Abrir menu principal

Lophopyxidaceae

Família monogenérica de plantas com flor da ordem Malpighiales.

DescriçãoEditar

MorfologiaEditar

'Lophopyxis maingayi' é uma liana dotada de gavinhas ramificadas. Existem gavinhas com mola de relógio disponíveis. As folhas são de filotaxia alternada, simples e com margem foliar serrada. A espécie apresenta estípulas.

Lophopyxis maingayi é uma espécie monóica com flores masculinas e femininas distintas a ocorrem no mesmo espécime. A flores ocorrem em inflorescências axilares do tipo, ramificadas e frouxas, com numerosas flores. As flores são pequenas, pentâmeras, com simetria radial (actinomórficas), funcionalmente unissexuais. As cinco sépalas são muito curtas. As cinco pétalas não se tocam entre si. Nas flores masculinas existem dois verticilos com cinco estames cada, dos quais cinco são reduzidos a estaminódios. As flores femininas contêm estaminódios e os quatro a cinco carpelos são fundidos a um ovário sincárpico, erecto e recoberto por tricomas. Existem dois óvulos em cada lóculo do ovário. Existem quatro ou cinco estigmas sésseis (pois o estilete não é reconhecível).

O fruto é uma noz do tipo sâmara, com cinco asas largas e com consistência semelhante a palha.

DistribuiçãoEditar

Lophopyxis maingayi está distribuída desde o Arquipélago Malaio até às ilhas de Sonda e às ilhas Carolinas.

Filogenia e sistemáticaEditar

O género Lophopyxis foi proposto em 1887 com a espécie Lophopyxis maingayi por Joseph Dalton Hooker na obra Hooker's Icones Plantarum, 18, fig. 1714. O epíteto específico maingayi é uma homenagem ao médico e botânico britânico Alexander Carroll Maingay (1836–1869). a família Lophopyxidaceae foi proposta por Hans Pfeiffer em 1951 em artigo publicado em Revista Sudamer. Bot. 10: 4. 1951. A proposta é validada por referência a Lophopyxidoideae Engl. que havia sido publicada em H.G.A. Engler & K.A.E. Prantl, Nat. Pflanzenfam. III, 5: 242, 257 em 1893, associada a um diagnóstico do género tipo Lophopyxis Hook.f. (1887).[4]

FilogeniaEditar

Um estudo de filogenética molecular, realizado em 2012, usou dados resultantes da análise de um número alargado de genes e por essa via obteve uma árvore filogenética com maior resolução que a disponível nos estudos anteriormente realizados.[5] Nesse estudo foram analisados 82 genes de plastídeos de 58 espécies (a problemática família Rafflesiaceae não foi incluída), usando partições identificadas a posteriori pela aplicação de um modelo de mistura com recurso a inferência bayesiana. Esse estudo identificou 12 clados adicionais e 3 clados basais de maior significância.[6][5] A posição da família Lophopyxidaceae no contexto da ordem Malpighiales é a que consta do seguinte cladograma:



Oxalidales (grupo externo)


Malpighiales

euphorbioides


Peraceae


  

Rafflesiaceae


  

Euphorbiaceae





phyllanthoides

Picrodendraceae



Phyllanthaceae



linoides

Linaceae



Ixonanthaceae






clado parietal 

salicoides




Salicaceae



Scyphostegiaceae




Samydaceae




Lacistemataceae






Passifloraceae



Turneraceae




Malesherbiaceae






Violaceae



Goupiaceae





Achariaceae




Humiriaceae






clusioides



Hypericaceae



Podostemaceae




Calophyllaceae





Clusiaceae



Bonnetiaceae




ochnoides

Ochnaceae




Quiinaceae



Medusagynaceae








Rhizophoraceae



Erythroxylaceae




Ctenolophonaceae





Pandaceae



Irvingiaceae





chrysobalanoides



Chrysobalanaceae



Euphroniaceae





Dichapetalaceae



Trigoniaceae





Balanopaceae



malpighioides


Malpighiaceae



Elatinaceae




Centroplacaceae




Caryocaraceae


putranjivoides

Putranjivaceae



Lophopyxidaceae






SistemáticaEditar

Anteriormente o género Lophopyxis esteve colocado na família das Celastraceae, tendo sido deslocado para as Malpighiales por razões filogenéticas. O género constitui o grupo irmão da família Putranjivaceae.

Na sua presente circunscrição taxonómica, a família Lophopyxidaceae inclui apenas:

ReferênciasEditar

  1. a b Angiosperm Phylogeny Group (2009). «An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III». Botanical Journal of the Linnean Society. 161 (2): 105–121. doi:10.1111/j.1095-8339.2009.00996.x 
  2. T.E. von Post & C.E.O. Kuntze, Lex. Gen. Phan.: 663. 20-30 Nov 1903. Validated by a reference to Lophopyxidoideae Engl. in H.G.A. Engler & K.A.E. Prantl, Nat. Pflanzenfam. III, 5: 242, 257. Mai 1893, associated with diagnoses in German. – T: Lophopyxis Hook.f. (1887).
  3. H.G.A. Engler & K.A.E. Prantl, Nat. Pflanzenfam. III, 5: 242, 257. Mai 1893. Validated by diagnoses in German. – T: Lophopyxis Hook.f. (1887).
  4. Indices Nominum Supragenericorum Plantarum Vascularium – L.
  5. a b Xi, Z.; Ruhfel, B. R.; Schaefer, H.; Amorim, A. M.; Sugumaran, M.; Wurdack, K. J.; Endress, P. K.; Matthews, M. L.; Stevens, P. F.; Mathews, S.; Davis, C. C. (2012). «Phylogenomics and a posteriori data partitioning resolve the Cretaceous angiosperm radiation Malpighiales». Proceedings of the National Academy of Sciences. 109 (43). 17519 páginas. PMC 3491498 . PMID 23045684. doi:10.1073/pnas.1205818109 
  6. Catalogue of Organisms: Malpighiales: A Glorious Mess of Flowering Plants

BibliografiaEditar

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar