Romy Schneider

Romy Schneider
Romy Schneider em 1973
Nascimento 23 de setembro de 1938
Viena, Áustria
Morte 29 de maio de 1982 (43 anos)
Paris, França
Nacionalidade Alemanha
França
Cidadania França, Alemanha Ocidental
Progenitores Mãe:Magda Schneider
Pai:Wolf Albach-Retty
Cônjuge Alain Delon (1959–1963),
Harry Meyen (c.1966–d.1975),
Daniel Biasini (c.1975–d.1981)
Filho(s) David Haubenstock (1966–1981),
Sarah Biasini (1977)
Ocupação atriz
Principais trabalhos
Prêmios César de melhor atriz
Causa da morte ataque cardíaco
Página oficial
http://www.romy.de

Romy Schneider, nome artístico de Rosemarie Magdalena Albach (Viena, 23 de setembro de 1938Paris, 29 de maio de 1982) foi uma atriz alemã[nota 1] naturalizada francesa.[1]

No início dos anos 1950, por volta dos quinze anos, ela começou sua carreira de atriz no gênero Heimatfilm alemão. De 1955 a 1957, interpretou a imperatriz Isabel da Áustria, apelidada de "Sissi", em três filmes - Sissi (1955), Sissi: A Imperatriz (1956) e Sissi e Seu Desejo (1957) - que lhe valeram sucesso e reconhecimento. internacional.

Em 1958, conheceu o ator Alain Delon, com quem ela ficou noiva em 1959. Em seguida, mudou-se para a França onde atuou em filmes de sucesso, aclamados pela crítica e dirigidos por alguns dos diretores mais notáveis ​​da época. Seu relacionamento com Alain Delon terminou em 1963, quando ela começou uma carreira nos Estados Unidos. Depois desse relacionamento, ela se casou duas vezes. O filho de seu primeiro casamento morreu em um acidente em 1981, aos quatorze anos. Em maio de 1982, aos 43 anos, Romy Schneider foi encontrada morta em seu apartamento em Paris.

Romy Schneider ganhou duas vezes o César de melhor atriz por seus papéis em O importante é amar (1975) e Uma História Simples (1978).

BiografiaEditar

InfânciaEditar

 
Castelo de Goldenstein, internato frequentado por Romy Schneider entre 1949 e 1953

Romy Schneider nasceu em Viena em 1938. Quando ela tinha apenas algumas semanas de idade, a família Albach deixou Viena durante a nazificação do Anschluss e mudou-se para a propriedade Mariengrund em Schönau am Königssee nos Alpes da Baviera, perto de Berchtesgaden.[2]

O Berghof, o chalé de Adolf Hitler localizado a vinte quilômetros pela rota,[3] mas a cerca de seiscentos metros em linha reta, é visível através do vale, quase na mesma altitude.[carece de fontes?]

O casal Schneider-Albach, devido aos seus compromissos profissionais, raramente está presente. É a avó de Romy, Maria Schneider, que cuida dela e de seu irmão quando os pais estão no set. Ela e sua mãe frequentavam o círculo de Adolf Hitler, que ela conheceu.[4]

Magda Schneider, que foi isenta de impostos pelo Ministério da Propaganda nazista, é próxima de Martin Bormann, cujos filhos brincam com a pequena Romy. Sobre este assunto, Romy Schneider declarou em 1976: “Acredito que minha mãe teve uma relação com Hitler”.[5] Ela provavelmente queria se libertar desse passado dando aos filhos os primeiros nomes de origem hebraica, neste caso David e Sarah.[6]

Em 1943, seu pai Wolf conheceu a atriz Trude Marlen e deixou sua mãe Magda. Romy, de quatro anos e meio, fica chateada e se apega mais à mãe, a quem admira profundamente, assim como ao irmão. Ela idealiza o pai ausente e, posteriormente, projetará, no encontro com seus futuros diretores, a imagem do próprio pai.[7]

Em 1944, Romy entrou na escola primária de Berchtesgaden, enquanto seu pai foi morar com a atriz Trude Marlen. O divórcio de seus pais foi pronunciado em 1945. Naquela época, a Áustria era novamente independente, mas ocupada pelos exércitos Aliados. Por causa de suas conexões com o regime nazista, o fim da guerra marcou o início de uma longa pausa na carreira de Magda Schneider.[6]

Formação e estreia no cinemaEditar

 
Schneider no cartaz do filme Um Anjo sobre a Terra (1959)

A partir de 1949, Romy foi colocada em um pensionato, o internato austríaco Goldenstein, uma instituição religiosa católica localizada perto de Salzburgo, que frequentou até 1953. Naquele ano, ela obteve com honras seu Mittlere Reife, o equivalente ao DNB francês hoje, então deve se juntar à mãe em Colônia.[carece de fontes?]

Com vontade de se tornar decoradora ou ilustradora de livros infantis, Romy voltou a estudar na Escola de Design de Moda de Colônia,[8] mas sonha acima de tudo com uma carreira de atriz, como mostra o diário que recebeu. como um presente aos treze anos de idade e que ela batiza Peggy. Ela relata sua alegria quando lhe é confiada uma função na pequena companhia de teatro de seu colégio interno.[carece de fontes?]

Em 1953, sua mãe se casou com o dono de um restaurante em Colônia, chamado Hans Herbert Blatzheim, já pai de três filhos. Romy, adolescente, não se dá bem com esse padrasto que ela apenas designará pela expressão “segundo marido da minha mãe”.[8] Várias vezes terá que se esconder nos banheiros para escapar dos ataques quase incestuosos[9] desse quinquagenário que sua mãe permite, como a lei permite, ser seu agente.[10]

Nesta época, o produtor de cinema Kurt Ulrich procurava uma jovem para interpretar o papel da filha da personagem principal do filme Lilas blancs, interpretado por sua mãe Magda Schneider. Ela propôs a própria filha, que passou brilhantemente nos testes em julho de 1953 e se mostrou muito fotogênica.[11] Romy então deixou a escola e, aos quinze anos, apareceu na tela pela primeira vez, sob o nome de "Romy Schneider-Albach". O filme foi um sucesso imediato e foi seguido por outros papéis. Mas foi ao interpretar a Imperatriz da Áustria Isabel da Baviera a partir de 1955 que ela fez um grande avanço.[5]

O "mito" SissiEditar

 
Karlheinz Böhm (Imperador Francisco José) e Romy Schneider (Sissi) em Sissi (1955)

No início dos anos 1950, o diretor austríaco Ernst Marischka se propôs a levar para a tela a história ficcional da Imperatriz Isabel da Áustria, conhecida como “Sissi”, nascida em 1837, esposa do Imperador Francisco José I da Áustria e assassinada em 1898 em Genebra. Marischka sempre foi sensível ao imenso poder de sedução desta mulher que foi uma das personagens mais cativantes do final do século XIX, mas também aquela de quem os austríacos recordam com mais nostalgia. Marischka já havia tentado popularizá-la em 1932, em uma opereta em que Paula Wessely desempenhou o papel principal.[12]

Para Marischka, a existência real de Isabel da Baviera revela tormento demais para não ser romantizado e ele deseja manter em sua ficção apenas o passado glorioso e feliz da Imperatriz. Ele, portanto, apenas guardará os acontecimentos românticos e os grandes momentos de emoção ocultando todos os dramas dolorosos e fobias que ela realmente viveu. Além disso, a Áustria procura esquecer sua anexação à Alemanha nazista e recuperar seu prestígio.[carece de fontes?]

Ernst Marischka "não economiza" nos meios para que o espectador realmente acredite conviver com Sissi em seu tempo. Ele almeja muito e sabe que Romy Schneider, notavelmente assistida por sua mãe que faz o papel da duquesa Ludovika, mãe da Imperatriz, está pronta para contribuir para o sucesso do projeto. Ele escolhe Karlheinz Böhm para fazer o papel do jovem imperador Francisco José.[carece de fontes?]

Quando foi lançado em 1955, o filme Sissi despertou tanto entusiasmo popular na Áustria e na Alemanha que as receitas do filme excederam as de E o Vento Levou.[12] Na Europa, o filme obtém a menção de “obra cultural”.[13] Na Suíça e na França, o filme teve um lançamento notável e, posteriormente, foi transmitido gratuitamente nas escolas. Folhetos de Romy Schneider foram distribuídos e seu rosto foi encontrado até em caixas de fósforos e isqueiros. Em Nice, Lille, Amsterdam, Antuérpia, Ghent, Madrid e Helsinque, os recordes de freqüência ao cinema foram em grande parte quebrados.[13]

 
Romy Schneider em 1955 no papel de Sissi

Assegurado o sucesso do filme, Marischka empreende a filmagem de um segundo episódio, Sissi a imperatriz (Sissi, die junge Kaiserin em alemão), com um orçamento e uma visão semelhantes aos da primeira parte. Por outro lado, Romy Schneider mal entende que podem fazer um segundo filme. Ela se sente cada vez mais estranha a essas personagens idealizadas e enfrenta cada vez mais com dificuldade os inconvenientes que lhe são impostos, como o de usar uma peruca pesada que lhe dá dores de cabeça. O diretor e o representante da UFA ignoram seus comentários para tornar o papel mais realista.[13] Em 1956, o segundo filme teve recepção semelhante ao primeiro. Milhares de meninas em toda a Europa adotaram o estilo “princesa”: cabelos longos e encaracolados, uma figura de ampulheta e anáguas bufantes.

Em 1957, Romy Schneider começou a filmar o terceiro episódio "Sissi e Seu Desejo" (Sissi, Schicksalsjahre einer Kaiserin em alemão) com relutância e ansiosa para se desligar da personagem com a qual agora se identifica. Para desgosto de seu agente, seu padrasto - que administra sua fortuna e usa seus honorários para investir em hotéis e restaurantes - e também de sua mãe - que usa a filha para seguir a própria carreira, que está em declínio desde o final do Regime nazista[14] - Romy se opõe à filmagem do quarto episódio. Mais tarde, ela vai mesmo declarar: "Odeio esta imagem de Sissi" e admitir: "Recusei os 80 milhões que me foram oferecidos para filmar uma quarta versão de Sissi".[15]

Já em 1953, Magda Schneider decidiu dirigir a carreira nascente de sua filha que adotou definitivamente o pseudônimo de "Romy Schneider". Além disso, Magda freqüentemente consegue forçar diretores a brincar com sua filha. Em 1957, ela chegou a proibir a filha de assinar o contrato que Kirk Douglas lhe ofereceu quando se conheceram no Festival de Cannes. A jovem então se revolta e decide escolher seus próprios papéis. Como consequência óbvia, essa decisão tem efeitos negativos na carreira profissional e na situação financeira de sua mãe.[14]

A RebeliãoEditar

De 11 de fevereiro a 5 de março de 1957, Romy Schneider percorreu a Índia e o Ceilão (atual Sri Lanka) com a sua mãe, seu padrasto e mais nove pessoas. Já em 1958, de 13 de janeiro a 5 de fevereiro, a atriz dirigiu-se para uma viagem de três semanas a Nova York e Hollywood junto de sua mãe. Na ocasião estreou em Nova York o filme Os jovens anos de uma rainha, que Walt Disney levou aos cinemas americanos com o título The Story of Vicky. Schneider deu inúmeras entrevistas para estações de rádio e canais de televisão, foi recebida pelos grandes estúdios de Hollywood e fez contato com colegas como Helmut Käutner, Curd Jürgens e Sophia Loren.

De volta à Alemanha, Schneider rodou Senhoritas de Uniforme (1958) ao lado de Lilli Palmer, Therese Giehse e Christine Kaufmann. O filme do diretor Géza von Radványi se passa no ano de 1910 na Prússia e conta a história da interna Manuela von Meinhardis (Schneider), que se apaixona pela sua professora (Palmer). Para Schneider, que criticava muito a si mesma, este foi o primeiro filme no qual ela se levou a sério como atriz e se aproximou com autoconfiança de um personagem.

A imprensa também elogiou a sua atuação. O Neue Berliner Woche, por exemplo, escreveu em 10 de outubro de 1958: “a encantadora e forte Romy Schneider e a autoconfiante Lilli Palmer não decepcionaram o público exigente: as cenas lésbicas foram absolutamente decentes e de bom gosto.

Em resumo, um trabalho bem-feito,o que não se podia deixar de reconhecer. O Der Tag de 16 de outubro de 1958, considerou: “Romy Schneider surpreendeu (depois de vários personagens, nos quais ela teve de mostrar um encanto infantil e ingenuidade), com uma interpretação imponente. Ela convence em sua timidez inicial, suas inibições psicológicas e também seus rompantes emotivos”.

Em junho de 1958, tiveram início as filmagens de Cristina, um remake de Redenção, a primeira adaptação falada da peça Liebelei (em português namorico) de Arthur Schnitzler, na qual Romy Schneider assumiu o papel que sua mãe havia interpretado em 1933.

O seu cachê chegou a 500 mil marcos, tornando-a a atriz mais bem paga da Alemanha em 1958.

O seu parceiro foi o ator francês Alain Delon, ainda desconhecido na época. Os dois não eram um casal apenas na tela, mas também na vida real, e após o fim das filmagens no outono de 1958, a jovem - que tinha apenas 20 anos na época - foi com Delon até Paris.

Sua família o rejeitou, e já que não conseguiam impedir o relacionamento, pressionaram para que ao menos fosse oficializado, e em 22 de março de 1959, Schneider e Delon celebraram o seu noivado no Lago de Lugano.

 
Romy Schneider em Sublime Renúncia (1971)

Mas a atriz não havia ido para a França apenas por amor. Isso representou para ela, o corte do cordão umbilical e a saída definitiva da casa dos pais, além da esperança de uma reviravolta na carreira.

Como ela virou as costas para a indústria cinematográfica alemã, a imprensa local se ressentiu por um bom tempo e muitos jornalistas despejaram comentários maldosos e insultos.

Ainda em Paris, Schneider respeitou os contratos dos filmes Um anjo sobre a Terra, A bela e sua majestade, e Katia (todos lançados em 1959), e interpretou o papel principal no filme para a televisão Die Sendung der Lysistrata (1961) (em português A missão de Lisístrata) de Fritz Kortner. Mas logo ela se concentrou na sua nova vida na França: “Há um mundo, o qual eu quero conquistar: Paris, o teatro, os filmes de arte, grandes cineastas com planos fantásticos[...].”

No entanto, os primeiros meses em Paris não foram fáceis para a atriz. Schneider, habituada ao sucesso, não conseguia mais nenhum papel, enquanto Alain Delon rumava ao estrelato mundial.

“Na Alemanha, eu fui rejeitada, e na França ainda não fui ‘aceita’. [...] Alain pula de um grande filme a outro. Eu ficava irritada com cada nova notícia de êxito, e a cada aviso de que Alain conseguiu um papel”.

A reviravolta profissional veio finalmente, quando Delon a apresentou ao diretor Luchino Visconti, que ofereceu o papel principal na sua encenação da peça Tis Pity She’s a Whore (ou Pena que ela é uma prostituta), de John Ford.

Para o drama renascentista, no qual atuou, junto com Delon nos palcos do Théâtre de Paris, ela recebeu aulas de francês com o colega Raymond Gérôme e aulas particulares com uma professora de fonética.

Schneider, que não havia completado sua formação teatral, disse posteriormente sobre a colaboração com Visconti: “Eu tenho quatro mestres: Visconti, Welles, Sautet e Żuławski. O maior é Visconti. Ele me ensinou o que ele ensina a todos que trabalham com ele, isto é, seu modo de tirar o máximo das coisas e sua disciplina”.

A estreia da peça, que contou com Ingrid Bergman, Shirley MacLaine e Jean Cocteau, dentre outros na plateia, aconteceu em 29 de março de 1961 e se tornou para Schneider um grande sucesso. Sua performance rendeu muitas críticas enaltecedoras e o reconhecimento do setor, de modo que não precisou esperar muito por novas propostas de trabalho.

No mesmo ano, ela filmou, novamente sob a direção de Visconti, Boccaccio 70 (1962), e partiu em uma temporada de alguns meses com Sacha Pitoëffs, encenando A Gaivota de Tchekhov, seu segundo e último papel no teatro.

Depois, ela atuou ao lado de Anthony Perkins no filme O Processo (1962) de Orson Welles no papel de Leni. A própria atriz descreveu a adaptação de Kafka como um de seus filmes mais importantes, pelo qual ela foi reconhecida com a Étoile de Cristal de melhor atriz estrangeira.

Sob a direção de Carl Foreman, no filme Os Vitoriosos (1963), ela deu vida a uma jovem violinista, que durante a Segunda Guerra é forçada por um soldado a se prostituir. E para ser convincente no papel de musicista, Romy teve aulas de violino com o escocês David McCallum Sr. (pai do ator David McCallum), sobre o que seu colega George Hamilton disse, que ela provavelmente atravessaria o Canal da Mancha se fosse exigido para um papel.

No filme O Cardeal (1963), de Otto Preminger, ela interpretou a baronesa Annemarie von Hartmann. Além disso, também conseguiu para o seu pai Wolf o papel coadjuvante do Barão de Hartmann. Esta foi a única vez em que pai e filha estiveram juntos diante das câmeras.

Romy Schneider foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama pela sua representação. No entanto, na premiação de 1964, o troféu foi para Leslie Caron pelo seu papel em A mulher que pecou.

No outono de 1963, Romy Schneider foi para Los Angeles, para as gravações de seu primeiro filme em Hollywood: Um amor de vizinho, ao lado de Jack Lemmon. Contudo enquanto a sua carreira se desenvolvia de maneira positiva, começou simultaneamente o que foi até aquele momento o “pior ano” da sua vida pessoal, com o rompimento do relacionamento com Delon. Romy ficou sabendo do seu affair com a atriz Nathalie Barthélemy por meio dos jornais.

Quando a atriz retornou das filmagens nos Estados Unidos para Paris, Delon já havia deixado a casa onde moravam juntos e logo em seguida se casou com Barthélemy. Por isso, ela tentou cometer suicídio e em seguida deu uma longa pausa na carreira. Apesar de tudo, Um Amor de Vizinho teve a sua estreia mundial em 22 de julho de 1964 e se tornou um blockbuster.

Nesse meio tempo, Romy foi parar mais uma vez na frente das câmeras: ela gravou, sob a direção de Henri-Georges Clouzot o filme Inferno. Contudo, desde o início o projeto estava destinado a não dar certo.O seu colega de elenco Serge Reggiani adoeceu seriamente, o que acabou com todos os planos e três semanas após o início das filmagens o diretor sofreu um infarto. Com isso, o filme nunca foi concluído.

No ano seguinte, Romy filmou ao lado de Peter Sellers e Peter  O’Toole em Paris a comédia O que é que há gatinha? (1965) escrito por Woody Allen.

Regresso à Alemanha

Em abril de 1965, Romy Schneider viajou para a inauguração do segundo restaurante do seu padrasto na Alemanha, onde conheceu o diretor e ator Harry Meyen. Os dois se tornaram um casal e foram logo morar em uma casa na rua Winkler, no bairro Grunenwald em Berlim.

Romy Schneider pretendia fazer teatro em Berlim, e embora ela tenha se encontrado várias vezes com Boleslaw Barlog e Fritz Kortner, para encontrar uma peça de teatro adequada, este desejo acabou não se realizando.

O seu trabalho seguinte foi o drama franco-alemão A Ladra (1966), que foi filmado grande parte em Oberhausen e Romy apareceu pela primeira vez ao lado de Michel Piccoli.

Em 15 de julho, durante as filmagens de Espionagem Internacional (1966), Meyen e Romy Schneider se casaram, logo após o seu divórcio da atriz Anneliese Römer. O filho do casal, David Christopher Haubenstock, nasceu em 3 de dezembro do mesmo ano em Berlim e nos dois anos seguintes, Romy se dedicou quase exclusivamente a sua vida de mãe e esposa.

Em fevereiro de 1967, Wolf Albach-Retty teve um infarto que o levou a morte aos 60 anos e, apenas um ano depois, morre o padrasto de Romy pelo mesmo motivo.

O seu primeiro filme após o nascimento do seu filho foi Otley, herói sem vocação, produzido na primavera de 1968 em Londres. No verão do mesmo ano, Romy trabalhou mais uma vez com Alain Delon.

Com A Piscina (1969), as revistas de fofoca esperavam novas manchetes de um possível revival do antigo romance, contudo Romy escreveu em seu diário: “Se todos os atores que alguma vez já se relacionaram não atuassem mais juntos, logo não haveria filmes. Eu não sinto mais nada, é como se eu abraçasse um muro. Absolutamente!”.A estreia de A Piscina ocorreu em 31 de janeiro de 1969 em Paris, e o filme se tornou um grande sucesso, tanto de crítica quanto comercial.

Após Não chore meu amor (1970), Romy Schneider atuou ainda em As coisas da vida (1970) sob a direção de Claude Sautet. Nisso, ela atuou novamente ao lado de Michel Piccoli. Para a trilha sonora do filme, ela cantou o dueto La Chanson d’Hélène (ou em português A canção de Helène), composta por Philippe Sarde e Jean-Loup Dabadie.

A grande dama da década de 1970Editar

Nos anos 70, Romy Schneider fez filmes principalmente na França, onde se tornou a grande dama do cinema francês. No começo da nova década, foram lançados vários filmes com ela no papel principal: depois de Quem é você? (1970), foram distribuídos em 1971 os filmes Crepúsculo de um ídolo, A Rebelde, e Sublime Renúncia.

Além disso, ela encarou as câmeras pela terceira vez com Alain Delon, para o filme histórico O assassinato de Trotsky, que na Alemanha recebeu o título Das Mädchen und der Mörder (ou A moça e o assassino em português).

Um ano depois, Romy Schneider assumiu o papel, com o qual foi tão abençoada e amaldiçoada nos anos 50.Em Ludwig-O último rei da Bavária, ela encarnou mais uma vez a imperatriz Elisabeth da Áustria. Entretanto, dessa vez Visconti representou “Sissi” genuinamente e Romy se dedicou intensamente à verdadeira personalidade da personagem histórica durante a sua preparação. As filmagens tiveram início em 1972 em Bad Ischl, e Helmut Berger encarnou o “Rei de conto de fadas” Ludwig II.

O filme foi rodado em inglês, e ela colocou o seu marido Harry Meyen como diretor de dublagem. Do mesmo modo, em 1972 estreou o filme César e Rosalie, no qual ela atuou ao lado de Yves Montand e sob o comando do seu “diretor favorito” Claude Sautet.

Em 1973, Schneider e Meyen -que viviam em Hamburgo por conta de seus compromissos profissionais- decidiram se separar e Romy mudou-se novamente para Paris com o seu filho. Ela estava no auge de sua carreira artística.

Romy pôde escolher os seus papéis livremente (“Eu seleciono apenas as uva-passas para mim”),e trabalhou junto com famosos diretores e atores como Richard Burton, Jean-Louis Trintignant, Klaus Kinski e Jane Birkin.

Entre 1973 e 1974,a atriz rodou 5 filmes no espaço de 10 meses. Em O último trem (1973) ela interpretou Anna Kupfer, uma alemã judia em fuga.

Ao voluptuoso-melancólico romance Os indiscretos pingos da chuva (1974) se seguiu Escalada ao poder (1974), onde ela encarna uma esposa negligenciada, que se envolve em uma aventura, e a extravagante comédia Trio Infernal (1974), onde ela brilhou ao lado de Michel Piccoli e Mascha Gonska como uma cúmplice de assassinato espirituosa e sem escrúpulos. Em novembro de 1974, Romy Schneider fez Os inocentes de mãos sujas (1975) e em abril de 1975 começou a rodar o longa-metragem O velho fuzil (1975), baseado no massacre de Oradour-sur-Glane ocorrido em 1944. Romy Schneider interpretou a francesa Clara, que é violentada por soldados alemães e assassinada.

Em abril de 1976, ela ganhou o seu primeiro César de melhor atriz pela sua performance em O importante é amar (1975) e em seu discurso agradeceu o seu “mestre e amigo” Luchino Visconti, que havia falecido poucas semanas antes.

O casamento com Harry Meyen terminou em 8 de julho de 1975. Nesta altura, Romy já estava em um relacionamento com o seu assistente Daniel Biasini, e em setembro, ela descobriu a sua segunda gravidez.

Em 18 de dezembro de 1975, ela disse sim ao onze anos mais jovem Biasini em Berlim. No dia 31 de dezembro, por volta das 18 horas, a atriz sentiu fortes dores no ventre e acabou sofrendo um aborto.Ela tirou forças do seu trabalho para tentar superar essa perda.

Ela ainda rodou um amor impossível (1976) com Sautet Mado, e interpretou Leni Gruyten na adaptação cinematográfica do romance Gruppenbild mit Dame, de Heinrich Böll.

Durante as filmagens ela notou que estava novamente grávida e em 21 de julho de 1977, sua filha Sarah Magdalena Biasini veio ao mundo em Gassin.

No mesmo ano, foi agraciada com o prêmio Filmband in Gold na categoria de melhor atuação pela sua performance em Gruppenbild mit Dame (1977).

Após o nascimento do seu segundo filho, Romy trabalhou pela quinta e última vez junto com Claude Sautet.

Em 3 de fevereiro de 1979, ela foi novamente premiada com o César de melhor atriz por Uma história simples (1978) e extremamente elogiada.

Sautet disse a respeito de sua atriz principal “ela é a síntese de todas as mulheres. Sua personagem em Uma história simples é inspirada na verdadeira personalidade de Romy. Com essa fragilidade, […], esse jeito orgulhoso no dia a dia, essa dignidade, que ela mostra de uma maneira bastante particular. Ela é sensível,enérgica, receosa e alegre, tudo ao mesmo tempo! Mas acima de tudo, ela também possui força. Ela tem uma certa decência, que irradia de dentro dela e a torna independente. Romy é um desafio".

No fim dos anos 70, Rainer Werner Fassbinder queria a atriz para o papel principal em O casamento de Maria Braun (1979), mas a parceria fracassou devido às exigências de cachê exorbitantes e ao seu comportamento inconstante, e por fim, o papel acabou indo para Hanna Schygulla. Em vez disso, Schneider esteve diante das câmeras em novembro de 1978 com Audrey Hepburn, Omar Sharif, Ben Gazzara, James Mason e Gert Fröbe para as filmagens de A herdeira (1979), uma adaptação do livro Bloodline de Sidney Sheldon.

Apesar de seu grandioso elenco, o thriller policial teve uma chuva de críticas ruins.

O Der Tagesspiegel por exemplo, escreveu em 23 de dezembro de 1979: “Nomes como Romy são vendidos abaixo de seu preço. Se é possível que todos juntos sejam ofuscados? A […] produção o deixa presumido.

Harry Meyen se enforcou em 14 de abril de 1979 em Hamburgo e Romy se sentiu culpada por não ter dado atenção o suficiente a ele.

No fim do verão de 1979, Um Homem, uma Mulher, uma Noite chegou aos cinemas e Romy foi nomeada ao César de melhor atriz por sua atuação.

Na ficção-científica-policial A morte ao vivo, que chegou às distribuidoras um ano depois, ela interpretou, ao lado de Harvey Keitel, Harry Dean Stanton e Max von Sydow uma mulher com uma doença terminal, que vende os direitos de transmissão de sua morte a um canal de televisão.

Os últimos anos

Na primavera de 1980, Romy Schneider atuou no filme A banqueira, situado na Paris dos anos 20 e baseado na biografia da fraudadora fiscal Marthe Hanau. De acordo com Biasini, o início das filmagens do seu filme seguinte, o drama Fantasma de Amor (1981), foi atrasado por alguns dias, porque a atriz havia desmoronado por conta do alcoolismo e do abuso de medicamentos.

Em uma entrevista concedida ao Stern, em 23 de abril de 1981, Schneider se encontrava no fim de suas forças: "Eu preciso de uma pausa, eu preciso de, finalmente, encontrar-me a mim mesma. [...] Neste momento, estou destruída". O casamento com Biasini também estava passando por uma crise, que não estava se resolvendo, e em maio de 1981, Romy pediu o divórcio.Além disso, no mesmo mês, a atriz se submeteu a uma arriscada operação: por conta de um tumor benigno, ela precisou retirar o rim direito.

No entanto, o maior golpe do destino aconteceu no verão de 1981: no dia 5 de julho, o seu filho de 14 anos morreu, tentando chegar à propriedade do pais de Biasini por cima da cerca. Ele perdeu o equilíbrio durante a escalada, caiu em cima de uma ponta de metal da cerca e ficou empalado.

O seu penúltimo filme Cidadão sob Custódia (1981), chegou em 23 de setembro de 1981, no 43º aniversário de Romy Schneider aos cinemas franceses. E embora após a morte do filho, parecia que ela não conseguiria superar a sua perda, a atriz compareceu em outubro de 1981 em Berlim para as filmagens do seu último filme La Passante du Sans-Souci (em Portugal O bar da última esperança). No filme, ela interpreta Elsa Wiener, que tem o garoto judeu Max Baumstein (intrepretado pelo jovem de apenas treze anos Wendelin Werner) sob sua proteção.

Quando questionada, de onde ela teria tirado forças para estar frente às câmeras com um menino de idade tão próxima do seu filho, tão pouco tempo depois de perdê-lo, ela respondeu: "Eu sabia que haveria momentos dolorosos, não por conta de umas cenas, mas porque a minha profissão é muito difícil. (...O diretor) Jacques Rouffio mostrou ter uma compreensão extraordinária. Ele adivinhava quando estava muito doloroso para mim, e sabia as palavras certas para me dizer", e ainda completou: "você pode pensar por um momento, mas depois é preciso seguir adiante. Ficar parada é impossível para mim. A pessoa se atira ao trabalho porque precisa, e isso acaba ajudando a esquecer um pouco". Após as gravações, Schneider foi procurar uma casa de campo com o seu novo namorado -o produtor francês Laurent Pétin- onde ela poderia ficar em paz e onde fixou residência definitivamente.

Em março de 1982, ela foi encontrada em Boissy-sans-Avoir,no departamento de Yveline, a 50 quilômetros de distância de Paris, e em abril de 1982, estreou La Passante du Sans-Souci. Romy foi bastante elogiada por sua atuação, e recebeu uma indicação ao César de melhor atriz.

Em 9 de maio de 1982, ela foi com Pétin para Zurique, ver um gestor de ativos pois estavam tendo dificuldades com o financiamento da casa de campo. Daniel Biasini também levava uma vida luxuosa às custas da atriz, e por fim a Receita Federal francesa exigiu um montante de milhões em pagamentos adicionais.  

Em 10 de maio de 1982, ela redigiu o seu testamento em Zurique, no qual ela deixou tudo para Pétin e sua filha

MorteEditar

 
Túmulo de Romy Schneider, em Boissy-sans-Avoir (Yvelines)

Em julho de 1981, o filho de Schneider, David, morreu aos 14 anos depois de tentar escalar a cerca com pontas de ferro da casa dos pais de seu padrasto e perfurar sua artéria femoral no processo. Schneider começou a beber álcool em excesso após sua morte. No entanto, Claude Pétin - um amigo dela - disse que ela não bebia mais na hora de sua própria morte.[16]

Schneider foi encontrada morta em seu apartamento em Paris em 29 de maio de 1982. O juiz de instrução Laurent Davenas declarou que ela morreu de parada cardíaca.[17] Pétin disse que a parada cardíaca de Schneider foi devido a um coração enfraquecido causado por uma operação renal que ela havia feito meses antes.[16]

Sua lápide em Boissy-sans-Avoir, Yvelines, leva seu nome de nascimento, Rosemarie Albach. Os convidados do funeral foram seu irmão Wolf-Dieter, Gérard Depardieu, Jean-Claude Brialy, Michel Piccoli, Claude Sautet, Claude Lelouche, Jean Rochefort, o ex-marido Daniel Biasini e Laurent Pétin. Pouco depois, Delon providenciou para que David fosse enterrado na mesma sepultura.[18]

Imagem, encenação e escolha de papéisEditar

Mesmo décadas após a sua morte, Romy Schneider ainda desperta o fascínio da mídia e do público. Com relação à sua pessoa, frequentemente se fala em uma espécie de “mito”.

As razões dadas para esse fascínio são a sua contínua beleza atemporal, sua atuação extraordinária e a sua obstinada busca pelo reconhecimento profissional. Sua busca desesperada pela felicidade pessoal e sua morte precoce também contribuíram para a formação de uma lenda.

A carreira de atriz durou cerca de 30 anos, e com o decorrer do tempo, sua imagem foi se transformando, de acordo com suas escolhas de personagens, da moça austríaca,à parisiense chique,à femme fatale à mulher cosmopolita e madura.

Nos seus filmes dos anos 50, ela sempre interpretou a mocinha apaixonada, doce e incorporou “Sissi” no imaginário de milhões de espectadores.

Para escapar da imagem de “princesa de contos de fadas” Romy Schneider foi para Paris, onde ela mudou a sua aparência no famoso ateliê de Coco Chanel na rua Cambon. “Eu quero ser francesa no jeito que eu vivo, amo, durmo e me visto” provocou ela. A estilista criou uma mulher de estilo moderno, sofisticado e sensual, e a imprensa francesa logo observou: “de alemã, essa jovem parisiense não tem mais nada: nenhum sotaque, ou muito pouco, nenhum apetite, nenhum mau gosto… A metamorfose é completa. Nos anos 60, ela exibia seu corpo na tela e incorporou personagens misteriosos, provocantes ou infames. Em entrevistas, e para fotos de revistas, ela se mostrava sedutora e começou a atuar com uma experiência cada vez maior.

Em 1964 -poucos meses após a separação de Alain Delon- ela posou para o fotógrafo Will McBride em um quarto de hotel parisiense. Nessa sessão de fotos, nas imagens em preto e banco, que saíram na revista juvenil Twen, surgiram várias facetas da artista: em uma parecia ferida, pensativa e triste, e em outra se mostrava auto-confiante, irradiando uma energia vital.

Nos seus filmes dos anos 70, ela interpretava quase sempre o mesmo tipo de mulher:vulnerável, humilhada, uma vítima, perto de um colapso mental.

Certa vez, Hildergard Knef descreveu sua colega da seguinte maneira: “Cada vez mais, ela despe um maço de nervos adormecidos, emoções descontroladas. A auto-ironia parece causar medo e estar distante de seu vocabulário, pensamentos e sentimentos. Ela lembra a Marilyn Monroe. Mais rebelde e pronta para atacar do que os outros,mas igualmente vulnerável e inconstante".

A teatralidade de seus papéis se refletiu também na sua aparência: maquiagem escura, olhos fortemente pintados e penteados rentes ao rosto. O penteado marcante com a raíz realçada se tornaram sua marca registrada.

Meios de expressão artísticaEditar

Como Romy Schneider provinha de uma dinastia de atores e não havia frequentado uma escola de teatro, parecia que o seu talento era hereditário. Esse talento, junto com seu belo e impecável rosto, que parecia feito para close-ups e lhe dava uma área de projeção perfeita, conferia a Romy Schneider uma forte presença na tela. “A câmera a amava, e ela amava a câmera” e por isso ela não se acanhava em aparecer totalmente ao natural -sem maquiagem- quase feia, para conferir mais drama às suas personagens. Além disso, Schneider conseguia expressar uma variedade significativa de sentimentos.

Certa vez, Claude Sautet disse o seguinte sobre a sua musa: “o seu semblante se transformava abruptamente, de viril e agressivo, a suave e meigo. Romy não é uma atriz comum […] Ela tem essa complexidade, que somente as grandes estrelas possuem. Eu a vi detrás das câmeras, concentrada, nervosa, com uma elegância, uma impulsividade,e uma postura interior,que fazia com que os homens se sentissem acossados e perturbados. Romy não suporta nem a mediocridade nem a decadência dos sentimentos, pois tem muitos sentimentos. E sempre irá trabalhar como atriz, pois ela tem um rosto que o tempo não pode tocar. Ao tempo só resta deixá-lo desabrochar".

Especialmente nos seus filmes da década de 70, atuou muitas vezes chegando aos seus limites físicos e psicológicos, dando a impressão de que preenchia as suas personagens com a sua própria vida e suas próprias experiências.

"Eu escolhi Romy Schneider (para o papel de Nadine Chevalier em O importante é amar) não apenas pelo seu talento, mas também pela afinidade entre a atriz e a personagem a ser incorporada, já que, entre ela e a pessoa que ela encarnava, predominava uma completa harmonia”,declarou o diretor Andrzej Żuławsk.

No entanto, a própria Romy Schneider frisou: “Todos que pensam que eu sou como nos meus filmes, é um idiota”.

PremiaçõesEditar

Prêmio CésarEditar

 Ver artigo principal: Prêmio César
Indicações

Prêmio David di DonatelloEditar

German Film AwardsEditar

Globo de OuroEditar

 Ver artigo principal: Globo de Ouro
Indicação

Prêmio Sant JordiEditar

FilmografiaEditar

Ano Título Papel Diretor
1953 Quando voltam a florescer os lilases Evchen Forster Hans Deppe
1954 A Rainha do Circo (Feuerwerk) Anna Oberholzer Kurt Hoffmann
1954 Os Jovens Anos de uma Rainha Princess Victoria / Queen Victoria Ernst Marischka
1955 O Imperador e a Padeira Constanze ("Stanzi") Hübner Ernst Marischka
1955 Der Letzte Mann Niddy Hoevelmann Harald Braun
1955 Sissi Sissi Ernst Marischka
1956 Kitty und die große Welt Kitty Dupont Alfred Weidenmann
1956 Sissi, a imperatriz Sissi Ernst Marischka
1957 A lenda de Robinson Crusoé Maud Josef von Báky
1957 Monpti - Um Amor em Paris Anne-Claire Jouvain Helmut Käutner
1957 Sissi e seu destino Sissi Ernst Marischka
1958 Die Halbzarte Nicole Rolf Thiele
1958 Scampolo Scampolo Alfred Weidenmann
1958 Senhoritas de uniforme Manuela von Meinhardis Géza von Radványi
1958 Christine (1958) Christine Weiring Pierre Gaspard-Huit
1959 Ein Engel auf Erden Line Géza von Radványi
1959 Die Schöne Lügnerin Fanny Emmetsrieder Axel von Ambesser
1959 Katia[desambiguação necessária] Katia Robert Siodmak
1960 O sol por testemunha Freddy's companion René Clément
1961 Die Sendung der Lysistrata Myrrhine/Uschi Fritz Kortner
1962 Boccaccio '70 Pupe (segmento "Il lavoro") Luchino Visconti
1962 Forever My Love Princesa Elisabeth Ernst Marischka
1962 Le Combat dans l'île Anne Alain Cavalier
1962 O processo Leni Orson Welles
1963 L'Amour à la mer La vedette Guy Gilles
1963 Os Vitoriosos Regine Carl Foreman
1963 O Cardeal Annemarie von Hartman Otto Preminger
1964 L'Enfer Odette Henri-Georges Clouzot
1964 Good Neighbor Sam Janet Lagerlof David Swift
1965 O que é que há, gatinha Carole Clive Donner e Richard Talmadge
1966 La Voleuse Julia Kreuz Jean Chapot
1966 10:30 P.M. Summer Claire Jules Dassin
1966 Triple Cross Countess Terence Young
1968 Otley - Herói Sem Vocação Imogen Dick Clement
1969 A Piscina Marianne Jacques Deray
1970 A Califfa Irene Corsini, La Califfa Alberto Bevilacqua
1970 As Coisas da Vida Hélène Claude Sautet
1970 Meu Filho, Meu Amor Francesca Anderson John Newland
1970 Qui? Marina Léonard Keigel
1971 Max et les ferrailleurs Julia Anna Ackermann aka 'Lily' Claude Sautet
1971 Bloomfield[desambiguação necessária] Nira Richard Harris e Uri Zohar
1972 O Assassinato de Trotsky Gita Samuels Joseph Losey
1972 César e Rosalie Rosalie Claude Sautet
1972 Ludwig Elisabeth of Austria Luchino Visconti
1973 O Trem Anna Kupfer Pierre Granier-Deferre
1974 Le Mouton enragé Roberte Groult Michel Deville
1974 Un amour de pluie Elizabeth Jean-Claude Brialy
1974 O Trio Infernal Philomena Schmidt Francis Girod
1975 O Importante é Amar Nadine Chevalier Andrzej Zulawski
1975 Assassinato por Amor Julie Wormser Claude Chabrol
1975 O Velho Fusil Clara Dandieu Robert Enrico
1976 Mado... Um Amor Impossível Hélène Claude Sautet
1976 Une femme à sa fenêtre Margot (Santorini) Pierre Granier-Deferre
1977 Tausend Lieder ohne Ton Die Geliebte Claudia Holldack
1977 Gruppenbild mit Dame (filme) Leni Gruyten Aleksandar Petrovic
1978 Uma História Simples Marie Claude Sautet
1979 A Herdeira Hélène Martin Terence Young
1979 Um Homem, uma Mulher, uma Noite Lydia Costa-Gavras
1980 Morte ao vivo Katherine Mortenhoe Bertrand Tavernier
1980 A Banqueira Emma Eckhert Francis Girod
1981 Fantasma de Amor Anna Brigatti Zighi Dino Risi
1981 Cidadão sob custódia Chantal Martinaud Claude Miller
1982 La passante du Sans-Souci Elsa Wiener/Lina Baumstein Jacques Rouffio

Ver tambémEditar

Notas

  1. Tradução da nota existente no artigo da Wikipédia francesa que, por sua vez, traduz o texto da nota no artigo da Wikipédia em alemão: “Como sua mãe Magda Schneider era alemã e seu pai, Wolf Albach-Retty, já havia adquirido a nacionalidade alemã em 1937 (ver Michael Töteberg: Romy Schneider, p. 21), Romy Schneider recebeu - e isso independentemente de sua localização de nascimento - cidadania alemã. Mais tarde, ela também adotou a nacionalidade francesa. Devido ao local de nascimento e aos ancestrais paternos, Romy Schneider é frequentemente considerada austríaca. Schneider nunca pediu a nacionalidade austríaca, porém, e um de seus cadernos do verão de 1965 afirma: “Eu tenho passaporte alemão, minha mãe tem passaporte alemão [...], eu sou alemão. Meu pai era austríaco. ”(Ver Renate Seydel: Ich, Romy - Tagebuch eines Lebens., P. 236)".
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em alemão, cujo título é «Romy Schneider».

Referências

  1. « Isabelle Giordano : "Romy Schneider était toutes les femmes à la fois" », Europe 1.fr, 7 décembre 2017.
  2. S. Pommier et P.JB. Benichou, Romy Schneider, PAC, 1976, Coll. « Têtes d'Affiche », p. 16
  3. S. Pommier et P.JB. Benichou, Romy Schneider, PAC, 1976, Coll. « Têtes d'Affiche », p. 17
  4. Apocalypse, la Seconde Guerre mondiale, Isabelle Clarke et Daniel Costelle, 2009.
  5. a b Jean-Marc Parisis. «Il était une fois Romy». Le Figaro. Consultado em 7 de novembro de 2009 
  6. a b Laurent Delahousse, « Romy Schneider. Ange et démons », émission Un jour, un destin, 28 mai 2012
  7. Emmanuel Bonini, La Véritable Romy Schneider, J'ai lu, 2005, coll. « J'ai lu Biographie », 315 p. ISBN 978-2290330128 p. 15.
  8. a b Emmanuel Bonini, opus cit. p. 17.
  9. Andrea Surkus, « Auch das noch – Alice Schwarzer entdeckt Romy Schneider als Frauensymbol », in Süddeutsche Zeitung, 28 octobre 2007.
  10. Alice Schwarzer; Renaud Machart. «Les confessions nocturnes de Romy Schneider : des bandes-son restées privées pendant plus de 40 ans». Le Monde. Consultado em 22 de dezembro de 2019 .
  11. S. Pommier et P.JB. Benichou, Romy Schneider, PAC, 1976, Coll. « Têtes d'Affiche », p. 22
  12. a b S. Pommier et P.JB. Benichou, Romy Schneider, PAC, 1976, Coll. « Têtes d'Affiche », p. 30
  13. a b c S. Pommier et P.JB. Benichou, Romy Schneider, PAC, 1976, Coll. « Têtes d'Affiche », p. 32
  14. a b Documentário Romy Schneider, derniers secrets de Sarah Briand e Fabien Boucheseiche (França, 2010) transmitido pelo programa Un jour, un destin em 7 de setembro de 2010.
  15. Paris Match n° 1033 de 22 de fevereiro de 1969.
  16. a b «Romy Schneider ne s'est pas suicidée». Paris Match (em francês). Paris. Consultado em 2 de junho de 2012 
  17. "Der frühe Tod von Romy Schneider", Die Welt, 29 May 2012
  18. Delon, Alain (11 de junho de 1982). «Adieu ma puppelé». Paris Match (em French) (#1724). Consultado em 24 de setembro de 2009. Arquivado do original em 16 de junho de 2010 

BibliografiaEditar

  • Hans-Jürgen Tast: Romy Schneider - Ein Leben auf Titelseiten Schellerten 2008, ISBN 978-3-88842-036-8.
  • Emmanuel Bonini, La véritable Romy Schneider, Pygmalion, 2001.

Ligações externasEditar

 
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