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A Escrava Isaura (telenovela de 2004)

telenovela brasileira
(Redirecionado de A Escrava Isaura (2004))
A Escrava Isaura
A Escrava Isaura (PT)
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 60 minutos
Criador(es) Tiago Santiago
Baseado em A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Herval Rossano
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Anamaria Nunes
Altenir Silva
Elenco
Tema de abertura "Luz do Sol que Clareia a Terra", Henrique Daniel
Tema de encerramento "Retirantes", Rogério Machado
Compositor da música-tema Henrique Daniel (abertura)
Dorival Caymmi e Jorge Amado (encerramento)
Empresa(s) de produção RecordTV
Localização Santa Gertrudes, SP
Exibição
Emissora de televisão original RecordTV
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 18 de outubro de 200429 de abril de 2005
N.º de episódios 167
Cronologia
Programas relacionados Escrava Isaura (1976)
Escrava Mãe (2016)

A Escrava Isaura é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela RecordTV entre 18 de outubro de 2004 a 29 de abril de 2005 em 167 capítulos, substituindo parte do horário ocupado pelo Cidade Alerta e sendo substituída por Essas Mulheres.[1] É a 1ª novela exibida pela emissora a partir da retomada da dramaturgia naquele ano.[2] Baseada no romance homônimo de 1875, de Bernardo Guimarães, é escrita por Tiago Santiago, com colaboração de Anamaria Nunes e Altenir Silva, direção de Fábio Junqueira, Emílio Di Biasi e Flávio Colatrello Jr. e direção geral de Herval Rossano.[3]

Henrique Daniel interpretou o tema de abertura "Luz do Sol que Clareia a Terra" e Rogério Machado o encerramento "Retirantes", ambas presente na trilha sonora da trama, lançada em 2005. O elenco recebeu consagrações do Prêmio Zumbi dos Palmares e de órgãos argentinos, por ser exibida internacionalmente. A telenovela abrangeu o tema racismo, usando a escravidão como metáfora para difusão de "injustiças e arbitrariedades". A trama encerrou com 15 pontos de média na medição do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística em São Paulo,[4] índices considerados satisfatórios para a emissora, que determinou uma meta inicial de apenas 7 pontos.[5] Foi elogiada pelas atuações dos atores.[6]

Bianca Rinaldi interpretou a personagem principal, uma escrava mestiça de pele branca que é criada com uma educação esmerada e sonha com a liberdade. Leopoldo Pacheco, Théo Becker, Renata Dominguez, Patrícia França, Mayara Magri, Jackson Antunes, Caio Junqueira e Maria Ribeiro interpretaram os demais papéis principais.

AntecedentesEditar

Em 1875, Bernardo Guimarães escreveu um romance sobre uma escrava branca, que foi publicado no mesmo ano pela editora Casa Garnier sob o título de A Escrava Isaura. Guimarães teve reconhecimento pela obra, que foi um sucesso logo após ser publicada, em parte pelo apelo feminino em razão do sentimentalismo do enredo. O livro toca em pontos abolicionistas, que eram controversos na época e é considerado um marco na literatura abolicionista brasileira.[7] Duas tentativas de filmes baseados na obra de Guimarães foram feitas em 1917[8] e 1922,[9] mas somente em 1929 a versão muda foi lançada, seguida da versão sonora de 1949 que foi protagonizada por Fada Sontoro.[10] Mais tarde, em 1976, a telenovela Escrava Isaura foi produzida pela Rede Globo.[10]

A RecordTV havia encerrado seu núcleo de teledramaturgia em 1974 após Meu Adorável Mendigo, dispensado atores, autores e toda equipe de produção, colocando fim na tradição de produzir telenovelas que trazia desde 1954, o que gerou revolta nos artistas pela diminuição do mercado de trabalho.[11] Em 1977 a emissora produziu uma única telenovela, O Espantalho, à pedido de Ivani Ribeiro, autora da obra que considerada inadmissível o fechamento da dramaturgia, porém após esta a emissora decidiu não reativar seu núcleo.[12] Em 1997 a emissora voltou a produzir algumas telenovelas de baixo-orçamento e de forma independente, recorrendo à produtoras terceirizadas ou utilizando cenários desocupados pelo jornalismo, entre elas Canoa do Bagre (1997), Estrela de Fogo (1998), Louca Paixão (1999) e Tiro e Queda (1999), Vidas Cruzadas (2000) e Roda da Vida (2001), além de algumas séries infantis e minisséries.[13][14][15][16][17]

ProduçãoEditar

 
Fazenda Santa Gertrudes, onde a novela foi gravada.

Em 10 de maio de 2004 Herval Rossano foi contratado pela RecordTV para reativar o núcleo fixo de teledramaturgia da emissora, inexistente desde o fim Meu Adorável Mendigo (1974), trinta anos antes – evitando produções independentes de baixo orçamento feitas nos anos anteriores.[18] Recebendo uma "carta branca" para realizar o que fosse preciso, independente do valor, Herval promoveu uma reestruturação total nos estúdios da emissora em São Paulo, além de investir na compra de equipamentos de última geração dos Estados Unidos e expansão da equipe, que incluía contratação de produtores e técnicos, novos autores e outros já renomados que estivessem infelizes em outras emissoras e novo, além de atores qualificados e que dessem "nome" às produções, oferecendo contratos de longa duração.[19]

Ao todo foi gasto em torno de 8 milhões de dólares – 24 milhões de reais na época – em equipamento e construção de estúdios, algo considerado colossal.[20] Além disso, visando produções futuras, Herval começou a buscar um complexo de estúdios no Rio de Janeiro para que a RecordTV pudesse comprar dentro de 1 ou 2 anos, indicando que seria mais fácil contratar novos atores da Rede Globo na capital carioca, onde a maioria morava.[21] O diretor apresentou sete sinopses para a direção da emissora, trazidas de autores independentes, colaboradores da Rede Globo que queriam alçar as carreiras como titulares e livros de impacto cultural que poderiam ser adaptados, decidindo então produzir uma nova versão do romance literário de Bernardo Guimarães após oito dias de reuniões, o qual foi escolhido tanto pela história tida como "bem amarrada", quanto por confiar que atrairia o público pela memória afetiva da primeira versão televisiva.[22][23]

A história foi adaptada diretamente o livro de 1875 – uma obra de domínio público –, e não da versão da Rede Globo, tendo o o decorrer da trama diferentes, além da inclusão de outros personagens.[18] Tiago Santiago foi o primeiro autor contratado pela emissora, sendo anunciado como autor da adaptação ainda em maio de 2004.[24] Foram investidos, para cada capítulo da trama, 250 mil reais.[25]

Escolha do elencoEditar

Patrícia França, Mayara Magri e Jackson Antunes foram os primeiros atores confirmados na trama em junho de 2004.[26][27] Originalmente Cleo foi a primeira convidada para interpretar Isaura, porém a atriz recusou, alegando que não estava pronta para o papel central de uma trama, fato este que levou-a a recusar a protagonista de Cabocla, na Rede Globo, na mesma época.[28] Mel Lisboa chegou a ser cogitada, porém a direção não chegou a um consenso sobre sua escalação – parte da equipe era contra por achá-la inexperiente e seu nome foi desistido.[29] Bianca Rinaldi, que vinha de duas protagonistas bem sucedidas no SBT, foi convidada por Herval Rossano, sendo anunciada como Isaura.[30] A atriz abriu mão de um papel na novela América, o qual seria para um papel pequeno.[30] Bianca recebeu críticas negativas ao ser anunciada por ser loira de olhos azuis, além de ter a pele bronzeada, diferente da descrição do livro que citava Isaura como "tão branca quanto a Lua", sendo que a atriz teve que passar por um processo de caracterização, que incluía pintar os cabelos de preto, usar lentes de contato e evitar o contato com o sol meses antes.[31]

Lavínia Vlasak foi convidada para interpretar a antagonista Branca, porém recusou pela trama ser gravada em São Paulo, o que lhe faria ter que mudar-se durante meses – a atriz aceitaria o convite um ano depois para Prova de Amor, quando a teledramaturgia da RecordTV migrou para o Rio de Janeiro.[32] Após o bom desempenho em Malhação, Henri Castelli foi convidado para interpretar o protagonista Álvaro, porém o ator acabou tendo seu contrato renovado com a Rede Globo e sendo escalado para o antagonista de Como uma Onda.[28] Theo Becker foi escolhido para o papel após realizar testes com outros cinco atores, incluindo Miguel Thiré e Caio Junqueira – que também foi incluído na trama como Geraldo, melhor amigo do protagonista.[31] Rubens de Falco foi convidado para interpretar Comendador Almeida exatamente por já ter feito parte da primeira versão da telenovela, no qual interpretou Leôncio.[29] Leopoldo Pacheco foi convidado pessoalmente por Herval Rossano por seu destaque no teatro.[28]

Cenografia e figurinosEditar

As locações externas foram feitas em uma fazenda cafeeira localizada em Santa Gertrudes, com mais de 22 mil de construção em arquitetura francesa que pertenceram ao Barão de Rio Claro e ao Conde de Prates; contendo casa de colonos, senzala e estação de trem, que seriam importantes para o enredo da trama.[33] As cenas internas foram feitas nos estúdios da Barra Funda, que pertencem a Rede Record, em um espaço de 2 mil m², com cenários e camarins.[34] Os figurinos de época foram feitos sobre encomenda,[34] contendo cerca de 2 mil peças;[35] as vestimentas femininas chegavam a pesar cerca de 20 quilos, contendo calçolas, saiotes, cintas e crinolina, que inflava as saias até um diâmetro de 1,20 metro.[25] As gravações começaram dia 27 de julho de 2004.[33]

PersonagensEditar

 
Rubens de Falco como Comendador Almeida

Bianca Rinaldi interpreta a personagem principal, Isaura dos Anjos, filha da escrava mulata Juliana (Valquíria Ribeiro) com o feitor branco Miguel (Jackson Antunes), que sonha com a sua liberdade. Ela pertence ao Comendador Almeida (Rubens de Falco) e Gertrudes (Norma Blum), que é sua madrinha e lhe deu uma educação esmerada. Isaura despertou em Leôncio (Leopoldo Pacheco), filho do Comendador, uma obsessão doentia por conta da psicopatia, crueldade e egoísmo que vive dentro dele desde pequeno. Ele é casado com Malvina (Maria Ribeiro), que é irmã de Henrique (Gabriel Gracindo) e filha do Coronel Sebastião (Paulo Figueiredo), também pai da escrava Rosa (Patrícia França), que deseja o mal de Isaura e afeiçoa-se a meia-irmã Helena (Fernanda Nobre). Os escravos do Comendador Almeida, André (Déo Garcez), Joaquina (Chica Lopes) e o jardineiro corcunda e de dentes podres Belchior (Ewerton de Castro), que são chefiados pelo feitor Chico (Jonas Mello),[36] amam e protegem Isaura de Leôncio.[37]

Tomásia Albuquerque (Mayara Magri), filha de Gioconda (Mirian Mehler) e irmã de Gabriel (André Fusko), se casou com o Conde Campos (Carlo Briani) e tornou-a rica e seu único objetivo é vingar-se de Leônico.[38] Álvaro (Théo Becker), que se apaixona por Isaura sob o nome de Elvira e é um abolicionista, é prometido em casamento a Branca (Renata Dominguez) e é filho de Perpétua (Sylvia Bandeira).[39][40] Flor-de-Lís (Lígia Fagundes), Margarida (Thaís Lima) e Violeta (Daniela Duarte) trabalham no bordel comandado por Serafina (Maria Cláudia).[39][41]

EnredoEditar

 
Bianca Rinaldi com o figurino da protagonista Isaura.

1834, Campos dos Goytacazes, Província do Rio de Janeiro. Um quilombo é atacado, saqueado e incendiado. Alguns negros são assassinados e outros são capturados e vendidos. Juliana, uma bela negra ainda donzela, filha do líder do quilombo, vê seu pai ser assassinado e é cruelmente levada para um mercado de escravos, onde é comprada pelo Comendador Almeida, tornando-se a sua escrava. Ela conhece e se apaixona por Miguel, o feitor da fazenda, muito bondoso e amigo dos escravos. Ele a ajuda escondido do comendador, lhe dando alimento e água. [42]

Juliana, então, é levada para ser mucama de Sinhá Gertrudes, e auxiliar nos serviços domésticos. A partir daí sua vida se transforma em um inferno, pois passa a ser assediada pelo Comendador, que vive a importuná-la. Gerstrudes ameaça ir embora e deixar o marido se ele continuar a perturbar a escrava. Após diversas tentativas frustradas de estuprá-la, e Juliana tentando se defender com faca e golpe de capoeira, ele a espanca e a manda trabalhar no cafezal, onde ela passa a sofrer assédio de Seu Chico, o capataz da fazenda, mas sempre fugindo dele. Apesar de tudo, ela encontra verdadeiro amor nos braços de Miguel. [43]

Em um jogo de búzios na senzala, realizado pelo escravo João, ela descobre que Miguel a ama de verdade e que ele lhe dará uma filha. Após dois meses se relacionando, ela descobre estar grávida, e que sabe que será uma menina, por ter sonhado. Miguel, então, pede para que a criança se chame Isaura. Uma imensa felicidade toma conta de ambos, mas ela fica preocupada pois a criança também será escrava. Miguel, então, promete comprar sua liberdade e casar com ela. Ao falar com o Comendador, este o humilha e revoltado, não a vende e o demite. Miguel promete juntar mais dinheiro e voltar para buscar Juliana. O Comendador, ferido em seu orgulho por ter sido rejeitado pela escrava, que preferiu o feitor, bate em Juliana e a deixa trancada e acorrentada no quartinho dos negros fujões, até ela dar à luz.[44]

Isaura, então, nasce na senzala, em 1835, em um parto muito complicado, com a ajuda da escrava Joaquina. Mesmo com febre e hemorragia, Comendador Almeida ordena Seu Chico a colocar a escrava Juliana no pelourinho, e lhe dar cinquenta chibatadas, aproveitando que sua esposa não está na fazenda. Apesar de Joaquina implorar para não lhe dar o castigo, suas súplicas são em vão. Leôncio, ainda criança, assiste ao castigo ao lado de seu pai.[45]

Juliana morre após muito sofrer. Ao chegar a fazenda depois de um sarau, Gertrudes fica horrorizada com a maldade do marido. Em oração, pede perdão a Juliana, e pega a pequena Isaura para criar: Sempre quis ter uma menina, mas só teve meninos, e o único que sobreviveu foi Leôncio. Miguel sofre muito com a morte de sua amada Juliana, e promete vingança. Ele tenta roubar a filha na senzala, mas é aconselhado por Joaquina a deixar a Sinhá criá-la. Ele e Gertrudes, então, fazem um acordo: Ele poderá visitar a filha na ausência do Comendador Almeida, e que dará criação de senhora a filha dele, não de escrava, e que dará a liberdade a menina.[46]

1854. Isaura tem dezenove anos. Tornou-se uma belíssima donzela, de pele muito alva, em nada lembra uma típica escrava. A jovem toca piano, canta, lê, escreve, dança, pinta, borda, desenha, costura e fala francês, espanhol e inglês. Apesar disto, é uma escrava, e é muito humilde, reconhecendo seu lugar. Isaura também lava, passa, cozinha e ajuda as outras escravas nos afazeres domésticos, sendo afilhada e mucama de sinhá Gertrudes, a quem chama de madrinha. [47]

Tudo o que Isaura faz é divinamente belo, o que desperta a inveja doentia da escrava Rosa, uma bela e sensual mulata, porém muito malvada, mal educada e encrenqueira, que usa seu belo corpo para conseguir o que quer, tendo já se deitado com todos os escravos e capatazes da fazenda. Rosa é uma mulher amargurada e infeliz, abusada sexualmente na adolescência por Seu Chico, foi criada na senzala, não conheceu o pai, apenas sabe que ele é um fazendeiro rico, e que perdeu a mãe na infância. Ela sempre achou injusto que Isaura, uma escrava como ela, fosse criada igual sinhá, enquanto ela nunca teve nenhuma oportunidade na vida, invejando os vestidos de seda de Isaura, enquanto usa roupas de chita. Rosa, mesmo apaixonada por André e tendo tido um caso com ele, passou a desprezá-lo, pois sonha em ser uma rica sinhá, e ao seu lado não via um bom futuro. Ela também tem muita raiva de Isaura porque André apaixonou-se por ela, embora Isaura o queira bem como um irmão. Rosa, então, torna-se amante de Leôncio, e com seu ódio causará muita intriga e discórdia na vida de Isaura. Apesar de sofrer nas mãos do vilão, Rosa sente atração por Leôncio, o obedecendo e praticando crueldades com sua inimiga.[48]

Tudo se complica na vida de Isaura quando Senhor Leôncio volta da côrte para a fazenda de seus pais, após passar dez anos gastando o dinheiro deles em bebedeiras e bordeis, fingindo estudar medicina. Leôncio desenvolve uma paixão doentia por Isaura, passando a persegui-la e assediá-la, extremamente obcecado. Leôncio é obrigado a se casar por interesse com Malvina, filha do rico coronel Sebastião Cunha, mas continua tentando seduzir Isaura. Paralelo a isto, ele abandonou Tomásia grávida, após iludi-la com falsas promessas de casamento, por ela ser uma jovem humilde, que perdeu a fortuna após a morte do pai. A mesma faz um escândalo na festa de noivado de Leôncio, e ele a joga da escada, a fazendo perder o bebê, ter uma hemorragia uterina e ficar estéril. A única testemunha dessa covardia é Isaura, que passa a apanhar e ser ameaçada por Leôncio, mas por não querer fazer a madrinha sofrer, esconde tudo dela.[49]

Tomásia jura vingança, e acaba enriquecendo ao se apaixonar e casar com o Conde de Campos, que é assassinado por Leôncio, despertando ainda mais a sua sede de vingança, passando a por em prática seus planos, destruindo aos poucos o patrimônio financeiro da família Almeida, e tentando ajudar Isaura a se libertar de seus cruel senhor, acabando por se apaixonar e viver um grande amor ao lado de Miguel, que até hoje tenta comprar a liberdade de sua filha. [50]

Todas as tentativas de estupro e propostas indecentes de Leôncio são sempre rechaçadas pela virtuosa escrava Isaura. Malvina, que sempre sonhou com um casamento perfeito, passa a sofrer com agressões e abusos sexuais de Leôncio, e por intrigas de Rosa, no começo, desconfia que Isaura é amante de seu marido, mas com o tempo descobre que ela é amante de seu marido, e passa a espancar Rosa, tentando sempre proteger Isaura. Tudo se complica quando Malvina descobre que Rosa é sua meia-irmã, e com raiva, intensifica os castigos contra ela, achando ser mais uma intriga da escrava. Sebastião, então, admite ser o pai de Rosa, e compra Rosa, mas não dá sua liberdade, e tenta transformá-la em sinhá, mas a trata muito mal e ambos vivem brigando.[51] Com o tempo, Gertrudes adoece, e temendo a morte, tenta a todo custo dar a liberdade para Isaura, tentando convencer o marido, mas morre de insuficiência cardíaca, antes de conseguir realizar seu grande sonho.[52] Pouco depois de sua morte, o Comendador Almeida, em depressão pela viuvez, adoece de tuberculose, e após muito sofrer pela doença, somente sendo cuidado por Isaura, falece, e em seu leito de morte se arrepende de todas as suas maldades, e é perdoado pela escrava por tudo de ruim que ele fazia com ela na infância e por ter sido responsável pela morte de sua mãe. Leôncio, então, queima o testamento do pai que concedia a alforria a Isaura e torna-se assim o dono da escrava, para desespero total dela, que até é proibida por ele de receber visitas de seu pai.[53] A vida de Isaura se transforma em um inferno, ela passa a se vestir feito escrava e dormir na senzala, sofrendo torturas físicas e psicológicas, sendo constantemente agredida e sofrendo assédio sexual de Leôncio, mas sempre André a protege e é torturado por isso. Rosa, na ausência de Malvina, ainda visita a fazenda para dormir com Leôncio, e Isaura sofre ainda mais com as crueldades dela, que a humilha ainda mais.[54]

Leôncio se torna cada vez mais insistente, e sua paixão doentia e secreta pela escrava é descoberta, primeiro por Henrique, seu cunhado, que também é apaixonado por Isaura, e logo depois por Malvina, que não demora muito a perceber a obsessão de seu marido pela escrava. Paralelo a isto a irmã caçula de Malvina, Helena, apaixona-se por Gabriel, o irmão de Tomásia, vivendo com ele um relacionamento escondido, já que seu pai não aceita o namoro. A vida dela torna-se muito infeliz quando descobre que Gabriel é seu meio-irmão paterno, e que o amor de ambos é impossível. Em uma emboscada, na tentativa de ajudar os negros a fugir para o quilombo, o capitão do mato Martinho acerta um tiro em Gabriel, e ele fica temporariamente paraplégico. Helena, então, é obrigada a casar-se com o Doutor Paulo, médico da família, um homem cruel e que já cometeu muitos crimes, mas a jovem não cede as investidas dele, e foge na lua de mel. Tomásia a abriga em sua fazenda, e então ela se apaixona perdidamente por Diogo, primo de Gabriel e o médico que cuida dele. Esta paixão tem consequências trágicas, quando Helena foge com Diogo e engravida dele, e mata Doutor Paulo degolado para defender a vida de Diogo, tentando provar na justiça que matou por legítima defesa, tentando escapar da morte pela forca.[52] .[51]

Isaura, com ajuda dos escravos da fazenda, consegue fugir com seu pai, e se refugiam numa chácara em São Paulo, onde adota o nome de Elvira, e Miguel finge se chamar Anselmo. Na vinda para São Paulo acabam pegando para criar o escravo liberto Pedrinho, uma criança amável que por ser órfão e ter perdido seus senhores, não tinha onde viver. Isaura, então, encontra a paz vivendo uma vida simples no campo. Ela conhece e se apaixona pelo jovem abolicionista Álvaro, mas tenta de toda forma evitá-lo para que não descubra sua verdadeira identidade. Apesar de tudo, eles começam um relacionamento, escondendo dele que é uma escrava fugitiva. Após frequentar com seu pai a alta sociedade paulistana, acaba fazendo muito sucesso ao tocar piano e cantar em eventos sociais, mas sempre tentando manter discrição e cautela. Isto desperta a inveja doentia de Branca, uma moça muito rica que foi prometida a Álvaro desde criança e faz de tudo para separá-los, não aceitando que ele esteja apaixonado e queira casar com Isaura.

Chega o ano de 1855. Após gastar todo seu patrimônio tentando buscar sua escrava, Isaura é descoberta e mandada de volta à fazenda de Leôncio. Álvaro não desiste dela e pede ajuda a seu amigo advogado Geraldo, irmão de Branca, e passam a fazer de tudo para ajudar Miguel a libertá-la. Ela passa a ficar acorrentada e com uma máscara de ferro, também começa a trabalhar na roda de fiar e no cafezal, ouvindo diariamente os delírios de amor de Leôncio, e apanhando muito dele, sempre fugindo de seus ataques sexuais, permanecendo casta. Malvina passa a ter indas e vindas com Leôncio, e exige que ele a trate bem, se não irá tirar o dinheiro que pagará a hipoteca da fazenda. Sem saída, passa a acatar as decisões de Malvina, que tenta defender Isaura. [55]

Após ser abandonado por Malvina, perder o dinheiro dela e também toda sua fortuna, Leôncio, com ideias cada vez mais paranoicas, sequestra Isaura, e tenta abusar dela, e a sufoca até ela desmaiar, mas Leôncio é assassinado com uma facada no coração. Ela acorda e se depara com está cena, e se desespera, tentando tirar a faca dele. A polícia a encontra na cena do crime e com a arma na mão, sendo mandada para a cadeia logo em seguida. Se não encontrar o culpado, será enforcada. Para se vingar de Isaura, Branca vai visitá-la na cadeia, para humilhá-la, e envenena sua comida, e Isaura fica entre a vida e a morte, salvando-se por pouco. Belchior é o único que conhece a identidade do assassino, por tê-lo visto entrar na cabana abandonada. Ele revela isso para Martinho, que depois é assassinado junto com Raimundo, pela mesma pessoa. Decidido a lutar por sua amada, Álvaro, para salvá-la, assume a culpa pelos crimes ao severo Comandante Santana. Quando Álvaro é julgado, Belchior, mesmo apaixonado por Isaura e quase tendo casado com ela para que a escrava recebesse a alforria, por ordem de Leôncio, afim de humilhá-lo, revela quem é o assassino, que sem saída, confessa o crime. Então, Álvaro é absolvido. Branca, que era amante de Leôncio, engravidou dele, e após comprar um sonífero, coloca na bebida de Álvaro, e faz ele acreditar que dormiram juntos e que ela está grávida dele, e que precisa casar para reparar a honra dela. Álvaro fica transtornado e não acredita nela, nem mesmo Geraldo, acredita na irmã Branca. A partir daí, Branca se torna cada vez mais agressiva, tendo alucinações e ideias paranoicas, querendo matar Álvaro e Isaura. Stella, então, interna sua filha em um hospício, onde ela dá à luz a um menino, falando repetidamente que ele é filho de Álvaro, acreditando que se casou com ele. O menino é adotado pelo tio, Geraldo, que se apaixonou por Malvina, e após muitas insistências e declarações, a fez se conscientizar do mal que fazia a si mesma em continuar com Leôncio, e a faz abandoná-lo, onde, após ficar viúva, casam-se e passam a criar o filho de Leôncio.[56]

Gabriel volta a andar, e se apaixona por perpétua, mãe de Álvaro. Após enfrentarem o preconceito social por ela ser uma mulher mais velha, eles se casam e adotam um filho. Tomásia e Miguel também casam-se, e passam a cuidar do menino Pedrinho, já criado por Miguel, e adotam mais duas meninas e um menino órfãos.[57]

Isaura ganha sua liberdade das mãos de Álvaro, seu grande amor. Eles casam-se em uma grande festa. Coronel Sebastião, para se vingar de Rosa devido ao escândalo que ela fez, vende ela para Isaura, que num ato de perdão, lhe dá sua carta de alforria. Rosa fica muito emocionada e agradecida, mas continua a invejar a sorte de Isaura ter casado. Ela procura André, que agora é líder do quilombo, e que só fica com ela se ela morar com ele no quilombo, mas Rosa quer ser sinhá. Ele, então, vai embora, a abandonando, e ela sofre muito. Helena é absolvida e se casa com Diogo, mudando-se para Petrópolis. Malvina e Geraldo passam a viver na côrte, Coronel Sebastião assume sua antiga paixão por Gioconda, casando-se com ela e indo viver em Paris, mas antes ele consegue se entender com todos os seus quatro filhos. Henrique, irmão de Helena e Malvina, apaixona-se por sua prima de terceiro grau, a viúva portuguesa Aurora. Eles então se casam e vão viver em Lisboa.[58]

André vive feliz no quilombo com seu pai João e sua tia Joaquina, após eles, mesmo idosos, passarem muitas torturas nas mãos de Leôncio, conseguiu tirar eles da casa-grande. André, após um breve romance com Moleca, que ficou com ciúmes dele e arrumou briga com Isaura quando ela ficou temporariamente no quilombo, vê que não a ama e a deixa, para tentar ficar com Rosa, em vão, onde ele decide seguir como líder do quilombo e junto de Álvaro funda uma associação abolicionista, e André consegue a liberdade pelas mãos de Tomásia. Moleca, então, fica noiva de Bernardo, escravo também liberto por Tomásia, que enriqueceu junto de André no quilombo após achar diamantes.[59]

Belquior, após muito sofrer por ser um homem corcunda e desforme, encontra uma companheira semelhante a ele.[60]

Rosa ganha a fazenda de presente do pai, e fica lá morando sozinha. Com o tempo se sente infeliz, deprimida e sozinha, não tem amigos nem um amor. Percebe o mal que tanto fez as pessoas, e que agora colhe a solidão. Desiludida com a vida, suicida-se ao jogar-se em um poço.[61]

Isaura e Álvaro, enfim, são muito felizes. Eles passam a morar em São Paulo. Eles vivem por mais de 60 anos juntos. Ambos têm seis filhos, netos, bisnetos e tataranetos.[36][51]

"Quem matou Leôncio?"Editar

O recurso narrativo "Quem matou?" foi usado notoriamente pela primeira vez no Brasil na telenovela Véu de Noiva (1969) da Rede Globo, quando o personagem Luciano (Geraldo Del Rey) se retirou da trama e a autora Janete Clair usou a artimanha para justificar a ausência do ator.[62] A expressão se consagrou após a personagem Odete Roittman de Vale Tudo (1988), também da Globo, ser assassinada e virar assunto no país inteiro e aumentar os índices da trama.[63] O fim do vilão Leôncio na versão de 1976 da Rede Globo, foi fiel ao romance de Bernardo Guimarães, com o personagem se matando após ter percebido que perdeu o amor de Isaura. A nova adaptação da Rede Record optou pelo recurso narrativo "Quem matou?" para subir os índices de audiência e diferenciar as tramas.[64]

Foi feita uma lista de suspeitos antes mesmo das cenas serem escritas.[64] A partir de uma enquete criada pelo portal Virgulando, acreditavam que o capataz Chico (Jonas Mello) e a esposa traída de Leôncio, Malvina (Maria Ribeiro), seriam os principais suspeitos de matarem o vilão.[66] Cinco cenas com cinco assassinos diferentes foram feitas e o criminoso foi escolhido pela produção.[67] O personagem Chico foi quem matou Leôncio na primeira exibição da trama, revelado no último capítulo em 29 de abril de 2005.[36] Com a reapresentação da telenovela em 2006, a assassina da vez foi a escrava Rosa (Patrícia França), e na segunda reprise em 2007 foi o jardineiro Belchior (Ewerton de Castro).[3] Na reexibição pelo Fox Life em 2014, a assassina da vez foi Malvina, a esposa traída de Leôncio.[68][69]

ExibiçãoEditar

 
"Escravidão no Brasil" é um dos quadros de Debret que aparecem na abertura da trama.

Foi a primeira telenovela da retomada da teledramaturgia da Record. Inicialmente, A Escrava Isaura estava prevista para estrear em 27 de setembro de 2004 às 18h30,[70] mas foi adiada para outubro por causa das eleições municipais.[71] Exibida de segunda a sábado,[72] o primeiro capítulo foi transmitido em 18 de outubro de 2004, na faixa das 18h45 pela Rede Record,[73] inicialmente recebendo a classificação indicativa de não recomendada para menores de 12 anos, o que tornaria inadequada para exibição antes das 20h. Entretanto, antes da estreia, acabou sendo reclassificada como livre para todos os públicos.[74] O desfecho foi mostrado no dia 29 de abril de 2005, totalizando 167 capítulos.[36] A abertura era transmitida ao som de "Luz do sol que clareia a terra" de Henrique Daniel, com quadros de desenhos de escravos feitos por Debret. A música "Retirantes" de Rogério Machado encerrava os capítulos da trama.[75]

ReprisesEditar

A primeira reprise de A Escrava Isaura ocorreu entre 15 de novembro de 2005[76] e 9 de junho de 2006,[77] numa exibição especial para promover a teledramaturgia do canal garantindo bons índices na faixa das 21h da Record.[78] A segunda reapresentação da trama foi entre 29 de janeiro e 13 de julho de 2007 às 14h30, substituindo Louca Paixão.[79][80] Depois de sua reformulação, o Fox Life, canal de TV pago, comprou a trama e a exibiu entre 6 de outubro de 2014 e 25 de maio de 2015. O canal já havia exibido outra novela da Record: Essas Mulheres foi transmitida pelo mesmo em 2006.[81][82]

Em 2017, devido aos excelentes resultados obtidos por Escrava Mãe – novela original que contava a história da mãe de Isaura – a RecordTV decidiu adiar a substituta, Belaventura, e escalou a terceira reprise de A Escrava Isaura para substitui-la como forma de continuar exibindo toda a história.[83] A novela foi exibida entre 9 de janeiro e 24 de julho de 2017 às 19h30.[84][85] Está sendo reprisada pela quarta vez por sua emissora original desde 7 de outubro de 2019, substituindo Bela, a Feia, às 15h, se tornando a telenovela mais reexibida pelo canal.[86]

Exibição internacionalEditar

Internacionalmente, foi exibida pela RTP em Portugal em 2005,[87] na Venezuela pela Venevisión em 2005,[88] no Chile pela Chilevisión em 2006,[89] na República Dominicana pela Tele Antillas em 2006,[90] Telefé na Argentina em 2006,[91] pela Telemundo nos Estados Unidos em 2007,[92] WAPA-TV em Porto Rico em 2008,[93] na Bolívia pela Rede Unitel em 2012[94] e vendida ainda para Guatemala, Nicarágua e Peru.[93] Já em 2016 foi exibida, à tarde, na Correio da Manhã TV.

ElencoEditar

Ator/Atriz Personagem[95]
Bianca Rinaldi Isaura dos Anjos Sales / Elvira Vaz
Leopoldo Pacheco Leôncio Almeida
Théo Becker Álvaro Mendonça
Renata Dominguez Branca Villela
Patrícia França Rosa Silva Cunha
Mayara Magri Tomásia Albuquerque, Condessa de Campos
Jackson Antunes Miguel Sales / Anselmo Vaz
Maria Ribeiro Malvina de Salles Cunha Almeida
Caio Junqueira Geraldo Villela
Gabriel Gracindo Henrique de Salles Cunha
Paulo Figueiredo Coronel Sebastião Cunha
Ewerton de Castro Belchior Araújo
Jonas Mello José Francisco (Seu Chico)
Déo Garcez André Batista
Fernanda Nobre Helena de Salles Cunha
André Fusko Gabriel Albuquerque
Lugui Palhares Dr. Diogo Lemos
Miriam Mehler Gioconda de Albuquerque
Sílvia Bandeira Perpétua Mendonça
Aldine Müller Estela Villela
Odilon Wagner Comandante Leopoldo Santana
Chica Lopes Joaquina da Conceição (Tia Joaquina)
Ivan de Almeida João Batista (Tio João)
Paula Lobo Antunes Aurora Amaral
Fábio Junqueira Dr. Paulo Pereira
Maria Cláudia Madame Serafina
Daniela Duarte Violeta
Lígia Fagundes Flor-de-Lís
Thaís Lima Margarida
Rômulo Delduque Raimundo
Cláudio Curi Martinho Soeiro / Capitão do Mato
Rodrigo Zanardi Soldado Aloísio Guimarães
Daniel Alvim Soldado Rosauro
Bárbara Garcia Nipalesa (Moleca)
Christovam Neto Bernardo

Participações especiaisEditar

ator personagem
Rubens de Falco Leolpodo Almeida (Comendador Almeida)
Norma Blum Gertrudes Almeida
Carlo Briani Conde de Campos
Milhem Cortaz Manuel da Mota Coqueiro
Valquíria Ribeiro Juliana dos Anjos
Aldo Bueno Kamau dos Anjos
Gilbert Stein Promotor Eurípedes
Serafim Gonzalez Juiz Gomes
Diogo Oliveira Ariski
Blota Filho Padre Marciolino
Luiz Baccelli Padre Eurico
Luiz Carlos de Moraes Dr. Quintana
Ciro José Benedito
Ailene Gouveia Gisela
Matheus Palota Pedrinho
Rayana Vidal Isaura dos Anjos (criança)
Guilherme Rodrigues Leôncio Almeida (jovem)
Lucas Pappi Leôncio Almeida (criança)

MúsicaEditar

A Escrava Isaura
Trilha sonora de vários artistas
Lançamento 12 de dezembro de 2004
Gênero(s) MPB
Duração 39:44
Idioma(s) Português
Gravadora(s) Record Music

O tema de abertura da telenovela, "Luz do Sol que Clareia a Terra", é interpretado pela cantor Henrique Daniel. A trilha sonora conta ainda com cantores como Chitãozinho & Xororó, por "Sinônimos" com participação de Zé Ramalho, Mara Maravilha por "O seu amor" e Fafá de Belém por "Nem às paredes confesso". Tais canções foram incluídas em um CD, cuja produção recaiu toda a Henrique Daniel.[96]

O tema de encerramento, "Retirante", seria de início a canção tema de abertura da trama, por ter sido reproduzida na entrada da primeira versão da Rede Globo em 1976, com novos arranjos, na voz principal de Rogério Machado e backing vocal por Luana Cossetti.[75]

N.º TítuloMúsica Duração
1. "Sinônimos"  Chitãozinho & Xororó e Zé Ramalho[97] 04:43
2. "Luz do Sol que Clareia a Terra"  Henrique Daniel 04:20
3. "Impossível Acreditar que Perdi Você"  Simony 03:50
4. "Viver Longe de Você não Dá"  Guilherme & Santiago 04:30
5. "Jardim da Fantasia"  Jackson Antunes 03:41
6. "O Seu Amor"  Mara Maravilha 04:45
7. "Sol de Primavera"  Beto Guedes 02:54
8. "Nem às Paredes Confesso"  Fafá de Belém 03:56
9. "Último Romântico"  J. Neto 05:14
10. "A Paz"  Max Viana 04:56
11. "Amar É Isso"  Leonardo Sullivan 04:08
12. "Retirantes"  Rogério Machado 02:32

RepercussãoEditar

Análise da críticaEditar

   
Bianca Rinaldi (à esquerda) foi comparada a Lucélia Santos, Isaura da primeira versão de 1976 (à direita)

A Escrava Isaura recebeu críticas positivas dos jornalistas especializados. Jockisan, da revista Recreio, foi enfático ao dizer que a novela é "um exemplo de como fazer uma novela de qualidade", declarando que ela tinha bons cenários internos e externos, "ótimos atores e um ótimo figurino".[98] Jockisan também elogiou o texto, dizendo que "parece poesia" e "uma aula de história", além de disseminar a cultura africana: "Tem muitas questões históricas que podemos observar e aprender em A Escrava Isaura, e que com certeza foram objeto de pesquisa de toda a equipe para fazê-la e torná-la mais próxima da realidade da época".[98] Cristina Padiglione, do O Estado de S. Paulo, disse que a trama consegue aliar os elementos que derem certo na primeira versão com os recursos técnicos de 2004, declarando que "o texto é redondinho, com diálogos plausíveis" e que "Fazer novela fora da Globo, como diria a letra de Retirante, 'é difícil como o quê'" pelas altas expectativas que se colocam em todo produto fora da emissora líder. A jornalista ainda elogiou as atuações de Rubens de Falco e Leopoldo Pacheco, mas notou que seria difícil para Bianca Rinaldi afastar as comparações com Lucélia Santos.[6]

Bia Abramo, da Folha de S.Paulo, elogiou a trama e declarou que era uma boa opção à concorrente Começar de Novo, descrita como "fraca" e "sem brilho especial" e dizendo que seria facilmente "engolida à medida que o remake do folhetim engrene".[nota 1] Amelia Gonzalez, do jornal O Globo – pertencente à Rede Globo, principal concorrente da telenovela – foi negativa em torno das fortes cenas de massacre contra os escravos na trama, chegando a comparar com programas policiais vespertino: "A cena da morte da escrava Juliana no tronco, sangrando por todos os lados, era dispensável, sobretudo levando-se em conta o horário" Gonzalez também tocou no ponto dos figurinos da trama, mas elogiou algumas cenas que mostravam como foi a escravidão naquele tempo: "O incêndio no quilombo, os escravos trabalhando na plantação de café ou empurrando carrinhos de obras na praça da cidade remeteram, aí sim belamente, a uma época da qual os humanos não têm muito que se orgulhar."[100]

AudiênciaEditar

A meta divulgada para A Escrava Isaura foi de 7 pontos de audiência, medida pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE).[5] O programa policial Cidade Alerta, que ocupava o horário da trama na época, tinha seu final decretado com o início desta, mas foi adiado por ter uma audiência satisfatória de 8 pontos para a Record, dividindo o horário com a trama.[73] O primeiro capítulo estreou na vice-liderança com 12 de média e picos de 14,2 pontos,[101] a concorrente Começar de Novo caiu cinco pontos na Grande São Paulo.[102] No segundo dia marcou 13,[103] no terceiro voltou para os 12, subindo a audiência da Record para 8 no Rio de Janeiro e 19 no Recife.[104] Em outubro de 2004, a novela conseguiu aumentar em 50% a audiência da Record na faixa das 19h, e o número de televisores ligados em São Paulo subiu de 63% para 67% no seu horário de exibição.[105] Em dezembro, já marcava 14 de média e 17 pontos de pico.[106]

Em janeiro de 2005, A Escrava Isaura era assistida por 19,9% dos telespectadores em São Paulo, fechando a média mensal com 12,2 pontos. Fevereiro, aumentou para 21,6% e fechou com 13,6 pontos; março e abril fecharam com média de 15 pontos e participação dos telespectadores de 23%. Em Salvador, foram somados 14 pontos de média e 22,3% de baianos assistindo a trama, já no Recife, os números dobraram para média de 24,7 com 38,4% de telespectadores ligados na Record no horário. Na terça-feira de Carnaval do dia 08/02/2005, A Escrava Isaura ficou apenas 5 pontos atrás novela Começar de Novo na Globo. Enquanto a concorrente deu 24 pontos – número baixo para a emissora no horário, na época -, a da Record atingiu picos de 19, com média de 16.[4] O último capítulo, em São Paulo, marcou 19 de média e 23 pontos de pico.[4] A trama encerrou com 15 pontos de média na medição do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística em São Paulo,[4] índices considerados satisfatórios para a emissora, que determinou uma meta de 7 pontos.[5]

Prêmios e indicaçõesEditar

Em 24 de novembro de 2005, o Prêmio Zumbi dos Palmares homenageou os atores Déo Garcez, Bárbara Garcia, Matheus Palota, Ivan de Almeida, Valquíria Ribeiro, Cristovam Neto e Chica Lopes, que representavam o elenco afro-brasileiro de A Escrava Isaura.[107] Bianca Rinaldi ganhou um prêmio da crítica especializada da Argentina em 2006, após uma divulgação no país.[108]

Notas

  1. Apesar de ser chamada de remake, trata-se de um reboot, uma vez que também seja baseado no romance de Bernardo Guimarães.[99]

Referências

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