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Eleições estaduais na Bahia em 1950

As eleições estaduais na Bahia em 1950 ocorreram em 3 de outubro como parte das eleições gerais no Distrito Federal, em 20 estados e nos territórios federais do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. Foram eleitos o governador Régis Pacheco, o senador Landulfo Alves, 25 deputados federais e 60 deputados estaduais.[1][2][nota 1][nota 2][nota 3]

1947 Brasil 1954
Eleições estaduais na Bahia Bahia em 1950
3 de outubro de 1950
(Turno único)
Luís Régis Pacheco Pereira, Deputado (BA).tif Juracy Magalhães.jpg
Candidato Régis Pacheco Juracy Magalhães
Partido PSD UDN
Natural de Salvador, BA Fortaleza, CE
Vice Não havia Não havia
Votos 321.168 264.084
Porcentagem 54,88% 45,12%


Brasão do estado da Bahia.svg
Governador da Bahia

Na disputa pelo Palácio da Aclamação,[nota 4] a vitória foi do médico Régis Pacheco. Natural de Salvador e diplomado pela Universidade Federal da Bahia, trabalhou na profilaxia da febre amarela e varíola durante a graduação e após a mesma trabalhou numa clínica particular. Simpático a José Joaquim Seabra, apoiou a Revolução Constitucionalista de 1932, foi vereador em Vitória da Conquista, presidente da Câmara Municipal e depois assumiu a prefeitura da cidade no Estado Novo por escolha do interventor Pinto Aleixo, a quem seguiu no ingresso ao PSD. Eleito deputado federal em 1945, participou da elaboração da Constituição de 1946 e foi escolhido candidato a governador da Bahia poucos dias antes do pleito após a morte de Lauro de Freitas num acidente aéreo em Bom Jesus da Lapa, na região do Rio São Francisco.[3]

Na disputa para senador a vitória foi de Landulfo Alves. Engenheiro agrônomo nascido em Santo Antônio de Jesus e formado na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia,[nota 5] com especialização em zootecnia nos Estados Unidos, trabalhava no Ministério da Agricultura até ser nomeado interventor federal da Bahia pelo presidente Getúlio Vargas em 1938, permanecendo quatro anos no cargo. Seu retorno à política ocorreu este ano ao conquistar uma cadeira de senador pelo PTB.[4] Com sua morte em 1954, assumiu o suplente, Durval Neves da Rocha, prefeito de Salvador durante a passagem de Landulfo Alves pelo governo baiano.[5]

Resultado da eleição para governadorEditar

Foram apurados 585.252 votos nominais.[1]

Candidatos a governador do estado
Candidatos a vice-governador Número Coligação Votação Percentual
Régis Pacheco
PSD
Não havia
-
-
Coligação baiana (PSD, PTB, PRP, PL)
321.168
54,88%
Juracy Magalhães
UDN
Não havia
-
-
Aliança Democrática (UDN, PR, PSB, PSP, PDC)
264.084
45,12%
  Eleito

Resultado da eleição para senadorEditar

Foram apurados 575.729 votos nominais.[1]

Candidatos a senador da República
Primeiro suplente de senador Número Coligação Votação Percentual
Landulfo Alves
PTB
Ver abaixo
-
-
Coligação baiana (PSD, PTB, PRP, PL)
302.040
52,46%
Clemente Mariani
UDN
Ver abaixo
-
-
Aliança Democrática (UDN, PR, PSB, PSP, PDC)
273.689
47,54%
  Eleito(a)

Resultado da eleição para suplente de senadorEditar

Foram apurados 488.679 votos nominais.[1]

Primeiro suplente de senador
Candidatos a senador da República Número Coligação Votação Percentual
Durval Neves da Rocha
PTB
Ver acima
-
-
Coligação baiana (PSD, PTB, PRP, PL)
260.255
53,26%
Álvaro Silva
UDN
Ver acima
-
-
Aliança Democrática (UDN, PR, PSB, PSP, PDC)
228.424
46,74%
  Eleito(a)

Deputados federais eleitosEditar

Deputados estaduais eleitosEditar

Estavam em jogo 60 cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia.[1]

Notas

  1. A figura do vice-governador inexistia na política baiana antes do pleito de 1958 e assim o substituto imediato do governador Régis Pacheco era o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, cargo exercido por Lima Teixeira e Augusto Públio durante o período em questão.
  2. No Distrito Federal não houve eleição para governador, apenas para o Senado Federal.
  3. Nas eleições de 1950 uma mesma coligação podia ser fracionada de acordo com o cargo em disputa, assim, adotamos o critério de citar, ao menos no caso dos cargos majoritários, o nome dos partidos integrantes de cada aliança, independente do fracionamento.
  4. O Palácio de Ondina só foi elevado à sede do governo baiano em 1967.
  5. Na época de sua graduação a referida universidade ainda não existia, assim o mesmo se formou na Escola Federal de Agricultura de São Bento das Lajes situada em Cruz das Almas e que passaria a integrar a Universidade Federal da Bahia até 2006.
  6. Avô do deputado federal de mesmo nome.
  7. Mesmo nascido no exterior é brasileiro nato aos olhos de nossa legislação, pois seu pai estava a serviço do governo brasileiro.

Referências

  1. a b c d e «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 7 de maio de 2018 
  2. «Galeria de presidentes da Assembleia Legislativa da Bahia depois de 1947». Consultado em 7 de maio de 2018 
  3. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Régis Pacheco». Consultado em 19 de setembro de 2015 
  4. «Senado Federal do Brasil: senador Landulfo Alves». Consultado em 20 de setembro de 2015 
  5. «Senado Federal do Brasil: senador Durval Neves da Rocha». Consultado em 20 de setembro de 2015 
  6. «Página oficial da Câmara dos Deputados». Consultado em 19 de setembro de 2015. Arquivado do original em 2 de outubro de 2013 
  7. «BRASIL. Presidência da República: Lei nº 9.504 de 30/09/1997». Consultado em 19 de setembro de 2015