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Clube Atlético Mineiro

clube de futebol de Belo Horizonte, Brasil
(Redirecionado de Atlético Mineiro)

O Clube Atlético Mineiro (conhecido apenas por Atlético e cujo acrônimo é CAM) é um clube brasileiro de futebol sediado na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.[4] Fundado em 25 de março de 1908 por um grupo de estudantes, tem como suas cores tradicionais o preto e o branco. Contudo, o clube teve como primeiro nome Athlético Mineiro Football Club .[5] Seu símbolo e alcunha mais popular é o Galo, mascote oficial no final da década de 1930.[6][7] O Atlético é um dos clubes mais populares do Brasil.[8][9]

Atlético Mineiro
Atletico mineiro galo.png
Nome Clube Atlético Mineiro
Alcunhas Galo
Alvinegro
Galão da Massa
Galo Doido
Campeão do Gelo
Campeão dos Campeões
Galo das Américas
O Time do Impossível
Torcedor/Adepto Atleticano
Mascote Galo
Fundação 25 de março de 1908 (109 anos)
Estádio Independência
Mineirão
Localização Brasão de Belo Horizonte (Minas Gerais).svg Belo Horizonte, Minas Gerais MG,  Brasil
Mando de jogo em Independência
Capacidade (mando) 23.018 pessoas[1]
Presidente Brasil Daniel Nepomuceno[2]
Treinador Brasil Oswaldo de Oliveira
Patrocinador Brasil Caixa
Brasil MRV Engenharia
Brasil Vilma Alimentos
Brasil Brahma
Brasil Supermercados BH
Espanha Solatio Energia
Estados Unidos Gatorade
Itália TIM
Estados Unidos Pepsi
Alemanha Volkswagen
Material (d)esportivo Brasil Topper
Competição Minas Gerais Campeonato Mineiro
Brasil Campeonato Brasileiro
Brasil Copa do Brasil
Brasil Primeira Liga
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Libertadores
Minas Gerais A 2017
Brasil A 2017
Brasil CB 2017
Brasil PL 2017
Flags of South American Conmebol Members.gif CL 2017
Campeão
Em disputa
Quartas-de-final
Em disputa
Em disputa
Minas Gerais A 2016
Brasil A 2016
Brasil CB 2016
Brasil PL 2016
Flags of South American Conmebol Members.gif CL 2016
2º colocado
4º colocado
Vice-campeão
1ª fase
Quartas-de-final
Minas Gerais A 2015
Brasil A 2015
Brasil CB 2015
Flags of South American Conmebol Members.gif CL 2015
Campeão
2º colocado
Oitavas-de-final
Oitavas-de-final
Ranking nacional Aumento 5.º lugar, 14 312 pontos[3]
Website atletico.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

Embora tenha atuado em outras modalidades esportivas ao longo dos anos, seu reconhecimento e suas principais conquistas foram alcançados no futebol. O clube é o maior campeão do Estado de Minas Gerais, com 44 títulos do Campeonato Mineiro,[10] além de ser o maior vencedor do Clássico Mineiro,[11] com uma grande vantagem contra seu rival, o Cruzeiro. A nível nacional, foi Campeão Brasileiro uma vez, em 1971, e conquistou outros três títulos nacionais oficiais: a Copa dos Campeões (FBF) em 1937,[12][13][14][15][16] a Copa dos Campeões (CBD) em 1978,[17][18][19][20] e a Copa do Brasil, em 2014.[21] Na esfera internacional, possui quatro títulos oficiais:[22] uma Copa Libertadores da América,[23] duas Copas Conmebol [nota 1][29] e uma Recopa Sul-Americana.[30] Um outro grande feito do Atlético é o de ser, junto ao Dublin-URU, Santa Cruz, Arsenal-ING, e do Flamengo, um dos 5 únicos clubes do mundo que já venceram a Seleção Brasileira de Futebol[31]

De modalidades esportivas importantes ao longo da história atleticana, destacam-se o voleibol, onde o clube é ainda hoje o segundo maior campeão estadual (apenas atrás do Minas Tênis Clube). O atletismo rendeu ao clube três conquistas na Corrida Internacional de São Silvestre, conquistados por João da Mata (1983) e Robert Cheruiyot (2007) no masculino, e Alice Timbilili (2007) no feminino.[32] No futsal, o Atlético Pax de Minas, através de craques como Manoel Tobias e Falcão, dominou o Brasil e o mundo, conquistando títulos como a Taça Brasil em 1985, a Liga Futsal em 1997 e 1999, e a Copa Intercontinental em 1998.

Índice

História

Rei de Minas Gerais

 
Time campeão estadual de 1915.

O Clube Atlético Mineiro foi fundado em 25 de março de 1908 por um grupo de estudantes de classe média em Belo Horizonte.[33] Quase um ano após seu surgimento o Atlético disputou sua primeira partida oficial: em 21 de março de 1909 venceu o Sport Club Foot-Ball por 3x0. O autor do primeiro gol foi Aníbal Machado, que anos mais tarde se transformaria em um dos grandes escritores da Literatura Brasileira por meio de sua obra principal: Viagem aos Seios de Duília.[34] Alguns anos se passaram até que em 1914 a Liga Mineira de Esportes realizou a primeira competição oficial em Minas Gerais: a Taça Bueno Brandão.[35] O torneio foi patrocinado pelo governador Júlio Bueno Brandão, o Atlético foi o campeão.[36][37] No ano seguinte, foi realizado o primeiro Campeonato Mineiro da história, também vencido pelo Atlético.[38] As duas grandes conquistas não significaram o prenúncio de uma hegemonia, pois foi o América Futebol Clube o dominador do futebol local por aqueles anos conquistando dez campeonatos estaduais consecutivos (1916 a 1925). Também Foi por essa época que Atlético e América passaram a protagonizar o Clássico das Multidões.

Para voltar a ser o protagonista do futebol mineiro, o Atlético reuniu uma grande equipe dirigida por Chico Neto, e posteriormente por Eugênio Medgyessy, e que contou com jogadores renomados como Carlos Brant,[39] Nariz,[40] Mário de Castro, Jairo e Said; sendo que os três últimos formaram uma das mais famosas linhas de ataque do período amador do futebol brasileiro: o Trio Maldito.[41][42] Foi com esse time que o Atlético conquistou os títulos do Campeonato Mineiro de 1926, 1927, 1931 e 1932. O clube passou a experimentar um crescimento dentro e fora de campo: em 30 de maio de 1929 o Atlético inaugurou o Estádio Antônio Carlos,[43] o primeiro estádio de Minas Gerais a possuir iluminação para jogos noturnos.[43] A iluminação foi inaugurada em 9 de agosto de 1930 e contou com a presença do presidente da FIFA, Jules Rimet.[43] Em 1 de setembro de 1930 o Atlético disputou a primeira partida internacional realizada em Minas Gerais.[44] O time mineiro derrotou por 3 a 1 o Vitória de Portugal, campeão do Campeonato de Setúbal nas temporadas de 1927/1928 e 1928/1929, e do Campeonato de Lisboa nas temporadas de 1923/1924 e 1926/1927.

No final da década de 1930 o Atlético —que tinha Kafunga,[45] Zezé Procópio[46] e Guará[47]— conquistou os títulos do Campeonato Mineiro de 1936, 1938 e 1939; os primeiros na fase profissional do futebol brasileiro.[48] Por esse tempo a rivalidade entre Atlético e Cruzeiro transformou-se no Clássico Mineiro. As décadas de 1940 e 1950 foram ainda mais gloriosas para o clube: em 20 anos o time conquistou 12 campeonatos —incluindo um pentacampeonato (1952 a 1956)— graças a craques como Murilo Silva,[49] Bigode,[50] Mexicano,[51] Barbatana,[52] Zé do Monte,[53] Alvinho,[54] Nívio Gabrich,[55] Vaguinho,[56] Carlyle,[57] Orlando,[58] Ubaldo Miranda, Paulo Valentim e Lucas Miranda,[59] entre muitos. As duas décadas seguintes não foram tão prósperas: de 1960 a 1978 o Atlético conquistou apenas os títulos do Campeonato Mineiro de 1962, 1963, 1970 e 1976; no time estiveram nomes como Veludo,[60] Mussula,[61] Marcial de Mello,[62] Djalma Dias,[63] Procópio Cardoso, Grapete, Vanderlei Paiva, Ronaldo, Buglê,[64] Buião,[65] Lola, Dadá Maravilha e Tião,[66] além de técnicos como Fleitas Solich.

No entanto, de 1978 a 1989 o Atlético conquistou nada menos que 11 campeonatos em 14 anos —incluindo um hexacampeonato (1978 a 1983)— sendo comandado magnificamente por estrelas como João Leite, Vantuir, Luisinho, Nelinho, Toninho Cerezo, Elzo, Palhinha, Zenon, Renato Morungaba, Ângelo, Marcelo Oliveira, Paulo Isidoro, Ziza,[67] Éder Aleixo, Éverton Nogueira, Sérgio Araújo e Reinaldo.[68] Nas décadas de 1990 e 2000 o clube viveu momentos variados e conquistou apenas os títulos de 1991, 1995, 1999, 2000 e 2007; os destaques do período foram Carlos, Taffarel, Velloso, Cléber, Caçapa, Galván, Mancini, Paulo Roberto, Doriva, Gallo, Gilberto Silva, Robert, Belletti, Lincoln, Gérson, Euller, Renaldo, Marques e Guilherme; além de Diego Alves, Danilinho e Éder Luís, responsáveis pelo título de 2007.[69] Na presente década, o Atlético conquistou os títulos do Campeonato Mineiro de 2010, 2012, 2013, 2015 e 2017; tendo em seu time grandes estrelas como Victor, Bernard, , Diego Tardelli, Ronaldinho, Robinho e Fred; além de técnicos de fama internacional como Vanderlei Luxemburgo.

De Minas Gerais para o Brasil

 Ver artigo principal: Copa dos Campeões de 1937 (FBF)
 
Time campeão do Brasil em 1937.

Em 1937 a FBF reuniu os campeões estaduais de 1936 para uma competição de carácter oficial.[70] Ao todo foram seis equipes de cinco estados e duas regiões do Brasil: Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, estados da Região Oriental;[71] e São Paulo, estado da Região Meridional.[71] Os participantes foram: Fluminense, campeão carioca de 1936; a Portuguesa, campeã paulista de 1936; o Atlético, campeão mineiro de 1936; o Rio Branco, campeão capixaba de 1936; o Aliança, campeão campista de 1936; e a Liga Sportiva da Marinha, equipe dirigida pelo famoso técnico Nicolas Ladanyi.

O Fluminense foi apontado pela mídia esportiva da época como o candidato absoluto ao título.[72] O Tricolor Carioca possuía um time extraordinário, formado por jogadores de muita categoria como Batatais, Carlos Brant, Preguinho, Russo, Romeu Pellicciari e Hércules, entre outras estrelas. Para muitos, esse foi o melhor time da história do Fluminense:[73] foi com esse esquadrão que o clube conquistou o Torneio Aberto de 1935 e o Campeonato Carioca de 1936, derrotando na final o Flamengo de Leônidas da Silva e Domingos da Guia. A imprensa também ressaltava que o principal rival do time carioca na briga pelo título seria o Atlético,[72] que também contava com jogadores de renome nacional como Kafunga,[45] Zezé Procópio,[46] Luiz Bazzoni[74] e Guará.[47]

Como era esperado por todos, Atlético e Fluminense protagonizaram a grande rivalidade do torneio. Na primeira rodada, os cariocas derrotaram os mineiros por 6 x 0 no Estádio das Laranjeiras; no returno, em partida realizada no Estádio de Lourdes, o Atlético vencia por 4x1 quando o Fluminense abandonou o jogo aos 18 minutos do segundo tempo. Após seis rodadas o time mineiro conseguiu quatro vitórias, um empate e sofreu apenas uma derrota, sagrando-se campeão do torneio. O título teve grande repercussão nacional,[72] e vários anos depois continuou sendo bastante valorizado. Um claro exemplo foi em 1971, quando o Atlético conquistou o título do Campeonato Brasileiro e diversos meios de comunicação ressaltaram que se tratava do segundo título nacional do clube.[75] Em 2010 — quando a CBF unificou os títulos da Taça Brasil, Robertão e Brasileirão — cogitou-se a inclusão do título de 1937.[76] No entanto, o próprio Atlético rejeitou a possibilidade.

Do Brasil para o Mundo

 
Bilheteria do Grünwalder Stadion em Munique (Alemanha): aqui começou a saga atleticana nos gramados europeus no inverno de 1950.

Em 1950 uma comissão formada sob a chancela da Federação Alemã (DFB) viajou ao Brasil para escolher um clube de futebol para realizar uma série de amistosos na Alemanha contra algumas das principais esquipes daquele país. O trauma do Maracanazo e a proximidade com a Segunda Guerra Mundial (em que Brasil e Alemanha estiveram em lados opostos) pode ter feito com que os clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo —historicamente os centros futebolísticos do país— recusassem a participação nessa turnê abrindo espaço para um convite oficial ao Atlético, que por aquele tempo possuía um grande plantel dirigido pelo técnico Ricardo Díez e que contava com craques de renome como Kafunga,[45] Barbatana,[52] Zé do Monte,[53] Nívio Gabrich,[55] Alvinho,[54] Vaguinho[56] e Lucas Miranda.[59]

A delegação atleticana chegou em Frankfurt em 27 de outubro onde foi recebida pela mídia esportiva alemã com entusiasmo, uma vez que o time mineiro era o primeiro clube brasileiro a jogar naquele país.[77] O Atlético seguiu para Munique onde realizou sua primeira partida em solo europeu: o time brasileiro enfrentou o TSV 1860 München da Oberliga Süd, e venceu pelo placar de 4x3 diante de 35.000 espectadores no Grünwalder Stadion.[77] Hamburgo foi a segunda parada, onde jogou contra o Hamburger SV da Oberliga Nord, que tinha em seu time nomes como Fritz Laband e Josef Posipal: o jogo terminou 4x0 para o Atlético diante de 20.000 pessoas no Rothenbaum, foi a primeira vez que o time alemão perdeu em casa para uma equipe estrangeira.[77]

Apenas 24 horas depois do jogo em Hamburgo e o time viajou para Bremen para jogar no mesmo dia contra o Werder Bremen, e com a presença de 26.000 pessoas no Weserstadion o Atlético foi derrotado por 3x1.[77] Após uma semana de repouso, a equipe viajou para Gelsenkirchen para enfrentar o FC Schalke 04 de Bernhard Klodt, Hermann Eppenhoff e Paul Matzkowski, entre outros grandes jogadores. O jogo também marcou a despedida de Ernst Kuzorra e Fritz Szepan. Aos vinte minutos do primeiro tempo a partida foi paralisada para que essas duas lendas do futebol alemão fossem homenageadas pelos mais de 30.000 torcedores presentes no Glückauf-Kampfbahn.[78] Reiniciada a partida o Atlético venceu por 3x1.[77] O time partiu para Viena e enfrentou o Rapid Viena diante de 60.000 pessoas no Pfarrwiese, a partida terminou 3x0 a favor dos austríacos.[79] Cabe ressaltar que o clube vienense possuía a base da Seleção Austríaca, em outras palavras, um grande time com nomes como Walter Zeman, Gerhard Hanappi, Alfred Körner, Robert Körner, Robert Dienst, Erich Probst e Ernst Happel.

O Atlético ainda foi até o Protectorado de Sarre jogar contra o 1.FC Saarbrücken, base da Seleção do Sarre que jogou as Eliminatórias da Copa de 1954: a partida terminou 2x0 para o Atlético com uma grande atuação do goleiro rival, o lendário Erwin Strempel. O Atlético seguiu para Bruxelas onde encarou no Constant Vanden Stock Stadium o RSC Anderlecht do famoso goleador Joseph Mermans: vitória por 2x1. O clube retornou à Alemanha para enfrentar o Eintracht Braunschweig da Gauliga Süd no Eintracht-Stadion, a partida terminou empatada em 3x3.[77] Nesta etapa da excursão, os jogadores alvinegros já demonstravam sinais de desgaste físico devido as rigorosas condições climáticas. O próximo destino foi o Grão-Ducado de Luxemburgo, onde time mineiro jogou com o Union Luxemburgo, novo empate em 3x3. A turnê terminou em Paris com uma partida contra o Stade Français no Parc des Princes: vitória brasileira por 2x1.[80] Outros dois jogos que já estavam agendados foram desmarcados devido ao estado de saúde dos atletas: contra o Arsenal FC em Londres, e contra o Lille em Paris.[81]

De 1950 até o presente momento, o Atlético já realizou 26 excursões pelas Américas, Europa, África e Ásia.

Um clube, duas seleções

No final da década de 1960 o Atlético protagonizou duas grandes façanhas. Em 18 de dezembro de 1968 o time mineiro representou a Seleção Brasileira em um amistoso contra a Seleção Iugoslava.[82] Os Azuis viviam uma década dourada, e naquele mesmo ano haviam alcançado o vice-campeonato da Eurocopa. O técnico Rajko Mitić escalou para o jogo um grande time: Ivan Ćurković, Andjelko Tesan, Miroslav (Rudolf Belin), Rajko Aleksiv e Dujković; Blagoje Paunović, Nenad Bjeković (Dragan Holcer), Spasovski e Vahidin Musemić (Ilija Katić); Jovan Aćimović (Fikret Mujkić) e Josip Bukal. O Atlético saiu perdendo por 2x0, com gols de Bukal (5') e Bjeković (8'); mas empurrado pelos quase 40 mil torcedores presentes no Mineirão o time buscou o empate e a virada com gols de Vaguinho (32'), Amaury Horta (45') e Ronaldo (53').

No ano seguinte o Atlético representou a Seleção Mineira contra ninguém menos que a Seleção Brasileira. A partida ocorreu no dia 03 de setembro de 1969. O técnico João Saldanha escalou para o jogo: Félix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel e Rildo (Everaldo); Wilson Piazza, Gérson (Rivelino), Pelé e Jairzinho; Tostão (Zé Maria) e Edu (Paulo Cézar Caju), time considerado o melhor da história pela World Soccer.[83] A Seleção vinha de finalizar com brilhantismo sua campanha nas Eliminatórias da Copa de 1970, quando ganhou todos os jogos que disputou. No entanto, diante de mais de 70 mil atleticanos no Mineirão foi derrotada pelo Atlético com gols de Amaury Horta (42') e Dadá Maravilha (65'), Pelé impedido fez o gol da Canarinha (50'). Um ano depois, a mesma Seleção se consagraria tricampeã mundial no México.[84]

Um clube de Série A

 
Dadá Maravilha: herói do título de 1971.

Em dezembro de 2010 a CBF anunciou a unificação dos títulos nacionais: a Taça Brasil, o Robertão e o Brasileirão passaram a ter o status de Série A.[85] O Atlético foi o primeiro clube mineiro a disputar a Série A, e desde então transformou-se em um dos clubes mais importantes na história da competição:[86] é um dos recordistas de participações (53 presenças),[86] partidas disputadas (1.306 jogos),[86] vitórias (552 triunfos)[86] e gols marcados (1.888 tentos).[86] O clube esteve presente nas edições da Taça Brasil de 1959, 1963, 1964 e 1967 quando conquistou os títulos simbólicos da Taça Brasil Sudeste Central em 1959, 1963, 1964 e 1967 e a Taça Brasil Zona Sul em 1964. Também jogou todas as edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1967, 1968, 1969 e 1970; nesta última edição chegou às semifinais. A partir de 1971, passou a jogar o Campeonato Brasileiro tal como se conhece hoje: foi o campeão da primeira edição em 1971; vice em 1977, 1980, 1999, 2012 e 2015; sendo que em 17 ocasiões finalizou entre os quatro mais bem colocados.[86]

Para ser o campeão brasileiro de 1971 o Atlético teve que desbancar o favoritismo de times como o Santos de Pelé, o Corinthians de Rivelino, o Botafogo de Jairzinho e o São Paulo de Gérson; onde os dois últimos foram derrotados pelo time no triangular final da competição. O plantel campeão tinha nomes como Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir, Oldair, Humberto Ramos, Vanderlei, Ronaldo, Lola, Dadá Maravilha (artilheiro da competição com 15 gols), Tião, Careca, Romeu Cambalhota e Ângelo, além do técnico Telê Santana. No entanto, anos mais tarde o Atlético reuniria um time ainda mais brilhante que o de 1971: nomes como João Leite, Luisinho, Toninho Cerezo, Palhinha, Ângelo, Marcelo Oliveira, Paulo Isidoro, Ziza,[67] Éder Aleixo e Reinaldo —considerado por muitos como o melhor jogador da história do Atlético[68]— foram os responsáveis por levar o time às finais do Brasileirão de 1977 e 1980. Infelizmente, essa geração de grandes craques foi derrotada pelo São Paulo FC e pelo CR Flamengo em finais bastante polêmicas.[87] A final de 1980 é considerada até hoje a Final de Todos os Tempos,[88] onde se gerou uma grande rivalidade entre Atlético e Flamengo.[89][90][91][92]

Depois de muitos anos, o Atlético —liderado por Cláudio Caçapa, Mancini, Alexandre Gallo, Belletti, Marques e Guilherme (artilheiro com 28 gols) —chegou à final do Brasileirão de 1999 sendo derrotado pelo SC Corinthians em jogos marcados pelo equilíbrio entre as duas equipes. A partir de 2003, a Série A passou a ser disputada no sistema de pontos corridos. Desde então, o Atlético alcançou o segundo lugar, e consequentemente o vice-campeonato, em duas ocasiões: em 2012 —com um time recheado de estrelas como Victor, Bernard, e Ronaldinho— e em 2015 —com nomes como Jemerson, Rafael Carioca, Jesús Dátolo e Lucas Pratto, entre outros.

Sucessos pelo continente

 Ver artigos principais: Copa Conmebol de 1992 e Copa Conmebol de 1997

As primeiras participações do Atlético em competições internacionais oficiais ocorreram nas edições da Copa Libertadores da América de 1972 —quando o time, liderado por Ladislao Mazurkiewicz, foi eliminado ainda na primeira fase— e de 1978 —quando chegou até a fase semifinal e foi eliminado em um grupo que tinha a CA River Plate e CA Boca Juniors. Em 1981 foi eliminado em uma partida extra contra o CR Flamengo que ficou marcada pela polêmica arbitragem de José Roberto Wright.[93][94]

Foi tão somente nos anos 1990 que o Atlético conquistaria seus primeiros títulos internacionais oficiais. Em 1992 o time conquistou a primeira edição da Copa Conmebol (uma das precursoras da atual Copa Sul-Americana),[95][96][97][98][99] que foi uma competição criada pela CONMEBOL para ser o equivalente regional da Copa da UEFA. O time campeão era composto por jogadores como João Leite, Paulo Roberto Prestes, Sérgio Araújo e Aílton Delfino, entre outros; e teve que superar equipes como Fluminense FC, Júnior da Colômbia, El Nacional do Equador e na final o Club Olimpia do Paraguai. Sete anos depois, o Atlético —dirigido pelo técnico Emerson Leão e com Cláudio Taffarel, Dedê, Lincoln, Marques e Valdir Bigode como principais estrelas— conquistou seu segundo título da Copa Conmebol derrotando a times como Portuguesa de Desportos, América da Colômbia, Universitario do Perú e o CA Lanús da Argentina. Com o título de 1997 o Atlético tornou-se recordista da competição.[100]

Neste período, o Atlético foi também vice-campeão da Copa Ouro de 1993, da Copa Conmebol de 1995 e da Copa Master da Conmebol de 1996.

Crise, acesso e ressurgimento

 
Diego Alves: destaque do time em 2006.

Depois de disputar a Copa Libertadores e a Copa Mercosul, ambos no ano de 2000, com relativo destaque[101][102] o Atlético desempenhou um ótimo papel no Brasileirão de 2001 —quando Velloso, Cicinho, Gilberto Silva, Valdo, Marques e Guilherme levaram o time até a semifinal. Porém, a partir daí o Atlético passou a conviver com altos e baixos. Depois de fazer campeonatos regulares nos anos de 2002 e 2003 o time fez péssimas apresentações nos anos 2004 e 2005, sendo que nesta última edição foi rebaixado por primeira e única vez em sua história. A recuperação foi rápida e o time voltou à Série A na primeira tentativa, conquistando o título de campeão da Série B no ano seguinte, graças a nomes como Diego Alves, Éder Luís e Danilinho.

De 2008 a 2010, na obsessão de conquistar um título de grande expressão, a direção atleticana investiu exageradamente em contrações de peso. Foram contratados neste período goleiros como Aranha, Fábio Costa e Fabián Carini; defensores como Jayro Campos, Cáceres, Pedro Benítez, Réver, César Prates e Júnior; meio-campistas como Corrêa, Ricardinho, Petković, Daniel Carvalho, Diego Souza e Édison Méndez; e atacantes como Alfredo Castillo, Diego Tardelli e Wason Rentería; e ainda técnicos badalados como Vanderlei Luxemburgo. Em 26 de março de 2008 o Atlético celebrou o seu centenário. Dentro de campo, o time teve um péssimo desempenho.

Mesmo com tantos reforços e contratações caras o Atlético foi muito mal nas principais competições que disputou entre 2010 e 2011 como o Brasileirão, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana; talvez o único consolo foi que o time pela primeira vez chegou à instância internacional da Sul-Americana na edição de 2010, sendo eliminado nas quartas-de-finais. Ironicamente, a virada na história recente do clube ocorreria depois de um fato trágico. A equipe alvinegra foi humilhada por seu rival na última rodada do Brasileirão de 2011, quando saiu de campo derrotado por 6x1 na Arena do Jacaré.[103]

Veio o ano de 2012 e a diretoria do clube passou a conviver com muita pressão dos torcedores. Foi dentro desse contexto que o clube começou a reunir um time que todo torcedor brasileiro passaria a saber de cor: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Leandro Donizete e Ronaldinho Gaúcho; Danilinho, e Bernard; técnico Cuca. Com esse grande time, o Atlético se tornou um favorito natural ao título de campeão brasileiro. Infelizmente, mesmo depois de liderar várias rodadas e conquistar grandes vitórias, o time ficou com o vice-campeonato.

Classificado para a Copa Libertadores de 2013, a diretoria manteve a mesma base do ano anterior e contratou alguns jogadores experientes como Gilberto Silva, além de promover a volta do grande ídolo Diego Tardelli.[104] O time teve um excelente desempenho em campo terminando a primeira fase como o melhor time do torneio.[104] Nas quartas-de-finais o Atlético eliminou o São Paulo FC com um placar agregado de 6x2.[104] Depois do grande duelo contra os paulistas o time mineiro eliminou o Club Tijuana[104] e o Newell's[104] com bastante sofrimento. Na finalíssima contra o Club Olimpia do Paraguai o Atlético conseguiu o título ao vencer os rivais nos pênaltis.[105] A alegria só não foi maior porque a equipe não teve a mesma atuação na Copa do Mundo da FIFA no Marrocos no fim daquele ano quando teve que se conformar apenas com o 3º lugar.

Veio 2014 e o Atlético ratificou sua posição de campeão sul-americano, conquistando a Recopa Sul-Americana contra o CA Lanús, campeão da Copa Sul-Americana no ano anterior. Ainda em 2014, o clube finalmente pagaria uma “dívida” com sua história na Copa do Brasil. Disputada desde 1989, o Atlético é o recordista de participações, com 23 presenças;[106] é o quarto time com mais partidas disputadas, 140;[106] é o quinto com maior número de vitórias, 72;[106] é o terceiro time que mais marcou gols, 290;[106] além de manter a maior goleada da competição, 11x0 contra o Caiçara na edição de 91. Mesmo com tantas estatísticas favoráveis, o clube jamais havia conquistado o título de campeão. Porém, a história mudou na competição de 2014; numa campanha emocionante o time eliminou Palmeiras,[107] Corinthians[108] e Flamengo,[109] e na grande final venceu seu clássico rival para ficar com a taça.[110]

Em 2015, agora comandado por Levir Culpi, o Atlético de Victor, Dátolo, Marcos Rocha, Luan, Lucas Pratto e Jemerson conquistou mais uma vez o título de campeão mineiro. Na final o clube derrotou a surpreendente Caldense. Na Copa Libertadores da América 2015 o Atlético fez uma boa campanha até as oitavas de final, quando acabou derrotado pelo Sport Club Internacional em dois jogos emocionantes: 2 a 2 no Independência e 3 a 1 para o time colorado no Estádio Beira-Rio. No Campeonato Brasileiro, o Atlético brigou de forma acirrada pelo título até a reta final da competição, quando acabou não conseguindo acompanhar o ritmo do embalado Corinthians e deixou a equipe Paulista abrir boa vantagem. Na partida mais decisiva do Campeonato, contra o Corinthians, o Atlético vacilou e perdeu em casa por 3 a 0, ficando agora bem remotas as chances de título para o Galo. O Atlético encerrou a competição como segundo colocado com 69 pontos, ficando 12 pontos atrás do campeão Corinthians.

Futebol

  Última atualização: 26 de setembro de 2017.

Elenco atual do Clube Atlético Mineiro[111][112]
N.º Pos. Nome N.º Pos. Nome N.º Pos. Nome
1 G   Victor 18 M   Thalis 32 G   Uilson
2 LD   Marcos Rocha 19 LD   Carlos César 36 Z   Bremer
3 Z   Leonardo Silva 20 M   Valdívia 40 G   Cleiton
4 Z   Frickson Erazo 21 V   Adilson 85 V   Roger Bernardo
6 LE   Fábio Santos 23 Z   Matheus Mancini 87 G   Giovanni
7 A   Robinho 25 V   Yago 92 M   Marlone
8 V   Elias 26 Z   Felipe Santana 94 V   Gustavo Blanco
9 A   Fred 27 A   Luan 99 A   Clayton
10 M   Juan Cazares 28 Z   Jesiel V   Lucas Cândido
11 M   Rómulo Otero 29 LD   Alex Silva
13 A   Rafael Moura 30 Z   Gabriel
17 A   Capixaba 31 LE   Leonan

Técnico:   Oswaldo de Oliveira

Títulos

Títulos oficiais

CONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
  Copa Libertadores da América 1 2013
  Copa Conmebol 2 1992 e 1997 
  Recopa Sul-Americana 1 2014 
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
  Campeonato Brasileiro 1 1971
  Copa do Brasil 1 2014
  Copa dos Campeões Estaduais 1 1937
  Copa dos Campeões do Brasil 1 1978 
  Campeonato Brasileiro - Série B 1 2006
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
  Campeonato Mineiro 44 1915, 1926, 1927, 1931, 1932 , 1936, 1938 , 1939, 1941, 1942 , 1946, 1947, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1958, 1962, 1963, 1970, 1976 , 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991, 1995, 1999, 2000, 2007, 2010, 2012 , 2013, 2015 e 2017
  Taça Minas Gerais 5 1975 , 1976 , 1979, 1986  e 1987
  Taça Belo Horizonte 3 1970 , 1971  e 1972
  Torneio da FMF 1 1974 
  Torneio Incentivo Mineiro - FMF 1 1993
  Torneio Início 8 1928 , 1931 , 1932 , 1939 , 1947 , 1949 , 1950  e 1954 
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
  Taça Bueno Brandão 1 1914 
  Copa Belo Horizonte 1 1959 

Outras conquistas

  Troféu Conde de Fenosa: 1976 

  Troféu Cidade de Vigo: 1977 

  Torneio da Costa do Sol: 1980 

  Torneio de Bilbau: 1982 

  Torneio de Paris: 1982 

  Torneio de Berna: 1983 

  Torneio de Amsterdã: 1984 

  Troféu Ramón de Carranza: 1990 

  Copa dos Três Continentes: 1999 

  Florida Cup: 2016 

  Campeão Invicto

Campanhas de destaque

Clube Atlético Mineiro
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
  Mundial de Clubes da FIFA 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2013) 0 (não possui)
  Recopa Sul-Americana 1 (2014) 0 (não possui)
  Copa Libertadores da América 1 (2013) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Copa Conmebol 2 (1992 e 1997) 1 (1995) 0 (não possui) 2 (1993 e 1998)
  Copa Mercosul 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2000)
  Copa Ouro 0 (não possui) 1 (1993) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Copa Master da Conmebol 0 (não possui) 1 (1996) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Campeonato Brasileiro 1 (1971) 5 (1977, 1980, 1999, 2012, 2015) 6 (1970, 1976, 1983, 1986, 1991, 1996) 5 (1985, 1994, 1997, 2001, 2016)
  Copa dos Campeões Estaduais 1 (1937) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Copa do Brasil 1 (2014) 1 (2016) 0 (não possui) 2 (2000 e 2002)
  Copa dos Campeões do Brasi 1 (1978) 0 (não possui) 0 (não possui)

Retrospecto em competições atuais

Competições nacionais (CBF)
Competição Títulos J V E D GP GC
Campeonato Brasileiro Unificado 01 1.268 531 360 377 1.823 1.472
Copa do Brasil 01 138 72 26 40 288 165
Competições Sul-Americanas (CONMEBOL)
Competição Títulos J V E D GP GC
Copa Libertadores da América 01 55 23 19 13 83 63
Copa Sul-Americana 00 16 3 3 10 15 24
Recopa Sul-Americana 01 2 2 0 0 5 3
  Competições Mundiais (FIFA)
Competição Títulos J V E D GP GC
Mundial de Clubes da FIFA 00 2 1 0 1 4 5

Legenda: J Jogos, V Vitórias, E Empates, D Derrotas, GP Gols Pró e GC Gols Contra

Retrospecto do Clube Atlético Mineiro em competições oficiais atuais.[113] Última atualização: 31 de dezembro de 2013

Temporadas

Participações
Participações em 2017
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P   R  
  Campeonato Mineiro 103 Campeão (44 vezes) 1915 2017
  Primeira Liga 2 Grupos (2016) 2016 2017
  Campeonato Brasileiro 54 Campeão (1971) 1959 2017 1
Série B 1 Campeão (2006) 2006 2006 1
Copa do Brasil 28 Campeão (2014) 1989 2017
  Copa Libertadores da América 9 Campeão (2013) 1972 2017
Copa Sul-Americana 6 Quartas de final (2010) 2003 2011
Recopa Sul-Americana 1 Campeão (2014) 2014 2014
  Mundial de Clubes da FIFA 1 3º colocado (2013) 2013 2013

Ídolos

Possuir grandes jogadores tem sido uma tradição desde as primeiras décadas da história do Atlético.

Relação de Jogadores notáveis


Goleiros
Jogador
'   Victor
'   Kafunga
'   Veludo
'   Marcial de Mello
'   Mussula
'   Careca
'   João Leite
'   Renato
'   Ortiz
'   Mazurkiewicz
Defensores
Jogador Pos.
'   Carlos Brant Z
'   Nariz Z
'   Murilo Silva Z
'   Luisinho Z
'   Procópio Cardoso Z
'   Grapete Z
'   Vantuir Z
'   Cléber Z
'   Mexicano LD
'   Nelinho LD
'   Zezé Procópio LD
'   Paulo Roberto Prestes LE
'   Bigode LE
'   Dedê LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
'   Toninho Cerezo V
'   Elzo V
'   Gilberto Silva V
'   Zé do Monte V
'   Ronaldinho Gaúcho M
'   Zenon M
'   Vanderlei Paiva M
'   Buglê M
'   Paulo Isidoro M
'   Lola M
Atacantes
Jogador
'   Reinaldo
'   Dadá Maravilha
'   Mário de Castro
'   Guará
'   Orlando Pingo de Ouro
'   Carlyle Guimarães Cardoso
'   Nívio Gabrich
'   Paulo Valentim
'   Ubaldo
Os dez maiores artilheiros
Artilharia
Jogador Gols
Reinaldo[114][115]   255
Dadá Maravilha   211
Mário de Castro   195
Guará   168
Lucas   152
Said   142
Guilherme   139
Ubaldo   135
Marques   135
Nívio   126
Duplas de ataque
Maiores Duplas
Dupla de Ataque Década
Aníbal Machado ↔ Mário Neves 10
Mário de CastroSaid 20
Guará ↔ Paulista 30
CarlyleNívio 40
Paulo ValentimUbaldo 50
LôlaRonaldo Drummond 60
Dadá MaravilhaReinaldo 70
GérsonSérgio Araújo 80
EullerRenaldo 90
GuilhermeMarques 00
TardelliRonaldinho Gaúcho 10
Maiores treinadores
Mais atuantes
Técnico Jogos
Telê Santana 434
Procópio Cardoso 328
Levir Culpi 288
Barbatana 227
Ricardo Diéz 168
Iustrich 159
Cuca 153

Atualização em 26/11/2015

Jogadores convocados para a Copa do Mundo
Jogadores estrangeiros

Rivalidades

Estaduais

Atlético x Cruzeiro
  • O maior rival do Atlético é o Cruzeiro, clube popular que divide a preferência dos torcedores de Minas Gerais.
  • Também chamado de Clássico Mineiro, o confronto trava a maior rivalidade do estado desde o início dos anos 1960 com a inauguração do Mineirão.
  • A primeira partida ocorreu no dia 17 de abril de 1921 em um amistoso realizado em Belo Horizonte, onde o Cruzeiro derrotou o Galo por 3 a 0. Entretanto, o Atlético carrega consigo a vantagem histórica nas estatísticas dos clássicos há décadas, além de possuir a maior vitória dos confrontos, na qual destruiu o Cruzeiro por 9 a 2 no dia 27 de novembro de 1927 no Campeonato Citadino de Belo Horizonte.
  • Em Campeonatos Brasileiros, o Atlético teve a oportunidade de eliminar o maior rival em duas oportunidades: nas quartas-de-finais de 1986 (dois empates bastaram para a classificação às semifinais) e em 1999, também nas quartas-de-finais (4 a 2 na ida e 3 a 2 na volta).
  • Na Copa do Brasil, Atlético Mineiro venceu os dois jogos contra o Cruzeiro. O primeiro, no Estádio Independência por 2x0, gols de Luan e Dátolo. E no jogo de volta, Atlético bateu o time celeste pelo placar mínimo, gol de Tardelli, assim, se sagrado campeão da Copa do Brasil.
Outros clássicos estaduais

O clássico entre Atlético e América, também chamado de Clássico das Multidões foi considerado o confronto de maior rivalidade de Minas Gerais por muitas décadas na história do futebol mineiro. A primeira partida ocorreu em 1913 após empate em 1 a 1. O Galo possui uma notória vantagem histórica nos confrontos contra o América Mineiro. No século XXI, Atlético e América travaram duas finais de Campeonato Mineiro: em 2001, vitória do América (4 a 1 na ida e 1 a 3 na volta), e em 2012, título atleticano após empate no primeiro jogo por 1 a 1 e goleada por 3 a 0 no jogo da volta.

Clássico mais antigo e aquele que envolve os dois clubes mais antigos do futebol de Minas Gerais ainda em atividade

Nacionais

Atlético x Flamengo

O Atlético também possui uma rivalidade interestadual com o Flamengo, intensificada principalmente nos anos 1980 quando os dois clubes travaram partidas que mobilizaram milhares de torcedores no Brasil. Dentre elas, pode-se citar a final do Brasileiro de 1980, os polêmicos confrontos da Libertadores de 1981, as oitavas de final do Brasileiro de 1986 e a semifinal da Copa União de 1987. O primeiro confronto foi em 16 de junho de 1929, com vitória do Flamengo por 3 a 2.

Outros clássicos nacionais

A inesquecível conquista do título do Campeonato Brasileiro de 1971, eliminatórias da Taça Brasil e da Copa do Brasil, em um duelo entre os alvinegros mineiro e carioca, desde 1923.

Duas finais de Campeonato Brasileiro, duelos pela Copa do Brasil e pela Copa Libertadores da América, em um confronto marcado pela superioridade atleticana nas arquibancadas.

Copa dos Campeões de 1937, Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, três eliminatórias em competições da Conmebol e uma da Copa do Brasil, além da disputa intensa do Campeonato Brasileiro de 2012, fazem parte da história de um clássico que em sua história já levou mais de 100.000 pessoas ao Mineirão e também ao Maracanã.

Internacionais

Atlético x Olimpia
Outros confrontos internacionais

Excursões internacionais

Cores e símbolos

Escudo

O escudo do Atlético é utilizado pelo clube desde 1922, tendo sofrido pequenas alterações até chegar no formato atual. A estrela amarela representa o único Campeonato Brasileiro, conquistado pelo Galo em 1971. O escudo também recebeu estrelas vermelhas em duas ocasiões: na conquista do Torneio Campeão dos Campeões, em 1978, e da 1ª Copa Conmebol, em 1992. As estrelas vermelhas foram retiradas em 1999.

Mascotes

 Ver artigo principal: Lista de mascotes de futebol

O principal mascote do Atlético Mineiro é o Galo, que foi desenvolvido pelo chargista Fernando Pierucetti, o Mangabeira, no final dos anos 1930 e redesenhado em 1945 com a justificativa de que o "O Atlético sempre foi um time de raça. Mais parece um galo de briga, que nunca se entrega e luta até morrer". A popularização do mascote se tornou forte a partir dos anos 1950 e logo após a inauguração do Mineirão, na qual os torcedores do Atlético adotaram como grito de guerra o mascote do clube. A intensa identificação entre o mascote e a torcida pôde ser vista já em 1976, quando o Atlético se tornou o primeiro clube do mundo a utilizar mascotes mirins fantasiados de Galo na entrada em campo do time. Em uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2005 contra o Flamengo, outra novidade: nasce o personagem Galo Doido, o famoso mascote que acompanha os jogos do Atlético[116].

Hino

O hino foi composto por Vicente Motta, em 1969. Já o primeiro hino oficial do clube foi composto em 1928 por Augusto César Moreira (música) e Djalma Andrade (letra).[117]

O primeiro hino

10 de fevereiro de 1928 é a data oficial de entrega do hino. Com letra do poeta Djalma Andrade e música do maestro e professor Augusto César Moreira, foi entregue em festa na residência do maestro pelo engenheiro Adhemar Moreira. Cantado por um coral de garotas, sua música encantou a todos os presentes. Ele foi dedicado pelo maestro ao nosso então presidente, Leandro Castilho de Moura Costa.

Moura Costa era baiano, seus pais vieram para Barbacena em 1889, quando ele tinha somente um ano de idade. Formou-se em Direito na cidade de Belo Horizonte e foi dono do jornal Diário de Minas. Presidente entre 1926 e 1930, Moura Costa morreu de ataque cardíaco em 1931. Ele somente vestia roupas das cores preto e branca e, devido a doença, assistia aos jogos do Galo do lado de fora do Estádio Antônio Carlos. Andava de um lado para o outro, acompanhando a partida através dos gritos da torcida alvinegra.[118]

O hino atual

* O hino heróico de um clube guerreiro

Em 1969, um mineiro natural de Montes Claros, chamado Vicente Motta, foi convidado por Alberto Perini, membro da diretoria do Galo para que compusse um novo hino para o Atlético Mineiro.

Motta, que vencera os dois últimos concursos de marchinhas de carnaval de Belo Horizonte, recebeu algumas exigências: o hino deveria exaltar a campanha vitoriosa de 1950 na Europa e a conquista do título de Campeões dos Campeões em 1937. O lado vingador do Galo também não deveria ficar de fora.

Imediatamente ele aceitou. E depois de estudar o estilo de Lamartine Babo - autor de todos os hinos dos times de futebol do Rio de Janeiro e o mestre do assunto - começou a compor o hino. Motta disse uma vez:

O hino é um dos mais belos do futebol mundial e constata-se que é o mais cantado no futebol brasileiro nos estádios (um verdadeiro "hit"). Por ser cantado na 1ª pessoa do plural ("Nós somos do Clube Atlético Mineiro/jogamos com muita raça e amor"), consegue contagiar coletivamente a massa atleticana, apaixonada e fiel ao seu clube e às suas cores , apesar de ser cantado errado por boa parte da torcida confundindo alguns versos.

Uniforme

 Ver artigo principal: Uniformes do Clube Atlético Mineiro

O uniforme do Atlético Mineiro é composto por faixas verticais alvinegras (pretas e brancas) com o escudo no peito acima do coração. O número na parte de trás da camisa é dourado, vermelho, preto ou branco, dependendo da coleção. O calção é preto e as meias são brancas com listras pretas na horizontal ou totalmente brancas. Os uniformes reservas podem ser compostos por camisas brancas, calções brancos e meias pretas; ou por camisas pretas e calções brancos e meias pretas. O atual fabricante de material esportivo é a marca alemã Puma.

Em 25 de novembro de 2006 durante a disputa da série B, o Atlético imortalizou a camisa 12, que representa o torcedor atleticano e portanto, não será mais utilizada por nenhum atleta. A iniciativa atleticana em homenagem à torcida foi pioneira no Brasil.

Em 23 de fevereiro de 2009, o Atlético Mineiro teve a camisa do centenário eleita como a mais bonita do mundo, segundo o site Football Shirts, da Inglaterra.[119]

Em 17 de Janeiro de 2010, a camisa do Atlético Mineiro é eleita a mais bonita do Brasil, através do "S.E.E Trivela" que fez uma pesquisa entre jornalistas e blogueiros das camisas dos times brasileiros mais bonitas de 2009.[120]

Uniforme dos jogadores

  • Uniforme principal - Preto com listras verticais em branco;
  • Uniforme reserva - Branco com detalhes e números em preto.
     
 
 
1º Uniforme
     
 
 
2º Uniforme

Uniforme dos goleiros

     
 
 
1
     
 
 
2
     
 
 
3
     
 
 
4
     
 
 
5

Uniforme de treino

     
 
 
Jogadores
     
 
 
Goleiros
     
 
 
C. Técnica

Patrocinadores

O Atlético utiliza patrocínios em suas camisas alvinegras desde 1982 quando a Credireal estampou o seu logotipo. Em 1987, a Coca-Cola se tornou a patrocinadora oficial do Galo, assim como todos os clubes envolvidos na Copa União. No dia 25 de março de 2000, aniversário de 92 anos do clube, o marketing inovou na camisa ao estampar um patrocínio master denominado "Galo". Atualmente o patrocínio Master do Atlético é do Banco BMG, enquanto que o Premium é realizado pela construtora MRV Engenharia. No início da temporada 2014 o fornecedor de material esportivo do Galo passou a ser fornecido pela empresa alemã Puma.

Master
Material esportivo

Esportes extintos

Ao longo de sua história, o Atlético destacou-se em diversos esportes, como o voleibol onde o clube é, ainda hoje, o segundo maior campeão estadual (apenas abaixo do Minas Tênis Clube). O atletismo rendeu ao clube três conquistas na Corrida Internacional de São Silvestre, conquistados por João da Mata (1983) e Robert Cheruiyot (2007) no masculino, e Alice Timbilili (2007) no feminino.[32]

No futsal, o Atlético Pax de Minas, através de craques como Manoel Tobias e Falcão, dominou o Brasil e o mundo, conquistando títulos como a Taça Brasil em 1985, a Liga Futsal em 1997 e 1999, e a Copa Intercontinental em 1998.

Esportes olímpicos

 
Robert Cheruiyot, como atleta do Atlético, foi campeão da Corrida Internacional de São Silvestre em 2007.

Outros esportes

Futsal

O Atlético Pax de Minas, por motivos de patrocínio, foi um clube brasileiro de futsal sediado na cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais).

Em 1968, o Atlético conquistou seu 1º título, sagrando-se campeão mineiro de futsal. Também foi campeão mineiro em 1969, 1973, 1974, 1976, 1977, 1979, 1984, 1998, 1999 e 2000. Sagrou-se campeão Metropolitano nos anos de 1968, 1972, 1973, 1981, 1984, 1985, 1997, 1998, 1999 e 2000. Em 1985 o clube mineiro venceu pela primeira vez a Taça Brasil de Futsal. Em 1997, e 1999, o clube conquistou a Liga Nacional de Futsal.

O Atlético alcançou o título máximo do futsal mundial em 1998, quando se sagrou campeão da Copa Intercontinental daquele ano, ao superar o MFK Dínamo Moscovo da Rússia. Comandado por Manoel Tobias, o time alvinegro venceu duas das três partidas da decisão. Os jogos foram disputados no ginásio do Luzhniki Olympic Complex.

A Pax de Minas, sempre foi a maior patrocinadora e o coração financeiro do futsal do Atlético. Em 2000 encerrou-se o patrocínio e o Clube Atlético Mineiro passou a bancar sozinho o futsal.

Títulos
INTERCONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
  Copa Intercontinental de Futsal 1 1998
INTERNACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
  Copa Ouro 2 1980, 1984
  Taça Memorial Giovanni Cragnotti 1 1998
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
  Liga Futsal 2 1997, 1999
  Taça Brasil de Futsal 1 1985
  Torneio Internacional Cidade de Porto Alegre 1 1979
  Torneio Internacional Atlântica Boa Vista 1 1982
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
  Campeonato Mineiro de Futsal 11 1968, 1969, 1973, 1974, 1976, 1977, 1979, 1984, 1998, 1999 e 2000
  Campeonato Metropolitano de Futsal 10 1968, 1972, 1973, 1981, 1984, 1985, 1997, 1998, 1999 e 2000
  Copa Centenário de Futsal 1 1997
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
  Copa Centenário de BH 1 1997
  Copa Cidade de Botucatu 1 1999

Society

Títulos
INTERCONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
  I Copa do Brasil de Futebol Society 1 2001
  II Copa Nacional dos Campeões Futebol Society 1 2003

Patrimônio

 
O escudo do Galo na calçada da sede de Lourdes.

Sede social

A sede de Lourdes é um prédio de dois andares no bairro Lourdes em Belo Horizonte, onde funciona o setor diretivo e administrativo do C.A.M. Foi fundado em 1962, na data do aniversário do clube. Também abriga a Sala de Troféus Vilibaldo Alves e o Auditório Elias Kalil.[145]

Clube Labareda

Conjunto arquitetônico moderno, com quadras de esporte, piscinas, restaurantes e salão social panorâmico. Localizado às margens da Avenida Pedro I e ao lado da cabeceira do Aeroporto da Pampulha, com uma área de 150 mil métros quadrados.[146] 19° 50′ S 43° 57′ W

Loja do Galo

Em dezembro de 2001 o Clube Atlético Mineiro iniciou a parceria com a Roxos e Doentes, empresa responsável pela administração da Loja do Galo, inaugurando, assim, uma loja temática própria. Com um projeto moderno, a Loja do Galo constitui o principal canal de varejo do clube, atuando hoje com seis unidades na cidade de Belo Horizonte. Em 2003, surgiu a Galo Express, primeira loja móvel de artigos de futebol do país, e iniciou-se a comercialização de produtos oficiais através da internet, na loja virtual.

Em maio de 2007, em mais uma iniciativa pioneira, o Clube Atlético Mineiro lançou o projeto de expansão da Loja do Galo em parceria com a empresa Francap (Franchising Capital Parters), responsável pela seleção dos franqueados. Desde então, já foram criados quatro contratos de franquia. Assim, também há mais cinco lojas espalhadas pela Grande Belo Horizonte.

Centro de Treinamento: a Cidade do Galo

 
Vista aérea da Cidade do Galo

A Cidade do Galo é o maior e mais completo centro de treinamento e concentração da América do Sul e foi construído na cidade de Vespasiano.

Em uso desde 1999, encontram-se em execução as obras do alojamento das categorias de base, com estrutura completa inclusive para acompanhamento escolar, e capacidade para 60 (sessenta) jovens. A etapa seguinte, será a conclusão das obras da concentração da equipe profissional com vinte apartamentos duplos, restaurante, cozinha industrial, auditório completo e área de lazer com piscina e salão de jogos.

Em 2014, a Cidade do Galo foi o centro de treinamento da Seleção Argentina de Futebol durante a Copa do Mundo.[147]

Foi considerado como o melhor centro de treinamento do Brasil em 2010 e um dos cinco melhores centros de treinamento do mundo (único fora da Europa) em 2014 pelas emissoras de televisão SporTV[148] e Eurosport,[149] respectivamente.

Diamond Mall

 
Entrada do Diamond Mall

O Diamond Mall é um shopping center na cidade de Belo Horizonte, que foi inaugurado em 1996. Localizado na Avenida Olegário Maciel, no bairro de Lourdes, ao lado da sede social do clube, é um dos mais modernos e luxuosos shoppings do estado de Minas Gerais.[150][151][152] Ocupa um quarteirão inteiro na região central de Belo Horizonte (21.386 m²), possui mais de 200 lojas, praça de alimentação, seis salas de cinema e quatro andares destinados a estacionamentos.[151][153][154]

O terreno do shopping foi construído na área do Estádio Presidente Antônio Carlos, antigo campo do Atlético entre 1929 e 1969,[152][154][155] tendo sido arrendado mediante contrato e acordo comercial firmados em 28 de julho de 1992 junto do consórcio MTS/IBR.[156][157][158] O shopping chegou a constar como a segunda maior fonte de receitas para o Atlético em 2006, e, segundo o contrato de arrendamento, a edificação pertencerá totalmente ao clube depois de 30 anos a contar da inauguração.[159] O acordo foi renovado em 2009 e passou a render ao clube 450 mil reais por ano.[160] O Diamond Mall foi avaliado em 1 bilhão de reais em 2015.[150]

Vila Olímpica

A Vila Olímpica foi construída em 1973 e foi palco da preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1982, e do Atlético Mineiro principalmente na década de 1970. Fazem parte da sua estrutura: campo de futebol com um gramado de alta qualidade, departamento médico, salão social, moderna e confortável sauna, academia de ginástica, parque aquático e restaurantes.[161]

Estádio

Segundo dados da ADEMG, o Atlético é o clube que mais levou torcedores ao campo em toda história do estádio.[162]

Estádio Antônio Carlos

 Ver artigo principal: Estádio Presidente Antônio Carlos

O extinto estádio foi construído onde hoje se localiza o Shopping Diamond Mall. Era o grande palco do Galo e foi lá que o time fez grandes apresentações. Foi demolido em 1990.

A partida de inauguração do Estádio Antônio Carlos foi Atlético 4 x 2 Corinthians, no dia 29 de maio de 1929, onde houve recorde de público. Porém, a capacidade de apenas 5 mil pessoas rapidamente passou a não comportar a torcida. Após a inauguração do Estádio Independência, em 1950, o Atlético Mineiro quase não jogou mais em Lourdes. Por muito tempo, o "Alçapão" foi conservado apenas em respeito à tradição. Hoje, no local, está instalado um shopping center chamado Diamond Mall, que pertence ao Atlético Mineiro, é considerado um dos mais luxuosos de Minas Gerais.

  • Nome Oficial: Estádio Presidente Antônio Carlos
  • Capacidade: 5.000
  • Inauguração: 30/05/1929
  • Primeiro Jogo: Atlético Mineiro 4 x 2 Corinthians
  • Primeiro Gol: Valeriano (Corinthians)
  • Demolição: 1990
  • Recorde de Público: 5.000 pessoas
  • Dimensões do Gramado: 110m x 75m
  • Endereço: Avenida Olegário Maciel, 1600, Lourdes.

19° 55′ S 43° 56′ W

O Mineirão

 Ver artigo principal: Estádio Mineirão

O Atlético já mandou seus jogos no Estádio do Mineirão e atualmente, o clube manda seus jogos no Estádio Independência. O Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, é o quarto maior estádio de futebol do Brasil, ficando atrás dos tradicionais Maracanã e Morumbi e do reformado Estádio Nacional de Brasília.[163]

Independência

 Ver artigo principal: Estádio Independência

Torcida

 
Torcida do Atlético no Mineirão.

Segundo pesquisa IBOPE de 2014, o Atlético é considerado o clube de fora do Eixo Rio-São Paulo mais popular do Brasil.[164]

Segundo os dados do Mineirão, a Massa, como é conhecida a torcida atleticana, possui as maiores médias de público e o maior público pagante do Mineirão.

A Massa é conhecida internacionalmente por seu fanatismo, criatividade e bom humor. A torcida é, consagradamente, o maior patrimônio do clube, tendo como forma de reconhecimento a camisa 12 aposentada em sua homenagem.

Torcidas organizadas

A primeira torcida organizada que se conhece, foi fundada em Belo Horizonte, ainda nos meados dos anos de 1920. Dona Alice Neves, mãe de Mário Neves, um dos fundadores do clube, uniformizava e costurava bandeirinhas para que a equipe de futebol contasse com o apoio da sua torcida feminina. Foi com o coral dessas garotas que, na inauguração do Estádio Antônio Carlos, em 1929, o hino original foi entoado nos campos pela primeira vez. A torcida organizada mais antiga ainda em atividade é a Dragões da F.A.O. (Força Atleticana de Ocupação), que acompanha o clube desde 1969.

Atualmente a maior torcida organizada do Atlético Mineiro é a G.C.R.T.O Galoucura. Fundada em 11 de novembro de 1984, a Galoucura é considerada uma torcida popular. Hoje ela conta com mais de 40 mil associados.

Dia do Atleticano

Em 2007 a prefeitura de Belo Horizonte publicou no Diário Oficial do Município uma lei instituindo o dia 25 de março como o Dia do Atleticano A Lei é originária do Projeto de Lei n° 1.368/07, de autoria do Vereador Reinaldo Lima.[165]

Recordes

Alguns dos vários recordes estabelecidos pela Massa Atleticana ao longo dos 100 anos de história do Galo:

  • 1 - Campeão de público em dez das 43 edições do Campeonato Brasileiro (1971, 1977, 1990, 1991, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2001)
  • 2 - Segunda maior média de público pagante em todas as edições do Campeonato Brasileiro, com 24,6 mil torcedores por partida. Fonte: "É disso que o povo gosta" - Estudo realizado pela empresa de Gestão Esportiva Golden Goal em 2007.
  • 3 - Recorde absoluto de público de todas as divisões do futebol brasileiro em 2006, com 606.520 pagantes em 19 jogos no Campeonato Brasileiro, média de 31.922 pagantes por partida.
  • 4 - Maior público pagante da história do Mineirão (Atlético x Flamengo - 13 de fevereiro de 1980 - 115.142 pagantes), sem contar os clássicos regionais.
  • 5 - Segunda maior média de público em uma única edição do Campeonato Brasileiro. (55.664 pagantes por jogo no Brasileiro de 1977).

Médias de público no Brasileirão

O Atlético foi o primeiro clube a ter alcançado a marca dos dez milhões de torcedores levados ao seu estádio no Campeonato Brasileiro, somando-se todas as suas participações desde o primeiro campeonato, em 1971. Ao final de 2006, 12.382.934 torcedores foram torcer pelo Galo na principal competição nacional.

O Atlético é o segundo colocado no ranking geral de médias de público em casa no Campeonato Brasileiro, contando todas as edições, atrás apenas do Flamengo. Possui a melhor media de público em 10 das 37 edições do campeonato brasileiro. Essas são as médias de público do Atlético ano a ano:

  Médias no Brasileirão
Ano Média Ano Média Ano Média Ano Média Ano Média
1971 32.647 1981 32.786 1991 26.763 2001 30.679 2011 14.179
1972 20.396 1982 26.693 1992 17.310 2002 22.248 2012 18.309
1973 17.813 1983 39.249 1993 10.650 2003 14.034 2013 11.436
1974 12.727 1984 21.199 1994 22.673 2004 10.222 2014 14.132
1975 27.087 1985 29.668 1995 21.072 2005 21.889
1976 46.581 1986 36.150 1996 25.449 2006 -
1977 55.664 1987 34.879 1997 23.342 2007 23.199
1978 14.958 1988 8.330 1998 19.562 2008 18.638
1979 18.965 1989 14.136 1999 42.322 2009 38.761
1980 48.252 1990 26.748 2000 13.657 2010 13.447*
  • *Temporadas disputadas na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Diretoria

Atual (2014–2017)
Presidente Vice-presidente
Daniel Nepomuceno Manuel Bravo Saramago

Valor de mercado

De acordo com a empresa BDO RCS Auditores Independentes, a marca do clube é a nona de maior valor no Brasil, ultrapassando os 357 milhões de reais em 2014.[166]

Galo de Prata

O Galo de Prata é a comenda maior do clube, concedida desde janeiro de 1999 aos torcedores e organizações que de alguma forma ajudaram a construir a história do clube.[167]

Publicações sobre o Atlético Mineiro

Livros
  • ÁVILA, Eduardo de. VENCER! VENCER! VENCER! A história do time do meu coração. Leitura: 20p. ISBN 9788573588200
  • BERTOZZI, Leonardo; BETING, Mauro; MARRA, Mário. Nós Acreditamos: Campeão Libertadores 2013. São Paulo: BB Editora, 2013.
  • DRUMMOND, Roberto. Uma paixão em preto e branco. Leitura, 2008. 168p. ISBN 9788573587968
  • DUCCA, Caio. A América é do Galo - Atlético Campeão da Libertadores 2013. Belo Horizonte: Magma Cultural, 2013. ISBN 9788598230368
  • FREIRE, Alexandre. Preto no branco: ensaios sobre o Clube Atlético Mineiro : o Galo entre a razão e a paixão. Belo Horizonte: Alexandre Freire, 2007. 203 p. ISBN 8590685608
  • GALUPPO, Ricardo. Raça e Amor - A Saga do Clube Atlético Mineiro Vista da Arquibancada. BDA, 2003. Coleção Camisa 13. 173 p. ISBN 8572342818
  • GALUPPO, Ricardo. Atlético Mineiro: Raça e Amor. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. Coleção Camisa 13. 208 p. ISBN 8500016078
  • LIMA, Fael. A Tradução do Sentimento Alvinegro. 2013.
  • MATTOS, Amir. O time do meu coração: Clube Atlético Mineiro. Editora Leitura, 2008. 96 p.  ISBN 9788573588194
  • MURTA, Eduardo. Galo: Uma Paixão Centenária. Gutenberg, 2008. 192 p. ISBN 9788589239493
  • LISBOA, Luis Carlos. Reinaldo: Do Atletico Mineiro. Editora Rio Estacio de Sa. ISBN 8575790285
  • PAIVA, Fred Melo. O dia em que me tornei atleticano. Panda Books. 104 p. ISBN 9788588948679
  • PAIVA, Fred Melo. O Atleticano Vai ao Paraíso - do quase rebaixamento à conquista do título impossível. Fotos de Gabriel Castro. Belo Horizonte: Clube Atlético Mineiro, 2013.
  • VIEIRA, Fernando Antônio Freire. Memórias em preto e branco: 1948-1954. Belo Horizonte: FUMARC, 1999. 161 p.
  • ZILLER, Adelchi Leonello. Enciclopédia do Atlético: a vida, as lutas, as glórias do Clube Atlético Mineiro. 1974. 272 p.
  • ZILLER, Adelchi Leonello. Enciclopédia Atlético de Todos os Tempos: a vida, as lutas, as glórias do Clube Atlético Mineiro, o campeoníssimo das Gerais. Belo Horizonte. 2 ed. 1997.

Ver também

Notas

  1. A antiga Copa Conmebol precedeu as extintas Copa Mercosul e Copa Merconorte e é a precursora da atual Copa Sul-Americana.[24][25][26][27][28]

Referências

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Ligações externas