Rio Grande (Rio Grande do Sul)

município do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil

O Rio Grande é um município brasileiro localizado no litoral sul do estado do Rio Grande do Sul.

Rio Grande
  Município do Brasil  
Vista da região portuária da cidade
Vista da região portuária da cidade
Símbolos
Bandeira de Rio Grande
Bandeira
Brasão de armas de Rio Grande
Brasão de armas
Hino
Gentílico rio-grandino
Localização
Localização de Rio Grande no Rio Grande do Sul
Localização de Rio Grande no Rio Grande do Sul
Rio Grande está localizado em: Brasil
Rio Grande
Localização de Rio Grande no Brasil
Mapa de Rio Grande
Coordenadas 32° 2' 6" S 52° 5' 56" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes Capão do Leão e Arroio Grande (oeste)
Pelotas (norte)
Santa Vitória do Palmar (sul)
Distância até a capital federal: 2 340 km estadual: 317 km[1]
História
Fundação 19 de fevereiro de 1737 (285 anos)
Emancipação 16 de dezembro de 1751 (270 anos)
Administração
Distritos
Prefeito(a) Fábio de Oliveira Branco[2] (MDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [4] 2 817,48 km²
 • Área urbana  est. Embrapa[5] 31,7 km²
População total (est. IBGE/2021[6]) 212 881 hab.
 • Posição RS: 10º
Densidade 75,6 hab./km²
Clima subtropical (Cfa)
Altitude [5] 5 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 96.200-001 a 96.224-999[3]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[7]) 0,744 alto
 • Posição BR: 667°
Gini (IBGE/2010) 0,5248
PIB (IBGE/2019[8]) R$ 10 687 203 mil
 • Posição BR: 104º RS: 4º
PIB per capita (IBGE/2019[8]) R$ 50 649,06
Sítio www.riogrande.rs.gov.br (Prefeitura)
www.camarariogrande.rs.gov.br (Câmara)

Possui, em 2021, uma população estimada em 212.881 habitantes, de acordo com o IBGE e, em 2019, registrou o 5º maior PIB total dentre os municípios gaúchos[9][10]. Situada no bioma pampa[11][12], fica no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, entre a Lagoa Mirim, a Lagoa dos Patos (a maior laguna do Brasil) e o Oceano Atlântico.

A cidade construiu a sua riqueza ao longo de sua história devido à forte movimentação industrial. O Porto de Rio Grande é o quarto em movimentação de cargas no Brasil[13] e o município é sede da Refinaria de Petróleo Riograndense, inaugurada em 1937 como Refinaria Ipiranga, a primeira construída no Brasil[14], e que hoje é capaz de processar 17 mil barris de petróleo por dia[15][16]. Quanto ao IDH, em 2010, Rio Grande era o 131º dentre os municípios gaúchos e o 667º do Brasil.[17]

A cidade de Rio Grande foi fundada pelo brigadeiro José da Silva Pais, em 1737, como forte Jesus, Maria e José, tornando-se a vila de Rio Grande de São Pedro em 1751 e a cidade de Rio Grande, em 27 de junho de 1835, servindo então como capital imperial da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul em meio à recém iniciada Revolução Farroupilha[18][19].

O município, juntamente com Arroio do Padre, Capão do Leão, Pelotas e São José do Norte, constitui uma das três aglomerações urbanas do Rio Grande do Sul, sendo classificada como centro sub-regional 1[20].

HistóriaEditar

Quando até a chegada dos primeiros europeus à região, ela se situava no limite entre o território dos índios minuanos, ao sul, e o dos índios carijós, ao norte.[21] A área de Rio Grande já era mostrada em mapas holandeses décadas antes do início da colonização portuguesa na região. Por volta de 1720, bandeirantes vicentistas vindos de Laguna chegaram à região de São José do Norte para buscar o gado cimarrón (selvagem) vindo das missões, possibilitando a posterior fundação do Forte Jesus, Maria, José e de Rio Grande, em 1737.

Nesse ano, uma expedição militar portuguesa a mando de José da Silva Paes foi enviada com o propósito de garantir a possessão das terras situadas ao sul do atual Brasil. Em 19 de fevereiro, Silva Paes fundou o presídio de Rio Grande, uma colônia militar na desembocadura do Rio São Pedro, que liga a Lagoa dos Patos ao Oceano Atlântico. Este presídio é o Forte Jesus, Maria, José, que constituiu o núcleo da colônia de "Rio Grande de São Pedro", fundada oficialmente em maio do mesmo ano. O termo "Rio Grande" é uma alusão à desembocadura da Lagoa dos Patos no Oceano Atlântico, e a origem do nome do próprio estado.

A escolha do lugar, com o estabelecimento de estâncias de gado, permitiu apoiar as comunicações por terra entre Laguna e Colônia do Sacramento. Assim, foi fundada a cidade mais antiga do estado do Rio Grande do Sul. Mesmo que já existissem os Sete Povos das Missões, de domínio espanhol, com povoados de formação jesuíta e que posteriormente ganharam o status de cidade, oficialmente o estado foi colonizado pelos portugueses onde Rio Grande é a cidade mais antiga que também deu nome ao Rio Grande do Sul.

Em 1760, Rio Grande, que até então estava sujeita à Capitania de Santa Catarina, passou a ser a capital da nova Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, dependente do Rio de Janeiro.

 
Praça Xavier Ferreira, em 1937. Arquivo Nacional.

Em 12 de maio de 1763, o espanhol Pedro de Ceballos, governador de Buenos Aires, invadiu a então vila de Rio Grande, cuja fundação e militarização eram contestadas pela Espanha[22]. Conquistou, então, o forte e removeu os portugueses até São José do Norte, na margem oposta a Rio Grande — a qual também seria ocupada por Ceballos, passando a capital da capitania à população de Viamão em 1766[23]. Os povoadores portugueses que não fugiram até Porto dos Casais foram transladados por Ceballos a Maldonado, dando origem ao povoado de São Carlos. Na noite de 6 de julho de 1767, as tropas portuguesas, por ordem do governador da Capitania do Rio Grande do Sul, coronel José Custódio de Sá e Faria, depois de violentos combates, expulsaram os espanhóis de São José do Norte.

No início de 1774, o Marquês de Pombal determinou uma concentração militar expressiva no sul do Brasil, entre outros objetivos, com o intuito de retomar o vila do Rio Grande. De acordo com Luiz Henrique Torres, mais de 4 mil homens foram distribuídos entre São José do Norte, Rio Pardo e Porto Alegre[22]. Contudo, foi já no contexto da Guerra hispano-portuguesa (1776-1777) que cessou a permanência espanhola na vila, pois, em 1º de abril de 1776, o Tenente-General Johann Heinrich Bohm, com o apoio de Rafael Pinto Bandeira, atacou os fortes de "Santa Bárbara" e "Trindade" e dispersou os espanhóis em uma ação conjunta de forças do Exército do Sul e da Esquadra Naval[23][24][25][26].

Pedro de Ceballos foi o primeiro vice-rei do Vice-reino do Rio da Prata e, ao ser nomeado, recebeu a ordem de deter a expansão portuguesa. Em princípios de 1777, Ceballos e seus homens recuperaram a Ilha de Santa Catarina, sem disparar um só tiro, já que a esquadra portuguesa abandonou a ilha. Em 21 de abril chegou a Montevidéu, onde atacou o Forte de Santa Teresa, no atual departamento uruguaio de Rocha, e dirigia-se mais uma vez contra a cidade de Rio Grande quando recebeu notícias de um tratado de paz assinado entre Espanha e Portugal, que o obrigava a retirar-se da cidade.

Já entre o final do século XIX e o início do XX, a cidade de Rio Grande participou da primeira fase da industrialização brasileira, considerada uma industrialização dispersa, produzindo mercadorias para o mercado nacional, sobretudo Rio de Janeiro e São Paulo, e para o mercado estrangeiro, o que fora impulsionado pela posição privilegiada do seu porto[27][28]. O capital associado estava ligado ao comércio e a cidade atraiu investimentos fabris, compreendendo indústrias têxteis, de alimentos, de charutos, dentre outros bens de consumo não duráveis, sendo que as instalações, normalmente, contavam com centenas de operários, embora a Companhia União Fabril Rheingantz, cujo complexo foi inaugurado em 1873, possuísse mais de 1.200 funcionários durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918)[27]. De acordo com Luiz Henrique Torres, em 1918, "cerca de 6 mil operários atuavam nas indústrias locais"[29]. A Rheingantz, dedicada à fabricação de tecidos de lã, foi ideia do comerciante Carlos Rheingantz, sendo considerada por Peter Singer como o verdadeiro marco inicial da indústria no Rio Grande do Sul[30]. Outras fábricas rio-grandinas a destacar foram: a Leal, Santos & Companhia, filial de uma empresa portuguesa, produtora de alimentos em conserva e biscoitos; a Poock & Cia de Charutos, fundada pelo imigrante Gustavo Poock; a Companhia de Fiação e Tecelagem Rio Grande, fundada por Gustavo Hessemberger, logo adquirida por um grupo empresarial italiano e depois dirigida localmente; Liopart, Mata & Cia, fabricante de alpargatas[27][29][31][28]. Aliás, a produção da citada Poock, fabricante de charutos, chegou a ultrapassar sete milhões de peças por ano[28].

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 32º02'06" Sul e a uma longitude 52º05'55" Oeste; possui uma área de 2 709,522 km².[12] Rio Grande é uma cidade litorânea. Estando a uma altitude média de 5 metros, toda a sua área municipal se situa em baixa altitude, no máximo a 11 metros acima do nível do mar. Dunas de areia são encontradas em toda a costa litorânea.

ClimaEditar

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Rio Grande por meses (INMET)[32][33]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 112,7 mm 06/01/2002 Julho 110,7 mm 15/07/1983
Fevereiro 194 mm 15/02/1983 Agosto 98,4 mm 22/08/1953
Março 179 mm 11/03/1966 Setembro 156,9 mm 07/09/1977
Abril 108,3 mm 25/04/1942 Outubro 98,9 mm 13/10/2004
Maio 118,5 mm 15/05/2004 Novembro 106,2 mm 15/11/1931
Junho 82,7 mm 27/06/1966 Dezembro 114,1 mm 01/12/2002
Período: 1931 a 1986 e 1988-presente

O clima de Rio Grande é subtropical ou temperado, com forte influência oceânica e com invernos relativamente frios e verões tépidos, apresentando, portanto, grande amplitude térmica. A temperatura média compensada anual é de 18 °C e o índice pluviométrico em torno de 1 300 milímetros (mm) anuais,[34] com precipitações bem distribuídas durante o ano, não havendo assim uma estação seca. Devido à intensa incidência de ventos na cidade, a sensação térmica no inverno em Rio Grande frequentemente chega abaixo de 0 °C.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1931 a 1986 e a partir de 1988, a menor temperatura registrada em Rio Grande foi de −0,6 °C em 10 de julho de 1945 e a maior atingiu 41,2 °C em 1° de janeiro de 1943.[32] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 194 mm em 15 de fevereiro de 1983, seguido por 179 mm em 11 de março de 1966 e 156,9 mm em 7 de setembro de 1977.[33] A partir de 1961 o maior recorde mensal de precipitação ocorreu em julho de 1995, com 485,4 mm,[35] e o menor índice de umidade relativa do ar na tarde de 3 de outubro de 2010, de 15%.[36] Desde 2001 a maior rajada de vento alcançou 30,6 m/s (110,2 km/h) em 27 de outubro de 2016.[36]

Dados climatológicos para Rio Grande
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 41,2 39,3 37,6 35,4 30,6 29,3 31,4 32,5 35,3 34,1 35,1 39,6 41,2
Temperatura máxima média (°C) 27,8 27,5 26,7 24 20,5 17,7 16,8 18,3 19,2 21,8 24,2 26,6 22,6
Temperatura média compensada (°C) 23,4 23,2 22,5 19,3 15,8 13,1 12,5 13,7 15 17,7 19,8 21,1 18,2
Temperatura mínima média (°C) 19,9 19,4 19,1 15,6 12,3 9,6 9,2 10,2 11,6 14,5 16,4 18,5 14,7
Temperatura mínima recorde (°C) 9 9,7 7,5 4,2 1,6 −0,5 −0,6 0 −0,1 5,1 5,7 8 −0,6
Precipitação (mm) 98,9 128,6 90,9 118,4 114,6 114 125,7 122,1 113,6 98,1 95,5 86,2 1 306,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 8 8 8 8 8 8 8 8 9 8 7 7 95
Umidade relativa compensada (%) 79,7 80,2 80,7 82,1 85,3 86,1 85,4 84,5 83,1 80,6 79,1 77,9 82,1
Horas de sol 243,7 205,6 212,1 175,2 161,5 132,9 141,8 154 162,7 189,4 222,6 251,7 2 253,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[34] recordes de temperatura de 1931 a 1986 e 1988-presente)[32][36][37]

HidrografiaEditar

Rio Grande é um município que está inserido dentro da Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo.[38]

Faz parte da hidrografia do município a Laguna dos Patos e a Lagoa Mirim.

A lagoa Mirim recolhe as águas do rio Jaguarão, a lagoa dos Patos, as dos rios Turuçu, Camaquã e Jacuí, as deste último por meio do estuário denominado Guaíba. A lagoa dos Patos se comunica com a lagoa Mirim através do canal de São Gonçalo, e com o Atlântico por meio da barra do Rio Grande.

A cidade também é banhada pelo Oceano Atlântico, formando a Praia do Cassino.

Vegetação e Área verdeEditar

A maior parte do município é composta por campos, com vegetação rasteira e herbácea. Também há pequenos bosques com árvores plantadas (eucaliptos e pinhos).

DemografiaEditar

Composição ÉtnicaEditar

A principal emigração ocorrida no município foi por portugueses provenientes da Póvoa de Varzim, Aveiro, zona da Bairrada e do arquipélago dos Açores, que influíram profundamente na cultura e na arquitetura da cidade. Outras etnias que também se estabeleceram na cidade foram os africanos, italianos, alemães, poloneses, árabes libaneses e, em menor número, árabes palestinos, ingleses, espanhóis e japoneses.

Em Rio Grande, existe a FEARG/FECIS, uma feira na qual é possível assistir e acompanhar diversas culturas de todo o mundo. A feira é realizada anualmente e reúne milhares de visitantes.

Rio-grandinos notóriosEditar

EconomiaEditar

 
Uma escuna na Lagoa dos Patos, durante a feira municipal denominada Festa do Mar.

Em 2019, Rio Grande registrou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$10,68 bilhões, o quinto maior dentre os municípios gaúchos, atrás apenas de Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas e Gravataí, uma participação de 2,2% no total do Rio Grande do Sul[10]. Em 2008, essa participação relativa do município era de 2,7% e a cidade estava em 4º lugar, à frente de Gravataí[39].

Também em 2019, o Valor Adicionado Bruto (VAB) da indústria foi de R$2,3 bilhões e o dos serviços foi de R$5,8 bilhões, o 6º e o 8º maiores, respectivamente[10]. No setor industrial, destacam-se as fábricas de insumos agrícolas (indústria de Produtos Químicos) e a construção de embarcações e estruturas flutuantes[40][41].


Em relação às receitas realizadas, em 2017, o Município de Rio Grande arrecadou R$88,6 milhões com o Imposto sobre Serviços (ISS), a 71ª maior arrecadação no Brasil e a 3ª no Estado[42].

 
O Calçadão, principal rua comercial da cidade, porém em um domingo.

Setor Secudandário: Industria e Construção CivilEditar

Industria NavalEditar

O Polo Naval de Rio Grande, através da empresa QUIP, construiu e finalizou as plataformas de petróleo P55, P58 e P63, que atualmente já estão em operação na extração de petróleo. A empresa QGI BRASIL, já tem contrato para a construção das plataformas P75 e P77.

O Estaleiro Rio Grande através da ECOVIX que possui o maior dique seco do continente e o terceiro maior do mundo. Possui, também, o maior Pórtico do Brasil com capacidade de içamento de 2.000 t e comprimento de 210 m. A ECOVIX é considerada uma fábrica de cascos FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) e navios em série. Já entregou as FPSO P-66 e P-67. Estão em seu canteiro de obras os cascos das plataformas P68, P70, P72 e P73. A ECOVIX também possui a encomenda de construir 3 (três) navios sonda. Importante observar que as FPSO construídas na ECOVIX foram as primeiras projetadas e construídas no Brasil. As anteriores foram conversões.

PetroquímicaEditar

Rio Grande possui a Refinaria de Petróleo Riograndense, Transpetro que é o terminal de abastecimentos da Petrobrás, e aguarda a construção de um terminal de regaseificação e uma usina termelétrica a gás que está em fase de licenciamento ambiental, já tendo participado de leilão de energia e vendido-a toda, com previsão de entrega em 2019.

Distrito IndústrialEditar

Rio Grande conta também com um distrito industrial muito forte, onde opera um polo industrial diversificado com indústrias, de madeira, fertilizantes, alimentos, energia e química, logística, terminais graneleiros, metalúrgica entre outras várias que estão em processo de instalação.

Geração de EnergiaEditar

Energia EólicaEditar

Rio Grande tem dois complexos eólicos, o complexo eólico do Corredor do Senandes e o Complexo eólico do Povo Novo.

O complexo eólico Corredor do Senandes tem 108 MW de capacidade instalada, cerca de 3% da demanda média de energia do Estado, e um projeto de expansão de 72MW. O complexo eólico do Povo Novo, em construção, terá uma potência de 52,5 MW.[43]

A usina pertence ao Grupo NC que o adquiriu da empresa Odebrecht Energias Alternativas[44] e a empresa que participou do projeto original e é responsável pela expansão dos complexos eólicos é a EpcorENERGIA.[45]

Construção CivilEditar

A construção civil é um setor que avançou muito devido a construção de novos bairros inteligentes de alto padrão, condomínios, hotéis e edifícios.

Atualmente a cidade é a mais rica da metade sul do estado do Rio Grande do Sul, tendo o quarto maior PIB entre todos os municípios gaúchos.

Setor Terciário: Comércio e Prestação de ServiçoEditar

Conta também com um setor de comércio e serviços variados, com várias concessionárias e um comércio que tem se fortalecido ao longo dos anos, com a chegada dos novos shoppings da cidade, o Praça Rio Grande Shopping Center e o Partage Shopping Rio Grande inaugurados em 2014 e 2015 respectivamente.

Câmara de Comércio da Cidade do Rio GrandeEditar

A Câmara de Comércio da Cidade do Rio Grande, fundada em 26 de setembro de 1844 com o nome de Praça de Comércio da Cidade do Rio Grande, é a mais antiga do estado do Rio Grande do Sul e a quarta do Brasil.[46]

Atividade PortuáriaEditar

O Porto de Rio Grande é a principal via marítima de importação e exportação para e do Rio Grande do Sul[47]. É considerado um porto regional de grande porte, possuindo uma área de influência que abrange outros três Estados, além do Rio Grande do Sul: São Paulo, Santa Catarina e Paraná[48]. Quanto às mercadorias importadas, é relevante a entrada de adubos (fertilizantes) nesse porto[49]. Ademais, em 2021, foram exportadas 45,18 milhões de toneladas, com destaque para soja, trigo, arroz, madeira, entre outros produtos[50].

Há diversas empresas que exportam e importam produtos a partir dos Terminais do Porto de Rio Grande e seu Cais Comercial: ADM, Amaggi, Bianchini S/A, Bunge, Cargill, CHS, Cooperoque, Cotribá, Cotrimaio, Cotrirosa, Cotrisal, Cotricasul, Coxilha, Giovelli, Granol, Heringer, Mosaic, Marasca, Nidera, Phenix, Piratini, Tecon, Yara Brasil e Timac Agro.

Mas esse serviço só é possível graças às agências e operadores, que contribuem para o fortalecimento e produtividade do Porto do Rio Grande, tais como Eichenberg & Transeich, Fertimport, Oceanus, Orion, Quip, Rio Grande, Sagres, Sampayo, Serra Morena, Supermar, Tecon, Tranships, Vanzin, Wilson Sons e Yara.

TurismoEditar

 
Passarela sobre as dunas na Praia do Cassino
 
Igreja do Carmo, localizada no Centro de Rio Grande

Como principais pontos a serem visitados na zona central, que conta com vários prédios antigos, podem ser destacados:

Prédios HistóricosEditar

 
Chafariz na Praça Tamandaré, maior praça do interior do estado.
 
Barco de pesca chegando ao Porto Velho, no centro de Rio Grande (Lagoa dos Patos)
  • Catedral de São Pedro — O templo religioso mais antigo do Rio Grande do Sul, tombado em nível nacional pelo IPHAN;[51]
  • Biblioteca Rio-Grandense — fundada em 15 de agosto de 1846, como Gabinete de Leitura, é uma grande atração cultural para a cidade, com quase 500 000 obras, tornando-se uma das maiores no Brasil;
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo - construção em estilo neogótico;
  • Canalete — localizado na Rua Major Carlos Pinto. Atração turística da cidade de Rio Grande, é também uma obra do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito;
  • Prédio da Alfândega — prédio em estilo neoclássico, construído sob ordens de Ministro da Fazenda Visconde de Rio Branco e do Imperador D. Pedro II, como consta na sua fachada. Tombado pelo IPHAN em 1967. Atualmente se destina a Receita Federal e ao Museu Histórico da Cidade do Rio Grande;
  • Prédio do Hospital da Beneficência Portuguesa de Rio Grande — construção em estilo manoelino fundada em 3 de julho de 1859 por iniciativa Francisco José Duarte. Abrigou a instituição de saúde durante várias décadas dos século XIX e XX.[52]
  • Sobrado dos Azulejos — prédio, situado nas esquinas das ruas Marechal Floriano e Francisco Marques, no centro histórico, é o único sobrado urbano do século XIX em estilo neoclássico e todo revestido de azulejos portugueses da região sul do país, foi construído por Antônio Benone Martins Viana em 1862;[53]
  • Mercado Municipal — um dos mais antigos do Estado;
  • Escola Lemos Jr. — escola centenária de ensino médio.
  • Instituto de Educação Juvenal Miller - escola centenária localizada ao lado da Praça Sete de Setembro, onde se encontram os restos arqueológicos do Forte Jesus Maria José.

MuseusEditar

  1. Museu Oceanográfico Professor Eliezer de Carvalho Rios, da FURG — maior museu oceanográfico da América Latina;
  2. Museu Antártico — é uma reprodução das primeiras instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz, anexo ao Museu Oceanográfico;
  3. Eco-Museu da Ilha da Pólvora — apresenta uma exposição sobre a história natural do estuário do Rio Grande.[54]
  4. Museu da Cidade do Rio Grande — Composto pela Coleção Histórica, localizado na Rua Riachuelo no Prédio da Alfândega, e pela Coleção de Arte Sacra, localizada na Capela São Francisco de Assis na rua Marechal Floriano Peixoto.[1]
  5. Museu Náutico — que tem como tema o resgate, a preservação e a divulgação da cultura e o conhecimento náutico local.[55]
  6. Museu Naval, localizado na Rua Almirante Garnier nº 179, na Vila Militar, tem como tema a história da instalação da Capitania dos Portos e das diversas Organizações Militares da Marinha na Cidade do Rio Grande, como o Comando do 5º DN, a Estação Naval, o Grupamento de Fuzileiros Navais, o Serviço de Sinalização Náutica do Sul, o 5º Esquadrão de Helicópteros de Emprego geral, a Estação Rádio da Marinha, o Grupamento Naval do Sul e o Depósito Naval, suas atuações e envolvimentos na comunidade e região. Coloca à disposição dos visitantes a história e a ação da Marinha no extremo Sul do Brasil.[56]
  7. Museu do Porto, localizado na Rua Riachuelo, 263, Porto Velho - Armazém 1,Centro.

Praias, Parques e NaturezaEditar

Afastado da zona central, há outros locais de visitação, tais como:

PraçasEditar

Por conta de ser uma cidade antiga, Rio Grande conta com um grande número de praças:

 
Navio Altair, encalhado desde 1976 a cerca de 12 quilômetros da Avenida principal do Balneário Cassino em Rio Grande

Divisões AdministrativasEditar

Segundo a Lei n° 6.586, de 20 de agosto de 2008, plano diretor do município de Rio Grande, o território do Município do Rio Grande fica constituído por cinco distritos, são eles:

1º Distrito — Rio Grande, abrangendo o Balneário Cassino, o Distrito Industrial, a Povoação de 4ª Seção da Barra, o Senandes, o Bolaxa e a Ilha do Terrapleno (Base). Possui 336,969 km².

O balneário Cassino foi criado a partir da ideia de Candido Siqueira, entre outros, de se construir uma estação balneária na costa oceânica, a primeira do Brasil, inspirada em balneários europeus[60]. Em 1885, a Companhia Carris de Rio Grande obteve o direito de explorar o empreendimento e, em 1890, ocorreu a inauguração oficial na então vila Siqueira[23][60]. O hotel tinha 136 quartos e bondes puxados por burros levavam até a praia. Contudo, em 1909, após outras empresas explorarem o negócio, os bens do balneário, incluindo os imóveis, foram vendidos, em leilão público, ao Coronel Augusto Cezar Leivas, cuja família desenvolveu o balneário que ficaria conhecido como 'Cassino' por causa dos famosos estabelecimentos existentes na época[60].

2º Distrito — Ilha dos Marinheiros: tem como sede a Vila do Porto do Rei. Abrange, além da Ilha dos Marinheiros, a do Leonídio, das Pombas, da Pólvora, dos Cavalos, da Constância, das Cabras, do Caldeirão e da Cascuda. Tem 150,001 km².

3º Distrito — Povo Novo: tem como sede a Vila do Povo Novo. Abrangendo também as ilhas da Torotoma, dos Mosquitos, dos Carneiros, Martin Coelho e do Malandro. Possui 562,873 km².

4º Distrito — Taim: tem como sede a Vila do Taim, abrangendo as ilhas Pequena, Grande e Sangradouro. Possui 1 816,505 km².

5º Distrito — Vila da Quinta: tem como sede a própria Vila da Quinta. Possui 472,008 km².

InfraestruturaEditar

EducaçãoEditar

Segundo dados do IBGE a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade no município de Rio Grande é de 97,7%.[9]

Segundo a mesma fonte o número de estabelecimentos de ensino infantil são 105, de ensino fundamental são 96 e de ensino médio são 22.[9]

O número de docentes da educação infantil é de 593, o do ensino fundamental é de 1.462, e do ensino médio é de 512.[9]

A cidade de Rio Grande conta com um sistema de educação completo:

  • Escolas de educação infantil: municipais e particulares;
  • Ensino fundamental: Escolas municipais, estaduais e particulares;
  • Ensino médio: destacam-se o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS - antigo Colégio Técnico Industrial - CTI), a Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas, o Instituto Estadual de Educação Juvenal Miller, Colégio Lemos Júnior entre outras escolas municipais, estaduais e particulares;
  • Ensino superior: FURG (Universidade Federal do Rio Grande), IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul), Faculdades Anhanguera, Unopar, Unisinos, Unisesumar entre várias outras de educação a distância.

IFRS - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do SulEditar

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), cuja reitoria fica em Bento Gonçalves, é um dos trinta e oito Institutos Federais da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e foi criado, pela Lei nº. 11.892, de 2008, pela integração de três entidades de ensino federais, sendo uma instituição de ensino público e gratuito[61][62].

O Campus Rio Grande, um dos 17 campi do IFRS, tem sua origem no Colégio Técnico Industrial (CTI) Professor Mário Alquati, escola técnica de Rio Grande, até então vinculada à FURG, cuja integração ao Instituto ocorreu no final de 2009[63].

No Campus, são oferecidos cursos técnicos (integrados e subsequentes ao ensino médio), inclusive de Automação Industrial e Geoprocessamento, e de nível superior, incluindo de Engenharia Mecânica[63].

FURG - Universidade Federal do Rio GrandeEditar

 
FURG
 Ver artigo principal: Universidade Federal do Rio Grande

A FURG, Fundação Universidade Federal do Rio Grande, tem seu marco inicial na criação, em 8 de julho de 1953, da Fundação Cidade do Rio Grande, cujo objetivo principal era criar uma Escola de Engenharia Industrial, que é autorizada, mediante parecer, em abril de 1955 e é reconhecida, em 1959, em decreto do Presidente Juscelino Kubitschek[64][65]. A Fundação Cidade do Rio Grande funcionou, inicialmente, na Biblioteca Rio-Grandense[64].

Em 1955, foi criada a Faculdade de Ciências Econômicas e Políticas e, em 1959, foi criada a Faculdade Direito e instalada a Faculdade Católica de Filosofia de Rio Grande[66]. Em 1960, colaram graus os 6 estudantes da primeira turma de Engenharia Industrial[66]. Em 1961, ocorreu a federalização e, em 1969, foi autorizado o funcionamento da Universidade Federal do Rio Grande, pela fusão das quatro unidades de ensino superior da cidade, e criada a sua mantenedora, a FURG[64][66].

Destaque-se que o curso de Oceanologia da Universidade Federal do Rio Grande, criado em 27 de agosto de 1970, foi o primeiro do Brasil, resultado do esforço de pesquisa empreendido desde 1953 pela Sociedade de Estudos Oceanográficos do Rio Grande, criado em 1953, assim como do apoio do poder público municipal e da comunidade[67]. A primeira turma colou grau em 1974[67][68].

Hoje, a FURG é multicampi, atuando, além de Rio Grande, em Santo Antônio da Patrulha, São Lourenço do Sul e Santa Vitória do Palmar[69]. Possui, atualmente, 64 cursos de graduação, 33 cursos de mestrado, 13 de cursos de doutorado e 150 grupos de pesquisa certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)[69]. Tem mais de 9 mil alunos de graduação, presencial e a distância, e cerca de 900 docentes[69].

Faculdade ANHANGUERA do Rio Grande

A Faculdade Anhanguera do Rio Grande é uma instituição de ensino pertencente à Rede Anhanguera e conta com vários cursos de graduação e pós graduação em diversas áreas.

Rio Grande conta ainda com vários cursos técnicos, profissionalizantes e faculdades à distância com cursos variados. Além de contar com os cursos do SEST/SENAT, Senai e Senac. A cidade recebeu recentemente unidade das Faculdades QI e da UNISINOS (Universidade do Vale dos Sinos) com cursos de pós graduação.

SaúdeEditar

A cidade de Rio Grande conta com o Complexo hospitalar da Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande (Hospital Geral, Hospital de Cardiologia e Oncologia e Hospital Psiquátrico) e o Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. (HU-FURG).

LogísticaEditar

RodoviasEditar

A cidade é servida pela BR-392, duplicada até Pelotas ao norte, que se interliga com BR-471 que liga a Santa Vitória do Palmar ao sul, BR-116 que está sendo duplicado até a cidade de Guaíba, sendo que essa cidade até Porto Alegre já está duplicado o percurso rodoviário e a BR-293. Pela BR-116, chega-se à capital do estado, Porto Alegre, e ao norte do país. A cidade ainda tem a BR-604 que liga o distrito industrial da cidade aos Molhes da Barra e com a RS-734 que liga o centro da cidade ao bairro do Cassino, onde fica o balneário marítimo do município.

FerroviasEditar

A cidade possui acesso ferroviário através das linhas Bagé-Cacequi e Cacequi-Rio Grande, oriundas da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e concedidas à Ferrovia Sul-Atlântico em 1997. Atualmente, são operadas pela Rumo Logística (RUMO).[70][71][72]

HidroviasEditar

 Ver artigo principal: Porto de Rio Grande

Através da Lagoa dos Patos, a cidade liga-se ao Lago Guaíba (que banha Porto Alegre), bem como aos rios que desembocam neste, como o Rio Jacuí e o Rio dos Sinos. Conta também com transporte por balsa que liga a BR-471 ao município de Arroio Grande, à oeste, e de balsa e lanchas que ligam o município com a BR-101 em São José do Norte, ao leste.

 
Igreja Anglicana do Salvador, situada no centro da cidade

AeroportoEditar

 Ver artigo principal: Aeroporto de Rio Grande

Rio Grande conta com um aeroporto (IATA: RIG, ICAO: SJRG) localizado a cerca de 12km do centro da cidade, sob as coordenadas 32°04'54.00"S de latitude e 52°09'48.00"W de longitude. Ele possui 1500 metros de pista pavimentada e sinalizada e mais 400 metros de áreas de escape. É um dos maiores aeroportos do interior do Rio Grande do Sul e chegou a servir cerca de cinco mil passageiros por ano.

 
Pórtico de entrada da cidade, construído em 1950

TrânsitoEditar

Com uma população acima de 210 000 habitantes, Rio Grande enfrenta sérios problemas de trânsito. Diversos fatores explicam esses problemas, como a crescente população — devido ao polo naval presente na região — e também o significativo aumento da frota, acompanhando o aumento do poder de compra da população. Em apenas três anos, a frota de veículos na cidade aumentou em 50%, saltando de 40 000 para 60 000.[carece de fontes?] E, em outubro de 2012, essa frota atingiu a marca de 94 099 veículos. Para amenizar os problemas no tráfego, a Secretaria dos Transportes promove desde o início de 2008 várias mudanças de fluxo, sendo as principais a mudança no sentido das vias Senador Corrêa, Avenida Buarque de Macedo, Rua 2 de Novembro, Avenida Presidente Vargas e Avenida Rheingantz. As duas primeiras passam a ser vias de saída da cidade, funcionando em mão única no sentido centro-bairro, enquanto a avenida Rheingantz faz o sentido inverso em 2022 as obras de duplicação da ERS-734 foram iniciadas.[carece de fontes?]

ComunicaçõesEditar

TipografiasEditar

 
Capa de um folhetim publicado em 1856 pela Tipografia de B. Berlink

A cidade possuiu diversas tipografias ao longo do século XIX, editando jornais e livros diversos na cidade:

I - Tipografia de Francisco Xavier Ferreira, que publica o jornal "O Noticiador", fundado em 3 de janeiro de 1832, e "O Propagador da Indústria Rio-grandense", entre outros, além de obras como "Hino que se cantou na noite do dia 24 do corrente pela feliz noticia da Gloriosa Elevação do Sr. dom Pedro II ao Trono do Brasil" (1831), considerado o primeiro texto impresso na cidade riograndina, e "Relação dos festejos, que fizeram os portugueses residentes na vila do Rio Grande do Sul, em demonstração de seu júbilo pelo restabelecimento da paz, e da liberdade, na sua pátria, em 1834";

II - Tipografia do "Observador";

III - Tipografia de Sabino Antônio de Souza Niterói, denominada inicialmente de Mercantil, enquanto eram impressos os jornais Liberal Rio-Grandense e Mercantil do Rio Grande (entre os anos de 1835 e 1840), e posteriormente de Niterói, quando foi editado o jornal "Conciliador" (1840-41) e o "A Voz da Verdade" (1845-1846);

IV - Tipografia Pomatelli; em 5 julho de 1847, foi vendida para Perry de Carvalho; em 1º de maio de 1849, foi revendida a Antonio Bonone Martins Viana e, em setembro de 1850, a Bernardino Berlink;

V - Tipografia de Cândido Augusto de Mello, com diversos jornais e obras;

VI - Tipografia do jornal "Diário de Rio Grande", com diversos jornais e obras.

JornaisEditar

A cidade possuiu centenas de jornais durante os séculos XIX e XX, destacando-se tanto pelo número, como pela importância e também pela longevidade de alguns desses periódicos, dentre os quais destacam-se o Jornal Rio Grande, A Luta e Eco do Sul. Atualmente, existe um jornal de circulação diária o Diário Popular, Os jornal diário "Agora" e os jornais semanários "Folha Gaúcha" e o "Jornal Cassino" encerraram suas atividades.

PolíticaEditar

 Ver artigo principal: Lista de prefeitos de Rio Grande

A Constituição Federal, estabelece que os Municípios são membros autônomos da Federação, possuindo um Poder Executivo e um Poder Legislativo próprios, eleitos diretamente.

O Poder Executivo Municipal é exercido pelo Prefeito com o auxílio dos Secretários municipais.

O Poder Legislativo Municipal é exercido pela Câmara Municipal de Vereadores.

A Câmara Municipal de Rio Grande possui 21 vereadores, com mandato de 4 anos, assim como o Prefeito, que é eleito com o Vice.

A Lei Orgânica de Rio Grande, que é como a Constituição do município, operando como Lei Maior, que funda e institui os poderes políticos em âmbito municipal e servindo de parâmetro de controle para leis de hierarquia inferior, foi promulgada em 2 de abril de 1990.

A Constituinte municipal foi presidida por Júlio Rodrigues; já a Câmara de Vereadores era presidida por Luiz Alberto Modernell.[73]

Câmara MunicipalEditar

A Câmara Municipal se reúne, independente de convocação, em sessão legislativa, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro, podendo ser convocada, de maneira extraordinária, em datas fora desse período, de acordo com os requisitos da Lei Orgânica municipal.[73]

A posse dos vereadores eleitos, assim como a do prefeito e a do vice, ocorre no dia 1º de janeiro do ano seguinte ao da eleição, ocasião em que também se dá a eleição da Mesa.[73] O mandato dos membros da Mesa é de um ano, vedada a reeleição no ano imediatamente subsequente.[73]

Cabe à Casa discutir e votar leis fundamentais para a administração municipal, como as leis orçamentárias, assim como julgar o prefeito e o vice-prefeito por infrações político-administrativas (crimes de responsabilidade), decretar a perda do mandato destes e de seus membros nos casos previstos pela ordem jurídica. Também cabe à Câmara Municipal: fiscalizar o Poder Executivo, podendo convocar o prefeito, o vice, secretários e diretores para prestar esclarecimentos; instaurar comissões de inquéritos, entre outras atribuições.[73]

O atual presidente da Câmara Municipal de Rio Grande é a vereador Filipe de Oliveira Branco (MDB).[74] A maior bancada partidária é do Movimento Democrático Brasileiro, que possui 6 vereadores, seguida pela bancada do Partido dos Trabalhadores, que tem 4.[75]

Prefeitura MunicipalEditar

EstruturaEditar

Cabe ao Prefeito Municipal, com o auxílio dos secretários, chefiar o Poder Executivo, sendo responsável por administrar o poder público municipal e executar suas políticas públicas.

Atualmente, a Prefeitura do Município de Rio Grande possui duas secretarias Especiais (de Comunicação e Relações Institucionais; e do Cassino), duas secretarias Instrumentais (Gestão Administrativa e Fazenda), cinco secretarias da Área Social (da Saúde, da Educação, da Cultura, da Cidadania e Assistência Social; e da Habitação e Regularização Fundiária), quatro secretarias da Área Econômica (de Desenvolvimento, Inovação e Turismo, de Desenvolvimento Primário, de Esporte e Lazer, e da Pesca) e quatro da Área Estrutural e de Gestão Urbana (de Infraestrutura; de Mobilidade, Acessibilidade e Segurança; de Controle e Serviços Urbanos; e de Meio Ambiente), além dos gabinetes do Prefeito, do Vice e a Procuradoria Geral do Município.[76]

Ainda participam da sua estrutura:

• Os Conselhos Municipais, que são órgãos colegiados de participação popular;

• A Previdência de Rio Grande (PREVIRG);

• O Departamento Autônomo de Transportes Coletivos (DATC);

• O Instituto Municipal de Planejamento do Rio Grande, que conduz, de forma centralizada, a atividade de planejamento, possuindo um banco de dados e informações técnicas do Município.[76]

PrefeitosEditar

Antes do Regime Militar, a última eleição direta para a prefeitura de Rio Grande ocorreu em 10 de novembro de 1963, a qual elegeu o professor Farydo Salomão (PTB), que recebeu "um terço dos votos totais".[77] Tendo assumido em dezembro de 1963, Farydo Salomão teve seus direitos políticos cassados, em 25 de abril de 1964.[77]

Por força da lei 5.449 de 1968, sancionado por Costa e Silva, Rio Grande foi considerado município de interesse da segurança nacional durante o Regime Militar, razão pela qual seus prefeitos passaram a ser nomeados[78] até que o presidente João Figueiredo, por meio do Decreto-Lei 2.183 de 1984, descaracterizou o município como de interesse da segurança nacional.[79][80]

Em 1985, ocorreu a primeira eleição direta para a prefeitura municipal desde 1963. Na eleição de 1985, foi eleito Rubens Emil Corrêa (PSD), que tinha por vice Érico Martins (PSD); na eleição de 1988, foi eleito o Promotor de Justiça Paulo Fernando dos Santos Vidal (PT), cujo vice foi Ademir Casartelli (PC do B), que ascendeu à prefeitura após a renúncia de Vidal em meados de 1992. Na eleição de 1992, foi eleito Alberto José Barutot Meirelles Leite (PSDB), cujo vice era Adilson Troca (PSDB).

De 1997 a 2011, Rio Grande foi governada por três diferentes membros da família Branco — Wilson (PMDB), de 1997 até meados de 2000, Fábio (PMDB), de 2001 a 2004 e de 2009 a 2012, e Janir (PMDB), de 2005 a 2008. Wilson Mattos Branco (PMDB), então deputado federal, foi presidente da Colônia de Pescadores Z1 e radialista. Na eleição municipal de 1996, foi eleito prefeito, derrotando Adilson Troca, então vice-prefeito municipal, e exerceu o cargo até sua morte, causada por um acidente vascular cerebral, em julho de 2000, quando Delamar Mirapalheta, seu vice, assumiu. Então, Fábio Branco (PMDB), sobrinho de Wilson, e seu sucessor na presidência na Colônia de Pescadores, candidatou-se nas eleições municipais daquele ano e obteve 50,4% dos votos válidos, seguido pelo advogado Alexandre Lindenmeyer, do Partido dos Trabalhadores, que recebeu 28%. Fábio se candidatou, novamente, no pleito de 2004, mas, devido a irregularidades, deixou a disputa, dando lugar ao primo, e filho de Wilson, Janir Branco, até então deputado estadual. Janir Branco foi eleito com 75,6% dos votos válidos nas eleições de 2004, seguido por Luiz Spotorno, do Partido dos Trabalhadores, que obteve apenas 15%. Na eleição de 2008, Fábio Branco voltou a se candidatar à prefeitura, ocasião em que foi eleito com pouco mais de 60 mil votos, equivalente a 53,56% dos votos válidos, seguido por Dirceu Lopes (PT), que obteve 40,99%. Nas eleições de 2000 e 2004, o vice de Fábio e Janir, respectivamente, foi Juarez Torronteguy. Em 2008, Adinelson Troca foi o de Fábio.

Na eleição de 2012, o então deputado estadual Alexandre Lindenmeyer (PT), advogado que concorreu à prefeitura em 2000, foi eleito prefeito com mais de 59 mil votos, ou 51% dos votos válidos, frustrando a reeleição de Fábio Branco, que recebeu pouco menos de 50 mil votos, totalizando 42,91% dos votos[81]. Alexandre foi reeleito na eleição de 2016, quando recebeu pouco mais de 58 mil votos, seguido pelo radialista, e então vereador, Thiago Pires Gonçalves, conhecido como Thiaguinho (PMDB), que recebeu 24.051 votos[82]. Na eleição de 2012, o vice eleito com Alexandre foi Eduardo Lawson, em 2016, Paulo Renato Mattos Gomes.

Até 31 de dezembro de 2024, o prefeito municipal é Fábio Branco, em seu terceiro mandato, após ter sido eleito nas Eleições Municipais de 2020, tendo como vice o Doutor Sérgio Webber.[83]

EsportesEditar

A cidade tem uma forte movimentação esportiva. Possui vários campeões de diversas modalidades de natação, artes marciais e maratonistas, mas o forte da cidade é o futebol.

FutebolEditar

A cidade conta com três clubes profissionais:

O Football Club Rio-Grandense;

O Sport Club São Paulo e;

O Sport Club Rio Grande (o clube de futebol mais antigo do Brasil).

Todos os clubes já foram campeões gaúchos.

Os títulos de campeão gaúcho foram os seguintes:

De 2005 a 2009, a Associação Noiva do Mar de Futsal representou a cidade nos campeonatos estaduais, sempre tendo destaque entre as equipes participantes. Em 2008, sagrou-se vice-campeã estadual da Série Prata em partidas com público acima de três mil pessoas.

CulturaEditar

CTGsEditar

Rio Grande conta com aproximadamente 16 CTGs que buscam divulgar as tradições e o folclore da cultura gaúcha por meio da música, dança e culinária local.[84]

CinemasEditar

Rio Grande já contou com diversas salas de cinemas, fechados sistematicamente ao longo das últimas décadas, sendo que atualmente existem nove salas de cinema: quatro salas digitais sendo todas 3D Cinesystem no Praça Rio Grande Shopping Center e, mais recentemente, cinco salas digitais sendo duas delas 3D no Cineflix no Partage Shopping Rio Grande.

Ao longo do século XX, vários cinemas foram abertos e fechados: Lido (na Av. Buarque de Macedo), Avenida (na Av. Major Carlos Pinto, funcionou entre 1929 e 1983), Glória (na Rua Benjamin Constant, 423, esquina com Nascimento), Carlos Gomes (na Av. Bacelar), Figueiras (na Rua Aquidaban, 714, no interior do Shopping Figueiras, fechada em 2006 e depois Copacabana, fechada em 2013), Cine Dunas,e Sete de Setembro (rua Gen. Bacelar[85]) e Plaza (na Avenida Silva Paes, durante a década de 1990).[86]

Festas culturaisEditar

  • Festa do Mar: festa realizada pela primeira vez há 50 anos. O objetivo deste evento, desde seu início, é salientar as potencialidades turísticas e econômicas da região, ao mesmo tempo em que resgata em cada cidadão, o orgulho e o amor por sua terra. Organizada pela FEMAR Agência de Desenvolvimento, a Festa do Mar é um evento de característica popular, portanto, preocupado em servir a comunidade através de uma programação cultural e esportiva diversificada que satisfaça e motive a todos. Pode-se destacar, também, a área gastronômica da festa que atrai milhares de visitantes curiosos em conhecer e degustar o prato típico da região: a famosa anchova assada no espeto, além do diversificado cardápio de frutos do mar oferecido. Além disso, são atrações importantes nessa festa os estandes comerciais, que promovem produtos e serviços e alavancam a economia da região.
  • Fearg/Fecis: Essa "dupla" feira que acontece na cidade de Rio Grande aborda a cada ano, como temática, uma etnia, como a italiana, alemã, diversas etnias africanas, entre outras. Ela reúne empresas ligadas ao artesanato e também do comércio em geral da cidade.
  • Fejunca: Festa junina realizada todos os anos no balneário do Cassino em Rio Grande. Conta com apresentação de várias bandas, vendas de artesanatos, gastronomia e shows culturais.
  • Festa do Peixe e do Camarão: A indústria pesqueira local perdeu força diante do cenário nacional nos últimos anos. Entretanto, o setor continua sendo um dos mais tradicionais da cidade, conhecida nacionalmente por sua vocação, através da pesca artesanal e de embarcações especializadas na captura de camarões e demais pescados. Por isso, a meta da festa é proporcionar um cardápio à base de frutos do mar, mostrando a potencialidade do município que tem São Pedro como padroeiro. Esta é uma grande feira gastronômica para degustação de peixes e camarões preparados de várias formas. A feira é realiza anualmente na Praia do Cassino.
  • Festa de Iemanjá: Grande festa em tributo à rainha do mar é realizada anualmente na Praia do Cassino. A festa conta com a participação de milhares de pessoas à beira-mar.
  • Festival de Graffiti Meeting of Styles: Desde 2014 o MOS em sua edição Brasileira faz parte do calendário de eventos da cidade. Trata-se de intercâmbio, expressão da arte e troca de experiências de grafiteiros de todo mundo nas e com as comunidades onde ocorrem, transformando indivíduos e ambientes de forma visível e efetiva. Tem entrada gratuita, livre circulação, acesso e possibilidades de público.
  • Expofeira: EXPOSIÇÃO AGROPASTORIL, INDUSTRIAL, COMERCIAL E CULTURAL DO RIO GRANDE. Ocorre anualmente no Parque de Exposições Filinto Eládio da Silveira.[87]
  • Feira do Livro da FURG: Feira realizada anualmente pela FURG na Praça Dídio Duhá com atividades literárias como saraus, oficinas e intervenções.

Cidade-irmãEditar

Rio Grande possui uma cidade-irmã, Águeda. É possível ver uma homenagem a esta cidade num painel de lajes azuis — símbolo de Portugal — próximo ao Largo Doutor Pio.

Ver tambémEditar

Referências

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