Linha 3 do Metrô de São Paulo

Linha do metrô da cidade de São Paulo

A Linha 3–Vermelha do Metrô de São Paulo compreende o trecho da rede metropolitana definida entre as estações Palmeiras–Barra Funda e Corinthians–Itaquera. Antigamente chamava-se Linha Leste–Oeste. A Linha 3 é a mais movimentada do sistema.[1]

Linha 3–Vermelha
Estação Palmeiras-Barra Funda
Estação Palmeiras-Barra Funda
Mapa das estações
Mapa das estações
Inauguração:10 de março de 1979 (40 anos)
Sé até Brás
15 de novembro de 1981 (38 anos)
Sé até Tatuapé
24 de abril de 1983 (36 anos)
Santa Cecília até Tatuapé
27 de agosto de 1986 (33 anos)
Santa Cecília até Guilhermina–Esperança
17 de dezembro de 1988 (31 anos)
Palmeiras–Barra Funda até Corinthians–Itaquera
Estações:18
Comprimento:22 km
Bitola:Bitola larga
Velocidade máx.:100 km/h (62,1 mph)
Estado:Em serviço
Continuation backward
8cinza.png sentido Amador Bueno
Straight track Continuation backward
7roxo.png sentido Jundiaí
Unknown route-map component "uKXACCa-L" + Unknown route-map component "lINT-L"
Unknown route-map component "XACC-M" + Unknown route-map component "lINTACC-M"
Unknown route-map component "XACC-R" + Unknown route-map component "lINT-R"
Palmeiras–Barra Funda BSicon BUS2.svg 7roxo.png 8cinza.png
Unknown route-map component "utSTRa" Straight track Unknown route-map component "CONT2+g"
7roxo.png sentido Brás[nota 1]
Urban tunnel straight track Unknown route-map component "CONT2+g"
8cinza.png sentido Júlio Prestes
Unknown route-map component "utACC"
Marechal Deodoro
Unknown route-map component "utACC"
Santa Cecília
Urban tunnel straight track Unknown route-map component "utCONT1+f"
4yellow.png sentido Luz
Unknown route-map component "utXACC-L" + Unknown route-map component "lINTACC-L"
Unknown route-map component "utXACC-R" + Unknown route-map component "lINTACC-R"
República 4yellow.png
Unknown route-map component "utCONTgq" Unknown route-map component "utKRZtu" Unknown route-map component "utSTRr"
4yellow.png sentido São Paulo–Morumbi
Unknown route-map component "utACC"
Anhangabaú
Urban tunnel straight track Unknown route-map component "utCONT1+f"
1blue.png sentido Tucuruvi
Unknown route-map component "utXACC-L" + Unknown route-map component "lINTACC-L"
Unknown route-map component "utXACC-R" + Unknown route-map component "lINTACC-R"
1blue.png
Unknown route-map component "utCONTgq" Unknown route-map component "utKRZto" Unknown route-map component "utSTRr"
1blue.png sentido Jabaquara
Unknown route-map component "uhtSTRe"
Unknown route-map component "RP4q" Unknown route-map component "uhSKRZ-G4" Unknown route-map component "RP4q"
Av. do Estado
Transverse water Unknown route-map component "uhKRZW" Transverse water
Rio Tamanduateí
Unknown route-map component "RP4q" Unknown route-map component "uhSKRZ-G4" Unknown route-map component "RP4q"
Av. do Estado
Unknown route-map component "uhACC"
Pedro II BSicon BUS3.svg
Unknown route-map component "uhSTRc2" Unknown route-map component "uhSTR3"
Unknown route-map component "uhSTR+1" Unknown route-map component "uhSTRc4"
Unknown route-map component "uhSTR" Unknown route-map component "exCONT1+f"
10turquoise.png sentido Luz (Expresso Linha 10+)[nota 2]
Unknown route-map component "uhSTR" Unknown route-map component "exSTR" Unknown route-map component "CONT1+f"
7roxo.png sentido Jundiaí
Unknown route-map component "uhSTR" Unknown route-map component "exSTR" Straight track Unknown route-map component "CONT1+f"
11orange.png sentido Luz
Unknown route-map component "uhACC" + Unknown route-map component "HUBaq"
Unknown route-map component "KXACCxa-L" + Unknown route-map component "lINT-L" + Unknown route-map component "HUBq"
Unknown route-map component "KXACCe-M" + Unknown route-map component "HUBq" + Unknown route-map component "lINTACC-M"
Unknown route-map component "XACC-M" + Unknown route-map component "lINTACC-M" + Unknown route-map component "HUBq"
Unknown route-map component "KXACCa-R" + Unknown route-map component "lINT-R" + Unknown route-map component "HUBeq"
Brás 7roxo.png 10turquoise.png 11orange.png 12blue.png 13green.png[nota 1][nota 3]
Unknown route-map component "dCONTgq" Unknown route-map component "umhKRZe" One way rightward Unknown route-map component "LSTRe" Unknown route-map component "LSTRe" Unknown route-map component "d"
10turquoise.png sentido Rio Grande da Serra
Unknown route-map component "uSTR2" Unknown route-map component "uSTRc3"
Unknown route-map component "uSTRc1" Unknown route-map component "uSTR+4"
Unknown route-map component "uACC"
Bresser–Mooca
Unknown route-map component "uTUNNEL2"
Unknown route-map component "uACC"
Belém
Unknown route-map component "uYRDeq" Unknown route-map component "uABZgr+r"
Pátio Belém
Unknown route-map component "RP4q" Unknown route-map component "uSKRZ-G4o" Unknown route-map component "RP4q"
Av. Salim Farah Maluf
Urban straight track Unknown route-map component "LSTRa" Unknown route-map component "LSTRa"
Unknown route-map component "uXACC-L" + Unknown route-map component "lINT-L"
Unknown route-map component "XACC-M" + Unknown route-map component "lINTACC-M"
Unknown route-map component "XACC-R" + Unknown route-map component "lINT-R"
Tatuapé 11orange.png 12blue.png 13green.png[nota 3]
Urban straight track Unknown route-map component "LSTRe" Unknown route-map component "CONT2+g"
12blue.png sentido Calmon Viana
Unknown route-map component "uACC"
Carrão
Unknown route-map component "uACC"
Penha
Unknown route-map component "uACC"
Vila Matilde
Unknown route-map component "uACC"
Guilhermina–Esperança
Unknown route-map component "uACC"
Patriarca–Vila Ré
Unknown route-map component "uACC" Unknown route-map component "LSTRa"
Artur Alvim
Unknown route-map component "uhSTRa" Unknown route-map component "hLSTR"
Unknown route-map component "uhACC" + Unknown route-map component "HUBaq"
Unknown route-map component "hACC" + Unknown route-map component "HUBeq"
Corinthians–Itaquera BSicon PARKING.svg 11orange.png
Unknown route-map component "uhSTR" Unknown route-map component "hCONTf"
11orange.png sentido Estudantes
Unknown route-map component "uYRDeq" Unknown route-map component "uhSTRre"
Pátio Itaquera

  1. a b O trecho da Linha Linha 7 da CPTM entre as estações Luz e Brás só funciona nos dias úteis.
  2. O trecho da Linha 10turquoise.png que a conecta com a Estação da Luz encontra-se desativado ao público. Para esta estação, são oferecidos os serviços do Expresso Linha 10+.
  3. a b A Linha 13green.png é atendida pelas estações Brás e Tatuapé através do serviço Connect Aeroporto.

HistóricoEditar

Em 1966, a Prefeitura de São Paulo fundou o Grupo Executivo do Metropolitano (GEM), com o objetivo de gerenciar os estudos para a implantação do metropolitano na cidade. O GEM contratou um consórcio formado pelas empresas alemãs Hochtief e DeConsult e pela brasileira Montreal (batizado como consórcio HMD) para realizar os estudos. Em 1968, pouco tempo após a fundação da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), os estudos foram apresentados ao público e possuíam quatro linhas:[2]

  • Azul ou Norte–Sul (Jabaquara–Santana e Ramal Moema)
  • Vermelha ou Leste–Oeste (Casa VerdeVila Maria)
  • Verde ou Ramal Paulista (Vila Madalena–Paraíso)
  • Amarela ou Sudoeste–Sudeste (Pinheiros–Via Anchieta, com ramal para Vila Bertioga).

A primeira linha a entrar em obras foi a Norte–Sul, em dezembro de 1968.

 
O prefeito Figueiredo Ferraz (esquerda) e o ministro Mário Andreazza (centro) observam o governador Laudo Natel assinar o convênio de cessão de áreas da RFFSA para a Cia. do Metropolitano, em 1972.
Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Enquanto isso, os técnicos do Metrô debruçavam-se sobre o projeto da Linha Leste–Oeste. Com os custos da Linha Norte–Sul disparando e problemas econômicos minando os recursos disponíveis, o projeto da Linha Leste–Oeste foi radicalmente modificado, visando a uma implantação mais econômica, por meio do "metrô em superfície". A primeira proposta do Metrô foi a de incorporar grande parte da linha-tronco da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e transformá-la em metrô. Em 1972, a RFFSA opôs-se a essa proposta, fazendo o projeto voltar para a estaca zero. A solução encontrada pelos técnicos do Metrô foi a de implantar a Linha Leste–Oeste paralelamente à linha-tronco, usando a grande faixa patrimonial da RFFSA ali existente.[3]

Em 19 de dezembro de 1972, o ministro dos Transportes, Mário Andreazza, o governador de São Paulo, Laudo Natel, e o prefeito de São Paulo, José Carlos de Figueiredo Ferraz, assinaram um convênio entre a RFFSA e o Metrô, transferindo áreas da faixa patrimonial da RFFSA para o Metrô, entre Brás e Guaianases, visando à implantação da Linha Leste–Oeste do Metrô, paralela à linha-tronco da ferrovia.[4][5]

Para elaborar o projeto da linha, foi formado um grupo multidisciplinar, formado por Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), Metrô, Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab) e Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (Emurb), todos ligados à Prefeitura de São Paulo; Fepasa e Pesquisa e Planejamento de Transportes do Estado de São Paulo S.A. (Transesp), ligadas ao Governo do Estado de São Paulo; e Rede Ferroviária Federal S/A, ligada à União. Esse grupo trabalhou entre 1973 e 1976, quando foi concluído o projeto. Com 28,8 quilômetros de extensão, previa a ligação entre Lapa e Itaquera, com as estações: Lapa, Pompeia, Barra Funda, Marechal Deodoro, Santa Cecília, República, Anhangabaú, Sé, Pedro II, Brás, Bresser, Belém, Tatuapé, Carrão, Penha, Vila Matilde, Rincão, Patriarca, Artur Alvim e Corinthians Paulista (Itaquera).[3]

As obras foram iniciadas às 11h05 de 1 de março de 1975, em cerimônia presidida pelo presidente Ernesto Geisel. Com 22 estações, o projeto original visava a ligar Lapa e Itaquera a um custo previsto de 950 milhões de dólares.[6][7][8]

Por causa da falta de recursos, em um primeiro momento, foram iniciadas as obras de construção apenas no trecho Santa Cecília-Tatuapé e na estação e pátio Corinthians-Itaquera:

Estação Construtora Início da obra Término
Santa Cecília ECISA [3] 15 de maio de 1978 10 de dezembro de 1983
República Camargo Corrêa 27 de setembro de 1977 [9] 24 de abril de 1982
Anhangabaú 2 de janeiro de 1980 26 de novembro de 1983
1 de março de 1975[10] 10 de março de 1979
Pedro II Cetenco S/A[11] 23 de agosto de 1980
Brás 10 de março de 1979
Bresser Andrade Gutierrez[12] 23 de março de 1978 23 de agosto de 1980
Belém Beter S/A [13] 15 de setembro de 1981
Tatuapé 29 de abril de 1978 5 de novembro de 1981
Corinthians-Itaquera Constran S/A[14][15] 24 de janeiro de 1976 1 de outubro de 1988
Pátio Itaquera 7 de março de 1987

Em 10 de março de 1979, foi inaugurado o primeiro trecho, entre as estações e Brás. Após lançar tantas frentes de obras, a Prefeitura de São Paulo exauriu seus recursos no final daquela década. Isso fez com que o projeto do trecho Barra Funda-Lapa fosse cancelado e outras obras fossem adiadas sucessivamente até 1982.[16][17]

Para impedir a paralisação das obras, a Prefeitura transferiu o controle acionário do Metrô para o Governo do Estado em 1979. A partir desse momento, o Governo do Estado passou a investir maciçamente na implantação do Metrô.

Na década de 1980, foi lançada a segunda etapa de obras, contemplando as estações:[12][18]

Estação Construtora Início da obra Término
Barra Funda Mendes Junior junho de 1985 17 de dezembro de 1988
Marechal Deodoro CBPO outubro de 1984
Carrão Andrade Gutierrez

Constecca Construçoes S/A
e Civilla Engenharia (retomada)

c.1982/
junho de 1985
(retomada)
31 de maio de 1986
Penha
Vila Matilde Camargo Corrêa N/D 27 de agosto de 1988
Guilhermina-Esperança N/D
Patriarca N/D 17 de setembro de 1988
Artur Alvim Constran N/D

No sentido oeste, a linha terminou na Barra Funda. A configuração atual da linha é a mesma desde 1988. O recorde atual de demanda foi obtido em 7 de novembro de 2008, com o transporte de 1 468 935 pessoas. Nos dias 2 e 3 de maio de 2009 houve a paralisação do trecho entre as estações Anhangabaú e Santa Cecília, para que a passagem do shield utilizado nas obras da Linha 4 não oferecesse riscos à operação da Linha 3–Vermelha.

Em 2010, começaram as obras para instalação de portas de vidro de plataforma na Linha 3, começando pelas estações Vila Matilde, Carrão e Penha, que deveriam ter tais obras prontas até o fim de 2010 — as demais estações da linha deveriam ter as portas instaladas ao longo de 2011.[1] A primeira estação da linha a ter as portas instaladas foi Vila Matilde, cuja instalação teve início em fevereiro de 2010, com uma das plataformas já contando com o equipamento em maio,[1] porém até junho de 2013 elas ainda não estavam funcionando, sendo que as outras estações sequer receberam as portas de vidro.

No dia 16 de maio de 2012, houve uma colisão de trens entre as estações Penha e Carrão, sentido Centro, causando um grande congestionamento e ferindo dezenas de passageiros transportados nos trens. Foi a primeira colisão da história do Metrô de São Paulo. Tudo indica que foi uma falha no sistema de automatização que devia parar a composição caso esteja a pelo menos 150 metros próxima à qual esteja na frente, porém a composição não parou e resultou no choque dos trens a uma velocidade de 10 km/h. As equipes de resgate chegaram imediatamente para socorrer os passageiros e a linha teve que ficar interrompida entre as estações Corinthians-Itaquera e Tatuapé, onde neste trecho foi necessário implantar o sistema PAESE para fazer a integração gratuita para prosseguir viagem.[19]

CronologiaEditar

Data Eventos
10 de março de 1979 Inauguração do trecho - Brás
23 de agosto de 1980 Inauguração do trecho Brás - Bresser (Atual Bresser–Mooca)
15 de setembro de 1981 Inauguração do trecho Bresser - Belém
15 de novembro de 1981 Inauguração do trecho Belém - Tatuapé
24 de abril de 1982 Inauguração do trecho Sé - Santa Cecília
26 de novembro de 1983 Inauguração da estação Anhangabaú
13 de novembro de 1986 Inauguração do trecho Tatuapé - Penha
27 de agosto de 1988 Inauguração do trecho Penha - Vila Esperança (Atual Guilhermina–Esperança)
17 de setembro de 1988 Inauguração do trecho Guilhermina-Esperança - Artur Alvim
1 de outubro de 1988 Inauguração do trecho Artur Alvim - Corinthians–Itaquera
17 de dezembro de 1988 Inauguração do trecho Santa Cecília - Barra Funda (atual Palmeiras–Barra Funda)

Passageiros transportadosEditar

Linha 3-Vermelha
Movimento anual de passageiros
(em milhões)
 
Fontes: Metrô-SP[20][21]


Desde a apresentação do primeiro projeto da Linha Leste–Oeste, em 1972, a Companhia do Metropolitano esperava uma demanda de cerca de um milhão de passageiros por dia.[22] Ao mesmo tempo, esperava-se que as linhas de trens de subúrbio da antiga Central do Brasil (a linha-tronco e a Variante Poá), agora pertencentes à Rede Ferroviária Federal, fossem revitalizadas, para aliviar a demanda esperada para a Linha Leste–Oeste do Metrô. Isso não ocorreu até a década de 1990 e, assim, a linha Leste–Oeste passou a ser a principal via de transporte público da região. Com a implantação da linha feita aos poucos, em etapas, essa demanda diária passou a ser atendida apenas no final da década de 1980, quando a linha foi concluída entre Barra Funda e Itaquera.[23]

A demanda da Linha 3–Vermelha cresceu 22% entre 2007 e 2012, por causa da adoção do Bilhete único no Metrô, da abertura da Linha 4–Amarela, com integração na Estação República e da melhoria econômica no país.[24]

Entre 1979 e 2019, foram transportados oito bilhões de passageiros na Linha 3–Vermelha:[25][26][27][28][29][30][31]

Ano Quantidade
(× 1000)
Ano Quantidade
(× 1000)
Ano Quantidade
(× 1000)
1979 4 022 1993 268 599 2007 283 025
1980 7 545 1994 270 365 2008 312 756
1981 25 625 1995 300 328 2009 319 716
1982 100 359 1996 298 682 2010 329 400
1983 118 530 1997 294 175 2011 335 713
1984 142 244 1998 286 773 2012 353 509
1985 147 616 1999 281 749 2013 426 264
1986 174 826 2000 297 034 2014 425 898
1987 215 348 2001 310 417 2015 430 801
1988 228 745 2002 327 028 2016 425 112
1989 305 025 2003 317 900 2017 419 294
1990 289 060 2004 247 545 2018 423 429
1991 295 815 2005 247 545 2019 424 687
1992 281 044 2006 262 838
Total 8 003 926 000 bilhões

Estudos toponímicosEditar

 
Garoto observa painel de divulgação do projeto da Linha Leste-Oeste em 1979. Note-se a estação "Belenzinho", posteriormente rebatizada Belém em uma das alterações técnicas de projeto (neste caso para atender as características de forma).
Acervo da Companhia do Metropolitano de São Paulo.

Em 1972, o arquiteto Nestor Goulart Reis Filho (então diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) elaborou os primeiros estudos toponímicos do Metrô de São Paulo. Segundo Filho, os critérios para determinar a denominação de uma localidade (logradouro, equipamento de transporte, localidade etc.) eram[32]:

  • popularidade: denominação de forte apelo popular;
  • escala metropolitana: nome de relevância regional;
  • características de conteúdo: referência histórico-geográfica que permitisse uma fácil e rápida identificação do local;
  • características de forma: nome simples, com sonoridade e fácil compreensão até para pessoas pouco letradas ou analfabetas. Nomes compridos ou com termos estrangeiros deveriam ser evitados.

Com base nesses princípios, os estudos toponímicos da Companhia do Metropolitano determinaram o nome de cada estação da Linha Leste-Oeste.[32]

Alterações de nomesEditar

Apesar de os estudos toponímicos terem determinado os nomes das estações, alterações técnicas ou políticas (algumas controversas) foram realizadas ao longo dos anos. Entre 1987 e 2019, foram apresentados vinte projetos de lei pelos deputados estaduais paulistas requerendo a alteração de nome de diversas estações (contrariando os critérios toponímicos adotados pela Companhia do Metropolitano). Apenas três foram aprovados. Segundo um estudo elaborado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos a alteração do nome de uma estação (o que inclui a troca de placas e mapas de estações, trens, terminais, impressão de novos mapas de bolso, gravação de mensagens de áudio nos trens etc.) pode custar de 620 mil a mais de um milhão de reais, não sendo, por isso, recomendáveis tais alterações.[33]

Nomes alteradosEditar

Estação Nome original Data da
modificação
Motivo da
alteração
Forma Autoria
Penha Aricanduva[3] 1978
Técnico
Alteração na fase de
projeto de implantação
Técnicos do Metrô-SP
Belém Belenzinho[3] 1979
Guilhermina-Esperança
Rincão[3] Déc. 1980
Vila Esperança
1988
Corinthians-Itaquera Corinthians Paulista
Palmeiras-Barra Funda Barra Funda 11 de maio de 2006
Político
Lei estadual 0264/04[34] Luiz Carlos Gondim
Bresser-Mooca Bresser 25 de julho de 2006 Decreto Estadual n.º 50 995[35] Claudio Lembo
Patriarca-Vila Ré Patriarca 15 de dezembro de 2018 Projeto de lei 01399/15[36] José Zico Prado

FrotaEditar

 Ver artigo principal: Frota do Metrô de São Paulo

A Linha 3 - Vermelha possui uma frota total de 49 trens em operação atualmente, divididos em 3 frotas.


Referências

  1. a b c Daniel Gonzales (27 de maio de 2010). «Portas de plataforma serão instaladas em mais 7 estações do Metrô neste ano». Estadão.com.br. Consultado em 27 de maio de 2010 
  2. Companhia do Metropolitano de São Paulo (1968). «Estudo Econômico-Financeiro e Pré-Projeto de Engenharia». Portal Governo Aberto SP. Consultado em 22 de dezembro de 2019 
  3. a b c d e f PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (1979). Leste-Oeste: em busca de uma solução integrada. [S.l.]: Companhia do Metropolitano de São Paulo. 203 páginas 
  4. Theo Dutra (20 de dezembro de 1972). «Leste-Oeste, uma nova linha para o Metrô de São Paulo». Folha de S.Paulo, ano LII, edição 15892, página 8. Consultado em 22 de dezembro de 2019 
  5. "A linha vai correr pelos leitos da Central", Jornal da Tarde, 16/8/1973, pág. 16
  6. «Os 100 minutos de Geisel no Metrô de São Paulo». Folha de S.Paulo, ano LV, edição 16791, página 18. 2 de março de 1975. Consultado em 23 de dezembro de 2019 
  7. Companhia do Metropolitano de São Paulo (2004). «Datas marco». Internet Archive. Consultado em 23 de dezembro de 2019 
  8. «Metrô:aprovada a exposição de motivos». Folha de S.Paulo, ano LV, edição 16794, página 10. 5 de março de 1975. Consultado em 23 de dezembro de 2019 
  9. «Metrô inicia obras na região da República». Folha de S. Paulo, ano LVI, edição 17710, página. 28 de setembro de 1977. Consultado em 24 de dezembro de 2019 
  10. «Os 100 minutos de Geisel no Metrô de São Paulo». Folha de S.Paulo, ano LV, edição 16791, página 18. 2 de março de 1975. Consultado em 24 de dezembro de 2019 
  11. «Metrô de São Paulo - Trecho Sé - Brás». Cetenco S/A. Consultado em 24 de dezembro de 2019 
  12. a b «Companhia do Metropolitano de São Paulo». Andrade Gutierrez. Consultado em 24 de dezembro de 2019 
  13. Construtora Beter S.A. (4 de abril de 1982). «Relatório da Administração (1981)». Jornal do Brasil, Ano XCI, edição 357, página 7/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 24 de dezembro de 2019 
  14. «Corinthians-Itaquera». Constran S/A. Consultado em 24 de dezembro de 2019 
  15. «Corinthians-Itaquera Fase II». Constran S/A. Consultado em 24 de dezembro de 2019 
  16. «As novas estações do Metrô:Na Barra Funda o fim do ramo oeste». Folha de S.Paulo, ano LVI,edição 17709, página 14. 27 de setembro de 1977. Consultado em 21 de janeiro de 2020 
  17. Carlos de Oliveira (3 de janeiro de 1982). «Itaquera ainda espera o Metrô». Folha de S.Paulo, ano 61,edição 19268, página 13. Consultado em 21 de janeiro de 2020 
  18. «Governo assina contratos para obras no Metrô». Folha de S.Paulo, Ano 65, edição 20525, página 27. 13 de junho de 1985. Consultado em 21 de janeiro de 2020 
  19. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2012-05-16/acidente-entre-dois-trens-paralisa-linha-vermelha-do-metro-em-sp.html
  20. Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô. (2003). «Passageiros Transportados pelos Trens do Metrô, por Linha-Município de São Paulo-1990 a 2003». Anuário Estatístico do Estado de São Paulo- Fundação Seade. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  21. Companhia do Metropolitano de São Paulo (2019). «Metrô-SP - balanços de 2011,2015 e 2018». Imprensa Oficial do estado de São Paulo-balanço das empresas públicas. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  22. Theo Dutra (20 de dezembro de 1972). «Leste-Oeste, uma nova linha para o Metrô de São Paulo». Folha de S.Paulo, ano LII, edição 15892, página 8. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  23. MELLO, Karla Reis Cardoso de (2000). Transporte Urbano de Passageiros: As Contradições do Poder Público. [S.l.]: Café Editora Expressa. 259 páginas 
  24. Letícia Macedo e Rafael Sampaio (11 de abril de 2012). «Metrô de SP ganha quase 1 milhão de passageiros e investimentos caem-Entre 2010 e 2011, total de recursos para expansão da rede diminuiu 19,6%.Paulistanos já encontram filas do lado de fora em algumas estações.». G1. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  25. Getúlio Hanashiro, secretário estadual de transportes de São Paulo (28 de outubro de 1987). «Debates» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Executivo I, página 56. Consultado em 7 de janeiro de 2020 
  26. «Companhia do Metropolitano de São Paulo» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo, Caderno Suplemento - Executivo, página 38. 12 de abril de 1984. Consultado em 7 de janeiro de 2020 
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