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Grande Prêmio da Hungria de 2017

Grande Prêmio da Hungria de F-1 2017
Circuit Hungaroring.png
Grande Prêmio da Hungria de 2017.
Detalhes da corrida
Data 30 de julho de 2017
Nome oficial Formula 1 Pirelli Magyar Nagydíj 2017
Local Hungaroring, Budapeste, Hungria
Total 70 voltas / 306.630 km
Pole
Piloto
Alemanha Sebastian Vettel Ferrari
Tempo 1:16.276
Volta mais rápida
Piloto
Espanha Fernando Alonso McLaren-Honda
Tempo 1:20.182 (na volta 69)
Pódio
Primeiro
Alemanha Sebastian Vettel Ferrari
Segundo
Finlândia Kimi Räikkönen Ferrari
Terceiro
Finlândia Valtteri Bottas Mercedes

Grande Prêmio da Hungria de 2017 (formalmente denominado Formula 1 Pirelli Magyar Nagydíj 2017) foi a décima primeira etapa da temporada de 2017 da Fórmula 1.

Com a ausência de Felipe Massa, que havia se sentido mal após o segundo treino livre, esta foi a primeira vez, desde o boicote de Nelson Piquet, Chico Serra e Raul Boesel à FISA, no GP de San Marino de 1982, que a Fórmula 1 realizou uma corrida sem um piloto brasileiro no grid.[1]

Disputada em 30 de julho de 2017 no Circuito de Hungaroring, Budapeste, Hungria[2], foi vencida pelo alemão Sebastian Vettel. Completam o pódio os finlandeses Kimi Räikkönen e Valtteri Bottas.

RelatórioEditar

AntecedentesEditar

Ausência de Felipe Massa

Felipe Massa, que havia se sentido mal após o segundo treino livre para o GP da Hungria, ainda na sexta-feira, voltou a sentir um mal-estar neste sábado, na última atividade antes do treino classificatório. Assim, o paulista decidiu em conjunto com a Williams não participar da definição do grid, já que esta é uma prova de muito desgaste físico, o que fica ainda mais latente com as altas temperaturas do verão no país europeu. Consequentemente, Massa não participará da corrida no domingo, em Budapeste, dando lugar ao reserva da equipe britânica, Paul Di Resta, que atualmente corre pela Mercedes na DTM (categoria alemã de turismo). Apesar de treinar em simuladores da escuderia de Grove, Di Resta nunca tinha guiado o carro de 2017, tendo pilotado um F1 pela última vez no GP do Brasil de 2013, quando era titular da Force India.

Treino ClassificatórioEditar

Q1

Precisando de um tempo máximo de 107% do melhor tempo da classificação para conseguir se classificar para a corrida, Paul Di Resta foi o primeiro a ir para a pista. O escocês não pilotava um carro de F1 desde 2013, quando estava na Force India. Repetindo o bom desempenho do terceiro treino livre, Vettel foi o mais rápido com 1m14s244, seguido de Verstappen, 0s022 atrás. Raikkonen foi o terceiro, com Hamilton em quarto, Ricciardo em quinto e Bottas em sexto. Destaque positivo para os dois carros da McLaren no Top 10, com Alonso em oitavo e Vandoorne em nono. Como esperado, Di Resta não conseguiu passar para o Q2, foi o penúltimo, quase três segundos atrás do líder.

Eliminados: Kevin Magnussen (Haas), Lance Stroll (Williams), Pascal Wehrlein (Sauber), Paul Di Resta (Williams) e Marcus Ericsson (Sauber).

Q2

O Q2 começou com uma disputa direta entre os dois principais concorrentes ao título. Hamilton assumiu a liderança com 1m17s194, tempo prontamente superado por Vettel, que anotou 1m16s802 com a Ferrari. O inglês reclamava de vibrações nos pneus e foi aos boxes, onde a Mercedes conferiu o assoalho do carro. Verstappen, mais uma vez, resolveu se entrometer na briga entre os líderes do campeonato, e assumiu a segunda colocação, marcando 1m17s028. No finalzinho Hamilton ainda teve tempo para retomar a liderança: 1m16s693.

Eliminados: Jolyon Palmer (Renault), Esteban Ocon (Force India), Daniil Kvyat (Toro Rosso), Sergio Perez (Force India) e Romain Grosjean (Haas).

Q3

Vettel abriu o Q3 assumindo a ponta com 1m16s276, enquanto Hamilton saiu sozinho da pista, abortando a primeira tentativa. Com pouco mais de três minutos para o final, o inglês da Mercedes saiu dos boxes para tentar superar o tempo do alemão. Mas hoje não era dia da Mercedes, e se não bastasse não te conseguido melhorar o tempo de Vettel, Lewis ainda foi superado por Raikkonen no final da sessão. Com isso, pole position para o tetracampeão, em dobradinha da escuderia de Maranello.


 
Grid de Largada

CorridaEditar

A largada foi muito boa para a Ferrari. Vettel partiu bem e ainda contou com Räikkönen como escudeiro. Bottas manteve a terceira posição, mas Hamilton largou muito mal e chegou a estar em sexto. Só que logo à sua frente, o britânico viu Verstappen errar tocar no carro de Ricciardo na curva 3. Pior para o australiano, que rodou e depois acabou por abandonar a prova logo nas primeiras curvas por conta de um radiador furado. A direção de prova acionou o safety-car para remover o RB13 #3. Outro incidente de largada aconteceu entre Romain Grosjean e Nico Hülkenberg.

Chamava a atenção o sexto lugar de Carlos Sainz, sem dúvidas o piloto que mais tirou proveito da largada na Hungria. Outro que subiu bem foi Pérez, oitavo lugar, logo atrás de Alonso, enquanto Vandoorne e Ocon fechavam o top-10. De volta à F1, Di Resta aparecia em 17º.

A relargada foi dada na sexta volta da prova e trouxe dois grandes duelos: Verstappen contra Hamilton e, mais atrás, Sainz contra o amigo e compatriota Alonso. Lá na frente, Vettel só aproveitava a pista limpa para abrir vantagem para o resto, enquanto Bottas não conseguia se aproximar de Räikkönen na briga pelo segundo lugar. Verstappen, pouco depois, foi comunicado da sua punição por conta do toque em Ricciardo: 10s. Situação benéfica para Hamilton.

Sem oposição dos adversários, Vettel abria vantagem para Räikkönen e fazia seguidamente a volta mais rápida da corrida. Mais atrás, a prova começava a se tornar modorrenta, com poucas brigas por posição na pista. Na 19ª volta, uma das poucas mudanças: Palmer abriu espaço para Hükenberg fazer a ultrapassagem e assumir o 11º lugar. E Romain Grosjean era mais um a abandonar a corrida: a roda dianteira esquerda não foi bem encaixada no pit-stop, e a Haas o pediu para estacionar o carro em uma das áreas de escape.

A partir da volta 27, Räikkönen mostrou melhor ritmo em relação a Vettel e se aproximou do companheiro de equipe, reduzindo para 1s3 a vantagem do alemão após 30 giros. Ao mesmo tempo, Bottas entrava no pit-lane para fazer sua parada, voltando à pista com pneus macios. Na volta seguinte, era a vez de Hamilton efetuar seu pit-stop. Por sua vez, a Ferrari chamou Vettel para os pits na abertura da volta 33.

Bottas continuava à frente de Hamilton após a parada e, inclusive, marcava a volta mais rápida da prova: 1min21s656. Räikkönen, antes de fazer seu pit-stop, bradava no rádio depois de se sentir prejudicado ao tentar passar um retardatário. Na volta do pit-lane, Kimi voltou muito perto de Vettel, que mesmo assim manteve a dianteira. Mas o líder na pista era Verstappen, que esticou ao máximo seu stint na pista.

Hamilton conseguiu encostar em Bottas depois da sua parada, e os dois andavam bem perto no começo da segunda metade da corrida. A proximidade de Lewis dava a entender que a Mercedes poderia impor uma ordem de equipe ao finlandês. Pouco mais atrás, Alonso e 'Sainz também travavam uma bela briga por posição em um dos poucos momento empolgantes da prova.

Räikkönen perto de Vettel... Hamilton perto de Bottas... e os quatro primeiros colocados, considerando que Verstappen ainda iria parar, estavam separados por uma distância cada vez menor. A corrida ganhava um pouco de emoção quando eram completadas 40 voltas.

As posições tornaram-se reais quando Verstappen fez sua parada na abertura da volta 43. Max caía para quinto, mas voltava marcando a melhor volta da corrida até então, 1min20s490. Vettel continuava na frente, com Kimi 1s2 atrás. Atrás, Bottas praticamente estacionou seu carro para Hamilton fazer a ultrapassagem e tentar atacar as duas Ferrari. Lewis partia para o tudo ou nada para tentar o que parecia antes improvável: vencer de novo na Hungria. Mas a Mercedes dava um prazo para o britânico passar Räikkönen. Do contrário, teria de devolver a posição a Bottas.

Mais atrás, Alonso fazia grande corrida e vinha em sexto, logo à frente de Sainz. O bicampeão estava cada vez mais perto de faturar seu melhor resultado no ano, enquanto Stoffel Vandoorne aparecia em décimo. No entanto, todas as atenções estavam mesmo voltadas aos primeiros colocados, com Vettel, Räikkönen e Hamilton muito próximos.

A corrida entrou nas suas dez voltas finais com Vettel dando toda a pinta de que venceria a corrida, mas com um cenário indefinido em relação a Räikkönen e Hamilton. Lewis tentava se aproximar, mas o ritmo geral da Ferrari do finlandês era mesmo bem melhor, de modo que algum resultado além do terceiro lugar parecia muito difícil. Mesmo durante as ultrapassagens dos retardatários, Hamilton tinha dificuldades para se aproximar e chegar no 'Homem de Gelo'.

Nos últimos instantes, parecia estar tudo mais claro com Vettel na ponta, Kimi em segundo e Hamilton fechando o pódio. Di Resta, por sua vez, abandonava em sua corrida como substituto de Felipe Massa na Williams. Tudo indicava que o top-3 estava definido. Vettel cruzou a linha de chegada na frente ao fim de 70 voltas, com Räikkönen em segundo. Mas Hamilton cumpriu com o que queria a Mercedes e, na reta dos boxes, abriu passagem e devolveu a posição a Bottas, que completou o pódio na Hungria. E Alonso marcou seu melhor resultado do ano e terminou em sexto.

 
Resultado da corrida

PneusEditar

Os compostos de pneus fornecidos pela Pirelli para este Grande Prêmio[3]
Nome do composto Cor Banda de rolamento Condições de Tempo Dry Type Aderência Longevidade
Super Macio   Slick
(P Zero)
Seco Supersoft Mais aderência Menos durável
Macio   Slick
(P Zero)
Seco Soft Médio Médio
Medio   Slick
(P Zero)
Seco Medium Médio Médio

ResultadosEditar

Treino ClassificatórioEditar

Pos. Piloto Construtor Q1 Q2 Q3 Grid
1 5   Sebastian Vettel Ferrari 1:17.244 1:16.802 1:16.276 1
2 7   Kimi Räikkönen Ferrari 1:17.364 1:17.207 1:16.444 2
3 77   Valtteri Bottas Mercedes 1:18.058 1:17.362 1:16.530 3
4 44   Lewis Hamilton Mercedes 1:17.492 1:16.693 1:16.707 4
5 33   Max Verstappen Red Bull-TAG Heuer 1:17.266 1:17.028 1:16.797 5
6 3   Daniel Ricciardo Red Bull-TAG Heuer 1:17.702 1:17.698 1:16.818 6
7 27   Nico Hülkenberg Renault 1:18.137 1:17.655 1:17.468 12 1
8 14   Fernando Alonso McLaren-Honda 1:18.395 1:17.919 1:17.549 7
9 2   Stoffel Vandoorne McLaren-Honda 1:18.479 1:18.000 1:17.894 8
10 55   Carlos Sainz Jr. Toro Rosso 1:18.948 1:18.311 1:18.912 9
11 30   Jolyon Palmer Renault 1:18.699 1:18.415 10
12 31   Esteban Ocon Force India-Mercedes 1:18.843 1:18.495 11
13 26   Daniil Kvyat Toro Rosso 1:18.702 1:18.538 16 2
14 11   Sergio Pérez Force India-Mercedes 1:19.095 1:18.639 13
15 8   Romain Grosjean Haas-Ferrari 1:19.085 1:18.771 14
16 20   Kevin Magnussen Haas-Ferrari 1:19.095 15
17 18   Lance Stroll Williams-Mercedes 1:19.102 17
18 94   Pascal Wehrlein Sauber-Ferrari 1:19.839 18
19 40   Paul di Resta Williams-Mercedes 1:19.868 19
20 9   Marcus Ericsson Sauber-Ferrari 1:19.972 20
Tempo dos 107%: 1:44.429
Fonte: [4]
Notas

↑1 - Nico Hulkenberg (Renault) perdeu cinco posições por ter trocado a caixa de câmbio.

↑2 - Daniil Kvyat (Toro Rosso) perdeu três posições por ter atrapalhado Lance Stroll (Williams) no Q1.

CorridaEditar

Pos. Nu. Piloto Construtor Voltas Tempo/Retirado Grid Pontos
1 5   Sebastian Vettel Ferrari 70 1:39:46.713 1 25
2 7   Kimi Räikkönen Ferrari 70 +0.908 2 18
3 77   Valtteri Bottas Mercedes 70 +12.462 3 15
4 44   Lewis Hamilton Mercedes 70 +12.885 4 12
5 33   Max Verstappen Red Bull-TAG Heuer 70 +13.276 5 10
6 14   Fernando Alonso McLaren-Honda 70 +1:11.223 7 8
7 55   Carlos Sainz Jr. Toro Rosso 69 +1 Volta 9 6
8 11   Sergio Pérez Force India-Mercedes 69 +1 Volta 13 4
9 31   Esteban Ocon Force India-Mercedes 69 +1 Volta 11 2
10 2   Stoffel Vandoorne McLaren-Honda 69 +1 Volta 8 1
11 26   Daniil Kvyat Toro Rosso 69 +1 Volta 16
12 30   Jolyon Palmer Renault 69 +1 Volta 10
13 20   Kevin Magnussen Haas-Ferrari 69 +1 Volta 15
14 18   Lance Stroll Williams-Mercedes 69 +1 Volta 17
15 94   Pascal Wehrlein Sauber-Ferrari 68 +2 Voltas 18
16 9   Marcus Ericsson Sauber-Ferrari 68 +2 Voltas 20
17 27   Nico Hülkenberg Renault 67 Freios 12
Ret 40   Paul di Resta Williams-Mercedes 60 Vazamento de óleo 19
Ret 8   Romain Grosjean Haas-Ferrari 20 Roda solta 14
Ret 3   Daniel Ricciardo Red Bull-TAG Heuer 0 Colisão 6
Fonte: [5]

Voltas na LiderançaEditar

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
  Categoria no Commons
Nº de Voltas Piloto Voltas
59   Sebastian Vettel (1-31) - (43-70)
9   Max Verstappen (34-42)
2   Kimi Räikkönen (32-33)

CuriosidadesEditar

2017 DHL Fastest Pit Stop AwardEditar

ResultadoEditar

Pos. Nu. Piloto Construtor Tempo Pontos
1 40   Paul di Resta Williams-Mercedes 2.29 25
2 18   Lance Stroll Williams-Mercedes 2.33 18
3 26   Daniil Kvyat Toro Rosso 2.44 15
4 44   Lewis Hamilton Mercedes 2.56 12
5 7   Kimi Räikkönen Ferrari 2.65 10
6 55   Carlos Sainz Jr. Toro Rosso 2.76 8
7 8   Romain Grosjean Haas-Ferrari 2.96 6
8 5   Sebastian Vettel Ferrari 3.01 4
9 30   Jolyon Palmer Renault 3.08 2
10 14   Fernando Alonso McLaren-Honda 3.11 1
Fonte: [7]

ClassificaçãoEditar

Tabela do campeonato após a corridaEditar

Somente as cinco primeiras posições estão incluídas nas tabelas.

Referências

  1. globoesporte.globo.com/ Sem Massa, Brasil ficará sem piloto no grid da F1 pela 1º vez desde 1982
  2. «Formula 1 Pirelli Magyar Nagydíj 2017» (em inglês). Formula 1.com 
  3. «Pirelli announces compound choices and mandatory sets for the 2017 Hungarian Grand Prix» (em inglês). Pirelli.com. 25 de maio de 2017. Arquivado do original em 2 de julho de 2017 
  4. «FORMULA 1 PIRELLI MAGYAR NAGYDÍJ 2017 - QUALIFYING» (em inglês). Formula1.com. 29 de julho de 2017. Consultado em 29 de julho de 2017 
  5. «FORMULA 1 PIRELLI MAGYAR NAGYDÍJ 2017 - RACE RESULT - RACE RESULT» (em inglês). Formula1.com. 30 de julho de 2017. Consultado em 30 de julho de 2017 
  6. «Sem Massa, Brasil ficará sem piloto no grid da F1 pela 1º vez desde 1982». Globo Esporte.com. 29 de julho de 2017. Consultado em 29 de julho de 2017 
  7. «2017 DHL Fastest Pit Stop Award» (em inglês). Formula1.com. 26 de março de 2017 
Prova Anterior:
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