Superliga Brasileira de Voleibol Masculino

A Superliga Brasileira de Voleibol Masculino é o "nome-fantasia" da principal divisão do Campeonato Brasileiro de Voleibol. A denominação "Série A" passou a ser utilizada a partir da temporada 2011/2012, na qual foi criada a Série B. Todos os campeões anteriores da Superliga são reconhecidos como campeões brasileiros de voleibol, assim como todos os campeões da Série A desta temporada em diante.

Superliga Série A
Voleibol Volleyball (indoor) pictogram.svg
País  Brasil
Confederação CSV
Organizador CBV
Informações gerais
Número de equipes Variável
Divisão Primeira divisão
Rebaixamento Série B
Torneios internacionais Sul-Americano de Clubes
Temporadas
Primeira temporada 1976
Temporada atual 2022–23
Primeiro campeão Rio de Janeiro Botafogo
Atual campeão Minas Gerais Sada Cruzeiro Vôlei (7º título)
Maior campeão Minas Gerais Minas Tênis Clube (7 títulos)
Minas Gerais Sada Cruzeiro Vôlei (7 títulos)
Página oficial da competição

O torneio é organizado anualmente pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e dá acesso ao seu campeão ao Campeonato Sul-Americano de Clubes. Os dois últimos colocados são rebaixados à Série B na temporada seguinte.

Os direitos de transmissão da Superliga no Brasil pertencem a Rede Globo em parceria com a TV Cultura em TV aberta e ao SporTV em TV fechada.[1][2]

HistóricoEditar

Até a década de 1960, as competições de voleibol no Brasil só ocorriam em nível estadual, sem nenhuma competição nacional oficial. Em 1962 e 1963 disputou-se a Taça Guarani de Clubes Campeões vencidas pelo Grêmio Náutico União do Rio Grande do Sul e pelo Minas Tênis Clube de Minas Gerais, respectivamente. Em 1964 disputou-se a única edição do Campeonato Brasileiro de Clubes Campeões, vencido novamente pela equipes do Minas Tênis Clube. De 1968 a 1975 (com exceção de 1970) disputou-se a Taça Brasil. O Botafogo do Rio de Janeiro foi o grande vencedor, conquistando as edições de 1971, 1972 e 1975. Seu grande rival da época, o Paulistano, venceu as edições de 1973 e 1974. Santos (1968) e Randi (1969) venceram as outras edições.

Em 1976 surge o Campeonato Brasileiro de Clubes, competição que previamente seria disputada a cada dois anos, de 1976 a 1980, começou a ser disputada anualmente a partir de 1981 contando somente com equipes profissionais. O primeiro vencedor da era profissional foi o Atlântica Boavista do Rio de Janeiro, equipe que se consolidou como uma das maiores forças do voleibol brasileiro na década de 1980.

Na temporada 1988–89 o campeonato passa a ocorrer entre o segundo semestre de um ano e o primeiro do outro, adaptando-se assim às principais competições mundiais, surgindo a Liga Nacional. A Superliga foi disputada pela primeira vez na temporada 1994–95, com o fim da Liga Nacional. O número de participantes varia a cada ano. Desde a temporada 2011–12 o torneio passou a contar com duas divisões – Série A e Série B.

Série AEditar

A Série A é a principal divisão do torneio nacional. Uma das características históricas da Superliga Masculina foi a falta de uma padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. Desde a temporada 2009–10 a forma de disputa tem sido com uma fase classificatória em pontos corridos, turno e returno, quartas de final definidas em série melhor-de-três, semifinais em melhor-de-três e final em jogo único.

Edição atualEditar

Equipes participantesEditar

Doze equipes participaram desta edição. São elas:

Equipe Cidade Ginásio Cap. Temporada 2021/22
APAN/Eleva/Blumenau   Blumenau Ginásio Galegão 3 000 5º na Superliga A
Brasília Vôlei   Brasília Sesi Taguatinga 1 000 10º na Superliga A
Vedacit Vôlei Guarulhos   Guarulhos Ginásio Ponte Grande 3 000 4º na Superliga A
Itambé/Minas   Belo Horizonte Arena Juscelino Kubitschek 3 650 2º na Superliga A
Montes Claros Vôlei   Montes Claros Ginásio Poliesportivo Presidente Tancredo Neves 8 600 9º na Superliga A
Sada Cruzeiro   Contagem Ginásio do Riacho 2 000 1º na Superliga A
SESI-SP   São Paulo Ginásio do SESI - Vila Leopoldina 800 3º na Superliga A
Vôlei Renata/Campinas   Campinas Ginásio do Taquaral 2 600 6º na Superliga A
Farma Conde/São José   São José dos Campos Farma Conde Arena 5 000 7º na Superliga A
Araguari Vôlei   Araguari General Mário Brum Negreiros 2 200 2º na Superliga B
Suzano Vôlei   Suzano Arena Suzano 4 000 1º na Superliga B
Rede CUCA   Fortaleza Ginásio Rede Cuca 8 822 3º na Superliga B

ResultadosEditar

Campeões Nacionais de Vôlei[3][4]
Ano Campeão Vice-campeão Terceiro lugar
Taça Guarani de Clubes Campeões
1962   Grêmio Náutico União
1963   Minas
Campeonato Brasileiro de Clubes Campeões
1964   Minas
Taça Brasil
1968   Santos
1969   Randi
1971   Botafogo[5]   Santos
1972   Botafogo   Minas[5]
1973   Paulistano
1974   Paulistano
1975   Botafogo   Santos[5]
Campeonato Brasileiro de Clubes
1976   Botafogo[5]   Paulistano[5]
1978   Paulistano   Flamengo
1980   ADC Pirelli   Fluminense
1981   ADC Bradesco Atlântica   ADC Pirelli
1982   ADC Pirelli   ADC Bradesco Atlântica
1983   ADC Pirelli   ADC Bradesco Atlântica
1984   Minas   ADC Bradesco Atlântica   ADC Pirelli
1985   Minas   ADC Bradesco Atlântica
1986   Minas   ADC Bradesco Atlântica   ADC Pirelli
1987   Banespa   ADC Pirelli
Liga Nacional de Vôlei
1988-89   ADC Pirelli   Minas
1989-90   Banespa   ADC Pirelli
1990-91   Banespa   AA Frangosul
1991-92   Banespa   ADC Pirelli   Frangosul
1992-93   União Suzano   ADC Pirelli
1993-94   União Suzano   Palmeiras
Superliga Brasileira de Vôlei
1994-95   AA Frangosul   União Suzano   Palmeiras
1995-96   Olympikus   União Suzano   AA Frangosul
1996-97   União Suzano   Banespa   Olympikus
1997-98   Ulbra   Olympikus   União Suzano
1998-99   Ulbra   União Suzano   Olympikus
1999-00   Minas   Unisul   Banespa
2000-01   Minas   Ulbra   Unisul[6]
2001-02   Minas   Banespa   Náutico Araraquara
2002-03   Ulbra   Unisul   Banespa
2003-04   Unisul   Ulbra   Minas
2004-05   Banespa   Minas   On Line
2005-06   Cimed   Minas   Banespa
2006-07   Minas   Cimed   Banespa
2007-08   Cimed   Minas   Ulbra
2008-09   Cimed   Minas   Sada Cruzeiro Vôlei
2009-10   Cimed   FUNADEM Montes Claros   EC Pinheiros
2010-11   SESI-SP   Sada Cruzeiro Vôlei   Vôlei Futuro
2011-12   Sada Cruzeiro Vôlei   Vôlei Futuro   Minas
2012-13   AD RJX   Sada Cruzeiro Vôlei   SESI-SP
2013-14   Sada Cruzeiro Vôlei   SESI-SP   BVC Campinas
2014-15   Sada Cruzeiro Vôlei   SESI-SP   Vôlei Taubaté
2015-16   Sada Cruzeiro Vôlei[7]   BVC Campinas   Vôlei Taubaté
2016-17[8]   Sada Cruzeiro Vôlei[9]   Vôlei Taubaté   SESI-SP
2017-18   Sada Cruzeiro Vôlei   SESI-SP   Sesc RJ
2018-19   Vôlei Taubaté   SESI-SP   Sada Cruzeiro Vôlei
2019-20 Temporada cancelada devido à pandemia de COVID-19.[10]
2020-21   Vôlei Taubaté   Minas   Vôlei Renata
2021-22   Sada Cruzeiro Vôlei   Minas   SESI-SP
2022-23

TítulosEditar

Por clubeEditar

Equipe      
  Minas Tênis Clube 9 7 2
  Sada Cruzeiro 7 2 2
  Vôlei Renata[nota 1] 5 3 6
  ADC Pirelli 4 5 0
  Cimed 4 1 0
  Botafogo 4 0 0
  União Suzano 3 3 1
  Ulbra[nota 2] 3 2 1
  Paulistano 3 1 0
  Vôlei Taubaté 2 1 2
  ADC Bradesco Atlântica 1 5 0
  SESI-SP 1 4 3
  Unisul 1 2 1
  Olympikus 1 0 1
  SG Novo Hamburgo 1 0 1
  Grêmio Náutico União 1 0 0
  Santos 1 0 0
  Randi 1 0 0
  AD RJX 1 0 0
  AA Frangosul 0 1 1
  Olympikus 0 1 1
  Vôlei Futuro 0 1 1
  Palmeiras 0 1 1
  Flamengo 0 1 0
  Fluminense 0 1 0
  FUNADEM Montes Claros 0 1 0
  Pinheiros 0 0 1
  Náutico Araraquara 0 0 1
  On Line 0 0 1
  Sesc RJ 0 0 1

Por estadoEditar

Estado      
  São Paulo 21 19 16
  Minas Gerais 16 9 4
  Rio de Janeiro 6 8 2
  Rio Grande do Sul 5 3 3
  Santa Catarina 5 3 1

MVPs por ediçãoEditar

Ver tambémEditar

Notas e referências

Notas

  1. Jogou até a temporada 2005–06 como Banespa, entre 2006–07 a 2009–10 como Brasil Vôlei Clube, entre 2010–11 a 2016–17 como Brasil Vôlei Kirin e hoje joga como Vôlei Renata de Campinas.
  2. Jogou até a temporada 2007/2008 como Ulbra em Canoas (RS), mas nas temporadas de 2003–04 e 2005-06 junto ao SPFC mas com sede em Canoas-RS, na temporada 2007–08 junto a Suzano mas com sede também em Canoas-RS, mas já na 2008/2009 junto a Suzano a sede foi nessa cidade de (SP). Nas duas temporadas seguintes jogou junto ao São Caetano/Tamoyo nessa cidade paulista.

Referências

  1. «TV Cultura exibirá jogos da Superliga». Amo Voleibol. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  2. «Rede TV! faz acordo com a Globo e Superliga de Vôlei volta à TV aberta». UOL. 8 de abril de 2015. Consultado em 3 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2016 
  3. «História e Campeões». Site da Supeliga. Consultado em 6 de agosto de 2022 
  4. «Os campeões do Brasil». Revista Placar. 5 de fevereiro de 1988. p. 59. Consultado em 6 de agosto de 2022 
  5. a b c d e Claudio Marinho Falcão (2016). César Olivira, ed. «DataFogo: Números Gloriosos do Botafogo de Futebol, Regatas e outros Esportes»: 18. ISBN 9788565193160. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  6. «SUPERLIGA 08/09: Histórico da Superliga». CBV. 27 de outubro de 2008. Consultado em 21 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 17 de outubro de 2014 
  7. Rocha, Danielle (10 de abril de 2016). «Cruzeiro passa sufoco, mas leva o tetra da Superliga e é "campeão de tudo"». globoesporte.com. Grupo Globo. Consultado em 11 de abril de 2016. Cópia arquivada em 11 de abril de 2016 
  8. «Classificação Final». CBV. Superliga.cbv.com.br. Consultado em 10 de maio de 2017. Arquivado do original em 10 de maio de 2017 
  9. Gabriel Rodrigues, João; Thaynara Amaral (7 de maio de 2017). «Azul é a cor do título: Cruzeiro domina Taubaté e é penta da Superliga». globoesporte.com. Grupo Globo. Consultado em 10 de maio de 2017. Cópia arquivada em 10 de maio de 2017 
  10. «Superliga masculina é cancelada por conta da pandemia do coronavírus». Rede do Esporte. 20 de abril de 2022. Consultado em 31 de outubro de 2022 
  11. a b c d e f g «Superliga de Vôlei: histórico das competições desde 1994-Após 13 temporadas, oito times levaram o título em cada modalidade». Grupo RBS. 28 de novembro de 2007. Consultado em 3 de novembro de 2021 

Ligações externasEditar