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Imbaú
  Município do Brasil  
Avenida Ivo Jangada no centro urbano de Imbaú.
Avenida Ivo Jangada no centro urbano de Imbaú.
Símbolos
Bandeira de Imbaú
Bandeira
Brasão de armas de Imbaú
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Cirol"
Gentílico imbauense
Localização
Localização de Imbaú no Paraná
Localização de Imbaú no Paraná
Imbaú está localizado em: Brasil
Imbaú
Localização de Imbaú no Brasil
Mapa de Imbaú
Coordenadas 24° 26' 42" S 50° 45' 39" O
País Brasil
Unidade federativa Paraná
Municípios limítrofes Ortigueira, Telêmaco Borba, Tibagi e Reserva
Distância até a capital 217[1] km
História
Fundação 16 de agosto de 1966
Emancipação 1 de janeiro de 1997
Aniversário 8 de dezembro de 1995 (24 anos)
Administração
Prefeito(a) Lauir de Oliveira (PROS, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 331,199 km²
População total (estimativa populacional — IBGE/2019[3]) 13 111 hab.
Densidade 39,59 hab./km²
Clima subtropical (Cfb)
Altitude 940[1] m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,622 médio
PIB (IBGE/2012[5]) R$ 134 785 mil
PIB per capita (IBGE/2012[5]) R$ 11 663,74

Imbaú é um município brasileiro situado no interior do estado do Paraná.[1] Pertence à Mesorregião do Centro Oriental Paranaense e à Microrregião de Telêmaco Borba, ocupando uma área de 331,2 km², o que representando 0,1662% do território paranaense, 0,0588% da Região Sul e 0,0039% do Brasil,[6] sendo que 0,9 km² estão em perímetro urbano e os 330,3 km² restantes constituem a zona rural.[7]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) correspondia em 2010 a 0,622 e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 13 111 habitantes.[3]

EtimologiaEditar

O nome Imbaú tem raiz na língua tupi, e significa "beber [água] da bica".[8] Na região do município existem dois cursos d'água que fazem referência a este vocábulo: o Rio Imbaú e o Rio Imbauzinho. Segundo os moradores mais antigos, a denominação é devida a uma bica d'água localizada próxima a estrada onde hoje fica a BR-376, e que era procurada pelos viajantes para matar a sede.[9]

HistóriaEditar

Antecedentes e origensEditar

Imbaú localiza-se na região dos Campos Gerais do Paraná.[8] Esta região foi um importante corredor do tropeirismo, movimento que perdurou do início do século XVIII até por volta da década de 1930, quando o ciclo econômico terminou.[8][10]

O povoamento da área compreendida pelo município, anteriormente era conhecido como "Cirol", nome de uma empresa de pavimentação asfáltica que se instalou na região em meados da década de 1960.[8] Em 1963 iniciou-se a pavimentação da BR-376 (conhecida como Rodovia do Café) e com ela, a povoação da localidade pelas famílias dos empregados na construção da rodovia federal.[8] Nessa época não havia quase nada no local onde hoje se encontra a sede, apenas campos destinados à pecuária e à agricultura em pequena escala.[9]

A rodovia foi inaugurada em 25 de julho de 1965, juntamente com o "Posto, Churrascaria e Lanchonete Imbaú", e em comemoração houve uma corrida automobilística de Curitiba a Apucarana.[11] O complexo empresarial recebeu o nome de um rio que corre nas redondezas.

Os primeiros moradores da então localidade foram ocupando terrenos nas proximidades da BR-376 e da PR-160, formando pequenas vilas, como Bela Vista e Oliveira. A principal avenida da cidade é Ivo Jangada, nome dado em homenagem à um dos pioneiros do bairro.[9]

Evolução e emancipaçãoEditar

 
Câmara do Município de Imbaú, sede do poder legislativo municipal.

Pela lei municipal nº 58, de 16 de agosto de 1966, foi criado o distrito de Imbaú, cuja localidade antes era denominada Cirol, no município de Telêmaco Borba.[12][13]

O município de Imbaú foi criado através da Lei Estadual nº 11.220, de 8 de dezembro de 1995, sancionada pelo então governador do Paraná, Jaime Lerner, com sede do antigo distrito de Imbaú, e território desmembrado do município de Telêmaco Borba e um pequeno território (81,2 km²) do município de Reserva.[13][14] A instalação deu-se em 1 de janeiro de 1997, tendo com primeiro prefeito Sidnei da Silva Mendes.[15]

Havia 8 680 eleitores no município em outubro de 2017, o que representava 0,109% do total do estado do Paraná.[16]

GeografiaEditar

A sede municipal está em média a 940 metros acima do nível do mar[1] e localizada a 217 km da capital paranaense, Curitiba.[1] O município localizado na região dos Campos Gerais, no segundo planalto paranaense, ocupa uma área de 331,2 km², representando 0,1662 % do território paranaense, 0,0588 % da Região Sul e 0,0039 % do Brasil.[17]

Nos vales dos rios Imbaú e Imbauzinho estão os pontos mais baixos do município, na porção de sudoeste para nordeste.[14] O ponto mais baixo fica na divisa com Telêmaco Borba, com 659 metros de altitude em relação ao nível do mar.[14] Já os pontos mais elevados correspondem aos topos dos diques de diabásio, na serra do Facão, de sudeste para noroeste, com aproximadamente 1 000 metros de altitude.[14] O ponto culminante do município fica na divisa com Reserva, na localidade de Bela Vista da Corrente, com cerca de 1 015 metros de altitude em relação ao nível do mar.[14]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),[18] o município pertence à Região Intermediária de Ponta Grossa e à Imediata de Telêmaco Borba. Até então, com a vigência das divisões em micro e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Telêmaco Borba, que, por sua vez, estava incluída na mesorregião Centro Oriental Paranaense.[19]

Sua população foi contada no censo demográfico do IBGE, de 2010, em 11 274 habitantes.[20] Sua população, conforme estimativas do IBGE, em 2019, era de 13 111 habitantes.[3]Imbaú apresenta muitas outras localidades rurais, distribuídas por todo o território. São bairros, vilas e povoados que formam diversas comunidades, como, por exemplo, Charqueada de Baixo, Charqueada de Cima, Charqueada de Entrada, Charqueada dos Betim, Charqueadinha, Imbauzinho, Areia Preta, Km 222, Campina do Juca Pedro, Caçador, Bela Vista da Corrente, Faxinal de São Pedro, Serra do Facão, Serrinha, Jacutinga e Assentamento Guanabara.[21][14]

HidrografiaEditar

O município de Imbaú está inserido na bacia hidrográfica do rio Tibagi (tributário do rio Paranapanema), para o qual drenam os seus rios, através do rio Imbaú (a sudeste) e do rio Imbauzinho (a noroeste), as duas sub-bacias de maior importância local.[14] A bacia do rio Imbaú corresponde a pouco mais que a metade do município, apresentando como principal afluente o rio Charqueada.[14] Os principais cursos de água do município são: rio Imbaú; rio Imbauzinho; rio Charqueada; rio Jacutinga; rio do Sapateiro; arroio Areia Preta; arroio Bonito; arroio da Anta; arroio do Antunes; arroio do Caçador; arroio Furneiro; arroio Grande; arroio Irati; arroio Jacutinga; arroio Pururuca.[14]

EconomiaEditar

Imagem de reflorestamento na paisagem rural de Imbaú.
Imagem de uma pequena propriedade rural no município de Imbaú.

De acordo com dados do IBGE o PIB do município era de 203.824,59 reais em 2016, sendo que 15.348,57 reais eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de 16.241,00 reais.[5] O valor adicionado bruto da administração, saúde e educação públicas e seguridade social, a preços correntes rendia 49.450,10 reais. O valor adicionado bruto da agropecuária, a preços correntes, rendia 33.867,82 reais. O valor adicionado bruto do setor industrial rendia 34.897,68 reais. Já o valor adicionado bruto do setor de serviços a preços correntes foi de 70.260,43 mil reais.[5] O setor terciário, comércio e serviços, tem o maior peso na economia local responsável por mais de mil postos de trabalho com destaque para os segmentos de alojamento, alimentação e apoio ao transporte.[8]

Em relação ao setor primário, a economia do município é basicamente resumida em agricultura, pecuária, pesca, apicultura, silvicultura e exploração florestal, com forte tendência para o desenvolvimento da indústria madeireira. Na produção agrícola, destacam-se a produção de milho, soja, trigo e tomate.[8] O município conta ainda com produção de mel e produtos hortifrutigranjeiros. Há empresas que prestam serviço ao setor florestal, como transportadoras e empreiteiras.[8] A silvicultura ocupa cerca de 70% da área do município, sendo que grande parte da produção de madeira é para suprir a demanda das indústrias da região.[8] O setor secundário é o menos desenvolvido e as principais empresas são as indústrias madeireiras, química e cerâmica.[8]

Estrategicamente localizada, é também ponto de passagem para a exportação de produtos pelo Porto de Paranaguá.[8] Por ligar Ponta Grossa até a cidade de Apucarana, ou seja, toda a região norte do Paraná até Ponta Grossa e também Curitiba, Paranaguá e litoral, tornou-se ponto de parada para muitos caminhoneiros e viajantes, o que faz movimentar a arrecadação monetária do município principalmente com serviços de hotelarias, pousadas, restaurantes e serviços destinados a área mecânica de transportes. A economia do município vem se desenvolvendo, apesar de ainda apresentar muita carência e falta de infraestrutura em vários setores.[8]

InfraestruturaEditar

ServiçosEditar

A distribuição de energia no município é fornecida pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). Segundo a empresa, em 2018 havia um total de 4 520 unidades consumidoras e foram consumidos um total de 13 475 KWh de energia.[1] Já o serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pelo Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Segundo a empresa, em 2018 havia um total de 3 507 ligações e um total de 3 743 unidades atendidas, sendo que o consumo de água faturado e medido foi de 422 998 m³ e 391 505 m³ respectivamente.[1] Em relação a rede coletora de esgoto para tratamento o serviço é realizado também pela Sanepar, sendo que em 2018 havia no município um total de 1 663 ligações e um total de 1 802 unidades atendidas.[1]

TransportesEditar

A frota municipal em 2018 era de 5 649 veículos, sendo 3 099 automóveis, 255 caminhões, 66 caminhões-tratores, 566 caminhonetes, 122 caminhonetas, um ciclomotor, 25 micro-ônibus, 1 107 motocicletas, 234 motonetas, 30 ônibus, 52 reboques, 61 semi-reboque, três triciclos e 18 utilitários.[1]

Imbaú é privilegiado por estar dentro do corredor econômico do Paraná graças a BR-376 (Rodovia do Café) que corta o município. Sendo então uma importante via dentro do município, a estrada liga o noroeste do estado com o litoral. Recebeu esse nome por ter sido o principal tronco de escoamento da safra de café para exportação, quando essa era a mais importante cultura agrícola do estado. Por esta rodovia são transportados os grãos produzidos na região norte com destino às indústrias de esmagamento em Ponta Grossa e ao porto de Paranaguá.

A PR-160 (Rodovia do Papel) apresenta sua importância devida ao escoamento dos produtos florestal-madeireiro, ligando Imbaú até ao município de Telêmaco Borba, e gerando desenvolvimento econômico pela presença de madeireiras e outras empresas do setor. É uma estrada pertencente ao governo do Paraná que liga a localidade de Paranagi em Sertaneja (quase na divisa com o Estado de São Paulo) com a BR-476 na cidade de Paula Freitas, quase na divisa com o Estado de Santa Catarina. A rodovia PR-160 coincide com a PR-239 no trecho entre a localidade de Lagoa até o entroncamento com a PR-441 em Reserva.

Rodoviário
  • BR-376 — Trecho Imbaú-Ortigueira e Imbaú-Caetano Mendes (Tibagi) - Rodovia do Café.[22]
  • PR-160 — Trecho Imbaú-Telêmaco Borba (Rodovia do Papel) e Imbaú-Reserva (Rodovia Antônio Eduardo de Brito[23]).
  • PR-340 — Trecho Imbaú-Telêmaco Borba.[24]
Ferroviário

O município de Imbaú é cortado na porção noroeste por um pequeno trecho ferroviário, pouco mais que 3 Km.[14] A linha, que integra a Estrada de Ferro Central do Paraná, possuía nessa região uma estação ferroviária, a Estação Leonardos. A antiga estação foi desativada em 1996.[14]

CulturaEditar

CulináriaEditar

O prato típico do município de Imbaú é o mingau de milho verde com frango caipira.[25] A iguaria foi escolhida pelo poder público, sendo aprovado por lei e instituído em caráter oficial.[26] Na receita típica imbauense o frango picado é temperado com sal, alho, limão e cachaça. É levado ao fogo em uma panela com banha e depois acrescentado água, cebola, cebolinha verde a gosto. Já o mingau é cozido e feito com espigas de milho raladas, água, sal a gosto, dentes de alho amassados. Quando o mingau fica consistente é acrescentado azeite e salsinha a gosto.[26] O prato tem origem histórica, remetendo aos primeiros moradores do município e o cultivo do milho, muito comum em Imbaú,[1] além do mais resgata a influência indígena com o uso do mingau de milho na gastronomia, combinando com as tradições tropeiras, com o uso do frango caipira.[27]

Referências

  1. a b c d e f g h i j Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (IPARDES) (setembro de 2019). «Caderno estatístico - município de Imbaú». Consultado em 9 de setembro de 2019 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b c «estimativa_dou_2019.xls». ibge.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2019 
  4. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 25 de maio de 2015. Cópia arquivada (PDF) em 1 de agosto de 2013 
  5. a b c d Produto Interno Bruto dos Municípios 2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - acessado em 25 de maio de 2015
  6. «Dados Gerais». Confederação Nacional de Municípios (CNM). Consultado em 31 de dezembro de 2011 
  7. Embrapa Monitoramento por Satélite. «Paraná». Consultado em 26 de agosto de 2012 
  8. a b c d e f g h i j k l Mailane Junkes Raizer da Cruz (2016). «À sombra dos eucaliptos: impactos socioambientais e dinâmicas sociais no município de Imbaú, Paraná. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Rural)» (PDF). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  9. a b c Prefeitura Municipal de Imbaú. «Origem da cidade». Consultado em 31 de dezembro de 2011 
  10. «A Rota». Rota dos Tropeiros. Consultado em 26 de agosto de 2012 
  11. Prefeitura Municipal de Imbaú. «Imbaú - Antiga Cirol». Consultado em 26 de agosto de 2012 
  12. «Telêmaco Borba, Paraná - Histórico - Formação administrativa» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 4 de janeiro de 2018 
  13. a b André Miguel Coraiola (2003). «Capital do Papel - A História do Município de Telêmaco Borba». Livro. 1. 269 páginas 
  14. a b c d e f g h i j k «Análise Temática Integrada» (PDF). Plano Diretor Municipal de Imbaú. Consultado em 5 de outubro de 2019 
  15. «Imbaú-PR: histórico». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 31 de dezembro de 2011 
  16. Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (outubro de 2017). «Consulta Quantitativo». Consultado em 4 de janeiro de 2018 
  17. «Dados Gerais». Confederação Nacional de Municípios (CNM). Consultado em 31 de dezembro de 2011 
  18. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 10 de setembro de 2019. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2019 
  19. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 10 de setembro de 2019 
  20. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  21. Colégio Estadual Tancredo Neves. «Projeto político-pedagógico - PPP». Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Consultado em 5 de outubro de 2019 
  22. «Decreto 5674». Departamento de Estradas de Rodagem - DER. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  23. «Lei 18446 - 12 de Fevereiro de 2015». Casa Civil do Governo do Estado do Paraná. 24 de fevereiro de 2015. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  24. «Lei n° 9277 de 28 de maio de 1990». Leis Estaduais. Consultado em 8 de outubro de 2019 
  25. Michele Pavoni (21 de abril de 2018). «Sabores dos Campos Gerais: receitas típicas para fazer em casa». Diário dos Campos. Consultado em 29 de setembro de 2019 
  26. a b «Lei n° 589 de 26 de junho de 2018». Diário Oficial. Leis Municipais. 12 de julho de 2018. Consultado em 29 de setembro de 2019 
  27. «Mingau de milho verde com frango caipira - Imbaú». Calaméo. 2018. Consultado em 29 de setembro de 2019 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

 
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