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BR-230
Nome popular Rodovia Transamazônica
Identificador  BR-230 
Tipo Rodovia Transversal
Inauguração 27 de agosto de 1972
Extensão 5 662 km
Extremos
 • Leste:
 • Oeste:

Rua Duque de Caxias, Cabedelo, Paraíba
Rua Doutor João Fábio, Lábrea, Amazonas
Trecho da BR-230.svg BR-230
Interseções
Concessionária Pública
< BR-230.svg
BR-230
>
Lista de rodovias do Brasil
No período de outubro a março, o trecho da rodovia entre Novo Repatimento, no Pará e Lábrea, no Amazonas, fica intransitável por causa das chuvas por não ser totalmente pavimentado.

A BR-230, também conhecida como Rodovia Transamazônica, é uma rodovia federal transversal do Brasil, com extensão de 5 662,60 quilômetros (incluindo os trechos não construídos), sendo a maior rodovia do país.[1] Foi criada durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974), sendo uma das obras inacabadas devido às suas proporções enormes, realizadas durante o período da ditadura militar.[2][3] Ao extremo leste (na região Nordeste), se inicia na cidade de Cabedelo, no estado da Paraíba; enquanto que ao extremo oeste (na região Norte), se inicia na cidade de Lábrea[4], no estado do Amazonas.[1]

HistóriaEditar

Vídeo do Fundo Agência Nacional, em que Médici aparece na inauguração de uma placa que marca o início da construção da rodovia em Altamira (PA) e trechos da rodovia são mostrados.

Planejada para integrar melhor o Norte brasileiro com o resto do país, foi inaugurada em 27 de agosto de 1972 ainda inacabada e faltando vários trechos a serem asfaltados. Inicialmente projetada para ser uma rodovia pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Nordeste do Brasil com o Peru e o Equador, não sofreu maiores modificações desde sua inauguração. Depois o projeto foi modificado para 4 977 km até Benjamin Constant, porém a construção foi interrompida em Lábrea totalizando 4 260km.

Os trabalhadores ficavam completamente isolados e sem comunicação por meses. Alguma informação era obtida apenas nas visitas ocasionais a algumas cidades próximas. O transporte geralmente era feito por pequenos aviões, que usavam pistas totalmente precárias.

Por não ser pavimentada, o trânsito na Rodovia Transamazônica é impraticável nas épocas de chuva na região (entre outubro e março). Os genocídios[5] e desmatamento em áreas próximas à rodovia é um sério problema ocasionado por sua construção e é muito criticado pelos povos indígenas e ambientalistas.

CaracterísticasEditar

A BR-230 ou Transamazônica é uma rodovia transversal, considerada a terceira mais longa rodovia do Brasil, com 4 260km de extensão, ligando cidade portuária de Cabedelo na Paraíba ao município de Lábrea, no Amazonas cortando algumas das principais cidades do estado do Pará: Marabá, Altamira e Itaituba. Na Paraíba representa o principal eixo de circulação de pessoas e mercadorias entre seus municípios, tendo como referencial o porto de Cabedelo e as cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras, os maiores pólos econômicos do estado. Percorre o solo paraibano por 521 km, com boa condição de tráfego até a divisa com o estado do Ceará.

O segmento de 147,6 quilômetros de extensão entre Cabedelo - onde se encontra o seu marco 0 - e Campina Grande, passando pela Grande João Pessoa e outros municípios, foi duplicado nos governos FHC e Lula. É esperado uma duplicação adicional entre os municípios de Campina Grande e Cajazeiras.

PercursoEditar

 
Início da Transamazônica
 
Rodovia Transamazônica entre Rurópolis e Uruará, Pará

A partir do km 0 em Cabedelo (PB), algumas das cidades localizadas às margens ou próximas à BR-230 são as seguintes:

  ParaíbaEditar

  CearáEditar

 
Rodovia Transamazônica duplicada em Marabá no Pará

  PiauíEditar

  MaranhãoEditar

  TocantinsEditar

  ParáEditar

  AmazonasEditar

GaleriaEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «BR – 230» (PDF). infraestrutura.gov.br. Consultado em 6 de julho de 2019 
  2. «Construção da Transamazônica». O Globo. Consultado em 6 de julho de 2019 
  3. «Transamazônica: saiba o que mudou em 45 anos de construção». Empresa Brasil de Comunicação. 13 de outubro de 2015. Consultado em 6 de julho de 2019 
  4. «Lu Marini chega ao ponto final da inacabada Transamazônica». Fantástico. 13 de outubro de 2013. Consultado em 13 de agosto de 2019 
  5. genoídios [1]

Ligações externasEditar