Camila, Duquesa da Cornualha

Duquesa da Cornualha, 2ª e atual esposa de Carlos, Príncipe de Gales

Camila Rosamaria Shand GCVO, em inglês: Camilla Rosemary Shand; (Londres, 17 de julho de 1947) é a segunda e atual esposa do príncipe Carlos, Príncipe de Gales, filho herdeiro aparente da rainha reinante Isabel II do Reino Unido. Embora seja legalmente a atual Princesa de Gales, Camila usa o título secundário de Duquesa da Cornualha (na Escócia é Duquesa de Rothesay).

Camila
Duquesa da Cornualha
Duquesa da Rothesay
Duquesa de Edimburgo
A Duquesa da Cornualha em 2018
Maridos Andrew Parker Bowles (1973–1995)
Carlos, Príncipe de Gales (2005–presente)
Descendência Tom Parker Bowles
Laura Lopes
Casa Windsor (por casamento)
Nome completo Camila Rosamaria Shand
Nascimento 17 de julho de 1947 (74 anos)
  King's College Hospital, Londres,
Inglaterra, Reino Unido
Pai Bruce Shand
Mãe Rosalind Cubitt
Religião Anglicanismo
Brasão

Com a morte do seu sogro, o Príncipe Philip Mountbatten, Duque de Edimburgo, e com a transmissão do título para o seu filho varão, o Princípe Carlos, Camila é agora também Duquesa de Edimburgo.

Camila é a filha mais velha de Bruce Shand e sua esposa Rosalind Cubitt, filha de Roland Cubitt, 3.º Barão Ashcombe. Ela cresceu em East Sussex e estudou na Inglaterra, Suíça e França. Trabalhou como secretária em várias firmas de Londres, mais notadamente na firma de decoração Sibyl Colefax & John Fowler. Camila casou-se em 1973 com Andrew Parker Bowles, oficial do Exército Britânico, com quem teve dois filhos e cinco netos. Eles divorciaram-se em 1995 pouco depois da aposentadoria dele.

Camila e Carlos tiveram por muitos anos um relacionamento controverso, que foi muito divulgado pela mídia e atraiu escrutínio internacional. Tudo isso culminou em 2005 quando os dois se casaram em uma cerimônia civil realizada na Prefeitura de Windsor, seguida por uma benção anglicana televisionada realizada por Rowan Williams, Arcebispo da Cantuária, na Capela de São Jorge. O seu casamento foi polêmico no ponto de vista político e religioso, pois a igreja anglicana não aceitava o casamento de pessoas divorciadas[1] e inclusive tal imposição provocou a abdicação de um rei no passado (o Eduardo VIII do Reino Unido),[2] além disto o povo britânico amava muito a antecessora de Camila, a Diana, Princesa de Gales, e não queria ver Camila como rainha, na tentativa de abafar a imagem de invejosa que foi-lhe alocada pela mídia.

Como Duquesa da Cornualha, Camila auxilia Carlos em seus deveres oficiais. Ela também é patrona e presidente de várias organizações de caridade, trabalhando para aumentar o interesse em áreas como a osteoporose, estupro, abuso sexual e alfabetização, tendo sido muito elogiada pelas últimas.

Biografia e famíliaEditar

Camila Rosemaria Shand nasceu no King's College Hospital, na cidade de Londres na Inglaterra.[3] Ela é a filha mais velha de Bruce Middleton Hope Shand, ex-oficial do Exército Britânico, e de Rosalind Cubitt, filha mais velha de Roland Cubitt, 3.º Barão Ashcombe. Camila tem uma irmã, Annabel, e um irmão, Mark Shand, e o seu tio Henry Cubitt é o 4.º Barão Ashcombe[4] e sua tia Elspeth Howe é a Baronesa de Idlicote e esposa de Geoffrey Howe, Barão Howe de Aberavon. Uma das suas bisavós maternas, Alice Keppel, foi amante do rei Eduardo VII entre 1898 e 1910.[5]

Conhecida pelos íntimos desde pequena como Milla,[6] a futura duquesa passou muito tempo da sua criação no vilarejo de Plumpton (East Sussex) na Inglaterra, onde a casa de sua família, conhecida como The Laines, ficava próxima do autódromo de Plumpton.[4] A família de Camila tinha uma segunda casa de três andares em South Kensington, Londres, onde ela passou parte da infância.[6] A mãe de Camila era dona de casa[7] e o seu pai investiu em várias empresas depois de se retirar do exército, sendo a mais conhecida a Block, Grey and Block, uma empresa de vinhos em Mayfair da qual se tornou sócio.[8]

Durante a sua infância, Camila tornou-se numa leitora ávida por influência do pai, que lhe lia frequentemente.[9] Ela cresceu com cães e gatos[6] e, quando ainda era pequena, aprendeu a montar póneis num clube de póneis, onde ganhou rosetas em gincanas da comunidade.[7] Segundo a própria Camila, a sua infância foi: "perfeita em todos os aspetos".[6] O biógrafo Gyles Brandeth descreve a sua família e infância:

"Costuma dizer-se que a infância de Camila foi 'ao estilo de Enid Blyton'. Na verdade, foi muito mais grandiosa do que isso. Camilla, quando era pequena, tinha algumas características da personalidade da Zé, a maria-rapaz de Os Cinco, mas as crianças de Enid Blyton eram da classe média e os Shand pertenciam, sem dúvida, à classe alta. Os Shand tinham estatuto e tinham criados - criados em casa, criados no jardim, criados para as crianças. Eram da pequena nobreza. Eles abriam o jardim para a festa de verão da Associação do Partido Conservador. Isso diz tudo."[6] — Gyles Brandeth

Quando tinha cinco anos, Camilla foi enviada para Dumbrells School, em Sussex.[6] Ela deixou a escola aos 10 anos para ir estudar para a Queen's Gate School, em Kensington, Londres. Lá, foi colega da cantora Twinkle, que a descreveu como uma menina com "uma força interior" que irradiava magnetismo e confiança.[6] Uma das professoras da escola, a escritora Penelope Fitzgerald, que ensinava Francês, recordava Camila como "inteligente e vivaz". Camila deixou a escola em 1964, sem fazer os exames de acesso à universidade por opção dos pais.[6]

Aos 16 anos, Camila ingressou e finalizou seus estudos em Mon Fertile, na Suíça, uma escola para moças de aperfeiçoamento e preparo à vida social.[10] [11] Depois de terminar os seus estudos nesta escola, Camila decidiu viajar para a França para estudar francês durante seis meses na Institut Britannique, localizada na cidade de Paris na França.[12][10]

A 25 de março de 1965, Camila fez o seu baile de debutante na cidade de Londres, sendo uma de 311 jovens mulheres que participaram nesse ano[6] Depois de sair de casa dos pais, Camila partilhou um pequeno apartamento em Kensington com a amiga Jane Wyndham, sobrinha da decoradora Nancy Lancaster.[13] Depois, mudou-se para um apartamento maior em Belgravia, que partilhava com a senhoria, Lady Moyra Campbell, filha do Duque de Abercorn e, mais tarde com Virginia Carrington, filha do político Peter Carington, 6.º Barão Carrington.[6] Virginia foi casada com o tio de Camila, Henry Cubitt, entre 1973 e 1979.[6]

Camila trabalhou como secretária em várias empresas no West End de Londres e foi rececionista na empresa de decoração Sibly Colefax & John Fowler em Mayfair.[6] Ela tinha uma paixão por cavalos e participava frequentemente em atividades equestres.[6] Camila também gostava de pintar, o que a levou a ter aulas privadas com um artista, apesar de a maior parte do seu trabalho ter acabado "no lixo".[14] Outros interesses incluíam horticultura e jardinagem.[15]

História da famíliaEditar

De acordo com o genealogista William Addams Reitwiesner, Camila é descendente de franceses, ingleses, neerlandeses, escoceses e estadunidenses.[16] Ela descende de várias famílias que vivem em Massachusetts e em Connecticut desde os séculos XVII e XVIII, tais como Treadway, Barnes, Jones, Goodnow, Allen e Brazier, entre outras.[16]

Thomas Cubitt, um antepassado, fez fortuna construindo uma grande parte do oeste de Londres para a família Grosvenor.[17]

Ela também tem ancestrais canadenses de origem francesa, como Sophia Mary MacNab e William Coutts Keppel, de Hamilton, Ontário.[16] Sophia era filha de sir Allan Napier McNab, ex-primeiro-ministro da Província do Canadá. O filho do casal (e bisavô de Camila), George Keppel, casou-se com Alice Edmonstone, que mais tarde se tornaria a última e mais famosa amante de Eduardo VII do Reino Unido (trisavô do Príncipe Charles). Esta mesma linhagem faz de Camila uma parente distante das cantoras canadense Céline Dion e a estadunidense Madonna. A duquesa também é prima distante de Lady Diana Frances Spencer, Princesa de Gales e de Sara, Duquesa de Iorque, já que as três descendem de Carlos II da Inglaterra.[18]

Sua tia-avó, Violet Trefusis, filha de Alice Keppel, causou um escândalo na década de 1920, fugindo do marido para se casar com a sua amante lésbica, a escritora Vita Sackville-West, quando ambas eram casadas.[19][20] Através de George Keppel, Camila está relacionada com Judith Keppel, a primeira ganhadora do game show de televisão britânico Who Wants to be a Millionaire?

Casamentos e filhosEditar

Casamento com Andrew Parker BowlesEditar

No final dos anos 60, Camila conheceu Andrew Parker Bowles (que na altura era um oficial e tenente do regimento Blues and Royals) através do seu irmão mais novo, Simon Parker Bowles, que trabalhava na empresa de vinhos do pai de Camila em Mayfair.[6] Andrew era amigo do príncipe Carlos, Príncipe de Gales, ex-namorado da princesa Anne, Princesa Real do Reino Unido e afilhado da rainha Isabel II do Reino Unido.[21] Após uma relação inconstante com várias separações, o casal anunciou o seu noivado de forma tradicional no jornal The Times em 1973.[3]

 
Bolehyde Manor, onde Camila e Andrew viveram com a sua família.

O casamento, uma cerimónia católica, teve lugar a quatro de julho desse ano na Guards Chappel, em Londres.[6] Camila tinha 25 anos e Andrew Parker Bowles tinha 33. O vestido de Camila foi criado pela casa de moda britânica Bellville Sassoon e entre as damas-de-honor encontrava-se a afilhada de Andrew, Lady Emma Herbert.[6] Este foi considerado "o casamento da alta sociedade do ano"[3] com oitocentos convidados[6], entre eles a princesa Anne, a rainha Isabel II, a Rainha-mãe e a princesa Margarida.[6]

Camila e Andrew compraram a mansão Bolehyde Manor em Allington, Wiltshire e, mais tarde, a Middlewick House, em Corsham.[22] O casal teve dois filhos: Thomas Henry Parker Bowles (nascido em 1974, colunista da revista Tatler e afilhado do príncipe Carlos) e a Laura Rose (Parker Bowles) Lopes (nascida em 1978).[6]

A amizade entre o príncipe Carlos, Príncipe de Gales e os Parker-Bowles continuou. O casamento dos Parker-Bowles tornou-se aberto no decorrer do tempo, isto é, ambos cometiam adultério e sabiam disso.[23] A segunda e atual esposa de Andrew era sua amante na época de seu casamento com Camila.[23]

Em dezembro de 1994, após 21 anos de casamento, Camila e o marido pediram oficialmente o divórcio, afirmando que já viviam separados há vários anos. Em julho desse ano, a mãe de Camila, Rosalind, tinha morrido de osteoporose e o seu pai disse que aquela foi "uma altura difícil para ela". O divórcio foi finalizado em março de 1995.[6]

Camila era um Name da Lloyd's of London, mas há boatos de que ela perdeu grande parte da herança, aproximadamente £ 500 mil, que recebeu da família Cubitt, no mercado de seguro. Ela gosta de praticar hipismo e caça.

Relacionamento com o príncipe Carlos do Reino UnidoEditar

 
Camila com o príncipe Carlos em 2005.

Camila e o príncipe Carlos do Reino Unido, Príncipe de Gales conheceram-se em 1971.[6] Na altura, Camila e Andrew Parker Bowles encontravam-se separados e Andrew namorava com Anne, a irmã de Carlos.[6] Apesar de Camila e Carlos pertenceram ao mesmo círculo social e de frequentarem os mesmos eventos, ainda não se tinham conhecido formalmente. A sua biógrafa, Caroline Brandreth, afirma que o casal não se conheceu num jogo de polo, como costuma ser relatado, mas sim na casa de uma amiga mútua, Lucía Santa Cruz, que os apresentou.[24][6] Eles tornaram-se amigos íntimos e acabaram por ter um relacionamento, algo que era do conhecimento do seu círculo social.[3] Quando Carlos e Camila começaram a namorar, encontravam-se frequentemente em jogos de polo em Windsor Great Park, onde Carlos jogava. O casal também ia regularmente ao clube privado Annabel's em Berkeley Square.[6] Quando a relação ficou mais séria, Camila apresentou Carlos à sua família em Plumpton.[3] Os dois fizeram uma pausa na relação quando Carlos teve de viajar para se juntar à Marinha Real em 1973 e esta acabou abruptamente pouco depois.[3][6]

Há relatos distintos dos motivos que levaram o casal a separar-se em 1973. Robert Lacey escreveu no seu livro Royal: Her Majesty Queen Elizabeth II que Carlos tinha conhecido Camila cedo demais e que não lhe tinha pedido para esperar por ele quando viajou para o estrangeiro.[25] Sarah Bradford escreveu no livro Diana que o tio-avô de Carlos, Lorde Louis Mountbatten, tinha sido o responsável por enviar o príncipe para o estrangeiro para que Carlos e Camila terminassem a sua relação e a sua neta Amanda Knatchbull pudesse aproximar-se dele.[26] Algumas fontes sugerem que a Rainha-mãe não aprovava o relacionamento com Camila porque queria que Carlos se casasse com uma das netas da sua amiga Lady Fermoy da família Spencer.[27] Outras fontes também sugerem que Camila não queria casar com Carlos e que preferia casar com Andrew Parker Bowles, com quem tinha mantido uma relação desde os anos 60, ou que Carlos só se queria casar depois dos 30 anos.[6]

No geral, a maioria dos biógrafos reais concordam que, mesmo que Carlos e Camila se quisessem casar na altura, a união não teria sido aprovada porque, segundo a prima e madrinha de Carlos, Patricia Mountbatten, alguns membros da corte não achavam que Camila fosse uma noiva adequada para o futuro rei. Em 2005, ela afirmou: "Em retrospectiva, pode dizer-se que o Carlos se devia ter casado com a Camila quando teve a oportunidade. Agora sabemos que eles eram ideais um para o outro, mas isso não era possível. (...) Não teria sido possível na altura".[6] No entanto, eles ficaram amigos.[6] Em agosto de 1979, o Lorde Louis Mountbatten foi assassinado pelo IRA. Carlos ficou muito abalado com a sua morte e diz-se que procurou consolo junto de Camila.[3] Durante este período, começaram a surgir rumores entre os seus amigos mais íntimos de que Carlos e Camila tinham reatado a sua relação.[3] Uma fonte próxima de Camila confirmou-o em 1980. Havia ainda rumores entre os funcionários da Casa Real de que isso tinha acontecido mais cedo.[6] Aparentemente, o marido de Camila não se importou com o caso, visto que ele próprio também tinha mantido várias amantes ao longo do seu casamento.[28]

Para se casar com o príncipe Carlos pela primeira vez, foi escolhida a nova Lady Diana Frances Spencer.[29]

Nos anos 90, o caso veio à tona e Diana, Princesa de Gales acusou o adultério entre Carlos e Camila de ser o culpado da sua separação e divórcio no livro Diana: Her True Story.[6] Privadamente, Diana se referia a Camila chamando-a de "Rottweiler". Todavia, inicialmente os defensores do príncipe Charles, Príncipe de Gales diziam que a causa da separação de Charles e Diana era a "fixação paranóica" que ela tinha pelo "relacionamento amigável" entre o seu marido e Camila, defesa que depois se provou errada, tendo o próprio Charles assumido que havia sido amante de Camilla enquanto ambos ainda eram casados numa entrevista com Jonathan Dimbleby. [30] [31] Nessa entrevista, Carlos disse: "A Sra. Parker Bowles é uma grande amiga minha... é minha amiga há muito tempo e vai continuar a ser minha amiga durante muito tempo". No decorrer da entrevista, Carlos admitiu que tinha reatado a sua relação com Camila depois de o seu casamento com Diana ficar "irremediavelmente perdido" em 1996.[32]

Após a finalização dos respetivos divórcios, o príncipe Carlos declarou que a sua relação com Camila não era negociável.[33] Carlos estava ciente de que a sua relação estava a atrair muita publicidade negativa e contratou Mark Bolland (que já tinha contratado em 1995 para reabilitar a sua própria imagem) para melhorar a imagem pública de Camila.[34] Nos anos seguintes, Camila passou a acompanhar Carlos informalmente nos seus compromissos. Em 1999, o casal fez a sua primeira aparição pública em conjunto no Hotel Ritz em Londres numa festa de anos.[35] Cerca de 200 fotógrafos e jornalistas de todo o mundo registaram o momento. Em 2000, Camila acompanhou Carlos em vários compromissos oficiais na Escócia e, em 2001, ela tornou-se na presidente da Associação Nacional de Osteoporose, um cargo que a apresentou ao público.[36]

Em 2000, Camila conheceu a rainha pela primeira vez desde que a relação se tornara pública na festa do 60.º aniversário do ex-rei da Grécia, Constantino II. Este encontro foi visto como um selo de aprovação da rainha na relação entre Carlos e Camila.[37] Depois de uma série de aparições em locais públicos e privados, a rainha convidou Camila para as celebrações do seu Jubileu de Ouro em 2002. Camila sentou-se no camarote real, atrás da rainha, num dos concertos no Palácio de Buckingham.[38][39] Apesar de ainda manter uma casa em Wiltshire, a duquesa da Cornualha está a viver em Highgrove House e em Clarence House, antiga residência da rainha-mãe Isabel Bowes-Lyon, que se tornou a residência oficial do príncipe Charles em 2002. Carlos passou os seus primeiros anos de criação nessa casa, quando a sua mãe não havia sido coroada rainha ainda.[40] Em 2004, Camila acompanhou Carlos em quase todos os seus compromissos oficiais, incluindo uma visita de grande visibilidade aos highland games na Escócia.[41] Durante o ano de 2004, os media começaram a especular se o casal estaria a planear anunciar o seu noivado. Na altura, a maioria das sondagens indicava que o público britânico se mostrava favorável ao casamento.[6]

Casamento com o príncipe de GalesEditar

Em 10 de fevereiro de 2005, foi anunciado que Camila Parker Bowles e o príncipe Charles, Príncipe de Gales se casariam, em uma cerimónia civil, no dia 8 de abril daquele ano, no Castelo de Windsor, e que depois receberiam a bênção religiosa do Arcebispo da Cantuária. Em 04 de abril de 2005, foi anunciado que o casamento havia sido adiado por 24 horas até 09 de abril, para que o príncipe pudesse representar o Reino Unido nas exéquias papais do Papa João Paulo II.[42]

O casamento com Charles aconteceu no dia 09 de abril de 2005, quando a Igreja Anglicana deu a sua bênção ao casamento do príncipe Charles, Príncipe de Gales, herdeiro aparente do Reino Unido, com Camila. Segundo informa o jornal The Times, a posição foi manifestada por lord Carey, ex-arcebispo de Cantuária e primaz da Igreja Anglicana, que qualificou a união entre Charles e Camila como "natural".

Os pais de Carlos e de Camila não estiveram presentes na cerimónia e as testemunhas foram o filho de Camila, Tom, e o filho de Carlos, o príncipe William.[43][44] A rainha e o duque de Edimburgo estiveram presentes na bênção religiosa. Depois, a rainha organizou um copo-d'água para o casal no Castelo de Windsor.[45] O evento contou com atuações do Coro da Capela de São Jorge, da Orquestra Filarmónica e do compositor galês Alun Hoddinott. Como prenda de casamento, o Marinsky Theatre Trust trouxe a cantora mezzo-soprano russa Ekaterina Semenchuk ao Reino Unido para cantar para o casal.[6] Depois do casamento, o casal viajou para a casa de campo de Carlos na Escócia, Birkhall, e participou nos seus primeiros compromissos oficiais durante a lua de mel.[46][47]

Problemas de popularidadeEditar

 
Compromisso oficial: a abertura do Parlamento galês em Cardiff, País de Gales; 2011

Camilla desde sempre foi impopular por ter sido amante do príncipe Charles, Príncipe de Gales quando ele ainda estava casado com a Lady Diana Spencer, Princesa de Gales, chamada carinhosamente de a "Princesa do Povo" por causa de seus diversos trabalhos de caridade, incluindo os com portadores e doentes de AIDS na África.

Mesmo após o casamento com o príncipe Charles, Príncipe de Gales, em 2005, e os seus esforços de aparecer sempre sorridente em público, sem jamais ter se envolvido em qualquer polêmica desde então, a Duquesa da Cornualha (título que ela é obrigada a usar oficialmente devido o título de Princesa de Gales, das esposas dos Príncipes de Gales, ter ficado famoso e aliado à imagem de Diana Spencer), não conseguiu fazer com que fosse aceita por boa parte da população britânica. [48] [49] [50]

O site especializado em pesquisas YouGov, por exemplo, aponta (em dezembro de 2020) que ela empata em "opiniões positivas" e "opiniões negativas" em 34%, o que é preocupante para a futura Rainha-Consorte do Reino Unido. A atual, Catherine, Duquesa Cambridge (esposa do príncipe William, Duque de Cambridge), que será Rainha-Consorte depois de Camila, tem apenas 6% de opiniões negativas, por exemplo.

Numa outra pesquisa do YouGov, apenas 16% dos britânicos acham que Camilla deveria receber o título de Rainha e 27% opinam que ela não deveria ter título algum. Segundo o mesmo site, Camilla é apenas (em dezembro de 2020) a 11ª mais popular do Top 15 dos membros da família real britânica. [51] [52]

Desde sempre de olho na rejeição da futura Rainha-Consorte do Reino Unido, a Casa Real de Windsor tem coordenado diversas campanhas de Relações Públicas para melhorar a imagem e aceitação de Camilla, o que visivelmente ainda não deu certo, tanto que em novembro de 2020, a Clarence House, o escritório oficial do casal, teve que moderar os comentários nas redes sociais após um episódio da série de televisão britânica-estadunidense The Crown da Netflix, sobre a Lady Diana Spencer, Princesa de Gales causar uma onda de comentários negativos a respeito dela e do marido.[50] [53] [48]

Vida públicaEditar

Depois do casamento, Clarence House passou a ser a residência oficial da Duquesa da Cornualha e do Príncipe de Gales. O casal também fica em Birkhall durante as férias de verão e em Highgrove House no Gloucestershire para reuniões familiares. Em 2008, o casal instalou-se em Llwynywermod, no País de Gales, onde ficam quando visitam o país.[54] Para estar sozinha com os seus filhos e netos, a duquesa ainda mantém a sua casa, Ray Mill House.[55] A Duquesa da Cornualha tem três damas-de-companhia, que incluem a sua amiga de longa data, Amanda MacManus, que é a sua dama-de-companhia principal e secretária privada.[56][57]

Em março de 2007, foi confirmado que Camila tinha sido submetida a uma histerectomia, apesar de não terem sido divulgados detalhes da mesma publicamente.[58] Em abril de 2010, ela partiu a perna durante uma caminhada na Escócia[59] e, em novembro desse ano, o carro da duquesa e do marido foi atacado por estudantes durante uma manifestação.[60] Em 9 de abril de 2012, a data do sétimo aniversário de casamento da duquesa e do príncipe de Gales, a rainha nomeou a duquesa para a Real Ordem Vitoriana.[61] Em 2016, a rainha incluiu a duquesa no Conselho Privado.[62]

Visitas oficiaisEditar

 
A Duquesa da Cornualha com Laura Bush, George Bush e o Príncipe de Gales

O primeiro compromisso real a solo da duquesa foi uma visita ao Hospital de Southampton.[6] Camila participou pela primeira vez no Trooping the Colour em 2005, tendo aparecido na varanda do Palácio de Buckingham. A sua primeira viagem oficial ao estrangeiro foi em novembro de 2005, quando visitou os Estados Unidos e conheceu o presidente George W. Bush e a primeira-dama, Laura Bush na Casa Branca.[63] Depois, o Príncipe de Gales e a Duquesa visitaram Nova Orelães para ver o estado da cidade depois da passagem do Furacão Katrina e conheceram alguns residentes cujas vidas mudaram radicalmente depois do furacão.[64] Em março de 2016, o casal visitou o Egito, a Arábia Saudita e a Índia. Em 2007, ela dirigiu o batismo do navio HMS Astute e do novo navio Ms Queen Victoria. Em novembro de 2007, a Duquesa e o Príncipe de Gales fizeram uma visita de quatro dias à Turquia. Em 2008, ela e o Príncipe de Gales visitaram as Caraíbas, o Japão, o Brunei e a Indonésia. Em 2009, visitaram o Chile, o Brasil, o Equador, a Itália e a Alemanha. A sua visita ao Vaticano em Itália incluiu um encontro com o Papa Bento XVI. Mais tarde, visitaram o Canadá. No início de 2010, visitaram a Hungria, a República Checa e a Polónia. Camila não conseguiu cumprir a sua agenda na Europa de Leste por ter um nervo preso nas costas. Em outubro de 2010, ela acompanhou o Príncipe de Gales a Deli, na Índia para as cerimónias de abertura dos Jogos da Commonwealth.

Em março de 2011, a Duquesa e o Príncipe de Gales visitaram Portugal, Espanha e Marrocos e encontraram-se com os chefes de Estado dos respetivos países.[65] Em junho de 2011, a Duquesa representou sozinha a família real no Torneio de Ténis de Wimbledon.[66] Em agosto desse ano, a Duquesa acompanhou o Príncipe de Gales numa visita a Tottenham após os motins de Londres de 2011. Depois, o casal encontrou-se com residentes de Tottenham em fevereiro de 2012, entre eles proprietários de lojas para ver como se encontravam seis meses após os motins.[67][68][69] Em setembro, a Duquesa participou numa cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados do 11 de setembro que marcou o 10.º aniversário dos mesmos. A cerimónia decorreu em Londres e contou com a participação do primeiro-ministro David Cameron e do Príncipe de Gales.[70] Em novembro de 2011, a Duquesa viajou com o Príncipe de Gales para visitar vários países da Commonwealth e estados árabes do Golfo Pérsico. O casal visitou a África do Sul e a Tanzânia e encontrou-se com os presidentes desses países: Jacob Zuma e Jakaya Kikwete.

 
O príncipe Carlos e Camila com o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia e a rainha Sílvia da Suécia no Museu do Vasa em 2012

Em março de 2012, a Duquesa e o Príncipe de Gales visitaram a Noruega, a Suécia e a Dinamarca para assinalar o Jubileu de Diamante da rainha.[71] Em maio desse ano, o casal fez uma viagem de quatro dias ao Canadá inserida nas comemorações do Jubileu.[72] Em novembro de 2012, a Duquesa e o Príncipe de Gales visitaram a Austrália, a Nova Zelândia e a Papua-Nova Guiné numa digressão de duas semanas inserida nas comemorações do Jubileu.[73] Durante esta visita, eles marcaram presença na Melbourne Cup de 2012, onde a Duquesa entregou a taça ao vencedor da corrida. Em 2013, o casal visitou a Jordânia e encontrou-se com o rei Abdullah II e a sua esposa, a rainha Rania. Eles visitaram um campo de refugiados sírios.[74] A Duquesa esteve presente na abertura do Parlamento pela primeira vez em maio de 2013[75] e nesse mês teve a sua primeira visita a solo no estrangeiro em Paris. Nesse ano, o casal esteve presente na coroação do rei Guilherme Alexandre e da rainha Máxima dos Países Baixos e nas celebrações em honra da rainha Beatriz.[76]

Em junho de 2014, a Duquesa e o Príncipe de Gales participaram nas celebrações do 70.º aniversário do D-Day na Normandia e fizeram uma visita de nove dias ao México e à Colômbia em novembro desse ano.[77][78] Em maio de 2015, a Duquesa e o Príncipe de Gales visitaram a Irlanda do Norte e fizeram a sua primeira visita conjunta à República da Irlanda.[79] Em abril de 2018, o casal visitou a Austrália e participou na abertura dos Jogos da Commonwealth de 2018.[80] O casal também visitou países da África Ocidental como Gâmbia, Gana e Nigéria em 2018.[81] Em março de 2019, o Príncipe de Gales e a Duquesa fizeram uma visita oficial a Cuba, tornando-se nos primeiros membros da realeza britânica a visitar o país. A visita serviu em parte para fortalecer as relações entre o Reino Unido e Cuba.[82] Em março de 2021, o casal fez a sua primeira visita desde o início da pandemia de Covid-19 à Grécia, a convite do governo grego, para celebrar o bicentenário da independência do país.[83]

Caridade e patrocíniosEditar

A Duquesa é mecenas de escolas (St Catherine's School), instituições de saúde (The Society of Chiropodists and Podiatrists, Trinity Hospice, Arthritis Nuffield Orthopaedic Centre, Royal National Hospital for Rheumatic Diseases, Maggie's Cancer Caring Centres, JDRF), instituições ligadas a animais ( Animal Care Trust, Battersea Dogs & Cats Home, British Equestrian Federation, Elephant Family), instituições de proteção e empoderamento de jovens e crianças (Youth Action Wiltshire, The Girls' Friendly Society) e instituições de apoio às artes (New Queen's Hall Orchestra, London Chamber Orchestra, Elmhurst School for Dance, National Youth Orchestra of Great Britain).[84]

A Duquesa é a comodora-chefe honorária do Serviço Médico da Marinha Real. Dentro dos seus deveres com este cargo, ela visitou o navio-escola HMS Excellent em janeiro de 2012 para atribuir medalhas a equipas médicas navais que regressavam do Afeganistão.[85] A Duquesa também é membro honorário de outras instituições e, em fevereiro de 2012, foi eleita para o Gray's Inn, uma associação de advogados profissionais.[86] Em fevereiro de 2013, ela foi nomeada chanceler da Universidade de Aberdeen, um cargo cerimonial que envolve entregar os diplomas aos licenciados. Ela é a primeira mulher chanceler da história da universidade e o único membro da família real a deter o cargo desde que este foi criado em 1860.[87] Em 2015, foi anunciado que ela iria presidir o festival WOW (Women of the World Festival), um evento anual que celebra as conquistas das mulheres e que analisa os obstáculos que elas enfrentam no mundo, principalmente a violência doméstica.[88] Em 2018 e 2020, ela tornou-se vice-patrocinadora da Royal Commonwealth Society e da Academia Real de Dança.[89][90]

OsteoporoseEditar

 
O diretor da NIH, Dr. Elias Zerhouni recebe o Príncipe de Gales e a Duquesa da Cornualha para um debate sobre a osteoporose com o Cirurgião-geral Richard Carmona e outros oficiais de saúde em novembro de 2005.

Em 1994, a Duquesa associaou-se à National Osteoporosis Society depois de a sua mãe ter morrido de forma dolorosa da doença nesse ano. A sua avó materna também morreu devido a complicações provocadas pela osteoporose em 1986. A Duquesa tornou-se mecenas desta instituição em 1997 e passou a ser sua presidente em 2001 num evento que foi bastante divulgado e onde se fez acompanhar pelo Príncipe de Gales.[91] Em 2002, a Duquesa anunciou o lançamento de um mini-livro: A Skeleton Guide to a Healthy you, Vitamins and Minerals que tinha como objetivo ajudar as mulheres a proteger-se da doença.[92] No mês seguinte, ela participou na conferência de Mulheres Líderes para Examinar os Obstáculos e a Comparticipação do Diagnóstico e Tratamento da Osteoporose, que contou com a participação de 13 mulheres ilustres de todo o mundo. O evento foi organizado pela International Osteoporosis Foundation e apresentado pela rainha Rania da Jordânia. Foi neste evento que a Duquesa fez o seu primeiro discurso público. A conferência internacional, que decorreu em Lisboa, juntou figuras públicas de todo o mundo para falar da osteoporose e pediu a intervenção dos governos.[93] Em 2004, a Duquesa participou noutra conferência em Dublin, organizada pela Irish Osteoporosis Society e, no ano seguinte, visitou o National Institutes of Health em Maryland, nos Estados Unidos, para fazer uma apresentação sobre a osteoporose.[94]

Em 2006, a Duquesa lançou a campanha de caminhadas Big Bone, que levou 90 crianças a fazer uma caminhada de 16 quilómetros em Loch Muick, na propriedade de Balmoral na Escócia, para angariar dinheiro para a caridade. Através desta campanha, conseguiu angariar 200.000 libras.[95] Em 2011, ela participou na série de rádio The Archers para divulgar a doença[96] e, em 2013, associou-se ao programa Strictly Come Dancing para angariar fundos para a National Osteoporosis Society.[97] Em 2006, a Duquesa já tinha discursado em mais de 60 eventos relacionados com a osteoporose no Reino Unido e por todo o mundo, e também tinha inaugurado unidades de cintilografia óssea em centros de osteoporose para ajudar doentes.[91] Quase todos os anos, a Duquesa assinala o Dia Mundial da Osteoporose.[98] Ela continua a participar em conferências por todo o mundo e a conhecer especialistas para falar da doença.[99]

Pelo seu trabalho de sensibilização para a osteoporose em todo o mundo, a Duquesa foi homenageada com um prémio Ethel LeFrank por uma instituição de caridade norte-americana em 2005.[100] Em 2007, recebeu o prémio Kohn Foundation da National Osteoporosis Society.[101] Em julho de 2007, a Duquesa inaugurou o Cornwall Centre for Osteoporosis no Royal Cornwall Hospital, Truro.[102] No mesmo ano, a King's College de Londres concedeu-lhe uma honorary fellowship por aumentar a visibilidade da osteoporose.[103] Em 2009, a National Osteoporosis Society criou o prémio Duquesa da Cornualha, que reconhece os avanços na área da osteoporose.[104] Em 2016, a Duquesa recebeu um Doutoramento honorário da Universidade de Southampton. Em 2019, a National Osteoporosis Society passou a ser a Royal Osteoporosis Society.[105]

Vítimas de violação e de abuso sexualEditar

Depois de visitar nove centros de crise para vítimas de violação e de ouvir histórias de sobreviventes, a Duquesa começou a chamar a atenção para o assunto e a promover formas de ajudar vítimas de violação e de abuso sexual a ultrapassar os seus traumas. Segundo o The Times: "As histórias que Sua Alteza Real ouviu na sua primeira visita e as histórias que ouviu depois deixaram-na com um forte desejo de chamar a atenção para a violação e o abuso sexual e de tentar ajudar as pessoas afetadas pelos mesmos".[106] Ela fala frequentemente com vítimas num centro de crise de violação em Croydon e costuma visitar outros centros, por todo o Reino Unido e em visitas oficiais ao estrangeiro, para se reunir com os funcionários e as vítimas.[107] Em 2010, em conjunto com o Mayor de Londres da altura, Boris Johnson, ela inaugurou um centro em Ealing, no Oeste de Londres, para vítimas de violação. Este centro acabou por se expandir para outras zonas da cidade, incluindo Hillingdon, Fulham, Hounslow, e Hammersmith.[108] Em 2011, a Duquesa inaugurou o Centro de Encaminhamento de Vítimas de Abuso Sexual de Oakwood Place Essex.[109]

Em 2013, ela organizou um encontro entre vítimas de violação e grupos de apoio em Clarence House. O Diretor do Ministério Público, Keir Starmer, e a Ministra do Interior, Theresa May, estavam entre os convidados. Neste evento, a Duquesa apresentou um plano para ajudar as vítimas: cerca de 750 necessaires, criados pelos funcionários de Clarence House com artigos de toilette foram entregues às vítimas. A Duquesa teve esta ideia depois de visitar um centro no Derbyshire e de ter perguntado às vítimas o que as ajudaria a sentir-se confortáveis depois do trauma e dos exames forenses. Segundo Clarence House, o evento foi a primeira reunião de sempre com figuras proeminentes a focar-se exclusivamente na violação e no abuso sexual.[110] Nesse ano, a Duquesa visitou a Irlanda do Norte e inaugurou o The Rowan, um centro de encaminhamento de vítimas de abuso sexual no Antrim Area Hospital, que foi o primeiro centro a oferecer ajuda e conforto a vítimas de violação e de abuso sexual na Irlanda do Norte.[111] Em maio de 2014, durante a sua visita oficial ao Canadá, a Duquesa encontrou-se em privado com duas mulheres que tinham deixado lares violentos e que estavam a receber apoio da Alice House of Dartmouth, em Nova Scotia.[112] Em março de 2016, durante uma visita oficial aos Bálcãs com o seu marido, a Duquesa visitou programas da UNICEF em Montenegro e falou sobre abusos sexuais a crianças. Ela teve ainda acesso a uma amostra de uma nova aplicação concebida para proteger crianças de abuso sexual na internet.[113] No ano seguinte, a Duquesa criou uma parceria com a cadeia de drogarias Boots para criar uma linha de necessaires que são distribuídos a centros de encaminhamento de vítimas de abuso sexual do Reino Unido.[114] Em setembro de 2021, a Duquesa tornou-se patrocinadora do Mirabel Centre, o primeiro centro de encaminhamento de vítimas de abuso sexual da Nigéria.[115]

Títulos, estilos, honras e brasãoEditar

 
Monograma real de Camila como membro por casamento da família real britânica.

Títulos e estilosEditar

  • 17 de julho de 1947 – 04 de julho de 1973: "Srta. Camila Rosamaria Shand"
  • 04 de julho de 1973 – 03 de março de 1995: "Sra. Andrew Parker Bowles"
  • 03 de março de 1995 – 09 de março de 2005: "Sra. Camila Parker Bowles"
  • 09 de março de 2005 – presente: "Sua Alteza Real, a Duquesa da Cornualha"
    • Na Escócia: "Sua Alteza Real, a Duquesa de Rothesay" e "Princesa da Escócia"
    • Em Chester: "Sua Alteza Real, a Condessa de Chester"
    • Em Carrick: "Sua Alteza Real, a Condessa de Carrick"
    • Em Renfrew: "Sua Alteza Real, a Baronesa de Renfrew"

O seu título e estilo completo devido ao casamento com Charles é atualmente de: "Sua Alteza Real, Camila Rosamaria, Duquesa da Cornualha, Duquesa de Rothesay, Condessa de Chester, Condessa de Carrick, Baronesa de Renfrew, Lady das Ilhas, Princesa da Escócia e Dama da Grande Cruz da Real Ordem Vitoriana".[116]

Pelo título Princesa de Gales ainda estar muito fortemente associado com sua última detentora, a Lady Diana Spencer (primeira esposa do príncipe Carlos, Príncipe de Gales), Camila preferiu utilizar a forma feminina do principal título subsidiário de seu marido, o Duque da Cornualha,[116] mesmo legalmente sendo a atual Princesa de Gales. A menos que algum decreto do Parlamento do Reino Unido seja aprovado estabelecendo o contrário, quando Carlos ascender ao trono e tornar-se rei, ela poderá assumir o título de Rainha-Consorte do Reino Unido.[117] Entretanto, a Clarence House afirmou oficialmente que se Carlos virar rei, é a intenção que Camila assuma o título de princesa consorte,[118] similar ao título que o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota recebeu com seu casamento com a rainha Vitória do Reino Unido. Esse não é o mesmo uso que o seu sogro príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, que não detém o título de príncipe consorte mesmo tendo sido criado um príncipe do Reino Unido por sua esposa.[119]

HonrasEditar

Ordens
Medalhas

BrasãoEditar

Em 2005, em seu aniversário de 58 anos, a Clarence House anunciou oficialmente que Camila havia recebido da rainha o direito de seu próprio brasão para uso pessoal. O brasão foi preparado por Peter Gwynn-Jones, Rei de Armas Principal da Jarreteira, e foi afirmado que Isabel II do Reino Unido, Camila e Carlos estavam todos "muito interessados" em sua criação.[122] O brasão de Camila impala os de seu marido à dextra (lado direito do portador e lado esquerdo do observador) e os de seu pai à sinistra (lado esquerdo do portador e lado direito do observador).[123]

O seu brasão consiste em: à dextra, o brasão real, esquatrelado: I e IV goles, três leões passant guardant or em pala (pela Inglaterra); II or, um leão rampant dentro de um tressure flory-contra-flory goles (pela Escócia); III Azure, uma harpa or com cordas argento (pela Irlanda), diferenciado por um lambel argento de três pés; em cima um escudo com quatro leões passant guardant or e goles, encimados por um coronel de herdeiro (pelo País de Gales). À sinistra, azure, uma cabeça de javali argento armada e linguada or, um acanalado argento com uma cruz crosslet fitchy sablé entre duas mullets goles.[123]

Acima está o coronel de herdeiro aparente de Carlos. Os suportes são o leão rampant or da Inglaterra à dextra, diferenciado pelo lambel argento de três pés e um coronel, e à sinistra um javali azure armado or, linguado goles e empanturrado com um coronel composto de cruzes formy e flores-de-lis presas ao mesmo por uma corrente refletida pelas costas e terminando em um anel or.[123]

Brasão de Camila, Duquesa da Cornualha.

DescendênciaEditar

Nome Nascimento Casamento Descendência
Tom Parker Bowles 18 de dezembro de 1974 10 de setembro de 2005 Sara Buys Lola Rosalind Parker Bowles
Freddy Parker Bowles
Laura Parker Bowles 1 de janeiro de 1978 6 de maio de 2006 Harry Lopes Eliza Lopes
Louis Lopes
Gus Lopes

AncestraisEditar

Referências

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Ligações externasEditar

 
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