Superliga Brasileira de Voleibol Masculino

Superliga Brasileira de Voleibol Masculino é o "nome-fantasia" da principal divisão do Campeonato Brasileiro de Voleibol. A denominação "Série A" passou a ser utilizada a partir da temporada 2011/2012, na qual foi criada a Série B. Todos os campeões anteriores da Superliga são reconhecidos como campeões brasileiros de voleibol, assim como todos os campeões da Série A desta temporada em diante.

Superliga Série A
Voleibol Volleyball pictogram.svg
País  Brasil
Confederação CSV
Organizador CBV
Informações gerais
Número de equipes Variável
Divisão Primeira divisão
Rebaixamento Série B
Torneios internacionais Sul-Americano de Clubes
Temporadas
Primeira temporada 1962
Temporada atual A 2020/2021
Primeiro campeão Rio Grande do Sul Grêmio Náutico União
Atual campeão São Paulo Vôlei Taubaté (2º título)
Maior campeão Minas Gerais Minas Tênis Clube (9 títulos)
Página oficial da competição

O torneio é organizado anualmente pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e dá acesso ao seu campeão ao Campeonato Sul-Americano de Clubes. Os dois últimos colocados são rebaixados à Série B na temporada seguinte.

Os direitos de transmissão da Superliga no Brasil pertencem a Rede Globo em parceria com a TV Cultura[1] em TV aberta e ao SporTV em TV fechada.[2]

HistóriaEditar

Até a década de 1960, as competições de voleibol no Brasil só ocorriam em nível estadual, sem nenhuma competição nacional oficial. Em 1962 e 1963 disputou-se a Taça Guarani de Clubes Campeões vencidas pelo Grêmio Náutico União do Rio Grande do Sul e pelo Minas Tênis Clube de Minas Gerais, respectivamente. Em 1964 disputou-se a única edição do Campeonato Brasileiro de Clubes Campeões, vencido novamente pela equipes do Minas Tênis Clube. De 1968 a 1975 (com exceção de 1970) disputou-se a Taça Brasil. O Botafogo do Rio de Janeiro foi o grande vencedor, conquistando as edições de 1971, 1972 e 1975. Seu grande rival da época, o Paulistano, venceu as edições de 1973 e 1974. Santos (1968) e Randi (1969) venceram as outras edições.

Em 1976 surge o Campeonato Brasileiro de Clubes, competição que previamente seria disputada a cada dois anos, de 1976 a 1980, começou a ser disputada anualmente a partir de 1981 contando somente com equipes profissionais. O primeiro vencedor da era profissional foi o Atlântica Boavista do Rio de Janeiro, equipe que se consolidou como uma das maiores forças do voleibol brasileiro na década de 1980.

Na temporada 1988/1989 o campeonato passa a ocorrer entre o segundo semestre de um ano e o primeiro do outro, adaptando-se assim às principais competições mundiais, surgindo a Liga Nacional. A Superliga foi disputada pela primeira vez na temporada 1994/1995, com o fim da Liga Nacional. O número de participantes varia a cada ano. Desde a temporada 2011/2012 o torneio passou a contar com duas divisões - Série A e Série B, disputadas em paralelo.

Série AEditar

A Série A é a principal divisão do torneio nacional. Uma das características históricas da Superliga Masculina foi a falta de uma padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. Desde a temporada 2009/2010 a forma de disputa tem sido com uma fase classificatória em pontos corridos, turno e returno, quartas-de-final definidas em série melhor-de-três, semifinais em melhor-de-cinco e final em jogo único.

O campeão ganha o direito de disputar o Campeonato Sul-Americano de Clubes.

Edição atualEditar

Equipe Cidade Ginásio Capacidade Posição na temporada 2019/20
APAN/Blumenau   Blumenau Arena Multiuso 3 000 10º na Superliga A
AV Uberlândia   Uberlândia Uberlândia Tênis Clube 1 000 2º na Superliga B
Vôlei Guarulhos   Guarulhos Ginásio Ponte Grande 3 000 1º na Superliga B
Taubaté   Taubaté Ginásio do Abaeté 3 000 2º na Superliga A
Vôlei Um Itapetininga   Itapetininga Ginásio Ayrton Senna 1 000 8º na Superliga A
Pacaembu Ribeirão Preto   Ribeirão Preto Ginásio Cava do Bosque 1 200 9º na Superliga A
Minas Tênis Clube   Belo Horizonte Arena Juscelino Kubitschek 3 650 6º na Superliga A
América Vôlei [IND]   Montes Claros Tancredo Neves 8 600 12º na Superliga A
Sada Cruzeiro   Contagem Ginásio do Riacho 2 000 1º na Superliga A
Caramuru Vôlei [IND]   Ponta Grossa Arena Multiuso 3 000 11º na Superliga A
SESI-SP   São Paulo Ginásio do Sesi 800 3º na Superliga A
Vôlei Renata   Campinas Ginásio do Taquaral 2 600 5º na Superliga A


Nota
IND 1 O Caramuru Vôlei chegou a ser rebaixado, porém com a desistência do Maringá Vôlei, retornou ao campeonato[3].

Nota
IND 2 O América Volei chegou a ser rebaixado, porém com a desistência do SESC-RJ, retornou ao campeonato[4].

ResultadosEditar

TAÇA GUARANI DE CLUBES CAMPEÕES DE VOLEIBOL MASCULINO
Ano Campeão Vice-campeão Terceiro lugar
1962
Detalhes
 
Grêmio Náutico União
1963
Detalhes
 
Minas TC
CAMPEONATO BRASILEIRO DE CLUBES CAMPEÕES DE VOLEIBOL MASCULINO
Ano Campeão Vice-campeão Terceiro lugar
1964
Detalhes
 
Minas TC
TAÇA BRASIL DE VOLEIBOL MASCULINO
Ano Campeão Vice-campeão Terceiro lugar
1968
Detalhes
 
Santos FC
1969
Detalhes
 
Randi EC
1971
Detalhes
 
Botafogo FR
1972
Detalhes
 
Botafogo FR
1973
Detalhes
 
CA Paulistano
1974
Detalhes
 
CA Paulistano
1975
Detalhes
 
Botafogo FR
CAMPEONATO BRASILEIRO DE CLUBES DE VOLEIBOL MASCULINO
Ano Campeão Vice-campeão Terceiro lugar
1976
Detalhes
 
Botafogo FR
 
CA Paulistano
1978
Detalhes
 
CA Paulistano
 
CR Flamengo
1980
Detalhes
 
ADC Pirelli
 
Fluminense FC
1981
Detalhes
 
ADC Bradesco Atlântica
 
ADC Pirelli
1982
Detalhes
 
ADC Pirelli
 
ADC Bradesco Atlântica
1983
Detalhes
 
ADC Pirelli
 
ADC Bradesco Atlântica
1984
Detalhes
 
Minas TC
 
ADC Bradesco Atlântica
 
ADC Pirelli
1985
Detalhes
 
Minas TC
 
ADC Bradesco Atlântica
1986
Detalhes
 
Minas TC
 
ADC Bradesco Atlântica
 
ADC Pirelli
1987
Detalhes
 
EC Banespa
 
ADC Pirelli
LIGA NACIONAL DE VOLEIBOL MASCULINO
Ano Campeão Vice-campeão Terceiro lugar
1988/1989
Detalhes
 
ADC Pirelli
 
Minas TC
1989/1990
Detalhes
 
EC Banespa
 
ADC Pirelli
1990/1991
Detalhes
 
EC Banespa
 
AA Frangosul
1991/1992
Detalhes
 
EC Banespa
 
ADC Pirelli
 
AA Frangosul
1992/1993
Detalhes
 
EC União Suzano
 
ADC Pirelli
1993/1994
Detalhes
 
EC União Suzano
 
SE Palmeiras
SUPERLIGA BRASILEIRA DE VOLEIBOL MASCULINO
Ano Campeão Vice-campeão Terceiro lugar
1994/1995
Detalhes
 
SG Novo Hamburgo
 
EC União Suzano
 
SE Palmeiras
1995/1996
Detalhes
 
Olympikus
 
EC União Suzano
 
SG Novo Hamburgo
1996/1997
Detalhes
 
EC União Suzano
 
EC Banespa
 
Olympikus
1997/1998
Detalhes
 
SC Ulbra
 
Olympikus
 
EC União Suzano
1998/1999
Detalhes
 
SC Ulbra
 
EC União Suzano
 
Olympikus
1999/2000
Detalhes
 
Minas TC
 
Unisul EC
 
EC Banespa
2000/2001
Detalhes
 
Minas TC
 
SC Ulbra
 
Unisul EC[5]
2001/2002
Detalhes
 
Minas TC
 
EC Banespa
 
Náutico Araraquara
2002/2003
Detalhes
 
SC Ulbra
 
Unisul EC
 
EC Banespa
2003/2004
Detalhes
 
Unisul EC
 
SC Ulbra
 
Minas TC
2004/2005
Detalhes
 
EC Banespa
 
Minas TC
 
On Line
2005/2006
Detalhes
 
Cimed EC
 
Minas TC
 
EC Banespa
2006/2007
Detalhes
 
Minas TC
 
Cimed EC
 
EC Banespa
2007/2008
Detalhes
 
Cimed EC
 
Minas TC
 
SC Ulbra
2008/2009
Detalhes
 
Cimed EC
 
Minas TC
 
Sada Cruzeiro Vôlei
2009/2010
Detalhes
 
Cimed EC
 
FUNADEM Montes Claros
 
EC Pinheiros
2010/2011
Detalhes
 
SESI-SP
 
Sada Cruzeiro Vôlei
 
Vôlei Futuro
SUPERLIGA BRASILEIRA DE VOLEIBOL MASCULINO - SÉRIE A
Ano Campeão Vice-campeão Terceiro lugar
2011/2012
Detalhes
 
Sada Cruzeiro Vôlei
 
Vôlei Futuro
 
Minas TC
2012/2013
Detalhes
 
AD RJX
 
Sada Cruzeiro Vôlei
 
SESI-SP
2013/2014
Detalhes
 
Sada Cruzeiro Vôlei
 
SESI-SP
 
BVC Campinas
2014/2015
Detalhes
 
Sada Cruzeiro Vôlei
 
SESI-SP
 
Vôlei Taubaté
2015/2016[6]
Detalhes
 
Sada Cruzeiro Vôlei
 
BVC Campinas
 
Vôlei Taubaté
2016/2017[7][8]
Detalhes
 
Sada Cruzeiro Vôlei
 
Vôlei Taubaté
 
SESI-SP
2017/2018
Detalhes
 
Sada Cruzeiro Vôlei
 
SESI-SP
 
SESC-RJ
2018/2019
Detalhes
 
Vôlei Taubaté
 
SESI-SP
 
Sada Cruzeiro Vôlei
2019/2020
Detalhes
Cancelada devido a pandemia de Covid-19
2020/2021
Detalhes
 
Vôlei Taubaté
 
Minas TC
 
Vôlei Renata

Títulos por clubeEditar

Equipe      
  Minas TC 9 6 2
  Sada Cruzeiro 6 2 2
  Vôlei Renata[nota 1] 5 3 6
  ADC Pirelli 4 5 0
  Cimed EC 4 1 0
  Botafogo FR 4 0 0
  EC União Suzano 3 3 1
  Ulbra[nota 2] 3 2 1
  CA Paulistano 3 1 0
  Vôlei Taubaté 2 1 2
  ADC Bradesco Atlântica 1 5 0
  SESI-SP 1 4 2
  Unisul EC 1 2 1
  Olympikus 1 0 1
  SG Novo Hamburgo 1 0 1
  Grêmio Náutico União 1 0 0
  Santos FC 1 0 0
  Randi EC 1 0 0
  AD RJX 1 0 0
  AA Frangosul 0 1 1
  Olympikus 0 1 1
  Vôlei Futuro 0 1 1
  SE Palmeiras 0 1 1
  CR Flamengo 0 1 0
  Fluminense FC 0 1 0
  FUNADEM Montes Claros 0 1 0
  EC Pinheiros 0 0 1
  Náutico Araraquara 0 0 1
  On Line 0 0 1
  SESC-RJ 0 0 1

Títulos por estadoEditar

Estado      
  São Paulo 21 19 16
  Minas Gerais 15 9 4
  Rio de Janeiro 6 8 2
  Rio Grande do Sul 5 3 3
  Santa Catarina 5 3 1

MVPs por ediçãoEditar

Ver tambémEditar

Notas

  1. Jogou até a temporada 2005/2006 como Banespa, entre 2006/2007 a 2009/2010 como Brasil Vôlei Clube, entre 2010/2011 a 2016/2017 como Brasil Vôlei Kirin e hoje joga como Vôlei Renata de Campinas.
  2. Jogou até a temporada 2007/2008 como Ulbra em Canoas (RS), mas nas temporadas de 2003–04 e 2005-06 junto ao SPFC mas com sede em Canoas-RS, na temporada 2007–08 junto a Suzano mas com sede também em Canoas-RS, mas já na 2008/2009 junto a Suzano a sede foi nessa cidade de (SP). Nas duas temporadas seguintes jogou junto ao São Caetano/Tamoyo nessa cidade paulista.

Referências

  1. «TV Cultura exibirá jogos da Superliga». Amo Voleibol. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  2. «Rede TV! faz acordo com a Globo e Superliga de Vôlei volta à TV aberta». UOL. 8 de abril de 2015. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2016 
  3. Redação (4 de agosto de 2020). «Fundado por Ricardinho, Maringá Vôlei anuncia a saída da Superliga após sete anos». GloboEsporte.com. Consultado em 15 de setembro de 2020 
  4. Daniel Ottoni (2 de março de 2020). «Saída de cena do Sesc (RJ) pode manter América Vôlei na Superliga masculina». O Tempo. Consultado em 15 de setembro de 2020 
  5. «SUPERLIGA 08/09: Histórico da Superliga». CBV. 27 de outubro de 2008. Consultado em 21 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 17 de outubro de 2014 
  6. Rocha, Danielle (10 de abril de 2016). «Cruzeiro passa sufoco, mas leva o tetra da Superliga e é "campeão de tudo"». globoesporte.com. Grupo Globo. Consultado em 11 de abril de 2016. Cópia arquivada em 11 de abril de 2016 
  7. «Classificação Final». CBV. Superliga.cbv.com.br. Consultado em 10 de maio de 2017. Arquivado do original em 10 de maio de 2017 
  8. Gabriel Rodrigues, João; Thaynara Amaral (7 de maio de 2017). «Azul é a cor do título: Cruzeiro domina Taubaté e é penta da Superliga». globoesporte.com. Grupo Globo. Consultado em 10 de maio de 2017. Cópia arquivada em 10 de maio de 2017 

Ligações externasEditar