The Last of Us Part II

jogo eletrônico de 2020 desenvolvido pela Naughty Dog
The Last of Us Part II
Desenvolvedora(s) Naughty Dog
Publicadora(s) Sony Interactive
Entertainment
Diretor(es) Neil Druckmann
Anthony Newman
Kurt Margenau
Projetista(s) Emilia Schatz
Richard Cambier
Escritor(es) Neil Druckmann
Halley Gross
Programador(es) Travis McIntosh
Christian Gyrling
Artista(s) Erick Pangilinan
John Sweeney
Christian Nakata
Compositor(es) Gustavo Santaolalla
Mac Quayle
Série The Last of Us
Plataforma(s) PlayStation 4
Lançamento 19 de junho de 2020
Gênero(s) Ação-aventura
Modos de jogo Um jogador
The Last of Us
Página oficial

The Last of Us Part II é um jogo eletrônico de ação-aventura desenvolvido pela Naughty Dog e publicado pela Sony Interactive Entertainment. É o segundo jogo da franquia The Last of Us e foi lançado em 19 de junho de 2020 exclusivamente para PlayStation 4. Ambientado cinco anos após os eventos de The Last of Us (2013), o jogador assume o papel de duas protagonistas em um Estados Unidos pós-apocalíptico: Ellie, que busca por vingança após um evento traumático, e Abby, uma soldada que se envolve em um conflito entre uma milícia e um culto. O jogo contém elementos de survival horror e é jogado numa perspectiva de terceira pessoa. Os jogadores podem usar armas de fogo, arcos, armas improvisadas, esquiva e furtividade para se defenderem de seres humanos hostis e criaturas infectadas por uma mutação do fungo Cordyceps.

O desenvolvimento, que durou seis anos, começou em 2014, pouco depois do lançamento de The Last of Us Remastered. O jogo foi oficialmente revelado durante o evento PlayStation Experience em dezembro de 2016. Neil Druckmann retornou como diretor criativo e escritor, juntamente com Halley Gross, e a música foi novamente composta pelo argentino Gustavo Santaolalla. Ashley Johnson volta a ter o papel de Ellie, enquanto Laura Bailey assume Abby. O jogo recebeu alguns adiamentos, em parte devido à pandemia de COVID-19.[1][2][3]

The Last of Us Part II foi aclamado pela crítica especializada. Os elogios foram direcionados à jogabilidade aprimorada em relação ao seu antecessor, fidelidade visual e performances do elenco, enquanto seu enredo e as apresentações de seus temas através da violência receberam opiniões divididas da crítica e do público. Part II é um dos jogos mais vendidos do PlayStation 4 e o exclusivo desta plataforma mais rapidamente vendido, com mais de 4 milhões de unidades comercializadas em seus primeiros três dias de lançamento.

JogabilidadeEditar

The Last of Us Part II é um jogo eletrônico de ação-aventura e survival horror jogado numa perspectiva de terceira pessoa.[4][5] O jogador atravessa ambientes pós-apocalípticos, como edifícios e florestas, para avançar na história. O jogador pode usar armas de fogo, armas improvisadas e furtividade para se defender de humanos hostis e criaturas infectadas por uma mutação do fungo Cordyceps.[6] O jogo alterna intermitentemente o controle da personagem jogável entre Ellie e Abby;[7] o jogador também controla brevemente Joel na introdução do jogo.[8] A natureza ágil das protagonistas introduz elementos de plataforma no jogo, permitindo que o jogador pule e suba para atravessar ambientes e obter vantagens táticas durante o combate.[9] Algumas áreas do jogo são navegadas com um cavalo ou um barco.[6][10]

Em combate, o jogador pode usar armas de longo alcance, como rifles e arcos,[6][11] e armas de curto alcance, como pistolas e revólveres.[9] O jogador é capaz de vasculhar armas brancas de uso limitado, como facões e martelos,[12] e jogar garrafas e tijolos para distrair, atordoar ou atacar inimigos.[13] O jogador pode atualizar armas em bancadas usando itens coletados.[14] Equipamentos como kits de saúde, coquetéis molotov e silenciadores podem ser encontrados ou fabricados com itens coletados.[7] O jogador pode coletar suplementos para aprimorar seus atributos em uma árvore de habilidades; manuais de treinamento encontrados em todo o ambiente desbloqueiam galhos de árvores de habilidades adicionais, permitindo atualizações de atributos como medidor de vida útil, velocidade de fabricação e tipos de munição.[15]

Embora o jogador possa atacar inimigos diretamente, ele também pode usar furtividade para atacar sem ser detectado ou esgueirar-se por eles.[7] O "Modo de Escuta" permite que o jogador localize os inimigos através de um senso de audição e percepção espacial, indicados como contornos visíveis através de paredes e objetos.[13] No sistema de cobertura, o jogador pode se agachar atrás de obstáculos para obter uma vantagem tática durante o combate; o jogador também pode rastejar em uma posição propensa para fugir dos inimigos.[16] O jogo apresenta um sistema de inteligência artificial pelo qual inimigos humanos hostis reagem ao combate. Se os inimigos descobrem a posição do jogador, eles podem se esconder ou pedir ajuda, e podem tirar vantagem do jogador quando estão distraídos, sem munição ou em uma luta.[17] Os companheiros do jogador, como Dina, auxiliam no combate ao matar inimigos ou anunciam suas localizações.[18] O jogo também apresenta cães de guarda que podem rastrear o caminho do jogador, podendo ser visualizados no Modo de Escuta.[7]

EnredoEditar

Cinco anos após os eventos de The Last of Us, Joel (Troy Baker) e Ellie (Ashley Johnson) estão morando no assentamento de Tommy (Jeffrey Pierce) em Jackson, Wyoming. Durante esse tempo, Ellie fez amizade com Dina (Shannon Woodward) e Jesse (Stephen Chang), e entrou em um relacionamento com Dina depois que o casal terminou. No inverno, quando Joel e Tommy desaparecem enquanto observam o movimento de infectados próximos, Ellie e Dina vão investigar. Joel e Tommy encontram Abby (Laura Bailey) e o grupo foge de uma grande horda. Abby se revela como líder de um pequeno grupo dentro da Frente de Libertação de Washington (WLF) e filha de um dos cirurgiões dos Vaga-Lumes que Joel matou enquanto salvava Ellie. Abby bate em Joel até a morte com um taco de golfe quando Ellie o encontra. Embora afetada pelo incidente, Ellie jura por vingança.

Na primavera, Tommy, frustrado por Jackson não ter recursos para combater a WLF (Pois para ir atras da WLF precisava deslocar varios grupos de Jackson Wyoming, e isso deixaria todas as familias que vivem na cidade vunerável a ameaças fora dos muros), persegue-os até sua base em Seattle por conta própria. Com a autorização da esposa de Tommy, Maria (Ashley Scott), Ellie e Dina vão atrás de Tommy, que já matou vários membros da WLF. Ao evitar patrulhas da WLF em Seattle, a dupla é atacada por um grande grupo de infectados e, ao escapar, Ellie revela sua imunidade a Dina, que por sua vez revela que está grávida. No dia seguinte, com Dina fisicamente enfraquecida pela gravidez, Ellie persegue Tommy sozinha e encontra Jesse, que os havia seguido até Seattle, mas foi ferido, deixando Ellie a continuar sua jornada sozinha. Enquanto procurava por um membro do grupo de Abby chamado Nora (Chelsea Tavares), ela encontra os Serafitas/Cicatrizes, um grupo de fanáticos religiosos que estão lutando contra a WLF pelo controle de Seattle. Eventualmente, Ellie localiza Nora e bate nela para obter informações sobre a localização de Abby. Como Nora sucumbe aos seus ferimentos, Ellie descobre que ela é uma ex-Vaga-Lume, fazendo-a lembrar que, a dois anos atrás, ela investigou o hospital que Joel a resgatou e descobriu que ele mentiu sobre os Vaga-Lumes serem incapazes de encontrar uma cura.

No dia seguinte, Ellie sai para rastrear Abby enquanto Jesse vai atrás de Tommy, ao saber que a WLF potencialmente encontrou sua localização. Ellie se depara com mais dois membros do grupo de Abby, Owen (Patrick Fugit) e Mel (Ashly Burch), que ela é forçada a matar, apenas para descobrir que Mel estava grávida, para seu horror. Depois de Ellie se encontrar com Dina, Jesse e Tommy, o grupo decide voltar para Jackson, mas são emboscados por Abby, que mata Jesse e mantém Tommy como refém, enquanto explica sua motivação para matar Joel. Ela então narra suas ações nos últimos três dias, provocando um flashback.

Ao saber que Owen havia desaparecido enquanto investigava a atividade dos Serafitas, Abby confrontou o líder da WLF, Isaac (Jeffrey Wright), por manter o assunto em segredo, que revelou algumas informações que ele indicava que Owen poderia ter se juntado aos Serafitas e explicou seu plano de assaltar o assentamento da ilha dos Serafitas para acabar com eles completamente. Abby então foi procurar Owen e, ao ser capturada, foi resgatada por Yara (Victoria Grace) e seu irmão Lev (Ian Alexander), ambos Serafitas desonestos. Ela acabou encontrando Owen que, desiludido com a guerra sem sentido entre a WLF e os Serafitas, estava tentando navegar para Santa Bárbara, onde os Vaga-Lumes estavam supostamente se reagrupando. Depois, com o braço de Yara quebrado, Abby a levou a Owen e Mel para atendimento médico e recuperou suprimentos médicos do hospital WLF ao lado de Lev, onde encontraram Nora, que os ajudou, e Lev revelou que ele estava fugindo dos Serafitas por ter raspando a cabeça, contra as regras do culto. Depois que o braço de Yara foi amputado, Lev fugiu para ver sua mãe, forçando Abby e Yara a persegui-lo. No caminho, eles encontraram o amigo de Abby, Manny (Alejandro Edda), que mais tarde foi morto por Tommy. A dupla finalmente encontrou Lev, que foi forçado a matar sua mãe quando ela o atacou, apenas para ser forçado a fugir quando o ataque dos WLF aos Serafitas começou. Yara se sacrificou para permitir que Abby e Lev escapassem, matando Isaac no processo.

De volta ao presente, Abby atira em Tommy e luta com Ellie e Dina, dominando-as, embora ela as poupe ao saber que a última está grávida e as avisa para deixar Seattle. Vários meses depois, Ellie e Dina estão morando em sua própria fazenda, cuidando do filho desta última, apesar de Ellie ainda sofrer de transtorno de estresse pós-traumático da morte de Joel. Quando Tommy chega com informações sobre o paradeiro de Abby em Santa Bárbara, Ellie, incapaz de deixar seu passado para trás, sai para confrontá-la. Enquanto isso, Abby e Lev chegam a Santa Bárbara procurando os Vaga-Lumes e conseguem contatá-los. Os dois são instruídos a seguir para a Ilha Catalina, antes de serem capturados pelos Rattlers, uma gangue de bandidos. Quando Ellie chega, ela mata os Rattlers e resgata o casal, antes de lutar contra Abby. Ellie não consegue matar Abby e permite que ela e Lev saiam. Voltando à fazenda, Ellie a encontra vazia, e percebe que Dina foi embora com seu bebê, deixando apenas os pertences da Ellie, dentre eles o violão de Joel, no qual Ellie fica incapaz de tocar por conta dos dedos perdidos na luta com Abby. Recordando uma memória recente em que prometeu tentar perdoar Joel, Ellie deixa o violão dele na fazenda e segue para um futuro incerto.

DesenvolvimentoEditar

Anthony Newman
Kurt Margenau
Druckmann voltou como diretor de criação no jogo, enquanto Newman e Margenau foram selecionados como co-diretores.

A história de Part II deu início no final de 2013, após o desenvolvimento e o lançamento da primeira franquia.[19][20][21] O desenvolvimento começou em 2014, logo após o lançamento de The Last of Us Remastered (2014).[22] Com o lançamento de Uncharted: The Lost Legacy (2017), toda a equipe de 350 pessoas da Naughty Dog havia mudado o itinerário a desenvolver Part II.[23][24] Neil Druckmann liderou o desenvolvimento como diretor de criação, reprisando seu papel no primeiro jogo e Uncharted 4: A Thief's End (2016).[25][26] O diretor original do jogo, Bruce Straley, deixou a Naughty Dog em 2017, não se satisfazendo com a dinâmica de Part II em relação à primeira versão franqueada.[27][28][29] Anthony Newman e Kurt Margenau foram selecionados para serem co-diretores.[30] Newman foi anteriormente o projetista de combate corpo a corpo do primeiro jogo, enquanto que Margenau foi o diretor de jogos de Uncharted: The Lost Legacy.[31] Margenau e Newman supervisionaram e aprovaram os elementos de jogabilidade, como design de níveis e mecânica.[32]

A equipe identificou o jogo como Part II pelo fato de ser uma extensão narrativa da primeira.[33] Druckmann queria que fosse uma continuação tão eficaz quanto The Godfather Part II (1974) foi para The Godfather (1972).[24] Os planos para multijogador foram cancelados, pois os recursos foram transferidos a fim de melhorar sua escala, sendo o segundo jogo da franquia mais longa que a desenvolvedora trabalhou.[34][35] Nos últimos meses de desenvolvimento a equipe foi forçada a trabalhar em casa por conta da pandemia de COVID-19 — embora tivessem a opção de fazê-lo antes da ordem de isolamento social obrigatório, na Califórnia; o departamento de operações garantiu que a transição seria tranquila, pois o estúdio obtinha tecnologia, como kits de desenvolvimento de software que não eram acessíveis em configurações domésticas.[24] Com o desenvolvimento quase completo no período da pandemia nos Estados Unidos, foi concluído em 4 de maio de 2020, sendo enviado para fabricação.[36][37]

De acordo com um relatório de Jason Schreier do Kotaku, incluiu uma jornada de trabalho de 12 horas diariamente devido ao cronograma do estúdio; após o atraso do jogo, os desenvolvedores continuaram sob esta programação por alguns meses.[38] Schreier sugeriu que o desenvolvimento foi afetado e desacelerado devido à enorme rotatividade de funcionários após o desenvolvimento de Uncharted 4, com poucos veteranos restantes na equipe.[39] Alguns dos desenvolvedores, supostamente, esperavam que o jogo falhasse com finalidade de provar que as condições de trabalho naquele período não estavam sendo viáveis, com a editora Sony Interactive Entertainment, concedendo mais duas semanas adicionais de para correção de bugs.[40] Percebendo a falta de equilíbrio na jornada de trabalho dos funcionários, Druckmann decidiu que o estúdio receberia assistência externa para projetos futuros.[29]

Narrativa e cenárioEditar

 
Halley Gross foi convidada a colaborar como escritora logo após terminar seu trabalho na série Westworld.

Druckmann foi promovido a vice-presidente da Naughty Dog em 2018, e participou em uma capacidade menor na escrita da Parte II da série. Ele foi responsável pela maioria do roteiro do primeiro jogo, mas menos que a metade do segundo.[29][30] Halley Gross foi convidada a colaborar como escritora logo após ter concluído seu trabalho na série de televisão Westworld em 2016.[24][41][42] Gross foi contratada no início do desenvolvimento para ajudar Druckmann direcionar a história e caracterizar os personagens, com ambos possuindo gostos e interesses semelhantes.[19] Quando a escritora entrou no projeto, o diretor já possuía uma estrutura para toda a história, trabalhando em ordem não cronológica com animadores, designers de layout e outros departamentos para desenvolver ideias.[43] Cada seção do jogo foi mapeada em uma parede usando fichas catalográficas.[44] Druckmann descobriu que a voz adicional de Gross levou a personagens mais críveis, particularmente em relação ao romance e comédia.[24][45] Quando ela assumiu mais responsabilidades, cerca de dois anos após o início do desenvolvimento, recebeu o título de "líder narrativa".[19] Josh Scherr e Ryan James contribuíram para diálogos adicionais no jogo; Scherr também escreveu as descrições dos cartões colecionáveis.[36][46]

Druckmann percebeu que seu tempo de trabalho em Uncharted 4 permitiu que a história de Part II se desenvolvesse lentamente.[47] A equipe experimentou diferentes estruturas de enredo, chegando cogitar abandonar a continuação do jogo, voltando atrás após estabelecerem ideias que baseavam-se no primeiro game;[44] observando que The Last of Us aborda comportamentos em situações extremas que alguém agiria em prol de uma pessoa, o segundo jogo possui a seguinte temática: "até que ponto se pode 'fazer justiça' àqueles que perderam alguém querido?", acrescentando: "enquanto o primeiro jogo se concentra no amor, o segundo se concentra no ódio."[48][49] Mais tarde, foi reformulado que ambos os jogos narram são sobre o amor, analisando o melhor e o pior que poderia acontecer de acordo com as circunstâncias narrativas.[46] A cidade de Jackson, em Wyoming, foi escolhida como primeiro local de ambientação, já que a população tentava viver de modo pacífico e com princípios morais; em contrapartida, a guerra entre a Frente de Libertação de Washington (WLF) e os Serafitas/Cicatrizes demonstram o pior, apesar de haver alguns vislumbres de esperança do primeiro grupo, respectivamente.[46] Prevendo que alguns jogadores não gostariam da história do jogo, optando pela preferência ao tema de ódio à apatia.[42] Druckmann descobriu que alguns jogadores consideravam os personagens do primeiro jogo como "sagrados", na qual queria garantir que esse não fosse o caso da sequência.[50]

DivulgaçãoEditar

The Last of Us Part II foi oficialmente revelado através de um vídeo durante o evento PlayStation Experience em dezembro de 2016.[51][52] O vídeo confirmou o regresso de Ellie e Joel.[53][54] Foi confirmado que o jogador controla Ellie e que esta "joga de maneira diferente" de Joel. Foi referido também que The Last of Us Part II estava numa fase muito primária na produção.[55][56][57] The Last of Us Part II é realizado por Neil Druckmann e escrito por Druckmann e Halley Gross e a música é novamente composta pelo argentino Gustavo Santaolalla.[57][58][59]

Em 30 de outubro de 2017 foi mostrado um novo vídeo durante a conferência de imprensa da Sony na Paris Games Week.[60] O vídeo revelou quatro novos personagens: Yara (Victoria Grace), Lev (Ian Alexander), Emily (Emily Swallow) e outra, interpretada por Laura Bailey.[61] Druckmann referiu que estes personagens "são importantes na próxima viagem [de Ellie e Joel]".[62] O vídeo no entanto gerou alguma controvérsia entre imprensa devido a sua violência explicita.

Na E3 2018, a Sony mostrou em sua conferência um novo trailer com cerca de 12 minutos apresentando cenas de gameplay com a personagem Ellie, o local onde foi apresentado o trailer era o mesmo que se passava uma das cenas mostradas. O trailer ainda mostrou mecânicas novas de gameplay como a de esquivar e novas formas de ser furtivo.[63][64][65][66]

VazamentosEditar

Em abril de 2020, vários vídeos do jogo vazaram on-line, mostrando cutscenes, jogabilidade e detalhes do roteiro.[67][68] O diretor do jogo, Neil Druckmann, tweetou que estava de "coração partido" pelos fãs e pela equipe, que se esforçaram muito durante os anos de desenvolvimento.[69] Alguns dias depois, a Sony declarou que havia identificado os invasores e que eles não tinham nenhuma afiliação com a Sony nem com a Naughty Dog.[68] De acordo com o jornalista Jason Schreier, hackers se aproveitaram de uma fraqueza de segurança de um jogo anterior da Naughty Dog para invadirem seus servidores.[70][71][72]

RecepçãoEditar

 Recepção
Resenha crítica
Publicação Nota
Destructoid 8,5/10[73]
EGM 10/10[74]
Game Informer 10/10[18]
Game Revolution      [75]
GameSpot 8/10[7]
GamesRadar+      [76]
IGN 10/10[9]
Push Square 10/10[77]
USgamer      [11]
VG247      [10]
Pontuação global
Publicação Nota média
Metacritic 93/100[78]

The Last of Us Part II foi aclamado pela crítica. De acordo com o agregador de resenhas Metacritic, o jogo tem uma nota média de 93/100 baseado em 119 avaliações, indicando uma "aclamação universal".[78] É a segunda maior pontuação para um exclusivo de PlayStation 4 original e não-remasterizado (atrás de God of War).[79] Riley MacLeod, da Kotaku, opinou que a pontuação agregada do Metacritic para este jogo "falhou em levar em conta as diversas opiniões críticas do jogo [...] e as inúmeras críticas não pontuadas".[80]

Jonathon Dornbush, da IGN, elogiou o jogo, chamando-o de "uma obra-prima digna de seu antecessor" e escrevendo que "ele fornece uma história emotiva e altamente emocionante, além de uma jogabilidade furtiva e de ação que melhora a mecânica do primeiro jogo e ainda [...] cria tempo para uma exploração impressionante e diferenciada da força e fragilidade do espírito humano".[9] Andy McNamara, da Game Informer, concordou, chamando de "o melhor jogo narrativo que já joguei" e "uma sequência diferente de qualquer outra, levando a narrativa de jogos eletrônicos a novos patamares".[18] Kaity Kline, da NPR, chamou o jogo de uma "montanha russa emocional" e escreveu: "Eu acho que The Last of Us Part II me mudou um pouco como pessoa. Isso me deixou muito ciente das pequenas coisas da minha vida que eu tenho como garantidas, dos tipos de coisas que você não aprecia até serem roubadas para sempre."[81] Kallie Plagge, da GameSpot, chamou-o de "bonito e devastador", e escreveu que "quanto mais eu penso nisso, mais aprecio a história e os personagens em sua essência".[7] Tiago Roque, da ComboCaster considerou o jogo simplesmente obrigatório para qualquer fã de videojogos[82].

Por outro lado, outros revisores encontraram problemas com a narrativa do jogo e suas tentativas de explorar temas de violência e vingança. Maddy Myers, da Polygon, criticou o jogo por ser "uma história sobre personagens que parecem incapazes de aprender ou crescer", comparando-o desfavoravelmente aos jogos da última década no que diz respeito a como ele tenta discutir atos de violência, comentando: "Se a Naughty Dog fez você se sentir mal o suficiente, talvez da próxima vez você não [...] faça o que o jogo o força a fazer?".[6] Riley MacLeod, da Kotaku, escreveu: "Tarde da noite, parei o jogo e me perguntei em voz alta se os desenvolvedores pensavam que eu era estúpido, se achavam que a existência de violência nunca havia me ocorrido antes".[16] Rob Zacny, da Vice, acreditou que o jogo havia sido "mal servido por um estilo de casinha da Naughty Dog que se tornou menos uma assinatura do que uma camisa de força", em uma crítica negativa que comenta a incapacidade da história de se aprofundar em seus personagens, observando: "ninguém nunca reconsidera sua busca por vingança. Todo mundo age sob uma espécie de compulsão vingativa que é pouco comentada e não examinada".[83]

O jogo foi bombardeado de reviews negativas pelos usuários do Metacritic nos primeiros dias de lançamento, recebendo uma pontuação de 3,4/10. As publicações notaram que muitos jogadores estavam descontentes com o direcionamento narrativo do jogo, com alguns trechos de sua história sendo vazados antes do seu lançamento.[84][85][86]

VendasEditar

O número de pré-vendas de Part II foi maior que o de Spider-Man na Europa, três semanas antes de seus respectivos lançamentos.[87] No Brasil, Part II se tornou recordista de pré-vendas para um exclusivo de PS4, superando as pré-vendas do recordista anterior, God of War.[88]

No Reino Unido, Part II se tornou o jogo mais vendido de PlayStation 4 em seu fim de semana de estreia, superando o recordista anterior, Uncharted 4: A Thief's End, em pelo menos 1% nas vendas físicas, e superando seu antecessor em 76%.[89] No Japão, foi o jogo mais vendido durante sua primeira semana de lançamento, com um número estimado de 178.696 cópias vendidas.[90] Nenhum desses números inclui vendas digitais.[89][90] Em seus primeiros três dias de lançamento, o jogo vendeu mais de 4 milhões de cópias em todo o mundo, tornando-se o exclusivo de PlayStation 4 mais rapidamente vendido, superando os números de lançamento de Spider-Man (3,3 milhões) e God of War (3,1 milhões).[91][92]

Prêmios e indicaçõesEditar

Em 2017, The Last of Us Part II foi considerado o Jogo Mais Antecipado do Ano pela PlayStation Blog,[93] e Jogo Mais Aguardado na Golden Joystick Awards de 2017 e The Game Awards 2017;[94][95] em 2018, foi premiado como Jogo Mais Antecipado no Gamers' Choice Awards,[96] e indicado como Jogo Mais Aguardado no Golden Joystick Awards.[97] Recebeu os prêmios de Elogios Especiais para Gráficos[n 1] e Som no Game Critics Awards em julho de 2018.[98]

Data Premiação Categoria Resultado Ref.
1 de janeiro de 2017 PlayStation Blog Jogo Mais Aguardado Platina [93]
17 de novembro de 2017 Golden Joystick Awards 2017 Venceu [94]
7 de dezembro de 2017 The Game Awards 2017 Venceu [95]
2 de julho de 2018 Game Critics Awards Elogios Especiais para Gráficos Venceu [98]
[n 1]
Elogios Especiais para Som Venceu [98]
16 de novembro de 2018 Golden Joystick Awards 2018 Jogo Mais Aguardado Indicado [97]

NotasEditar

  1. a b Também premiado para Cyberpunk 2077 e Ghost of Tsushima.[98]

Referências

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BibliografiaEditar

Ligações externasEditar