Tendências do Partido Socialismo e Liberdade

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O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) do Brasil é formado por diversas organizações que já existiam antes da criação do Partido e que atuam como "tendências" do PSOL. O estatuto do PSOL garante que as tendências possam se organizar em qualquer âmbito, seja municipal, estadual ou nacional.[1][2][3]

Lista de tendências nacionaisEditar

      Ativa       Inativa[nota 1]       Extinta

Nome Sigla Ideologia Liderança Fundação Extinção
Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores[4] CST[4] Trotskismo, Morenismo João Batista "Babá"[1] junho de 1992[1]
Movimento Esquerda Socialista[5] MES[6] Trotskismo, Morenismo Luciana Genro[1][7] 6 de novembro de 1999[1][8]
Ação Popular Socialista[9] APS[9], APS-NE[10] Hilton Coelho, Fernando Carneiro 2004[11][12]
Esquerda Marxista[13] Trotskismo[13] Serge Goulart, Roque Ferreira 2007
Liberdade, Socialismo e Revolução[14] LSR[14] Trotskismo[14] André Ferrari 24 de maio de 2009[15]
Fortalecer o PSOL[16][17] Socialismo[16] Bernadete Menezes[18] 2012[19]
Alicerce[20][21] Karen Santos junho de 2013[21][22][23]
Insurgência[24][25] Trotskismo, Mandelismo Renato Roseno 6 de outubro de 2013[26]
Luta Socialista[27][28] LS[27] Trotskismo, Morenismo Silvia Leticia 2015[29]
Liberdade e Revolução Popular[28] LRP 2015[10]
Muitas[30] Áurea Carolina 2015[30]
Revolução Brasileira[31] Marxismo[31] Nildo Ouriques 15 de abril de 2017[32]
Comuna[33][34] Trotskismo, Mandelismo, Ecossocialismo[33] Camila Valadão 8 de março de 2017[33]
Subverta[25][35] SBVT Trotskismo, Mandelismo, Ecossocialismo, Bem Viver[36][37] Talíria Petrone, Flávio Serafini 12 de março de 2017[35]
Resistência[25][38] Trotskismo, Morenismo Valério Arcary[39] 30 de abril de 2018[40]
Raiz Popular Toninho Vespoli março de 2019[41]
Maloka Socialista[25][42] MKS Socialismo Revolucionário[42] Erick Ovelha[43] 31 de março de 2019[42]
Primavera Socialista[44] Socialismo democrático[44] Juliano Medeiros[45], Ivan Valente 30 de junho de 2019[44]
Revolução Solidária[46] Guilherme Boulos[46] 7 de março de 2021[46]
Unidade Aberta UA Socialismo, Nacionalismo Revolucionário Guilherme Pontes[47] 9 de maio de 2021[48]
Ecossocialistas pelo Bem Viver[49] Ecossocialismo, Bem Viver Thiago Ávila 11 de junho de 2021
Centralidade do Trabalho Angélica Lovatto 2021[50]
Movimento Viva o PSOL[25] Ivan Moraes[43]
Nova Práxis[17]
Anticapitalistas[34]
Coletivo Transição[34]
Construção Socialista CS Neida Oliveira
Alternativa Socialista[28] AS
Coletivo Esperançar[28]
Grupo de Ação Socialista[28] GAS
Princípios Revolucionários da Ideologia Socialista[28] PRIS
Frente de Oposição Socialista[34] FOS
Proposta[28]
PSOL pela Base[28]
Socialismo ou Barbárie[28] SoB
Politizando
Práxis 2008, rompeu com o partido[51]
Coletivo Luta Vermelha CLV 2013, fundou a Insurgência[26]
Coletivo Socialismo e Liberdade CSOL outubro de 2003[52][53] 2013, fundou a Insurgência[26]
Enlace 2013, fundou a Insurgência[26]
Coletivo Resistência Socialista CRS 2012 2016, fundou a NOS[54]
Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista[nota 2] MAIS Trotskismo, Morenismo Valério Arcary 23 de julho de 2016[55] 30 de abril 2018, fundou a Resistência[56]
Nova Organização Socialista[nota 3] NOS Trotskismo, Morenismo 2016[54] 30 de abril 2018, fundou a Resistência[56]
Movimento de Luta dos Trabalhadores MLT 15 de maio de 2018, ingressou na Resistência[57]
Movimento Luta Pelo Socialismo[58] M-LPS[58] 27 de maio de 2018, ingressou na Resistência[58]
Comunismo e Liberdade[nota 4] Trotskismo, Mandelismo 18 de abril de 2019, ingressou na Comuna
Ação Popular Socialista - Corrente Comunista APS-CC Juliano Medeiros, Ivan Valente 2012[10] 30 de junho de 2019, fundou a Primavera Socialista[44]
Coletivo Rosa Zumbi 2012[10] 30 de junho de 2019, fundou a Primavera Socialista[44]
Resistência Popular Socialista RPS Adelita Monteiro 2013 30 de junho de 2019, fundou a Primavera Socialista[59]
Somos PSOL Edilson Silva 2012 30 de junho de 2019, fundou a Primavera Socialista[59]
Trabalhadores na Luta Socialista TLS Leandro Recife 30 de janeiro de 2021, ingressou no MES[60]
Coletivo Primeiro de Maio C1M Raul Marcelo 13 de fevereiro de 2021, ingressou no MES[61][62]
Coletivo KÀAWÈE[17] 28 de março de 2021, ingressou no Fortalecer o PSOL[63]
Coletiva Rebelião[25] Trotskismo, Mandelismo, Morenismo, Ecossocialismo[64] Dafne Sena 26 de agosto de 2020[64] 5 de setembro de 2021, ingressou na Resistência[65]

AtuaisEditar

Primavera SocialistaEditar

Fundada em junho de 2019, reúne antigas correntes como a APS-CC (Ação Popular Socialista - Corrente Comunista), Coletivo Rosa Zumbi, Somos PSOL e outros sete coletivos regionais. Dentre seus membros, conta com nomes como Juliano Medeiros (presidente nacional do partido), Edmilson Rodrigues (prefeito de Belém) e Ivan Valente (deputado federal).[66][59]

InsurgênciaEditar

A Insurgência é uma organização marxista brasileira. Filiada à Quarta Internacional (antigo Secretariado Unificado), atuando com o status de simpatizante dessa organização, definiu recentemente se tornar sua seção.[67] A Insurgência é uma das representantes do mandelismo (um setor do trotskismo) no país.[68] O grupo atualmente se organiza como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)[69] e surgiu em outubro de 2013 a partir da fusão de outras correntes da sigla (CSOL, Enlace e CLV), anunciada no "Manifesto por uma nova corrente revolucionária". Seus membros mais notáveis são Renato Roseno e Fernando Silva "Tostão". A corrente publica a revista À Esquerda.[70] No movimento sindical organizam-se tanto na INTERSINDICAL como na CSP-Conlutas. Dentro do PSOL, a corrente compôs o chamado Bloco de Esquerda (união entre as correntes que discordam da atual direção do partido e que, após o seu IV Congresso (dezembro de 2013), já constitui metade da sigla).[71]

Em fevereiro de 2014 a Insurgência oficializou o lançamento da pré-candidatura do Renato Roseno à presidência da República,[72].

Durante a crise política que resultou no golpe jurídico parlamentar em 2016, a Insurgência passou por uma grande divisão[73]. Quatro organizações nasceram daí, todas defendendo os princípios de de Karl Marx, Leon Trotsky e Ernest Mandel. Os novos agrupamentos que se originaram da Insurgência são:[74]

  • Insurgência - Um setor manteve o nome original que é liderada Renato Roseno.
  • Comuna - Dentre suas figuras públicas, constam João Machado (SP), Ailton Lopes (CE), Camila Valadão (ES), Georgia Faust (SC), Alice Carvalho (RS), Paulo Sérgio (RS).[75]
  • Subverta - organização ecossocialista que defende a construção do Bem Viver e atua de forma horizontalizada, apesar da presença de diversas figuras públicas, entre elas Talíria Petrone, deputada federal (RJ), e o deputado estadual do PSOL (RJ), Flávio Serafini[76]

Corrente Socialista de Trabalhadoras e TrabalhadoresEditar

Fundamenta-se no legado teórico do ucraniano León Trotsky e do argentino Nahuel Moreno.[68] Atualmente, a CST organiza-se como corrente interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), sendo uma das organizações fundadoras desse partido, atuando, com outras correntes, na ala mais à esquerda da sigla.[69][77][78] Tendo como estratégia a revolução socialista, a CST diz propor-se a cooperar na construção de uma organização revolucionária, tentando fortalecer a unidade entre as organizações de esquerda combativa. A CST é a seção no Brasil da Unidade Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (UIT-QI)[71] e sua figura pública mais conhecido é o paraense João Batista Oliveira de Araújo "Babá" (ex-deputado federal pelo Pará e vereador no Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2015).[72]

A Corrente Socialista dos Trabalhadores surge por volta do ano de 1992 de uma cisão da Convergência Socialista (CS), antiga corrente do Partido dos Trabalhadores (PT), quando essa fora expulsa da sigla. Enquanto a maioria da Convergência Socialista, organização que era filiada internacionalmente à LIT-QI, decidia construir um novo partido, a cisão que deu origem a CST tinha uma outra análise da conjuntura. A CST, então, rompe nacionalmente com a CS e internacionalmente com a LIT-QI, retornando para o PT, onde atuou por mais 11 anos, enquanto que a CS acaba por fundar o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Mais tarde, a CST filia-se à UIT-QI, organização internacional que contém partidos que também romperam com a LIT-QI.[53]

Um pouco antes da eleição presidencial de Luis Inácio Lula da Silva, a CST já considerava o rompimento com o PT, por discordar dos rumos tomados pelo partido. A ideia se concretizou após a expulsão do então deputado Babá, dirigente da CST, por esse não concordar com a Reforma da Previdência imposta pelo PT. A partir de então, junto com outras organizações da esquerda radical oriundas do PT, como o Movimento Esquerda Socialista, e com outras cisões mais recentes do PSTU, como o Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), a CST impulsionou a criação do PSOL, que obteve registro em 2005.[53]

A CST publica o periódico quinzenal Combate Socialista.[79]

Movimento Esquerda SocialistaEditar

O Movimento Esquerda Socialista (MES) surgiu no ano de 1999 a partir de uma cisão da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), então corrente do Partido dos Trabalhadores. Inicialmente, sua atuação se concentrava no estado do Rio Grande do Sul. No campo internacional, mantém relações com o Secretariado Unificado da Quarta Internacional (SU-QI).[80] Deixou o PT em 2003, ano em que a principal liderança do MES e então deputada federal, Luciana Genro, fora expulsa do partido. No mesmo ano, foi uma das organizações fundadoras do PSOL.[53][81] Após as eleições de 2018, passou a ser a segunda corrente com mais deputados federais do PSOL, com três de seus membros entre os dez deputados federais eleitos pelo PSOL: Sâmia Bomfim, David Miranda e Fernanda Melchionna. Em 1º de janeiro de 2021, com a posse de Edmilson Rodrigues na Prefeitura de Belém, sua suplente, Vivi Reis, assume a vaga e se torna a quarta deputado federal do MES na atual legislatura.[82] Impulsiona uma publicação teórico-política própria, a Revista Movimento.[83] Também impulsiona o Juntos,[81] um coletivo de juventude e o Juntas, um coletivo de mulheres.

Esquerda MarxistaEditar

Fundada em 2007, é uma organização trotskista, seção brasileira da CMI (Corrente Marxista Internacional), fundada por Ted Grant e Alan Woods, que combate pela construção de uma Internacional revolucionária marxista de massas, pela reconstrução da 4ª Internacional sobre a base do seu programa de fundação, o Programa de Transição, como uma tendência do movimento operário internacional. Os fundadores brasileiros da Esquerda Marxista vieram da escola lambertista e fizeram parte no passado da OSI (Organização Socialista Internacionalista) e da Liberdade e Luta (organização estudantil fundada em 1976). Romperam com o PT em 2014/2015 e pediram ingresso no PSOL, que só foi aceito em 2017. A Esquerda Marxista ficou conhecida no Brasil principalmente por impulsionar o Movimento das Fábricas Ocupadas, que coordenou a ocupação de dezenas de empresas (dentre elas a Cipla, a Interfibra e a Flaskô) por seus próprios trabalhadores, que geriam as mesmas enquanto lutavam por sua estatização sob controle operário. Entre a juventude impulsionam a Liberdade e Luta, fundada em 2016 com o mesmo nome de sua predecessora dos anos 1970.[84][carece de fontes?]

Fortalecer o PSOLEditar

Fortalecer o PSOL é uma tendência interna do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e é um dos setores que atualmente compõem a direção majoritária conhecida por Unidade Socialista (US).

Uma parte do grupo que compõe a corrente se organizou no início dos anos 2000 como Movimento de Unidade Socialista (MUS), ainda no Partido dos Trabalhadores (PT), a partir de uma cisão do Movimento Esquerda Socialista (MES).[85] Com a criação do PSOL, o MUS junta-se com cisões de outras organizações oriundas do PT e passa a compor o PSOL.[68] Dentro dessa corrente (MUS), porém, nunca houve uma fusão completa, contribuindo para que mais tarde os grupos se separassem.[69].

Um dos principais motivos que originou o agrupamento (chamado na época de MUS) foi a divergência com o resto do MES sobre a saída do PT em 2003, por acreditar que deveriam permanecer ainda no partido. Porém o processo de fundação do PSOL (metade de 2004) acaba por pressionar mais rupturas do PT. No final de 2004, o MUS junta-se com cisões da Democracia Socialista (DS) e da Articulação de Esquerda (AE), ambas correntes pertencentes à esquerda petista, e então forma-se o Enlace, que passa a atuar no PSOL.[68] Na composição nacional do Enlace, os militantes do antigo MUS tiveram hegemonia somente no estado do Rio Grande do Sul.[86]

No primeiro Congresso do PSOL (2007), o Enlace saiu sozinho em uma chapa para a votação de direção do partido, não conseguindo obter vitória.[87] Porém, no II Congresso (2009), o Enlace uniu-se à Ação Popular Socialista (APS) e dessa vez obtiveram a direção do partido.[69] Durante as eleições de 2010, surge uma divergência entre a direção nacional do Enlace e os militantes do Rio Grande do Sul. Após a decisão do MES (corrente que dirige o PSOL-RS) de abrir mão de um dos dois candidatos a senador pelo partido, para apoiar o candidato Paulo Paim do PT, o Enlace gaúcho votou à favor da decisão, contrariando a direção nacional da corrente, que se manifestou desautorizando-os.[70] É no ano seguinte, que o setor rompe com Enlace, assinando uma tese individualmente para o congresso do PSOL.[88] Isso se dá, principalmente, pelo fato do Enlace deixar de apoiar a APS (maioria da direção do partido) por causa das políticas que visam transformar a sigla em um partido de massas e popular, não buscando atuar somente para o trabalhador, mas também com ele. O MUS, discordando do resto do Enlace e rompendo com ele, continuou (junto à corrente TLS) unido à APS, compondo uma chapa com ela no congresso e vencendo novamente.[88]

No IV Congresso, em 2013, o Fortalecer o PSOL, junto com a APS-CC e com outros agrupamentos, assina a tese "Unidade Socialista por um PSOL Popular", que reivindica a atual direção partidária.[89].

Liberdade, Socialismo e RevoluçãoEditar

Liberdade, Socialismo e Revolução (LSR) é a seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores (CIT).

O SR surgiu em 1996, a partir da luta dos membros brasileiros do CIT, ativos desde o lançamento do jornal Militante Socialista em 1988. Depois de participar do processo que deu origem ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) em 1994, desligaram-se desse partido imediatamente após a Conferência Internacional que deliberou pela filiação do PSTU à Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI) para construir uma alternativa de esquerda revolucionária diretamente junto aos movimentos de massas,[90].

ResistênciaEditar

Tendência surgida da união das seguintes organizações[56][91][92][93][94][95]:

  • Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista
O MAIS foi formado a partir de uma ruptura do PSTU tornada pública em julho de 2016, quando 739 militantes assinaram um manifesto de ruptura,[96][97] e posteriormente fundaram o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista.[61][55][98]
  • Nova Organização Socialista
  • Movimento de Luta dos Trabalhadores
  • Movimento Luta Pelo Socialismo
  • Dissidentes da LSR e Insurgência

Revolução BrasileiraEditar

A Revolução Brasileira é uma organização política brasileira de orientação marxista, que atua como corrente interna do PSOL. Foi constituída a partir da publicação do Manifesto pela Revolução Brasileira, documento lançado publicamente em 15 de abril de 2017[32]. Politicamente, a Revolução Brasileira se diferencia de outras correntes do partido por propor um novo radicalismo político de esquerda no Brasil [99], que se paute numa crítica contundente ao chamado "sistema petucano", entendido como o modus operandi dos governos do PSDB e do PT. Partindo do pressuposto que, no Brasil, se vive uma verdadeira guerra de classes, aprofundado pelo fim de governos conciliatórios e pela eleição do presidente Jair Bolsonaro, a organização entende que a saída para a radicalidade à direita é a radicalidade à esquerda, reafirmando seu compromisso com a construção de uma Revolução Brasileira.[100]

Em 2018, a organização lançou a pré-candidatura de Nildo Ouriques para a presidência da República, tendo retirado a candidatura após divergências com a condução do processo de eleição dos candidatos a presidência e vice-presidência que iriam representar o partido em 2018, que culminou com escolha da chapa encabeçada por Guilherme Boulos e Sônia Guajajara[101] .[carece de fontes?]

Ação Popular SocialistaEditar

A Ação Popular Socialista é uma organização política brasileira que atua como corrente interna do PSOL desde 2005.[102] Após o racha público de 2012, que gerou a APS-CC, a corrente ficou conhecida como Ação Popular Socialista - Nova Era (APS-NE) e se localiza no Bloco de Esquerda, em oposição ao campo majoritário do partido. A APS defende o Programa Democrático Popular (PDP).

Liberdade e Revolução PopularEditar

Liberdade e Revolução Popular (LRP) é uma dissidência de 2015 da Ação Popular Socialista - Nova Era (APS-NE).[10]

Luta SocialistaEditar

Luta Socialista (LS) é uma dissidência da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) ocorrida em 2015, com maior inserção no estado do Pará.[103]

Revolução SolidáriaEditar

A Revolução Solidária é a corrente do PSOL liderada por Guilherme Boulos e surge da fusão do Coletivo Lutas (dissidência do Fortalecer o PSOL e Brigadas Populares) com militantes do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). A organização possui como figuras públicas também Renata Souza e Dani Portela[104]

AntigasEditar

Coletivo Primeiro de MaioEditar

O Coletivo Primeiro de Maio foi fundado em 2012, reunindo principalmente militantes do interior de São Paulo.[105]

Em 2013 apoiou o nome de Luciana Genro como pré-candidata à presidência da república, em contraposição ao nome do senador Randolfe Rodrigues .[106]

No dia 13 de fevereiro de 2021, o Coletivo Primeiro de Maio anunciou seu ingresso no Movimento Esquerda Socialista.[61][62]

Coletivo Socialismo e LiberdadeEditar

O grupo surgiu em 2003 a partir de uma cisão no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e que aderiu à fundação do PSOL em 2004.[52][53] Em 2012 um setor dos militantes do CSOL rompeu com a organização e passou a construir o Coletivo Resistência Socialista (CRS) dentro do PSOL. Em 2013 os membros remanescentes do CSOL se fundem com as tendências psolistas Enlace e CLV, formando a Insurgência.[26]

Ação Popular Socialista - Corrente ComunistaEditar

Dissidência da Ação Popular Socialista, corrente que deixou o Partido dos Trabalhadores no fim de setembro de 2005[66]. Fundiu-se com outras correntes para formar a Primavera Socialista.

Coletivo Resistência SocialistaEditar

O grupo surgiu a partir de uma dissidência de 2012 do extinto Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL), outra tendência do PSOL.[107][carece de fontes?]

Dentro do PSOL, o CRS escreveu contribuições para o 4º e 5º Congressos (2013 e 2015) e é uma das correntes radicais pequenas que compõe o chamado Bloco de Esquerda, ala do partido que se opõe a atual direção nacional formada pelo bloco Unidade Socialista (US) e às suas práticas.[107] Entre os membros mais notáveis do CRS está a professora Sônia Meire, candidata em 2014 a governadora de Sergipe pelo PSOL e pela Frente de Esquerda, que conseguiu 4,16% dos votos.[108][carece de fontes?]

Em março de 2016, fundiu-se com outras correntes denominadas como: Movimento ao Socialismo (MAS) e Reage Socialista para dar origem à Nova Organização Socialista[109].[carece de fontes?]

  • Comunismo e Liberdade - um agrupamento surgido da crise da Insurgência, mas que se desfez em 2019, seus antigos membros ingressaram na Comuna ou se organizaram em outros coletivos.

PráxisEditar

O grupo Práxis foi uma corrente de esquerda, de orientação marxista, que atuou como tendência no interior do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) desde o seu processo de formação. Referenciado numa orientação política que rechaça a possibilidade de construção do socialismo num só país - formulação que constitui uma das bases do stalinismo - vincula-se a uma corrente de esquerda em âmbito internacional denominada Socialismo ou Barbárie, presente em diversos países da América Latina.[110][carece de fontes?]

Em julho de 2008, após a II Conferência Eleitoral do PSOL, o Grupo Práxis rompe com o partido.[51][carece de fontes?]

CamposEditar

As correntes com maior afinidade programática entre si conformam campos que escrevem teses congressuais e resoluções em conjunto nas instâncias diretivas, embora muitas organizações acabem atuando de forma independente.

AtuaisEditar

PSOL de Todas as LutasEditar

Campo formado pelos campos PSOL Popular, PSOL Semente, o agrupamento paulista Raiz Popular, o sergipano Vamos PSOL e militantes independentes. Atualmente é o campo majoritário do partido, com 50% da Executiva Nacional e 60% do Diretório Nacional, conquistada após o VI Congresso[111][112][113]

PSOL PopularEditar

É o maior campo do partido. Formado pela Primavera Socialista, Revolução Solidária, Muitas e Unidade Aberta, tem como dirigentes Guilherme Boulos, Ivan Valente, Edmilson Rodrigues, Luiza Erundina e Juliano Medeiros.[114]

PSOL SementeEditar

Campo formado pelas correntes Insurgência, Resistência, Subverta, Maloka Socialista, Movimento Viva o PSOL, Rebelião e Carmen Portinho, que anteriormente se organizavam no Bloco de Esquerda. Tem como principais dirigentes Renato Roseno, Valério Arcary, Flávio Serafini, Talíria Petrone, Silvia Ferraro e Tarcísio Motta. É próximo ao PSOL Popular e apoiou a pré-candidatura de Guilherme Boulos a presidência em 2018.[115]

Caminhando Contra o VentoEditar

Agrupamento que surge no IV Congresso (2013) formado principalmente pelos parlamentares do Rio de Janeiro, como Chico Alencar, Marcelo Freixo e Eliomar Coelho. Também é conhecido como PSOL Necessário e tem muita proximidade com o campo Semente.[116]

Movimento da Esquerda RadicalEditar

Campo crítico à aproximação eleitoral com partidos de centro-esquerda como PT e PCdoB. É formado pelas correntes Alternativa Socialista, Coletivo Esperançar, Grupo de Ação Socialista (GAS), Liberdade e Revolução Popular (LRP), Luta Socialista (LS), Princípios Revolucionários da Ideologia Socialista (PRIS), PSOL pela Base e Socialismo ou Barbárie (SoB).[117] Tem como dirigentes Plínio de Arruda Sampaio Júnior, Carlos Giannazi, Celso Giannazi e Silvia Letícia.[118]

AntigosEditar

Unidade SocialistaEditar

Agrupamento majoritário surgido durante o IV Congresso (2013), formado pelas correntes Ação Popular Socialista - Corrente Comunista, Fortalecer o PSOL, Somos PSOL e agrupamentos regionais menores. Tinha como principais figuras públicas Luiz Araujo, Ivan Valente, Juliano Medeiros e Edilson Silva.[119]

Bloco de EsquerdaEditar

Agrupamento de oposição durante o IV e V Congresso que reunia as correntes à esquerda no partido, formado pelas correntes Movimento Esquerda Socialista (MES), Insurgência, Ação Popular Socialista - Nova Era (APS-NE), Trabalhadores na Luta Socialista (TLS), Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), Coletivo Resistência Socialista (CRS), Liberdade, Socialismo e Revolução (LSR), Coletivo 1° de Maio e agrupamentos regionais menores. No VI Congresso, a Insurgência decide romper com o campo e suas dissidências Subverta e Comuna permanecem.[120]

Correlação de Forças no II Congresso Nacional do PSOLEditar

A eleição da Executiva Nacional durante o II Congresso Nacional do PSOL, realizado em 2009, revelou a seguinte correlação de forças[121]:

Tendência Número de dirigentes %
Ação Popular Socialista (APS) 4 23,5
Movimento de Esquerda Socialista (MES) 3 17,6
Movimento Terra e Liberdade (MTL) 3 17,6
Enlace 2 11,75
Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST) 2 11,75
Trabalhadores na Luta Socialista (TLS) 1 5,8
Coletivo Socialismo e Liberdade (CSOL) 1 5,8
Poder Popular 1 5,8

Resultados dos Congressos Nacionais do PSOLEditar

I Congresso (2007)[122]
Chapa Forças Votos %
Organizar, Lutar e Vencer MES, MTL e APS; Chico Alencar, Heloísa Helena, Milton Temer 467 63,7%
Bloco Classista e Socialista CST, CSOL, AS e LSR; Plínio de Arruda Sampaio 174 23,7%
Por um Brasil Socialista e Sustentável Enlace 78 10,7%
Construindo o PSOL Raul Marcelo 14 1,9%
II Congresso (2009)[122][123]
Forças Votos %
APS, Enlace, CSOL, Rosa do Povo e TLS, Raul Marcelo 182 48,9%
MES, MTL; Heloísa Helena, Milton Temer, Carlos Giannazi 152 40,9%
CST, CRS e LSR 38 10,2%
III Congresso (2011)[122]
Forças Votos %
APS, TLS, parte do Enlace (Fortalecer o PSOL-MUS) 139 42,2%
MES, CST 77 23,4%
MTL, dissidência MES (Somos PSOL) 67 20,4%
parte do Enlace, CSOL, LSR 46 14%
IV Congresso (2013)[124]
Chapa Forças Votos %
Unidade Socialista por um PSOL popular APS-CC, Fortalecer o PSOL, Somos PSOL, MTL 201 51,9%
Bloco de Esquerda MES, Insurgência, CST, APS-NE, TLS, CRS, LSR, 1° de Maio 175 45,2%
Para o PSOL Continuar Necessário Rosa Zumbi, Chico Alencar, Marcelo Freixo 11 2,8%
V Congresso (2015)[125]
Chapa Forças Votos %
PSOL Sem Medo APS-CC, Fortalecer o PSOL, Somos PSOL, RPS, MTL 168 50,6%
Piracema MES, Insurgência, APS-NE, CST, TLS, CRS, LSR, 1° de Maio, Chico Alencar, Marcelo Freixo 149 44,9%
Terceira Margem do Rio Rosa Zumbi 15 4,5%
VI Congresso (2017)[126]
Chapa Forças Votos %
Sem Medo de Lutar APS-CC, Fortalecer o PSOL, Somos PSOL, Rosa Zumbi, RPS, Glauber Braga 207 54,5%
Bloco de Esquerda MES, APS-NE, TLS, CST, Comuna, Subverta, MAIS, NOS, LSR, 1° de Maio, LS, LRP 148 38,9%
Reinventar o Futuro Agora Insurgência, Muitas, Chico Alencar, Marcelo Freixo, Jean Wyllys 25 6,6%
VII Congresso (2021)[127][128]
Chapa Forças Votos %
PSOL de Todas as Lutas Primavera Socialista, Revolução Solidária, Resistência, Insurgência, Subverta, Muitas, Unidade Aberta, Vamos PSOL, Raiz Popular, Chico Alencar 228 56,9%
PSOL de Cara Própria MES, Fortalecer o PSOL, APS-NE, Comuna, Movimento da Esquerda Radical, CST, Construção Socialista, Alicerce, Centralidade do Trabalho, Glauber Braga 173 43,1%

Notas

  1. Para essa tabela considera-se como inativa organizações que não aparecem publicamente através de suas mídias oficiais e/ou partidárias a mais de 2 anos.
  2. Nos dias 29 e 30 de abril de 2018, ocorreu o Congresso de Fusão entre o MAIS e a "Nova Organização Socialista", que deu origem à organização "Resistência".
  3. Nos dias 29 e 30 de abril de 2018, ocorreu o Congresso de Fusão entre o MAIS e a "Nova Organização Socialista", que deu origem à organização "Resistência".
  4. Em 2019, o Comunismo e Liberdade se dissolve e grande parte de seus militantes ingressa na Comuna.

Referências

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