 3 São Paulo
Outras informações
Remodelado 2007
Expandido 1958 e 1970
Fechado Várias vezes
Proprietário Prefeitura de São Paulo
Administrador Secretaria Municipal de Esportes
Arquiteto Escritório Técnico Ramos de Azevedo - Severo e Villares[4]
Mandante FPF [nota 1]
Santos (eventualmente)[nota 2]
Palmeiras (eventualmente)
Corinthians (eventualmente)
São Paulo (eventualmente)

Além do campo de futebol, parte mais conhecida, o local também abriga o Complexo Esportivo do Pacaembu, aberto gratuitamente aos cidadãos, que contém estruturas para atividades físicas variadas[5]. Por fim, ali também está o Museu do Futebol, construído, literalmente, em baixo das arquibancadas do estádio. Pertencente à prefeitura da capital paulista, o Pacaembu pode ser alugado para a realização de eventos diversos.

No âmbito esportivo, sua principal utilização, o Sport Club Corinthians Paulista foi a equipe que mais atuou no local, tendo disputado 1 690 jogos. No entanto, após ter construído o seu próprio estádio, a Arena Corinthians, em 2014, o clube alvinegro reduziu drasticamente os jogos que manda no Pacaembu.[6] Dessa forma, o estádio, que foi um dos principais palcos da Copa do Mundo de 1950, hoje sofre com a subutilização,[7] já que os principais clubes da cidade possuem os seus próprios campos.

Índice

HistóriaEditar

 
Estádio do Pacaembu no dia da inauguração. Ao fundo, detalhe da concha acústica[8]

ConstruçãoEditar

Durante as décadas de 1920 e 1930, o futebol brasileiro passou por inúmeros problemas envolvendo o controle de sua gestão esportiva. Como consequência, houve alguns resultados aquém das expectativas para dirigentes, jogadores e torcedores nas principais competições de que a seleção brasileira participava. Dividida entre a CBD, Confederação Brasileira de Desportos, que defendia a prática do amadorismo, e a FBF, a Federação Brasileira de Futebol, organização que acreditava no desenvolvimento de um profissionalismo para a divulgação do esporte ao redor do mundo, a Seleção teve dois grandes fracassos nas primeiras edições da Copa do Mundo: sexta colocada em 1930, no Uruguai, e décima quarta na edição de 1934, na Itália.

Com sua consolidação após a promulgação da Constituição de 1934, o presidente Getúlio Vargas iniciou um projeto de apoio nacional aos esportes, que seriam responsáveis por representar a nação ao redor do mundo. Para ele, a construção de uma nação forte através do esporte seria uma forma de demonstrar a mudança do país.[9]

Idealizada pela Prefeitura de São Paulo em 1936, a construção do Estádio do Pacaembu também estava inserida neste modelo de pensamento. Com início das obras no mesmo ano, o prefeito Fábio Prado e o governador Armando de Sales Oliveira participaram da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da obra, na zona oeste da cidade, em janeiro.

Com a instauração do regime do Estado Novo, em 1937, algumas mudanças foram realizadas no comando da obra, já que os projetos arquitetônicos do governo eram motivações para demonstrar a força do país.[10]

Comandante municipal a partir deste momento, Prestes Maia interrompeu o projeto, para que mudanças fossem implantadas, principalmente na ampliação do estádio e também nas colunas, semelhantes ao Estádio Olímpico de Berlim.

 
Vista da praça Charles Miller.
 
Vista da fachada do Pacaembu
 
Visto do interior do estádio; ao fundo, o tobogã

InauguraçãoEditar

O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas, acompanhado do interventor Ademar de Barros e do prefeito Prestes Maia.

A obra também atuava como uma maneira de evidenciar o espírito presente no momento histórico de sua inauguração, buscando a fé do país e a busca pela grandeza da nação, atuando como símbolo de progresso ao Brasil[11].

Mais de 50 mil pessoas foram ao Pacaembu naquela tarde acompanhar a apresentação e os desfiles que marcaram a estreia do, na época, maior e mais moderno estádio sul-americano.

Apesar de ser conhecido pela sua grande habilidade como orador, Getúlio Vargas foi recebido por uma sonora vaia pelo público paulistano[12]. Depois de ter chegado ao poder com o Golpe de 30 sobre o então presidente paulista Washington Luís e ter, em seguida, reprimido a Revolução Constitucionalista de 1932, Vargas não era um personagem bem quisto em São Paulo.

Além das vaias, outra manifestação política foi feita pelo público presente. Durante o período da Ditadura Vargas, eram proibidas as ostentações das bandeiras estaduais, mas, durante os desfiles das delegações que representavam clubes da capital paulista, a do São Paulo entrou ostentando o nome e as cores do time, que são as mesmas do Estado de São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé a equipe, o que gerou o apelido de "O Mais Querido" ao clube.[13]

No dia seguinte, 28 de abril de 1940, a política ficou de lado, dando espaço ao futebol. Foi nesta data que teve início, em rodada dupla, o torneio Taça Cidade de São Paulo, criado para inaugurar o Pacaembu. Com apenas quatro participantes — Palestra Itália, atual Sociedade Esportiva Palmeiras, Corinthians, Coritiba e Atlético Mineiro —, a competição era no formato eliminatório. Dois jogos na fase semifinal e os vencedores se classificavam à final.

A primeira partida foi disputada entre o Palestra Itália e o Coritiba. Com apenas dois minutos de bola rolando, Zequinha, do Coritiba, marcou o primeiro gol da história do Pacaembu. Apesar disso, o Palestra virou a partida e venceu por 6 a 2. Logo na sequência, o jogo foi entre o Corinthians e o Atlético Mineiro, vencido por 4 a 2 pelo clube paulista.[14]

No final de semana seguinte, dia 4 de maio, o Palestra Itália entrou em campo para enfrentar o Corinthians na grande decisão da competição. Com gols de Echevarrieta e Luizinho, para o time palestrino, e de Begliomini, para o clube alvinegro, o Palestra venceu o rival paulistano por 2 a 1 e se tornou a primeira equipe a vencer um título no estádio[15]. Coincidentemente, o próprio Palmeiras é atualmente a agremiação que mais vezes foi campeã no Pacaembu, somando 26 conquistas[16].

Dois anos depois, em 1942, o estádio recebeu o maior público de sua história. 71.281[17] pessoas se dirigiram ao local para assistir a partida entre São Paulo e Corinthians, que terminou empatada em 3 a 3, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Além do confronto contra o rival local, o jogo chamou a atenção do público por marcar a estreia de Leônidas da Silva, o Diamante Negro, no Tricolor Paulista. Craque da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1938, o atacante era um dos principais nomes do esporte na época.

Copa do Mundo de 1950Editar

Depois de um intervalo de 12 anos, causado pela Segunda Guerra Mundial, decidiu-se que a quarta edição da Copa do Mundo voltaria para a América da Sul e seria disputada no Brasil. Ocorrida entre 24 de junho e 16 de julho, o torneio teve jogos realizados em Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Na capital paulista, a sede da competição foi o Pacaembu. Ainda novo, acreditava-se na época que o estádio não precisaria passar por muitas obras para receber as seleções. A 23 dias do evento, no entanto, delegados da Fifa questionaram a infra-estrutura e o local foi repaginado[18].

Foram disputados seis jogos no Pacaembu, três da fase inicial e mais três da fase final[19]:

  • 25 de junho de 1950 - Grupo 3

15h00
  Suécia 3–2   Itália Arbitro: Lutz (  Suíça)
Público: +36 000

Jeppsson   25'
Andersson   33'
Jeppsson   68'
Carapellese   7'
Muccinelli   75'

  • 28 de junho de 1950 - Grupo 1

15h00
  Brasil 2–2   Suíça Árbitro: Azon (  Espanha)
Público: +42 000

Alfredo   3'
Baltazar   43'
Fatton   17'
Fatton   88'

  • 2 de julho de 1950 - Grupo 3

15h00
  Itália 2–0   Paraguai Arbitro: Ellis (  Inglaterra)
Público: +26 000

Carapellese   12'
Egisto Pandolfini   62'
 

  • 9 de julho de 1950 - Fase final

15h:00
  Uruguai 2–2   Espanha Arbitro: Griffths (  País de Gales)
Público: +45 000

Ghiggia   29'
Varela   73'
Basora   32'
Basora   39'

  • 13 de julho de 1950 - Fase final

15h00
  Uruguai 3–2   Suécia Arbitro: Galeati (  Itália)
Público: +8 000

Ghiggia   39'
Míguez   77'
Míguez   85'
Palmer   5'
Sundqvist   40'

  • 16 de julho de 1950 - Fase final

15h00
  Suécia 3–1   Espanha Arbitro: van der Meer (  Países Baixos)
Público: +11 200

Sundqvist   15'
Mellberg   33'
Palmer   80'
Zarra   82'

Depois de estrear no Maracanã, a seleção brasileira veio disputar o seu único jogo em São Paulo e acabou empatando com a Suíça, por 2 a 2. Com uma forte rixa entre cariocas e paulistanos, o técnico do Brasil, Flávio Costa, tinha o temor de que o seu time titular, recheado de atletas do Rio de Janeiro, fosse vaiado. Então, Costa decidiu mexer na equipe e colocou três atletas paulistas no time, Bauer, Ruy e Noronha.

"(...)contra um time retrancado, o Brasil foi para o intervalo com 'apenas' 2 a 1 no placar. Na etapa final, o time se propôs a administrar o resultado e se deu mal diante dos cruzamentos suíços. Juve ainda chegou a evitar um gol olímpico, mas, a dois minutos do fim, Fatton empatou de novo. A seleção, além de sair de campo vaiada, mostrou dificuldades contra um time bem fechado na defesa."[19]

Apesar da pouca simpatia entre a seleção e os paulistanos, o Brasil conseguiu chegar até a final, disputada no Estádio do Maracanã. Franca favorita, a seleção canarinho saiu na frente aos dois minutos do segundo tempo, com gol de Ademir. Aos 21, no entanto, os uruguaios conseguiram o empate Schiaffino e viraram o placar aos 34, com Ghiggia. A derrota ficou conhecida como "Maracanazo" e é considerada por muitos a mais dolorosa do futebol nacional.

Mudança de nomeEditar

Apesar de ser normalmente chamado de Pacaembu, foi em 1961 que o nome oficial do local passou a ser Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. Isso ocorreu porque a Prefeitura de São Paulo quis homenagear o chefe da delegação brasileira da Copa do Mundo de 1958, que rendeu o primeiro título mundial de futebol ao país. Formado em Direito, a relação próxima de Paulo Machado de Carvalho com o futebol já havia começado dentro do São Paulo Futebol Clube, onde chegou a assumir o cargo de presidente entre 1946 e 1947.

Durante a Copa de 1958, Paulo ganhou destaque na final do torneio. Contra a Suécia, anfitriã da competição, o Brasil foi obrigado a jogar com uniforme azul. Preocupado com a superstição dos atletas, que disputaram todo o torneio com a camisa amarela, o chefe da delegação fez questão de dizer aos jogadores que a mudança traria sorte porque as novas roupas eram da mesma cor que o manto de Nossa Senhora Aparecida[20]. Quatro anos depois, Paulo foi chefe da delegação da selção que ganhou o bicampeonato mundial em 1962, o que lhe garantiu o apelido de "Marechal da Vitória".

Outros acontecimentosEditar

Durante a gestão de Paulo Maluf, a concha acústica foi demolida (em 6 de setembro de 1969)[21] e no seu lugar construído o "Tobogã", uma arquibancada com capacidade para, em média, dez mil pessoas. Atualmente, a capacidade do Estádio do Pacaembu é de 40 199 pessoas[22], distribuídas da seguinte forma: arquibancada setor amarelo (portão 3): 5 186 pessoas, arquibancada setor verde (portão 4): 5 226 pessoas, cadeira especial laranja (portões 9, 17 e 19): 6 467 pessoas, setor laranja família (portão 21): 2 447 pessoas, setor laranja visitante (portão 22): 2 450 pessoas, numerada setor azul (portões 8 e 20): 2 082 pessoas, numerada setor manga (portões 8 e 20): 4 364 pessoas, tobogã lado ímpar: 5 882 pessoas, tobogã lado par: 5 880 pessoas, setor tribuna de honra: 47 pessoas, setor imprensa leste: 42 pessoas, setor imprensa oeste: 126 pessoas.

Em 2017, o prefeito de São Paulo, João Dória, manifestou interesse em conceder o estádio à iniciativa privada, justificando com o fato de o estádio custar quarenta milhões de reais a cada quatro anos aos cofres públicos. Sua ideia é conceder o estádio de dez a quinze anos para alguma empresa que arque com os custos. Essa empresa não poderá mudar os "naming rights", mantendo o nome atual, e só poderá realizar no local partidas de futebol, sendo proibidos shows e eventos religiosos.[23]

A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo venceu o Jabaquara, da cidade de Santos, por 12 a 1.

 
Clássico entre Corinthians e Flamengo, a última partida oficial do clube paulista realizada no Estádio do Pacaembu em 2014

O Corinthians, antes da inauguração de seu estádio próprio, fez sua última partida oficial como mandante no local em 27 de abril de 2014, vencendo o Flamengo por 2 a 0[24]. Inclusive, o clube paulista é o time que mais atuou no Estádio do Pacaembu. A torcida sempre o considerou como sua casa, uma vez que o campo original da equipe alvinegra, o Estádio Alfredo Schürig (mais conhecido como Fazendinha ou Estádio do Parque São Jorge), concentrou numa parte do Século XX os jogos de menor relevância contra equipes do interior paulista, em virtude da capacidade limitada, enquanto o Pacaembu foi o palco da maioria dos jogos da equipe quando ela foi mandante, até a inauguração oficial da Arena Corinthians, em maio de 2014[25].

 
Concha acústica ao fundo, em foto da decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians realizada em 1940

Em fevereiro de 1955, Corinthians e Palmeiras fizeram a partida decisiva do Campeonato Paulista de 1954. O jogo fez parte das festividades do quarto centenário da cidade de São Paulo, comemorado em 1954. O empate bastava para o Corinthians conquistar o título. Para o Palmeiras, era preciso derrotar o rival e torcer por um novo revés alvinegro na última rodada, contra o São Paulo. As equipes empataram a partida por 1 a 1, e o título foi conquistado pelo Corinthians. Depois deste título, a equipe viria a sagrar-se campeão paulista de novo somente 22 anos depois, em 1977.[26]

 
Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 2010

Os rivais históricos voltariam a decidir uma competição importante no Estádio do Pacaembu em dezembro de 1994, quando foram realizadas as finais do Campeonato Brasileiro, em dois jogos. Na primeira partida, disputada no dia 15 de dezembro, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 3 a 1. Com a abertura da grande vantagem sobre o arquirrival, o alviverde conquistou seu oitavo título do Campeonato Brasileiro no dia 18 de dezembro, depois de um empate por 1 a 1 contra o alvinegro.[27]

No ano seguinte, em dezembro, o estádio foi mais uma vez palco de uma grande decisão do futebol brasileiro quando o Santos e o Botafogo realizaram o jogo final do Campeonato Brasileiro de 1995. Depois de o Botafogo vencer a primeira partida, no Rio de Janeiro, por 2 a 1, o Santos precisava da vitória na segunda partida. Após o jogo decisivo terminar empatado por 1 a 1, a equipe carioca conquistou o título.[27][28]

Em 2011, o Pacaembu viu o Corinthians sagrar-se campeão do Campeonato Brasileiro pela quinta vez, em partida disputada contra o arquirrival Palmeiras, que não tinha chances de título e já estava classificado para a Copa Sul-Americana de 2012. A equipe alvinegra era a líder da competição e precisava apenas de um empate para conseguir o título, enquanto o Vasco, segundo colocado na tabela, precisava torcer pela vitória do Palmeiras e derrotar seu arquirrival Flamengo no Estádio Engenhão para conseguir ser campeão. No Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tenso, com duas expulsões de cada lado, mas sem gols, enquanto Vasco e Flamengo empataram por 1 a 1 no Rio de Janeiro. Ao final de ambas as partidas, o Corinthians chegou ao seu quinto título do Campeonato Brasileiro em cima de seu maior rival, que ficou na décima primeira posição do campeonato. O Vasco, por sua vez, ficou com o vice-campeonato e o Flamengo ficou na quarta posição da tabela.[29]

 
Final da Copa Libertadores da América de 2011 entre Santos e Peñarol no Estádio do Pacaembu

As finalíssimas das Copas Libertadores da América de 2012 e de 2011, disputadas, respectivamente, entre Corinthians e Boca Juniors, da Argentina [30], e entre o Santos e o Peñarol [31], do Uruguai, ambas com vitórias das equipes brasileiras; e a finalíssima da Copa Libertadores da América de 2002, disputada entre o São Caetano e Olímpia, do Paraguai, com vitória da equipe visitante, foram as decisões internacionais de clubes mais importantes recebidas pelo Pacaembu.[32]

O jogo entre Corinthians e São Paulo, que marcou a finalíssima da Recopa Sul-Americana de 2013, com vitória por 2 a 0 e título para a equipe alvinegra, foi a mais recente decisão de uma competição internacional de futebol profissional realizada no Pacaembu[33].

 
Sistema de iluminação

A mais recente conquista de competição nacional no Pacaembu pertence ao Palmeiras, que, em novembro de 2013, sagrou-se campeão da Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, após derrotar o Boa Esporte Clube por 3 a 0, em jogo da antepenúltima rodada do torneio.[34]

Sem contar os quatro grandes clubes do Estado de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), a última equipe que foi campeã no Estádio do Pacaembu foi o Ituano, em uma disputa contra o Santos, nas finais do Campeonato Paulista de 2014. Na ocasião, a equipe da cidade de Itu conquistou seu segundo título de primeira divisão, sendo o primeiro título conquistado ao vencer todos os grandes.[35]

Além das disputas de futebol profissional, o Estádio do Pacaembu é palco tradicional das decisões da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que é organizada pela Federação Paulista de Futebol e é o principal torneio da categoria no Brasil. Disputada desde 1969, a competição acontece tradicionalmente no início de cada ano (em algumas edições, o torneio foi realizado no mês de dezembro do ano anterior), de modo que a final seja disputada, preferencialmente, no aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25 de janeiro.

O estádio foi tombado pelo CONDEPHAAT, em 1998, em virtude de seu estilo Art Déco, característico da época em que foi construído.[36]

Apesar de ter sido o Corinthians o clube que mais vezes realizou partidas no Estádio do Pacaembu, a equipe que mais conquistou títulos no local foi o Palmeiras, que conquistou treze títulos ali, quatro a mais que o Corinthians que conquistou nove. Em seguida, vêm as equipes do Santos, com oito conquistas no estádio, e do São Paulo, com seis.[37]

EsportesEditar

FutebolEditar

Seleção BrasileiraEditar

A primeira partida da Seleção Brasileira no Estádio do Pacaembu foi realizada no dia 17 de maio de 1944. Na ocasião, a equipe derrotou a seleção do Uruguai por 4 a 0, em partida amistosa[38][39].

Data Campeonato Brasil Placar Adversário Gols
17 de maio de 1944 Amistoso   Brasil 4 x 0   Uruguai Jair R. Pinto (3), Heleno de Freitas
16 de dezembro de 1945 Copa Roca   Brasil 3 x 4   Argentina Zizinho, Salomon (contra), Ademir Menezes, Pedernera, Boyê, Sued, Labruña
29 de março de 1947 Copa Rio Branco   Brasil 0 x 0   Uruguai
10 de abril de 1949 Campeonato Sul-Americano   Brasil 10 x 1   Bolívia Ugarte, Nininho (3), Cláudio C. Pinho (2), Simão (2), Zizinho (2), Jair R. Pinto
13 de abril de 1949 Campeonato Sul-Americano   Brasil 2 x 1   Chile Cláudio C. Pinho, Zizinho, P. Lopez
17 de abril de 1949 Campeonato Sul-Americano   Brasil 5 x 0   Colômbia Ademir Menezes (2), Orlando Pingo de Ouro, Tesourinha, Canhotinho
6 de maio de 1950 Copa Rio Branco   Brasil 3 x 4   Uruguai J. Perez, Schiaffino (2), Miguez, Zizinho, Ademir Menezes (2)
13 de maio de 1950 Taça Oswaldo Cruz   Brasil 3 x 3   Paraguai Cesar Lopez Fretes, Pinga I, Maneca, Baltazar I, Lorenzo Calonga, Francisco Sosa
28 de maio de 1950 Copa do Mundo   Brasil 2 x 2   Suíça Alfredo II, Baltazar I, Fatton (2)
2 de maio de 1954 Amistoso   Brasil 4 x 1   Colômbia Rodrigues II (2), Índio (2), Benés
20 de setembro de 1955 Taça Bernardo O'Higgins   Brasil 2 x 1   Chile Maurinho, Álvaro, Hormazábal
17 de novembro de 1955 Taça Oswaldo Cruz   Brasil 3 x 3   Paraguai Maurinho, Canhoteiro, H. Gonzalez (3), Humberto
8 de agosto de 1956 Amistoso   Brasil 4 x 1   Tchecoslováquia Zizinho (2), Pepe (2), Masopust
16 de junho de 1957 Amistoso   Brasil 3 x 0   Portugal Zito, Mazola, Del Vecchio
10 de julho de 1957 Copa Roca   Brasil 3 x 0   Argentina Pelé, Mazola
7 de maio de 1958 Taça Oswaldo Cruz   Brasil 0 x 0   Paraguai
18 de maio de 1958 Amistoso   Brasil 3 x 1   Bulgária Diev, Pelé (2), Pepe
21 de maio de 1958 Amistoso   Brasil 5 x 0   Corinthians Mazola, Pepe (2), Garrincha (2)
20 de setembro de 1959 Taça Bernardo O'Higgins   Brasil 1 x 0   Chile Quarentinha
3 de junho de 1964 Taça das Nações   Brasil 0 x 3   Argentina Onega, Telch (2)
21 de novembro de 1965 Amistoso   Brasil 5 x 3   Hungria Servílio II (2), Lima, Abel, Nair, Bene, Solymosi, Albert
15 de maio de 1966 Amistoso   Brasil 1 x 1   Chile Rinaldo, Yavar
9 de junho de 1968 Taça Rio Branco   Brasil 2 x 0   Uruguai Tostão, Sadi
27 de abril de 2005 Amistoso   Brasil 3 x 0   Guatemala Ânderson I, Romário, Grafite
7 de junho de 2011 Amistoso   Brasil 1 x 0   Romênia Fred

Decisões entre clubesEditar

O estádio também já foi palco de inúmeras decisões oficiais entre clubes. No local, foram vistas decisões da Copa Libertadores da América, do Campeonato Brasileiro, da Taça Brasil e do Campeonato Paulista, entre outras competições de destaque.

  Copa Libertadores da América

4 de julho de 2012
21:50
Corinthians   2 - 0   Boca Juniors Público: 37.981
Árbitro:  Wilmar Roldán

Emerson   53',   72'

22 de junho de 2011
21:50
Santos   2 - 1   Peñarol Público: 37.894
Árbitro:   Sergio Pezzotta

Neymar   46'
Danilo   68'
Durval (contra)   79'

31 de julho de 2002
21:40
São Caetano   1 - 2   Olimpia Público: 32.000
Árbitro:  Oscar Ruiz

Aílton   31' Córdoba   49'
Báez   59'
    Penalidades  
Adãozinho:  
Marcos Senna:  
Marlon:  
Serginho:  
2 - 4 Enciso :  
Orteman:  
López:  
Caballero:  
 

  Recopa Sul-Americana

18 de julho de 2013
21:50
Corinthians   2 - 0   São Paulo Público: 36.050
Árbitro:  Paulo César de Oliveira

Romarinho   35'
Danilo   68'

26 de setembro de 2012
19:00
Santos   2 - 0   Universidad de Chile Público: 23.876
Árbitro:  Martín Vázquez

Neymar   27'
Bruno Rodrigo   60'

  Copa Sul-Americana

4 de dezembro de 2013
21:50
Ponte Preta   1 - 1   Lanús Público: 28.244
 URU Roberto Silvera

Fellipe Bastos   78' Goltz   58'

  Campeonato Brasileiro

15 de dezembro de 1994
21:40
Corinthians 1 - 3 Palmeiras Público: 36.409
Árbitro:  Antônio Pereira da Silva

Marques   68' Rivaldo   44'
Rivaldo   63'
Edmundo   66'
18 de dezembro de 1994
16:00
Palmeiras 1 - 1 Corinthians Público: 35.277
Árbitro:  Márcio Rezende de Freitas

Rivaldo   81' Marques   3'

17 de dezembro de 1995
16:00
Santos 1 - 1 Botafogo Público: 28.488
Árbitro:  Márcio Rezende de Freitas

Marcelo Passos   46' Túlio   24'

4 de dezembro de 2011
17:00
Corinthians 0 - 0 Palmeiras Público: 36.409
Árbitro:  Wílson Luiz Seneme


  Taça Brasil

28 de dezembro de 1960
20:00
Palmeiras 8 - 2 Fortaleza Público: 40.000
Árbitro:  Ricardo Bonadies

Zequinha   8'
Chinesinho   10'
Romeiro   12'
Julinho Botelho   21'
Cruz   53'
Cruz   56'
Chinesinho   69'
Humberto Tozzi   77'
Charuto   6'
Charuto   44'

  Campeonato Paulista

6 de fevereiro de 1955
15:00
Palmeiras 1 - 1 Corinthians Público: Não Disponível
Árbitro:  Esteban Marino

Nei   52' Luizinho   10'

29 de dezembro de 1957
15:00
São Paulo 3 - 1 Corinthians Público: 39.670
Árbitro:  Alberto da Gama Malcher

Amaury   62'
Canhoteiro   64'
Maurinho   79'
Rafael   66'

10 de janeiro de 1960
15:00
Palmeiras 2 - 1 Santos Público: Não Disponível
Árbitro:  Anacleto Pietrobon

Julinho Botelho   43'
Romeiro   48'
Pelé   14'

18 de abril de 2004
16:00
São Caetano 2 - 0 Paulista Público: 25.221
Árbitro:  Sálvio Spínola Fagundes Filho

Marcinho   20'
Mineiro   43'

3 de maio de 2009
16:00
Corinthians 1 - 1 Santos Público: 36.860
Árbitro:  Sálvio Spínola Fagundes Filho

André Santos   33' Kléber Pereira   27'

13 de abril de 2014
16:00
Ituano 0 - 1
(7 - 6)
Santos Público: 34.964
Árbitro:  Raphael Claus

Cícero   46'
 
Panorama do interior do Estádio do Pacaembu.

Futebol amadorEditar

Apesar de não ter grande tradição em receber partidas de futebol amador, o Estádio do Pacaembu ficou marcado por estabelecer um recorde na categoria. Em 18 de novembro de 2012, o estádio municipal recebeu a grande final da 15ª edição da já extinta Copa Kaiser, um dos principais torneios da história do futebol de várzea.  

Na ocasião, 20 260 pessoas compareceram ao Estádio Paulo Machado de Carvalho para assistir à decisão disputada entre Ajax FC, da Vila Rica, e GR Turma do Bafô, do Jardim Clímax, o que foi o maior público já registrado no futebol amador brasileiro.

A medição foi feita pela empresa RankBrasil, do Paraná, especializada em fiscalizar tentativas de recordes no Brasil. Dentro de campo, o resultado foi de vitória do Ajax FC por 2 a 1 sobre o GR Turma do Bafô.[46][47]

Outros esportesEditar

Jogos Pan-Americanos de 1963Editar

Outro evento esportivo de grande destaque realizado no Estádio do Pacaembu foi a disputa de parte dos Jogos Pan-Americanos de 1963, que teve a cidade de São Paulo como sede. Na ocasião, o estádio foi palco da cerimônia de abertura, das disputas da final do futebol e do atletismo, além da cerimônia de encerramento dos jogos.

RugbyEditar

Em 2015, o rugby chegou ao Pacaembu pela primeira vez na história do estádio. No dia 4 de dezembro, a seleção brasileira disputou amistoso contra a Alemanha e foi derrotada pelo placar de 31 a 7. A partida contou com a presença de 10.460 torcedores. Além de representar o primeiro evento não relacionado ao futebol no estádio desde a reforma realizada em 2007, o jogo também entrou para história porque contou com o recorde de público em uma partida de rúgbi no Brasil, superando as 5 mil pessoas que foram na Arena Barueri para a final do Super 10 de 2013, entre SPAC e Pasteur[48][49]. Para entrar no estádio e assistir à partida, cada torcedor teve que doar 1 kg de alimento não perecível ou um livro infantil.

Após o evento histórico, o estádio voltou a ser palco do esporte para o clássico sul-americano entre Brasil e Chile, em abril de 2016. A partida, válida pelo campeonato Sul-Americano de 2016, contou com a presença de 7 270 torcedores e terminou empatada por 20 a 20.[50]

Em 2017, o Pacaembu recebeu dois jogos do Americas Rugby Championship, considerado o maior campeonato de rugby das Américas.[51] O primeiro, realizado em 3 de fevereiro, contou com um publico de pouco mais de cinco mil pessoas, que viram o Brasil bater a favorita seleção do Chile por 17 a 3. O segundo jogo, disputado em 3 de março, valido pela última rodada do campeonato, foi contra a seleção do Canadá: o público presente naquela noite pôde ver de perto uma virada histórica do time brasileiro, com placar final de 24-23.[52][53]

Outros eventosEditar

Além de competições esportivas, o Estádio do Pacaembu já recebeu inúmeros eventos, desde missas campais, como a realizada pelo Papa Bento XVI, em 2007[54], até shows musicais. Dentre os eventos de músicas que passaram pelo local, destacam-se os shows realizados pelos grupos de rock The Rolling Stones, AC/DC, Iron Maiden e Pearl Jam; além de festivais, como o Monsters of Rock, realizado em 1994, 1995 e 1996. Em 1994, o tenor Luciano Pavarotti fez apresentação no local. Em 1993, foi a vez do ex-beatle Paul McCartney. Em 2002, a banda de Funk rock, Red Hot Chili Peppers, trouxe o show da turne By The Way para o estádio.

Em 2004, associação de moradores Viva Pacaembu moveu uma ação judicial para impedir o uso do local para eventos prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde, conseguindo liminar em novembro de 2005 para evitar tais eventos. Em setembro de 2010 o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão, impedindo que o local seja usado para shows e eventos não ligados ao esporte.[55]

Em 22 de dezembro de 2016, o estádio sediou o evento "Ousadia × Pedalada", organizado pelos jogadores Neymar, então do Barcelona e da seleção brasileira, e Robinho, então no Atlético Mineiro. Parte da renda dos ingressos, que custavam a partir de 25 reais (meia-entrada liberada a todos que doassem um quilo de alimentos não-perecíveis — exceto sal —, que seria destinado a instituições de caridade), foi destinada ao Instituto Neymar Jr. (instituição sem fins lucrativos fundada pelo jogador de mesmo nome na cidade de Praia Grande, que atende 2 470 crianças carentes e suas famílias).[56] O evento contou com a participação de trinta mil espectadores e uma renda de 930,6 mil reais.[57] Além de grandes craques e ex-craques do mundo futebolístico, como Gabriel Jesus, Lucas Lima, Denilson, Kaká, Elano e Romarinho, o evento contou com a participação de outros esportistas e de artistas[58]

O Estádio Paulo Machado de Carvalho sedia também um evento da instituição GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), com uma partida de futebol repleta de vários jogadores consagrados do passado e do presente, em prol de conscientizar e mobilizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil. O evento ocorre anualmente desde 2010. Sua última edição foi realizada em 14 de dezembro de 2016.[59]

CaracterísticasEditar

Conjunto poliesportivoEditar

Além do campo de futebol, o estádio abriga um conjunto poliesportivo que oferece várias atividades gratuitas para os paulistanos. Fazem parte deste conjunto a piscina, o ginásio de esportes, a quadra externa e ginásio de tênis, a pista de corrida (em volta do gramado), quadras cobertas no vão do Tobogã e uma quadra descoberta. O conjunto há anos recebe as finais das Olimpíadas Estudantis organizadas pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e pela FEDEESP.

Museu do FutebolEditar

 Ver artigo principal: Museu do Futebol

Desde o ano de 2008, existe no interior do estádio o Museu do Futebol, uma homenagem à cidade onde foi introduzido o esporte bretão no Brasil, por meio do paulista Charles Miller - descendente de ingleses e escoceses — e que é homenageado com o nome da praça em frente ao estádio.

O museu apresenta diversos itens sobre a história do futebol, incluindo gols e narrações históricas, camisas de jogadores e história das Copas do Mundo.[60] além de organizar diversas atividades esportivas, educativas e oficinas.[61]

Praça Charles MillerEditar

Vista dos bairros de Perdizes, Pacaembu e Higienópolis respectivamente.

Ver tambémEditar

Notas

  1. A FPF manda a maioria das finais de seus campeonatos no estádio
  2. O Santos manda alguns de seus jogos na capital paulista

Referências

  1. «Ministério do Esporte: Sistema Brasileiro de Classificação de Estádios». 28 de janeiro de 2016. Consultado em 29 de janeiro de 2016 
  2. CBF (24 de outubro de 2014). «www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/diretoria-de-competicoes-publica-revisao-5-do-cadastro-nacional-de-estadios-de-futebol#.VLGDknuNh14». CBF Website. Consultado em 16 de fevereiro de 2015 
  3. O Pacaembu também já recebeu um público muito maior do que a atual capacidade. Em 24 de maio de 1942, São Paulo e Corinthians empataram por 3 a 3 jogando para 72.018 torcedores assistirem. O jogo marcou a estreia de Leônidas da Silva com a camisa do clube tricolor. Atualmente, o estádio recebe até 40.199 pessoas Arquivo histórico SPFCBOL
  4. - Sobre a autoria do projeto
  5. «Complexo Esportivo do Pacaembu | Prefeitura de São Paulo». Consultado em 8 de setembro de 2016 
  6. «Estatísticas do Sport Club Corinthians Paulista». Consultado em 8 de setembro de 2016 
  7. «Pacaembu pode amargar um dos piores prejuízos de sua história | VEJA São Paulo». Consultado em 8 de setembro de 2016 
  8. «Veja imagens que desapareceram dos estádios brasileiros»  Portal BOL - 6 de janeiro de 2016
  9. Ferreira, João Fernando (2008). A construção do Pacaembu. São Paulo: Paz e Terra. pp. 55–56 
  10. Filho, Nestor Goulart Reis. «"Um palco da modernidade"». Jornal da Tarde, 14/2/1990, p.8 
  11. «Estádio do PacaembuThe Pacaembu StadiumEstadio del Pacaembu - Museu do Futebol». 29 de novembro de 2013. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  12. «Sonoras vaias que entraram para a história | Blog do Curioso, por Marcelo Duarte». guiadoscuriosos.com.br. Consultado em 8 de setembro de 2016 
  13. GIACOMINI, Conrado (2005). São Paulo. Dentre os Grandes, és o Primeiro. 1 1ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro. pp. pp. 320. ISBN 8500015721 
  14. «"História do Pacaembu-Anos 40"»  Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo, visitado em 2/7/2011
  15. «Taça Cidade de São Paulo 1940». www.rsssfbrasil.com. Consultado em 8 de setembro de 2016 
  16. «"Palmeiras conquista 26º título no Pacaembu e mantém recorde no estádio"»  Site Oficial do Palmeiras, 18/11/2013
  17. «História Pacaembu - Prefeitura de São Paulo» 
  18. «Em 1950, Copa trouxe euforia a SP e o Pacaembu era o estádio da vez - 25/05/2014 - sãopaulo». Folha de S.Paulo. Consultado em 9 de setembro de 2016 
  19. a b Ribas, Lucio Vellozo (2010). O Mundo das Copas: as curiosidades, os momentos históricos e os principais lances do maior espetáculo do esporte mundial. São Paulo: Lua de papel. p. 57 
  20. "Azul é a cor da vitória para craques do Brasil", Giuliander Carpes, O Estado de S. Paulo, 29/6/2008, pág. H3
  21. «Foi demolida a concha acustica (sic) do Pacaembu». Folha de S.Paulo (14 693). São Paulo: Empresa Folha da Manhã S/A. 7 de setembro de 1969. p. 31. ISSN 1414-5723 
  22. «"Item CONTRU 2"» (PDF)  Diário Oficial da cidade de São Paulo, publicado em 16 de outubro de 2009
  23. «João Doria justifica concessão do estádio do Pacaembu com números inflados». Istoé. Consultado em 27 de abril de 2017 
  24. «Corinthians faz 2 a 0 no Flamengo e se despede do Pacaembu com vitória - Futebol - UOL Esporte». Consultado em 13 de setembro de 2016 
  25. Lancepress! (19 de maio de 2014). «Figueirense supera Timão e estraga a festa do primeiro jogo oficial na Arena». Lance!. Consultado em 2 de junho de 2014 
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  56. «Pacaembu sedia 2 jogos beneficentes, um deles entre Neymar e Robinho». Esportividade - Guia de esporte de São Paulo e região 
  57. Entretenimento, Portal Uai (23 de dezembro de 2016). «Famosos comparecem em jogo beneficente de Neymar e Robinho». Portal Uai Entretenimento 
  58. «Neymar e Robinho promovem o amistoso 'Ousadia x Pedalada' com craques do futebol». Extra Online 
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  61. «Oficinas, visitas e jogos educativos no Museu do Futebol». Movimente-se, Catraca Livre. Consultado em 26 de abril de 2017 

Ligações externasEditar