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Copa Rio (torneio internacional)

(Redirecionado de Copa Rio Internacional)
Copa Rio
Torneio Internacional de Clubes Campeões
Taça Rio.jpg

Primeiro troféu da Copa Rio
Dados gerais
Organização CBD, com a autorização da FIFA[1][2][3][4]
Edições 2
Local de disputa Brasil
Sistema Grupos e Eliminatórias
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A Copa Rio[5] foi uma competição internacional de clubes de futebol disputada por dois anos seguidos, no Brasil, durante o começo da década de 1950, mais precisamente nos anos de 1951 e 1952. Em agosto de 2014, o campeonato de 1951 foi reconhecido como mundial pela FIFA, por meio do presidente da entidade, Joseph Blatter, sendo uma decisão do Comitê Executivo da entidade em 7 de junho.[6][7][8][9] Em novembro do mesmo ano, o Ministério dos Esportes do Brasil recebeu documento oficial da entidade máxima do futebol confirmando a condição da Copa Rio.[10][11]

A imprensa brasileira, na época, apelidou-a como "Torneio Mundial de Campeões" ou "Campeonato Mundial de Clubes",[12] um título que ela também daria posteriormente à Copa Intercontinental, mas que oficialmente ficou restrito somente às decisões dos mundiais organizados pela FIFA em 2000 e a partir de 2005.[13][14] Foi idealizada pelo jornalista Mário Filho,[15][nota 1] cujo irmão, também renomado jornalista, Nelson Rodrigues, a definiu como "um acontecimento do futebol mundial".[16]

A Copa Rio apresentou um formato parecido com o adotado pela FIFA na primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, também realizado no Brasil, em 2000, com 7 países (até 2020)[nota 2] e 2 brasileiros,[nota 3] sendo a diferença que a Copa Rio teve jogos de semifinais, e os jogos de finais e semifinais eram em "ida e volta" e não em um jogo só.[17][18][19][20][21]

Em março de 2007, a FIFA teria considerado a Copa Rio de 1951 como sendo a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, entretanto, retraindo a decisão em dezembro do mesmo ano pelo comitê da entidade.[22][23] Posteriormente, em agosto de 2014, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, afirmou que a entidade reconheceria a competição de 1951, vencida pelo Palmeiras, como um mundial de clubes. Porém, desta vez o dirigente máximo da entidade destacou que a Copa Rio não seria equiparada a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, mas que receberia um certificado que chancelaria sua importância.[24] Na mesma declaração, Blatter disse que o clube era o "campeão mundial daquela época" e que reconheceria outros campeões mundiais.[25][26]

No dia 12 de agosto de 2014, a FIFA divulgou um comunicado: "Em reunião realizada em São Paulo, no dia 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da FIFA concordou com o pedido feito pela CBF e reconheceu o título de 1951 como o primeiro entre clubes da Europa e da América em abrangência/nível mundial. Decisão no documento da FIFA: "Concessão do pedido da CBF para reconhecer o torneio de 1951 entre clubes europeus e sul-americanos, vencido pelo Palmeiras, como a primeira competição mundial de clubes."[27][7][28][29][30] Mas reiterou que o primeiro mundial de clubes da entidade foi o realizado em 2000, noticiou a grande mídia.[31]

No dia 21 de novembro de 2014, o ministro do esporte do Brasil, Aldo Rebelo, recebeu a cópia da ata da reunião do Comitê Executivo da FIFA, no qual afirma que o Torneio Internacional de Campeões de 1951 equivale a um mundial de clubes. Intitulado "Reconhecimento da Copa Rio 1951 como a Primeira Copa Mundial de Clubes", o documento afirma que "depois do grande sucesso da Copa do Mundo FIFA no Brasil em 1950, a CBD (precursora da atual CBF) decidiu promover outro campeonato em parceria com a FIFA visando elevar a qualidade técnica do esporte. Isso foi alcançado na Copa Rio 1951".[32][3]

No dia 18 de dezembro de 2015, a FIFA voltou a declarar que o Palmeiras é detentor do título da primeira competição mundial entre clubes da história que foi realizada em 1951, como o presidente Joseph Blatter havia garantido para a CBF e para a própria diretoria do clube durante a Copa do Mundo de 2014. A nova confirmação foi dada por meio de um documento oficial ao jornal O Estado de S. Paulo, diretamente da sede da entidade máxima do futebol na Suíça. Um porta-voz da FIFA enviou um texto onde declara o torneio disputado em 1951 entre clubes europeus e sul-americanos como a primeira competição mundial de clubes e o Palmeiras como o seu vencedor".[33][34][35]

No dia 22 de julho de 2016, a FIFA exaltou o aniversário de 65 anos do título da Copa Rio de 1951, conquistado pelo Palmeiras, naquele que foi o primeiro Mundial de Clubes da história. A entidade postou o seguinte: – "Verde é a cor da inveja. O Verdão foi motivo de inveja do mundo todo. O Palmeiras, inspirado por Liminha, derrotou a Juventus de Giampiero Boniperti e do deslumbrante trio dinamarquês Karl Hansen, John Hansen e Karl Aage Præst para se tornar o primeiro campeão global do esporte. 100 mil pessoas assistiram no Maracanã e 1 milhão de pessoas inundaram as ruas de São Paulo para acolher os heróis em casa." – diz o post da FIFA,[36] que mais tarde, mudou a nomenclatura para "primeiro campeão intercontinental mundial de clubes".[37]

Até 27 de janeiro de 2017, a maioria[38] das menções da FIFA como primeiro torneio de clubes de dimensão mundial faziam referência apenas à Copa Rio de 1951, em geral, consultas formais do Palmeiras[39] e do jornal O Estado de S. Paulo sobre o título palmeirense,[40] porém naquela data uma comunicação da FIFA ao jornal O Estado de S. Paulo incluiu a Copa Rio de 1952 em sua nota oficial.[41] Nessa mesma nota a entidade declarou que, apesar de reconhecer e valorizar as competições de clubes de dimensões mundiais não organizadas por ela como no caso da Copa Rio e da Copa Intercontinental/Copa Toyota, no entanto, só considerava como campeões mundiais oficiais da FIFA os vencedores da Copa do Mundo de Clubes disputada em 2000 e desde 2005.[42]

Em outubro de 2017, a entidade concordou com o pedido feito pelo presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez, e reconheceu oficialmente os vencedores da Copa Intercontinental como campeões mundiais,[43][44][45][46][47] sem promover a unificação da Copa Intercontinental com a sua atual competição.[48][49] Desde de então, a FIFA deixou de fazer menção sobre a condição de mundial da Copa Rio de 1951, apesar da decisão de reconhecimento outorgado por seu Comitê Executivo não ter sido revogado.[50] Em dezembro de 2017, foi noticiado que o Palmeiras pediu ajuda da CONMEBOL para reconsiderar a Copa Rio de 1951 com sendo um mundial de clubes. "O Mundial já foi confirmado pela Fifa aqui em 2014. Nossa preocupação não é nesse sentido. A Conmebol, que sai na batalha pelos clubes, agora faz de conta que não viu o reconhecimento do Palmeiras. Parece que eles não estavam na reunião em que a Fifa reconheceu o Palmeiras campeão" disse Frizzo, dirigente palmeirense do dossiê sobre a Copa Rio.[51][52]

Em abril de 2019, o presidente da FIFA, Infantino disse: "Já decidimos dar o título de campeão mundial a todos que ganharam a Copa entre Europa e América do Sul desde 1960. E 1951 é um pouquinho mais para trás." Já o ex-presidente Blatter disse: "Devemos reconhecer que o Palmeiras foi o primeiro campeão mundial de clubes e ponto final. Foi o primeiro."[53][54][55][56][57][58] Em relação ao reconhecimento do status de títulos mundiais em épocas diferentes, a Copa Rio e a Copa Toyota nunca foram eventos mundiais oficiais da FIFA, mesmo considerando o caráter de competição oficial.[59][60][61] A posteriori os seus vencedores foram reconhecidos pelo Comitê Executivo/Conselho da entidade com o status de campeões mundiais.[62][63][64][65][66][67][68][69][70][nota 4]

História

 
Giampiero Boniperti, da Juventus, artilheiro da Copa Rio de 1951, competição originalmente idealizada em 1950 como "versão clubes" da Copa do Mundo de 1950 e organizada pela CBD em 1951 - 21 anos após a Copa das Nações de 1930 ter sido organizada como "contraponto" de clubes à Copa do Mundo da FIFA de seleções. Em 2007, Boniperti confirmou em entrevista que, para ele e seus companheiros de Juventus, a Copa Rio foi como um Mundial de Clubes.

A Copa Rio tem a sua importância histórica em virtude de ser a primeira tentativa de organização de uma Copa do Mundo de Clubes de futebol que na prática teve alcance intercontinental,[71] antes mesmo da Copa Intercontinental e da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Segundo a FIFA, a primeira tentativa de que se tem notícia de fazer um Mundial de Clubes foi o Troféu Sir Thomas Lipton, de 1909 e 1911, porém esta competição contou apenas com equipes europeias.[72][73][74]

A ideia de que a própria FIFA deveria organizar um mundial de clubes data pelo menos do início da década de 1950, logo após o relançamento do futebol mundial com a Copa do Mundo de 1950. A Copa Rio Internacional foi originalmente idealizada, em julho de 1950,[75][76] como uma "versão clubes" da Copa do Mundo de 1950, objetivando contar com os clubes campeões dos países participantes daquela Copa:[77] o planejamento original da Copa Rio era contar com 16 clubes campeões, o mesmo número de participantes originalmente planejado para a Copa do Mundo de 1950,[78] mas mediante as dificuldades para trazer quadros estrangeiros, reduziu-se para 8 o número de participantes, a serem os campeões dos dois principais estados do Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), de Portugal (em função dos laços afetivos com o Brasil) e dos países mais bem colocados na Copa do Mundo de 1950 (Uruguai, Espanha, Inglaterra, Suécia, Itáliaporém, os possíveis representantes espanhol, inglês e sueco declinaram o convite e foram substituídos por equipes de Áustria, França e Iugoslávia).

A iniciativa brasileira levou jornalistas a questionarem, em Madri, o presidente da FIFA Jules Rimet sobre o envolvimento da FIFA na Copa Rio Internacional, ao que ele respondeu que a competição não foi submetida à FIFA e que era de responsabilidade exclusiva da CBD.[79][80] Segundo o livro 1952 - Fluminense Campeão do Mundo, de Eduardo Coelho, Jules Rimet esclareceu posteriormente ao brasileiro Jornal dos Sports que a Copa Rio não precisava de autorização oficial da FIFA, por tratar-se uma competição entre clubes, não entre seleções, mas que ele pessoalmente aprovava o modelo da competição, e acreditava que a mesma teria grande sucesso.

A Copa Rio Internacional foi a primeira competição de clubes de que se tem notícia de abrangência intercontinental, incluindo clubes de mais de um continente, em sua primeira edição (1951) foi oficialmente chamada Torneio Internacional dos Clubes Campeões, e chamada de Torneio Mundial de Clubes e/ou Torneio Mundial dos Campeões por vários jornais brasileiros[81][82][83][84][85][86][87][88][89][90][91] e europeus;[92][93] por exemplo, em sua edição nº 306 (de 12/06/1952, página 11), o jornal Última Hora afirma que "não se pode comparar a Copa Rio, que quer ser um verdadeiro Campeonato Mundial de Clubes campeões, com qualquer tournée";[94] segundo o artilheiro da competição Giampiero Boniperti, a Copa Rio foi entendida como Mundial de Clubes por ele e seus companheiros de Juventus;[95] foi um "projeto impressionante" que teve uma recepção entusiástica dos dirigentes da cúpula da FIFA, sobretudo de Ottorino Barassi, Jules Rimet e Stanley Rous em particular,[15] de maneira que a competição foi criada "quase tendo o rótulo oficial" da FIFA;[78] inspirou a criação da Copa dos Campeões da Europa e consequentemente da Copa Intercontinental;[96][97] foi tratada como Mundial, Torneio dos Campeões e/ou Copa dos Campeões não só no Brasil, mas em vários países (sobretudo os países participantes da Copa do Mundo de 1950), como Itália,[78] Espanha,[98][99][100] Portugal,[101] Áustria,[102] Suíça,[103] Iugoslávia, que teve representante na primeira edição e cujo campeão Dynamo Zagreb tentou se inscrever na segunda edição,[104] México, cujo campeão Atlas pediu sua inclusão no torneio,[105] e Uruguai, que candidatou-se a sediar a segunda edição do evento.[106] O dirigente italiano Ottorino Barassi (então presidente da Federação Italiana, secretário-geral e vice-presidente da FIFA) e a CBD foram os responsáveis mais diretos pela concretização do projeto,[78] sendo que Barassi atuou no recrutamento de quadros europeus para vir ao Brasil em 1951,[107] 1952[108] e 1953 (em 1953, para a Copa Rivadavia, Barassi foi incumbido de recrutar somente o representante italiano),[109] enquanto Stanley Rous (então presidente da Federação Inglesa, secretário-geral e vice-presidente da FIFA) atuou na mesma função em 1951.[110] Vale notar que os jornais da época confirmam que Ottorino Barassi, Stanley Rous e Jules Rimet prestigiaram a ideia da Copa Rio,[78][15] mas não confirmam a versão (comumente citada[111]) que Rimet nomeou Barassi para atuar na Copa Rio em nome da FIFA; na verdade, em abril de 1951 Rimet desmentiu que a Copa Rio tivesse sido submetida à FIFA e afirmou que era de responsabilidade exclusiva da CBD.[79]

 
Equipe do Palmeiras perfilada antes da grande final contra a Juventus em 1951, no Estádio do Maracanã, em foto do Arquivo Nacional

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo de 22 de julho de 1950, foi Stanley Rous quem propôs à CBD em 1950 (quando ele era secretário-geral e um dos vice-presidentes da FIFA) que a CBD realizasse um "torneio de campeões de todos os países filiados à FIFA",[75][76][112] competição que em 1951 tomou forma na Copa Rio Internacional e contou com a participação do próprio Rous em sua organização[113] (ainda que o "pai original" da idéia não tenha sido Rous: de acordo com o jornal italiano La Stampa de 21/07/1951,[114][115] a ideia foi originalmente lançada durante a Copa do Mundo de 1950 pelo jornalista britânico Frank Thompson do jornal The Daily Mirror de Londres). Em 1952, novamente foi levantada a ideia de envolvimento da FIFA nas competições internacionais de clubes: comentando a dificuldade do Fluminense e da CBD (organizadores da Copa Rio Internacional de 1952) em trazer clubes europeus àquela competição, e justificando esta dificuldade na incompatibilidade entre os calendários das competições de clubes dos diferentes países, o jornal O Estado de S. Paulo (página 11, 26/06/1952) sugeriu que deveria haver o envolvimento da FIFA na programação das competições internacionais de clubes, afirmando que "o ideal, portanto, seria que os torneios internacionais, aqui ou no exterior, fossem disputados em épocas fixadas pela FIFA, ouvidas as federações vinculadas."[116]

A edição de 1951 da Copa Rio chegou a ser, por um breve período (março/abril de 2007), reconhecida pela FIFA como sendo uma Copa do Mundo de Clubes,[117][118] e algumas fontes alegam que apenas a edição de 1951 da Copa Rio teve cunho de Mundial de Clubes.[119] dizendo que apenas a edição de 1951 da Copa Rio teve cunho de Torneio de Campeões, e que o Palmeiras se considerou campeão mundial ao vencer o Torneio; já em 1952, pelo menos três jornais a trataram como Mundial, o jornal Última Hora a tratou assim,[120] o jornal Diário de Belo Horizonte (que estampou como manchete principal "Fluminense campeão do mundo")[121] e o Jornal dos Sports,[122] assim como o Canal 100, histórico cine-jornal brasileiro, raro documento de imprensa não escrita da época atualmente preservado.[123] O Jornal dos Sports fazia citações do tipo "..o mais importante torneio de clubes campeões que se tem realizado no mundo"[124] ou "Rio capital mundial do football",[125] rebateu a opinião de alguns que a segunda Copa Rio teria tido nível técnico menor do que a primeira (em virtude das sucessivas recusas de alguns clubes convidados, como Millonários, Racing, Juventus, Barcelona, chegou-se a fazer pilhéria da organização da competição),[126] além de afirmar que a vitória do Fluminense marcou uma curva decisiva na evolução tática do futebol brasileiro.[127] Uma diferença entre as edições de 1951 e 1952 da Copa Rio foi quanto ao tratamento enquanto Torneio de Campeões. No início da competição de 1951, o jornal O Estado de S. Paulo (de 24 de junho de 1951) sugeriu que o nome oficial da competição (Torneio Mundial dos Campeões) fosse mudado, dizendo que pela lista de participantes estrangeiros, o torneio não merecia ser chamado nem de Mundial nem de Campeões.[128] Neste mesmo mês, a CBD declarou que as edições seguintes do torneio (depois da edição de 1951) não seriam chamadas oficialmente de Torneio de Campeões mas só de Copa Rio.[129] Possivelmente por isso, a conquista do Fluminense em 1952 foi tratada apenas como Copa Rio por alguns órgãos de imprensa, emboras os órgãos citados, que a trataram como título Mundial e dos Campeões.[120]

 
Ambiente em homenagem à Copa Rio de 1952 na sala de troféus do Fluminense

A competição de 1953 sucessora da Copa Rio Internacional, a Copa Rivadavia, também da CBD, foi também tratada como Campeonato Mundial de Clubes, ao menos perante o participante escocês Hibernian,[130] alegando que ela era rotulada dessa forma pela CBD,[131][132] sendo que, por razões até agora desconhecidas, este clube tinha anteriormente recusado o convite para participar da Copa Rio em 1951 e 1952, ocasiões em que foi substituído pelo Austria Viena.[108][114][133] Também no início dos anos 1950, surgiu o conceito de competição intercontinental, em contraste ao conceito de competição mundial: a imprensa portuguesa, por exemplo, em 1953 citou a "característica euro-sul-americana" da Copa Rivadavia.[134][135]

Segundo o jornal italiano La Stampa de 21 de julho de 1951, a ideia do Torneio dos Campeões, surgiu durante a Copa do Mundo de 1950, a ideia foi lançada pelo jornalista britânico Frank Thompson do jornal The Daily Mirror de Londres. Cada país seria representado a partir de uma forte disputa nacional, ou seja, representado por sua melhor equipe do campeonato nacional de seu país.[114][136]

Na edição de 15 de julho de 1950 do jornal italiano, ou seja, um dia antes de acontecer o Maracanaço, noticiou-se que Ottorino Barassi foi ao Brasil propor a realização de um torneio entre os campeões de Itália, Inglaterra, Argentina e Brasil, seguindo o modelo do Campeonato Sul-Americano de Campeões, questionando o jornal italiano que o modelo seria semelhante ao da Copa Latina. Em 1975, o jornal La Stampa, em matéria sobre a Juventus que viria ao Brasil, destacou a nostalgia do Torneio dos Campeões, que segundo o jornal, inspirou os franceses a criarem a Liga dos Campeões da qual se derivou a Copa Intercontinental.[137][138][139]

A Copa Rio foi um "projeto impressionante" e teve uma recepção entusiástica dos dirigentes da FIFA, sobretudo de Ottorino Barassi, Jules Rimet e Stanley Rous em particular. Assim, o "Torneio dos Campeões" foi criado "quase tendo o rótulo oficial" (da FIFA), evidenciou o jornal italiano Corriere dello Sport, em uma matéria assinada pelo correspondente Claudio Carsughi na véspera do evento, sendo que o dirigente Ottorino Barassi (presidente da Federação Italiana, secretário-geral e vice-presidente da FIFA) e a CBD foram os responsáveis diretos pela concretização do projeto.[140]

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo de 22 de julho de 1950, a ideia da competição, o "torneio de campeões de todos os países filiados à FIFA", foi proposta à CBD por Stanley Rous,[141][142][143] então presidente da Associação de Futebol da Inglaterra, secretário-geral e vice-presidente da FIFA. Em 1961, nestes cargos, Rous autorizou a International Soccer League. Em 1967 e 1970, como presidente da FIFA, Rous propôs a criação da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.[144]

 
Estádio do Maracanã, palco dos jogos decisivos da Copa Rio

Na primeira edição, como comprovado pelo dossiê preparado pelo Palmeiras, a FIFA enviou o presidente da Federação Italiana de Futebol, Ottorino Barassi, para acompanhar o evento e para entrega da taça, ele que anteriormente tinha participado da organização das Copas de 1934 e 1950.[1] Em ambas as edições (1951 e 1952), Ottorino Barassi participou da organização do torneio, no recrutamento dos clubes europeus, sendo a diferença entre os dois casos apenas que em 1952 não há evidência dele ter vindo pessoalmente ao Brasil, havendo porém as evidências de que tanto em 1951 quanto em 1952 ele se manteve em permanente contato telefônico com a CBD enquanto desde a Europa ele recrutava os clubes daquele continente ao certame.

O jornal catalão Mundo Deportivo sustenta a versão de que Barassi teria atuado como secretário da FIFA. No dia 31 de dezembro de 1950, foi noticiado que Barassi e Stanley Rous (Inglaterra) atuarão em conjunto como secretários da FIFA a partir de 1 de fevereiro de 1951, sendo que no dia 8 de junho de 1951 o jornal confirma a presença deles no Comitê organizador da Copa Rio, com ambos acumulando funções na FIFA e em suas federações (italiana e inglesa).[145][146][147]

Segundo o Jornal do Brasil de 5 de agosto de 1950, Ottorino Barassi, em nome da FIFA, presenteou o Sr. Castelo Branco da CBD com uma medalha de ouro, em função dos préstimos de Castelo Branco à organização da Copa do Mundo de 1950, sendo que este jornal se refere a Barassi como vice-presidente da FIFA.[148]

Na edição de 13 de agosto de 1950, o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que Ottorino Barassi acreditava na realização do Torneio Mundial de Campeões no Brasil, planejado para 1951, acrescentando que tudo dependeria das conveniências dos países concorrentes, cujos certames terminam em épocas diferentes, e por isso a organização do Mundial seria um tanto difícil, mas os dirigentes da FIFA e da CBD esperavam contornar essas dificuldades, sendo que nessa matéria o jornal paulista ressaltava a posição de Barassi como vice-presidente da FIFA.[149]

 
Estádio do Pacaembu, que recebeu os jogos em São Paulo da Copa Rio

Em 6 de janeiro de 1951, o Jornal do Brasil noticiou que Barassi, um dos dirigentes da FIFA e presidente da Federação Italiana, era aguardado para tratar sobre a realização do primeiro Mundial de Clubes.[150]

Na tarde do dia 1 de fevereiro de 1951, haveria uma reunião da diretoria da CBD, em que, Barassi, vice-presidente da FIFA, compareceria para discutir sobre o Mundial.[151] No dia seguinte, foi dito que o certame teria duas sedes, sendo elas Rio de Janeiro e São Paulo, discutiriam sobre o regulamento, ficando estabelecido que a CBD financiaria o evento.[152] No Jornal do Brasil do dia 20 de janeiro de 1951, noticiou-se que Barassi e Stanley Rous (então secretários da FIFA) viriam ao Brasil para discutir com a CBD sobre o Campeonato Mundial de Futebol, sobre a possibilidade de realizá-lo em junho e julho de 1951: "atualmente esse plano se encontra na etapa de discussão", disse Stanley; "a princípio precisava-se que o torneio duraria três semanas, mas a meu ver, duas semanas seriam suficientes", completou.[153]

Segundo a edição de 5 de abril de 1951 do jornal El Mundo Deportivo, o presidente da FIFA Jules Rimet declarou que a "competição de equipes campeãs que pretende organizar a Federação brasileira em Rio de Janeiro" não foi submetida à FIFA,[154] segundo a edição da mesma data do Jornal do Brasil, Jules Rimet afirmou que o "projetado Torneio dos Clubes Campeões" era competência exclusiva da CBD;[155] e segundo a edição de 12 de abril de 1951 do mesmo jornal, Ottorino Barassi afirmou que "atribuíra a Jules Rimet a declaração de que estava comprometida a realização daquela importante prova" e que "O Torneio dos Campeões era um fato na data prevista, não sendo de competência da FIFA, e não tinha nem sequer sido tratada nas reuniões daquele organismo", citando em seguida a garantia dos valores em dinheiro oferecidos aos clubes concorrentes ao torneio.[156]

 
Didi, ídolo do futebol brasileiro, fez parte do time do Fluminense campeão da Copa Rio de 1952

No jornal O Estado de S. Paulo de 6 de abril de 1951, saiu a notícia da Agence France-Presse (AFP), a partir de Lisboa, de que Jules Rimet teria dito que o chamado "Torneio dos Campeões" não seria disputado por motivos técnicos.[157] Na edição seguinte do mesmo jornal, foi desmentida essa notícia, com Jules Rimet informando à AFP em Paris que houve equívocos ou má tradução do idioma francês por um jornal lisboeta, sendo que não existia nenhum problema técnico na realização do evento; inclusive, Itália e Portugal estavam dispostos a enviarem seus campeões ao Brasil.

A edição do Corriere dello Sport de 6 de abril de 1951, também cita esse episódio confirmando a aprovação de Rimet[158] Ainda, nessa edição de 7 de abril de 1951 do jornal O Estado de S. Paulo, saiu a notícia que a CBD tinha recebido com surpresa a declaração de Rimet, e que desconhecia essas "dificuldades" esperando que Barassi esclarecesse o pensamento de Rimet.[159]

De acordo com a edição do Jornal do Brasil de 16 de abril de 1951, Barassi informou que "atribuíra a Jules Rimet a declaração de que estava comprometida a realização daquela importante prova", depois se referiu à parte financeira (cuja responsabilidade era da CBD, com isso tendo sido estabelecido em 1 de fevereiro de 1951, dia em que Barassi e Rous atuaram como secretários da FIFA,[152] assim como a responsabilidade da organização ficou por conta da CBD).[156]

O jornal italiano La Stampa de 23 de fevereiro de 1951 intitulou: "Um novo Torneio no Rio - Revanche em um tom mais baixo do Campeonato Mundial - Equipes campeãs de sete países".[114][18]

Em sua edição de 26 de julho de 1951, O Estado de S. Paulo escreveu: Desse modo, na semana passada, os acontecimentos de maior relevo foram, ainda, os jogos pela "Taça Rio", principalmente o último, é claro, em que se evidenciou a possibilidade de o quadro campeão paulista obter o título de campeão mundial.[160]

A CBD, organizou a competição que contou com árbitros estrangeiros.[161] O objetivo era fazer uma competição internacional de clubes baseada nos participantes da Copa do Mundo FIFA (seleções), utilizando o critério técnico de indicar os melhores clubes, os campeões dos certames nacionais das respectivas seleções melhores classificadas na Copa do Mundo de 1950 que obtiveram classificação para esta Copa através das Eliminatórias (devido às desistências por motivos variados, os convites existiram em ambas competições).[162]

Dos três países considerados as "principais forças" do futebol sul-americano (Brasil, Uruguai e Argentina), apenas a Argentina não foi convidada para a edição de 1951 da Copa Rio, por causa das relações estremecidas entre CBD e AFA à época. Mesmo com relações ainda estremecidas, o campeão argentino Racing foi convidado a participar da edição de 1952 da competição. Entretanto, a AFA vetou a participação do clube no torneio.[163] Em relação à Europa (Espanha, Itália e Inglaterra), os 3 foram convidados a enviar representantes a ambas as edições da competição.

 
Oberdan Cattani, ídolo histórico do Palmeiras que participou da campanha da Copa Rio de 1951

Em maio de 1951, Barassi informou à CBD que era garantida a participação dos campeões português, italiano e iugoslavo. Quanto ao campeão espanhol, o Atlético de Madrid, sua participação dependeria do campeonato local. Sobre o campeão inglês, o Tottenham, Stanley Rous tentava assegurá-lo no torneio, o que se tornou improvável e acabou por não ocorrer. Ainda de acordo com Barassi, o campeão da Índia (Ásia) queria sua participação, entretanto, como esse país não compareceu ao Mundial de 1950, sua participação na Copa Rio automaticamente ficou fora de cogitação.[164]

A Copa Rio é citada nos sites da FIFA[165][166] e do Austria Viena, que jogou as duas edições da competição, na parte de estatísticas dos jogos do clube.[167][168]

A competição carregou o nome de Copa Rio pois foi patrocinada pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, e organizada pela CBD, em uma iniciativa para tentar reavivar o interesse do público brasileiro pelo futebol, devido ao total desânimo pela perda da Copa do Mundo de 1950 pela Seleção Brasileira em pleno Maracanã diante do Uruguai.[169]

Em 1951, o troféu entregue ao campeão Palmeiras carregou a inscrição "Torneio Internacional de Clubes Campeões - Copa Rio", porém naquele mesmo ano (inclusive antes da realização do certame de 1951) o vice-presidente da CBD Mário Polo informou que a designação "Torneio de Campeões" seria retirada do nome oficial de edições vindouras do evento pelo fato da CBD não ter conseguido seu objetivo de só contar com os clubes campeões mais recentes de cada país.[170]

Em 1952, o troféu entregue ao campeão Fluminense carregou a inscrição "Copa Rio", sem a inscrição "Torneio Internacional de Clubes Campeões". O nome "Copa Rio" em 1951, era oficialmente apenas o nome do troféu do Torneio dos Campeões.[171][172]

No dia 11 de setembro de 1952, a CBD informou que a Copa Rio não seria disputada em 1953, devido a antecipação da mesma para 1952. O conselho técnico da CBD, sugeriu então, que ela fosse disputada de 4 em 4 anos — e não mais de 2 em 2 anos[173] — ficando o certame entrosado á Copa do Mundo, Olimpíadas e a Taça Brasil.[174] Em 1950, Stanley Rous sugeriu que a CBD criasse o seu certame nacional para a disputa da Copa Rio, o que acabou não ocorrendo.[175] Porém em 17 de setembro de 1952, a FIFA autorizou a criação da Taça Brasil, encarregando a CBD de realizá-la a partir de 1955.[176][177] Mas somente em 1959 ela surgiu e a Copa Rio já tinha deixado de existir.

 
Telê Santana, ídolo histórico do Fluminense, que participou da campanha da Copa Rio de 1952

A primeira edição da Copa Rio, em 1951, foi vencida pelo Palmeiras.[178] O Fluminense sagrou-se campeão do torneio em 1952,[179] no segundo e último ano em que a competição foi disputada. No ano seguinte, ela foi substituída por outra competição com outro formato e nome: Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer,[180] um novo torneio em homenagem ao presidente da CBD, com outros patrocinadores, que foi vencido pelo Vasco da Gama.[5][181]

A Copa Rio foi organizada pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos). Apenas a partir da temporada 1955-1956 a UEFA passou a organizar as competições europeias de clubes e a definir o campeão europeu (com a criação da Copa dos Campeões da Europa) - com autorização da FIFA para que a UEFA assumisse esse papel na Europa.[182]

Apenas a partir de 1960 a CONMEBOL passou a organizar as competições sul-americanas de clubes e a definir o campeão sul-americano de clubes (com a criação da Copa dos Campeões da América, atual Copa Libertadores da América) — com autorização da FIFA para que a CONMEBOL assumisse esse papel na América do Sul, pois por uma questão de igualdade de direitos das confederações filiadas à FIFA perante a mesma, os poderes que a FIFA concede à UEFA na Europa são os mesmos que a FIFA concede à CONMEBOL na América do Sul. Apenas a partir de 1960 a (UEFA e CONMEBOL) passaram a organizar as competições intercontinentais europeias-sul-americanas (com a criação da Copa Intercontinental e da Recopa Intercontinental)- neste último caso dos chamados intercontinentais, porém, sem a autorização da FIFA.[183][184]

 
Objetos históricos relacionados à conquista da Copa Rio de 1952

Até o início de 1955, o entendimento, tanto da FIFA quanto da UEFA, era que a organização das competições de clubes (incluindo as internacionais) cabia aos próprios clubes e/ou às associações nacionais envolvidas.[185] Pelo menos em 1951, como evidenciado nos jornais da época, a responsabilidade naquela oportunidade foi atribuída a CBD pelo então presidente da FIFA Jules Rimet. A regularização de competições de abrangência mundial, envolvendo clubes e de maneira legitimamente oficial (FIFA), só foi possível em 2005, quando a FIFA substituiu a Copa Intercontinental pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA (pela segunda edição da competição, pois a primeira edição foi realizada em 2000).

Desde 2001, dirigentes do Palmeiras solicitavam à FIFA, por meio de um extenso dossiê, que o clube brasileiro fosse reconhecido como o primeiro clube campeão mundial de futebol. O Fluminense também solicitou à FIFA reconhecimento à Copa Rio de 1952 como sendo um mundial de clubes.[186]

A FIFA chegou, em abril de 2007, a aceitar o pedido palmeirense e oficializar a Copa Rio de 1951 como a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA,[19][187] voltando atrás na decisão logo depois, e em dezembro de 2007 classificando a Copa Rio como um torneio intercontinental e não-FIFA (obs: a FIFA classificou não só a Copa Rio como torneio intercontinental e não-FIFA, mas atribuiu a mesma classificação a todas as competições intercontinentais de clubes criadas antes do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA de 2000, como por exemplo a Copa Intercontinental).[188][189][14][190]

Em agosto de 2014, desta vez por meio de seu presidente, Joseph Blatter, a FIFA afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que reconhecerá a competição de 1951, vencida pelo Palmeiras, como um mundial de clubes. Blatter deixou claro que a Copa Rio não será equiparada aos Mundiais da FIFA, mas ressaltou que o clube brasileiro receberá um certificado que chancela o título.[8] Após o presidente da entidade, Joseph Blatter, dizer que o título palmeirense da Copa Rio de 1951 era considerado mundial, a entidade que comanda o futebol se pronunciou novamente. Segundo a FIFA, em resposta a uma consulta feita pelo GloboEsporte.com, o torneio foi "o primeiro entre europeus e sul-americanos a nível mundial". A entidade, porém, ainda separa os campeões de torneios que não organizou dos que venceram as competições criadas por ela. Foi assim que a responsável pelo futebol mundial respondeu a pergunta sobre se o Verdão poderia se considerar campeão do mundo de 1951.[191]

Edições

Ano Final Semifinalistas
Campeão Placar Vice-campeão
1951
Detalhes
 
Palmeiras
1 – 0
2 – 2
 
Juventus
 
Vasco da Gama
 
Áustria Viena
1952
Detalhes
 
Fluminense
2 – 0
2 – 2
 
Corinthians
 
Áustria Viena
 
Peñarol

Bibliografia

Livros que retratam a história da competição
  • NAPOLEÃO, Antônio Carlos - Fluminense Football Club História, Conquistas e Glórias no Futebol. Rio de Janeiro: Editora Mauad, 2003.
  • DUARTE, Orlando - O alviverde imponente. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.
  • GALUPPO, Fernando Razzo - Palmeiras Campeão do Mundo 1951. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2011.
  • COELHO, Eduardo - 1952: Fluminense Campeão do Mundo. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2012.

Ver também

Notas

  1. Durante a Copa do Mundo de 1950, o jornalista britânico Frank Thompson do jornal The Daily Mirror de Londres teve a mesma ideia. Já Stanley Rous compatriota do jornalista e dirigente da FIFA, propôs à CBD em 1950 a criação de um torneio de campeões de todos os países filiados à FIFA. Enquanto Ottorino Barassi, que carregava o cargo de secretário da entidade ao lado de Rous, antes do Maracanaço, chegava ao Brasil com uma proposta semelhante.
  2. Nos anos de 2005 e 2006, clubes de 6 países na disputa, classificados somente pelos títulos continentais sem o campeão do país anfitrião. Em 2021, reformulações no formato, com 24 equipes e o aumento de países na disputa - a cada quatro anos - era a última proposta da CBD em 11/09/1952, trocando ano ímpar, de 2 em 2 anos - 1951, 1953 (não houve)... por par, de 4 em 4 anos - 1952, 1956 (não houve)... para as futuras edições do seu evento.
  3. Na Copa Rio eram os campeões estaduais das duas sedes, Rio de Janeiro e São Paulo, não houve disputa nacional. No evento da FIFA, era o campeão do país-sede e o campeão continental. Na edição seguinte, cancelada em 2001 na Espanha, aconteceria a mesma situação. A partir de 2007, estabeleceu-se regras para evitar a presença de 2 clubes do mesmo país e a volta do campeão do país-sede.
  4. A Copa Intercontinental também não era organizada pela FIFA e a mesma não a considera um evento oficial da entidade. Nos anos de 2014 e 2017, não houve unificação de títulos mundiais nas estatísticas da federação, mas sim a chancela de clubes campeões mundiais - 1951[1][2][3][4] - 1960 até 2004[5][6][7][8]

Referências

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  58. «Palmeiras pediu ajuda da Conmebol para reconhecer 1951 como Mundial». FOX SPORTS (correiodoestado.com.br). 15 de junho de 2018 
  59. De acordo com os regulamentos da FIFA, integrados com o estatuto da Federação, "competições oficiais" podem ser definidas como aquelas organizadas sob os auspícios da FIFA, confederações ou federações afiliadas. cfr. «REGULATIONS on the Status and Transfer of Players 2016» (PDF) (em inglês). p. 5, 6 
  60. De acordo com os regulamentos da FIFA, integrados com o estatuto da Federação Internacional de Futebol (FIFA), "jogos oficiais" podem ser definidos como aqueles disputados nos campeonatos nacionais, em copas nacionais e internacionais, partidas amistosas e de teste são excluídas. cfr. «LAWS OF THE GAME 2015/16» (PDF) (em inglês). p. 18 
  61. «FIFA Statutes» (PDF) (em inglês). p. 5, 13, 19-21, 33-35, 37, 44, 74. Consultado em 10 dezembro 2016 
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  96. OBS: Acesse 1º essa fonte, Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  97. Jornal italiano La Stampa: Per Boniperti, Parola ed Altafini sarà una tournée piena di ricordi e nostalgie, 30 de junho de 1975 - página: 10
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  99. El Mundo Deportivo, 30/06/1951, página 03.
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  102. Jornal austríaco Arbeiter Zeitung, 30/05/1951, página 6, matéria "Rapid zu schwach für Rio", chamando a Copa Rio de Weltmeisterschaft der Fußballmeister, ou seja, Campeonato Mundial dos Campeões de Futebol.
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  110. Jornal do Brasil 11/05/1951.
  111. Site do Palmeiras, sobre a Copa Rio de 1951.
  112. Observação: a expressão "todos os países-membros da FIFA" sugere enorme dimensão, e deve ser entendida contextualizada. Em 1950, a FIFA tinha 73 países membros (http://www.fifa.com/classicfootball/history/game/historygame4.html) sendo que muitos deles desistiram de jogar a Copa do Mundo de 1950 (fonte de inspiração para a criação da Copa Rio Internacional) por questões ligadas a custos e problemas legados da Segunda Guerra Mundial, sendo que no final acabaram disputando aquela Copa do Mundo apenas treze dos então 73 países-membros da FIFA (cerca de 18%), enquanto hoje disputam a Copa do Mundo da FIFA 32 entre os 208 países-membros (cerca de 15%).
  113. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 08/06/1951, página 03.
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  120. a b jornal Última Hora, 04 de agosto de 1952, página 2, catalogado no acervo on-line da Biblioteca Nacional como edição 351 do Última Hora.
  121. [Exemplar disponível no FLUMEMÓRIA e citado no livro 1952 - Fluminense campeão do mundo, página 112]
  122. Jornal dos Sports, edição 7086 de 02/10/1952, página 5.
  123. «Videos da Copa Rio 1952, com narração de época no jogo final, citando-a como Campeonato Mundial, página disponível em 21 de dezembro de 2013». Consultado em 31 de julho de 2016. Arquivado do original em 27 de setembro de 2007 
  124. Jornal dos Sports de 5 de agosto de 1952, página 5, crônica de Vargas Netto
  125. Jornal dos Sports de 10 de maio de 1952, página 5. Edição 6962.
  126. Jornal dos Sports de 5 de agosto de 1952, página 5, coluna de Mario Julio Rodrigues. Edição 7036.
  127. Jornal dos Sports de 5 de agosto de 1952, página 5, coluna de Albert Laurence. Edição 7036.
  128. Jornal O Estado de S. Paulo, de 24/06/1951, página 17.
  129. Jornal O Estado de S. Paulo, de 09/06/1951, página 07.
  130. Site do Hibernian Historical Trust. Acessado em 04/02/2013.
  131. «Site do Hibernian Historical Trust. Acessado em 04/02/2013.». Consultado em 15 de março de 2016. Arquivado do original em 24 de setembro de 2015 
  132. Hibernian reach the first European Cup semi-finals 1956. A SPORTING NATION. Rock'n'Roll Era: 1950-1959. BBC- British Broadcasting Corporation. Acessado em 04/02/2013.
  133. Jornal italiano La Stampa, stampasera - 14.06.1951 - numero 140 - pagina 5: Il Tottenham campione d'Inghilterra e gli Bibernians campioni di Scozia hanno risposto con un rifiuto.
  134. «Jornal Diário de Lisboa, 08/06/1953, pág.6». Consultado em 15 de março de 2016. Arquivado do original em 1 de agosto de 2013 
  135. «Jornal Diário de Lisboa, 08/06/1953, pag.7». Consultado em 15 de março de 2016. Arquivado do original em 1 de agosto de 2013 
  136. La Stampa - Finalissima domani a Rio, 21-22/07/1951 - página: 5
  137. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois as fontes seguintes
  138. La Stampa Per Boniperti, Parola ed Altafini sarà una tournée piena di ricordi e nostalgie, 30 de junho de 1975 - página: 10
  139. La Stampa In Brasile un torneo tipo Coppa Latina?, 15-16/07/1950 - página: 5
  140. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  141. Jogos Internacionais de Futebol em 1951 - jornal: O Estado de S. Paulo - página 8, 22/07/1950
  142. O Brasil e os Campeonatos Sul-americanos de Futebol - jornal: O Estado de S. Paulo - página 9, 22/07/1950
  143. Observação: a expressão "todos os países-membros da FIFA" sugere enorme dimensão, e deve ser entendida contextualizada. Em 1950, a FIFA tinha 73 países membros (http://www.fifa.com/classicfootball/history/game/historygame4.html) sendo que muitos deles desistiram de jogar a Copa do Mundo de 1950 (fonte de inspiração para a criação da Copa Rio Internacional) por questões ligadas a custos e problemas legados da Segunda Guerra Mundial, sendo que no final acabaram disputando aquela Copa do Mundo apenas treze dos então 73 países-membros da FIFA (cerca de 18%), enquanto hoje disputam a Copa do Mundo da FIFA 32 entre os 208 países-membros (cerca de 15%).
  144. As fontes originais estão disponíveis nos respectivos artigos.
  145. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1950/12/31/pagina-1/661301/pdf.html?search=barassi
  146. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/05/pagina-3/621884/pdf.html?search=copa%20rio%20de%20janeiro
  147. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/05/pagina-3/621904/pdf.html?search=copa%20rio%20de%20janeiro
  148. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19500805&printsec=frontpage&hl=pt-BR
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  150. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510106&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  151. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510201&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  152. a b http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510202&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  153. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510120&printsec=frontpage&hl=pt-BR
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  156. a b «Haverá o Torneio Mundial de Campeões - Pág. 11 do Acervo». Jornal do Brasil. 12 de abril de 1951 
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  162. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19501129-23174-nac-0009-999-9-not
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  165. http://pt.fifa.com/classicfootball/clubs/club=44254/index.html
  166. http://www.fifa.com/classicfootball/clubs/club=44254/index.html
  167. http://www.austria-archiv.at/saison.php?Saison_ID=41
  168. http://www.austria-archiv.at/saison.php?Saison_ID=42
  169. [Reportagem de Mário Filho no Jornal dos Sports de 5 de agosto de 1952, sobre a história das Copas Rio]
  170. Matéria de 09 de junho de 1951 do jornal O Estado de S. Paulo.
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  177. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19520926-23735-nac-0012-999-12-not/busca/Ta%C3%A7a+Rio
  178. http://www.copa2014.turismo.gov.br/copa/viagem_pais/1950/detalhe/palmeiras_campeao_copa_rio.html?diretorio=1950
  179. http://www.copa2014.turismo.gov.br/copa/viagem_pais/1950/detalhe/fluminense_conquista_taca_rio_1952.htmll?diretorio=1950
  180. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19521023-23758-nac-0011-999-11-not/busca/Rio
  181. Publicou sobre o fim da Copa Rio, o Anuário do Esporte Ilustrado 1953 : "Um detalhe que acabou marcando, de forma mais expressiva a II Copa Rio, é que ela foi a segunda e última. Em verdade, não se sabe bem o porquê, cinco clubes do Rio e de S. Paulo reuniram-se e resolveram forçar a C.B.D. a extinguir a Copa Rio. Deixaram a entidade máxima com um torneio internacional na mesma época, mas com outro nome e outro regulamento. Inclusive aumentando o número de concorrentes brasileiros, que agora serão quatro: dois do Rio e dois de S. Paulo. E essa fórmula nova deverá começar a vigorar agora, neste ano de 1953."
  182. http://www.uefa.com/newsfiles/240459.pdf
  183. http://pt.uefa.com/MultimediaFiles/Download/EuroExperience/uefaorg/Publications/01/59/87/45/1598745_DOWNLOAD.pdf
  184. «FIFA.com - FIFA Club World Cup 2009 Post Event Statistical Kit. History (página 3). A Copa Intercontinental foi organizada cooperativamente entre UEFA e CONMEBOL» (PDF) (em inglês). 4 de abril de 2012 
  185. 50 Years of the European Cup. Site da UEFA. Acesso em 04/02/2013, Ver declarações atribuídas a Jules Rimet (ex-FIFA), Rodolphe Seeldrayers (FIFA) e Ebbe Schwartz (UEFA).
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  190. «Cartola que elevou Copa Rio-51 a Mundial sai de cena na Fifa - Folha Online, 12/06/2007» 
  191. «Fifa vê título de 51 do Verdão como de "nível mundial", mas separa campeões». Consultado em 12 de agosto de 2014 

Ligações externas